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Cruzeiro confia na anulação de contrato lesivos ao clube – Hoje em Dia

Cruzeiro confia que anulará na Justiça contratos suspeitos assinados por investigados pela polícia

 

O departamento jurídico do Cruzeiro encara desafios de grandes proporções e tem inúmeras ações trabalhistas e cíveis para acompanhar, além dos processos envolvendo os ex-dirigentes que são acusados de gestão temerária e de terem cometido atos criminosos à frente do clube.

Justamente por meio do inquérito apresentado pela Polícia Civil e do indiciamento desses ex-cartolas, e até empresários do mundo da bola, que os advogados celestes trabalham com algumas convicções importantes. Dentre essas, a de anular contratos suspeitos assinados pela gestão Wagner Pires de Sá, em 2018 e 2019.

Escritórios de advocacia que se tornaram parceiros do Cruzeiro discutem com a diretoria jurídica da Raposa passos importantes a serem dados. E há um estudo de casos para que alguns contratos possam receber “atenção especial” dentro do resultado apresentado pela investigação policial.

“O Cruzeiro defende que, em alguns casos (não são todos, evidentemente), os contratos podem ter sido mecanismos utilizados para desvio de recursos do clube, como a própria Polícia Civil concluiu ao fazer o indiciamento de ex-dirigentes e empresários. Desta forma, se esses contratos foram de fato mecanismos para desvios de recursos, as suas nulidades podem vir a ser reconhecidas. O Cruzeiro vai defender a anulação de alguns contratos, com responsabilidade e sem leviandade”, garante o superintendente jurídico cruzeirense Fábio Boson Gambogi, em entrevista ao Hoje em Dia.

Para isso, o clube, que passou até por uma “queima de arquivo” e ficou sem inúmeras documentações relevantes, como contratos, por exemplo, tenta se organizar internamente para alcançar resultados ainda mais expressivos em ações na Justiça.

“É uma realidade essa dificuldade. Havia uma total desorganização dos processos internos. Muitos documentos não informatizados, não sistematizadas, ou fora de ordem. Isso dificulta a apuração do que ocorreu no passado e o planejamento para o futuro. Mesmo assim, aos poucos isso vem sendo amenizado. A nova gestão acredita que conseguirá organizar o que for preciso e colocar tudo em ordem”, confirma Boson.

A primeira vitória do Cruzeiro usando esse argumento da possibilidade de fraudes em contratos, pelo menos em caráter liminar, aconteceu na semana passada, quando o clube conseguiu, de forma liminar, o direito de suspender a necessidade de reativar de forma imediata o contrato do lateral-esquerdo Dodô.

No dia 13 de agosto a Justiça Trabalhista havia determinado que o contrato do jogador fosse reativado pelo Cruzeiro.

No entanto, a desembargadora federal do trabalho Adriana Goulart de Sena Orsini, suspendeu temporariamente essa necessidade urgente de retomada do contrato.

O documento firmado entre Cruzeiro e Dodô ainda na gestão Wagner Pires de Sá, em 2019, está entre os contratos que o Cruzeiro aponta irregularidades. Nesse acordo, além do próprio ex-presidente do clube, o ex-vice de futebol Itair Machado e o empresário Wagner Cruz, todos denunciados em inquérito policial, assinam a papelada.

Os advogados de Dodô já apresentaram embargos ao recurso do Cruzeiro e contestam o inquérito policial anexado pelo clube. “Questões como a má administração do requerente, crimes cometidos por seus diretores ou comissões prometidas a terceiros não devem e não podem ser objeto deste processo – pontuou a defesa de Dodô

A reportagem tentou contato com o presidente pelo telefone, mas ele não atendeu as ligações.

A defesa do lateral disse também que a assinatura do empresário Wagner Cruz no contrato aparece como “testemunha” e que esse agente não faz parte do acordo entre as partes.

“Ademais, diferente do alegado no r. despacho, o Sr. Wagner Cruz, que assina o documento como testemunha, jamais foi intermediário do atleta! Com a devida vênia, não se sabe de onde essa informação foi retirada, mas ela não é verdadeira”, diz parte da peça recursal produzida pela defesa de Dodô.

Já o Cruzeiro entende que todas suas movimentações na Justiça para provar que contratos foram celebrados de forma irregular possam ser, no futuro, garantia de vitória ao clube.

“O Cruzeiro reforça sua confiança nos órgãos que estão apurando as eventuais irregularidades e espera que as conclusões feitas nas investigações sejam levadas em conta em todos os processos, inclusive os trabalhistas, sobretudo diante da hipersuficiência (sic) dos envolvidos, que compõem os 1% da pirâmide social desse país desigual”, finaliza Flávio Boson.

Imagem: Cruzeiro/Divulgação

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