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Fábio, como sempre, o melhor

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Atuações dos celestes e seus adversários no Fluminense 1×0 Cruzeiro, no Maracanã, Rio de Janeiro, pela 10ª rodada do Brasileiro 2010, em 22jul10:

  • Fábio – Seguro, defendeu as bolas possíveis e outras impossíveis pra goleiros comuns. Não teve culpa no gol.
  • Rômulo – No 1º tempo,  jogou como se estivesse no Santo André. Com tranquilidade, desinibição e atrevimento. Com a saída de Gilberto, o Flu se arrumou na defesa e ele teve menos espaços. No 2º tempo, Muricy Ramalho adiantou a marcação, soltou os alas e, ao invés de preocupar, ele passou a se preocupar com os adversários. Noves fora, uma bela estréia.  
  • Gil – Sério, ligado no jogo, parou Fred, que de tanto correr pra escapar do becão mal encarado, terminou a partida trajando gravata vermelha.
  • Cláudio Caçapa – Quando simplifica, dá segurança à defesa. Foi o que aconteceu contra o Flu.
  • Diego Renan – Bom na marcação, mas com pouca liberdade pra atacar. Até porque Mariano está voando. 
  • Fabrício – Transformado em cabeça-de-área, não comprometeu. Quando teve de armar, seu jogo perdeu qualidade. Com o tempo, Cuca descobrirá que uma coisa é o volante chegar ao ataque naturalmente, num esquema de jogo flexível, outra é deixar de ser marcador pra virar um armador  quebra-galho.
  • Henrique – Outro que virou cabeça-de-área clássico. No 1º tempo, botou Conca no bolso. No 2º, perdeu o controle da situação quando o Flu avançou a marcação. Mas subiu ao ataque e fez algumas boas jogadas, quando a derrota começou a ficar evidente.  
  • Francisco Everton – Marcou pela esquerda e só. Sua boa vontade foi maior do que a qualidade.
  • Javier Reina – Errou 100% dos lances que tentou.
  • Gilberto – Com disposição de garoto, fez 30 minutos espetaculares armando e finalizando. Deixou a defesa do Flu desarvorada, apavaroda, descontrolada. Traído pelo corpo, contundiu-se e  saiu mais cedo. Foi o que selou a sorte do Cruzeiro na partida.
  • Marquinhos Paraná – Embora Lédio Carmona tenha dito que ele entrou pra armar o jogo -e os teleguiados acreditaram- MP foi mais um marcador. Quando subiu ao ataque, perdeu boa oportunidade em lance criado por Henrique. Pelo insucesso no arremate, que passou por cima do travessão, apanhou feito cão sem dono. Pra ser perdoado, terá de perder gols como um centroavante, jamais como um volante de contenção. Virou culpado pela derrota, algo que não ocorreu com os geniais Robert e WP.
  • Thiago Ribeiro – Muita luta, algumas boas jogadas, mas ninguém com quem dialogar. E muita paciência pra ouvir as demandas de WP, que exige um secretário pra servi-lo a tempo e a hora.
  • Wellington Paulista – Não marcou gol, mas foi perdoado, pois centroavante está lá é pra isto mesmo, segundo seus fãs. No mais, caiu, levantou, tornou a cair e, finalmente, levou um cartão amarelo. Gol pode até não fazer, mas terminar sem amarelo, ele jamais termina. Faz parte do show. Ou do marketing, sabe-se-lá.
  • Robert – Tropeçou numa bola, caiu de bunda no chão ao tentar dominar outra e ficou nisso.
  • Cuca – Entrou com três volantões de contenção e conseguiu anular Conca com marcação individual feita por Henrique. Com a defesa trancada,  pôde liberar Gilberto, que construiu boas jogadas. No 2º tempo, foi enrolado por Muricy quando o Flu avançou, fechou as laterais acabou com a saída de bola celeste. Nesse momento, Cuca precisou de um armador e o que havia no banco era o Javier Reina. Aí, nem com reza brava! Seu sistema privilegia a contenção e os rápidos contra-ataques, algo que os amantes do futebol ultramoderno já condenaram ao fogo eterno. Será engraçado ver esta gente se contorcer pra explicar “novidade” tão antiga. E constrangedor vê-los batendo palmas pra algo que nãos e parece com o jeitão espanhol de jogar. 
  • TorcidaJorge, eu vi de cima e de longe a torcida do Cruzeiro. Como o jogo foi tenso e os cruzeirenses não fizeram gol que os levassem a se manifestar, eu não notei se estavam empolgados ou não. Estavam em bom número, na média das torcidas dos demais grandes.(Victor Pimentel, torcedor do Fluminense)
  • Juiz & Bandeiras – Um impedimento mal marcado numa das poucas vezes em que Fred poderia ter complicado a vida da bequeira celeste, foi a única falha gritante. As demais foram de pequeno porte.
  • Fluminense – O Tricolor passou aperto no 1º tempo, mas botou 0rdem na casa no 2º e mostrou que não é líder por acaso. Muricy, tosco no trato com a mídia, deposita mais fé em si do que na cornetalha e na hienagem que, lá como cá, controlam o cérebro do torcedor genérico. Os ex-cruzeirenses Mariano, Leandro Euzébio e Carlinhos jogaram bem. Fred foi contido. Conca fez um grande 2º tempo. Gum e André Luiz seguraram o rojão nos melhores momentos do Cruzeiro.  Alan deu trabalho no 2º tempo.

