Cruzeiro x Goiás (GO) - O jogo que eu vi
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O jogo que eu vi – Cruzeiro x Goiás(GO)

O jogo que eu vi

Esta trilha mostrará a perspectiva de um torcedor cruzeirense após cada partida que envolva o Cruzeiro, sobretudo conforme a descrição da página principal. Assim sendo, o confronto deste texto é: Cruzeiro x Goiás(GO), válido pela 3a rodada do turno no Brasileiro 2021 da Série B.

É provável que a estreia do técnico Mozart não tenha impactado positivamente os torcedores quanto aos jogadores. Por isso, com atletas afastados por testarem positivo para COVID-19; manifestação de torcedores antes que o time saísse da concentração (Toca 2); vazamentos de áudios e declarações absurdas nas redes sociais, sem dúvida, o clima era ruim. Enfim, palco propício para mais uma apresentação difícil e assustadora.

Cruzeiro x Goiás(GO)

FICHA TÉCNICA

Motivo: Jogo da 3ª rodada (Turno) do Campeonato Brasileiro 2021 – Série B

Local: Estádio Magalhães Pinto – Mineirão – Belo Horizonte (MG)

Data e horário: 12 de junho de 2021 (sábado), às 21h00

Árbitro: Vinícius Furlan (SP) – CBF/AB

Assistente 1: Neuza Inês Back (SP) – FIFA

Assistente 2: Luiz Alberto Andrini Nogueira (SP) – CBF/AB

Quarto Árbitro: Ronei Cândido Alves – CBF/AB (MG)

Analista de Campo: Márcio Eustáquio Sousa Santiago – CBF (MG)

Público: Jogo de portões fechados devido à pandemia

Renda: Sem renda de bilheteria.

Gols: Joseph (contra), aos 11min do primeiro tempo, e Marcinho, aos 43min do segundo tempo.

Cartões Amarelos: Aírton (Cruzeiro); Apodi (Goiás).
Cartão Vermelho: Jadson (Cruzeiro)

CRUZEIRO 1
Fábio-1; Joseph-23 (Matheus Barbosa-17 aos 10min do 2T), Ramón-4, Eduardo Brock-14 e Matheus Pereira-6 (Stênio-19 aos 20min do 2T); Flávio-30 (Adriano-15 aos 20min do 2T) e Rômulo-27; Sóbis-10, Bruno José-16 e Aírton-7 (Felipe Augusto-22 aos 10min do 2T); Bissoli-29 (Marcinho-95 aos 10min do 2T). Técnico: Mozart

Reservas: Lucas Franças-12, Vitor Eudes-39, Paulo-33, Weverton-34, Kaiki-46, Matheus Neris-5, Jadson-88.

GOIÁS 1
Tadeu-01; Apodi-02, David Duarte-03, Reynaldo-04 e Hugo-06; Breno-05 (Rezende-15), Caio Vinícius-8, Elvis-10 (Luan Dias-18) e Dieguinho-7 (Vinícius Lopes-19); Bruno Mezenga-9 (Lucas Black-17) e Alef Manga-11 (Dadá Belmonte-20). Técnico: Pintado

Reservas: Marcelo Rangel-12, Heron-13, Matheus Salustiano-14, Ivan-16.

Cruzeiro x Goiás(GO) – O Jogo

Cruzeiro e Goiás(GO) enfrentaram-se em 56 oportunidades, desde que fizeram o primeiro confronto em 1972, por diversas competições, e esta partida foi a primeira válida pelo Brasileiro da Série B.

Surpreendentemente, as torcidas organizadas não colocaram faixas no estádio e a possibilidade da maioria das faixas serem de protesto eram enormes. É provável que a Minas Arena tenha vetado as faixas e não foi um protesto das torcidas.

De forma repetida, uma vez que os temas extracampo, como o vazamento do áudio de Deivid com empresário, tem deteriorado o relacionamento do Cruzeiro com torcedores e torcidas organizadas, deram um clima nada amistoso para o jogo. Aparentemente, os jogadores estão sofrendo com a pressão.

Primeiro tempo

O começo do jogo, a princípio, foi promissor pelo posicionamento dos jogadores e participações de Sóbis e Bissoli no ataque. Por outro lado, o goleiro do Goiás-GO, ao contrário dos goleiros dos adversários recentes, foi obrigado a intervenções decisivas.

Se bem que, a escalação do técnico estreante Mozart parecia funcionar. Mesmo que o ânimo fosse outro, tudo mudou logo no início, com o gol contra de Joseph. Mesmo que o processo, a forma da contratação e a pouca qualidade do jogador, sejam claras, o gol contra foi das coisas mais bizarras que já vi. Certamente, o gol contra sofrido pelo Cruzeiro é o mais surreal e absurdo.

