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Paulo Florêncio, pra sempre em Sabará

sábado, 17 de julho de 2010

Paulo Florêncio, ex-jogador do Siderúrgica e do Cruzeiro, faleceu em Belo Horizonte, na noite de 14jul10, devido a problemas respiratórios.

Ele deixou viúva Dona Naná, com quem viveu por mais de 50 anos e construiu em bela família com 8 filhos, 12 netos e 6 bisnetos.

Seu corpo foi enterrado no Cemitério da Igreja do Carmo, em Sabará, cidade que o acolheu na juventude e o projetou no mundo do futebol vestindo a camisa do EC Siderúrgica.

Paulinho, segundo jogador de clube mineiro (Siderúrgica) a servir à Seleção Brasileira (o primeiro foi Niginho, do Palestra Itália), merece uma homenagem do Cruzeiro.

Paulo Florêncio, um talento bem mineiro
 
Itabirito (MG), 26jun18; Sabará (MG), 14jul10

Conheci Paulo Florêncio em 1995. Acompanhado de outros veteranos do Esporte Clube Siderúrgica, ele foi à Secretaria de Estado de  Esportes, Lazer e Turismo  pleitear a reforma do estádio da Praia do Ó, onde inúmeras gerações de craques do “Esquadrão de Aço” ajudaram a construir a história do futebol mineiro.

O Siderúrgica daquela época, parodiando o poeta, era apenas um quadro na parede. Havia 30 anos, que perdera patrocínio da Cia. Siderúrgica Belgo-Mineira, abandonara o futebol profissional e seu estádio ficara abandonado.

A dor provocada pelo estado de abandono de seu palco foi o que levou Silvestre, Djair, Noventa, Chiquito, Zu e Ernani, campeões mineiros de 64, e Paulo Florêncio, campeão de 37, a buscarem apoio do governo estadual para a recuperação do estadinho da Praia do Ó.

Paulo Florêncio foi quem mais falou, quem melhor se lembrava e quem mais tinha o que contar pois, afinal, era o decano entre aqueles mestres da bola.

Ele começou a jogar e, 1933, no Usina Esperança, de Itabirito. Em 1933, seu pai, o sapateiro João Florêncio mudou-se com a família para Sabará onde Paulinho foi trabalhar na Belgo Mineira, em 1935.

Nesse ano, ele se juntou aos irmãos, Nino e Joãozinho, no time do Siderúrgica: “O treinador precisava de um canhoto e como eu chutava com os dois pés, ele me escalou na meia-esquerda”.

Em 1937, veio o primeiro título, o de campeão mineiro conquistado numa melhor de três contra o Villa Nova.

  • Siderúrgica 1×0 Villa Nova, domingo, 03abr38, 15h, Estádio da Alameda, campo do América, 3ª partida da melhor de três da decisão do Campeonato Mineiro de 1937 (antes, Villa 3×1, no campo do Cruzeiro, em 20mar37, e Siderúrgica 3×0, no campo do Atlético-MG, em 27mar37) – Juiz: Sanchez Diaz –  Gol: Arlindo, 27 do 1º tempo – Siderúrgica: Princesa, Chico Preto e Mascotte; Geraldo Rebelo, Moraes (Oswaldo) e Ferreira; Tonho (Dimas), Arlindo, Chiquito (Morais), Paulo Florêncio (Chiaquito) e Rômulo Januzzi. Tec: Fernando José Fernandes, o Capitão / Villa Nova: Geraldão, Jair e Sérgio; Bituca (Nagib), Mangabeira e Geninho (Belchior); Abras, Carazo, Geraldino, Remo e Mestiço. – Obs: Princeza defendeu pênalti cobrado por Carazo, aos 40 do 1º tempo.

Um dos jogadores mais longevos do futebol, Paulinho, como era chamado pelos torcedores, transferiu-se do Siderúrgica para o Cruzeiro  em 1948, ano em que se casou com a sabarense Maria da Conceição Dias Florêncio, Dona Naná, com quem teve oito filhos.

