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Cruzeiro 4×2 Guarani: Ufa!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Em 4º lugar com 37 pontos, o Cruzeiro pode chegar à vice-liderença se vencer. Perdendo, permanece onde está.

Cuca não terá Roger Galera, Marquinhos Paraná, Diego Renan e Jonathan, suspensos, nem com Leonardo silva e Gilberto, recuperando-se a longo tempo de contusões. Mas terá a volta de Francisco Everton, Wellington Paulista e de Walter Montillo.

Em 7º lugar com 29 pontos, o Guarani pode chegar ao 6º lugar, se vencer. Perdendo, pode cair cinco posições.

Se quiser, Vagner Mancini poderá escalar Douglas, goleiro, Apodi, lateral-direito, e Fabão, zagueiro. Só que ele faz mistério e não revela o time que enfrentará o Cruzeiro.

(mais…)

Mariana: “Vira e mexe, o garotinho me pede pra cantar o ‘Vamos, vamos, Cruzeiro’!”

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Pitacos de blogueiros acerca do Atlético-MG 0x1 Cruzeiro, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro 2010, na Arena do Jacaré, Sete Lagoas, em 01ago10:

  1. Mariana, no PHD: Assisti ao clássico ao lado de duas crianças atleticanas. Que dó que tive dos meninos! No final da partida, quase chorando, o mais velho disse que tá cansado de ver o time dele perder. Que gosta mais de F1… Como um pai, em sã conciência, pode obrigar o filho a sofrer? KKKKKKK O mais novinho, eu quase trouxe ele para o nosso lado, mas a pressão familiar não deixou. Mas vira e mexe ele me pede pra cantar aquela música “Vamos, vamos, vamos cruzeirooooo! Cruzeiro guerreiro, Cruzeiro meu amoooor…” que ele acha linda. Só é complicado quando os pais e avós são atleticanos. Dá pra ver na cara dele que ele é doido pra ser cruzeirense, comemorar comigo, mas o pai fez pressão, deu camisa listrada e tudo. Muito legal esta atitude sua de catequizar as crianças, levar camisas. Em São Tiago nem preciso fazer isso, lá é 98% azul!
  2. Elias Guimarães, no PHD: Marquim Paraná continua invicto contra o galinheiro. E sempre jogando o futebol correto, participativo e coletivo, dando até bico prá fora quando necessário, presença marcante nas saídas de bola e no equilíbrio defesa /armação. Pra desespero de seus detratores. E, por incrível que pareça, muitos vestindo azul!!!
  3. Matheus Reis, no PHD: Cruzeiro jogou como time grande: lúcido, aguerrido e letal. Sem dúvidas uma página heróica. Mas confesso que a coisa que menos temia nessa partida era a pressão da torcida. É que pra quem tá acostumado a jogar Libertadores, como é o caso da maioria dos jogadores desse elenco, pressão de torcida não é novidade. Ainda mais pressão de torcida muda. Paraná é fora de série dentro e fora de campo. Eu não consigo deixar de me impressionar com o fato dele sempre se recuperar de uma lesão antes –muito antes– dos prognósticos. É, ao lado do Fábio, o cara que mais admiro nesse time.
  4. Claudinei Vilela, no PHD: Cuca montou um time pra não perder. A prova maior foi usar 4 volantes. Ele sabia que com os desfalques que tinha e a falta de material humano para substitui-los a altura somados ao desespero das frangas e a torcida rival única no estádio, tinha que ter um time coeso e muito forte defensivamente. Deu certo! O Cruzeiro jogou no erro do adversario, que aliás foram muitos, ajudado pela falta de entrosamento dentro e fora de campo do time zebrado e numa noite excepcional do Fabio. O Gol do WP colocou mais lenha na fogueira e depois a experiência de jogadores como Marquinhos Paraná, Fabricio e Fabinho contribuiram ainda mais pra ajudar a concretizar a vitória.
  5. Evandro Oliveira, no PHD: Tivemos três zagueiros (volante como líbero) no 1º tempo e suportamos muito melhor as investidas das frangas. No 2º tempo, até a entrada do Elicarlos o esquema teve o Fabinho um pouco mais avançado, mas ainda assim com os dois alas mais soltos (tanto que o Diego Renan apareceu no ataque por esta liberdade dada pelo “líbero” e dois volantes (Fabrício e Paraná). O esquema de 3-5-2 do Cuca é muito diferente do esquema adotado por outros como o Geninho ou o próprio Luxa com zagueiros-zagueiros. O 3-5-2 com líbero e 3-5-2 com zagueiros de ofício são muito diferentes, embora ambos pareçam sistemas defensivistas, são muito mais ofensivos que muito 4-3-3 por aí. Alguns jogadores permitem alternar do 3-5-2 com líbero, para um 4-3-1-2 que permite a mesma agilidade. Aliás, o esquema 3-5-2 de ontem se apresentava assim quando o time defendia. Quando o time atacava ele virava um 2-1-4-2-1. O  que alguns técnicos mais estudiosos vem chamando de “dinamicidade da partida” e que muitos comentaristas não conseguem entender. Por isso, a opção pelos jogadores mais versáteis e que atuam em diversas posições. Estas mudanças acontecem com o jogo em andamento e muito torcedor e a té comentaristas profissional fica sem saber o que está acontecendo. Ontem tinha narrador/comentarista jurando que o Cruzeiro entrou no 4-4-2 com três volantes. Dei uma nota mediana para o Cuca. Se entendesse que ele tinha ido “muito bem” daria nota acima de 8. Vi alguns erros (que foram recompensados por acertos), mas uma coisa foi imperdoável. Colocar o Robert não foi uma coisa boa. Embora tenha lido ou ouvido alguém comentando que “todas as substituições do Cuca foram soberbas”. Menos, né!
