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Superstição, uma questão de lógica

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Leopoldo Moura Jr.

Não conheço esporte que envolva mais superstições do que o futebol. Há até clubes que vivem mais de superstições do que de futebol –o Botafogo é o exemplo clássico.

Algumas razões devem explicar tanta crendice. A primeira é que começamos a torcer quando criança, quando se é mais crédulo. Mas isso explica pouco o fato de que muitos adultos continuam supersticiosos. 

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Paraná e Henrique anularam Elias e Bruno César

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Atuações dos celestes e seus adversários no Cruzeiro 1×0 Corintiãs, no Parque do Sabiá, Uberlândia, pela 16 rodada do Campeonato Brasileiro 2010, em 26 ago10.

  • Cuca – Entendeu que o momento era de buscar a vitória e armou o time num 3-5-2 durango. Depois que Montillo marcou, não teve vergonha e volantizou Wellington Paulista botando o time para jogar num 3-6-1. Apesar de Pablo não ter comprometido, poderia ter entrado com Diego Renan. É “injusto” que o garoto jogue quando a defesa está mais vulnerável e fique de fora justamente quando poderia atacar com mais liberdade. Venceu o segundo duelo seguido com Adílson Batista. (Matheus Reis)
  • Torcida – 37.377 torcedores para uma renda de mais R$850 mil. Foi uma festa bonita e, embora o PFC teimasse em focalizar a torcida corintiana, confio nos amigos que estavam in loco e testemunham maioria cruzeirense. Estão todos de parabéns. (Matheus Reis)

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Leopoldo Moura, um cruzeirense acadêmico

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Este é o Leopoldo Moura Jr., autor de posts instigantes, cruzeirense desde os tempos da Academia Celeste.

  1. Nome, data de nascimento, bairro onde mora: Leopoldo Corrêa Moura Júnior, 26mar56, moro no Sion, em Belo Horizonte, cidade em que nasci.
  2. Família Moura: Meus pais são Leopoldo e Aretusa. Ele trabalhava na Atlantic, antiga empresa de petróleo, onde era representante comercial (na época, chamavam de “viajante”) e ela dona de casa. Entre os meus, os seus e os nossos (meu pai se casou 3 vezes), os irmãos formam um time de vôlei: 4 rapazes e 2 moças.
  3. Escolas: Instituto de Educação, colégios Arnaldo e Logosófico, Universidade Católica (Economia)  e UFMG (Letras e Demografia Econômica na Face/Cedeplar, ambos incompletos).
  4. Trabalho: Sou auditor de tributos da Prefeitura de Belo Horizonte.
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Os limites do “torcer contra”

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Leopoldo Moura Jr.

A paixão no futebol parece insaciável. Ao torcedor, não basta ver o seu time vencer. A alegria só se completa com a infelicidade dos rivais.

Todos os apaixonados são assim. Inclusive eu, que ainda busco enxergar alguns limites.

O ápice da torcida contra os outros está em torcer contra o próprio time. É o “avesso do avesso”, como diria o poeta concretista Décio Pignatari.

Uma situação-limite que, a torcida celeste viveu, acinteceu em 12dez04, no Cruzeiro 4×0 Vitória, pelo Brasileiro, no Mineirão.

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Um novo Adílson Baptista

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Leopoldo Moura Jr.

  • “Difícil entender o que acontece com Adilson Batista nos momentos decisivos. Considero que o Cruzeiro jogue, em muitos momentos, o melhor futebol do Brasil, e considero isso desde que o ano começou. Mas na hora do vamos ver…”

A frase em epígrafe não foi dita por um cruzeirense “corneta”, mas por Gilberto Gil Camargo, criador do Futiba -aqui mesmo no PHD, em 03nov09.

Infelizmente, os fatos dão razão ao Gilberto Gil. E, espero, que não dêem mais. Torço para que, daqui pra frente, as coisas sejam diferentes.

Lembrando que os problemas do Cruzeiro não se resumem ao técnico, já debatemos muito a respeito do treinador celeste.

E não quero repetir os argumentos por mim levantados, aqui no PHD, no post “Os Sete Pecados Capitais de Adilson Batista”, em 10set09 e em outros comentários.

Além disso, não tenho a pretensão de explicar, exatamente, o que acontece (ou acontecia) “na hora do vamos ver”.

Nem quero que as coisas dêem errado para que eu possa comprovar o meu ponto de vista de que deveríamos mudar o treinador.

