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20 Fatos para entender porque o Mineirão é do Cruzeiro – Gustavo Nolasco

Oficialmente, o “Magalhães Pinto” foi construído para ser palco do futebol mineiro. Porém, na realidade, rapidamente o Cruzeiro tornou-se seu protagonista. Coube ao clube das cinco estrelas a missão de elevar o nome do estádio e de Minas Gerais aos cenários nacional e internacional. Por isso, hoje, 5 de setembro de 2020, quando o Mineirão completa 55 anos, rendo minha homenagem, relembrando 20 dos inúmeros motivos que fazem desse gigante a casa do Cruzeiro Esporte Clube.

1 – NASCEU CRUZEIRENSE | Durante toda a obra de construção do Mineirão, na então remota região da Pampulha, uma presença era constante. Lá estava, dia após dia, o maior presidente da história do Cruzeiro, Felício Brandi. No Barro Preto, ele preparava um time de jovens para reinar no estádio. Coube a ele o carinho pelo gigante prestes a nascer. Não obstante, Felício fez com que o túnel principal e o lado à sombra da arquibancada fossem reservados ao maior clube de Minas Gerais. Em 1965, no gramado e nas arquibancadas, o Mineirão já nascia azul.

2 – IMBATÍVEL | O Cruzeiro passou 1965 sem perder ou empatar nenhuma partida no Mineirão. Foram 12 jogos e o mesmo número de vitórias. Um massacre: 45 gols e apenas quatro sofridos.

3 – TRÊS ANOS SEM PERDER | O Cruzeiro só foi perder uma partida oficial para o Atlético de Lourdes, dentro do Mineirão, três anos após a inauguração do estádio. Naquela época, década de 1960, o time da Turma do Sapatênis era considerado rival do clube do Barro Preto.

4 – PRIMEIRA FINAL NACIONAL | A primeira oportunidade do Mineirão ser palco de uma final foi dada pelo Cruzeiro. Em 1966, o time estrelado disputou no estádio a primeira partida do embate contra o Santos. O resultado? Simplesmente o mais incrível (positivamente) de sua história: o 6 a 2 da Academia Celeste sobre o Santos de Pelé.

5 – PRIMEIRO PALCO INTERNACIONAL | Em 1967, o Mineirão sediava, pela primeira vez, uma partida oficial e internacional. No dia 18 de março, o Cruzeiro venceria o Deportivo Galícia, da Venezuela, por 3 a 1, em partida válida pela Taça Libertadores. Tostão marcou dois e Zé Carlos, que o havia substituído, anotou o terceiro.

6 – MINEIRÃO E CRUZEIRENSES: RECORDISTA NACIONAIS | A torcida do Cruzeiro deu ao Mineirão seu primeiro título nacional como palco de futebol. Em 1967, os cruzeirenses foram responsáveis pela maior média de público do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o “Brasileirão” daquela época. Foram 34.038 torcedores por jogo. Dois anos depois, Mineirão/Nação Azul já eram “bi”. Tiveram a maior média do Robertão em 1969, com 38.024 por jogo.

7 – CINCO ANOS DE SOBERANIA ABSOLUTA | Somente cinco anos após ser inaugurado, em 1970, o Mineirão conheceu outro clube, que não o Cruzeiro, gritando é “campeão”.

8 – PRIMEIRA FINAL INTERNACIONAL | Coube ao Cruzeiro também trazer para o Mineirão (e para Minas Gerais) a primeira disputa de uma final da Taça Libertadores. Foi em 1976, quando o estádio sediou a primeira partida contra o River Plate, vencendo por 4 a 1, com show de Palhinha, que anotou dois gols. Nelinho e Valdo fizeram os outros.

9 – ÚNICA FINAL MUNDIAL | O Cruzeiro foi o único clube que proporcionou ao Mineirão a chance de sediar a final de um campeonato mundial. Em 1976, o Gigante da Pampulha foi palco de Cruzeiro 0 x 0 Bayern de Munique.