  6. Naldo Morato, no PHD: Gostei muito da coletividade. Não há como negar as boas atuações do Fabrício, Fábio, Marquinhos Paraná e nem como não destacar o golaço do Wellington Paulista, um dos mais bonito que eu vi ele fazer com a camisa celeste, mas de um modo geral o time foi muito bem. O rival criou mais oportunidades, mas o nosso time foi eficiente. Houve um falso domínio do rival, mas durante todo o jogo quem mais teve a cabeça no lugr foi o time celeste. É um time mais tarimbado, mais maduro, mais acostumado a adversidades. Este fatos pesaram muito do desequelíbrio da balança a nosso favor. Nem a expulsão do Gil abalou o time, que se manteve firme em seu objetivo que era a vitória. A prova da instabilidade emocional do rival, foi quando começaram um bate boca e um empurra-empurra sem fim entre os seus jogadores que poderia ter rendido até um cartão amarelo, mas juiz preferiu contemporizar. Parabéns ao Cuca e a seus comandados que, à espanhola, mantêm a hegemonia nos clássicos.
  7. André Kfouri, em seu blog: No encontro do Galo com a Raposa, na Arena do Jacaré, um pombo acertou o ninho da coruja. Só torcida do Atlético no estádio. Uma declaração oficial da nossa incompetência para organizar um jogo de futebol.
  8. Juca Kfouri, em seu blog: Galo brilha de novo. E perde mais uma vez: No primeiro tempo na Arena do Jacaré 100% atleticana, com 12.340 pagantes, só deu Galo. Galo e Fábio, o goleiro do Cruzeiro. Resultado: Cruzeiro 1, Galo 0, gol de Wellington Paulista, em chute lindo da intermediária, aos 32. No segundo tempo, o Galo continuou com muito mais volume de jogo, mas Fábio já não foi tão incomodado e, na verdade, as duas melhores chances de gol foram de Diego Renan, logo no primeiro minuto ao mandar na trave de Fábio Costa, e aos 26, quando chutou para fora o que seria o segundo gol da Raposa. Resultado final: Cruzeiro 1, Galo 0. Reflexo na classificação: Cruzeiro em sexto lugar, com 19 pontos, a um do G4 e Galo em 19o. lugar, com 10 pontos em 12 jogos, na vice-lanterna, mas quase no ponto para começar sua reação. Ainda mais agora, que Obina voltou. Aliás, em sua primeira participação no jogo, ao entrar no começo do segundo tempo, o centrovante deu uma furada espetacular. O Galo, é verdade, superou o Ceará, pois já tem a pior defesa do Brasileirão e quase viu três de seus jogadores se pegarem aos tapas no gramado, prova de comando e controle de nervos. Além do mais, jogou os últimos 12 minutos com um jogador a mais, pois Gil foi expulso de campo, ao bater em Tardelli que tinha pisado num cruzeirense. Mas jogar com um mais é um trauma difícil de ser superado desde que Camarões eliminou o Brasil, com dois a menos, nas Olímpiadas de 2000, em Sydney. Só com atleticano no estádio, houve briga no fim do jogo, provavelmente porque alguém cometeu a injustiça de criticar o professor que comanda o alvinegro.
  9. Lédio Carmona, em seu blog: A vitória do Cruzeiro e o problema da manteiga: O clássico mineiro teve o Cruzeiro com a postura antecipada neste espaço na última sexta-feira: sem Gilberto ou Roger para armar, Cuca apostava em três zagueiros e contragolpes. O Atlético tinha também três defensores, diferentemente do imaginado, e tentava sufocar. Conseguiu no primeiro tempo, especialmente após os 20 primeiros minutos e finalizou sete vezes contra uma do rival – o chute certeiro de Wellington Paulista no ângulo de Fábio Costa. O gol do Cruzeiro nasce de uma fuga de Fabrício entre a defesa adversária que João Pedro não acompanha e dá o espaço para o passe até Wellington. O Atlético era melhor no jogo, anulava Thiago Ribeiro e Jonathan e não fosse Fábio, ou a trave, teria tido melhor sorte na etapa inicial. Vanderlei Luxemburgo voltou do intervalo com Obina no time. Fora de forma e de ritmo, o jogador entrou na vaga de Werley e a equipe passou a atuar no 4-4-2. Era o que o Cruzeiro queria para contragolpear. (…) Sempre pelo meio, com Tardelli (9) no mesmo posicionamento de Diego Souza e Obina (18) recebendo apenas o passe que saia da intermediária. Afunilando a jogada, o Galo perdia a bola e oferecia o contra-ataque. Diego Renan acertou a trave uma vez, bateu com perigo outra e Thiago Ribeiro teve um gol anulado, porque estava poucos centímetros impedido. O time alvinegro chegava apenas em jogadas de bola parada e não conseguia furar o bloqueio imposto. Fica claro pela imagem o quanto o lado do campo foi bloqueado. Depois do jogo, Vanderlei Luxemburgo disse que “o pão precisa parar de cair com a manteiga para baixo” para a reação atleticana começar. O problema não parece ser azar, e sim falta de conjunto, entrosamento e organização tática. Isso tudo em agosto, depois de 36 jogos no ano. O planejamento foi errado e a equipe colhe os frutos agora: oito derrotas em doze rodadas. Mesmo que o time se acerte com as peças que têm para entrar, resta saber se haverá pão o suficiente para salvar a temporada.
