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Tusta enfastiado

terça-feira, 20 de julho de 2010

O tema foi discutido à exaustão no PHD no dia seguinte à final da Copa. Aparentemente, é notícia velha, matéria vencida, assunto datado.

Mas não é. Comentaristas dos canais de esportes não param de recomendar o telecoteco como a solução para os males do fut brasilis.

Prudente, Avaí, Duque, Icasa, Flamengo, Alecrim, Palmeiras, Tupi ou Ananindeua, não importa que elencos tenham, estão intimados ao totó infinito.

Se a moda pega, o futebol ficará intragável. Seremos Suiça ou Espanha. Com bola de pé em pé, de um lado pra outro, sempre na horizontal, todos os jogos terminarão em goleadas de 1×0.

O contra-ataque, embora não tenha agradado ao Tusta, ainda é a saída pra maioria dos times brasileiros. E se bem executado pode tornar o jogo interessante.

Agora o lescolesco improdutivo pode até ser um jogo de segurança máxima para os times poderosos, mas não vai empolgar a torcida. Já pensaram um campeão brasileiro marcando 40 gols em 38 partidas?

Melhor a Seleção tentar uma terceira via. E o treinador de cada time brasileiro imaginar táticas e estratégias compatíveis com seus elencos.

Mas sempre buscando o gol. Caso contrário, o som do clic nas salas vai superar o do grito das galeras nas arquibancadas. 

Coluna do Tostão

Compromisso público

Quanto maior a qualidade dos times e dos atletas, maior a tendência de as partidas serem menos vibrantes

Após assistir, nos estádios, aos primeiros jogos na Copa, percebi que, em relação ao que costumo ver pela TV, no Brasil, as partidas estavam muito frias, lentas, táticas e com excesso de toques curtos e para os lados. Deveria ser o contrário, pela importância da competição e presença da torcida.

Fiquei na dúvida se era porque, na TV, os narradores brasileiros gritam demais, narram como se fosse pelo rádio e transformam qualquer pelada em um jogo emocionante, ou se as seleções na Copa procuravam jogar com mais segurança.

Os jogos do Brasileirão, de todas as séries, são mais vibrantes que os da Copa. Há mais disputas pela bola e mais jogadas de área. Infelizmente, quanto maior a qualidade técnica das equipes e dos jogadores, maior a tendência de as partidas serem frias e lentas. Por terem poucas chances, os craques, cada vez mais, decidem cada vez menos os jogos.

Além disso, os grandes jogadores se tornaram tão ricos, famosos e estrelas, jogando bem ou mal, que a Copa passa a ter menos importância. Cristiano Ronaldo, Messi e Kaká continuam com o mesmo prestígio.

Impacientava-me, ao ver no estádio, um jogador, com grandes chances de driblar em direção ao gol ou de dar um passe decisivo, preferir, por segurança ou falta de talento, tocar a bola para o lado. O grande craque é o que joga como se visse a partida da arquibancada.

O jogo excessivamente técnico e tático, mas com pouca alma, é uma grande chatice. “A bola é um reles, um ínfimo, um ridículo detalhe. O que procuramos no futebol é o drama, a tragédia, o horror e a compaixão. A mais sórdida pelada é de uma complexidade shakesperiana” (Nelson Rodrigues).

A filosofia na Copa foi a de Parreira, de que o importante é não levar o primeiro gol. Se é assim, porque não fazer o gol primeiro?

Uma das maneiras de mudar isso seria um time tentar dominar o outro, pressioná-lo, tentando tomar a bola mais à frente.

A  estratégia atual é o contrário. Criou-se o conceito de que a melhor maneira de vencer é recuar e tentar ganhar em pouquíssimos contra-ataques que raramente acontecem. O jogo fica feio. Essa é uma boa tática para time pequeno.

O novo técnico da Seleção Brasileira deveria assumir um compromisso público, com firma reconhecida em cartório, de que a equipe vai tentar vencer e dar bons espetáculos.

Fonte: Superesportes, em 18jul10

Com e elenco que possui, o Cruzeiro deveria terEspanha, Alemanha ou Brasil como referência?

Chile 1×0 Suíça: Após 557 min, Suíça leva 1 gol e faz zero pt

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Às 11h, no Estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth, Suíça e Chile disputam a liderança do Grupo H.

Ottmar Hitzfeld, treinador da Suíça diz que o Chile é mais perigoso do que a Espanha. É superior em força física e tem um ataque mais insinuante.

O argentino Marcelo Bielsa, treinador do Chile, não comenta os elogios. E escala um potente ataque com Sanchez, Suazo e Beausejour.

Khalil Al Ghamdi, da Arábia Saudita, será o Juiz. (mais…)

Suíça 1×0 Espanha: Goleada à moda suíça

quarta-feira, 16 de junho de 2010

No Moses Mhabida, em Durban, pelo H, Espanha e Suiça fecham a 1ª rodada da fase de grupos da Copa.

