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No rodapé da lista

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

E-mail enviado pelo Dr. Genibaldo Lucena:

Confiram a lista de clubes detentores de títulos nacionais:

  1. Palmeiras (10)
  2. Santos (9)
  3. Flamengo (8)
  4. Corinthians (7)
  5. São Paulo, Grêmio e Cruzeiro (6)
  6. Vasco e Internacional (4)
  7. Fluminense (3)
  8. Botafogo, Bahia e Sport (2)
  9. Guarani (1978), Coritiba (1985), Atlético (2001), Criciúma (1991), Juventude (1999), Paysandu (2002), Santo André (2004), Paulista (2005) e Atlético-MG (1971) são os monotítulos.

Repararam que o Atlético-MG, além de estar no fim da lista, é o que há mais tempo não comemora um título nacional!

Por isto, sempre aconselho meus amigos atleticanos a procurarem torcedores da Ponte Preta pra se consolarem e não se sentirem tão por baixo.

Abs,

Genibaldo Lucena

WP: “Era pra bater no alto, bati no chão…”

sábado, 24 de julho de 2010

Pitacos de protagonistas e blogueiros acerca do Fluminense 1×0 Cruzeiro, no Maracanã, Rio de Janeiro, pela 10ª rodada do Brasileiro 2010, em 22jul10:

