Posts com a Tag ‘SEP’

Cruzeiro 2×1 Palmeiras: No peito e na raça

domingo, 5 de dezembro de 2010

Em 3º lugar com 66 pontos, o Cruzeiro precisa vencer o Palmeiras e torcer para Corintias e Fluminense empatarem seus jogos para campeonar. O time não contará com Jonathan, suspenso, e Fabrício, lesionado.

Em 10º lugar com 50 pontos, se vencer, o Palmeiras pode terminar o torneio em 9º lugar. Felipão deu férias para os titulares e mandará a campo o time reserva.

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Chaves: “Roger disse que a bola não queima nos pés dos caras”

sábado, 18 de setembro de 2010

Pitacos de protagonistas e blogueiros, recolhidos pelo Romarol,  acerca do Cruzeiro 4×2 Guarani, na Arena do Jacaré, Sete Lagoas, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2010, em 15set10:

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Idéias, comportamentos, ídolos, emoções

sexta-feira, 20 de agosto de 2010
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Recomendação para o fim de semana: colunas do Cruzeiro.Org. Confiram a amostra grátis:
  • Jorge Schulman, em Minas veste azul: Aproveitei também para conversar brevemente com o Gerente de Marketing, Marcone Barbosa. Estaremos agendando uma breve entrevista, sem intermediários da imprensa, para conhecer suas idéias e propostas para amenizar a ausência do Mineirão, fechado para reformas de modernização para a Copa 2014. Nesse tema, já sabemos da campanha “Minas Veste Azul” orientada ao conjunto de torcedores do interior mineiro, sabendo-se que a nossa torcida é infinitamente superior em todos os cantos do estado. Particularmente, aposto na fidelidade e bom coração dos filhos de “tierra adentro”, como dizemos na Argentina, para alentar e acompanhar os jogadores e as cores do nosso clube.

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O novo Mineirão: projeto verde, cofres azuis

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Última parte da entrevista com Marcílio Lana, do Grupo Gestor da Copa 2014:

Projeto verde

Depoimento de Marcílio Lana:

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Cruzeiro na Libertadores V: 1976, Mundial em BH

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Mauro França e Jorge Santana

Mundial

Com a conquista da Libertadores 1976, o Cruzeiro se credenciou à disputa da Copa Intercontinental, nome oficial do Mundial Interclubes, naquela época disputado em dois jogos entre os campeões da América do Sul e da Europa.

O Bayern Munich, tri-campeão europeu, que se recusara a enfrentar o Independiente nos dois anos anteriores, aceitou jogar contra o Cruzeiro. As partidas foram marcadas para 21nov76 em Munique e 21dez76 em Belo Horizonte.

Excursão

Os jogadores celestes mal puderam comemorar o título da Libertadores. A delegação nem retornou para Beagá, onde certamente teria uma recepção triunfal. De Santiago, o time seguiu diretamente para Paris, escala inicial de uma excursão que se prolongou por todo o mês de agosto.

Nem houve tempo para descanso. Apenas quatro dias depois do histórico 3×2 sobre o River, em 03ago76, o Cruzeiro empatou por 1×1 com o Saint-Étienne, tri-campeão francês e vice-campeão europeu. Em 08ago176, o time celeste venceu o Nice por 4×3, com uma grande exibição.

A excursão continuou na Espanha, onde se realizavam vários torneios de verão, que os clubes brasileiros aproveitavam pra reforçar o caixa. Em La Coruña, no Estádio Riazor, o Cruzeiro disputou o Torneio Tereza Herrera, pela segunda vez consecutiva. Venceu o PSV Eindhoven por 2×0 e perdeu para o Real Madri pelo mesmo placar, com dois gols de pênalti.

No torneio seguinte, no Estádio Vicente Calderón, em Madri, o Cruzeiro perdeu para o Athletic Bilbao por 3×1 e venceu o Racing White, da Bélgica,  por 2×0.

No Ramon Sanchez Pizjuan, em 24ago76, o Cruzeiro empatou com o Sevilla por 1×1, mas foi eliminado nos pênaltis, por 5×3. Raul Plassmann defendeu uma penalidade, mas o juiz mandou repeti-la. Dois dias depois, o campeão sul-americano bateu o Hajduk Split, da Croácia, por 4×2, terminado em 3º lugar no Torneio de Sevilla.  

A excursão encerrou-se em 29ago76, no Estádio Municipal de Almeria com uma vitória por 3×2 sobre o time local. Foram 9 jogos, 5 vitórias, 2 empates, 2 derrotas, 18 gols a favor, 14 contra.

Financeiramente, o saldo da viagem foi ótimo, mas o custo técnico foi alto. Jairzinho, Vanderlei Lázaro, Nelinho e Wilson Piazza voltaram contundidos. Os dois últimos com mais gravidade, ficaram três semanas afastados do Campeonato Brasileiro, na época, chamado Copa Brasil.