No Barro Preto ficou até 1956 com um intervalo entre 1952 e 1953, quando foi emprestado ao Universidad Cenbyra, de Caracas, treinado por Orlando Fantoni. Na Venezuela, Paulinho foi campeão nacional e, suprema aventura para um brasileiro naqueles tempos, viajou com seu time pela Europa.

O final de carreira, aconteceu em 1960, quando vestiu sua última camisa, a do Sete de Setembro.

Durante todo esse tempo, Paulo Florêncio praticou um futebol sem vícios, maldades, nem pecados. Um futebol refinado, leal, cheio de plasticidade em sua cadência desprovida de pressa e afobação.

Estas qualidades extrapolaram os muros do estadinho da Praia do Ó quando Friedenreich, o maior jogador da primeira geração de craques brasileiros, o conheceu numa partida entre mineiros e gaúchos e o indicou ao treinador da Seleção Brasileira, Ademar Pimenta.

A convocação, que encheu de orgulho os depsprotistas mineiros aconteceu em 1941 para a disputa do Campeonato Sul-americano de 1942, em Montevidéu. Paulinho foi o segundo jogador de clubes mineiros vestir a camisa da Seleção Brasileira. Antes dele, apenas Niginho havia sido convocado e também para um Sul-americano, o de 1937.

Ademar Pimenta convocou dez atacantes. Um ataque jogava com Pedro Amorim, Zizinho, Russo, Paulo Florêncio e Pipi, o outro com Cláudio Christovam de Pinho, Servílio, Pirilo, Tim e Patesko. Às vezes, as duas formações davam lugar a uma terceira, embaralhando as peças.

  • Brasil 5×1 Equador, 01fev42, Estádio Centenário, Montevidéu, Uruguai, pelo Campeonato Sul-americano de 1942 – Público: 40.000 – Juiz: Bartolomé Macias (Argentino) – Gols: Tim, 10, Pirilo, 12, Alvarez, de pênalti, 19, Pirilo, 29 do 1º tempo; Zizinho, 15, Pirilo, 33 do 2º – Brasil: Caju (Atl), Norival  (Flu) e Begliomini Pal); Afonsinho (Flu), Jayme de Almeida (Fla) e Aregemiro (Vas); Claúdio Pinho (San), (Joaninho (Atl)), Zizinho (Fla), Pirilo (Fla), Tim (Flu), e Pipi (Pal) (Paulo Florêncio (Sid)). Tec: Ademar Pimenta / Equadro: Medina, Hungria e Ronquillo; Merinos, Zambarano e Mendoiza; Alvarez, Jimenez, Alcivar (Torres), Herrera e Acevedo.

Quando chamado a jogar, Paulo Florênio o fez com muita qualidade, por isto recebeu vários convites para jogar no Rio e em São Paulo. Ele chegou a a passar uma semana na Portuguesa de Desportos, mas desistiu, pois não queria ficar longe da família. E, pra dizer a verdade, preferia continuar sendo eletricista e jogador de futebol do time da Belgo Mineira.

Ao virar nome nacional, o Paulinho, de Itabirito e Sabará, passou a ser chamado, pela imprensa, de Paulo Florêncio, para não ser confundido com a multidão de Paulinhos de outros clubes.

Somente em 1948, ele aceitaria trocar a camisa azul-e-branca do Siderúrgica. E só por outra com as mesmas cores. Contratado pelo Cruzeiro, formou um ataque, que venceu dois dos três turnos do campeonato de 1948: Helvécio, Nonô, Abelardo, Paulo Florêncio e Sabu.

Nos oito anos seguintes, ele dividiria o tempo entre os treinos e os 173 jogos que fez pelo Cruzeiro, nos quais marcou 12 gols, com o emprego de balconista na Casa Othon de Carvalho, de materiais elétricos.

