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O Bom Montillo estraçaiou. De novo!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Atuações dos celestes e seus adversários no Botafogo 2×2 Cruzeiro, no Engenhão, Rio de Janeiro, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2010, em 18set10:

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Cruzeiro na Libertadores V: 1976, Mundial em BH

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Mauro França e Jorge Santana

Mundial

Com a conquista da Libertadores 1976, o Cruzeiro se credenciou à disputa da Copa Intercontinental, nome oficial do Mundial Interclubes, naquela época disputado em dois jogos entre os campeões da América do Sul e da Europa.

O Bayern Munich, tri-campeão europeu, que se recusara a enfrentar o Independiente nos dois anos anteriores, aceitou jogar contra o Cruzeiro. As partidas foram marcadas para 21nov76 em Munique e 21dez76 em Belo Horizonte.

Excursão

Os jogadores celestes mal puderam comemorar o título da Libertadores. A delegação nem retornou para Beagá, onde certamente teria uma recepção triunfal. De Santiago, o time seguiu diretamente para Paris, escala inicial de uma excursão que se prolongou por todo o mês de agosto.

Nem houve tempo para descanso. Apenas quatro dias depois do histórico 3×2 sobre o River, em 03ago76, o Cruzeiro empatou por 1×1 com o Saint-Étienne, tri-campeão francês e vice-campeão europeu. Em 08ago176, o time celeste venceu o Nice por 4×3, com uma grande exibição.

A excursão continuou na Espanha, onde se realizavam vários torneios de verão, que os clubes brasileiros aproveitavam pra reforçar o caixa. Em La Coruña, no Estádio Riazor, o Cruzeiro disputou o Torneio Tereza Herrera, pela segunda vez consecutiva. Venceu o PSV Eindhoven por 2×0 e perdeu para o Real Madri pelo mesmo placar, com dois gols de pênalti.

No torneio seguinte, no Estádio Vicente Calderón, em Madri, o Cruzeiro perdeu para o Athletic Bilbao por 3×1 e venceu o Racing White, da Bélgica,  por 2×0.

No Ramon Sanchez Pizjuan, em 24ago76, o Cruzeiro empatou com o Sevilla por 1×1, mas foi eliminado nos pênaltis, por 5×3. Raul Plassmann defendeu uma penalidade, mas o juiz mandou repeti-la. Dois dias depois, o campeão sul-americano bateu o Hajduk Split, da Croácia, por 4×2, terminado em 3º lugar no Torneio de Sevilla.  

A excursão encerrou-se em 29ago76, no Estádio Municipal de Almeria com uma vitória por 3×2 sobre o time local. Foram 9 jogos, 5 vitórias, 2 empates, 2 derrotas, 18 gols a favor, 14 contra.

Financeiramente, o saldo da viagem foi ótimo, mas o custo técnico foi alto. Jairzinho, Vanderlei Lázaro, Nelinho e Wilson Piazza voltaram contundidos. Os dois últimos com mais gravidade, ficaram três semanas afastados do Campeonato Brasileiro, na época, chamado Copa Brasil.

Copa Brasil

Em 04set76, menos de uma semana depois do último amistoso na Europa, com cinco desfalques, o Cruzeiro estreou na Copa Brasil empatando com o Botafogo por 0x0 perante 10.294 torcedores, no Mineirão.  

Os desfalques constantes afetaram o rendimento do time. Zezé Moreira jamais conseguiu escalar o time completo no campeonato. Para complicar, Joãozinho também se contundiu com gravidade e ficou de fora da maior parte dos jogos.

Em um grupo de 9 equipes, o Cruzeiro ficou em 2º lugar ao lado de Coritiba, Atlético e São Paulo. Pelos critérios de desempate, ficou na 5ª posição (3 vitórias, uma por mais de dois gols de diferença, que valia 3 pontos; 4 empates e uma derrota). Como somente os quatro primeiros se classificavam, o time celeste teve que disputar a repescagem, que valia uma vaga para a 3ª fase do torneio.

Na repescagem, o Cruzeiro enfrentou Portuguesa, Londrina, Uberaba e Confiança. Somou 8 pontos (3 vitórias, uma de 3 pontos, e 1 empate) e ficou em 2º, um ponto a menos do que a Portuguesa. No último jogo, precisava derrotar o Londrina por dois gols de diferença pra ficar em 1º. Em 27out76, no Mineirão, diante de um público de quase 40 mil torcedores, Palhinha fez 1×0 no início do 2º tempo e foi só. Para surpresa de muitos, a menos de um mês do duelo contra o Bayern, o campeão sul-americano foi eliminado do Brasileiro.  

