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A Era do Torcedor Condicional

sábado, 12 de junho de 2010

Genibaldo Lucena

Eu sou do tempo em que o torcedor se preocupava mais com o futebol praticado por seu time do que com os detalhes extra-campo.

A paixão era pelo clube, independentemente do presidente, do técnico, do goleiro ou do atacante.

Não havia protestos pela cor do logo do patrocinador da camisa e a gente nem sabia quantos campos havia no centro de treinamentos.

O que importava mesmo era o jogo de cada domingo. Hora de ir pro estádio, sim, era sagrada. A gente só queria saber era acompanhar aqueles 90 minutos de emoções.

Durante a semana, comprávamos o Diário da Tarde ou ouvíamos rádio pra saber notícia dos ídolos, se algum atleta estava contundido ou se haveria mudança na defesa depois da derrota.

E isto nem foi há tanto tempo. Não estou falando do futebol romântico que o Tio Tate apreciava na década de 60, muito menos do amadorismo presenciado pelo Evandrão na década de 30.

Me refiro aos anos 80 e começo dos 90.

Com o advento da TV a cabo falando de futebol durante 24 horas e da interação proporcionada pela internet com seus blogs, sites, orkuts e twitters, ficamos com pouco assunto pra muito papo.

Falar só do jogo em si já não basta.

Os jogadores, que eram o centro do espetáculo, tiveram que dividir a cena com treinadores, com os negócios do presidente, as declarações do gerente de futebol, os detalhes da cirurgia realizada pelo doutor no joelho do centroavante, com a caixa de areia do preparador físico e o valor do patrocínio do meião.

Estes detalhes foram tão supervalorizados que ganharam vida própria no imaginário do torcedor. Passaram a ofuscar o próprio jogo, objetivo de tudo o que se faz num clube de futebol.

De uns tempos pra cá, muitos adeptos de um clube assistem às partidas fazendo figa pro treinador cair.

Muitas vezes, se o time precisar tomar um golzinho pra que isso aconteça, por que não? Contra o Botafogo o Othon e o Rosan testemunharam sandices assim.

Tem torcida contra jogador A ou B, para provar que o presidente é um incompetente e não sabe contratar ou que o treinador não sabe indicar.

Não tem mais torcida pelo onze, pelo time. Alguns torcem apenas pra dez jogadores, pois desejam o insucesso do zagueiro tosco.

Outros torcem pra nove, porque o atacante declarou ter simpatia por um time paulistano e o lateral é marrento demais.

Tem até gente torcendo pro rival porque o técnico de lá é o seu preferido. É mole?

Estamos na Era do Torcedor Condicional, o que exige ter todas as vontades feitas pra apoiar o time que gosta de chamar de seu.

Genibaldo Lucena, 29, cruzeirense, pós-graduado em Administração de Empresas e Marketing, empresário, nasceu e mora em Belo Horizonte.

Comentários Retidos: Mensagem Explicativa

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Algumas explicações sobre mensagens retidas. Temos três tipos de bloqueio aos comentários:

  1. Por regras estabelecidas pelo(s) administrador(es)  (e.g – primeiro comentário, comentário com mais de um link etc)
  2. Bloqueados por suspeita de SPAM conforme regras da ferramenta WordPress (e.g – palavras proibidas etc)
  3. Enviados diretamente pra lixeira por regras definidas previamente (e.g. – palavras de SPAM etc)

Um quarto motivo para retenção de comentários é pelo tamanho. O tamanho máximo para comentários é de 800 (oitocentos) caracteres. Se este limite é atingido não adianta deletar alguns para ser publicado pois o comentário será retido. Se for criada uma nova linha de comentário que ultrapasse os 800 caracteres também haverá retenção.

Nossos índices de Falsos Positivos têm sido baixíssimos, quase insignificantes, o que comprova, para quem sabe do que estamos falando, que nossos critérios são altamente relevantes e corretos.

Fazemos moderação prévia de IPs somente em originadores de mensagens consideradas impróprios com base no que foi postado anteriormente.

Comentários iniciais de “novos” usuários são previamente retidos para verificarmos a procedência.

Não deveríamos ficar explicando isso pois NENHUM comentarista faz este tipo de questionamento em NENHUM Blog profissional.

Mas fazem no nosso por estarem mal acostumados com respostas no tempo de cada um.

Em consideração aos comentaristas que utilizam o serviço corretamente é que publicamos estas explicações.

Bloqueamos “novos” inscritos para que os leitores não tenham que ler alguns comentários ofensivos e invasivos de adversários e até mesmo de pseudo-cruzeirenses e outros que têm como objetivo avacalhar o espaço para provocar descrédito.

Sempre bloquearemos e lutaremos contra este tipo de usuário de Internet. Por isso, nosso Blog e muitos outros serviços Cruzeiro.Org são reconhecidos pela qualidade, pelos cruzeirenses e até pela própria mídia e outros sites “concorrentes”, por isto manteremos nossa política.

Nossos recursos (humanos e financeiros) não nos permitem atender a todos instantâneamente. Criticar é fácil, ajudar fazendo alguma coisa é quase impossível.