  1. Cláudio Caçapa, beque do Cruzeiro: Sabíamos da força da bola aérea deles. Na oportunidade que tiveram, fizeram o gol. Agora é pensar nos próximos jogos, que serão difíceis.
  2. Francisco Everton, volante do Cruzeiro: O time jogou bem, mas o resultado foi ruim, perdemos três pontos, nos distanciamos um pouco do G4, mas o objetivo é o mesmo, tentar entrar no G4 e, se Deus quiser, procurar o título também. Pecamos nas finalizações. Vamos trabalhar forte para conquistar os três pontos contra o Grêmio.
  3. Thiago Ribeiro, atacante do Cruzeiro: O Cuca avisou no vestiário que o único perigo de a gente levar gol seria na bola aérea e o Fluminense não criou muitas chances. Fomos avisados da jogada forte deles, mas infelizmente a gente vacilou e tomou o gol de escanteio. Tivemos várias chances e não soubemos aproveitá-las.
  4. Wellington Paulista, atacante do Cruzeiro: A gente sabia que a jogada perigosa do Fluminense era a bola parada. Marcamos muito bem, num bate-rebate dentro da área no 1º tempo quase sofremos um gol. No 2º, tínhamos que marcar de qualquer jeito e acabamos sofrendo o gol do jeito que a gente não queria. Mas serve de consolo saber que estamos mudando esse Cruzeiro, o time está mais guerreiro, todo mundo viu como a gente lutou. Eu sabia que o Fernando Henrique ia muito bem no chão. Até comentei com o Robert antes que, se tivesse uma chance cara a cara com o Fernando Henrique, era bater no alto, porque no chão ele é muito melhor. Acabei escolhendo o chão e ele defendeu com o pé. Mas é um grande goleiro e a gente sabe que é difícil vencer aqui.
  5. Robert, atacante do Cruzeiro: Criamos no 1º tempo, tivemos mais oportunidades. No 2º tempo, eles fizeram o gol e se retrancaram
  6. Gilberto, armador do Cruzeiro: É a mesma lesão. Ela começou a incomodar muito a panturrilha e eu já estava com dificuldade pra correr. Achei melhor não atrapalhar a equipe e sair do jogo.
  7. Octacílio da Matta, médico do Cruzeiro: Gilberto está medicado e vamos avaliar novamente pra dar uma posição definitiva. É perto da região que ele tinha dor. Nós vamos definir melhor a situação na sexta-feira.
  8. Cuca, treinador do Cruzeiro: Estou muito contente com o que o Cruzeiro jogou, fez uma grande partida, e o Fluminense está de parabéns por ter vencido. A gente falou que era a bola parada do Fluminense o perigo. Eles estão reclamando de falta, não sei. Mas, mesmo assim a gente teve o comando do jogo, buscamos o ataque. Eles marcaram bem os lados do campo e aí faltou para nós o criador. Mas eu acho que o Cruzeiro fez uma grande partida e poderia ter saído com um resultado melhor. Essa não é uma derrota que tem trauma, porque você jogou muito bem, poderia ter empatado, vencido. Tem que enaltecer as coisas boas e corrigir os defeitos para no domingo vencer o Grêmio, porque o campeonato é assim. Não dá para ficar lamentando muito tempo aqui, senão ganhamos no domingo.
  9. Fernando Henrique, goleiro do Fluminense: Foi uma vitória fundamental pra nossos objetivos. Conquistamos três pontos e impedimos um concorrente direto na disputa pelo título de pontuar. É muito importante chegarmos à 1ª colocação. O grupo ganha muita confiança e tranquilidade para trabalhar. Esta liderança é fruto do nosso empenho.
  10. Muricy Ramalho, treinador do Fluminense: Não temos que mudar nada. Não temos que ficar empolgados. No futebol e na vida, se você sofre uma derrota não quer dizer que está tudo errado. Se você vence não quer dizer que está tudo certo. A vida continua. Amanhã é dia de treino. No 1º tempo, eles nos dominaram. Tivemos chances de gols, mas eles foram melhores. Erramos demais na saída de bola. Depois, acertamos o time, fizemos o gol e podíamos ter matado a partida no contra-ataque. Não foi um grande jogo nosso. Mas acontece. O bom desse time é que nunca desiste e é humilde. É um time que sabe o que quer. Há ambiente bom, disciplina, um time ligado. Tudo isso ajuda no caminho. Cada dia para mim é superimportante. Estou tentando passar isso para os jogadores e agora vou cobrar mais ainda. Vou cobrar treinamento, pensamento no adversário, disciplina, só assim vamos nos manter. E isso não é fácil, é difícil demais. Tive a oportunidade de ficar na frente em alguns campeonatos. Todo mundo persegue o Fluminense agora. O time passa a ser mais analisado, vão querer ganhar do nosso time a qualquer preço. Melhoramos pouco a pouco na tabela, tivemos humildade de conhecer as limitações, tivemos a força de lutar, o que não é de agora, esse time com o Cuca já jogava assim. Acredito em uma coisa que faz a diferença, que é o trabalho. Emerson e Belletti podem estar prontos até paa domingo. São muito bons, diferentes, vamos precisar de jogadores assim. Em um Campeonato Brasileiro é preciso qualificar o plantel. Estamos crescendo na competição, que é difícil demais, mas estamos no caminho certo.