Dois fracassos, só um vexame

domingo, 4 de julho de 2010

Quase toda a imprensa esportiva brasileira se derrete por Maradona. Revolucionário pra uns, ousado pra outros, ultramoderno pra quem analisa futebol com o intestino, ele deixou, como legado, três páginas humilhantes na história de sua seleção: 6×1 pra Bolívia, 3×0 pro Brasil (quando tentou ganhar na marra usando o Gigante de Arroyito) e 4×0 pra Alemanha.

Contra os alemães, que vinham assombrando nesta Copa, ele escalou o ponteiro esquerdo Di Maria e meia atacante Rodriguez como volantes. Restou ao brucutuzinho Mascherano, sozinho na contenção, capinar canelas germânicas e esburacar o gramado do Green Point com carrinhos desgovernados.

Enquanto isso, no ataque maradônico, Tévez corria feito vaca louca, Higuaín padecia de cruel isolamento e o melhor do mundo, Lionel Messi, carregava a bola do nada pra lugar algum.

E o couro comendo a cada contra-ataque do time treinado pelo nada famoso Joachim Löw.

A Argentina teve 54% de posse de bola. Pra quê? Se não tem o que fazer com a Jabulani pouca diferença faz ter sua posse. De que adianta ter tantos talentos, todos em boa fase em seus clubes, inteiros fisicamente, se o sistema de jogo atrapalha?

Dunga também caiu. Ironicamente, mais pelos acertos do que pelos erros de seu ortodoxo 4-3-1-2. Ou não foi justamente a defesa, tida e havida como a melhor do mundo, quem entregou o jogo contra a Holanda?

Os críticos dizem que o treinador brasileiro não levou boas opções para o banco. Quando saiu a convocação, eu mesmo cornetei os nomes de Ganso, Neymar e Fabrício.

Mas será que eles teriam feito melhor? Ganso, que já havia fracassado na Sub20, viu-se depois, estava baleado. Tão logo, encerraram-se as inscrições pra Copa, ele foi submetido a uma cirurgia no joelho.

Neymar, que tanto espetáculo deu contra Naviraiense e quejandos, sumiu na decisão paulista contra o Santo André. Anda até sendo substituído no decorrer dos jogos do Morrinhão. Teria sido opção melhor do que Nilmar?

O Imperador Adriano, bem, esse merece sossego, não uma discussão a sério.

Resta o pranteado Ronaldinho Gaúcho. Mas o que ele fez desde 2006 quando foi um dos piores da Copa? Demitido do Barça por incompetência, arranjou uma boquinha no combalido Milan onde também nada fez.

Por que diabos, após 4 anos e vários vexames vestindo a amarelinha, a blaugrana e a rossonera, R10 teria sido o salvador da pátria na Sudáfrica? Só mesmo os mesa-redondistas e seus teleguiados pra defenderem esta causa.

Os cronistas profissionais falam pelos cotovelos, pois são obrigados a encher linguiça em seus intermináveis bate-papos televisivos.

Já os teleguiados, só mesmo por preguiça mental, continuam entoando a ladainha de que o precocemente aposentado R10 teria sido boa opção no banco.

No fim das contas, fracassaram tanto o amado Maradona quanto o odiado Dunga. Um com o peso de goleadas desmoralizantes, outro castigado por um erro do melhor goleiro do mundo.

Dá na mesma? Vamos aguardar os próximos capítulos pra saber quem vai adotar o revolucionário sistema de cinco atacantes de Don Diego. E que treinador bancará o glorioso retorno de R10 à Seleção Brasileira.

Ultramoderno

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A multidão prorrompeu em aplausos quando o treinador do Cruzeiro trocou volante por atacante.

Não tenho dúvida de que ele receberia mais aplausos de colocasse um 5º ou 6º atacantes.

Pior foi a anticruzerentada toda animada no dia seguinte: “Põe atacante, Adílson!”

Os mais modestos exigem: “Dois meias, três atacantes, já!”

E ameaçam: “Ou põe o time todo no ataque, ou paro de pagar o carnê!”

Vou além. Quebro paradígmas. Meu sistema é o ultramoderno 3-7. Com os alas apoiando incessantemente.

Confiram minha “muderníssima” escalação:

  • Fábio;
  • Jonathan, Fabrício e Diego Renan;
  • Guerron, Lessa, Roger, Eliandro, WP, Kleber e Gilberto.