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Mariana: “Vira e mexe, o garotinho me pede pra cantar o ‘Vamos, vamos, Cruzeiro’!”

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Pitacos de blogueiros acerca do Atlético-MG 0x1 Cruzeiro, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro 2010, na Arena do Jacaré, Sete Lagoas, em 01ago10:

  1. Mariana, no PHD: Assisti ao clássico ao lado de duas crianças atleticanas. Que dó que tive dos meninos! No final da partida, quase chorando, o mais velho disse que tá cansado de ver o time dele perder. Que gosta mais de F1… Como um pai, em sã conciência, pode obrigar o filho a sofrer? KKKKKKK O mais novinho, eu quase trouxe ele para o nosso lado, mas a pressão familiar não deixou. Mas vira e mexe ele me pede pra cantar aquela música “Vamos, vamos, vamos cruzeirooooo! Cruzeiro guerreiro, Cruzeiro meu amoooor…” que ele acha linda. Só é complicado quando os pais e avós são atleticanos. Dá pra ver na cara dele que ele é doido pra ser cruzeirense, comemorar comigo, mas o pai fez pressão, deu camisa listrada e tudo. Muito legal esta atitude sua de catequizar as crianças, levar camisas. Em São Tiago nem preciso fazer isso, lá é 98% azul!
  2. Elias Guimarães, no PHD: Marquim Paraná continua invicto contra o galinheiro. E sempre jogando o futebol correto, participativo e coletivo, dando até bico prá fora quando necessário, presença marcante nas saídas de bola e no equilíbrio defesa /armação. Pra desespero de seus detratores. E, por incrível que pareça, muitos vestindo azul!!!
  3. Matheus Reis, no PHD: Cruzeiro jogou como time grande: lúcido, aguerrido e letal. Sem dúvidas uma página heróica. Mas confesso que a coisa que menos temia nessa partida era a pressão da torcida. É que pra quem tá acostumado a jogar Libertadores, como é o caso da maioria dos jogadores desse elenco, pressão de torcida não é novidade. Ainda mais pressão de torcida muda. Paraná é fora de série dentro e fora de campo. Eu não consigo deixar de me impressionar com o fato dele sempre se recuperar de uma lesão antes –muito antes– dos prognósticos. É, ao lado do Fábio, o cara que mais admiro nesse time.
  4. Claudinei Vilela, no PHD: Cuca montou um time pra não perder. A prova maior foi usar 4 volantes. Ele sabia que com os desfalques que tinha e a falta de material humano para substitui-los a altura somados ao desespero das frangas e a torcida rival única no estádio, tinha que ter um time coeso e muito forte defensivamente. Deu certo! O Cruzeiro jogou no erro do adversario, que aliás foram muitos, ajudado pela falta de entrosamento dentro e fora de campo do time zebrado e numa noite excepcional do Fabio. O Gol do WP colocou mais lenha na fogueira e depois a experiência de jogadores como Marquinhos Paraná, Fabricio e Fabinho contribuiram ainda mais pra ajudar a concretizar a vitória.
  5. Evandro Oliveira, no PHD: Tivemos três zagueiros (volante como líbero) no 1º tempo e suportamos muito melhor as investidas das frangas. No 2º tempo, até a entrada do Elicarlos o esquema teve o Fabinho um pouco mais avançado, mas ainda assim com os dois alas mais soltos (tanto que o Diego Renan apareceu no ataque por esta liberdade dada pelo “líbero” e dois volantes (Fabrício e Paraná). O esquema de 3-5-2 do Cuca é muito diferente do esquema adotado por outros como o Geninho ou o próprio Luxa com zagueiros-zagueiros. O 3-5-2 com líbero e 3-5-2 com zagueiros de ofício são muito diferentes, embora ambos pareçam sistemas defensivistas, são muito mais ofensivos que muito 4-3-3 por aí. Alguns jogadores permitem alternar do 3-5-2 com líbero, para um 4-3-1-2 que permite a mesma agilidade. Aliás, o esquema 3-5-2 de ontem se apresentava assim quando o time defendia. Quando o time atacava ele virava um 2-1-4-2-1. O  que alguns técnicos mais estudiosos vem chamando de “dinamicidade da partida” e que muitos comentaristas não conseguem entender. Por isso, a opção pelos jogadores mais versáteis e que atuam em diversas posições. Estas mudanças acontecem com o jogo em andamento e muito torcedor e a té comentaristas profissional fica sem saber o que está acontecendo. Ontem tinha narrador/comentarista jurando que o Cruzeiro entrou no 4-4-2 com três volantes. Dei uma nota mediana para o Cuca. Se entendesse que ele tinha ido “muito bem” daria nota acima de 8. Vi alguns erros (que foram recompensados por acertos), mas uma coisa foi imperdoável. Colocar o Robert não foi uma coisa boa. Embora tenha lido ou ouvido alguém comentando que “todas as substituições do Cuca foram soberbas”. Menos, né!
  6. Naldo Morato, no PHD: Gostei muito da coletividade. Não há como negar as boas atuações do Fabrício, Fábio, Marquinhos Paraná e nem como não destacar o golaço do Wellington Paulista, um dos mais bonito que eu vi ele fazer com a camisa celeste, mas de um modo geral o time foi muito bem. O rival criou mais oportunidades, mas o nosso time foi eficiente. Houve um falso domínio do rival, mas durante todo o jogo quem mais teve a cabeça no lugr foi o time celeste. É um time mais tarimbado, mais maduro, mais acostumado a adversidades. Este fatos pesaram muito do desequelíbrio da balança a nosso favor. Nem a expulsão do Gil abalou o time, que se manteve firme em seu objetivo que era a vitória. A prova da instabilidade emocional do rival, foi quando começaram um bate boca e um empurra-empurra sem fim entre os seus jogadores que poderia ter rendido até um cartão amarelo, mas juiz preferiu contemporizar. Parabéns ao Cuca e a seus comandados que, à espanhola, mantêm a hegemonia nos clássicos.
  7. André Kfouri, em seu blog: No encontro do Galo com a Raposa, na Arena do Jacaré, um pombo acertou o ninho da coruja. Só torcida do Atlético no estádio. Uma declaração oficial da nossa incompetência para organizar um jogo de futebol.
  8. Juca Kfouri, em seu blog: Galo brilha de novo. E perde mais uma vez: No primeiro tempo na Arena do Jacaré 100% atleticana, com 12.340 pagantes, só deu Galo. Galo e Fábio, o goleiro do Cruzeiro. Resultado: Cruzeiro 1, Galo 0, gol de Wellington Paulista, em chute lindo da intermediária, aos 32. No segundo tempo, o Galo continuou com muito mais volume de jogo, mas Fábio já não foi tão incomodado e, na verdade, as duas melhores chances de gol foram de Diego Renan, logo no primeiro minuto ao mandar na trave de Fábio Costa, e aos 26, quando chutou para fora o que seria o segundo gol da Raposa. Resultado final: Cruzeiro 1, Galo 0. Reflexo na classificação: Cruzeiro em sexto lugar, com 19 pontos, a um do G4 e Galo em 19o. lugar, com 10 pontos em 12 jogos, na vice-lanterna, mas quase no ponto para começar sua reação. Ainda mais agora, que Obina voltou. Aliás, em sua primeira participação no jogo, ao entrar no começo do segundo tempo, o centrovante deu uma furada espetacular. O Galo, é verdade, superou o Ceará, pois já tem a pior defesa do Brasileirão e quase viu três de seus jogadores se pegarem aos tapas no gramado, prova de comando e controle de nervos. Além do mais, jogou os últimos 12 minutos com um jogador a mais, pois Gil foi expulso de campo, ao bater em Tardelli que tinha pisado num cruzeirense. Mas jogar com um mais é um trauma difícil de ser superado desde que Camarões eliminou o Brasil, com dois a menos, nas Olímpiadas de 2000, em Sydney. Só com atleticano no estádio, houve briga no fim do jogo, provavelmente porque alguém cometeu a injustiça de criticar o professor que comanda o alvinegro.
