Vela de Ré, nova modalidade olímpica

Por SÍNDICO | Em 26 de dezembro de 2015

DORIAN VAN RIJSSELBERGHE, velejador holandês campeão olímpico em Londres, após disputar a Copa Brasil de Vela:

“Era comum que sacos plásticos prendessem na quilha. Isso aconteceu com meu companheiro de treino 13 vezes durante uma regata. Tivemos que navegar de ré pra tirar o lixo que se prendia na prancha. Como será nos Jogos Olímpicos? Velejadores navegando de ré pra vencer a corrida? Isso é o que acontecerá se ninguém tomar medidas drásticas pra mudar a poluição da água. A Baía de Guanabara tem tantos sacos plásticos que a população do mundo todo poderia usá-los em suas compras de Natal. Em resumo, a água é nojenta e perigosa.”

Cidade maravilhosa / Cheia de encantos mil / Cidade maravilhosa / Coração do meu Brasil

12 comentários para “Vela de Ré, nova modalidade olímpica”

  1. SÍNDICO disse:

    MARILIZ PEREIRA JORGE, da Folha DE S. PAULO, relatando passeio numa lagoa da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro:
    “Seria maravilhoso, não fosse um detalhe: as águas fétidas. Cocô para todo lado. Então, sempre me vejo avisando de antemão que o passeio é bom, mas tem esse porém. Percebi que ao me deparar com certas situações me baixa o santo do Tom Jobim e lá estou repetindo que tal coisa é boa, mas é uma merda.
    Essa região fazia parte do compromisso de despoluição assumido pelo governo estadual, assim como o Complexo Lagunar de Jacarepaguá, a Lagoa Rodrigo de Freitas e a Baía da Guanabara. Você sabe o que aconteceu.
    As pessoas continuam morando à beira do cocô, praticando esportes no meio do cocô, passeando de barco sobre o cocô. Porque a maioria das coisas no Rio de Janeiro ou é abandonada ou feita nas coxas.
    Viver no Rio é resumidamente isso, bom, mas uma merda. E eu me vejo o tempo todo me desculpando pelas cagadas que transformaram a cidade nesse caos paradisíaco.
    Queria muito acreditar que um evento como a Olimpíada deixará legado maior do que uma região revitalizada, um novo museu, complexos esportivos. De que adianta tudo isso se o básico não é resolvido?
    Passando pela favela da Rocinha, meu pai, que não vinha ao Rio fazia 35 anos, diz que cresceu, mas continua igual. Conto que a área ganhou complexo esportivo, passarela desenhada por Niemeyer, unidade pacificadora. Bom, não é mesmo?
    Bom, mas continua com o ‘valão’ de esgoto numa das vias principais, que deságua todinho na praia de São Conrado. Deve ser inaugurado um teleférico. Quem precisa de esgoto quando se ganha um teleférico?”

  2. Matheus Chaves disse:

    E o mesmo vemos por aqui na Lagoa da Pampulha. Deve ser muito difícil entender que para sanear um lago ou lagoa basta resolver os problemas à montante dela. A burrice no Brasil dá muito dinheiro.

    • SÍNDICO disse:

      Todo mundo sabe o que deve ser feito. Mas quem prioriza tais obras de saneamento?

      • Matheus Chaves disse:

        Entra ano sai ano e temos as obras de revitalização da Lagoa da Pampulha, com retirada de lixo, algas e areia do lago. Tratar a água que chega lá, nem pensar.

      • Kitsune disse:

        Excerto elucidativo: “Independentemente da decisão da Unesco, porém, nos primeiros meses de 2016 deve ocorrer a tão esperada limpeza da água da lagoa.

        Cerca de R$ 140 milhões estão reservados para esse trabalho, informa o secretário de Comunicação da prefeitura, Regis Souto. Falta a Copasa atingir a meta de remoção de 95% do esgoto lançado na represa (o estágio atual é de 87%).”

      • Kitsune disse:

        Há alguns anos existe um esforço genuíno para a despoluição da lagoa – pode acreditar. Infelizmente, a empreitada sofre do mal de toda obra pública nas terras tupiniquins; sobra incompetência, burocracia e safadeza. Atrapalha, mas não impede, quem quer ver resolvida a questão. Chegaremos lá.

  3. Matheus Chaves disse:

    Não gosto de visitar a capital fluminense. É o exemplo mais bem acabado de como a civilização falhou no Brasil. Uma paisagem estupenda destruída por favelas e arranha-céus construídos sem o mínimo sentido de lógica urbana.

  4. Cruzeiro.Org disse:

    Cruzeiro.Org© => “A herança de Bruno Vicintin: 79 atletas. Quem são?” por João Duarte http://www.cruzeiro.org/coluna.php?id=2467

  5. teixeira disse:

    O caráter deveria ser mais importante do que a ideologia. O mau caratismo institucionalizado neste Brasil encontra suporte na intelectualidade acadêmica, na classe artística, na maioria dos editores da imprensa e é claro, na elite política. Os atletas deveriam se recusar a competir nessa vaso sanitário.