Centenário - Sorín - Getty Images
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Centenário: Um bicampeonato e uma despedida de um ídolo – Hoje em Dia

Faltam 87 dias: bicampeonato da Copa Sul-Minas é marcado por dia inesquecível para ídolo Sorín

 

A terceira e última edição da Copa Sul-Minas foi a mais badalada de todas. Disputada em 2002, ano em que a Seleção Brasileira foi pentacampeã do mundo na Coreia do Sul e Japão, ela contou com quatro integrantes da chamada “Família Scolari”. E dois deles estavam em campo no Mineirão em 12 de maio de 2002. O atacante Edílson, foi campeão pelo Cruzeiro. O volante Kléberson, vice pelo Athletico-PR. Além dos dois, o torneio teve ainda Gilberto Silva (Atlético) e Anderson Polga (Grêmio).

Apesar de tantos selecionáveis brasileiros, aquela Sul-Minas tem como marca um argentino, que também defendeu a seleção do seu país no Mundial jogado na Ásia. E ele conquistou essa condição justamente na segunda partida da final, jogada no Mineirão no Dia das Mães.

Sorín já era ídolo da torcida cruzeirense, condição que segue inalterada até hoje, mas esta partida é sem dúvida a mais marcante dele com a camisa cruzeirense.

O lateral já estava vendido à Lazio, da Itália. Era sua despedida e, de surpresa, sua mãe foi trazida da Argentina para viver aquele dia especial com o filho.

Logo no início da partida, Sorín sofreu um corte profundo no supercílio. Colocou uma bandagem e voltou a campo. E, aos 30 minutos do segundo tempo, fez o gol do título, que seria assegurado até com o empate, pois a ida, em Curitiba, já tinha sido 2 a 1 para o Cruzeiro.

O Athletico-PR era o campeão brasileiro, título conquistado em dezembro de 2001.

A festa estava completa. O bicampeonato da Copa Sul-Minas, assegurado, assim como o lugar de Sorín na história cruzeirense.

A FICHA DO JOGO

CRUZEIRO 1
Jefferson; Luisão, Marcelo Batatais e Cris; Ruy, Fernando Miguel (Augusto Recife), Jussiê (Wendell), Jorge Wagner e Sorín; Fábio Júnior (Alessandro) e Edílson. Técnico: Marco Aurélio

ATHLETICO-PR 0
Flávio; Igor, Rogério Corrêa e Gustavo (Donizete Amorim); Alessandro, Reginaldo Vital, Kléberson, Adriano e Ivan (Luizinho Netto); Illan e Alex Mineiro. Técnico: Geninho

DATA: 12 de maio de 2002
ESTÁDIO: Mineirão
CIDADE: Belo Horizonte
MOTIVO: Partida de volta pela decisão da Copa Sul-Minas
GOL: Sorín, aos 30 minutos do segundo tempo
ARBITRAGEM: Antônio Pereira da Silva (GO), auxiliado por Jorge Gomes (DF) e Flávio Kanitz (GO)
CARTÃO AMARELO: Jorge Wagner, Fábio Júnior e Edílson (Cruzeiro); Rogério Corrêa, Reginaldo Vital, Adriano e Alex Mineiro (Athletico-PR)
PÚBLICO: 69.533
RENDA: R$ 377.201,00

Imagem: Getty Images

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2 Replies to “Centenário: Um bicampeonato e uma despedida de um ídolo – Hoje em Dia

  1. Roteiro nenhum previamente imaginado poderia ter tido um final tão épico e feliz. Evoluindo de um início marcado por uma liderança rebelde até tornar-se um ídolo futebolistico, extremamente respeitado no seio do torcedor, esse homem-atleta foi um símbolo de raça e comprometimento. Com um futebol que penetrava, muitas vezes, a disposição de um grande “peladeiro”, encantou a todos em sua passagem. Todos nós, torcedores, que estávamos presentes naquela final contra o escrete paranaense, jamais esqueceremos o gol do título, justamente retribuído carregando-o nos ombros. Muito obrigado, Sorin. Gratidão eterna!

  2. E pensar que li de simpatizante que “não devemos comemorar nenhum centenário., temos que voltar para Série A”.
    É isto… esquecem a história por conta de “satisfação” e resposta para adversários e mídia.
    Sob o ALTÍSSIMO risco de, NO ANO DO CENTENÁRIO, sermos chacota mais do que neste ano.

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