  9. Lédio Carmona, em seu blog: A vitória do Cruzeiro e o problema da manteiga: O clássico mineiro teve o Cruzeiro com a postura antecipada neste espaço na última sexta-feira: sem Gilberto ou Roger para armar, Cuca apostava em três zagueiros e contragolpes. O Atlético tinha também três defensores, diferentemente do imaginado, e tentava sufocar. Conseguiu no primeiro tempo, especialmente após os 20 primeiros minutos e finalizou sete vezes contra uma do rival – o chute certeiro de Wellington Paulista no ângulo de Fábio Costa. O gol do Cruzeiro nasce de uma fuga de Fabrício entre a defesa adversária que João Pedro não acompanha e dá o espaço para o passe até Wellington. O Atlético era melhor no jogo, anulava Thiago Ribeiro e Jonathan e não fosse Fábio, ou a trave, teria tido melhor sorte na etapa inicial. Vanderlei Luxemburgo voltou do intervalo com Obina no time. Fora de forma e de ritmo, o jogador entrou na vaga de Werley e a equipe passou a atuar no 4-4-2. Era o que o Cruzeiro queria para contragolpear. (…) Sempre pelo meio, com Tardelli (9) no mesmo posicionamento de Diego Souza e Obina (18) recebendo apenas o passe que saia da intermediária. Afunilando a jogada, o Galo perdia a bola e oferecia o contra-ataque. Diego Renan acertou a trave uma vez, bateu com perigo outra e Thiago Ribeiro teve um gol anulado, porque estava poucos centímetros impedido. O time alvinegro chegava apenas em jogadas de bola parada e não conseguia furar o bloqueio imposto. Fica claro pela imagem o quanto o lado do campo foi bloqueado. Depois do jogo, Vanderlei Luxemburgo disse que “o pão precisa parar de cair com a manteiga para baixo” para a reação atleticana começar. O problema não parece ser azar, e sim falta de conjunto, entrosamento e organização tática. Isso tudo em agosto, depois de 36 jogos no ano. O planejamento foi errado e a equipe colhe os frutos agora: oito derrotas em doze rodadas. Mesmo que o time se acerte com as peças que têm para entrar, resta saber se haverá pão o suficiente para salvar a temporada.
  10. Mauro Beting, em seu blog: Como de costume, a melhor análise está no blog de André Rocha: Resumindo: o Atlético Mineiro teve a bola, teve mais chances, chegou mais vezes à meta de Fábio (que deveria ter estado na África do Sul, e também na primeira convocação de Mano), jogava como mandante na arquibancada. Mas, como aconteceu em dez dos últimos 13 clássicos, bastou um tiro, um exocet daqueles times iluminados, para definir a vitória celeste. O golaço de Wellington Paulista derrubou o Galo do camisa 1 Diego Souza. Pois é. Depois de tantas contratações/decepções na meta, o Galo resolveu dar a um de seus melhores jogadores a camisa 1… Vai ver que é isso. Não é motivo para desespero e ranger de dentes mais uma derrota alvinegra. Ainda há luz no fim do túnel, embora ele esteja tão próximo. Tem elenco para sair dessa situação deplorável e desconfortável. Tem clube para se safar dessa. Tem treinador para arrumar a casa. Mas algumas escolhas infelizes não se justificam para tamanho investimento. Luuxemburgo não foi feliz nas mexidas. Piorou um time que já não vinha tão bem, na segunda etapa. Mesmo com Cuca dando uma bela mãozinha, como explicou ANDRÉ ROCHA, em seu blog: para que Fabrício como terceiro atrás se o Galo só tinha Tardelli à frente, no primeiro tempo? Sobrava gente na zaga cruzeirense, faltavam pés no meio-campo. Mas como a fase é braba, Wellington acerta aquele chute, e o Galo erra quase tudo. Tanto que, de fato, não foram muitas as chances de gol. E as que aconteceram para o Atlético, foram desperdiçadas com um, com dois, ou com três atacantes. O Galo só não é a maior decepção do BR-10 porque o Grêmio também insiste em se dar mal.
  11. Mário Marcos de Souza, em seu blog: Mineiros se rendem aos baderneiros: Apenas a torcida do Atlético-MG teve acesso ao estádio de Sete Lagoas na tarde de domingo para o clássico em que viu seu time ser derrotado pelo Cruzeiro (1 a 0). No confronto do segundo turno do Brasileirão, pelo acordo, só os cruzeirenses terão acesso. Até aí, nada surpreendente. São sintomas dos novos tempos. O espantoso é que houve um acordo complementar: por razões de segurança, o presidente do Cruzeiro não foi ao estádio, e o do Atlético não irá ao do segundo turno. Dá para aceitar? Imaginem aqui Duda Kroeff não ir ao Beira-Rio e Vitorio Piffero ao Olímpico. Seria a rendição absoluta ao pior lado do futebol, aquele da insanidade. É o que os mineiros estão fazendo.
  12. Mário Marra, em seu blog: Vitória incontestável: O Cruzeiro não empolgou, mas fez o que deveria ser feito: Jogando diante de mais de 12.000 torcedores adversários o time celeste não se abalou e soube suportar a pressão alvinegra nos minutos iniciais. O Atlético teve mais chances e foi mais ofensivo. Criou boas oportunidades, mas não conseguiu convertê-las em gol. Com a Arena do Jacaré repleta de torcedores atleticanos a ansiedade tomou conta dos jogadores. Se do lado alvinegro a ansiedade era nítida, do lado celeste o que prevaleceu foi a tranqüilidade. O Cruzeiro soube suportar a pressão inicial, suportou o maior volume de jogo do Atlético, botou a bola no chão e com um golaço abriu o placar. Enquanto o ataque alvinegro desperdiçava oportunidades, Wellington Paulista precisou de apenas uma finalização para calar a Arena do Jacaré. O artilheiro celeste na competição (5 gols) dominou a bola na intermediária limpou o zagueiro e com um chute indefensável colocou a bola “na gaveta”, sem chances para o goleiro Fábio Costa. Após o gol, a tranqüilidade celeste aumentou. Com a vantagem no placar o time azul só precisava administrar a partida. É verdade que os desfalques de Roger e Gilberto foram sentidos, mas a participação do meia Everton foi boa. O jogador se movimentou muito, apoiou bem o ataque e deu trabalho aos marcadores