  10. Mauro Beting, em seu blog: Como de costume, a melhor análise está no blog de André Rocha: Resumindo: o Atlético Mineiro teve a bola, teve mais chances, chegou mais vezes à meta de Fábio (que deveria ter estado na África do Sul, e também na primeira convocação de Mano), jogava como mandante na arquibancada. Mas, como aconteceu em dez dos últimos 13 clássicos, bastou um tiro, um exocet daqueles times iluminados, para definir a vitória celeste. O golaço de Wellington Paulista derrubou o Galo do camisa 1 Diego Souza. Pois é. Depois de tantas contratações/decepções na meta, o Galo resolveu dar a um de seus melhores jogadores a camisa 1… Vai ver que é isso. Não é motivo para desespero e ranger de dentes mais uma derrota alvinegra. Ainda há luz no fim do túnel, embora ele esteja tão próximo. Tem elenco para sair dessa situação deplorável e desconfortável. Tem clube para se safar dessa. Tem treinador para arrumar a casa. Mas algumas escolhas infelizes não se justificam para tamanho investimento. Luuxemburgo não foi feliz nas mexidas. Piorou um time que já não vinha tão bem, na segunda etapa. Mesmo com Cuca dando uma bela mãozinha, como explicou ANDRÉ ROCHA, em seu blog: para que Fabrício como terceiro atrás se o Galo só tinha Tardelli à frente, no primeiro tempo? Sobrava gente na zaga cruzeirense, faltavam pés no meio-campo. Mas como a fase é braba, Wellington acerta aquele chute, e o Galo erra quase tudo. Tanto que, de fato, não foram muitas as chances de gol. E as que aconteceram para o Atlético, foram desperdiçadas com um, com dois, ou com três atacantes. O Galo só não é a maior decepção do BR-10 porque o Grêmio também insiste em se dar mal.
  11. Mário Marcos de Souza, em seu blog: Mineiros se rendem aos baderneiros: Apenas a torcida do Atlético-MG teve acesso ao estádio de Sete Lagoas na tarde de domingo para o clássico em que viu seu time ser derrotado pelo Cruzeiro (1 a 0). No confronto do segundo turno do Brasileirão, pelo acordo, só os cruzeirenses terão acesso. Até aí, nada surpreendente. São sintomas dos novos tempos. O espantoso é que houve um acordo complementar: por razões de segurança, o presidente do Cruzeiro não foi ao estádio, e o do Atlético não irá ao do segundo turno. Dá para aceitar? Imaginem aqui Duda Kroeff não ir ao Beira-Rio e Vitorio Piffero ao Olímpico. Seria a rendição absoluta ao pior lado do futebol, aquele da insanidade. É o que os mineiros estão fazendo.
  12. Mário Marra, em seu blog: Vitória incontestável: O Cruzeiro não empolgou, mas fez o que deveria ser feito: Jogando diante de mais de 12.000 torcedores adversários o time celeste não se abalou e soube suportar a pressão alvinegra nos minutos iniciais. O Atlético teve mais chances e foi mais ofensivo. Criou boas oportunidades, mas não conseguiu convertê-las em gol. Com a Arena do Jacaré repleta de torcedores atleticanos a ansiedade tomou conta dos jogadores. Se do lado alvinegro a ansiedade era nítida, do lado celeste o que prevaleceu foi a tranqüilidade. O Cruzeiro soube suportar a pressão inicial, suportou o maior volume de jogo do Atlético, botou a bola no chão e com um golaço abriu o placar. Enquanto o ataque alvinegro desperdiçava oportunidades, Wellington Paulista precisou de apenas uma finalização para calar a Arena do Jacaré. O artilheiro celeste na competição (5 gols) dominou a bola na intermediária limpou o zagueiro e com um chute indefensável colocou a bola “na gaveta”, sem chances para o goleiro Fábio Costa. Após o gol, a tranqüilidade celeste aumentou. Com a vantagem no placar o time azul só precisava administrar a partida. É verdade que os desfalques de Roger e Gilberto foram sentidos, mas a participação do meia Everton foi boa. O jogador se movimentou muito, apoiou bem o ataque e deu trabalho aos marcadores atleticanos. Fábio: Mais uma vez, teve ótima atuação. Mesmo sendo hostilizado pela torcida adversária, durante boa parte do jogo, o goleiro cruzeirense esteve sempre tranqüilo. Além de fazer ótimas defesas, o goleiro celeste, assim como todo grande goleiro, também contou com a sorte. Após jogada de Ricardinho, Diego Souza desviou o cruzamento e acertou o poste esquerdo defendido por Fábio. O goleiro Cruzeirense está jogando muito, atingiu a maturidade, está no auge de sua carreira e suas atuações não podem mais ser consideradas apenas o resultado de uma boa fase. “Fases” vêm e vão, Fábio é constante. Nervosismo: Se de um lado a tranquilidade aumentou, do outro a ansiedade deu lugar ao nervosismo. O tempo passava, o Atlético pressionava e o gol de empate não saía. O bate-boca entre Diego Tardelli e os zagueiros, Jairo Campos e Werley foi o reflexo do Atlético no jogo. Nenhuma torcida merece ver tamanho destempero dentro de campo. O futebol é um esporte competitivo, a cobrança faz parte da rotina de trabalho, na maioria das vezes ela é construtiva, mas da maneira como aconteceu não contribuiu em nada para o desenvolvimento da equipe. Tardelli demonstrou descontrole emocional e sua atitude não condiz com a postura que um capitão deve ter em campo. Cobrar sim, mas antes, respeitar, orientar e reconhecer o esforço de seu grupo. Segundo Tempo: Na segunda etapa o enredo foi exatamente o mesmo: um Cruzeiro tranqüilo, administrando a partida e que agora