Assim, sendo, a partir do gol contra, o jogo transformou-se num péssimo confronto, de parte a parte. Por outro lado, o Goiás “achou” um gol e descobriu as “tetas” na defesa do Cruzeiro e por onde atacar. Pelo lado do Cruzeiro, o desespero, falta de qualidade de muitos jogadores deu a tônica da confusão e desordem tática do time.

Assim sendo, o Cruzeiro terminou a primeira etapa

Segundo tempo

O time do Cruzeiro voltou do intervalo sem alterações e o segundo tempo prosseguiu de maneira idêntica ao ritmo da segunda metade da primeira etapa. O Cruzeiro teve maior quantidade e qualidade nos passes, finalizações e outros quesitos.

O adversário, por outro lado, mostrou que se o empate seria um bom resultado, a vitória parcial era o melhor dos mundos. Recuou e suportou a pressão do Cruzeiro enquanto podia.

O gol de Marcinho, numa das raras jogadas em que a bola saiu do campo do Cruzeiro e  resultou em passes e finalização certa, com toda a certeza, foi salvador.

Resenha

A princípio, não ligo para o que dizem os narradores e presto atenção nos comentaristas para formar opinião. No caso de torcedores comentando sobre jogadores ou lances, tento separar aquilo que é relacionado a uma visão de jogo ou somente imediatismo sem sentido. O resultado não foi ótimo, e embora a partida tenha sido muito ruim, o time comportou-se muito melhor que o adversário.

Pérolas

Dessa forma, destaco algumas “pérolas”:

  • Jaime Jr era um bom narrador, ficou ridículo ao tentar narrar e comentar. Sua narração aos 4min de jogo, trocando Goiás por Cuiabá é simplesmente patética.
  • Comentarista de uma rádio perseguindo alguns jogadores que se apresentam para o jogo e não se omitem, chega a ser sacanagem.
  • O torcedor falando do Joseph nas redes sociais (tá certo, o gol foi bizarro) por conta da forma de contratação, me lembrou quando reclamaram do Marquinhos Paraná jogar de lateral direito e eles fazendo defesa do Apodi.
  • Comentarista falando das finalizações (que foram muitas) e falta de gols usando exemplos de partidas anteriores e dizendo que não pode continuar assim.
  • Torcedores pedindo Marcelo Moreno, comentaristas profissionais pedindo Alan Ruschel só pode ser algum tipo de doença ou síndrome autista.
Além do jogo

O Cruzeiro, de fato, jogou muito melhor do que em partidas recentes ( do Mineiro, Brasileiro e Copa do Brasil ). As finalizações foram em direção ao gol e o goleiro adversário salvou bolas decisivas. Podemos afirmar que há muito tempo um goleiro adversário não era a melhor figura em campo.

Com toda a certeza, existirão aqueles que avaliaram somente o resultado e podem nem ter visto o jogo. A propósito, Sóbis, ao final da partida, respondendo uma pergunta de um repórter disse: – Você viu o jogo? ou, em outras palavras, não me faça perguntas imbecis. Acredito, desse modo, que tem muito torcedor que não vê o jogo e comenta durante 90 minutos do jogo e horas depois de encerrada a partida.

Sou da opinião de que técnico não muda time com um treino, já que a ideia de que os jogadores podem se motivar melhor. Marcinho, por exemplo, que estava para ser dispensado, virou herói, por outro lado, indicados do ex-técnico “subiram no telhado”.

Melhorou pouco

Não entendo o técnico esperar 10 minutos de jogo para fazer três substituições, mesmo que tenham sido parcialmente acertadas. Por quê não mudou no intervalo? O quê ele queria ver no adversário ou no próprio time que os dez primeiros minutos mostraram? Cabeça de técnico, sem dúvida, é uma caixinha de surpresas.

Com toda a certeza, as substituições de Mozart deram uma outra postura ao time. Discordo, entretanto, de que Bissoli deveria ser substituído e espero que o treinador pense sobre isto. É provável que o Sóbis não aguente noventa minutos, como o Cruzeiro precisa e alguns outros jogadores nem deveriam ser escalados, a improvisação pode ser muito melhor.

Uma frase do técnico Mozart, certamente, chamou-me a atenção e agradou muito. Ele teria dito que; “… o sistema de jogo se adaptará às peças …”. Ou seja, não vai ficar pedindo contratação e avaliará o que tem à disposição para adequar à sua proposta.

Do mesmo modo, não entendo substituições faltando menos de dez minutos para acabar um jogo, que não sejam por contusão ou por desespero.

Off Side: Do mesmo modo, como torcedor racional, fico imaginando como seria a performance do time caso estivéssemos na Série A.