Copa Brasil

Em 04set76, menos de uma semana depois do último amistoso na Europa, com cinco desfalques, o Cruzeiro estreou na Copa Brasil empatando com o Botafogo por 0x0 perante 10.294 torcedores, no Mineirão.  

Os desfalques constantes afetaram o rendimento do time. Zezé Moreira jamais conseguiu escalar o time completo no campeonato. Para complicar, Joãozinho também se contundiu com gravidade e ficou de fora da maior parte dos jogos.

Em um grupo de 9 equipes, o Cruzeiro ficou em 2º lugar ao lado de Coritiba, Atlético e São Paulo. Pelos critérios de desempate, ficou na 5ª posição (3 vitórias, uma por mais de dois gols de diferença, que valia 3 pontos; 4 empates e uma derrota). Como somente os quatro primeiros se classificavam, o time celeste teve que disputar a repescagem, que valia uma vaga para a 3ª fase do torneio.

Na repescagem, o Cruzeiro enfrentou Portuguesa, Londrina, Uberaba e Confiança. Somou 8 pontos (3 vitórias, uma de 3 pontos, e 1 empate) e ficou em 2º, um ponto a menos do que a Portuguesa. No último jogo, precisava derrotar o Londrina por dois gols de diferença pra ficar em 1º. Em 27out76, no Mineirão, diante de um público de quase 40 mil torcedores, Palhinha fez 1×0 no início do 2º tempo e foi só. Para surpresa de muitos, a menos de um mês do duelo contra o Bayern, o campeão sul-americano foi eliminado do Brasileiro.  

Racha

A eliminação precoce conturbou o ambiente na Toca. Carmine Furletti, vice-presidente de futebol, e Elias Barburi, o Tóia, diretor de futebol, criticaram Zezé Moreira, cujo esquema de jogo consideravam ultrapassado. Barburi queria a demissão do treinador. Mesmo afastado por doença, Felício Brandi bancou o treinador e responsabilizou os dirigentes, que teriam reforçado mal a equipe, pela desclassificação.

Em meados de outubro, o clube contratou o uruguaio Pablo Forlan, que aos 31 anos estava aposentado em Montevidéu. Zezé Moreira contava com a experiência e a garra do lateral, que disputara duas copas do mundo e havia sido campeão intercontinental com o Peñarol em 1966.  

Inverno

O Cruzeiro embarcou para a Alemanha com problemas. Nelinho, Piazza e Joãozinho vinham de longa inatividade. Dirceu Lopes, há mais de um ano parado, também estava fora de forma. O time estava sem ritmo, pois só jogou duas vezes após a eliminação no Brasileiro. Com equipes mistas, empatou em Maringá, com o Grêmio local, e no Mineirão, com o América carioca, por 0x0.

Além de tricampeão europeu, o Bayern era a base da Seleção Alemã campeã do Mundo em 74. Tinha celebridades como Sepp Maier, Franz Beckenbauer, Gerd Muller e Paul Breitner entre outros. No campeonato alemão, estava em 3º, a 4 pontos do líder.

Os alemães até foram corteses. De acordo com Raul, forneceram agasalhos e material de treino aos cruzeirenses. O próprio goleiro foi presenteado por Maier com luvas apropriadas para jogos com neve.

O jogo foi disputado sob uma nevasca. Em tais condições, o Cruzeiro foi cauteloso. Queria ao menos empatar e trazer a decisão para o Mineirão. Nelinho e Joãozinho, que foi substituído por Dirceu Lopes no 2º tempo, não estiveram bem. Mesmo assim, o time resistiu até os 35 o 2º tempo, quando Ulli Hoeness cruzou da direita, Morais não alcançou e Gerd Muller, na entrada da pequena área, dominou e chutou no canto direito de Raul Plassmann.

Dois minutos depois, Rummenigge começou a jogada pela esquerda, Muller fez corta-luz e Kapellmann, da entrada da área, bateu rasteiro no canto direito de Raul pra definir o placar e colocar os alemães em vantagem na decisão.