No Barro Preto Paulo Florêncio foi meia, volante e lateral. Disciplinado, elegante, cordato e talentoso, tinha grande prestígio com a torcida que, apesar de não ter comemorado nenhum título durante sua passagem pelo clube, ainda assim fez dele um ídolo.

Seu jogo cadenciado, de passes perfeitos e toque refinado, tinha público cativo. Muita gente, mesmo torcendo por outros times, ia aos jogos do Cruzeiro só para apreciar seu estilo.

Em 1956, Paulo Florêncio foi explorar o Eldorado futebolístico da Venezuela. Mas não ficou muito tempo por lá. Com saudades da família, voltou para jogar no Sete de Setembro, onde pendurou as chuteiras em 1960.

Sempre economizando energia, ele punha a bola para correr e, quando era preciso tomá-la do adversário, ia pelo atalho sem fazer cenas ou cometer imprudências como os choques desnecessários. Por isso, muitos torcedores diziam que, se quisesse, Paulo Florêncio jogaria eternamente.

Além disso, sua conduta esportiva era de máxima elegância. Ninguém jamais pensou em agredi-lo, coisa corriqueira nos estádios mineiros de sua época.

Sua estréia, no Cruzeiro, aconteceu num jogo contra o Botafogo.

  • Cruzeiro 2×1 Botafogo, quarta-feira,17mar48, 21h, Estádio JK, no Barro preto, Belo Horizonte, amistoso – Renda: Cr$27.400,00 – Juiz: Guido Delacqua (MG) – Gols: 1º tempo: Abelardo, 8, e Osvaldinho, 41 do 1º tempo; Ramon, 13 do 2º – Cruzeiro: Geraldo II (Sinval), Duque e Bené; Adelino Torres (Naninho), Leite e Ceci; Helvécio, Ramon, Abelardo Flecha Azul, Paulo Florêncio e Alcides Lemos (Jair). Tec: Niginho /Botafogo: Ari, Marinho e Nilton Santos; Rubens, Ávila (Cid) e Juvenal; Nerino, Geninho, Pirilo, Osvaldinho (Zezinho) e Reinaldo (Demóstenes). Tec: Zezé Moreira.

E a primeira partida contra seu ex-clube, em Sabará, foi um pequeno drama que ele superou com dignidade ao marcar um dos gols da vitória de 2×1 do Cruzeiro. Mesmo enciumada, a torcida sabarense não negou aplausos a um adversário, fato inédito na Praia do Ó.

  • Siderúrgica 1×2 Cruzeiro, domingo, 23mai48, 15h, Estádio da Praia do Ó, Sabará, 3ª rodada do 1º turno do Campeonato Mineiro de 1948 –  Público: 453 pagantes, 1.000 presentes – Renda: Cr$3.990,00 – Juiz: Geraldo Fernandes – Gols: Paulo Florêncio, 1 e Nonô, 43 do 1º tempo; Omar, 41 do 2º – Cruzeiro: Geraldo II, Duque e Bené; Adelino Torres, Leite e Ronaldo (Ceci); Ramon (Ronaldo), Ceci (Ramon), Nonô, Paulo Florêncio e Paulo “Sabu” Rego. Tec: Niginho / Siderúrgica: Tiantônio, Perácio e Iango; Edilson, Otávio e Raimundo; Jair, Vieira, Álvaro, Omar e Torres.

A dignidade que a imagem de Paulo Florêncio emprestava ao futebol foi a fiadora de muitos jogos. No Campeonato de 1948, uma briga entre Niginho, então treinador do Cruzeiro, e o jogador Apolinário, do Villa, no primeiro turno, transformou o jogo do returno, em Nova Lima, numa guerra anunciada.

Muitos torcedores do Villa prometeram não deixar Niginho jamais sair vivo de Nova Lima. O Cruzeiro não pagou pra ver e passou a Paulo Florêncio a incumbência de jogar e comandar o time no jogo.