contava com os contra-ataques para definir o resultado; enfrentava um Atlético desajustado e visivelmente nervoso em campo. O Galo continuou tendo maior volume de jogo, mas foi pouco agressivo. Buscava sempre trabalhar a bola na linha intermediária e, diante de uma defesa bem postada, não encontrava espaços. Sua principal arma era o cruzamento de Fernandinho que buscava o atacante Obina na grande área. Um lance me fez lembrar a Copa do Mundo. Infelizmente não foi um gol, uma jogada ou uma comemoração. Se a ansiedade se transformou em nervosismo, o nervosismo se transformou em violência. Diego Tardelli, ao “estilo” Felipe Melo deu uma pisada em Jonathan. O arbitro não viu o lance, na seqüencia da jogada, o zagueiro Gil tomou as dores do companheiro, deu uma cotovelada em Tardelli e foi expulso de campo. A vitória foi justa. O Atlético criou mais, teve mais chances de vencer a partida, mas não soube aproveitá-las. O Cruzeiro soube jogar o jogo. Dançou conforme a música. Suportou a pressão inicial, abriu o placar e se defendeu bem.
  13. PVC, em seu blog: A incrível série de três anos de sofrimento do Atlético: Em três anos, 16 clássicos e apenas uma vitória do Atlético. A sequência é histórica, porque jamais, em qualquer época, o Atlético passou semelhante jejum semelhante. Em 16 partidas, são 13 vitórias do Cruzeiro, dois empates e o único triunfo atleticano, pelo primeiro turno do Brasileirão 2009, tem ainda um argumento forte do lado cruzeirense. Foi o clássico da expulsão de Zé Carlos, aos 7 segundos de jogo. E disputado pelo time reserva celeste. Na sequência, o Cruzeiro marcou 34 gols, sofreu 12. À parte as provocações cruzeirenses, o que a situação exige é reflexão. Por que, nos últimos dez anos, o Atlético conquistou apenas duas vezes o título estadual? Por que, desde os 4×0 que provocaram a demissão de Paulo Autuori, em 2007 — o jogo do Fábio, de costas — o Galo não consegue ser um adversário à altura de sua tradição. Por dois anos seguidos, o Atlético levou surras de 5×0 na decisão do Estadual. E mesmo neste 2010, de título mineiro, a decisão contra o Ipatinga não apagou a derrota para o rival na fase de classificação. É tempo de pensar por que o Atlético investe, trabalha, se estrutura para voltar a seu lugar no futebol brasileiro, mas não consegue superar seu maior rival. No período de três anos e quinze jogos, destaque para Adílson Batista, no Cruzeiro, com 9 vitórias, dois empates e uma derrota. E para Leão, que perdeu quatro vezes, empatou uma. No período, Guilherme, hoje no CSKA, é o artilheiro cruzeirense com seis gols, um a mais do que Ramires. Diego Tardelli, o goleador do Atlético, com três gols.
  14. José Roberto Torero, em seu blog: Abecê do fim de semana: Uai: No duelo entre mineiros, o Cruzeiro jogou pior mas acabou vencendo o Atlético-MG 1 a 0.
  15. Leandro Mattos, em seu blog: Cruzeiro vence e Galo estarrece a massa: A ‘era Cuca’ diante do maior rival estrelado começou bem, com triunfo, como tem sido regra nos capítulos mais recentes e ferrenhos do maior embate de Minas Gerais e um dos mais tradicionais do Brasil. A vitória por 1 a 0, com um golaço de Wellington Paulista, num chute do meio da rua, aumentou a supremacia azul: são 13 vitórias nos últimos 16 confrontos, além de dois empates e uma derrota. O placar apertado mostra que o jogo foi parelho e quem soube aproveitar melhor o quesito finalização saiu com o triunfo nas mãos. O Atlético atuou bem, mas pecou demais nos arremates e esbarrou em mais uma noite inspirada de Fábio, o que não é nenhuma novidade. O Alvinegro estava melhor na primeira etapa, até ser carimbado pelo tirambaço de Wellington Paulista. O gol estrelado desequilibrou a equipe alvinegra, a ponto de Jairo Campos, Werley e Diego Tardelli trocarem insultos e palavrões dentro de campo, tendo que ser contidos pelos companheiros, por jogadores do Cruzeiro e pelo árbitro Wilson Luiz Seneme. Discussões e cobranças entre companheiros de elenco no gramado são constantes e fazem parte dos esportes coletivos, mas não no tom das que assistimos nesse domingo, com os jogadores querendo partir um pra cima do outro. A cena não bate muito com o discurso de Vanderlei Luxemburgo após a partida. Mais uma vez, depois de ver seus comandados colherem a oitava derrota em 12 compromissos pelo Nacional, o comandante preto e branco voltou a falar que confia no seu projeto, que vislumbra boas coisas para o grupo, que está tudo tranquilo. Não, não está! Pelo menos para uma parcela importantíssima do clube, a mais fundamental: a torcida. Cheia de expectativas, a massa alvinegra já não suporta mais as palavras fáceis, o tom conciliador após sucessivos tropeços. Não há como fechar os olhos e pedir paciência para um time que ocupa a vice-lanterna do Campeonato Brasileiro, com apenas 27,8% de aproveitamento. Não são palavras e afagos que vão tirar o Galo dessa vexaminosa colocação na tabela. A torcida espera por atitudes, não quer mais blá…blá…blá. O Atlético precisa dar satisfações a sua gente. Parabéns aos celestes, que com a importante vitória conseguiram colar no G-4 e estão a apenas um ponto do grupo de elite do Brasileirão.