atleticanos. Fábio: Mais uma vez, teve ótima atuação. Mesmo sendo hostilizado pela torcida adversária, durante boa parte do jogo, o goleiro cruzeirense esteve sempre tranqüilo. Além de fazer ótimas defesas, o goleiro celeste, assim como todo grande goleiro, também contou com a sorte. Após jogada de Ricardinho, Diego Souza desviou o cruzamento e acertou o poste esquerdo defendido por Fábio. O goleiro Cruzeirense está jogando muito, atingiu a maturidade, está no auge de sua carreira e suas atuações não podem mais ser consideradas apenas o resultado de uma boa fase. “Fases” vêm e vão, Fábio é constante. Nervosismo: Se de um lado a tranquilidade aumentou, do outro a ansiedade deu lugar ao nervosismo. O tempo passava, o Atlético pressionava e o gol de empate não saía. O bate-boca entre Diego Tardelli e os zagueiros, Jairo Campos e Werley foi o reflexo do Atlético no jogo. Nenhuma torcida merece ver tamanho destempero dentro de campo. O futebol é um esporte competitivo, a cobrança faz parte da rotina de trabalho, na maioria das vezes ela é construtiva, mas da maneira como aconteceu não contribuiu em nada para o desenvolvimento da equipe. Tardelli demonstrou descontrole emocional e sua atitude não condiz com a postura que um capitão deve ter em campo. Cobrar sim, mas antes, respeitar, orientar e reconhecer o esforço de seu grupo. Segundo Tempo: Na segunda etapa o enredo foi exatamente o mesmo: um Cruzeiro tranqüilo, administrando a partida e que agora contava com os contra-ataques para definir o resultado; enfrentava um Atlético desajustado e visivelmente nervoso em campo. O Galo continuou tendo maior volume de jogo, mas foi pouco agressivo. Buscava sempre trabalhar a bola na linha intermediária e, diante de uma defesa bem postada, não encontrava espaços. Sua principal arma era o cruzamento de Fernandinho que buscava o atacante Obina na grande área. Um lance me fez lembrar a Copa do Mundo. Infelizmente não foi um gol, uma jogada ou uma comemoração. Se a ansiedade se transformou em nervosismo, o nervosismo se transformou em violência. Diego Tardelli, ao “estilo” Felipe Melo deu uma pisada em Jonathan. O arbitro não viu o lance, na seqüencia da jogada, o zagueiro Gil tomou as dores do companheiro, deu uma cotovelada em Tardelli e foi expulso de campo. A vitória foi justa. O Atlético criou mais, teve mais chances de vencer a partida, mas não soube aproveitá-las. O Cruzeiro soube jogar o jogo. Dançou conforme a música. Suportou a pressão inicial, abriu o placar e se defendeu bem.
  13. PVC, em seu blog: A incrível série de três anos de sofrimento do Atlético: Em três anos, 16 clássicos e apenas uma vitória do Atlético. A sequência é histórica, porque jamais, em qualquer época, o Atlético passou semelhante jejum semelhante. Em 16 partidas, são 13 vitórias do Cruzeiro, dois empates e o único triunfo atleticano, pelo primeiro turno do Brasileirão 2009, tem ainda um argumento forte do lado cruzeirense. Foi o clássico da expulsão de Zé Carlos, aos 7 segundos de jogo. E disputado pelo time reserva celeste. Na sequência, o Cruzeiro marcou 34 gols, sofreu 12. À parte as provocações cruzeirenses, o que a situação exige é reflexão. Por que, nos últimos dez anos, o Atlético conquistou apenas duas vezes o título estadual? Por que, desde os 4×0 que provocaram a demissão de Paulo Autuori, em 2007 — o jogo do Fábio, de costas — o Galo não consegue ser um adversário à altura de sua tradição. Por dois anos seguidos, o Atlético levou surras de 5×0 na decisão do Estadual. E mesmo neste 2010, de título mineiro, a decisão contra o Ipatinga não apagou a derrota para o rival na fase de classificação. É tempo de pensar por que o Atlético investe, trabalha, se estrutura para voltar a seu lugar no futebol brasileiro, mas não consegue superar seu maior rival. No período de três anos e quinze jogos, destaque para Adílson Batista, no Cruzeiro, com 9 vitórias, dois empates e uma derrota. E para Leão, que perdeu quatro vezes, empatou uma. No período, Guilherme, hoje no CSKA, é o artilheiro cruzeirense com seis gols, um a mais do que Ramires. Diego Tardelli, o goleador do Atlético, com três gols.
  14. José Roberto Torero, em seu blog: Abecê do fim de semana: Uai: No duelo entre mineiros, o Cruzeiro jogou pior mas acabou vencendo o Atlético-MG 1 a 0.
  15. Leandro Mattos, em seu blog: Cruzeiro vence e Galo estarrece a massa: A ‘era Cuca’ diante do maior rival estrelado começou bem, com triunfo, como tem sido regra nos capítulos mais recentes e ferrenhos do maior embate de Minas Gerais e um dos mais tradicionais do Brasil. A vitória por 1 a 0, com um golaço de Wellington Paulista, num chute do meio da rua, aumentou a supremacia azul: são 13 vitórias nos últimos 16 confrontos, além de dois empates e uma derrota. O placar apertado mostra que o jogo foi parelho e quem soube aproveitar melhor o quesito finalização saiu com o triunfo nas mãos. O Atlético atuou bem, mas pecou demais nos arremates e esbarrou em mais uma noite inspirada de Fábio, o que não é nenhuma novidade. O Alvinegro estava melhor na primeira etapa, até ser carimbado pelo tirambaço de Wellington Paulista. O gol estrelado desequilibrou a equipe alvinegra, a ponto de Jairo Campos, Werley e Diego Tardelli trocarem insultos e palavrões dentro de campo, tendo que ser contidos pelos companheiros, por jogadores do Cruzeiro e pelo árbitro Wilson Luiz Seneme. Discussões e cobranças entre companheiros de elenco no gramado são constantes e fazem parte dos esportes coletivos, mas não no tom das que assistimos nesse domingo, com os jogadores querendo partir um pra cima do outro. A cena não bate muito com o discurso de Vanderlei Luxemburgo após a partida. Mais uma vez, depois de ver seus comandados colherem a oitava derrota em 12 compromissos pelo Nacional, o comandante preto e branco voltou a falar que confia no seu projeto, que vislumbra boas coisas para o grupo, que está tudo tranquilo. Não, não está! Pelo menos para uma parcela importantíssima do clube, a mais fundamental: a torcida. Cheia de expectativas, a massa alvinegra já não suporta mais as palavras fáceis, o tom conciliador após sucessivos tropeços. Não há como fechar os olhos e pedir paciência para um time que ocupa a vice-lanterna do Campeonato Brasileiro, com apenas 27,8% de aproveitamento. Não são palavras e afagos que vão tirar o Galo dessa vexaminosa colocação na tabela. A torcida espera por atitudes, não quer mais blá…blá…blá. O Atlético precisa dar satisfações a sua gente. Parabéns aos celestes, que com a importante vitória conseguiram colar no G-4 e estão a apenas um ponto do grupo de elite do Brasileirão.

