Tetracampeão - Copa do Brasil - Súmula do Jogo
Centenário Clube Competição Cruzeiro Esporte Futebol História Num Dia Como Hoje Profissional Título

Num dia azul como hoje – Tetracampeão

Tetracampeão

Dez anos após o primeiro título, e após ter conquistado outros dois títulos (1996 e 2000), o Cruzeiro chegava novamente a uma decisão da Copa do Brasil. Num dia azul como hoje, logo após conquistar o Mineiro 2003, o tetracampeão da Copa do Brasil podia ser o Cruzeiro.

Num dia azul como hoje, e como na narrativa de ” Comando Azul ” a torcida do Cruzeiro lotava a Toca 3, com rituais parecidos e bastante confiante na sua quarta conquista.

Enfim, mais um dia vitorioso, azul e marcante para todos os cruzeirenses.

Com toda a certeza, esta é a história de uma conquista, que tem várias versões, de um título que marcou o retorno do Cruzeiro ao cenário nacional do futebol. Os torcedores não entraram em campo, mas foram relevantes neste cenário.

Tetracampeonato

Em primeiro lugar, numa competição nacional que completava quinze anos, que o Cruzeiro conquistara três vezes, ser tetracampeão não é pouca coisa.

No Brasil é costume de torcedor, especialmente adversários citadinos, menosprezar vice campeonatos e títulos que não se conseguiu. Até a própria mídia estadual dava menos importância, mesmo que seja um tetracampeonato inédito até para a maioria das equipes do Eixo RJ-SP.

A conquista concretizou-se com uma vitória inquestionável sobre o time mais famoso do Brasil, foi épica.

O time copeiro estava mais vivo do que nunca e esta conquista seria o prenúncio de que a conquista do Brasileiro era possível.

É claro que muitos torcedores saíram de longe para ver o jogo. Eu morava em Brasília e tinha torcedor do Pará, Porto Alegre, Estados Unidos e muitos outros lugares.

O TETRACAMPEÃO é maiúsculo, grandioso, eloquente, indiscutível, inquestionável, certamente não reconhecido pelos rivais.

O jogo

A competição foi pitoresca e cheia de fatos inusitados. O empate na partida anterior, com um gol como aquele do Alex10, deu ao torcedor uma confiança que poucas vezes vi quando jogávamos diante de times do Rio e São Paulo.

A partida da volta seria na Toca 3, o Cruzeiro é copeiro e o time lutava muito, até o fim de cada partida, méritos do treinador Luxemburgo.

Este jogo teve alguns lances curiosos e muita conversa de jogadores. Edílson, à época no Flamengo-RJ, como de hábito, falou muito mas sumiu em campo.

A Toca 3 recebeu quase 80 mil torcedores, e a festa era muito maior pois o adversário era gigante e acreditava que reverteria o resultado anterior.

O time tinha no comando Vanderlei Luxemburgo que escalou: Gomes, Maurinho, Gladstone, Luisão e Leandro; Jardel, Recife e Wendell (Márcio); Alex (Sandro), Aristizábal (Mota) e Deivid.

Os jogadores do Flamengo não esperavam que em menos de 30 minutos de jogo estariam perdendo por 3 a 0. Gols como o que Aristizábal fez, de cabeça após batida de falta de Alex, são inexplicáveis.

Do outro lado, aquele que pode ser considerado o pior técnico da história do Cruzeiro, merecia perder para ver se aprende.

Uma partida emocionante, virou 3 a 0 e poderia ser como nas peladas “3 vira e 6 acaba”. Entretanto, o adversário que no primeiro tempo teve oportunidades,  encontrou Gomes muito bem postado.

Poderíamos ter feito os seis para acabar, o goleiro adversário não deixou ou nossos atacantes deveriam ser mais cuidadosos. Por outro lado, duas ou três defesas de Gomes foram salvadoras.

Enfim, Copa do Brasil, aqui tens um tetracampeão !

Melhores momentos

Curiosidades

O Cruzeiro, surpreendentemente, ficou sem a zaga titular na partida de ida da decisão. Edu Dracena e Thiago Gosling perderam a condição de jogo e Luxemburgo teria que contar com os jovens da base Luisão e Gladstone. Gladstone foi vítima de uma brincadeira séria com fraldas e os adversários e a mídia aproveitaram-se disso. Os zagueiros tiveram, inegavelmente, atuações irrepreensíveis e Luisão ainda marcou gol.
Naquela data a equipe ganhou com muitos jogadores da base em campo e outros muito experientes, mas o conjunto e determinação eram os fatores que determinaram a conquista.
Luisão, na saída do intervalo, foi atrás do “Capetinha” com o propósito de perguntar sobre o que ele disse durante a semana. Edílson saiu correndo e não ouviu a declaração do zagueiro: “… fui atrás daquele pipoqueiro, mas ele, como sempre, fugiu, não quis falar comigo. Tomara que ele esteja satisfeito em sair de campo tomando só três …”

Matéria Globo Esporte Nacional

Imagem: Reprodução Cruzeiropedia

Fontes de Pesquisa:

Almanaque do Cruzeiro, CruzeiroPedia, Arquivo Pessoal Evandro Oliveira

Autoria

Evandro Oliveira

Nota do editor

Desse modo, este texto e outros da trilha ” Num dia como hoje “, visam mostrar a história vivida pelo torcedor.

Trilhas PHD

Admin_PHD
Raposão PHD Páginas Heroicas Digitais
https://paginasheroicasdigitais.com.br

Deixe uma resposta