Memória, Interdição, Chefia: temas para o domingo

domingo, 1 de agosto de 2010

Pra começar bem o domingo, recomendo a leitura dos colunistas do Cruzeiro.Org. O link está na coluna ao lado:

  • João Chiabi Duarte, em Lembrando um Clássico Marcante da História – São quase 26 anos de diferença, mas, quantas coincidências… E como recordar é viver, porque não falar de uma PÁGINA HERÓICA IMORTAL? – Nada como a lembrança de uma conquista que mudou a história do Cruzeiro para marcar este período que a gente está vivendo. Nossa torcida anda tensa e apreensiva, pois, tem sobrado incursões para nos tirarem a confiança nas nossas forças, capitaneada como sempre pela incrível imprensa mineira. Vejo todos os dias os torcedores elogiando as contratações e o timaço formado do outro lado da Lagoa. A coisa era mais ou menos parecida há 26 anos atrás.
  • Jorge Schulman, em O Clássico da Intolerância – Quando a Federação Mineira de Futebol (FMF) divulgou que os jogos entre Atlético-MG e Cruzeiro pelo Campeonato Brasileiro 2010 terão torcida única, e que a definição foi tomada após reunião com representantes das duas equipes para garantir a segurança dos torcedores, fiquei com um sabor amargo de impotência, sou sincero. O que nos resta dessa medida, senão aceita-la e assumirmos que os dirigentes acreditam que a violência de maneira geral se combate proibindo o encontro em espaços coletivos, e que, todos, pagamos as consequências?
  • Wilson Flávio, em Troca de Chefe – Troca de chefe traz alguns efeitos positivos. O funcionário encostado enxerga uma nova chance de entrar nos planos. O funcionário boicotador precisará perder um tempo para conhecer a nova chefia e traçar os novos planos de boicote. Funcionário que estava em alta com a chefia antiga não quer perder o posto, o que o leva a mostrar serviço para o novo comando. O cliente, por sua vez, passa a acreditar que, sob nova direção, o serviço deve melhorar.

Cruzeiro 1×0 Goiás: Por um triz

domingo, 18 de julho de 2010

Em 8º lugar com 12 pontos, o Cruzeiro mantém o time que venceu o Atlético, quarta-feira, na Arena da Baixada.

Em caso de vitória, ele pode chegar, no máximo, ao 3º lugar.  Perdendo, fica perto do Z4.

Será a 1ª partida oficial do Cruzeiro na reformada Arena do Jacaré, cuja cancha tem 70m2 a menos que a do Mineirão: 100x68m contra 110x75m.  

Em 13º lugar com 11 pontos, o Goiás não terá os armadores Hugo, contundido, e Bernardo, impedido por ser atleta do Cruzeiro. Mas contará com a volta do beque Rafael Toloi.

A dúvida de Leão está na armação e no ataque. Entre Rafael Moura, Otacílio Neto e Romerito, ele deve escolher dois para enfrentar o Cruzeiro.

Cruzeiro 1×0 Goiás, domingo, 18jul10, 18h30, Arena do Jacaré, Sete Lagoas, 9ª rodada do Campeonato Brasileiro – Público: 3.579 pagantes – Renda: R$108.257,00 – Juiz: Salvio Spínola Fagundes Filho (Fifa-SP) – Bandeiras: Ednílson Corona (Fifa-SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (SP) – Amarelos: Wellington Paulista, Gil e Jonathan (Cru); Wellington Saci (Goi)- Gol: Gilberto, 11 do 1º tempo – Cruzeiro: Fábio; Jonathan, Gil, Cláudio Caçapa e Diego Renan (Fabinho), Henrique e Fabrício; Roger Galera (Francisco Everton) e Gilberto; Thiago Ribeiro (Robert) e Wellington Paulista. Tec: Cuca / Goiás: Rodrigo Calaça; Carlos Alberto, Rafael Toloi, Ernando e Saci; Jonilson, Wellington Monteiro (Douglas), Amaral e Otacílio Neto (Romerito); Rafael Moura e Everton Santos. Tec: Emerson LeãoHistórico – Foi o 46º Cruzeiro x Goiás. O Cruzeiro venceu 23, empatou 10, perdeu 13; marcou 58 gols, sofreu 48. Em 31 jogos pelo Brasileiro, o Cruzeiro venceu 15, empatou 7 e perdeu 9, marcou 41, levou 33 gols. Cruzeiro e Goiás jamais decidiram um título entre si.