A Espanha, campeã européia, treianda por Vicente del Bosque, vai a campo num 4-1-4-1 com Busquets na frente da 1ª linha de 4 e Davi Villa na frente da 2ª, a dos volantes Silva, Xabi, Xavi e Iniesta, que jogam fácil e espremem o adversário em seu campo de defesa.

A Suíça, que entrou pra história por conta de chocolate, relógios, contas secretas e do ferrolho, atua no 4-4-2 e só tem jogador meia-boca. Entre eles o volantão Gelson. Com este nome, ele deveria ter nascido em Nova Iguaçu, Magé ou Mesquita, mas é de Cabo Verde, na África.

Pra não dizer que não conheço ninguém do time suiço, informo conhecer o Senderos, defensor incapaz de arranjar lugar na bequeira do Cruzeiro e o Tranquilo Barnetta, que joga no time da fábrica de comprimidos pra dor de cabeça de Leverkusen, daí talvez seu exótico nome.

O inglês Howard Webb, que apitou a final da Champions League será o soprador de latinha. O que é garantia de falta de assunto no quesito arbitragem.

Deu no diário esportivo argentino Olé:

¿Candidato? Joder…

españa llegó con chapa y perdió ante Suiza en su debut. El gol de Gelson Fernandes (en offside) deja el mayor batacazo en lo que va del Mundial. Del Bosque puso a Torres con Iniesta, Xavi y Villa para buscar el empate. Y nada…

Toda la ilusión, la chapa de candidato, el deseo de ya tener la Copa del Mundo entre sus manos, se desvaneció en un segundo. Sí, ahí cuando Gelson Fernandes la empujó a la red luego de los aparatosos tropiezos de Piqué y Casillas, los corazones españoles se detuvieron. No conforme con empezar abajo en el marcador, Del Bosque no tuvo mejor solución que acumular gente en ataque, sin que se le caiga una sola idea, y terminó construyendo el papelón ibérico que desembocó en una flojísima derrota en el debut.

La cantidad de partidos invictos, los halagos de la prensa por el despliegue futbolístico y la cantidad de jugadores valuadas en millones de euros no le importaron a los suizos. Ottmar Hitzfeld dio cátedra de orden táctico: dispuso un sistema acorde para frenar las embestidas de España, que buscaba por el medio con dos grandes volantes como Xavi e Iniesta, y atacaba por los costados con dos jugadores por banda, dejando a Villa relamiéndose en el medio para embocarla.

Sin embargo, Suiza, que fue a negociar el empate sin Frei, su máximo artillero, y que sufrió la lesión de Senderos en el primer tiempo, terminó encontrando el gol a los 52 minutos, luego de una preocupante falla defensiva de la Roja. Gelson Fernandes, apenas en offside, la encontró tras una serie de rebotes, y la empujó al arco, para tirarle un baldazo de agua fría a todos los españoles.

Ya consumado el 1-0, Del Bosque fue preso de la desesperación, y se vio obligado a empezar a meter gente en ataque: primero Fernando Torres y Jesús Navas. Minuto más tarde, fue el turno de Pedro. Pero apenas cambió la cantidad, y no la calidad; España llegaba pero no generaba peligro, ya que la única la tuvo con un tiro desde afuera de Xabi Alonso, que dio en el travesaño. Poco y nada de los delanteros.

Suiza, que estaba preparado para esta situación desde el minuto cero, supo aguantarlo y terminó llevándose los tres puntos. España, que pensó que lo tenía ganado desde el arranque, descubrió que no sólo alcanza con tirar los jugadores a la cancha.

Deu no diário esportivo espanhol Marca:

    • Vicente Del Bosque, no ocultó su decepción por la derrota sufrida en el debut mundialista ante Suiza (1-0). “No ha sido nuestro día. Hemos intentado ganar de manera ortodoxa y ya en la segunda mitad de forma heroica, pero no hemos podido”, aseveró el técnico de España. Del Bosque quiso apuntar que la resistencia de Suiza no había sido ninguna “sorpresa” porque esperaban encontrarse un equipo con tales características sobre el terreno de juego. Además, Del Bosque quiso lanzar una aviso a la afición española para mantener la esperanza: “El Mundial aún no ha acabado”. Por último, el seleccionador español reconoció que la derrota ante Suiza obliga a La Roja a vencer en sus dos próximos partidos ante Honduras y Chile. “La derrota ahora nos obliga a ganar los dos partidos que quedan. No hay otra”.
    • Xavi y su sombra. Ottmar Hitzfeld sabe que buena parte del fútbol de España nace en Xavi y le puso vigilancia especial durante todo el partido. El cerebro hispano apenas brilló.
    • La espalda de España. La selección juega al ataque, y eso está bien, pero hay que vigilar la defensa. Suiza tuvo dos ocasiones: una fue gol y la otra acabó en el palo.
    • Villa, desconectado. El Guaje no estuvo ni la mitad de inspirado de lo que suele cuando viste la camiseta de España. Los asistentes apenas pudieron detectarlo.
    • Howard Webb no estuvo a la altura de las circunstancias. Concedió el gol de Suiza, que debió ser anulado por fuera de juego. Y debió pitar penalti sobre Silva en la primera mitad.