Racha

A eliminação precoce conturbou o ambiente na Toca. Carmine Furletti, vice-presidente de futebol, e Elias Barburi, o Tóia, diretor de futebol, criticaram Zezé Moreira, cujo esquema de jogo consideravam ultrapassado. Barburi queria a demissão do treinador. Mesmo afastado por doença, Felício Brandi bancou o treinador e responsabilizou os dirigentes, que teriam reforçado mal a equipe, pela desclassificação.

Em meados de outubro, o clube contratou o uruguaio Pablo Forlan, que aos 31 anos estava aposentado em Montevidéu. Zezé Moreira contava com a experiência e a garra do lateral, que disputara duas copas do mundo e havia sido campeão intercontinental com o Peñarol em 1966.  

Inverno

O Cruzeiro embarcou para a Alemanha com problemas. Nelinho, Piazza e Joãozinho vinham de longa inatividade. Dirceu Lopes, há mais de um ano parado, também estava fora de forma. O time estava sem ritmo, pois só jogou duas vezes após a eliminação no Brasileiro. Com equipes mistas, empatou em Maringá, com o Grêmio local, e no Mineirão, com o América carioca, por 0x0.

Além de tricampeão europeu, o Bayern era a base da Seleção Alemã campeã do Mundo em 74. Tinha celebridades como Sepp Maier, Franz Beckenbauer, Gerd Muller e Paul Breitner entre outros. No campeonato alemão, estava em 3º, a 4 pontos do líder.

Os alemães até foram corteses. De acordo com Raul, forneceram agasalhos e material de treino aos cruzeirenses. O próprio goleiro foi presenteado por Maier com luvas apropriadas para jogos com neve.

O jogo foi disputado sob uma nevasca. Em tais condições, o Cruzeiro foi cauteloso. Queria ao menos empatar e trazer a decisão para o Mineirão. Nelinho e Joãozinho, que foi substituído por Dirceu Lopes no 2º tempo, não estiveram bem. Mesmo assim, o time resistiu até os 35 o 2º tempo, quando Ulli Hoeness cruzou da direita, Morais não alcançou e Gerd Muller, na entrada da pequena área, dominou e chutou no canto direito de Raul Plassmann.

Dois minutos depois, Rummenigge começou a jogada pela esquerda, Muller fez corta-luz e Kapellmann, da entrada da área, bateu rasteiro no canto direito de Raul pra definir o placar e colocar os alemães em vantagem na decisão.

  • Cruzeiro 0×2 Bayern München, terça-feira, 23nov76, 1º jogo da decisão do Mundial Interclubes 1976, Olympiastadion, Munique, Alemanha – Público: 22.000 pagantes – Juiz: Luis Pestarino (Argentina) – Gols: Muller, 35, Kapellmann, 37 do 2º tempo – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Ozires e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza e Zé Carlos; Eduardo Amorim, Palhinha, Jairzinho e Joãozinho (Dirceu Lopes). Tec: Zezé Moreira / Bayern: Sepp Maier, Bjorn Andersson, Franz Beckenbauer, Hans-Georg Schwarzenbeck e Udo Horsmann; Bernd Dürnberger, Conny Torstensson e Jupp Kapellmann; Uli Hoenes, Gerd Müller e Karl-Heinz Rummenigge. Téc: Dettmar Cramer. 1: Maier, Schwarzenbeck, Beckenbauer, Hoenes, Kapellmann e Muller conquistaram a Copa do Mundo 74 pela Alemanha. 2. Torstensson e Andersson disputaram as Copas de 74 e 78 pela Suécia. 3: Maier jogou as Copas de 66, 70, 74 e 78. Beckenbauer jogou as de 66, 70 e 74 e foi técnico da Alemanha em 86 e 90, quando conquistou o título. 4. Rummenigge tinha 21 anos à época. Era um talento em ascensão. Jogou as Copas de 78, 82 e 86.  