O Blogueiro ou qualquer outro editor de posts, NÃO tem nenhuma responsabilidade por bloquear, liberar ou moderar quem quer que seja. E

sta atividade cabe, exclusivamente, ao(s) administrador(es) do Blog e do Site.

Se o blogueiro libera comentários, o faz devido a sua dedicação e atenção para os que escrevem.

As reclamações devem ser dirigidas a webmaster@cruzeiro.org e não ao blogueiro ou feita no próprio PHD.

Aceitamos ajuda. Não precisa ser especialista em Internet ou tecnologia para ser colaborador. Só exigimos e pedimos o entedimento do que é cooperação para construir.

Tudo explicado, alertamos que, a aprtir de agora, deletaremos TODOS os comentários, mesmo depois de publicados, que tratem sobre estas dúvidas e pedidos para liberação mesmo com os prejuízos para a ordenação dos comentários caso os mesmos sejam colocados em locais impróprios.

Se alguém se interessar por discutir as mudanças de regras de moderação do Blog, Site, Lista, MSN, Orkut, Twitter e outros serviços associados ao Cruzeiro.Org devem se dirigir ao Portal do Cruzeirense ( www.portaldocruzeirense.com.br ) e tratar do tema, exclusivamente lá, no sub-fórum / tópico destinado exclusivamente a este fim.

Administração Cruzeiro.Org

Adílson Baptista: “Eu sou um cruzeirense”

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Pitacos de protagonistas e blogueiros acerca do Cruzeiro 0×0 Santos, no Mineirão, pela 6ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2010, em 02jun10:

  1. Adilson Batista, treinador do Cruzeiro: Vou fazer meu último jogo lá em Goiânia, contra o Atlético-GO, e um abraço. É isso aí. É meu último jogo. Pra felicidade geral da nação, de alguns, eu faço meu último jogo lá. Já conversei com o Zezé, ele até nem queria que eu falasse isso aqui hoje, mas estou chateado com algumas coisas. Só cego que não vê o que é trabalhar uma equipe, o que é ter dificuldade, o que é organizar. Mas isso aí, tem muita gente do outro lado aí expert em futebol. A gente vai com calma, aprendendo todo dia. Quando o adversário joga contra o Santos é o jogo do ano. Quando somos nós, é jogo sob pressão. É assim que funciona aqui em Minas Gerais. Fico chateado com algumas pessoas vaiando o presidente, lamento, pela contribuição do presidente, pela história, pelos títulos, pelas conquistas, isso machuca a gente. Eu tenho só a agradecer, eu sou um cruzeirense, tenho carinho muito grande pelo clube, vou continuar torcendo pelo clube, mas a gente tem que pensar profissionalmente e chegou o momento de sair. Vida que segue. Vou rezar pra que um bom profissional entre e tenha sucesso. Vejo um Cruzeiro forte, competitivo, com grandes jogadores. Na parada da Copa, tem condições de reverter. Gosto muito do Maluf, é um grande profissional, muito correto, não deixava vazar muita coisa, porque vocês gostam muito de uma fonte segura, sempre têm fontes de informação, e o Maluf é firme, sério, cobrando, lutando, agindo com responsabilidade. Mas ele é um profissional capacitado, que daqui a pouco está no meio. A gente lamenta, mas é uma decisão do presidente, precisamos respeitar. Faz parte no futebol. Daqui a pouco volta. Não é em função do Maluf. Eu já estava conversando com o Maluf, em Atibaia eu coloquei que o meu intuito não era prejudicar. Mas já estava dentro dos planos. Grande motivo da saída e futuro destino: o coração, o meu coração. O coração é que está deixando. Não falo nada sobre futuro. Vou fazer o jogo, cheio de jogadores com dor, e tenho um compromisso em São Paulo na segunda-feira. Só isso. Tenho respeito pela imprensa, sempre tive. A gente tem que conviver de maneira saudável, honesta, procurando ser imparcial, ser profissional. Respeito muitos de vocês, pelo trabalho, sei o grau de dificuldade. Precisamos é conversar mais, esclarecer mais, ter um pouquinho mais de cuidado, porque hoje é blog, é twitter, é facebook, todo mundo fala. Esses dias a Miriam Leitão estava criticando o Júlio Baptista, o Gilberto, disse que ia tomar um remédio tarja preta. Quer dizer, todo mundo fala de futebol. Esses dias, o Cerezo encontrou o Maluf no aeroporto e elogiou o Cruzeiro. Esse está na minha seleção. Isso me dá satisfação, não quem escuto dizendo que tem que jogar esse daqui, esse aqui precisa pegar ritmo. Até esse pegar ritmo, eu caí, porque o futebol é muito dinâmico. Eu respeito, nós precisamos melhorar, eu tenho a minha linha de raciocínio, mas não fico fazendo média com ninguém, não dou informação para ninguém, trato todo mundo igual. Acho que ninguém deve ter privilégio de informação e alguns ficam bravos. Mas eu durmo tranquilo, um grande abraço para vocês. Voltar um dia? Volta tem. Isso daí… No futebol acontece muita coisa e a gente espera um dia voltar, mas a cabeça é só fazer esse jogo contra o Atlético-GO e não tem jeito, a gente gosta de trabalhar e vamos pensar o que fazer com calma. O Cruzeiro tem o meu respeito, a própria torcida. A minoria fica vaiando presidente, este, aquele, isso faz parte. Mas sempre tive o carinho, a admiração. Vejo o torcedor inteligente me apoiando, sabendo, tendo noção, discernimento de perceber algumas coisas. O clima está tranqüilo no grupo. Eles estão chateados, porque gostariam de estar numa situação melhor. Mas .enfrentamos um grande adversário. No Cruzeiro, cria-se crise. O Ceará está ganhando de todo mundo. Na Vila o Ceará jogou contra o Santos, que só não tinha o Robinho, e o Santos teve dificuldade. Teve um pênalti no Misael, que dá trabalho pra todo mundo. Pelo carinho, pelo respeito que tenho pelo Cruzeiro, eu procuro cobrar dos atletas pra que se entreguem naquilo que estão fazendo. Por algumas razões, não coloquei A, B ou C e é assim que vou agir em qualquer clube. Um atleta tem que ter esse comprometimento, tem que se dedicar, pois ele é bem remunerado. É evidente que uma hora vai perder. Mas tem de vender a derrota caro. O torcedor gosta de ver o jogador lutando. (mais…)

