Triângulo vestiu Azul

Por Jorge Angrisano Santana | Em 27 de agosto de 2010

Maurício Sangue Azul

O aumento do número de simpatizantes, que podem vir a se tornar torcedores do Cruzeiro depende de quatro fatores essenciais:  mídia, títulos, vitórias e planos de marketing.

A revolução percebida pelos cruzeirenses, que acompanharam a partida contra Corinthians no estádio, assustados com o  aumento considerável de sua torcida no Triângulo mostra claramente isto.

A nação azul presente no Parque do Sabiá comprova que a nossa torcida cresceu  assustadoramente nesta região mineira.

Cleber Mendes, cruzeirense e comentarista do PHD, me conta que na década de 90 e anteriores não eram transmitidos jogos do Cruzeiro para cá. Só se ouviam clássicos do Eixo.

O manto azul estrelado era mostrado nas telinhas somente em finais da Copa do Brasil e da Libertadores. E, esporadicamente, quando nosso time enfrentava algum do Eixo. Nem a Supercopa era transmitida para cá.

Em 2002, quando cheguei a Uberlândia, dava pra contar nos dedos as camisas do Cruzeiro nas ruas. Só havia camisas de times cariocas e paulistas, devido à influência da TV e do rádio durante décadas.

Com início das transmissões do Campeoanto Mineiro pela TV Integração, da Rede Globo, e a chegada da Rádio Itatiaia, em 2002 (em 2007, tornou-se líder em audiência), o cenário começou a mudar e o Cruzeiro começou a conquistar torcedores influenciados pela programação mais “mineira” da região.

Com a mídia a nosso favor e com as conquistas dos campeonatos mineiros  e, especialmente, da Tríplice Coroa, aumentou o número de simpatizantes e consolidou-se o crescimento exponencial do número de torcedores celestes.

Aos poucos, o clube também iniciou uma politica clara para fortalecimento da marca, investindo em marketing com campanhas,  projetos e ações como Raposão, Confraria Celeste, Guerreiros dos Gramados, Minas veste Azul etc.

Tudo isto pode ser aperfeiçoado nos próximos anos. É preciso avançar, caso contrário, perde-se o que já foi conquistado.

Contra o Corinthians tivemos, por alto, de 15 mil cruzeirenses no Sabiá, algo  inimaginável em 2002 quando cheguei aqui.

E se aconteceu esta Revolução Azul no Triângulo, por que não pode acontecer o mesmo em  outras regiões como Sul de Minas e Zona da Mata?

Precisamos consolidar nossa torcida em Minas.

O problema de falta de estádio na Capital é, neste momento, muito grave para o clube.

Mas este percalço pode representar uma grande oportunidade de consolidação da torcida em outras regiões e até fora de Minas, como em Brasília por exemplo.

Nesta quarta-feira, descobri que há mineiros de verdade no Triangulo. Por isto, acordei com um grande sorriso no rosto, uma felicidade impar e trabalhei trajando o manto azul com muito orgulho.

Como é bom  ser cruzeirense! Hoje, sinto orgulho de morar em Uberlândia e prometo não torcer mais pelo Boa de Ituiutaba só pra azulcrinar meus amigos torcedores do Verdão, o Furacão da Mogiana. kkkkk!!!

E que venha logo o grande clássico do Triângulo, o Cruzeiro x Flamengo!

Maurício Garcia Vieira, o Sangue Azul, 40, cruzeirense, empresário do ramo de informática, nasceu em San José, Costa Rica, mora em Uberlândia.

Deixe um comentário

Você precisa fazer o login para publicar um comentário.