Atlético-MG 0x1 Cruzeiro: Mais do mesmo

domingo, 1 de agosto de 2010

Em 6º lugar com 16 pontos, o Cruzeiro não entra no G4 nem com uma vitória. Mas fica colado nela. Cuca ainda não sabe se pode contar com Gilberto e Caçapa, que se recuperam de contusões. Henrique, suspenso, não joga.

Em 19º lugar com 10 pontos, o Atlético-MG pode continuar na Z4 mesmo vencendo. Luxemburgo não poderá escalar Daniel Carvalho Neto Berola, expulsos na partida contra o Avaí.

Lances + importantes do 1º tempo

  • 18h30 – Times com uniformes tradicionais. Um minuto de silêncio em homenagem a um repórter da TV Globo.
  • 18h31 – Cruzeiro à direita das tribunas.
  • 01 – Diego Tardelli entra livre na área e bate cruzado, Fábio estica-se pra salvar o gol. Diego Souza erra ao tentar o chute no rebote. Marquinhos Paraná aprece e impede a conclusão de Diego Macedo chutando a bola pra longe.
  • 02 – Diego Macedo cobra escanteio, Paraná corta de cabeça.
  • 03 –Thiago Ribeiro recebe de Marquinhos Paraná, cruza, Jairo Campos corta.
  • 06 – João Pedro abre o jogo com Tardelli pela esquerda, juiz marca impedimento do atacante.
  • 07 – Diego Renan comete falta em Diego Macedo. Fernandinho levanta bola na área. Tiro de Meta.
  • 09 – Jogo truncado. Muita marcação.
  • 10 – WP lança TR que cruza. Defesa cede escanteio.
  • 11 – Jonathan ganha disputa com Fernandinho e cruz, ninguém do Cruzeiro aparece para finalizar.
  • 13 – Choque de cabeças entre Francisco Everton e Jairo Campos. Os dois ficam caídos na área. Cáceres chuta bola pra lateral.
  • 14 – Luxa pede que Ricardinho marque alguém. Cuca pede que Gil saia pro jogo.
  • 15 – Diego Macedo cruza, Gil corta, João Pedro chuta de fora da área, Fábio defende.
  • 16 –  Everton tenta jogada individual pela direita, entra na área, cai e pede pênalti. juiz manda seguir o jogo.
  • 17 – Torcida emplumada muito fria não empurra seu time.
  • 18 – WP passa a Everton na entrada da área, Cáceres rebate.
  • 19 – Fábio sai da área pra rebater. Diego Tardelli chuta de longe, por cima do travessão.
  • 20 – Um gato preto e branco atravessa o campo.
  • 22 – Jairo Campos dá um chutão, Paraná fica com a bola e tabela com Fabrício, defesa emplumada corta.
  • 23 – Edcarlos desramado no ataque, Ricardinho lança Diego Souza, que passa a Diego Tardelli. Atacante deixa Gil para trás, mas chute sai por cima do travessão.
  • 24 – Torcida emplumada manifesta-se pela primeira vez.
  • 25 – João Pedro dribla Fabrício e chuta rasteiro procurando canto esquerdo de Fábio, que espalma pra escanteio.
  • 26 – Fernandinho cobra escanteio, Fábio defende pelo alto.
  • 27 – Diego Tardelli e Diego Souza tabelam, Edcarlos rebate.
  • 28 – Thiago Ribeiro dá pontapé em João Pedro, na lateral do campo. Cartão amarelo. Ficou barato.
  • 29 – Diego Tardelli passa a Fernandinho, Gil protege saída de Fábio, que defende no chão.
    30 – Werley segura Wellington Paulista no meio de campo. Falta.
  • 31 – Diego Tardelli ataca, Marcos Leandro, locutor do PFC, vibra intensamente. Gil despacha a bola.
  • 32 – Diego Renan faz lançamento de 40 metros pra Fabrício. Na entrada da área, o volante escora pra Wellington Paulista, que corta Ricardinho e solta uma bomba. A bola acerta o travessão e entra no ângulo esquerdo de Fábio Costa. Cruzeiro 1×0.
  • 33 – Marcos Leandro manifesta decepção com Fábio Santos, que segundo ele poderia ter defendido o chute de Wellington Paulista.
  • 35 – Fernandinho invade a área, Fábio defende a seus pés. Braatz marca impedimento.
  • 36 – Cáceres pisa na mão de Diego Renan.
  • 37 – Jairo Campos e Werley discutem com Diego Tardelli. Por pouco, não saem no tapa. Bob Faria, comentarista do PFC, pede providências imediatas ao Luxa.
  • 38 – Diego Macedo cruza da direita, confusão na área, defesa celeste espana.
  • 39 – Diego Tardelli faz jogada pela esquerda e cruza. Diego Souza dá um toquinho, bola acerta o poste esquerdo do arco celeste.
  • 40 – Diego Macedo cruza da esquerda, Fábio não consegue segurar a bola, que sai pela linha de fundo.
  • 42 – Diego Tardelli entra na área, é desarmado por Gil e cai pedindo pênalti. Segue o jogo.
  • 43 – Serginho passa por Fabinho e cruza. Marquinhos Paraná, dentro da área, despacha.
  • 44 – Macedo cobra escanteio, Fábio defende pelo alto.
  • 45 – Gil comete falta em Diego Tardelli. Marcos Leandro e Bob Faria pedem cartão. Juiz não dá. Bola na área, Gil corta.
  • 46 – Atlético-MG joga na intermediária celeste.
  • 47 – Edcarlos comete falta em Diego Souza. Fernandinho cobra, Werley cabeceia, Fábio faz defesa milagrosa. Braatz marca impedimento.
  • 48 – Fim de 1º tempo. Cruzeiro teve 52% de posse de bola.
  • Wellington Paulista: “Queríamos marcar logo um gol pra tocar a bola e controlar o jogo.”