  11. André Kfouri, em seu blog: O Fluminense não deixou o cavalo passar selado, e abraçou a liderança do campeonato. .
  12. Juca Kfouri, em seu blog: A torcida do Flu marcou, no Maracanã com 28.479 pagantes, certamente um dos belos momentos deste Brasileirão, apesar de ainda apenas no começo: cantou o nome de Cuca assim que o Cruzeiro entrou em campo. Depois, viu um 1º tempo em que o time mineiro tomou conta, criou umas cinco claras chances de gol contra apenas duas do tricolor, em noite dos goleiros Fernando Henrique e Fábio, mais do primeiro do que do segundo. Pena que o Cruzeiro tenha perdido Gilberto, que jogava bem, machucado, ainda antes do intervalo. E o Cruzeiro seguia melhor no Maracanã, com Fernando Henrique fechando o gol. Só que, em escanteio cobrado por Conca, Leandro Euzébio subiu mais e pôs o Flu na liderança: 1×0, aos 8. Em tese, o Cruzeiro não merecia, mas o Cruzeiro perdia tantos gols que, na verdade, merecia. Mas martelava, martelava, enquanto o Flu se defendia, se defendia.
  13. Leandro Mattos, em seu blog: Jogo parelho, com desperdício: O Cruzeiro foi ao Maracanã e encarou o Fluminense de Muricy Ramalho. Foi um jogo igual, com chances sortidas para ambos os lados, mas os cariocas levaram a melhor. Foram eficientes e rápidos numa jogada fatal pela linha de fundo e colheram os três pontos, com uma vitória por 1×0. Em meio a tantos jogos amarrados, modorrentos, que temos visto desde o recomeço do Brasileirão -e depois de uma Copa do Mundo pra lá de fraca- , deu gosto ver uma partida em que 22 jogadores e dois técnicos miraram o gol a todo instante, embora o placar, no fim, tenha sido magrinho. Oportunidades surgiram em pencas, para celestes e tricolores: foram 40 no total. Os quase 30 mil pagantes que estiveram no Maracanã poderiam ter visto mais gols, não fosse a ineficiência nos arremates e as boas atuações de Fábio e Fernando Henrique. A derrota acabou saindo cara para os estrelados e significou desperdício. Se tivessem vencido, os 11 de Cuca estariam isolados na quarta colocação, dentro do G4, já que a última vaga no grupo de elite do Nacional está com o Inter, que tem 16 pontos. Com 15, o Cruzeiro caiu para a sétima colocação da tabela. A principal mudança azul na ‘era Cuca’ foi de mentalidade. Criação e ataque agora têm mais peso, em comparação à – também importante – marcação. Gilberto mais uma vez foi um dos destaques, o melhor em campo, ao lado de Fábio, até deixar o gramado com dores no tendão de aquiles. Thiago Ribeiro, com sua correria e persistência pelas laterais também merece crédito. A reabilitação poderá vir contra o Grêmio, neste domingo, na Arena do Jacaré.
  14. Vitor Birner, em seu blog: Wellington Paulista perdeu um gol cara a cara com Fernando Henrique logo no início do jogo. Chance de ouro. Houve outras boas oportunidades para a Raposa ao longo da partida do Maracanã. O movimentado jogo teve um único gol, marcado aos 8 do segundo tempo, por Leandro Euzébio, de cabeça. Outra vez o Flu venceu do jeito “muricyzado”, jogando no limite, correndo riscos e ficando com 3 pontos depois de ser pressionado.
  15. Lédio Carmona, em seu blog: A última noite (será que foi mesmo?) de Muricy pré-Seleção Brasileira foi perfeita. Não só pela vitória, mas sim porque seu time mais uma vez mostrou ter a sua cara. Objetivo, simples e funcional. Competitivo. Era jogo para empate. O Cruzeiro jogou muito bem. Saiu Adílson Baptista, entrou Cuca, mas o elenco continua forte, e o padrão tático, consistente. Mas a fase tricolor é tão boa que, mesmo após ser dominado no primeiro tempo, a equipe voltou mais ligada no segundo, fez o gol com Leandro Euzébio e conseguiu segurar o resultado. Fim de jogo: Flu 1×0 e a liderança alcançada após quatro anos de abstinência (desde 2006 os tricolores não assumiam a ponta). Foi um bom jogo. Tecnicamente, não foi perfeito. Erros de passes em demasia, faltas demais (muito embora os