Ele aceitou e passou o tempo todo pacificando o ambiente. Sempre que alguma entrada mais dura acirrava os ânimos, lá estava o respeitável Paulinho, a pedir juízo aos companheiros e adversários.

Do lado de fora, nos morros, ruas, praças e até no teto do ônibus que levara a delegação cruzeirense, policiais armados tentavam garantir a paz que, em campo, com palavras serenas e voz baixa, Paulinho garantia. O Cruzeiro venceu por 2×1 e todos voltaram inteiros para casa. Salvos pela ponderação do craque-treinador.

  • Cruzeiro 2×1 Villa Nova, domingo, 15ago48, 15h, Estádio do Bonfim, Nova Lima, 9ª rodada do Campeonato Mineiro de 1948 – Público: 1.847 pagantes – Renda: Cr$21.600,00 (recorde em Nova Lima) – Juiz: Alcebíades Magalhães Dias – Gols: Joãozinho (contra), 20 do 1º tempo; Tobias, 33 e Paulo Rêgo,41 do 2º – Cruzeiro: Sinval, Duque e Bené; Adelino Torres, Ronaldo e Ceci; Helvécio, Guerino Isoni, Nonô, Paulo Florêncio e Paulo “Sabu” Rêgo. Tec: Paulo Florêncio (substituto de Niginho, que não pôde viajar) / Villa Nova: Joãozinho, Louro e Juca; Vicente, Expedicionário e Tão; Milton, Osório, Tobias, Foguete e Milton.

Dentro e fora do campo, Paulo Florêncio era amigo e conselheiro, principalmente dos afoitos garotos em início de carreira.

Raimundinho conta que, em Londrina, à espera de um amistoso, os jogadores assistiam, indóceis, ao desfile de garotas desinibidas, na calçada do hotel. Quando um deles, mais afoito, quis partir para a abordagem, foi contido por Paulinho: “Calma, vocês não conhecem os costumes da cidade e podem se dar mal.”

A precaução só durou até que uma das moças parou  em frente ao grupo na portaria do hotel, acendeu o cigarro e soprou fumaça no rosto da moçada. Paulinho captou a mensagem e liberou a rapaziada: “Acho que não é nada do que eu estava pensando; podem se divertir.”

Livro: Páginas Heróicas, vol II

P.S.: Neste 16jul10, aos 86 anos, Maria de Lourdes Belloni Angrisano, minha tia, palestrina de primeira hora tambpem faleceu. Devo a ela grandes histórias dos tempos heróicos do Palestra Itália e do Cruzeiro.

Questo è il nostro personale, Signore Crossi

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Enquanto aguarda o novo comentarista Crossi Neto se apresentar ao distinto público, com ajuda do filho inteligente do blogueiro,  o veterano Ernesto Araújo apresenta ao novato alguns os antigos comentaristas do PHD:

  1. Jorge Angrisano Santana – É o blogueiro. Semianalfabeto, não passa de um testa-de-ferro do filho, que é o autor dos posts. Seu ídolo no futebol é Maradona. Na MPB, é o Chico Taquara.
  2. King Arthur – Tem pouca escolaridade e por isso acredita que tudo no futebol acontece por acaso e nada é premeditado.
  3. Evans Drawn – É vidente (possui uma bola de cristal), cartomante, joga búzios e é dono do polvo do aquário de Oberhausen, Alemanha. No trato pessoal é ameno. Se contrariado, prefere o silêncio e dá a outra face pra ser batida. Um gentleman.
  4. Victor Hugo – Entusiasta da Seleção Brasileira, sente profunda admiração pelo treinador Dunga e ainda não se recuperou da derrota do Brasil na Copa. No plano interno, seu rival é o Santos.
  5. Mouro Francês – Sabe nada de futebol. Mas vira uma fera e destrói automóveis na periferia de Paris quando a Argélia perde alguma partida de futebol.
  6. Céu, ElizabethSimonalisa, e Marina – Belas torcedoras, que não entendem de bola rolando. Preferem jogador bonito ao joga bonito. São especialistas na estética dos jogadores e não dos jogos. Nesta Copa, elegeram Hamsyk, Calamity James e Lúcio como os mais guapos.
  7. J. Durval Chiado – Novato, virou cruzeirense faz pouco tempo e ainda está se inteirando da história do clube. Vive importunando Evans Drawn perguntando quem foram Polenta, Piorra e Carazo, contemporâneos do veterano comentarista.
  8. Bob Gilliard – Amante do cinema iraniano, do jornalismo venezuelano, em matéria de futebol, teoriza até sobre tiro de meta. É portador de paixão incontida pelo treinador Adílson Baptista, adepto do futebol de resultados inspirado no bicampeão mundial de 82 e 86, Mestre Telê.
  9. Genésio Ubaldo – Torcedor cricri, passa os jogos vaiando o Cruzeiro. Só se acalma quando lê as equilibradas análises de seu ídolo Bob Gilliard.
  10. Romário UolBest of Burden do blog. Enquanto todos assistem aos jogos, ele anota lance por lance da partida pra registrar a história do Cruzeiro ao pé da letra. Em sua homenagem, Keith Richards e Mick Jagger compuseram um disos sucessos dos Stones.
  11. Ché Araújo – Nasceu em Rosário, Argentina, e passou os primeiros 40 anos de vida no lombo de uma motocicleta pelas estradas de nuestrolatinoamérica até descobrir sua vocação de jogador de beisebol em Cuba. É o comentarista deste esporte no PHD.
  12. Nhonho Oliveira – Chefe do Departamento Jurídico do blog, vive às turras com Hall, o antispam.
  13. Ares Française Junior –  Blog commentateur plus sophistiqué, vivre dans la ville Sept Lacs où il gère le stade de l’équipe de rugby Démocrate.
  14. Pedro Vinícius Cabral – Argentino de origem portuguesa, radicado em Formiga, torce pelo Vila,  Leixões e Atlético Rafaela.
  15. Euskadi Garrastazu Bordaberry Arreguy – Espírito radical, nasceu em Bilbao e é torcedor ferrenho do Atlético. O local, obviamente. Em Minas, defende as cores do Demo Black & White Panther. Jurista de renome, é reverenciado pelos demais comentarista do PHD, por ser de poucas palavras e muita ação.
  16. Juan Kimbund – Uruguaio radicado na Bahia, é um ás do rodopio. Gravou um CD com 28 solos de berimbau. Em casa, contudo, só toca gaita de fole pra desespero dos vizinhos.
  17. Frede Sobrinho – Funcionário público durante o dia, à noite é garçom na Choperia Pinguim. É um dos líderes dos torcedores radicais que vaiam o Cruzeiro no 7A do Mineirão. 
  18. Wall Free Dow Jones – Corretor de seguros e ações em Nuiorque, foi um dos responsáveis pela bolha imobiliária. Torcia pelo do Red Bull, embora só ingerisse Budweiser. Expulso dos USA por Barak Obama, vive em Essen, na Alemanha, e torce pelo Duisburg, que derrubou da 3ª para 4ª divisão quando começou a frequentar seus jogos.
  19. Edward Scissorhands– Marqueteiro americano da NBA, que vive podando as iniciativas do Departamento de Marketing do Cruzeiro, considerado por ele um lixo. Seu sonho é suceder o Claret e meter a tesoura nos piratas que dão prejuízo ao clube. ZZP, contudo, diz que se não pentear as melenas, ele jamais será contratado.
  20. AgTo, cineasta coreano, que editou o filme da Copa do Mundo 2010. Para agradar o nanico megalomaníaco que fez a encomenda, ele colocou Coréia do Norte e Brasil na final. E os norcoreanos venceram por 2×1 com gols contra de Felipe Mello.
  21. Viejo Damas – Cantor de tangos portenho, que há 39 anos sai dos estádios antes da volta olímpica. Sempre cantarolando Por Una Cabeza.
  22. Charles Mineiro – Sua mania é mudar de nome. Já foi Libertadores, virou Brasileiro, depois, Copa do Brasil, agora é Mineiro. Mas já está pensando em contratar advogado pra se chamar Charles Bimbo. Só não o fez por oposição da patroa.