10 – PRIMEIRO CAMPEÃO NACIONAL | O Cruzeiro também foi o primeiro clube mineiro a levantar um troféu nacional no gramado do Mineirão. Isso aconteceu em 1993, quando venceu o Grêmio por 2 a 1 e sagrou-se campeão da Copa do Brasil. Era também o início de uma trajetória hexacampeã.

11 – MINEIRÃO, UM SUPERCAMPEÃO | O Mineirão só entrou para a história da Supercopa dos Campeões da Libertadores graças ao Cruzeiro. A partir de 1988, o estádio foi uma das sedes do torneio sul-americano. Três finais tiveram jogos no Gigante da Pampulha, sendo que em 1991, o Cruzeiro levantou o troféu no gramado, tomado por milhares de torcedores.

12 – UM RECORDE ETERNO | A torcida do Cruzeiro é responsável pelo recorde imbatível de público presente numa partida no Mineirão. Em 1997, na final do Campeonato Mineiro, 132.834 pessoas assistiram a vitória sobre o Villa Nova por 1 a 0. Relatos da época mostram que além dos presentes, cerca de 20.000 torcedores ainda ficaram do lado de fora do estádio.

13 – PRIMEIRO TÍTULO INTERNACIONAL | Em relação à Libertadores, também foi o Cruzeiro que deu ao Mineirão a primeira oportunidade de ser palco de uma conquista. Em 1997, o escrete celeste vencia o Sporting Cristal e o Gigante da Pampulha seria imortalizado como o cenário da foto do capitão Wilson Gottardo levantando a tão cobiçada taça.

14 – ÚNICO CAMPEÃO BRASILEIRO | O Cruzeiro é o único mineiro a vencer o Campeonato Brasileiro no Mineirão. Fez isso por duas vezes: em 2003, contra o Paysandu e em 2014, contra o Goiás.

15 – ABSOLUTO NO MINEIRO | O Cruzeiro é maior vencedor de campeonatos mineiros na Era Mineirão. Foram 27 conquistas contra 23 do Atlético de Lourdes, o segundo maior vencedor. Juntos, Caldense, Ipatinga e América “Costela de Atlético” Mineiro somam seis.

16 – O SOBERANO NA EX-RIVALIDADE | Nos embates no Mineirão contra o Atlético de Lourdes, clube que deixou de ser rival do Cruzeiro a partir da década de 1990, o Cruzeiro é superior no número de vitórias, gols marcados e títulos.

17 – 6 A 1 | O Cruzeiro disputou o jogo final de uma competição nacional no Mineirão por sete vezes. Venceu seis delas: Copas do Brasil 1993/2000/2003/2017 e Brasileirão 2003/2014.

18 – MAIORES PÚBLICOS | Dos 10 maiores públicos em jogos do Mineirão, o Cruzeiro e sua Nação Azul estavam presente em oito deles.

19 – TOSTÃO E DIRCEU LOPES, O MAIORAIS DO MINEIRÃO | Por mais que parte da imprensa tente forçar um equilíbrio entre jogadores do Cruzeiro e do Atlético de Lourdes para falar do Mineirão, os dois maiores jogadores do futebol mineiro a brindarem o Mineirão como seus principais palcos foram Tostão e Dirceu Lopes, por importância, títulos, vitórias e talentos. É preciso reconhecer e parabenizar Reinaldo por ser o maior marcador de gols, porém, também é preciso dizer que “gols marcados” é só um critério, como poderia ser “títulos de relevância”.

20 – QUEM JAMAIS ABANDONOU O MINEIRÃO | Por fim, nesses 55 anos de história do nosso querido Mineirão, cronistas, torcedores, frequentadores e amantes do estádio deveria dizer ao Cruzeiro um “muito obrigado” por ser o único clube de Belo Horizonte a jamais abandonar o Gigante da Pampulha.

Twitter: @gustavonolascoB   Instagram: @gustanolasco

Publicado originalmente em Rádio Cinco Estrelas (R5E)

 

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