Lances + importantes do 1º tempo

  • 18h25 – Goiás entra em campo com camisas brancas e calções e meias verdes.
  • 18h28 – Cruzeiro entra em campo com uniforme tradicional.
  • 18h29 – Fabrício recebe placa por ter completado 100 partidas com a azul-estrelada.
  • 18h32 – Começa a partida.
  • 01 – Otacílio Neto cruza, Gil afasta.
  • 02 – Thiago Ribeiro cruza da ponta direita, Caçapa corta.
  • 05 – Goiás avança a marcação e complica a saída de bola cruzeirense.
  • 07 – WP intercepta passe na intermediária e aciona TR, que está impedido.
  • 08 – Wellington Saci faz boa jogada na esquerda, cruza, Everton Santos cabeceia pra fora.
  • 09 – Rafael Moura enfia bola pra Everton Santos. Fábio sai do gol a salva.
  • 11 – Diego Renan vança pela intermediária goiana, rola pra Gilberto, que passa Wellington Paulista. Centroavante tenta conclui, bola desvia em Wellington Monteiro e sobra pra Gilberto que, livre dentro da área, chuta forte com a direita, pras redes. Cruzeiro 1×0.
  • 12 – Rafael Moura recebe passe no miolo da bequeira celeste. Gilberto aparece e despacha.
  • 13 – Otacílio Neto lança, Fábio sai do arco e defende.
  • 14 – Bola cruzada na área, Fábio defende pelo alto.
  • 15 – Roger tenta lançar Thiago Ribeiro, Amaral intercepta a bola.
  • 18 – Gilberto tabela com WP e lança Roger. Meia cruza mal, defesa corta.
  • 20 – Gil derruba Otacílio na entrada da área celeste.
  • 21 – Otacílio Neto cobra falta com chute rasteiro, Fábio defende.
  • 22 – Jonathan cruza, defesa cede escanteio.
  • 24 – Otacílio Neto desce pela esquerda e cruza mal. Gilberto fica com a bola na lateral-esquerda.
  • 25 – Otacílio Neto cobra falta pela direita, Rafael Moura, impedido, vence Fábio pelo alto e cabeceia pras redes. Não vale.
  • 29 – Otacílio Neto cruza da direita, Gilberto corta.
  • 30 – Roger dá carrinho na lateral. Está entusiasmado.
  • 31 – Roger perde bola no meiod e campo. Está cansado.
  • 32 – WP erra passe na entrada da área, passa o rodo num adversário, reclama e toma cartão amarelo. Juiz diz que foi por ter cometido 4 faltas. Merece multa.
  • 34 – TR lança na área, Roger perde a bola bisonhamente.
  • 35 – Henrique faz lançamento de 40 metros e põe TR na cara do gol. Atacante se atrapalha e perde a bola.
  • 36 – Diego Renan cede escanteio. Otacílio Neto cobra, Gilberto corta.
  • 37 – Fabrício cruza da direita, Amaral cede escanteio.
  • 38 – TR cobra escanteio, Saci corta, Calaça fica com a bola.
  • 39 – Saci cobra falta pela direita, Fabrício desvia de cabeça pra escanteio.
  • 40 – Otacílio cobra escanteio, Fabrício afasta de cabeça.
  • 41 – Rafael Moura chuta de longe, Fábio defende.
  • 42 – Rafael Moura desarma TR e chuta de fora da área, Fábio defende.
  • 43 – TR cruza da direita, Amaral corta, Fabrício fica com o rebote e volta a chutar, pra fora.
  • 44 – Jonílson lança Otacílio, que passa a Saci. Fabrício faz o desarme.
  • 45 – Otacílio derruba Fabrício dentro da área, fora da jogada. Jogo parado.
  • 46 – Otacílio Neto passa bola no meio da zaga e deixa Everton Santos na cara do gol. Chute sai rasteiro, bola tira tinta no poste esquerdo do arco celeste.
  • 47 – Fim de 1º tempo.
  • Gilberto: “Estou jogando mais como ala, é minha nova função. Mesmo assim, está dando pra chegar no ataque.”
  • Rafael Moura: “O campo é pequeno, mas mesmo assim estamos muito longe uns dos outros.”

