Comando Azul - Hoje em Dia
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Num dia azul como hoje – Comando Azul

Torcida Comando Azul

A princípio, existe um senso comum de que “Torcida Organizada” é tudo a mesma coisa. Como se não bastasse, os rótulos sobre as pessoas destas torcidas são, criminosamente, generalizantes. A torcida organizada Comando Azul estreou nas arquibancadas num dia como hoje.

Enfim, mais um dia vitorioso, azul e marcante.

Com toda a certeza, esta é a história de uma conquista, que tem várias versões, de um título que marcou o retorno do Cruzeiro ao cenário nacional do futebol. Os torcedores não entraram em campo, mas foram relevantes neste cenário.

Torcida Comando Azul

Torcida Comando Azul - Foto: Evandro Oliveira
Foto: Evandro Oliveira (Arquivo Pessoal)

O Cruzeiro possui, com certeza, uma característica que nenhum grande time do planeta possui. Ainda hoje o número de torcidas é enorme e revela muito mais divergências e desunião do que convergência e integração.

Desse modo, existia uma torcida de nome ” Povão Unido Cruzeirense ” ou simplesmente PUC, que definhava e transformava-se em Torcida Organizada Comando Azul.

Portanto, a mudança ocorreu em 3 de junho de 1993, uma decisão, quando a faixa da PUC deu lugar para a nova faixa da Comando Azul.

O jogo

A decisão do dia 03/06/1993 pela Copa do Brasil causou ansiedade; o jejum de títulos nacionais era enorme. A conquista colocou o Cruzeiro de volta à Libertadores da América, após 17 anos de ausência.

Este jogo marcou o início do reconhecimento do grande time copeiro que a América do Sul conheceu como ” La Bestia

A Toca 3 recebeu mais de 70 mil pagantes , como de hábito para a torcida do Cruzeiro após as conquistas da Supercopa da Libertadores.

O time dirigido por Pinheiro, formou com: Paulo César Borges, Paulo Roberto,  Célio Lúcio, Róbson e Nonato; Ademir, Rogério Lage, Éder e Edenilson “Pateta”; Cleisson e Roberto Gaúcho.

O sempre difícil adversário gaúcho tinha bons valores em campo e alguns deles defenderam o Cruzeiro. A postura do time no primeiro tempo e o gol de Roberto Gaúcho aos 11 minutos mostraram a determinação do conjunto.

O Grêmio empatou com Pingo e Cleisson, ao final da primeira etapa, deu números finais ao placar do jogo.

Melhores momentos

Curiosidades

A arbitragem desta decisão proporcionou uma situação curiosa, uma vez que, no jogo de ida, realizado em Porto Alegre(RS), o árbitro foi o mineiro Márcio Rezende. Por outro lado, na volta, foi a vez de Renato Marsiglia, gaúcho, ser o árbitro principal. Inegavelmente, o mineiro prejudicou mais o Cruzeiro, para mostrar uma imparcialidade que nunca teve.
Devido a um problema de arbitragem na partida anterior, Pinheiro escalou como titular o zagueiro Róbson, pela ausência do excepcional Luizinho. Esta substituição de zagueiro titular se repetiria, surpreendentemente, dez anos depois, noutra decisão da Copa do Brasil.
Luizinho, que retornou da Europa para o Cruzeiro, conquistou um título de expressão que nunca havia conquistado, anteriormente no clube que o formou.
A torcida Comando Azul, em suma, ainda resistiu até a segunda década deste século. Uma vez que, alguns princípios que nortearam sua criação tiveram forte oposição de outras torcidas e até do Cruzeiro.
Existe entre grupos de torcedores a lenda urbana de que não se deve mudar o que dá certo. Em outras palavras, numa decisão não se deve estrear camisa, faixa, etc. Esta lenda urbana foi quebrada com a estreia de camisa e troca da faixa da torcida Comando Azul.

Imagem: Reprodução Hoje em Dia (Arquivo)

Fontes de Pesquisa: Almanaque do Cruzeiro, Cruzeiro Site Oficial, CruzeiroPedia, Arquivo Pessoal Evandro Oliveira

Autoria

Evandro Oliveira

Nota do editor

Este texto e outros da trilha ” Num dia como hoje “, visam, dessa maneira, mostrar a história vivida pelo torcedor.

Trilhas PHD

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Raposão PHD Páginas Heroicas Digitais
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