Lances + importantes do 2º tempo

  • 19h36 – Começa o 2º tempo. Cruzeiro dá a saída.
  • 00 – Obina substitui Werley.
  • 01 – Diego Renan avança, dribla Cáceres e solta uma bomba. Costa desvia bola, que acerta poste direito e sai pela linha de fundo. TR cobra, Fábio Costa defende.
  • 02 – Diego Tardelli comete falta em Jonathan e não recebe cartão.
  • 03 – Serginho derruba Paraná. Falta.
  • 04 – Fernandinho vai à linha de fundo e cruza. Obina fura, Gil espana.
  • 05 – Fernandinho cruza, Edcarlos corta de cabeça. TR puxa contra-ataque e chuta por cima do travessão.
  • 06 – Fábio Costa sai jogando errado, Wellington Paulista tenta atacar, mas puxa o freio de mão quando vê o goleiro emplumado saindo de carrinho. Centroavante trocou a bola pelas pernas.
  • 07 – Thiago Ribeiro invade a área e toca pras redes. Bandeira marca impedimento. Marcos Leandro pede cartão vermelho para o atacante.
  • 09 – Cruzeiro recuado e marcando forte. Emplumados têm dificuldade pra armar jogadas.
  • 10 – Zé Luiz substitui Diego Macedo.
  • 11 – Fernandinho cobra falta sobre a área, Thiago Ribeiro corta de cabeça, Diego Tardelli conclui, bola sai pela linha de fundo.
  • 12 – Diego Tardelli ataca pela esquerda, mas é desarmado por Fabrício.
  • 13 – Jairo Campos comete falta em Wellington Paulista, locutor Marcos Leandro dá bronca no juiz.
  • 14 – Fabrício aparece no ataque e chuta forte. Bola sai à esquerda de Costa.
  • 15 – Torcida atleticana muito fria. Só Marcos Leandro incentiva seu time.
  • 16 – Ricardinho cobra falta apressadamente, bola fica com Fabrício. Ataque celeste se perde em lançamento errado pra Wellington Paulista.
  • 17 – Obina derruba Diego Renan na entrada da área celeste.
  • 18 – Edcarlos comete falta em Obina no meio de campo e recebe cartão amarelo.
  • 19 – Fernandinho cobra falta sobre a área, Marquinhos Paraná cerca Diego Tardelli, que conclui pra fora.
  • 20 – Público: 12.340 pagantes. Renda: R$266.775,00. Torcida atleticana continua muda.
  • 21 – Fernandinho cobra falta sobre a área, ninguém consegue cabecear, Fábio defende.
  • 22 – Fabrício cai no meio de campo. Wilson Seneme o levanta e o obriga a sair rapidamente.
  • 23 – Elicarlos substitui Fabrício. Leandro Silva substitui Ricardinho. Thiago Ribeiro chuta de longe, por cima do travessão.
  • 24 – Obina cava pênalti e recebe cartão amarelo.
  • 25 – Serginho invade a área pela direita, Edcarlos cede escanteio.
  • 26 – Diego Renan tabela com Thiago Ribeiro, invade a área e chuta forte, pra fora. Gol desperdiçado.
  • 27 – Serginho ataca pela direita e cruza forte. Fábio salta e tira com os punhos.
  • 28 – Leandro cruza da esquerda, Jonathan corta. Bola lançada pra Everton, Costa defende.
  • 29 – Fernandinho cruza, Gil corta.
  • 30 – Rômulo substitui Francisco Everton, que recebe cartão amarelo por simular contusão.
  • 31 – Marcos Leandro é Dylan da locução esportiva. Sempre contra o Cruzeiro!
  • 32 – Diego Renan cruza da esquerda, Jairo Campos corta.
  • 33 – Fernandinho cruza de curva, Fábio espalma tirando a bola da cabeça de Diego Tardelli.
  • 34 – Obina joga bola na área, Fernandinho arremata por cima do travessão.
  • 35 – Robert substitui Thiago Ribeiro.
  • 36 – Robert passa a Rômulo, que cruza. Jairo Campos corta.
  • 38 – Diego Tardelli derruba e pisa em Jonathan caído. Juiz não marca a falta. Gil disputa com Diego Tardelli, na ponta-esquerda, e aplica uma cotovelada no atacante. Cartão Vermelho pra ao beque do Cruzeiro.
  • 40 – Obina comte falta em Diego Renan.
  • 41 – Briga nas arquibancadas.
  • 42 – Fabinho corta de cabeça cruzamento de Serginho.
  • 43 – Diego Tardelli levanta bola na área, Fábio defende.
  • 44 – Juiz dá 4 minutos de acréscimo. Marcos Leandro vibra.
  • 45 – Robert prende bola na ponta-esquerda. Cáceres cede escanteio.
  • 46 – Escanteio a favor do Atlético-MG. Confusão na área. Fabinho corta, Souza chuta pra fora.
  • 47 – Bola sobre a área celeste. Fábio escolta saída dela pela linha de fundo.
  • 48 – Marcos Leandro pede advertência a Fábio por cera. Rômulo é lançado, Fábio Costa defende.
  • 49 – Fim de jogo. 45 venceram 13 mil. Obina e Gil brigam. Finalizações: Atlético-MG 13×7. Desarmes: Cruzeiro 23×9. Escanteios: Atlético-MG 5×3. Passes Errados:Atlético-MG 32×24. Faltas: Cruzeiro 27×19.
  • Diego Renan: “O que valeu foi a nossa garra. Eles disseram que iam atropelar, golear. Mas futebol são 11 contra 11.”
  • Gil: “Eu só levantei a mão pra me proteger na jogada, mas o juiz entendeu mal e me expulsou.”
  • Fernandinho: “Quando a fase é ruim, a bola não entra. Nossa equipe fez um bom jogo, o adversário foi uma vez só e marcou.”
  • Fábio: “O Cruzeiro foi muito feliz jogando em Sete Lagoas, mesmo estranhando o gramado.”

Atlético-MG 0×1 Cruzeiro, domingo, 01ago10, 18h30, ARENA DO JACARÉ, Sete Lagoas, 12ª rodada do Campeonato Brasileiro 2010 – Transmissão: PFC (pague-pra-ver) – Público: 12.340 pagantes – Renda: R$266.775,00 – Juiz: Wilson Luiz Seneme (Fifa-SP) – Bandeiras: Roberto Braatz (Fifa-PR) e Altemir Hausmann (Fifa-RS) – Amarelos:  Thiago Ribeiro, Edcarlos, Francisco Everton (Cru); Obina (Atl) – Vermelho: Gil (Cru) – Gol: Wellington Paulista, do 32 1º tempo – Cruzeiro: FÁBIO; Jonathan, GilEdcarlos e Diego Renan; Fabrício (Elicarlos), Fabinho, MARQUINHOS PARANÁ e Francisco Everton (Rômulo); Thiago Ribeiro (Robert) e Wellington Paulista. Tec: Cuca / Atlético-MG: Fábio Costa;  Jairo Campos, Cáceres e Werley (Obina); Diego Macedo (Zé Luís), Serginho, João Pedro, Ricardinho (Leandro Silva) e Fernandinho; Diego Souza e Diego Tardelli. Tec: Vanderlei Luxemburgo – Histórico – Foi o 430º Cruzeiro x Atlético. Segundo as duvidosas estatísticas ditas oficiais, o Cruzeiro venceu 147, empatou 115 e perdeu 168, com 551 gols a favor e 607 contra. Os dois clubes já se enfrentaram em 18 decisões do Campeonato Mineiro. O Cruzeiro venceu 10 (40, 67, 72, 77, 87, 90, 98, 04 e 08, 09), perdeu 7 (31, 54, 62, 76, 85, 00, 07) e empatou uma (56), ano em que, por falta de atletas em condições de jogo para decisão, após longa batalha judicial, os dois foram declarados campeões. Nas duas edições da Copa dos Campeões do Campeonato Mineiro, a vitória foi do Cruzeiro. Em fases preliminares, o Cruzeiro foi eliminado pelo rival nas oitavas-de-final do Brasileiro de 1999 e o eliminou nas semifinais da Copa Sul-Minas de 2001 e 2002 e do Mineiro de 2005 e 2006.