árbitros continuem enxergando além da conta). Mas uma movimentação formidável. Muita velocidade, principalmente por parte dos mineiros. Logo aos 2 minutos, Gilberto, que jogava muito, lançou Rômulo, que, como um foguete, partiu e deu um tapa de primeira para Wellington Paulista. Mas Fernando Henrique salvou. Nota do Jogo Aberto: esse Rômulo, lateral-direito que veio do Santo André e estreou ontem, é um avião! O Cruzeiro continou melhor, mas o Fluminense também arriscava. Tanto que Wellington Paulista salvou um gol de Gum. Fábio defendeu um chute cruzado de Carlinhos. E, do outro lado, Everton e Tiago Ribeiro também tiveram suas chances. Aí veio o que, para mim, foi o toque decisivo do jogo. Gilberto saiu machucado. E o Cruzeiro não tinha reserva para a armação. Roger está machucado e Montillo ainda não se apresentou. A criação caiu. A marcação do Fluminense aumentou, Muricy mandou o time encurtar os espaços e, a partir do gol de Leandro Euzébio, soube controlar a partida. A vitória do Fluminense, a invencibilidade de sete jogos (seis vitórias e um empate) e a cumplicidade do torcedor (34.000) devem ser comemoradas. Mas, mais ainda, a vitória de ontem deve ser muito comemorada pela qualidade do adversário. O Cruzeiro tem um ótimo grupo. E, como os tricolores, é candidato ao título. E, só mais uma boa notícia para os dois lados, esses times ainda vão crescer. O Flu com Deco, Belletti e Valencia. O Cruzeiro, com Montillo, Ernesto Farias e quem mais chegar. Foi um jogo de favoritos. Duelo de gente grande. E que terminou com um novo líder do Brasileirão. O Fluminense. De Muricy Ramalho. Que pode ser da Seleção. Mas que, até segunda ordem, ainda é só tricolor.
  16. Evandro Oliveira, no PHD: Notas: Fábio (8), Rômulo (7), Gil (7), Cláudio Caçapa (8), Diego Renan (5); Fabrício (6), Robert (2), Henrique (6), Everton (6), Reina (4); Gilberto (9), Marquinhos Paraná (6), Thiago Ribeiro (4), Wellington Paulista (4). Tec: Cuca (7).
  17. Mariana, no PHD: Gostei do jogo. Apesar da derrota jogamos bem. Teve horas que achei que estivesse jogando com o outro tricolor, o paulista. Me lembrou os jogos que fazíamos com o SPFC, quando jogavamos melhor e perdíamos. Efeito Muricy? Gostei do Rômulo, parece que, enfim o Jonathan tem uma sombra. Espero que não seja um ponto fora da curva. Agora o Robert foi mto mal, pra mim é um WP piorado. Torço muito pra queimar minha língua, mas acho que sua contratação foi um erro. Talvez o próprio Cuca já se deu conta das peças que temos para o ataque, afinal ele a princípio não queria o Farias. Agora, como gosto do Gilberto se continuar jogando assim, é o Montillo que vai ter que comer grama.
  18. Victor Pimentel, no PHD: O Tricolor não estava lá grandes coisas até seu gol. Se igualava alguma coisa, vá lá, era porque jogava em casa e patati-patatá. Após sair seu gol no começo do 2º tempo porém, foi brilhante. Se a coisa para o ataque não ia bem, o gol foi o pretexto para Muricy posicinar a equipe corretamente com um exímio futebol suiço. O Flu postou-se à frente de sua zaga com 0 jogadores no ataque. Jogou 11 contra 8 e emperrou a partida sem correr maiores riscos. Perfeito. Espero que o Santos continue com seu futebol de volúpia. Posso no mesmo campeonato ver um time agradável e o meu jogando para ser campeão. Show.
  19. Elias Guimarães, no PHD: Não acredito em merecimento ou castigo. O futebol se resume em  aproveitar as chances de gol. Tivemos várias, eles mal mal umas duas e no 2º tempo. Numa delas, mataram o jogo. A saída do Gilberto detonou nossa criação. E o goleiro deles numa noite feliz também fêz a diferença. Mas deste jogo tiro um alento, pois nosso time jogou muito bem. O problema da falta de gols persiste. E as bolas alçadas na área (cantei no intervalo) tbambém. Vamos lá, Cuca. Treinar o time, levantar a cabeça e continuar nessa toada que vai dar samba. Muito boa participação do Rômulo e do Everton, boa participação do meio e até da zaga…
  20. Romarol, no PHD: Só vou usar clichê “jogou como nunca, perdeu como sempre”. Relembrando a Copa do Mundo, o Cruzeiro está parecendo o México. Prefiro jogar da forma como foi contra o Goiás, do que perder para o time do “Muricy Goleada”. Aliás, este técnico não pode faltar em Copa do Mundo. Quando joga melhor, tem que matar a partida. O Cruzeiro teve a chance no 1º tempo. A saída do Gilberto prejudicou demais o time celeste.

