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Perdão, Sete Lagoas

terça-feira, 27 de julho de 2010

Cruzeiro e Atlético-MG não têm estádios. Pra tocarem seu negócio dependem do poder público, que os  subsidia após arrecadar impostos de adeptos de todos os times e não apenas dos torcedores deles.

Quando o Mineirão estiver reformado para a Copa de 2014, Cruzeiro e Atlético-MG terão 54 mil confortáveis cadeiras pra venderem a cada partida.

Os demais clubes de Minas, nenhuma, embora seus torcedores tenham contribuído para o empreendimento.

Enquanto esse dia não chega, os dois grandes vão depender de favores de outros clubes.

Terão de jogar em estádios particulares como o do Democrata ou municipais como os de Uberlândia, Varginha, Ipatinga, Pouso Alegre ou Uberaba.

Pelo favor recebido, deveriam ser gratos. Ou, no mínimo, educados. Algo que a direção do Cruzeiro não foi quando seu Gerente de Futebol, Valdir Barbosa, desancou a Arena do Jacaré e, de raspão, também a bela, progressista e cruzeirense Sete Lagoas, na coletiva após o jogo contra o Grêmio.

Segundo jogadores e cartolas do Cruzeiro, a cancha da Arena é pequena. Comparada às do Mineirão e do Maracanã, pode até ser. Mas é oficial. E não é menor do que as do Olímpico, Baixada, Ressacada, Engenhão e outras nas quais os times mineiros jogam sem reclamar.

Disseram que o gramado é ruim. Realmente, ele não é nenhuma Brastemp. Mas não é esburacado, nem tem pontos carecas. Está perfeitamente apto para a prática do futebol. Só com muita cara-de-pau se pode dizer que ele prejudica o Cruzeiro, supostamente, um time mais técnico do que os outros.

Isto é desculpa esfarrapada. Qual é o time da primeira divisão que não joga com a bola no chão? Apontem um, por favor. Se o Cruzeiro fosse tão técnico quanto imaginam seus dirigentes e atletas, estaria na ponta e não na metade da tabela. Esse trololó é muleta antiga.

Valdir Barbosa criticou a estrada. Sete Lagoas está ligada a Beagá por duas rodovias, uma federal, outra estadual. Com um pouquinho de organização, chega-se lá em menos de uma hora. Obviamente, haverá casos de retenção, como aconteceu na rodovia federal nesse domingo. Em compensação, na estadual, o trânsito fluiu normalmente.

Segundo Valdir, não há hotéis pra receber a delegação caso ela queira viajar mais cedo pra descansar até a hora da partida. Não procede. A cidade dispõe de hotéis confortáveis. É só telefonar fazendo reservas. Como fez Wanderley Luxemburgo quando seu time jogou contra o Inter.

Domingo, a Arena recebeu 10 mil torcedores. Com todos os setores liberados, pode receber até 16 mil. O acesso ao estádio é fácil, existe estacionamento e a visão do campo é melhor do que a oferecida pelo Mineirão.

Os mais exigentes reclamam do sol. Ora, futebol não é esporte indoor. Queixa indeferida, pois. E ninguém pode reclamar de hostilidade. O público é bem mais educado do que o do estádio de Beagá.

Se alguém errou, foi a direção do Cruzeiro, que não colocou monitores pra orientar o público. Ou os torcedores que insistem em chegar a 10 minutos do início partida. Assim, nem nos estádios escandinavos se evita fila pra entrar.

Resta pedir desculpas ao povo de Sete Lagoas que, da euforia por receber seu time de coração, passou à decepção de receber carão de um cartola bem remunerado pra dirigir time de futebol, não pra queimar a imagem do clube que o paga.

O Cruzeiro pode jogar em outras cidades. Aproximar-se de sua torcida espalhada por toda Minas Gerais. Mas não deve cometer descortesias e nem fabricar desculpas pelo mau futebol que eventualmente esteja praticando.

Eu, torcedor cruzeirense de Belo Horizonte, peço desculpas ao povo de Sete Lagoas. Aos cruzeirenses, americanos, bela-vistenses, democratenses e até atleticanos, caso haja algum além do Chico Maia na cidade.

E estarei de volta, quando nosso (não apenas dos cartolas e jogadores) Cruzeiro jogar em Sete Lagoas.

Comparando pesquisas Datafolha

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Jorge,

Segue a comparação entre as pesquisas Datafolha de dez/2009 e de abr/2010.

A pesquisa de dez/09 entrevistou 11.258 pessoas, com margem de erro esperada máxima de 0,9%. As respostas a pergunta “Qual é o time de futebol de sua preferência” era espontânea e única. Ou seja, o entrevistador perguntava, o torcedor respondia um único time e o entrevistador anotava. (mais…)

Cruzeiro perdeu a concorrência de vista

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Marcos Pinheiro

O Datafolha ouviu, entre 14 e 18dez2009, 11.258 pessoas a partir de 16 anos, em 375 municípios brasileiros, para saber qual o time de futebol de preferência do entrevistado (resposta espontânea e única).

A margem de erro máxima é de 2%, para um intervalo de confiança de 95%.

Os resultados nacionais já foram publicados aqui no PHD e o Cruzeiro teve a sexta maior torcida estimada, num percentual de 4%, o dobro do time de Vespasiano.

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Jogo solidário

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Leo Vidigal

À Procura de Eric (Looking for Eric), Inglaterra, 2009, Comédia, 1h56, 14 anos, direção de Ken Loach, com Steve Evets, Eric Cantona, Stephanie Bishop, em exibição no Usina 3, Belo Horizonte, às 14h30, 16h50, 19h10 e 21h20.

Está em cartaz há algumas semanas em Belo Horizonte um pequeno grande filme que certamente vai interessar a todos os que frequentam este espaço.

Trata-se de À procura de Eric, do diretor inglês Ken Loach, obra peculiar, tanto na carreira do cineasta quanto na galeria dos filmes dedicados de alguma forma ao futebol.

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