Cuca: “Não tenho vergonha de me fechar”

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Pitacos de protagonistas e blogueiros acerca do Atlético 0×2 Cruzeiro, na Arena da Baixada, Curitiba, pela 8ª rodada do Brasileiro 2010, em 14jul10:

  1. Juca Kfouri, em seu blog: O frágil Furacão perdeu para o Cruzeiro, 2 a 0,  gol no fim do primeiro tempo de Wellington Paulista,  e do segundo, com Robert. O rubro-negro parece estar se preparando para cair.
  2. Vitor Birner, em seu blog: O Furacão de Carpegiani apresentou novas caras e um futebol melhor que no início do campeonato. Tomou a iniciativa do jogo e criou boas chances. Buscou o ataque e exigiu trabalho duro do goleiro Fábio. Contudo, foi prejudicado pela arbitragem. Aos 19 minutos, Bruno Mineiro desviou para as redes após defesa de Fábio e passe de Alex Mineiro no rebote. O árbitro Wilson Seneme deu impedimento. No lance final da primeira etapa, Wellington Paulista marcou para a Raposa e jogou por água abaixo o bom 1° tempo atleticano. O segundo gol cruzeirense foi aos 41 minutos da etapa final, com Robert. O time do estreante Cuca se defendeu bem e escapou sem sofrer gol do Furacão, que buscou o ataque mas não teve boas chances como no primeiro tempo.
  3. Leandro Mattos, em seu blog: A primeira impressão foi boa!: Se o que vale é a primeira impressão, como afirma um antigo dito popular, o Cruzeiro de Cuca deu um belo cartão de visitas nessa quarta-feira, ao bater o Furacão por 2 a 0, na Arena da Baixada, e subir algumas posições na tabela de classificação, na retomada do Campeonato Brasileiro, após a disputa da Copa do Mundo 2010. Com certeza, boa parte da torcida estrelada não nutriu saudades por um meio campo com três volantes, quesito obrigatório na ‘era Adílson Batista’. Roger e Gilberto mostraram que podem atuar juntos e que dão, sem a menor dúvida, mais criatividade e uma qualidade de passe muito melhor aos estrelados. O Cruzeiro teve dois armadores fora de casa, em campo inimigo, cenário praticamente impensável sob a batuta do ex-treinador. Fábio, que pegou tudo, e Roger, preciso nos passes, foram os destaques com a camisa azul. O Rubro-Negro paranaense mostrou porque está entre os quatro frequentadores da zona da degola. Só Paulo Bayer e Bruno Mineiro conseguem sobressair em meio a um elenco fraco tecnicamente.
  4. Fábio, goleiro do Cruzeiro: A gente conseguiu fazer um bom jogo. Buscamos a todo o momento ter um bom comportamento dentro de campo taticamente e saindo com velocidade. Conseguimos um gol e depois marcar bem.
  5. Fabrício, volante do Cruzeiro: Que legal, com essa vitória, num frio danado, mas foi muito bom. A gente fica feliz, todo mundo está comprometido com o que o Cuca tem pedido. Desde sempre o grupo é muito profissional, tem sido assim desde que cheguei aqui. Conseguimos esse resultado e agora é dar sequência. Vamos chegar lá na frente, que é o nosso objetivo maior. Quando todo mundo se empenha, é difícil de ganhar da gente. Os meias, principalmente, estão de parabéns. A gente que é volante está acostumado a marcar e atacar, mas eles geralmente só atacam e agora defenderam também.
  6. Wellington Paulista, atacante do Cruzeiro: Eu vinha falando nas entrevistas coletivas que o Cuca deixou claro para a gente que o que dizem do Cruzeiro é que o time tem muita qualidade, muita posse de bola, mas é um time frio, que não tem emoção. Foi o que ele pediu para a gente e conseguimos colocar raça, determinação. Agora é manter isso para sairmos com o título.
  7. Robert, atacante do Cruzeiro: Foi meu primeiro jogo oficial, sempre estive tranquilo, procurei me adaptar o mais rápido à equipe. Tive uma oportunidade e marquei, agora é dar continuidade ao trabalho. Marcar um gol na estreia para mim foi muito importante.
  8. Cuca, treinador do Cruzeiro: Eles foram vibrantes. Os caras saíram de campo com ‘grama na bunda’. Lutaram, guerrearam, você vê o Roger tomando cartão. Tem que ser assim. É tão bonito ver quando o cara se entrega, se doa, um vai incentivando o outro. A gente pode e deve melhorar, mas foi bom o começo. Uma vitória é sempre bem-vinda, ainda mais fora de casa contra um adversário difícil de ser batido como é o Atlético, com uma força muito grande da arquibancada e um time aguerrido. O Atlético jogou com diversas formas táticas, fomos pressionados, e no fim vencemos por 2×0. No montante do jogo, fizemos uma boa partida. Quero deixar bem claro que gosto de jogar ofensivo, mas não tenho vergonha de me fechar. Quando senti que tinha que me fechar, eu me fechei. Faltavam 12 minutos e senti que, naquele momento do jogo, não tinha mais a parte tática. Existia a superação, a bola alçada na área. E deixei o meu time alto, com o Fabinho de terceiro zagueiro. Tiramos o Roger, que é um articulador, mas não tinha mais espaço para articular. Nós precisávamos era da velocidade. Aproveito para chamar o torcedor para o domingo, lá na nossa ‘Lagoa Azul’, que a gente tem chamado carinhosamente. É a nossa casa, a 70 km, dá para ir tranquilo com a família. O torcedor vai ver de novo o Cruzeiro com muita vontade de vencer e, se Deus quiser, buscando mais uma vitória, quem sabe entrando no G-4.
  9. Neto, goleiro do Atlético: Ninguém trabalha quarenta dias para alcançar um resultado deste, mas não deu. Só nos resta trabalhar. Não podemos mais perder. E não só do Vasco, mas todos os jogos serão difíceis agora.
  10. Paulo Baier, meia do Atlético: Nós tivemos dois gols anulados, ainda preciso ver na televisão, mas o Cruzeiro mereceu a vitória. O primeiro tempo foi melhor, mas, no segundo, o Cruzeiro dominou.
  11. Paulo César Carpegiani, treinador do Atlético: Nós não queremos lamentar aqui. Mas perdemos várias oportunidades de gol e erramos no passe final. Pedimos desculpas à torcida. Os jogadores se doaram em campo, mas perdemos o jogo e temos que sair para o próximo. A torcida tem todo direito de reclamar, mas vamos fazer a cabeça dela apresentando um bom futebol e vencendo. Dizer que foi injusto não existe no futebol. Vence quem faz os gols. Nós tivemos o nosso goleiro trabalhando muito pouco no jogo, mas mesmo assim tivemos muitos erros de passe, algumas estreias de jogadores que ficaram nervosos, e tudo isso atrapalhou um pouco no rendimento. No segundo tempo, com as mudanças, a equipe conseguiu se enquadrar um pouco melhor, mas tomamos outro gol e não conseguimos fazer os nossos. 
  12. Elias Guimarães, no PHD: Muito bom. O 1º gol saiu de uma jogada até manjada, desde o ano passado. O 2º foi uma pintura, passes precisos, de prima e a tirada do goleiro pelo Robert. Recuperamos os 3 pontos jogados fora contra o Tritiquim-GO. Agora vamos prá cima do sempre perigoso Goiás. Mais uma vitória nos coloca na briga. Ao contrário de alguns comentaristas, até que gostei da zaga, tendo em vista a carência do setor. Gostei do meio. Roger com alguns lampejos e outras jogadas dignas de futebol master, mais lento que aqueles antigos micros 286. E o ataque continua como no ano passado quando o Kleber se contundiu e essa dupla deu a resposta quando o Cruzeiro precisou. Thiago Ribeiro deixa qualquer defesa doidinha da silva. WP na área marca mesmo.

