Marcelo Moreno - O Flecheiro Azul - Bruno Haddad - Cruzeiro/Divulgação
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A saga do Flecheiro Azul – “Nos Tempos do Palestra”

História

No ano de 2018, o uruguaio Giorgian De Arrascaeta se tornou o maior artilheiro estrangeiro da história centenária do Cruzeiro, ao atingir os 45 gols. A marca, anteriormente, pertenceu ao espanhol Fernando Carazo, por longos 76 anos. E, neste momento, Marcelo Moreno, o Flecheiro Azul, está muito próximo de superar a marca de Carazo e Arrascaeta.

Carazo

Afinal, quem foi Carazo?

Nascido em La Coruña sua família veio ao Brasil buscar melhores condições de vida, em São Paulo. Foi na capital paulistana onde o espanhol começou a dar seus primeiros toques na bola. Além do ofício de marceneiro, jogadores da época eram amadores, a ter habilidade com a bola o fez destaque.

Atuou em alguns clubes da Pauliceia, mas foi no Palestra paulista que ele se destacou. Assim sendo, da amizade entre os dois Palestras que surgiu a oportunidade do goleador. transferir-se para a capital mineira.

Carazo - Reprodução Site Oficial do Cruzeiro
Carazo – Reprodução Site Oficial do Cruzeiro

Fernando Carazo chegou ao Palestra por indicação do técnico Matturio Fabbi, quando o clube do Barro Preto, montou o seu primeiro esquadrão. Naquele longínquo ano de 1928 o time palestrino partia para seu primeiro tricampeonato.

Em suas três passagens pelo time italiano das alterosas, Carazo marcou 44 gols, e conquistou os títulos mineiros de 1928, 1929, 1930 e 1940, seu último gol foi marcado contra o Atlético Mineiro. Foi o gol solitário da vitória por 1 a 0, no estádio do Palestra, naquele 19 de outubro de 1941, no segundo tempo da partida.

A última partida do operário espanhol, aconteceu no dia 08/02/1942 na derrota para o América, por 4 a 1. Sua estreia, surpreendentemente, aconteceu contra o próprio América e, na ocasião, uma vitória palestrina pelo mesmo placar, gols de Morgantinho, Ninão duas vezes e Bengala fechou a conta no dia 21/04/1928.

A saga do Flecheiro Azul

Em sua terceira passagem pelo clube, o boliviano Marcelo Moreno abriu mão de seu salário abastado que vinha recebendo no futebol chinês, para fazer parte da reconstrução da maior potência esportiva de Minas Gerais, e nunca escondeu que uma de suas metas, é sim, se tornar o estrangeiro com o maior números de gols marcados com a icônica camisa estrelada.

Atualmente com 46 gols marcados, o Flecheiro Azul está a 5 gols de atingir esse objetivo. Entretanto, o atacante sempre deixou claro, que sua missão principal, é levar o clube de volta a primeira divisão.

Nas partidas do Cruzeiro tem se observado o empenho do atleta e sua disposição, dando passes para gols e ajudando na marcação, uma característica diferente do que havia apresentado em suas outras passagens pelo time celeste.

A expectativa da torcida é que ele consiga esse feito nos próximos jogos e possa marcar seu nome de vez na história do clube. Certamente, será lembrado também por ser o principal jogador num momento importante da história do clube; o ano da sobrevivência e da reconstrução.

Imigrantes e Estrangeiros

Em suma, a síntese de um clube, fundado por imigrantes estrangeiros e filhos de estrangeiros, é galgada na miscigenação. Uma mistura, portanto, que fazem dessa agremiação, uma potência, sem fronteiras e sem distinção, e entre tantas bandeiras de tantas nacionalidades que na Toca passaram. Desse modo, o mastro já está preparado para receber a bandeira boliviana, de um artilheiro identificado com as 5 estrelas, e que espera poder hasteá-la o mais breve possível.

Não só por atingir o topo da lista dos matadores estrangeiros celestes, mas por dedicar-se a fazer parte quando Cruzeiro mais precisa. Certamente, a outrora tão organizada e gloriosa instituição precisa, assim como foi Carazo, de um goleador nos campos e um operário fora dele.

O Flecheiro Azul será sempre lembrado também como um operário, mas nos gramados, por ter ajudado no reerguimento de um gigante.

Imagem: Bruno Haddad – Cruzeiro/Divulgação


A saga do Flecheiro Azul é uma crônica de Romero Marconi, responsável pela trilha “Nos Tempos do Palestra“.

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5 Replies to “A saga do Flecheiro Azul – “Nos Tempos do Palestra”

    1. Com um esquema tático totalmente inoperante e ele tendo que voltar no meio campo para dar combate, realmente fica difícil dele conseguir finalizar mais vezes e assim chegar ao gol.
      Vamos aguardar para ver se o Enderson acorda e faça com que ele receba mais bolas em condições de finalizar.

      1. Marconi,
        Entendo torcedores que tem jogadores como ídolos acharem que estes ídolos continuem para sempre assim. A torcida do Cruzeiro tem este comportamento. E, às vezes. demoram para cair a ficha.
        Como disse um torcedor, “… tá faltando flecha para o Flecheiro…”
        Eu diria que falta flecha, arco e tem que aumentar o alvo.
        Situação parecida vivemos com Fred. MUITO mkt e nada de futebol.
        O Cruzeiro não é e NUNCA FOI time de jogar em função de “9” … NUNCA SERÁ.
        Foram cruzadas mais de 50 bolas no jogo contra Chape, aí a “culpa” recai sobre os “cruzadores”. Chega-se ao cúmulo de torcedor falar que Welington e Stênio “boicotam” o Moreno.
        Você sugere que Enderson mude esquema de jogo. ABSURDO.
        Verás amanhã com Moreno de fora.
        P. S. Moreno de capitão é o canto do cisne pra ele. #FicaaDICA !

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