Arbitragem

Sobre a arbitragem, analogamente a outras análises, não tem muito o que repetir, está atuando com medidas diferentes contra o Cruzeiro. Entretanto, o sistema nervoso dos jogadores do Cruzeiro precisa melhorar, atitudes como a do Jadson são inexplicáveis.

Relato do árbitro sobre expulsão de Jadson:

Após me dirigir ao banco de reservas para advertir o atleta de número 88, sr. jadson
 alves dos santos; por protestar com gestos e palavras contra a assistente de 
número 1, o mesmo se recusou por diversas vezes a sair do banco para ser identificado
 me dirigiu as seguintes palavras: "não vou porra nenhuma, venha cá você". ato 
contínuo, expulsei-o diretamente de campo. após ser expulso, o atleta foi contido e
 retirado pelo quarto árbitro, e neste momento o mesmo continuou proferindo palavras
 desrespeitosas como: "que merda, seu bosta".

De fato, este não é o primeiro quinteto e nem será o último a se acharem os melhores árbitros e auxiliares do mundo e imporem seu autoritarismo protegidos pelos seus chefes. Desse modo, é melhor acostumar, deve doer menos ( recuso  a me acostumar ).

Atuações

Continua, contudo, a farra das 5 substituições, avaliar jogadores que entram para jogar somente 10 ou 15 minutos não parece justo, exceto quando fazem muita diferença para o resultado. Em suma, observando as estatísticas posteriores ao jogo e avaliações em geral, cheguei às seguintes avaliações (sempre somente do Cruzeiro):

      • Melhor em campo – Fábio
      • Pior em campo – Joseph
      • Herói do jogo – Marcinho
      • Vilão do jogo – Joseph

Notas:

Fábio(6,5); Joseph(2), Matheus Barbosa(4,5), Ramon(6), Eduardo Brock(5), Matheus Pereira(4,5), Stênio(6); Flávio(4), Adriano(Sem Nota), Rômulo(5,5); Sóbis(5), Bruno José(5), Airton(4,5), Felipe Augusto(5); Bissoli(6), Marcinho-95 (6). Técnico: Mozart (6)

DESTAQUES

Enfim, os destaques, negativo e positivo tiveram atuações bem distintas e pelo tempo que ficaram em campo mereceriam notas diferentes. O mapa de calor e estatísticas de cada um refletem, contudo, muito da performance real. As notas dos jogadores dadas por sites e portais são bem semelhantes às dos torcedores. Em outras palavras, numa visão simplista, se fez o gol do empate, “é o melhor em campo“, nada mais obtuso e pueril.

Atuações - Cruzeiro 1 x 1 Goiás(GO)
Fonte SofaScore

Cruzeiro x Goiás(GO) – Histórico

ESTATÍSTICA DOS CONFRONTOS

Números totais do confronto
Número de jogos 56
Vitórias do Cruzeiro 31
Empates 11
Derrotas 14
Saldo de vitórias 17
Gols do Cruzeiro 74
Gols de Goiás 53
Saldo de gols do Cruzeiro 21
Jogo mais recente considerado
Cruzeiro 1×1 Goiás – 12/06/2021 – Fonte: Cruzeiropedia
Artilheiros

Charles e Deivid (4), Alex10, Alex Mineiro, Fred e Jussiê (3).

Curiosidades

Cruzeiro e Goiás-GO participaram de várias competições como, por exemplo,  Brasileiro, Sul-Minas, Sul-americana e Copa do Brasil. Enfrentaram-se em Minas Gerais e Goiás, exceto uma única partida que foi realizada no Rio Grande do Norte.

O jogo com o maior número de expulsões da história do campeonato brasileiro foi entre o Cruzeiro e o Goiás-GO, em partida válida pelo Brasileirão de 1979. Inesperadamente, foram 14 expulsões, sendo 9 do Goiás. O time da casa vencia por 3 a 1 quando o árbitro Aluísio Felisberto da Silva encerrou o jogo, por falta de jogadores.

O que vem por aí

Logo após duas rodadas jogando em casa e conseguindo somente um ponto, o Cruzeiro visitará a Ponte Preta em busca da recuperação. Em suma, dependendo da qualidade do trabalho do Pastana e Mozart e blindagem do time, talvez seja melhor jogar longe das manifestações da torcida e do burburinho das redes sociais.

Vamos aguardar !

Arte: Romero Marconi

Fontes de pesquisa

Esta edição de “O jogo que eu vi” foi escrita por

Evandro Oliveira

Nota do editor

A trilha ” O jogo que eu vi ” mostra como cada torcedor viu determinada partida e inclui uma ficha do jogo fiel à partida. Sempre com o propósito de que qualquer torcedor possa descrever o jogo que ele viu, com curiosidades e outras informações que não se vê por aí.

Trilhas PHD

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