Intrigas da Copa

sábado, 26 de junho de 2010

Intrigas da Copa disputada na Sudáfrica:

  1. Evandrão está furioso com a qualidade técnica desta Copa. A de 1930, que ele acompanhou in loco, continua sendo sua predileta.
  2. A Coréia Comunista só marcou um gol na Copa. E foi contra o Brasil. Parece coisa do Itamarati. Se Venezuela, Bolívia e Irã estivessem no Grupo G, o Brasil teria saído precocemente do torneio.
  3. Depois do jogo, Cristiano Ronaldo justificou o empate dizendo que o Brasil não é nenhuma Estrela de Amadora. Concordo. E também limpo a barra do  escrete canarinho, afinal, Portugal não é nenhum Atlético de Vespasiano.
  4. Kaká não está 100% na Copa, porque deixou 10% na igreja.
  5. “Vesti azul, minha sorte então mudou…”, diz uma canção dos tempos da Jovem Guarda, que virou melô da Espanha. A Fúria, chamada por sua imprensa de La Roja, ontem se classificou jogando de azul.
  6. Maradona aderiu à vuvuzela. Só que, todo atrapalhado, usa o instrumento pra aspirar ao invés de soprar.
  7. Mariana e a Simone, comentaristas do PHD, elegeram o eslovaco Hamsyk o cara mais bonito da Copa. O cidadão é uma espécie de Cicinho piorado. Com cabelo de quem acabou de sair de um filme de terror.
  8. Contra Portugal, Lúcio “foi um monstro!”, avaliaram os comentaristas. Certíssimo. Ele tem phisique de rôle pra Família Adams.
  9. Até o final da Copa, Maradona ou Dunga tomarão o posto de Rei do Pulinho, que Luxemburgo conquistou na pista do Mineirão.
  10. Muitos cruzeirenses estão fazendo campanha pra Dunga trabalhar na Toca dqa Raposa. Sonham com o Anão distribuindo caneladas na rádia e em seu setorista mala numa coletiva na Arena do Jacaré.

Tanaka Facts

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Antes mesmo de começar o Mundial, o Brasil já tem um candidato a craque do torneio. Trata-se de Marco Túlio Tanaka, beque-beque da Seleção Japonesa.

Foi ele quem deu um chambão patriótico em Drogba num jogo-treino e deixou o marfinês com um pé, ou melhor, um braço fora da Copa.

Por sua força, inteligência, elegância, destemor e brasilidade, o novo ído já foi agraciado pelos inernautas com um merecido Tanaka Facts. Confiram:

  1. Túlio Tanaka não veste camisa rosa.
  2. Impressionados com a categoria do Tanaka, os microfonistas da rádia de Minas acharam melhor não cornetá-lo.
  3. Fosse vivo Akira Kurosawa filmaria Os 8 Samurais, com Tanaka ao invés de Mifune no papel principal.
  4. O PHD contratou Tanaka pra marcar em cima o seca-pimenteira panaca.
  5. Depois de ver Tanaka jogar, Materazzi resolveu pedir o troféu Belfort Duarte.
  6. O Cruzeiro vai contratar Tanaka só pra dar entevista ao Artur Morais.
  7. Por telefone, Túlio Tanaka pediu a opinião do PVC sobre seu futebol, mas o comentarista preferiu se refugiar numa aldeia de São Gabriel da Cachoeira a responder ao talento nipo-brasileiro.
  8. Depois de conhecer a volúpia do Tanaka, Salvador Billardo resolveu que também vale a pena queimar a rosca se o Japão campeonar.
  9. Humilhado com a destreza do Tanaka, Kimbundo abandonou a capoeira.
  10. Desconsolado com a impossibilidade de competir com Tanaka, Evans Drawn prometeu não aplicar mais voadoras. Vai se tornar pastor de ovelhas no Tirol.
  11. O povo quer Túlio Tanaka candidato a senador por Tocantins, só pra ele assumir a corregedoria da casa.
  12. Fosse vivo, Telê escalaria Túlio Tanaka como volante de contenção.
  13. Túlio Tanaka participará do fime sobre a vida do Zico. Mas só vai rodar a cena da dividida com o Galinho de Quintino. Vestido com a camisa do Bangu.
  14. Tanaka tá prometendo jogar futebol telecoteco na Copa. Ou melhor, petelecoteco.
  15. Sob a mira dos mísseis coreanos, o Governo Japonês ameaçou disparar um Túlio Tanaka contra Pionguiangue, o que fez o ditador nanico virar seus foguetes pro Polo Norte.
  16. O Bope incorporou Túlio Tanaka e aposentou o Caveirão.  Tão logo foi informado, o  Comando Vermelho fechou suas bocas de fumo e aderiu ao ramo da ioga.
  17. Túlio Tanaka pediu inscrição na Máfia Azul. Imediatamente, a Torcida G se dissolveu.
  18. Túlio Tanaka quer ser prefeito. Só não sabe ainda de de Mariana ou Ipatinga. Ou das duas de uma só vez.
  19. Drogba falava pelos cotovelos até encontrar Túlio Tanaka.
  20. Tulio Tanaka se naturalizou japonês porque a Fifa o proibiu de jogar ao lado de Felipe Melo na Seleção Brasileira.
  21. Uma mágoa de infância? Tulio Tanaka não ter quebrado o Zidane naquela Copa de 98.
  22. O amor não é aquilo que faz você ficar com dor de cotovelo. Amor é outra coisa, o nome disso é Tulio Tanaka.
  23. Tulio Maravilha quer chegar aos mil gols. Tulio Tanaka promete chegar aos mil cotovelos quebrados antes do malemolente artilheiro goiano.
  24. Nos treinamentos, Tulio Tanaka faz embaixadas usando um lutador de sumô.
  25. Deus é brasileiro, Tulio Tanaka também!
  26. Túlio Tanaka fez Chuck Norris dançar o rebolation.
  27. Pai Mariola prevê, Túlio Tanaka acerta.
  28. Deus perdoa, Túlio Tanaka, não.
  29. Ryu disse que se aposentaria se Tulio Tanaka entrasse para o Street Fighter!
  30. Quem tem Túlio Tanaka não precisa de Lúcio!!!
  31. Certa vez, Tulio Tanaka e o Super-Homem dividiram uma bola num campinho do Oeste do Paraná. Resultado: surgiram as Cataratas do Iguaçu.
  32. José Mayer só perdeu mulher pra um homem. Seu nome é Tulio Tanaka.
  33. Tulio Tanaka já quebrou a perna de um adversário em 3 lugares. E o jogo era de xadrez.
  34. Chuck Norris afirmou que tem medo só de duas coisas: do espelho e de dividir uma bola com Tulio Tanaka.
  35. Algumas pessoas usam uniforme do Superman. Já o Superman usa uniforme de Tulio Tanaka.
  36. Se O Exterminador do Futuro fosse com Túlio Tanaka, seria um documentário.
  37. No Aurélio a palavra “vítima” está definida como “aquele que encontra o joelho do Tulio Tanaka”.
  38. Uma vez Drogba olhou torto para Tulio Takana. Uma vez.
  39. O ONU encomendou ao Tanaka uma inspeção nas usinas nucleares do Irã. Foi o bastante pro governo local resolver transformá-las em fábricas de buscapé pra abastecer o mercado de Campina Grande durante o mês de junho.
  40. Túlio Tanaka resolveu abrir um jornal de oposição na Venezuela e o ditador local consentiu.

