Amigo Cruzeirense
Atleta Centenário Clube Competição Cruzeiro Esporte Estádio Futebol Opinião Profissional Torcida

Amigo cruzeirense – Um simples desabafo

Dia do Amigo

“… Amigo é coisa para se guardar… no lado esquerdo do peito …” já dizia o musicista e grande amigo cruzeirense Milton Nascimento, em Canção da América. Entretanto, o que o embaixador do Cruzeiro não imaginava é que muitos amigos podem protagonizar uma guerra fraticida.

No Brasil, este negócio de dia “comemorativo” é confuso. Temos o “dia do amigo” nacional (em abril), o “dia do amigo internacional”, daqui alguns dias e o “dia do amigo no Facebook” (em fevereiro).

Tenho lido muitas mensagens, nas redes sociais, chamando os amigos cruzeirenses para a luta, contudo, não vou esperar por alguma data. Portanto, este texto é dirigido ao dia do amigo cruzeirense, na tristeza e na dor.

A Luta do amigo cruzeirense

Certamente, estou bastante confuso, já não sei mais quem é amigo cruzeirense, muito menos quem é amigo. A situação política no país está um caos e vejo a situação no Cruzeiro agravada pelo rebaixamento e sem perspectiva de melhoria.

Desabafo

Após o jogo de ontem escrevi este desabafo, que compartilho com todos os cruzeirenses. Certamente, os que compreenderem e reproduzirem entram no quesito de amigo cruzeirense.
Fábio é herói, mas falha também já está velho, muita barra para segurar sozinho, ninguém faz nada sozinho e Fábio perdeu o timing, como muitos outros. Inquestionavelmente, se jogadores profissionais não recebem, não colocam sangue e paixão.
O técnico Mozart, que nem estava no banco, mostrou ontem, que é um brincalhão. Claudinho titular não tem como. Surpreendentemente, Adriano e Flávio, que vinham bem, nem foram relacionados. Como se não bastasse, ainda entrou com Cabral, muito questionado, e Nonoca, que estavam “fora dos planos”  poucas semanas atrás.
E como entender como este treinador, que armava o time com três zagueiros, até duas rodadas atrás, com o fraquíssimo Joseph, substituiu um dos zagueiros e improvisou o Cabral?
Só tem uma explicação, completamente, perdido.
Enfim, é incompreensível e desesperador ver o time terminar o jogo com uma formação tão vulnerável que parecia que o time estava com nove em campo.

Humilhação

Sou relativamente novo de arquibancada e os muitos títulos desde o início dos anos 1990 com a Supercopa, têm ofuscado minha visão.
Sofremos Isso que foi feito com o Cruzeiro na partida de ontem foi a maior humilhação que me lembro; não tem Fluminense(RJ), Botafogo(RJ) e nem o Botafogo “mineiro”, que passaram pela Série B com este tipo de situação. Se bem que o Tricolor das Laranjeiras foi para a Série C e voltou para a Série A na “mão grande”, portanto, uma humilhação maior que não desejo para nenhum amigo cruzeirense.
Estes times nunca foram grandes como o Cruzeiro e suas torcidas nunca estiveram na nossa pele. Agora podemos dizer que sabemos o que eles sentiam e o rancor que acumulavam e ainda acumulam.
Por isso, temos o pior time da história, um treinador perdido, um presidente horrível, uma torcida sangue de barata e uma dívida impagável.

Réquiem

O Cruzeiro que vi foi sepultado vivo com essa bosta do novo Mineirão, que chamamos de Toca 3. É provável que a pandemia, que afastou o povão cruzeirense tenha sua parcela de responsabilidade na nossa fase ruim.
Certamente, as mudanças recentes (estádio, redes sociais, escândalos etc.), viciou, corrompeu e obnubila as violentas organizadas. Torcidas e torcedores que se calam ou agem por interesses próprios, benesses e regalias. Até mesmo o chamado torcedor comum, não organizado ou ausente, está se afastando.
Não há argumento algum que justifique a estada de SSR, em 20/07/2021 (dia do Amigo), que não passe pelo sangue de barata da torcida. Um amigo cruzeirense destacou numa rede social que:  “… Fazer parte de um exército que só tem soldado Ryan é foda !!! “, e machuca muito ler este tipo de citação e analogia.

Tristeza

Em suma, é muito triste, amigo cruzeirense e irmão.
Solidarizo-me com vocês todos que são exceções entre os torcedores do Cruzeiro que não desistem a cada gol do adversário ou a cada sequência de maus resultados.
Agora, não tenho empatia por esses simpatizantes e torcedores que escrevem muito durante as partidas e somem ou ficam zombando da nossa própria tragédia.
A gente diz que com o Corinthians(SP) não seria assim, mas, fosse nos anos 90, quando eu era jovem, não veríamos  uma torcida dessas, passiva e frouxa. É provável que praticaria atos até selvagens, mas não por interesses escusos ou a mando de algum dirigente.
Naquele momento, eu tinha todo futuro pela frente e não sei se não meteria os pés pelas mãos ao ver uma destruição do Cruzeiro, como vejo hoje.
Nossa juventude também é frágil e, com toda a certeza, somos o espelho do Brasil. Falta uma revolução que seja feita pelo povo e não por tiranos e seus asseclas remunerados.
E, analogamente àquilo que acontece no país, não é por falta de motivos que agridem a imensa nação cinco estrelas. Falta, portanto, muito soldado “cabra-homem”, desde que seja consciente e não fique agindo como boiada.
Definitivamente e com toda a certeza, não consigo ver somente um jogo e a humilhação que sofremos isoladamente. A minha estrela não está desbotada e nem cadente, como escreveu outro colunista ( Azul desbotado e cadente ), estou na resistência.
Imagem: Reprodução Internet
Quer comentar?

Deixe uma resposta