A única tese que defendo é a da cruzeiridade, algo tão importante na minha vida que não sei o que é torcer contra a azul estrelada.

Torço para que o Adilson supere o que percebo como insegurança e que também seja mais tolerante às críticas –faz parte do ofício.

Por fim, àqueles que só estão esperando o Cruzeiro sair da seca e ganhar títulos expressivos para me mandarem um sonoro “Toma!”, já tenho a resposta pronta: o Adilson, inteligente que é, aprendeu com as críticas!

Leopoldo Moura Jr., 53, cruzeirense, analista de tributos, nasceu e mora em Belo Horizonte.

Máfia Azul somos nós, nossa força, nossa voz

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Leopoldo Moura Jr.

Talvez o melhor uso do clichê “imagem é tudo” aplica-se às torcidas organizadas –são sempre criticadas, até quando acertam.

Claro, elas fizeram por onde, porque, muitas vezes, desrespeitaram os limites da boa educação e, também, alguns artigos do código penal. O que é condenável.

Entretanto, gostaria de fazer uma reflexão sobre a inegável importância da Máfia Azul –uma das maiores do país e que, neste mês de outubro, comemora 32 anos de vida.

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O funcionário-padrão

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Vinnícius Andrade

Adílson não sai do Cruzeiro. Infelizmente. Não por ele, mas pelos motivos que asseguram seu cargo na Toca.

Uma garantia de emprego que passa mais pelos seus atributos de funcionário padrão do que pelo trabalho que por seu trabalho como treinador.

Clubes com orçamento do futebol semelhantes ao do Cruzeiro pagam a seus treinadores três ou quatro vezes mais do que o Cruzeiro paga ao Adílson.

Mas ele não reclama. Não tem zagueiro? Põe volante. E enquanto ele “inventa”, a torcida se esquece de reclamar que o elenco foi desmontado.

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Memorial do Cruzeiro: história, ciência e diversão

sábado, 3 de outubro de 2009

Leopoldo Moura Jr.

Não sei se há alguém, no clube ou fora dele, cuidando de alguma coisa relacionada diretamente ao memorial ou museu do Cruzeiro. De todo modo, gostaria de debater algumas questões a respeito do assunto.

As minhas sugestões não chegam a ser nenhuma excepcionalidade, até porque, mais importante do que as idéias propriamente ditas é colocá-las em andamento, sem perda de tempo -mesmo que seja a nível de projeto.

Inicialmente, penso que o memorial celeste deveria ter dois objetivos principais: registro da história e conquista de novos adeptos. Assim, o museu seria estruturado focalizando as crianças e os jovens.

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Vaias pedagógicas

sábado, 26 de setembro de 2009

Leopoldo Moura Jr.

Raramente vaio um jogador do Cruzeiro. Por uma razão muito simples: é improdutivo e acaba atrapalhando o time. Mas há exceções e este jogo contra o Palmeiras foi uma delas.

Quero, entretanto, voltar no tempo para relatar dois episódios em que vaiei um atleta celeste.

Na reta final do Brasileirão de 1994, o Cruzeiro estava seriamente ameaçado pelo rebaixamento e faltavam apenas dois jogos, contra o Náutico no Mineirão e União São João, em Araras-SP.

No jogo em casa, fui um dos 902 torcedores que testemunharam a vitória celeste por 2×0, seguindo aquela antiga máxima de que a torcida deve intensificar o seu apoio nos piores momentos do time.

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Nocaute Jack, craque das voadoras e cambalhotas

sábado, 19 de setembro de 2009

Leopoldo Moura Jr.

Não conheço ninguém mais politicamente incorreto do que as crianças. Elas não perdoam e, se tiverem que zoar, zoam mesmo, sem piedade. Pode ser em razão de alguma extravagância física (nariz, boca, orelha, cabelo etc), de um fora qualquer (hoje falam “mico”) ou ainda da escolha infeliz de um time para torcer.

Eu não fui diferente. Na minha infância (anos 60), eu chegava a ser desumano com os galináceos. Não deixava escapar nada, mas não perdia muito tempo discutindo o futebol, propriamente dito. Claro, a discussão avançava pouco, porque de um lado havia Tostão, Dirceu Lopes e Piazza, por exemplo. Do outro, Laci, Grapete e Décio Teixeira. A gente ria, discutir o quê?

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