O grupo tenebroso

quinta-feira, 8 de abril de 2010
  • O Grupo 8  da Libertadores, formado por Flamengo, Universidad de Chile, Universidad Católica e Caracas, é tenebroso. Esses clubes têm que enfrentar não só uns aos outros, mas terremotos, tsunamis, temporais e, pior, Hugo Chávez! (Paulo Sanchotene, gremista)

Sancho tem razão. As vicissitudes dos demais grupos: altitude, dengue, bala perdida, tiroteio, engarrafamento, estrada na ribanceira, caos aéreo, gramado sintético, cancha esburacada, gripe suína, clima de deserto, chá de aeroporto, nada é comparável aos dramas que enfrentam os times do Grupo 8.

Que, além de tudo, quando jogam na Venezuela, só podem tomar banho de 3 minutos – molha, ensaboa, enxagua- depois de uma partida de futebol.

Cruzeiro 2×0 Itália: Outra batalha vencida

quinta-feira, 25 de março de 2010

Mauro França

Qualquer resultado que não a vitória sobre o Deportivo Itália será um desastre para as pretensões do Cruzeiro nesta Libertadores.

Adilson não conta com Kleber, suspenso, e Roger, Guerrón e Gil, contundidos. A novidade é a presença de Fabrício no banco, pela primeira vez na temporada.

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Azular o Mineirão, a obrigação desta noite

quarta-feira, 24 de março de 2010

De tão feia, esta chave é de porta de cadeia. Em tempos idos, assim se definia um grupo como o que tocou ao Cruzeiro nesta Libertadores.

Não reclamo. Quer moleza, vai tomar sopa de lesma, era como se dizia nos tempos do Colégio Municipal.

Vélez e Colo Colo podem muito bem levar as vagas deste Grupo 7 e deixar o Mais Querido de Minas cuidando, precocemente, de seus desafios domésticos.

Desconfio que os seca-pimenteiras bem que gostariam de um desfecho assim.

Mas eu prefiro seguir a lição do Chiabi João: “Gente, vamos conspirar a favor!”

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Líder: “Itália deixou boa impressão nos 3 jogos”

sábado, 13 de março de 2010

Pitacos de protagonistas, jornalistas e blogueiros acerca do Deportivo Itália 2×2 Cruzeiro, pela 3ª rodada do Grupo 3 da Libertadores de 2010,em 11mar10, no Estádio Olímpico, em Caracas, Venezuela.

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Fábio e Henrique não perderam o foco

sexta-feira, 12 de março de 2010

Atuações dos celestes e seus adversários no Deportivo Itália 2×2 Cruzeiro, pela 3ª rodada do Grupo 3 da Libertadores de 2010,em 11mar10, no Estádio Olímpico, em Caracas, Venezuela.

  • Adílson Batista – Sem Ramires, Fabrício e Wagner, o abacaxi de 2010 está mais difícil de descascar. Na dúvida, deveria levar o barco com mais prudência, impedindo que os laterais ataquem ao mesmo tempo. Se tomar esta providência, ficará faltando arranjar um armador eficiente. Se não encontrar, realmente, saberá que não se classificar não é o fim do mundo, mas tão somente, consequência de deficiências no elenco.
  • Torcida – Não se viu uma só camisa azul-estrealda entre os 3 mil torcedores presentes ao Estádio Olímpico. Já em Beagá, cornetas, vuvuzelas e trombetas soaram sem dó dos ouvidos alheios. A má fase da equipe tem movido os tropeiristas.

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Itália 2×2 Cruzeiro: Itália frustra torcida celeste

quinta-feira, 11 de março de 2010

Empatado em pontos com o Colo Colo, mas com vantagem no saldo de gols, o Cruzeiro está em 2º lugar no Grupo 3.

Com duas derrotas, o Deportivo Itália é o lanterna do grupo e joga suas últimas chances de tentar a classificação.

O Cruzeiro só não contará com Gilberto, suspenso. O Itália vai completo para o jogo.

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