Atlético 0x2 Cruzeiro: Fim de uma escrita de 7 anos

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Em 11º lugar com 9 pontos, o Cruzeiro não contará com os zagueiros Leonardo Silva e Thiago Heleno, em recuperação de cirugias.

Cuca deve adotar o esqeuma 4-2-2-2 com dois volantões plantados e dois meias livres para criar. Os prometidos três atacantes ficarão pra outra ocasião.  

Em 16º lugar com 7 pontos, o Atlético Paranaense não terá Valencia, negociado, Márcio Azevedo, lesionado, e Chico, suspenso.

Dos dez jogadores contratados na intertemporada cinco terão condições de jogo hoje: Eli Sabiá, Paulinho, Vitor, Mithyuê e Thiago Santos. 

Lances + importantes do 1º tempo

  • 19h27 – Atlético entra em campo com uniforme tradicional.
  • 19h30 – Cruzeiro entra em campo com uniforme tradicional e vai cumprimentar seus cem torcedores. Máfia Azul está presente com faixa na arquibancada.
  • 19h32 – Hino Nacional e do Paraná executado para os poucos torcedores presentes. Os dois hinos mencionam o Cruzeiro.
  • 19h36 – Começa o jogo. Sete minutos de atraso. Pontualidade é coisa de Copa do Mundo. No Morrinhão, prevalece a avacalhação bem brasileira.
  • 01 – Gil recua, Fábio dá um chutão desajeitado, Paulo Baier fica com a bola, vai à linha de fundo e cruza. Bola sai pela linha de fundo antes de chegar às mãos de Fábio.
  • 02 – Vagner Diniz cruza, Alex Mineiro arremata de calcanhar, Caçapa cede escanteio. Na cobrança, Fábio defende pelo alto.
  • 03 – Vagner Diniz cruza da direita, Caçapa corta.
  • 04 – Fabrício tenta lançar Thiago Ribeiro e manda a bola pela lateral.
  • 05 – Thiago Ribeiro chuta de fora da área, Neto defende.
  • 06 – Roger Galera corta bola com a mão na intermediária. Falta.
  • 07 – Bola na área celeste. Alex Mineiro é impedido de tocar a bola pras redes pela cobertura de Henrique, na pequena área.
  • 08 – Victor enfia bolas entre os beques celestes. Paulo Baier fica na frente do arco celeste, mas Fábio sai e abafa a jogada.
  • 09 – Henrique cruza da esquerda, Manoel corta de cabeça.
  • 10 – Jonathan cruza da direita, Ribeiro pega de prima, Neto se estica e desvia pra escanteio.
  • 11 – Ribeiro cruza rasteiro, da direita, ninguém aparece pra concluir.
  • 12 – Paulo Baier cobra falta da intermediária, Fábio defende.
  • 13 – WP disputa bola com a defesa, cai, pede falta, Wilson Luiz Seneme manda seguir o jogo.
  • 14 – Gilberto chuta forte, da intermediária, bola passa por cima do travessão.
  • 15 – Gilberto desarma Baier, toca pra Roger, que lança Ribeiro. Defesa corta o cruzamento, Neto defende.
  • 16 – Paulinho cruza errado, Fabrício corta, torcida do Atlético chia.
  • 17 – Alex Mineiro passa o rodo em Jonathan, no meio de campo. Falta. Na sequência, Gil dá uma peitada em Alex Mineiro. Falta.
  • 18 – Caçapa recua mal, Fábio dribla Alex Mineiro e espana.
  • 19 – Roger chuta de fora da área, bola sai à direita de Neto.
  • 20 – Gilberto lança WP, que está impedido.
  • 21 – Gilberto lança WP, que erra o tempo de bola e fica sem ela.
  • 22 – Paulinho chuta rasteiro da entrada da área, Fábio salva, Alex recua de calcanhar, Gil marca contra numa patetada homérica. Juiz assinala impedimento de Alex. Errou. Gol legítimo. Torcida local chia com razão.
  • 26 – Pressionado perto da bandeira de corner, Jonathan perde a bola. Impedimento de Alex.
  • 27 – Jonathan tenta passar a Ribeiro de bico. Bola escapa pela linha de fundo.
  • 29 – Cuca orienta Ribeiro: “Tem que cair senão ele não dá…”
  • 30 – Jean chuta, bola sai à esquerda de Fábio.
  • 32 – Fabrício erra passe, Diniz fica com a bola e corre com ela. Paulinho recebe o lançamento, mas pisa na bola, dentro da área.
  • 34 – Alex Mineiro coloca Paulo Baier na cara do gol. Fábio faz milagre e evita abertura do placar defendendo aos pés do meia paranaense.
  • 35 – Fabrício chuta de fora da área, Manoel corta.
  • 36 – Roger galera chuta de fora da área, bola acerta o telhado do estádio.
  • 37 – Baier lança do meio de campo, bola sai pela linha de fundo.
  • 38 – Manoel passa o rodo em WP e recebe cartão amarelo.
  • 39 – Gilberto cobra falta com um chuveirinho, Neto defende sem problema.
  • 40 – Diego Renan derruba Alex Mineiro na entrada da área.
  • 41 – Paulo Baier cobra falta, bola fica na barreira.
  • 42 – Baier lança Alex, Gil corta de cabeça.
  • 43 – Roger Galera dá um rapa em Victor e recebe cartão amarelo.
  • 44 – Caçapa dá um bico, do outro lado, Manoel corta de cabeça. Diego fica com a bola e cruza, Ribeiro ajeita pra WP, defesa corta.
  • 45 – Gil lança Thiago Ribeiro, que cruza na cabeça de WP. Centroavante sobe mais que Manoel e cabeceia no canto esquerdo de Neto. Cruzeiro 1×0.
  • 46 – Fim de 1º tempo.
  • Vagner Diniz: “Infelizmente erramos e tomamos um gol. Temos que atacar com inteligência, sem deixar a defesa aberta, no segundo tempo.”
  • WP: “Kleber é meu companheiro, mas graças a Deus estou jogando e marcando meus golzinhos.”