  • Cruzeiro 0×2 Bayern München, terça-feira, 23nov76, 1º jogo da decisão do Mundial Interclubes 1976, Olympiastadion, Munique, Alemanha – Público: 22.000 pagantes – Juiz: Luis Pestarino (Argentina) – Gols: Muller, 35, Kapellmann, 37 do 2º tempo – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Ozires e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza e Zé Carlos; Eduardo Amorim, Palhinha, Jairzinho e Joãozinho (Dirceu Lopes). Tec: Zezé Moreira / Bayern: Sepp Maier, Bjorn Andersson, Franz Beckenbauer, Hans-Georg Schwarzenbeck e Udo Horsmann; Bernd Dürnberger, Conny Torstensson e Jupp Kapellmann; Uli Hoenes, Gerd Müller e Karl-Heinz Rummenigge. Téc: Dettmar Cramer. 1: Maier, Schwarzenbeck, Beckenbauer, Hoenes, Kapellmann e Muller conquistaram a Copa do Mundo 74 pela Alemanha. 2. Torstensson e Andersson disputaram as Copas de 74 e 78 pela Suécia. 3: Maier jogou as Copas de 66, 70, 74 e 78. Beckenbauer jogou as de 66, 70 e 74 e foi técnico da Alemanha em 86 e 90, quando conquistou o título. 4. Rummenigge tinha 21 anos à época. Era um talento em ascensão. Jogou as Copas de 78, 82 e 86.  

Mesmo apontando a neve como vilã, Nelinho não deixou de observar que muitos jogadores –os principais– estavam fora das suas melhores condições físicas e técnicas, em entrevista à Placar:

  • “A neve deixou o nosso time muito inseguro. Logo no início, perdi umas três bolas bobas porque ia dar o drible e ela corria ao invés de ficar no meu pé. Além disso, eu –como o Jair, o Joãozinho, o Piazza, o Palhinha e o Dirceu– estava em péssimas condições. Tanto que joguei plantado. Só desci umas duas vezes.”

Revanche

Sem compromissos oficiais, os jogadores voltaram à rotina de treinamentos. Palhinha, com dores musculares, e Jairzinho, gripado, não participaram da primeira semana de treinamentos. Zezé Moreira, que pretendia apurar a condição física e técnica do elenco, era só preocupação.

O Cruzeiro disputou apenas um amistoso entre os dois jogos. Em 11dez76, venceu o Uberaba por 3×0, no Mineirão, perante 4 mil torcedores. Raul e Jairzinho ficaram de fora, enquanto Dirceu Lopes e Joãozinho atuaram o tempo todo.

Mesmo reconhecendo a força do adversário, o clima entre os jogadores era de confiança. Todos achavam possível reverter o resultado e conquistar o título. Acreditavam no pouco tempo de adaptação dos alemães ao calor fizessem a diferença, como o frio e a neve tinha feito na Alemanha. Zezé Moreira analisou o adversário e deu a receita para vencê-lo, em entrevista à Placar:

  • “Eles praticamente não têm posição fixa em campo. Há sempre um jogador a mais na marcação dos atacantes adversários e a recuperação deles é impressionante. Temos que partir para um jogo coletivo, rápido e objetivo, como naquelas partidas contra o Internacional, pela Libertadores.”

Zezé Moreira ficou aborrecido com o desfecho do jogo de ida:

  • Nós nunca poderíamos ter nos apavorado com o primeiro gol e partido pra cima deles que nem loucos. Deveríamos ter ficado quietinhos, no nosso esquema, porque a derrota de 1×0 era um excelente resultado para o Cruzeiro. Agora, eles entram aqui com 2×0 no placar. Isso lhes dá muita segurança e apóia qualquer sistema defensivo.

Mas não havia perdido a esperança:

  • Chegaremos lá. Precisamos entrar com os onze jogadores em perfeitas condições técnicas e físicas, caso contrário, será difícil vencer. Estamos treinando duro porque não adianta apenas marcar os gols necessários. É preciso, também, não tomar.

Verão

Enfim, na quinta-feira, 21dez76, o Mineirão recebeu pela primeira e única vez na sua história uma decisão de título mundial. O público oficial foi de 113.715 pagantes.

Saí da Fafich, no Bairro Santo Antônio, por volta de 13h e parei pra tomar cerveja e fazer a resenha do futebol com os colegas no Jorobó, um boteco na Contorno, quase na esquina de Carangola.

Por volta de 15h, saímos para o Mineirão em vários táxis. Eu e o Nílton Figueiredo, colega de Sociologia, tomamos um fusca amarelo sem banco dianteiro.

Na Catalão, sobre o viaduto do Anel Rodoviário, o motorista puxou o freio de mão e recomendou: “Se vocês querem ver o jogo, melhor irem a pé.”

Travou tudo. As pessoas largavam os carros no meio da pista e saiam correndo em direção ao estádio. No estacionamento, saquei o lance: havia dezenas de ônibus de todas as partes do país: Bahia, Rio, Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraná, São Paulo e inúmeras cidades do interior de Minas.

Quando consegui entrar, não havia mais divisão de setores. Tentei furar os bloqueios de cada um dos acessos às arquibancadas, cadeiras e geral, sem sucesso. O Mineirão estava entupido.

O jeito foi assistir à decisão no corredor. Escolhi o Bar 22, cuja televisão, uma Philco com Bombril –aquela palha de aço que dizia ter mil e uma utilidades- nas pontas antenas, atendia a uma multidão incalculável. Havia superlotação até nas áreas de circulação.