Mesmo apontando a neve como vilã, Nelinho não deixou de observar que muitos jogadores –os principais– estavam fora das suas melhores condições físicas e técnicas, em entrevista à Placar:

  • “A neve deixou o nosso time muito inseguro. Logo no início, perdi umas três bolas bobas porque ia dar o drible e ela corria ao invés de ficar no meu pé. Além disso, eu –como o Jair, o Joãozinho, o Piazza, o Palhinha e o Dirceu– estava em péssimas condições. Tanto que joguei plantado. Só desci umas duas vezes.”

Revanche

Sem compromissos oficiais, os jogadores voltaram à rotina de treinamentos. Palhinha, com dores musculares, e Jairzinho, gripado, não participaram da primeira semana de treinamentos. Zezé Moreira, que pretendia apurar a condição física e técnica do elenco, era só preocupação.

O Cruzeiro disputou apenas um amistoso entre os dois jogos. Em 11dez76, venceu o Uberaba por 3×0, no Mineirão, perante 4 mil torcedores. Raul e Jairzinho ficaram de fora, enquanto Dirceu Lopes e Joãozinho atuaram o tempo todo.

Mesmo reconhecendo a força do adversário, o clima entre os jogadores era de confiança. Todos achavam possível reverter o resultado e conquistar o título. Acreditavam no pouco tempo de adaptação dos alemães ao calor fizessem a diferença, como o frio e a neve tinha feito na Alemanha. Zezé Moreira analisou o adversário e deu a receita para vencê-lo, em entrevista à Placar:

  • “Eles praticamente não têm posição fixa em campo. Há sempre um jogador a mais na marcação dos atacantes adversários e a recuperação deles é impressionante. Temos que partir para um jogo coletivo, rápido e objetivo, como naquelas partidas contra o Internacional, pela Libertadores.”

Zezé Moreira ficou aborrecido com o desfecho do jogo de ida:

  • Nós nunca poderíamos ter nos apavorado com o primeiro gol e partido pra cima deles que nem loucos. Deveríamos ter ficado quietinhos, no nosso esquema, porque a derrota de 1×0 era um excelente resultado para o Cruzeiro. Agora, eles entram aqui com 2×0 no placar. Isso lhes dá muita segurança e apóia qualquer sistema defensivo.

Mas não havia perdido a esperança:

  • Chegaremos lá. Precisamos entrar com os onze jogadores em perfeitas condições técnicas e físicas, caso contrário, será difícil vencer. Estamos treinando duro porque não adianta apenas marcar os gols necessários. É preciso, também, não tomar.

Verão

Enfim, na quinta-feira, 21dez76, o Mineirão recebeu pela primeira e única vez na sua história uma decisão de título mundial. O público oficial foi de 113.715 pagantes.

Saí da Fafich, no Bairro Santo Antônio, por volta de 13h e parei pra tomar cerveja e fazer a resenha do futebol com os colegas no Jorobó, um boteco na Contorno, quase na esquina de Carangola.

Por volta de 15h, saímos para o Mineirão em vários táxis. Eu e o Nílton Figueiredo, colega de Sociologia, tomamos um fusca amarelo sem banco dianteiro.

Na Catalão, sobre o viaduto do Anel Rodoviário, o motorista puxou o freio de mão e recomendou: “Se vocês querem ver o jogo, melhor irem a pé.”

Travou tudo. As pessoas largavam os carros no meio da pista e saiam correndo em direção ao estádio. No estacionamento, saquei o lance: havia dezenas de ônibus de todas as partes do país: Bahia, Rio, Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraná, São Paulo e inúmeras cidades do interior de Minas.

Quando consegui entrar, não havia mais divisão de setores. Tentei furar os bloqueios de cada um dos acessos às arquibancadas, cadeiras e geral, sem sucesso. O Mineirão estava entupido.

O jeito foi assistir à decisão no corredor. Escolhi o Bar 22, cuja televisão, uma Philco com Bombril –aquela palha de aço que dizia ter mil e uma utilidades- nas pontas antenas, atendia a uma multidão incalculável. Havia superlotação até nas áreas de circulação.

No dia seguinte, o Estado de Minas estampava a manchete “Trânsito infernal na ida e na volta. A decisão mudou a vida da cidade”.  Os jornais informaram também sobre a invasão de mais de 20 mil torcedores vindos em caravanas, que não encontrando ingressos à venda, arrombaram os portões do estádio. Esse foi, sem dúvida, o maior público da história do Gigante da Pampulha. (Jorge Santana)

O Bayern chegou à BH no dia do jogo. Os jogadores foram para o hotel, descansaram poucas horas e foram para o Mineirão. Reconheceram o gramado e se aqueceram sob estrepitosas vaias da torcida.