Pesquisa: Romarol.

Fábio, como sempre, o melhor

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Atuações dos celestes e seus adversários no Fluminense 1×0 Cruzeiro, no Maracanã, Rio de Janeiro, pela 10ª rodada do Brasileiro 2010, em 22jul10:

  • Fábio – Seguro, defendeu as bolas possíveis e outras impossíveis pra goleiros comuns. Não teve culpa no gol.
  • Rômulo – No 1º tempo,  jogou como se estivesse no Santo André. Com tranquilidade, desinibição e atrevimento. Com a saída de Gilberto, o Flu se arrumou na defesa e ele teve menos espaços. No 2º tempo, Muricy Ramalho adiantou a marcação, soltou os alas e, ao invés de preocupar, ele passou a se preocupar com os adversários. Noves fora, uma bela estréia.  
  • Gil – Sério, ligado no jogo, parou Fred, que de tanto correr pra escapar do becão mal encarado, terminou a partida trajando gravata vermelha.
  • Cláudio Caçapa – Quando simplifica, dá segurança à defesa. Foi o que aconteceu contra o Flu.
  • Diego Renan – Bom na marcação, mas com pouca liberdade pra atacar. Até porque Mariano está voando. 
  • Fabrício – Transformado em cabeça-de-área, não comprometeu. Quando teve de armar, seu jogo perdeu qualidade. Com o tempo, Cuca descobrirá que uma coisa é o volante chegar ao ataque naturalmente, num esquema de jogo flexível, outra é deixar de ser marcador pra virar um armador  quebra-galho.
  • Henrique – Outro que virou cabeça-de-área clássico. No 1º tempo, botou Conca no bolso. No 2º, perdeu o controle da situação quando o Flu avançou a marcação. Mas subiu ao ataque e fez algumas boas jogadas, quando a derrota começou a ficar evidente.  
  • Francisco Everton – Marcou pela esquerda e só. Sua boa vontade foi maior do que a qualidade.
  • Javier Reina – Errou 100% dos lances que tentou.
  • Gilberto – Com disposição de garoto, fez 30 minutos espetaculares armando e finalizando. Deixou a defesa do Flu desarvorada, apavaroda, descontrolada. Traído pelo corpo, contundiu-se e  saiu mais cedo. Foi o que selou a sorte do Cruzeiro na partida.
  • Marquinhos Paraná – Embora Lédio Carmona tenha dito que ele entrou pra armar o jogo -e os teleguiados acreditaram- MP foi mais um marcador. Quando subiu ao ataque, perdeu boa oportunidade em lance criado por Henrique. Pelo insucesso no arremate, que passou por cima do travessão, apanhou feito cão sem dono. Pra ser perdoado, terá de perder gols como um centroavante, jamais como um volante de contenção. Virou culpado pela derrota, algo que não ocorreu com os geniais Robert e WP.
  • Thiago Ribeiro – Muita luta, algumas boas jogadas, mas ninguém com quem dialogar. E muita paciência pra ouvir as demandas de WP, que exige um secretário pra servi-lo a tempo e a hora.
  • Wellington Paulista – Não marcou gol, mas foi perdoado, pois centroavante está lá é pra isto mesmo, segundo seus fãs. No mais, caiu, levantou, tornou a cair e, finalmente, levou um cartão amarelo. Gol pode até não fazer, mas terminar sem amarelo, ele jamais termina. Faz parte do show. Ou do marketing, sabe-se-lá.
  • Robert – Tropeçou numa bola, caiu de bunda no chão ao tentar dominar outra e ficou nisso.
  • Cuca – Entrou com três volantões de contenção e conseguiu anular Conca com marcação individual feita por Henrique. Com a defesa trancada,  pôde liberar Gilberto, que construiu boas jogadas. No 2º tempo, foi enrolado por Muricy quando o Flu avançou, fechou as laterais acabou com a saída de bola celeste. Nesse momento, Cuca precisou de um armador e o que havia no banco era o Javier Reina. Aí, nem com reza brava! Seu sistema privilegia a contenção e os rápidos contra-ataques, algo que os amantes do futebol ultramoderno já condenaram ao fogo eterno. Será engraçado ver esta gente se contorcer pra explicar “novidade” tão antiga. E constrangedor vê-los batendo palmas pra algo que nãos e parece com o jeitão espanhol de jogar. 
  • TorcidaJorge, eu vi de cima e de longe a torcida do Cruzeiro. Como o jogo foi tenso e os cruzeirenses não fizeram gol que os levassem a se manifestar, eu não notei se estavam empolgados ou não. Estavam em bom número, na média das torcidas dos demais grandes.(Victor Pimentel, torcedor do Fluminense)
  • Juiz & Bandeiras – Um impedimento mal marcado numa das poucas vezes em que Fred poderia ter complicado a vida da bequeira celeste, foi a única falha gritante. As demais foram de pequeno porte.
  • Fluminense – O Tricolor passou aperto no 1º tempo, mas botou 0rdem na casa no 2º e mostrou que não é líder por acaso. Muricy, tosco no trato com a mídia, deposita mais fé em si do que na cornetalha e na hienagem que, lá como cá, controlam o cérebro do torcedor genérico. Os ex-cruzeirenses Mariano, Leandro Euzébio e Carlinhos jogaram bem. Fred foi contido. Conca fez um grande 2º tempo. Gum e André Luiz seguraram o rojão nos melhores momentos do Cruzeiro.  Alan deu trabalho no 2º tempo.

Pacote ou embrulho?

terça-feira, 6 de julho de 2010

Vamos botar ordem na bagunça em que se transformou o pacote de reforços do Cruzeiro:

  1. Juan Román Riquelme não jogará pelo Cruzeiro. Foi apenas uma anestesia. Com o pacote de contratações concluído hoje, o meia xeneize já não tem mais nenhum papel a cumprir.
  2. Ernesto Farias, El Tecla, centroavante argentino do Porto está cada vez mais distante da Toca da Raposa. Cobra alto e ZZP acha que já tem atacante demais no elenco.

Certos estão:

  1. Walter  Damián Montillo, meia argentino de 26 anos da Universidad de Chile já assinou contrato e estará à disposição de Cuca  após o encerramento da Libertadores para a La U. Ele custou 3,5 milhões de euros e assinou por cinco anos. Falta só arrnjar um parceiro pra rachar a conta.
  2. Wallyson Ricardo Maciel Monteiro, 21 anos, nasceu em Natal, Rio Grande do Norte. O atacante velocista jogou pelo São Gonçalo do Rio de Janeiro em 2003 e 2004, ABC, em 2007 e Atlético-PR em 2008.
  3. Rafael Marques Pinto, beque carioca de 26 anos atuou pelo Brasiliense, em 2003, Botafogo, entre 2004 e 2007, Goiás em 2008 e Grêmio, onde jamis foi titular, em 2009.
  4. Francisco Everton de Almeida Andrade, 26 anos, nascido em Maranguape, no Ceará, é meia e jogou no Ferroviário, Grêmio Barueri, em 2008 e 2009, e no Fluminense, em 2010, sob o comando de Cuca.

Quase certo está:

  1. Rômulo Souza Orestes Caldeira, 23 anos, 1,78m, 72 KG, lateral direito, nascido em Pelotas, jogou pelo  Caxias e Juventude, em 2007, Metropolitano, em 2008, Chapecoense, em 2009, Santo André, 2009 e 2010.

Trocamos seis por meia dúzia? Alguém vai ao aeroporto? Seguinte: vamos torcer e enxotar as hienas. Mais do que isto, é impossível.