No dia seguinte, o Estado de Minas estampava a manchete “Trânsito infernal na ida e na volta. A decisão mudou a vida da cidade”.  Os jornais informaram também sobre a invasão de mais de 20 mil torcedores vindos em caravanas, que não encontrando ingressos à venda, arrombaram os portões do estádio. Esse foi, sem dúvida, o maior público da história do Gigante da Pampulha. (Jorge Santana)

O Bayern chegou à BH no dia do jogo. Os jogadores foram para o hotel, descansaram poucas horas e foram para o Mineirão. Reconheceram o gramado e se aqueceram sob estrepitosas vaias da torcida.

Zezé Moreira escalou uma formação mais ofensiva, com um ataque com Jairzinho pela direita, Palhinha, Dirceu Lopes e Joãozinho. Eduardo ficou no banco.

O calouro de Engenharia, João Chiabi Duarte, relata suas impressões:

“Eu me lembro de ter chegado ao estádio por volta das 16 h. Os portões se abriram por volta das 18 h. Lá dentro, não dava pra levantar e sair, porque se perdia o lugar. O time deles era uma verdadeira seleção campeã do mundo. Fiquei no hall de entrada para vê-los passar. Sepp Mayer o goleiro tinha mãos imensas. Beckenbauer carregava os sacos como qualquer outro jogador. Não tinha essa de roupeiro, cada um fazia a sua parte. Lembro até hoje da cena. O Bayern entrou para aquecer com os seus agasalhos vermelhos da Adidas (sonho de consumo de todos nós naquela época), um calor infernal. Foi a maior vaia que eu já tinha visto em um estádio de futebol…

O Cruzeiro precisava de uma vitória por dois gols no tempo normal para forçar a prorrogação e pênaltis. A gente acreditava demais nos nossos craques. O jogo começou depois das 21h. O Cruzeiro fez uma ótima partida e parou sempre nas mãos de Maier ou nos desarmes fantásticos de Beckenbauer ou do Schwarzenbeck (jogava duro e não perdeu uma antecipação naquele dia). Houve lances incríveis durante o jogo. Uma cabeçada do Jairzinho, de costas, que o Sepp Maier só defendeu porque tinha mãos enormes. Ou a grande defesa do Raul no chute rasteiro e forte do Rumenigge, que ele tirou com a ponta do pé.  

No Cruzeiro, Dirceu Lopes parecia se ressentir da longa inatividade e não conseguia ter vantagem sobre a marcação implacável de Kapellmann. No 2º tempo, Zezé Moreira trocou-o por Forlan, que entrou na lateral direita, e adiantou Nelinho para a meia, para aproveitar o chute do lateral. E ele mandou três ou quatro varadas em direção ao gol alemão. Todas espalmadas ou socadas por Maier.

Rumenigge dava trabalho nos contra-ataques, mas sentiu uma contusão e deu lugar a Arbinger, que entrou para marcar as boas combinações que Nelinho e Forlan faziam pela direita. Palhinha, Joãozinho e Jairzinho brigaram com valentia contra os gigantes do time alemão e criaram as oportunidades. Embora não tivessem feito os gols, lutaram muito, como de resto, todo o time celeste.”

Mesmo sem o título, os jogadores celestes deixaram sob os aplausos da torcida, em reconhecimento pelo que fizeram. Foi um belo espetáculo proporcionado por dois grandes times. Um show de técnica e tática

  • Cruzeiro 0×0 Bayern München, terça-feira, 21dez76, 2º jogo da decisão do Mundial Interclubes-76, Mineirão, Belo Horizonte. Público: 113.715 pagantes – Juiz: Patrick Partridge (Inglaterra) – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Ozires e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza (Eduardo Amorim) e Zé Carlos; Jairzinho, Palhinha, Dirceu Lopes (Pablo Forlan) e Joãozinho. Tec: Zezé Moreira / Bayern: Sepp Maier, Bjorn Andersson, Franz Beckenbauer, Hans-Georg Schwarzenbeck e Udo Horsmann, Weiss, Conny Torstensson e Jupp Kapellmann, Uli Hoeness, Gerd Müller e Karl Heinz Rummenigge (Alfred Arbinger). Tec: Dettmar Cramer.  

Alguns lances ficaram da decisão mundial ficaram eternizados: duas incríveis defesas de Raul Plassmann, um drible de Joãozinho deixando o Kaiser Beckenbauer de bunda no chão e uma cabeçada de Jairzinho que, com o arco escancarado, mandou a bola no travessão.

João Saldanha culpou a cabeleira Black Power do atacante pelo desperdício. Segundo ele, a bola amorteceu naquela touceira ornamental. Para provar sua tese, o cronista saiu pelas ruas do Rio de Janeiro com uma bola e uma câmera filmando cabeçadas de outros cabeludos. Todas sairam chochas. 

