Gigante da América - Reprodução Youtube
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Num dia azul como hoje – Gigante da América

Gigante da América

Passados 24 anos de uma grande conquista, entre as dez maiores da história centenária do Cruzeiro Esporte Clube, é necessário avivar as lembranças sobre o “Gigante da América”.

A Libertadores de 1976 foi um marco para o futebol brasileiro e a conquista naquele 13 de agosto de 1997 consolidou a imagem do Cruzeiro no cenário esportivo nacional.

Numa noite escura

Nem sempre um dia azul se transforma em sucesso e conquistas, do mesmo modo, muitas das glórias chegam em noites azuis, estreladas.
A conquista da Libertadores da América em 1997 foi árdua, com grande parte da torcida sofrendo mais do que torcendo. Por outro lado, a garra de alguns jogadores, como o Fabinho na partida contra o Grêmio (RS) davam o contraponto entre o sonho e a realidade.

Libertadores

Em primeiro lugar, aquela temporada teve anormalidades que os cruzeirenses não estavam acostumados. Saímos de três derrotas na primeira fase para três vitórias e uma caminhada consistente.

Como já estávamos à frente do projeto de site, lista de discussão por e-mails na Internet, foi uma oportunidade para reunir cruzeirenses do planeta na decisão. à época conseguimos ingressos para vários deles, que chegavam ate do exterior.

Adicionalmente, éramos integrantes da torcida organizada Comando Azul e abrigávamos torcedores na Comando “Net” Azul, com uma faixa presente sempre no Mineirão (Toca 3).

SURPRESA ?

Aquela era, à princípio, a Primeira grande decisão em que torcedores de arquibancada uniam-se aos torcedores de Internet (atuais redes sociais ou equivalente).

Surpreendentemente, muitos torcedores não acreditavam no Cruzeiro, pois a campanha tinha sido uma das piores das edições da Libertadores de até então.

O historiador Henrique Ribeiro, em seu Almanaque do Cruzeiro, escreveu:

O Surpreendente bicampeão

O título da Libertadores foi o maior conquistado pelo Cruzeiro em toda a sua trajetória de “campeão da década” de 1990. E foi de uma maneira surpreendente como faz parte da sua tradição. Começou a campanha com três derrotas consecutivas e, quando mais ninguém acreditava, veio a maior reação da história da Libertadores, reconhecida pela própria Conmebol, quando o time saiu da lanterna para buscar seu segundo título Sul-americano”.

Enfim, uma conquista épica que entrou para os anais da Conmebol. Entretanto, tenho que discordar da narrativa em um ponto: “… quando mais ninguém acreditava …” não faz jus a grande parte da torcida do Cruzeiro que nunca desiste.

O jogo

Desse modo, em descrédito com grande parte da torcida e com resultados “na conta do chá” nas fases eliminatórias, e depois de um jogo “esquisito” no Peru, vamos à finalíssima com casa cheia.

Festa Comedida

A Toca 3 recebeu público superior a 95 mil pessoas, o que era um público normal em partidas Internacionais daquela década. O jogo foi tenso que eu, por exemplo, que via o jogo com amigos no espaço em que a Comando Azul concentrava-se, fiquei chateado no intervalo com alguns comentários e mudei de posição no estádio para o segundo tempo. Em outras palavras, decidi sair de perto de cruzeirenses que me incomodavam com conversa fiada e critica de torcedor sem noção.

O time de Paulo Autuori contou com os seguintes jogadores em campo: Dida, Vítor, Gélson, Gottardo, Nonato , Fabinho, Ricardinho, Donizete, Palhinha, Marcelo Ramos e Elivélton. No decorrer da partida Da Silva entrou no lugar de Ricardinho.

Certamente, aquele jogo não foi um primor de técnica, mas teve emoções fortes do começo ao fim e Dida, em um dos seus muitos milagres naquela competição, salvou um gol certo quando a partida esta empatada.