Dois fracassos, só um vexame

domingo, 4 de julho de 2010

Quase toda a imprensa esportiva brasileira se derrete por Maradona. Revolucionário pra uns, ousado pra outros, ultramoderno pra quem analisa futebol com o intestino, ele deixou, como legado, três páginas humilhantes na história de sua seleção: 6×1 pra Bolívia, 3×0 pro Brasil (quando tentou ganhar na marra usando o Gigante de Arroyito) e 4×0 pra Alemanha.

Contra os alemães, que vinham assombrando nesta Copa, ele escalou o ponteiro esquerdo Di Maria e meia atacante Rodriguez como volantes. Restou ao brucutuzinho Mascherano, sozinho na contenção, capinar canelas germânicas e esburacar o gramado do Green Point com carrinhos desgovernados.

Enquanto isso, no ataque maradônico, Tévez corria feito vaca louca, Higuaín padecia de cruel isolamento e o melhor do mundo, Lionel Messi, carregava a bola do nada pra lugar algum.

E o couro comendo a cada contra-ataque do time treinado pelo nada famoso Joachim Löw.

A Argentina teve 54% de posse de bola. Pra quê? Se não tem o que fazer com a Jabulani pouca diferença faz ter sua posse. De que adianta ter tantos talentos, todos em boa fase em seus clubes, inteiros fisicamente, se o sistema de jogo atrapalha?

Dunga também caiu. Ironicamente, mais pelos acertos do que pelos erros de seu ortodoxo 4-3-1-2. Ou não foi justamente a defesa, tida e havida como a melhor do mundo, quem entregou o jogo contra a Holanda?

Os críticos dizem que o treinador brasileiro não levou boas opções para o banco. Quando saiu a convocação, eu mesmo cornetei os nomes de Ganso, Neymar e Fabrício.

Mas será que eles teriam feito melhor? Ganso, que já havia fracassado na Sub20, viu-se depois, estava baleado. Tão logo, encerraram-se as inscrições pra Copa, ele foi submetido a uma cirurgia no joelho.

Neymar, que tanto espetáculo deu contra Naviraiense e quejandos, sumiu na decisão paulista contra o Santo André. Anda até sendo substituído no decorrer dos jogos do Morrinhão. Teria sido opção melhor do que Nilmar?

O Imperador Adriano, bem, esse merece sossego, não uma discussão a sério.

Resta o pranteado Ronaldinho Gaúcho. Mas o que ele fez desde 2006 quando foi um dos piores da Copa? Demitido do Barça por incompetência, arranjou uma boquinha no combalido Milan onde também nada fez.

Por que diabos, após 4 anos e vários vexames vestindo a amarelinha, a blaugrana e a rossonera, R10 teria sido o salvador da pátria na Sudáfrica? Só mesmo os mesa-redondistas e seus teleguiados pra defenderem esta causa.

Os cronistas profissionais falam pelos cotovelos, pois são obrigados a encher linguiça em seus intermináveis bate-papos televisivos.

Já os teleguiados, só mesmo por preguiça mental, continuam entoando a ladainha de que o precocemente aposentado R10 teria sido boa opção no banco.

No fim das contas, fracassaram tanto o amado Maradona quanto o odiado Dunga. Um com o peso de goleadas desmoralizantes, outro castigado por um erro do melhor goleiro do mundo.

Dá na mesma? Vamos aguardar os próximos capítulos pra saber quem vai adotar o revolucionário sistema de cinco atacantes de Don Diego. E que treinador bancará o glorioso retorno de R10 à Seleção Brasileira.

O dia em que o Mineirão tremeu

sábado, 5 de junho de 2010

Lílian Alcântara

A primeira passagem de Adilson Batista pelo Cruzeiro, começou em 1989 e terminou em 1993. Foram 51 jogos e 5 gols. Um deles  na decisão por pênaltis entre Cruzeiro e Olimpia na semifinal da Supercopa de 1991.

Alexandre Simões destaca a importância daquele título, em seu livro Rei de Copas:

  • “A última grande conquista do Cruzeiro, a Copa Libertadores de 1976, tinha sido há mais de 15 anos. Nesse período, o time tinha levantado apenas quatro títulos estaduais (…)”. Adilson confessa que desde então já nutria certa paixão pelas táticas, graças ao técnico Ênio Andrade, que ela chama carinhosamente de “seu Ênio”. (Rei de Copas)

Antes do gol contra o Olimpia, Adilson tinha perdido um pênalti:

  • “Dizem que eles jogaram água na área enquanto conversávamos com o seu Ênio. Fui o primeiro e acabei escorregando. E alertei os demais de que estava encharcado.” (Rei de Copas)

Perder o pênalti não tinha desmotivou o zagueiro que fez o seu primeiro gol na competição ali.

