Wagner Pires de Sá - Light Press
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Wagner Pires de Sá comandou rombo superior a R$ 10 milhões – SuperFC

Polícia Civil identifica rombo de R$ 10 milhões nas contas do Cruzeiro
Ex-dirigentes do clube e empresários foram indiciados pelos crimes de apropriação indébita, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e associação criminosa

 

A Polícia Civil de Minas Gerais convocou uma coletiva de imprensa na tarde desta terça-feira para dar esclarecimentos sobre a conclusão do inquérito que apura as denúncias contra três ex-dirigentes do Cruzeiro e quatro empresários. A investigação identificou um rombo de R$ 8,2 milhões nas contas do Cruzeiro, que corrigidos chegam a R$ 10 milhões. Os documentos já foram entregues ao Ministério Público de Minas Gerais, que irá decidir nos próximos dias se oferece ou não denúncia contra os suspeitos.

Os ex-dirigentes do Cruzeiro e empresários foram indiciados pelos crimes de apropriação indébita, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e associação criminosa. A pena dos envolvidos variam de 1 a 4 anos, 3 a 10 anos e 1 a 5 anos. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados pelas autoridades policiais devido à legislação, mas são conhecidos: o ex-presidente Wagner Pires de Sá; o ex-vice de futebol Itair Machado e Sérgio Nonato, ex-diretor geral do clube estrelado, e os empresários Carlinhos Sabiá (que possui envolvimento em comissão relativa à venda do lateral-direito Mayke sem possuir ligação com o atleta), João Ramalho, conhecido como ‘João da Umbro’, Wagner Cruz (os dois que são citados pelo Cruzeiro na renovação do goleiro Fábio, sendo que Wagner Cruz não possuía relação com o camisa 1 celeste) e Cristiano Richard (esse último que firmou um contrato de empréstimo de R$ 2 milhões com o clube, sendo que a garantia de pagamento foi a cessão de parte de direitos

As conclusões da Polícia Civil foram divididas em seis tópicos, que envolveram dentre outras situações a renovação de contrato do goleiro Fábio, o vínculo do volante Bruno Silva, a transferência do lateral-direito Mayke, comissões e até a compra de um apartamento para um ex-dirigente. As apurações apresentadas por Agnelo de Abreu, chefe do departamento de combate à corrupção e a fraudes; Domiciano Monteiro, delegado da divisão especializada de combate à corrupção, investigação à fraude e crime contra as ordens tributárias; e Gustavo Xavier, da segunda delegacia especializada na investigação de fraudes.

A Polícia Civil explicou que não existiu um motivo jurídico para uma representação de prisão contra os indiciadas neste momento, uma vez que os investigados colaboraram, sempre, na medida do possível, fornecendo documentações, e comparecendo quando foram intimados. A Polícia Civil esclareceu que as investigações não vão parar por aí e outras situações deverão ser apuradas pelas autoridades relacionadas à antiga administração.

“A gente espera que não fique apenas com esse relatório final, mas que seja o início porque, com certeza, vai haver outros desdobramentos”, disse Domiciano Monteiro, delegado da Polícia Civil.

Outro lado

A reportagem buscou contato com os indiciados. Wagner Pires e Sérgio Nonato não atenderam as ligações. Itair Machado não retornou os contatos por mensagem de texto, mesmo após visualizar o conteúdo. João da Umbro e Wagner Cruz também não responderam aos contatos telefônicos. Carlinhos Sabiá, por sua vez, manifestou-se e disse que vai procurar primeiro a orientação de seu advogado antes de qualquer pronunciamento à imprensa. A reportagem não conseguiu falar com Cristiano Richard.

Imagem: Ligth Press

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