Enfim, uma vitória simples, digna de um Gigante da América, incontestável, mesmo para os adversários citadinos e rurais. Veja resumo em ” Cruzeiro 1×0 Sporting Cristal – 13/08/1997 “.

Oh ! Libertadores da América, em breve voltaremos com mais festa do que antes…

Melhores momentos

Curiosidade

Com toda a certeza, o Gigante da América foi montado com campeões e  experientes em competições nacionais e internacionais tinha que vencer.
Além do público da partida integrar a lista dos maiores públicos de times brasileiros contra estrangeiros, os jogadores do Cruzeiro acumularam mais um título ao seu portfólio individual.
Do time que entrou na decisão, apenas o zagueiro Gottardo e o volante Donizete Oliveira não ganharam copas anteriormente.
Copas antes da Libertadores de 1997 (apenas os titulares da decisão)
Dida (goleiro)
Copa Ouro (1995) – Cruzeiro
Copa Master (1995) – Cruzeiro
Copa do Brasil (1996) – Cruzeiro
Vitor (lateral-direito)
Copa Intercontinental (1992) – São Paulo
Copa Libertadores (1993) – São Paulo
Recopa Sul-Americana (1994) – São Paulo
Copa Conmebol (1994) – São Paulo
Copa do Brasil (1996) – Cruzeiro
Gelson Baresi (zagueiro)
Copa Ouro (1995) – Cruzeiro
Copa Master (1995) – Cruzeiro
Copa do Brasil (1996) – Cruzeiro
Nonato (lateral-esquerdo)
Supercopa da Libertadores (1991 e 1992) – Cruzeiro
Copa do Brasil (1993) – Cruzeiro
Copa Ouro (1995) – Cruzeiro
Copa Master (1995) – Cruzeiro
Copa do Brasil (1996) – Cruzeiro
Fabinho (volante)
Copa Ouro (1995) – Cruzeiro
Copa Master (1995) – Cruzeiro
Copa do Brasil (1996) – Cruzeiro
Ricardinho (volante)
Copa Ouro (1995) – Cruzeiro
Copa Master (1995) – Cruzeiro
Copa do Brasil (1996) – Cruzeiro
Palhinha (meia)
Copa Libertadores (1992 e 1993) – São Paulo
Copa Intercontinental (1992 e 1993) – São Paulo
Supercopa da Libertadores (1993) – São Paulo
Recopa Sul-Americana (1993 e 1994) – São Paulo
Copa Conmebol (1994) – São Paulo
Copa do Brasil (1996) – Cruzeiro
Elivélton (meia)
Copa Libertadores (1992 e 1993) – São Paulo
Copa Intercontinental (1992) – São Paulo
Copa do Brasil (1995) – Corinthians
Marcelo Ramos (atacante)
Copa Ouro (1995) – Cruzeiro
Copa Master (1995 – Cruzeiro
Do time titular que enfrentou o Sporting Cristal no segundo jogo da final da Libertadores (vitória por 1 a 0, gol de Elivélton), apenas o zagueiro Gottardo e o volante Donizete Oliveira não haviam ganho copas na carreira. Todos os outros sentiram anteriormente o sabor de celebrar esse tipo de competição. Veja a lista abaixo:
Manter a base vencedora da Copa do Brasil de 1996, bem como trazer reforços para algumas posições foi vital foi digno do Gigante da América pois com um elenco forte que tinha Célio Lúcio e Cleisson como grandes ganhadores de Copa no Cruzeiro, foi fundamental para a conquista.

 

Imagem: Reprodução Youtube

Fontes de Pesquisa:

Almanaque do Cruzeiro, CruzeiroPedia, Arquivo Pessoal Evandro Oliveira

Autoria

Evandro Oliveira

Nota do editor

Desse modo, este texto e outros da trilha ” Num dia como hoje “, visam mostrar a história vivida pelo torcedor.

Trilhas PHD

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