  • “É claro que você fica chateado quando perde um pênalti. No Chile errei, mas os amigos ajudaram. É que a gente treinava, seu Ênio exigia, eu, Charles, Mário Tilico, Boiadeiro. Tinha uma turma que não gostava de bater pênalti, chutava para fora justamente para não ir à cobrança. Uns batem bem. Eu batia bem na bola e não via por que não bater. Fui e bati.” (Rei de Copas)

Adilson Batista também demonstra conhecer a história do Cruzeiro ao lembrar a final contra o River Plate e revelar ter sido uma final que marcou sua vida:

  • “Marcou minha vida. Por ser uma final, por saber o que representa o confronto Cruzeiro e River Plate, que já tinham decidido uma Copa Libertadores (…)”. (Rei de Copas)

Ele sempre respeitou as cinco estrelas que teve a honra de carregar no peito enquanto jogador.

  • “Quando saiu o terceiro gol vi o Mineirão tremer. Eu já vivenciei terremoto e foi parecido. O gramado do Mineirão tremeu. Foi uma energia inexplicável. Me ajoelhei na hora, não me lembro bem, mas ali a gente sabia que seria campeão. (…) O carinho, o respeito que a gente tinha pelo clube eram grandes. (…) A gente já era uma família, existia um respeito. Independentemente de ser um título muito importante, a gente fica feliz pelo Cruzeiro”.  (Rei de Copas)

Como eu disse, ali começou a carreira de técnico do Adílson Batista, que era sempre chamado pelo “seu Ênio” pra conversar na salinha do treinador:

  • “Quando chamava, mostrava, principalmente em jogos decisivos ou contra o Atlético-MG, ele cantava o jogo para você. E você começava a pegar gosto por tática, por posicionamento, por orientar (…)”. (Rei de Copas)

Anos mais tarde, Adilson tornou-se técnico. E a decisão teve muito a ver com sua passagem pelo Cruzeiro de Ênio Andrade.

Em 2008, Adílson voltou ao clube com a difícil missão de conquistar outra Libertadores, título que há mais de dez anos a maior torcida de Minas não comemora.

Como técnico, ele foi bastante questionado pela torcida. Assim como Ênio, foi tido muitas vezes como retranqueiro e criticado por confiar em peças básicas como Marquinhos Paraná, como qual insistiu mesmo quando passou por má fase.

Paraná estaria para AB assim como AB esteve para Ênio?

Quando chegou ao clube em 2008, a torcida não gostou da idéia, Eperava um técnico mais experiente. Mas o ex-zagueiro foi logo carimbando o centenário atleticano com uma goleada por 5×0 na final do Campeonato Mineiro.

E pra quem duvidava de sua competência, ele repetiu a dose no ano seguinte.

Na Libertadores de 2008, com um bom time ele acabou parando diante do temido Boca Juniors. A torcida aceitou a superioridade dos argentinos e ele pôde seguir adiante no Brasileirão, o qual liderou por vários jogos

Embora sem chegar ao título, o time foi pra Libertadores e disputou a final, mesmo com várias baixas e brigas da impresna e da torcida com o treinador.

Na decisão, nem Cruzeiro, nem Estudiantes jogaram bola. Foi um jogo catimbado em que a falta de vontade dos jogadores celestes abriu enorme ferida na relação do técnico com os torcedores. Mesmo que a culpa não tenha sido integralmente dele.

Como sempre fez, AB puxou a responsabilidade pra si e absorveu a raiva da torcida.

Mas arrancou no Brasileirão com uma equipe de qualidade duvidosa e chegou à zona de classificação na última rodada, com direito à voadora pra comemorar uma virada espetacular contra o Santo André.

Iniciou-se, então, 2010, o ano em que ele teria sua última chance de fazer algo acontecer.

Apesar da garra pra classificar no Campeonato Brasileiro do ano anterior, os ares na Tcoa da Raposa ainda estavam pesados por causa da derrota na fnal da Libertadores 2009.

Determinados jogadores pareciam fazer corpo mole, nenhum grande nome foi contratado, o meio-campo já não tinha a força de antes e o sempre muito apoiado Zezé Perrella começava a ter atritos com sua família de 8.000.000 de torcedores.

Não se repetiu o 5×0 no Mineiro, o time foi desclassificado na Libertadores e nem a arrancada no Brasileirão foi perfeita. Nada deu certo. Isto permitiu que a imprensa inflamasse o ambiente com polêmicas e anúncios de vendas de jogadores.

Pra piorar, a dívida do clube aumentou significativamente de um ano para o outro e a imprensa enquanto a mídia informava que o  presidente está sendo investigado por lavagem de dinheiro.