Lances + importantes do 2º tempo

  • 19h36 – Começa o 2º tempo.
  • 00 – Romerito substitui Otacílio Neto. Douglas substitui Wellington Monteiro.
  • 01 – Rafael Moura comete falta de ataque em Gil.
  • 03 – Everton Santos avança pela esquerda e chuta de fora da área. Bola passa a direita do gol.
  • 04 – Cruzeiro toca bola na intermediária. Henrique passa a Gilberto, que faz o facão e é derrubado por Everton Santos com um carrinho por trás. Jogo parado.
  • 05 – Thiago Ribeiro cobra falta. Bola acerta a barreira e volta para Fabrício, que chuta pra fora, à direita de Calaça.
  • 06 – Caçapa derruba Douglas. Falta.
  • 07 – Saci cruza da esquerda, Jonathan cede escanteio.
  • 08 – Saci cobra escantreio, Ernando cabeceia, Fábio defende.
  • 09 – Roger Galera tenta lançar WP, mas erra o passe.
  • 10 – Romerito cruza da esquerda, Gil espana. Romerito recupera a bola, mas é desarmado por Henrique.
  • 11 – Gilberto passa pela zaga goiana, entra na área, mas conclui com chute fraco, Calaça fica com a bola.
  • 12 – Diego Renan ataca pela esquerda, mas é desarmado por Carlos Alberto. Gilberto fica com a bola e cruza. Ernando corta de cabeça.
  • 13 – WP recebe lançamento, invade a área pela direita, tenta driblar Amaral, mas é desarmado.
  • 14 – Gil comete falta em Rafael Moura. Saci ciobra com violência, de curva. Fábio se estica e espalma à sua esquerda.
  • 15 – TR desvencilha-se do marcador, pela esquerda, e cruza de curva. Bola sai pela linha de fundo, pelo lado oposto.
  • 16 – Robert substitui Thiago Ribeiro. Francisco Everton substitui Roger Galera, que sai… cansado!
  • 17 – Jonathan cobra escanteio pela direita, Carlos Alberto corta de cabeça.
  • 19 – Dois meias? Que nada! Gilberto é secretário de lateral-esquerdo, mas com liberdade pra atacar.
  • 21 – Toloi desarma Robert e cede lateral
  • 22 – Saci passa a Romerito, que cruza forte. Fábio defende com firmeza.
  • 23 – Fabinho substitui Diego Renan. Gilberto vai para a lateral-esquerda.
  • 24 – Toloi cruza mal bola sai por cima do travessão.
  • 25 – Ernando dá um chute chocho, Fábio tenta dominar com os pés e perde o controle da bola, que sai pra escanteio.
  • 26 – Saci cobra escanteio pela esquerda, Rafael Moura marca de cabeça. Bandeira anula o gol acusando falta de Moura em Gil. Leão urra à beira do gramado e tem atenção chamada pelo Juiz.
  • 28 – Amaral cobra falta, da intermediária. Bola sai pela linha de fundo.
  • 29 – Robert perde a bola no ataque, bola esticada, Fábio sai do arco e rebate.
  • 30 – Goiás domina a partida. Cruzeiro não consegue sair de sua defesa.
  • 31 – Jonathan pisa em Wellington Saci e recebe cartão amarelo.
  • 32 – Jonathan faz boa jogada pela direita e passa a Gilbero, que é desarmado por Ernando.
  • 33 – Fabrício avança pela direita, mas é desarmado por Fernando.
  • 34 – Gil carrinha Romerito e recebe cartão amarelo.
  • 35 – Robert recebe falta na direita. Fabrício lança sobre a área, defesa corta.
  • 36 – Saci lança Carlos Alberto, que gira dentro da área e chuta, pra fora.
  • 37 – Robert recebe passe na área, mas deixa bola escapar pela linha de fundo.
  • 38 – Romerito conclui fraco, Fábio defende.
  • 39 – Amaral cruza, Gil corta.
  • 40 – Goiás dominou todo o 2º tempo.
  • 41 – Gil desarma Saci e dá um bico pra frente. Henrique fica com a bola e passa a Robert, que chuta fraco. Calaça defende.
  • 42 – Everton Santos avança pela direita, mas deixa a bola sair pela linha de fundo.
  • 43 – Fabrício avança pela ponta direita e cruza. Calaça fica com a bola.
  • 44 – Saci passa o rodo em WP e recebe cartão amarelo.
  • 45 – Toloi avança sem marcação e passa a Ernando, que cruza. Fabinho corta.
  • 46 – Rafael Moura recebe lançamento bola dentro da área. Gil isola salvando gol esmeraldino.
  • 47 – Bola sobre a área celeste. Fábio fica com ela.
  • 48 – Caçapa dá um bico, bola atravessa o campo, defesa goiana corta.
  • 49 – Ernando levanta bola na área, sozinho na cara do arco, Romerito cabeceia pra fora, rente ao poste esquerdo. Milagre!
  • 50 – Fim de jogo. Goiás merecia a vitória, pois foi melhor em 2/3 do jogo. Cruzeiro termina a rodada em 4º lugar com 15 pontos. Cocota está na porta da zona.
  • Henrique: “Todo mundo está dando seu nelhor, lutando pela vitória.”
  • Romerito: “A gente merecia sorte melhor, perdemos muitos gols.”

Vai acabar a Era dos Estádios Sem Lei

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O Sebado aprovou alterações no Estatuto do Torcedor. Se o presidente da República sancionar a Lei, a vida dos vândalos ficará complicda nos estádios.