Links:

  1. Vídeo de uma emissora alemã, com os gols da partida, com uma impagável participação do repórter Paulo Roberto escalando o time do Bayern.
  2. Trecho de um documentário do Sportv sobre Jairzinho, com imagens rápidas do jogo do Mineirão.
  3. Fernando Sasso narra alguns momentos ada decisão.

13ª da A: Flu e Timão disparam

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Começa a 13ª rodada da Série A.

  1. Brinco de Ouro, Guarani 4×1 Avaí. Público: 3.776. Gols: Renan, 9, Ricardo Xavier, 11, Robinho (Ava), (p), 13, Mazola, 34 do 1º; Fabão, 25 do 2º. Programa de índio esse que o Avaí foi fazer em Campinas…
  2. Engenhão, Botafogo 3×0 Atlético-MG. Público: 24.154. Gols: Maicosuel, 32, Somália, 41 do 1º; Herrera (p), 25 do 2º. Com a experiência que tem, Luxa sabe que sua vaquinha já foi pro brejo.
  3. Pacaembu, Corintiãs 1×0 Fla. Público: 29.222. Gol: Elias, 38 do 1º. Ficou barato para o auriazul carioca.
  4. Olímpico, Grêmio 1×2 Flu. Público: 12.001. Gols: Mariano (f), 16, Emerson, 18 do 1º; André Lima, 43 do 2º. Flu na liderança, Grêmio no rebolo.
  5. Castelão, Ceará 0x0 Atlético-GO. Público: 14.524. Vozão continua sem vencer no pós-Copa. Dragão somou um pontinho e está fungando no cangote do experiente Luxerxes.
  6. Baixada, Atlético 1×1 São Paulo. Público: 23.146 presentes. Gols: Cleber Santana, 23, Maikon Leite (Atl), 27 do 2º. O São Paulo nunca venceu na Arena. Deve ser castigo pela Libertadores que roubou do Atlético no tapetão da Conmebol.
  7. Serra Dourada, Goiás 1×1 Palmeiras. Público: 13.178. Gols: Ewerthon, 12 do 1º, Amaral, 45 do 2º. Após 5 partidas no comando da SEP, Felipão não sabe o que é vencer. O Goiás está pior: não vence há 6 rodadas.
  8. Ipatingão, Cruzeiro 0x0 Prudente. Público: 10.109. Um time sem coragem, outro sem idéias e, no fim, uma torcida sem paciência vaiando o joguinho mixuruca.
  9. São Januário, Vasco 1×0 Vitória. Público: 14.062. Gols: Ze Roberto, 23 do 1º. PC Gusmão quer o Vasco jogando com a Espanha. O placar mínimo já deve ser reflexo deste desejo.
  10. Vila Belmiro, Santos 1×0 Inter – Público: 10.036. Gol: Neymar, 36 do 1º. Jogado em 14out10. Peixe expulsou Saci do Morrinhão.

Gols: 18. Público: 155.209. Média: 15.521. G4: Flu, 29, Corintiãs, 28, Ceará, 21, Inter, 20. Z4: Goiás, 13, Grêmio, 12, Atlético-MG, 10, Atlético-GO, 9. / Artilheiros: 6 – Alecsandro, Bruno César, Roger / 5 – WP, André, Roberto, Schwenck, Jonas / 4 – Robinho (Avaí), Ewerthon, Mazola, Caio, Hugo, Fred, Tardelli, Muriqui, Ricardinho, Antônio Carlos, Herrera, Love, Washington, Kleber, Alan, Bruno Mineiro, Fernandão, Emerson (Avaí).

12ª da A: Noite de gala em Sete Lagoas

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Rolou a bola da 12ª rodada da Série A do Brasileiro, disputada em 31jul10 e 01ago10. O Flu voltou à iderança. Os cariocas colocaram bons públicos no Maraca e fizeram a média subir 40% em relação à última rodada. O Prudente conseguiu perder dois pênaltis no fim da partida. O Cruzeiro foi o autor da maior façanha: vencer um clássico com toda a torcida contra. Luxa, com seu valioso elenco, está na ponta de baixo da tabela, mas continua blindado pela imprensa mineira. Adílson Baptista estreou no Corintiãs enfrentando Felipão, outro famoso que ainda não venceu após quatro rodadas dirigindo a SEP.   