Lances + importantes do 2º tempo

  • 20h41 – Começa o 2º tempo.
  • 00 – Branquinho substitui Victor. Eli Sabiá substitui Jean.
  • 01 – Paulinho cruza da esquerda, Fabrício corta, dentro da área.
  • 02 – Fabrício lança WP, que passa a Gilberto. Bola sai à direita de Neto.
  • 03 – Fabríco tabela com Gilberto, Neto fica com a bola.
  • 04 – Branquinho chuta de longe, Fábio defende.
  • 05 – Fabrício lança WP, Neto sai do gol e rebate.
  • 06 – Bola recuada, Neto rebate pra lateral.
  • 07 – Baier cai na área e pede pênalti. Juiz manda seguir, Bruno Mineiro fica com a bola e chuta à queima-roupa. Fábio defende.
  • 09 – Bruno Mineiro chuta de dentro da área, Caçapa corta. Pressão atleticana.
  • 10 – Alex Mineiro cabeceia por cima do travessão.
  • 11 – Roger lança TR, que chuta forte. Neto defende.
  • 12 – Branquinho lança Diniz, que deixa Gilberto pra trás e cruza. Fábio defende com dificuldade.
  • 13 – Bruno Mineiro chuta de fora da área, por cima do travessão.
  • 14 – Roger, pela direita, dribla marcador e chuta no telhado do estádio, de novo.
  • 15 – Jonathan cruza, Manoel sobe mais que TR e corta, de cabeça.
  • 17 – Confusão na área, mesmo caído, Baier concluir. Caçapa corta.
  • 18 – TR lança WP, que chuta pra fora, à esquerda de Neto.
  • 19 – TR cruza da esquerda, defesa corta.
  • 20 – Roger rola para Diego Renan, que chuta forte, pra fora.
  • 22 – Branquinho cruza, Gil corta.
  • 24 – Branquinho chuta forte, Fábio dá rebote, Bruno Mineiro chuta de novo, Fábio volta a defender e dá bronca na defesa, que falhou duas vezes.
  • 25 – Thiago Santos substitui Alex Mineiro.
  • 28 – Thiago Santos lança Vagner Diniz, que deixa Caçapa na saudade e enche o pé. Fábio salva gol certo.
  • 29 – Baier cobra falta com chuveirinho. Fábio defende.
  • 30 – Robert substitui Thiago Ribeiro. Marquinhos Paraná substitui o cansado Roger Galera.
  • 31 – Robert Lança Gilberto, que entra na área e chuta cruzado, pra fora.
  •  31 – Robert Lança Gilberto, que entra na área e chuta cruzado, pra fora.
  • 32 – WP chuta de longe, pra fora.
  • 33 – Baier cruza, Branquinho cabeceia pras redes. Impedimento.
  • 34 – Gilberto lança Fabrício, defesa cede escanteio.
  • 35 – Baier lança Thiago Santos, que toca pras redes. Impedimento.
  • 36 – Paraná disputa bola com Baier, que se atira na entrada da área.
  • 37 – Fabinho substitui Gilberto. Cruzeiro com 4 cabeças de área. Pode, hiena?
  • 37 – Baier cobra falta, bola acerta barreira.
  • 39 – Baier cobra com cavadinha, Branquinho cabeceia livre, Fábio defende.
  • 41 – WP tabela com Fabrício e serve Robert, que tira bola do alcance do goleiro. Cruzeiro 2×0.
  • 43 – Torcida do Cruzeiro canta o hino. Desanimada, a atleticana só vai seu time.
  • 45 – Cruzeiro toca bola no meio de campo.
  • 46 – Fabinho, dentro da área celeste, dá um bico para o meio de campo.
  • 48 – Fim de jogo. Cruzeiro quebra escrita de 7 anos sem vencer o CAP na Arena da Baixada. Foi a 100ª partida de Fabrício com a camisa do Cruzeiro.
  • Cláudio Caçapa: “Ficamos 37 dias sem jogar, o time está de parabéns e pode jogar com dois armadores.”

Atlético 0×2 Cruzeiro, quarta-feira, 14jul10, 19h30, Arena da Baixada, Curitiba, 8ª rodada do Campeonato Brasileiro 2010 – Transmissão: PFC (pague-pra-ver) – Público: 13.952 – Renda: R$190.340,00 – Juiz: Wilson Luiz Seneme (paulista) – Bandeiras: Vicente Romano Neto e Dante Mesquita Júnior (paulistas) – Amarelos: Manoel (Atl), Roger (Cru) – Gols: Wellington Paulista, 45 do 1º tempo, Robert, 42 d0 2º – Cruzeiro: Fábio; Jonathan, Gil, Cláudio Caçapa e Diego Renan; Henrique e Fabrício; Roger Galera (Marquinhos Paraná) e Gilberto (Fabinho); Thiago Ribeiro (Robert) e Wellington Paulista. Tec: Cuca / Atlético: Neto; Vagner Diniz, Manoel, Rhodolfo e Jean (Eli Sabiá); Victor (Branquinho) Fransérgio, Paulinho e Paulo Baier: Bruno Mineiro e Alex Mineiro (Thiago Santos). Tec: Paulo César CarpegianiHistórico – Foi o 42º Cruzeiro x Atlético. O Cruzeiro venceu 17, empatou 14, perdeu 11, marcou 70 gols, sofreu 55. Pelo Brasileiro, o Cruzeiro venceu 10, perdeu 9, empatou 11, marcou 50 e sofreu 42 gols. Os adversários de hoje, decidiram duas competições nacionais entre si. Em 1999, o CAP conquistou a Seletiva para a Libertadores vencendo por 3×0 na Arena e perdendo por 2×1 no Mineirão. Na decisão Sul-Minas de 2002, o Cruzeiro venceu duas vezes: 2×1, em Curitiba, e 1×0, em Belo Horizonte (despedida de Sorín com 70 mil espectadores).

Inter 1×2 Cruzeiro: Arrancada forte

domingo, 9 de maio de 2010

Começa mais uma maratona futebolística. No 1º dos 38 atos do Campeonato Brasileiro. De olho nas quartas de final da Libertadores, Cruzeiro e Inter escalam times mistos.

O Cruzeiro vai em busca de seu 3º título nacional, enquanto o Inter, assaltado em 2005 e 2009, tenta sua 4ª conquista. Ao lado do Flamengo, os dois são os únicos clubes a terem participado de todas as edições do Brasileiro, desde 1971.

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