Eis algumas das disposições aprovadas:

  1. Estádios para mais de 10 mil torcedores terão monitoramento por imagens de todo o público presente, inclusive nas catracas.
  2. Listas de torcedores impedidos de frequentarem estádios serão afixadas ostensivamente nas entradas.
  3. Ingressos terão de ser emitidos eletronicamnete.
  4. Torcedores com bandeiras e símbolos com mensagens ofensivas, bebidas e substâncias proibidas ou suscetíveis de incitar a violência e fogos de artifício serão impedidos de entrarem nos estádios.
  5. Torcedor que invadir o gramado será processo civil e criminalmente.
  6. Estão proibidos cânticos discriminatórios, xenófobos ou racistas.
  7. Torcidas organizadas responderão solidariamente caso um associado cometa danos ao local do evento, imediações ou no trajeto de ida e volta do estádio.
  8. Integrantes de torcida organizada que promoverrm tumulto ou praticarrm violência serão impedidos de entrar em estádios por três anos.
  9. Penas previstas na Lei variam de multa até prisão.
  10. Réu primário não pode ser preso, mas pode ser impedido de ir ao estádio.
  11. Torcedor não poderá mais falar palavrão em estádios.

Será difícil enfiar na cabeça dos trogloditas que futeb ol é,a ntes de mais nada diversão. Mas isto está se tornando uma exigência da sociedade e vai acabar prevalecendo.

Agora, falta um Estatuto do Cartola pra organizar os clubes, as competições e os espetáculos.

Oitenta e Dois vs Noventa e Quatro

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Marco Soalheiro

Os times de Telê sempre jogaram pra frente. Em 1982 foi assim. Mas, naquele time, o meio campo tinha dificuldades na marcação e o centroavante era tido como grosso.

Aquela seleção foi muito decantada, mas fracassou.

Dez anos depois, Telê venceu treinado o São Paulo, Convenceu e encantou novamente. Mas, dessa vez,  com Pintado e Dinho na contenção, dois jogadores tachados de brucutus por muita gente.

No Tricolor, Telê encontrou um equilíbrio que talvez tivesse lhe faltado em 1982. E, nesse novo trabalho, ao invés de atrapalhá-lo, as fatalidades o ajudaram.

Fórmula pronta não existe. Aliar encantamento, que é conceito subjetivo, e resultados é coisa pra momentos especiais da história.

Jogar ofensivamente é mais bonito? Sim, claro. Mas uma defesa bem postada, que saiba ser quase instransponível sem apelar pra violência, também merece apreço.

A Seleção de 94 ficava sempre com a posse de bola e tinha na defesa uma barreira com a Jorginho, Aldair, Márcio Santos, Leonardo. E volantes que se completavam.

Dunga, apesar de erroneamente tachado de brucutu, virava bem o jogo e até lançava com qualidade.

É só ver os jogos. A bola quase não chegava ao Tafarell.

No ataque, havia a genialidade de Romário e a eficiência de Bebeto.

Os míopes e mal humorados dizerem que Romário ganhou sozinho. Num esporte coletivo como o futebol é duro ler e ouvir isto! Mas, se é assim que funciona, paciência.

Marco Soalheiro, 29, cruzeirense, jornalista, nasceu e mora em Belo Horizonte.

Negros contra louros no imaginário dos pecês

sábado, 17 de abril de 2010

Palmeiras e Atlético faziam um jogo catimbado no Parque Antártica quando o lateral Manoel e o beque Danilo se desentenderam.

Danilo chamou Manoel de macaco, o lateral respondeu com uma cabeçada, levou uma cusparada e, mais adiante, aproveitou-se de uma queda do palmeirense pra lhe pisar na canela.

Sequência de lances praticados por toscos, que se valem de quaisquer artifícios pra se dar bem numa partida. Mas coisa de futebol, goste-se ou não.

Desse futebol, no qual cartolas, torcedores e jornalistas põem pilha a semana inteira e, depois, exigem que seja disputado cavalheirescamente, por lordes.

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As clássicas da Libertadores

quarta-feira, 10 de março de 2010

Libertadores é sempre uma oportunidade para a prática da desculpa esfarrapada, único esporte mais popular do que o futebol neztepaiz.

Algumas clássicas:

  1. Catimba – Os brasileiros sempre foram melhores, mas perdiam por causa da manha dos argentinos. Nas semifinais de 1964, o Independiente, campeão argentino, veio ao Maracanã e bateu no Santos, tricampeão brasileiro, por 3×2, após estar perdendo por 2×0. Em Avellaneda, voltou a vencer: 2×1. E o clube praiano passou bom tempo sem querer falar de Libertadores. Teria faltado segurança, no Maracanã, pros indefesos brasileiros?
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O Flanelaço visto da Lagoa

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Perguntei ao atleticano juramentado, Edmar Damasceno, ex-colunista do site Mundo Esportivo, o que ele está achando do flanelaço programado pra hoje, no Mineirão.

Como se percebe, ele não vai se ofender. E ainda terá visão privilegiada do espetáculo, pois ficará atrás do Gol da Lagoa.

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Flanelaço

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Muitos cruzeirenses levarão flanelinhas pra formar um mosaico alaranjado no Mineirão, durante o RapoCota de amanhã.

O painel tem como objetivo agradecer ao rival citadino pela gentileza de ter guardado, durante todo o Brasileiro de 2009, a vaga do Cruzeiro na Libertadores 2010.

A Sra. Adriana Branco, diretora social do Clube de Lourdes, tirou satisfações com o diretor de marketing do Cruzeiro, Claret Namentala. Queria saber se o clube celeste estava apoiando a iniciativa.

Ora, bolas, isto não é da conta dela. Nem mesmo da conta da diretoria do Cruzeiro. O torcedor tem direito de se expressar livremente, desde que pacificamente.

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