  1. Maracanã, Flu 3×1 Atlético. Público: 30.776. Gols: Washington, 22 do 1º; Emerson, 9, Conca, 24, Bruno Mineiro (Atl), 40 do 2º. Conca desequilibrou.
  2. Serra Dourada, Atlético-GO 1×1 Guarani. Público: 2.430. Gols: Tiuí, 4, Mazola (Gua), 17 do 1º. O gol da vitória do Dragão foi evitado pelo montinho bequeiro. Se fosse na Arena do Jacaré causaria polêmica. Mas como foi no espetacular gramado do Serra Dourada, ficará tudo por isso mesmo.
  3. Morumbi, São Paulo 2×1 Ceará. Público: 11.793. Gols: Fernandão, 20, Ricardo Oliveira, 22, Erick Flores (Cea), 39 do 2º. Adiantou pouco para Ricardo Gomes, que só desce do telhado se passar pelo Inter e for à final da Libertadores. No final, a galera cantou: “Eu acredito!”
  4. Pacaembu, Palmeiras 1×1 Corintiãs. Público: 24.491. Gols: Jorge Henrique, 22, Edinho, 34 do 1º. Adílson estréia bem, Felipão continua sem vencer em jogo muito corrido.
  5. Barradão, Vitória 1×3 Bota. Público: 8.217. Gols: Edno, 35, Júnior, 36, Jobson, 37 e 48 do 2º. Leão desfocado, Bota animado, Jobson iluminado.
  6. Ressacada, Avaí 4×1 Goiás. Público: 7.504. Gols: Emerson, 8, Davi, 9 e 41 do 1º; Bernardo, 23, Robinho, 32 do 2º. Bernardo marcou um golaço. O que é pouco pra parar um Avaí em grande fase.
  7. Beira Rio, Inter 0x0 Grêmio. Público: 33.087. Jogo mui peleado, pois como dizem os gaúchos, clássico é clássico e vice versa. O resultado deixou o Grêmio na Z4 e o Inter no G4.
  8. Jacaré, Atlético-MG 0x1 Cruzeiro. Público: 12.340. Gol: Wellington Paulista, 32 do 1º. Mestre Cuca cozinhou 13 mil galetos no Caldeirão de Sete Lagoas.   
  9. Farazão, Prudente 1×2 Santos. Público: 15.890. Gols: Danilo, 5 do 1º; Rodriguinho, 21, Robson, 37 do 2º. O Prudente desperdiçou dois pênaltis nos últimos minutos. Economizou gols pra marcar na Copa Sul-americana.
  10. Maracanã, Fla 0x0 Vasco. Público: 50.447. Jogo de muitos dribles e grandes defesas, mas gol que é bom, necas de catibiriba…

Gols: 24. Público: 196.975.  Média: 19.698. G4: Flu, 26, Corintiãs, 25, Inter, 20, Ceará, 20. Z4: Goiás, 12, Grêmio, 12, Atlético-MG, 10, Atlético-GO, 8. / Artilheiros: 6 – Alecsandro, Bruno César, Roger / 5 – WP, André, Roberto, Schwenck, Jonas / 4 – Caio, Hugo, Fred, Tardelli, Muriqui, Ricardinho, Antônio Carlos, Herrera, Love, Washington, Kleber, Alan, Bruno Mineiro, Fernandão, Emerson (Avaí).

Questo è il nostro personale, Signore Crossi

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Enquanto aguarda o novo comentarista Crossi Neto se apresentar ao distinto público, com ajuda do filho inteligente do blogueiro,  o veterano Ernesto Araújo apresenta ao novato alguns os antigos comentaristas do PHD:

  1. Jorge Angrisano Santana – É o blogueiro. Semianalfabeto, não passa de um testa-de-ferro do filho, que é o autor dos posts. Seu ídolo no futebol é Maradona. Na MPB, é o Chico Taquara.
  2. King Arthur – Tem pouca escolaridade e por isso acredita que tudo no futebol acontece por acaso e nada é premeditado.
  3. Evans Drawn – É vidente (possui uma bola de cristal), cartomante, joga búzios e é dono do polvo do aquário de Oberhausen, Alemanha. No trato pessoal é ameno. Se contrariado, prefere o silêncio e dá a outra face pra ser batida. Um gentleman.
  4. Victor Hugo – Entusiasta da Seleção Brasileira, sente profunda admiração pelo treinador Dunga e ainda não se recuperou da derrota do Brasil na Copa. No plano interno, seu rival é o Santos.
  5. Mouro Francês – Sabe nada de futebol. Mas vira uma fera e destrói automóveis na periferia de Paris quando a Argélia perde alguma partida de futebol.
  6. Céu, ElizabethSimonalisa, e Marina – Belas torcedoras, que não entendem de bola rolando. Preferem jogador bonito ao joga bonito. São especialistas na estética dos jogadores e não dos jogos. Nesta Copa, elegeram Hamsyk, Calamity James e Lúcio como os mais guapos.
  7. J. Durval Chiado – Novato, virou cruzeirense faz pouco tempo e ainda está se inteirando da história do clube. Vive importunando Evans Drawn perguntando quem foram Polenta, Piorra e Carazo, contemporâneos do veterano comentarista.
  8. Bob Gilliard – Amante do cinema iraniano, do jornalismo venezuelano, em matéria de futebol, teoriza até sobre tiro de meta. É portador de paixão incontida pelo treinador Adílson Baptista, adepto do futebol de resultados inspirado no bicampeão mundial de 82 e 86, Mestre Telê.
  9. Genésio Ubaldo – Torcedor cricri, passa os jogos vaiando o Cruzeiro. Só se acalma quando lê as equilibradas análises de seu ídolo Bob Gilliard.
  10. Romário UolBest of Burden do blog. Enquanto todos assistem aos jogos, ele anota lance por lance da partida pra registrar a história do Cruzeiro ao pé da letra. Em sua homenagem, Keith Richards e Mick Jagger compuseram um disos sucessos dos Stones.
  11. Ché Araújo – Nasceu em Rosário, Argentina, e passou os primeiros 40 anos de vida no lombo de uma motocicleta pelas estradas de nuestrolatinoamérica até descobrir sua vocação de jogador de beisebol em Cuba. É o comentarista deste esporte no PHD.
  12. Nhonho Oliveira – Chefe do Departamento Jurídico do blog, vive às turras com Hall, o antispam.
  13. Ares Française Junior –  Blog commentateur plus sophistiqué, vivre dans la ville Sept Lacs où il gère le stade de l’équipe de rugby Démocrate.
  14. Pedro Vinícius Cabral – Argentino de origem portuguesa, radicado em Formiga, torce pelo Vila,  Leixões e Atlético Rafaela.
  15. Euskadi Garrastazu Bordaberry Arreguy – Espírito radical, nasceu em Bilbao e é torcedor ferrenho do Atlético. O local, obviamente. Em Minas, defende as cores do Demo Black & White Panther. Jurista de renome, é reverenciado pelos demais comentarista do PHD, por ser de poucas palavras e muita ação.
  16. Juan Kimbund – Uruguaio radicado na Bahia, é um ás do rodopio. Gravou um CD com 28 solos de berimbau. Em casa, contudo, só toca gaita de fole pra desespero dos vizinhos.
  17. Frede Sobrinho – Funcionário público durante o dia, à noite é garçom na Choperia Pinguim. É um dos líderes dos torcedores radicais que vaiam o Cruzeiro no 7A do Mineirão. 
  18. Wall Free Dow Jones – Corretor de seguros e ações em Nuiorque, foi um dos responsáveis pela bolha imobiliária. Torcia pelo do Red Bull, embora só ingerisse Budweiser. Expulso dos USA por Barak Obama, vive em Essen, na Alemanha, e torce pelo Duisburg, que derrubou da 3ª para 4ª divisão quando começou a frequentar seus jogos.
  19. Edward Scissorhands– Marqueteiro americano da NBA, que vive podando as iniciativas do Departamento de Marketing do Cruzeiro, considerado por ele um lixo. Seu sonho é suceder o Claret e meter a tesoura nos piratas que dão prejuízo ao clube. ZZP, contudo, diz que se não pentear as melenas, ele jamais será contratado.
  20. AgTo, cineasta coreano, que editou o filme da Copa do Mundo 2010. Para agradar o nanico megalomaníaco que fez a encomenda, ele colocou Coréia do Norte e Brasil na final. E os norcoreanos venceram por 2×1 com gols contra de Felipe Mello.
  21. Viejo Damas – Cantor de tangos portenho, que há 39 anos sai dos estádios antes da volta olímpica. Sempre cantarolando Por Una Cabeza.
  22. Charles Mineiro – Sua mania é mudar de nome. Já foi Libertadores, virou Brasileiro, depois, Copa do Brasil, agora é Mineiro. Mas já está pensando em contratar advogado pra se chamar Charles Bimbo. Só não o fez por oposição da patroa.

México 2×0 França: Au revoir, Henry!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Às 15h30 (horário de Brasília), no Estádio Peter Mokaba, em Polokwane, França e México jogarão pra saber quem corre atrás do Uruguai e quem vai consolar o Pé de Uva.

A França virou um balaio de gatos. Jornalistas garantem que o elenco não tá satisfeito com o futebol de Anelka. Nem com o do Malouda.

E o sorumbático Gourcuff enche a paciência até do Capitão Evra, que não consegue se comunciuar com a jovem promessa do Bourdeaux.

Tanta frescura só podia mesmo acontecer nuam seleção francesa. E, pra piorar, Zidane cornetou o treiandor com nome de conhaque, que ele diz não entender bulhufas de futebol.

Já os mexicanos estão concentradíssimos. Ninguém treinou mais do que eles no pré-Copa. E nem esbanja mais confiança, agora que a bola está rolando.