Pra desviar as atenções, nosso querido presidente demitiu Eduardo Maluf dizendo que o time precisa de sangue novo e vendeu Kleber, principal destaque do elenco.

Indignado com a situação, Adilson Batista deu entrevista comentando que já não era a mesma coisa “o Cruzeiro sem Maluf”. E revelou que havia permanecido no cargo várias vezes por causa do Diretor de Futebol.

Com a confirmação de Kleber no Palmeiras e Adilson fora do Cruzeiro, encerra-se mais um cappítulo na vida do clube.

A bela história de Adilson Batista no Cruzeiro encerrou-se. Cheia de sentimentos, ela naufragou em polêmicas insustentáveis.

Eu ainda acredito que o  técnico tinha condições de ficar em nossa história com algum título de maior importância. Mas não o culpo por não ter conseguido isto.

Principalmente porque, neste 2010, não temos um bom time.

Só nos resta desejar boa sorte ao treinador que se vai e não guardar rancores. Quem sabe um dia ele volta para nos dar a Libertadores? Espero que até lá já estejamos buscando o tetra.

Agora é levantar a cabeça, esquecer Kléber, Maluf e AB. Pensar no futuro, no pós-Copa. E lutar pra fazer outros estádios tremerem, pois tão cedo o Mineirão não voltará a ser nossa casa. 

Lílian  Alcântara, 18, cruzeirense, estudante, nasceu e mora em Caratinga.

Os sócios do Cruzeiro

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Olá, Jorge.
 
Acompanho o PHD há pouco mais de 5 meses e, certamente, é o melhor blog/sítio para discutir sobre o Cruzeiro. Por isso, lhe envio esse e-mail para apresentar uma discussão que poderia esclarecer muitas dúvidas minhas e, acredito, de muitos cruzeirenses. (mais…)

Surubim corneta Peixe

terça-feira, 11 de maio de 2010

Como diz o Tate, “tô fichado no Morrinhão”. Tá rolando uma Série B de responsa no SporTV, agora. Lúcio Surubim comentando, Zé do Peixe, lateral-artilheiro, pelejando.

O Sport tem Tobi, mas não tem Bendelack. Tosin, mais velho que a serra, tá envergando a jaqueta do glorioso Guaratinguetá. Nos bancos, os professores Givanildo Oliveira e Roberval Davino. (mais…)

1ª da B: Multidões em êxtase

sábado, 8 de maio de 2010

Começou a festa. Almoço farto. E não há de faltar marmelada na sobremesa.

  1. Em Fortaleza, Icasa 1×2 Sandré. Público: 148. Jogão entre dois eternos rivais do fut brasilis.
  2. Em Arapiraca, ASA 1×1 Ponte. Público: 5.655. Festa no Interior.
  3. No Canindé, ontem à noite, Portuguesa 4×1 Vila para 1.173 pagantes. Apenas 0,1% da torcida que o Datafolha garante possuir Lusa compareceu.
  4. No Canindé, Sanca 0x1 Figueira. Público: 249. Demoraram pra contar a multidão que acorreu ao estádio da Lusa.
  5. Na Vila Capanema, Paraná 3×0 Ipatinga, para 2.686 pessoas. O vice-campeão mineiro é atração em qualquer praça.
  6. No Serejão, Brasiliense 2×1 Sport. Grande público: 4.723.  O vice brasiliense exemplou o penta pernambucano.
  7. Nos Aflitos, Náutico 3×1 Coritiba para 8.517 caronas e mais de 34 contos de réis de arrecadação. A renda não paga o salário do treiandor do Timbu.
  8. No Mineirão, América 0x0 Braga para 1.728 pagantes. Só deu Coelho, mas a turma da terra da linguiça se safou e beliscou um precioso pontinho.
  9. Em Pituaçu, Bahia 1×0 América-RN. Público: 7.529. Agora, vai! O Baê cansou de ficar no ostracismo e vem quente em busca de uma vaga na Série A.
  10. Em Guaratinguetá, Guará 3×1 Duque. Público: 1.769. O Lobo tinha mais público do que a Garça.

Público: 34.177. Média: 3.418.

Superliga de Vôlei: São Caetano 1×3 Cruzeiro

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Ernesto Araújo

Continuando seu giro pelo ABC, o Cruzeiro/Sada enfrentou o São Caetano/Ulbra pela 6ª rodada da Superliga masculina de vôlei.

O Cruzeiro vem de vitória sobre o Santo André e o São Caetano também venceu o Minas/Vivo na última rodada.

Destaque para a presença de Gilson, no São Caetano, ex-atleta da Seleção Brasileira e dono de um forte ataque, ainda em atividade aos 40 anos.

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