Num dia como hoje - Vingança Tardia
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Num dia como hoje – Vingança tardia

Copa do Brasil 1993 – A Vingança Tardia

A história do futebol traz a noção de vingança quando nem pode existir. No caso do confronto Cruzeiro e Vasco(RJ) somente torcedores mais experientes podem pensar que naquele 20 de maio de 1993 estávamos saboreando nossa vingança tardia.

A primeira Copa do Brasil

Após 1974 o Cruzeiro enfrentou o time de São Januário pela Libertadores em 1975 e passamos por eles. Não houve oportunidade de vingança. Até a data de 1993 ( a Copa do Brasil foi criada em 1989 ) nenhum confronto direto foi registrado, era nossa vez. Aquele 20 de maio era a grande oportunidade de mostrarmos que fomos injustiçados. 

O nosso adversário foi o Vasco da Gama(RJ) no jogo de ida das semifinais da Copa do Brasil. No Mineirão, diante de quase 50 mil torcedores inflamados, a maioria nem levou para a arquibancada o sentimento de vingança. Queríamos apenas um título nacional que nos fugia há muito.

O Jogo

Luiz Fernando, o “Bom de Bola” abriu o placar aos 22 minutos, mas o adversário buscou o empate logo depois. O Cruzeiro fazia uma excelente partida e, no final da primeira etapa, Edenílson, o melhor em campo, faria o segundo gol. Fomos com mais tranquilidade para o intervalo.

No segundo tempo, continuamos dominando a partida e Edenílson voltou a marcar aos 35 minutos fechando o placar e dando mais confiança para o jogo da volta no Maracanã.

Pinheiro, um técnico pouco reconhecido pela torcida, era o nosso comandante na vingança que pavimentou nosso primeiro título nacional na Copa do Brasil depois de muito tempo.

O técnico contou, naquela batalha, com: Paulo César, Paulo Roberto, Célio Lúcio, Luizinho e Nonato; Ademir, Marco Antônio Boiadeiro e Luíz Fernando; Edenílson, Toto e Roberto Gaúcho. Aos 10 minutos do segundo tempo Rogério Lage substituiu Luiz Fernando, que saiu contundido.

O vídeo dos gols desse jogo, como de toda campanha da conquista da Copa do Brasil de 1993 pode ser visto no YouTube.

Curiosidade

A batalha de 1974 foi conturbada por invasão de campo dos dirigentes celestes, o que provocou a mudança de local de jogo para o Rio de Janeiro.

A partida de 1993, no Mineirão, teve atuação desastrosa do paraibano José Clisaldo França que anulou dois gols do Cruzeiro que nenhum VAR anularia. O técnico do adversário foi expulso e comandava o time das arquibancadas com a torcida do Cruzeiro pressionando. Como se não bastasse, Eurico Miranda invadiu o campo e queria que o jogo fosse paralisado até a torcida deixar o Joel Santana orientar sua equipe.

Coisas do futebol brasileiro em que árbitros salvam times de goleada, de perder títulos e vamos seguindo “… tão combatido, jamais vencido “. A vingança tardia tem a ver com a frase de que é ” um prato que se come frio  ” e pode se repetir

Imagem: Reprodução Cruzeiropedia.Org

Fontes de Pesquisa: Almanaque do Cruzeiro, Cruzeiropedia.Org

Autoria

Marcus Trópia

Nota do editor

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2 Replies to “Num dia como hoje – Vingança tardia

  1. Essa derrota de 1974 foi a que mais me machucou nos meus 50 anos de torcedora. E, até nos tempos atuais, enfrentar o time cruzmaltino ainda é tenebroso. Na dúvida o árbitro erra a favor deles. Os feitos do clube pós 74 nos fazen esquecer um pouco daquela tragédia. Não troco as conquistas do Cruzeiro pelas do Vasco. Parabéns pelo Post. Esse tipo de publicação é uma forma de referendar jogadores que dificilmente aparecerão nas listas dos melhores do time mas que fizeram história. Saudações azuis.

    1. Eu sou o primeiro da fila, doutora. Esta derrota , para mim, nunca será vingada, mas lembro deste confronto, estava no Mineirão e afirmo que cada vitória sobre aquele time lá SEMPRE será um pedacinho de vingança. É o segundo time d planeta que mais quero ver derrotado, SEMPRE…

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