O empenho é tanto que o treinador botou a goleirada pra defender chutes de bola de futebol americano o troço mais parecido com a Jabulani, que os astecas encontraram. (mais…)

Sudáfrica 0x3 Uruguai: Pretoriazo

quarta-feira, 16 de junho de 2010

No Loftus Versfeld, em Pretória, Sudáfrica x Uruguai abrem a 2ª rodada da fase de grupos da Copa duelando por uma vaga no Grupo A.

Carlos Alberto Parreira escalará os anfitriões num 4-2-3-1 em que os destaques são os meias Modise, Pienaar e Tshabalala. Se estes caras derem o máximo de si, o Pé de Uva pode conquistar sua 1ª vitória em mundiais dirigindo seleções estrangeiras. 

Oscar Tabárez mandará os orientais num 4-4-2 elementar e torcerá pra Suárez (Ajax) e Forlán (Atlético Madrid), no ataque, e Muslera (Napoli), no gol garantirem seu emprego.

O suíço Massimo Busacca é quem comandará a fuzarca, que os uruguaios aprontarão se a vaca deles estiver indo pro brejo.

Deu no diário esportivo digital uruguaio Ovación:

Uruguay goleó a Sudáfrica y sueña con la clasificación

Gonzalo Larrea

De la mano de Diego Forlán, que metió un golazo y fue la gran figura de la cancha, Uruguay goleó 3 a 0 a Sudáfrica y tras 20 años volvió a festejar en los mundiales. Con el triunfo, la celeste lidera el Grupo A y sueña con la clasificación.

Con autoridad, y una superioridad total en cancha, Uruguay se llevó hoy un triunfo trascendente y vital ante el dueño de casa que lo deja a un paso de los octavos de final.

Tras un buen comienzo, en el que el equipo de Tabárez salió mejor en ataque pero con fallas en la mitad de la cancha, un zapatazo de Forlán desde afuera del área le dio la apertura a Uruguay y abrió el camino para la victoria y la posterior goleada.

 El delantero del Atlético de Madrid controló el balón y tras dar una media vuelta sorprendió con un disparo que se clavó contra el travesaño, desatando la locura celeste en Pretoria.

El golazo de Forlán “agrandó” a Uruguay, que comenzó a generar oportunidades de gol, una tras otra.

Suárez, Cavani y el propio Forlán contaron con buenas y claras chances en el primer tiempo, pero siempre perdonaron.

Sin embargo, la tónica del encuentro no cambió y siguió siendo la celeste, hoy de blanco, el mejor equipo en cancha, que siguió generando y desperdiciando oportunidades de gol, ante una Sudáfrica sin reacción, que casi no inquietó.

De todos modos, la cantidad de goles errados hizo temer lo peor: Uruguay perdonaba y de a poco los bafana-bafana comenzaron a arrimarse. Como si fuera poco, el suizo Massimo Busacca tuvo un pésimo segundo tiempo, inclinando la cancha a favor del local.

Así, en el mejor momento del equipo de Parreira en el partido, una clara falta dentro el área sobre Suárez de Khune, arquero sudafricano, terminó con un penal a favor de Uruguay.

Una vez más, Diego Forlán demostró su clase al rematar fuerte y arriba, imposible para Josephs, quien debió ingresar ante la expulsión de Khune.

El gol liquidó el partido y vació las tribunas del Loftus Versfeld Stadium de Pretoria, que aún tenía por delante la estocada final. El “Palito” Pereira apareció solo por el segundo palo tras una falla de Josephs y remató, con el arco vacío y abajo del travesaño, para decretar la goleada.

Con el triunfo, el primero de Uruguay en los últimos 20 años, la selección se coloca en la cima del Grupo A a la espera de lo que ocurra mañana entre Francia y México.

Ficha del partido Sudáfrica 0x3 Uruguay: Sudáfrica: Itumeleng Khune – Siboniso Gaxa, Aaron Mokoena (cap), Bongani Khumalo, Tsepo Masilela – Siphiwe Tshabalala, Kagisho Dikgacoi, Reneilwe Letsholonyane (Surprise Moriri 57), Teko Modise – Steven Pienaar (Moneeb Josephs 79) – Katlego Mphela. DT: Carlos Alberto Parreira. / Uruguay: Fernando Muslera – Maxi Pereira, Diego Lugano (cap), Diego Godín, Jorge Ciro Fucile (Álvaro Fernández 71) – Egidio Arévalo Ríos, Diego Pérez (Walter Gargano 90+1), Álvaro Pereira – Diego Forlán – Luis Suárez, Edison Cavani (Sebastián Fernández 89). DT: Oscar Washington Tabarez. / Estadio: Loftus Versfeld (Pretoria) / Arbitro: M. Busacca (SUI) / Amonestaciones: Sudáfrica: Pienaar (6), Dikgacoi (43) / Expulsiones: Sudáfrica: Khune (76)