Fim de caso

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Primeiro foi o Ancelmo Góes. Depois o Artur Moraes. Finalmente, a notícia se espalhou pelo twitter do Wall Free Dow Jones.

E, ontem, durante a transmissão do Cruzeiro 3×0 Vélez, avisando que não queria fofocar, mas já fofocando, o repórter da Itatiaia anunciou o fim do casório de Roger e Débora.

Hoje, Simone, Mariana, Frede e Malafaia repercutiram o assunto no PHD. Estão todos consternados. Pra consolar a galera, o Síndico organizou a trilha sonora do caso.

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Abaixo da linha de pobreza

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

São Paulo, Corintiãs, Flamengo, Inter e Grêmio foram às compras. Até o Atlético-MG, nouveau riche do fut brasilis enche o elenco de medalhões.

Enquanto isto, o Cruzeiro, a confiar no twitter do Chaves, tem uma lista de 10 meias que podem ser contratados. Ou seja, não tem um de fé.

E não consegue convencer jogador de talento a vestir sua camisa. O clube tem pouco a oferecer além do passado glorioso. E os caras querem é grana, tutu, bufunfa.

A decepção do Eduardo Maluf ao perceber que a negociação para contratar Cleber Santana ruiu ao menor interesse do São Paulo pelo atleta foi comovente.

Pois bem, hoje, com a venda do Kleber, mais um sinal inequívoco da fragilidade do Cruzeiro vem à tona. Cinco milhões e meio de euros?! Uai, mas ele não valia do dobro até dois meses atrás?

Por que este desespero pra torrar um atleta tão valioso por uma merreca?

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Nós somos o Haiti: como ajudar

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O prsidente René Préval e o primeiro ministro Jean-Max Bellerive, calculam em mais de 100 mil os mortos na tragédia do Haiti.

A Cruz Vermelha fala em 3 milhões de afetados pelo desastre.

O Brasil doou US$10 milhões e está enviando o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, para apoiar as tropas brasileiras e verificar as demandas mais urgentes do país.

O mundo vai se mobilizar.

Será que a CBF, que já promoveu um jogo de futebol de caráter político também não poderia patrocinar, agora, um de caráter solidário?

Que ela tome pra si a tarefa de conseguir fundos para a reconstrução da universidade.  Com o prestígio do futebol brasileiro, seria fácil. Basta querer.

Que tal enchermos a caixa postal e o saco do Ricardo Teixeira com sugestões e cobranças de uma atitude solidária. Com o passar dos dias, o assunto sai da pauta e aí nada mais se fará.

A hora é agora.

  • Como fazer doações para o Haiti (por Tatiana de Mello Dias, do blog Tempo Real, do Estadão) Pelo Facebook e Twitter, principalmente, internautas estão se mobilizando para arrecadar fundos para o Haiti. No site da Oxfam America, é possível doar quantias de US$35 a US$5 mil. No Yele Haiti Fund, você colabora apenas uma vez ou pode criar um plano de pagamento. As quantias fizas vão de US$25 a US$300, mas é possível doar mais. O Departamento de Estado americano criou um sistema de ajuda por SMS. Basta enviar uma mensagem de texto escrito “Haiti” para o número 90999 e US$10 serão doados para a Cruz Vermelha. O sistema, porém, só funciona nos EUA. Para quem está em outros países, é possível fazer doações no próprio site da entidade. O governo americano também recomenda que sejam feitas doações para a Mercy Corps. No Facebook, a comunidade Ayuda Haiti está mobilizando pessoas que moram próximas a arrecadarem alimentos, roupas e medicamentos.