Zezé Moreira escalou uma formação mais ofensiva, com um ataque com Jairzinho pela direita, Palhinha, Dirceu Lopes e Joãozinho. Eduardo ficou no banco.

O calouro de Engenharia, João Chiabi Duarte, relata suas impressões:

“Eu me lembro de ter chegado ao estádio por volta das 16 h. Os portões se abriram por volta das 18 h. Lá dentro, não dava pra levantar e sair, porque se perdia o lugar. O time deles era uma verdadeira seleção campeã do mundo. Fiquei no hall de entrada para vê-los passar. Sepp Mayer o goleiro tinha mãos imensas. Beckenbauer carregava os sacos como qualquer outro jogador. Não tinha essa de roupeiro, cada um fazia a sua parte. Lembro até hoje da cena. O Bayern entrou para aquecer com os seus agasalhos vermelhos da Adidas (sonho de consumo de todos nós naquela época), um calor infernal. Foi a maior vaia que eu já tinha visto em um estádio de futebol…

O Cruzeiro precisava de uma vitória por dois gols no tempo normal para forçar a prorrogação e pênaltis. A gente acreditava demais nos nossos craques. O jogo começou depois das 21h. O Cruzeiro fez uma ótima partida e parou sempre nas mãos de Maier ou nos desarmes fantásticos de Beckenbauer ou do Schwarzenbeck (jogava duro e não perdeu uma antecipação naquele dia). Houve lances incríveis durante o jogo. Uma cabeçada do Jairzinho, de costas, que o Sepp Maier só defendeu porque tinha mãos enormes. Ou a grande defesa do Raul no chute rasteiro e forte do Rumenigge, que ele tirou com a ponta do pé.  

No Cruzeiro, Dirceu Lopes parecia se ressentir da longa inatividade e não conseguia ter vantagem sobre a marcação implacável de Kapellmann. No 2º tempo, Zezé Moreira trocou-o por Forlan, que entrou na lateral direita, e adiantou Nelinho para a meia, para aproveitar o chute do lateral. E ele mandou três ou quatro varadas em direção ao gol alemão. Todas espalmadas ou socadas por Maier.

Rumenigge dava trabalho nos contra-ataques, mas sentiu uma contusão e deu lugar a Arbinger, que entrou para marcar as boas combinações que Nelinho e Forlan faziam pela direita. Palhinha, Joãozinho e Jairzinho brigaram com valentia contra os gigantes do time alemão e criaram as oportunidades. Embora não tivessem feito os gols, lutaram muito, como de resto, todo o time celeste.”

Mesmo sem o título, os jogadores celestes deixaram sob os aplausos da torcida, em reconhecimento pelo que fizeram. Foi um belo espetáculo proporcionado por dois grandes times. Um show de técnica e tática

  • Cruzeiro 0×0 Bayern München, terça-feira, 21dez76, 2º jogo da decisão do Mundial Interclubes-76, Mineirão, Belo Horizonte. Público: 113.715 pagantes – Juiz: Patrick Partridge (Inglaterra) – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Ozires e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza (Eduardo Amorim) e Zé Carlos; Jairzinho, Palhinha, Dirceu Lopes (Pablo Forlan) e Joãozinho. Tec: Zezé Moreira / Bayern: Sepp Maier, Bjorn Andersson, Franz Beckenbauer, Hans-Georg Schwarzenbeck e Udo Horsmann, Weiss, Conny Torstensson e Jupp Kapellmann, Uli Hoeness, Gerd Müller e Karl Heinz Rummenigge (Alfred Arbinger). Tec: Dettmar Cramer.  

Alguns lances ficaram da decisão mundial ficaram eternizados: duas incríveis defesas de Raul Plassmann, um drible de Joãozinho deixando o Kaiser Beckenbauer de bunda no chão e uma cabeçada de Jairzinho que, com o arco escancarado, mandou a bola no travessão.

João Saldanha culpou a cabeleira Black Power do atacante pelo desperdício. Segundo ele, a bola amorteceu naquela touceira ornamental. Para provar sua tese, o cronista saiu pelas ruas do Rio de Janeiro com uma bola e uma câmera filmando cabeçadas de outros cabeludos. Todas sairam chochas. 

Links:

  1. Vídeo de uma emissora alemã, com os gols da partida, com uma impagável participação do repórter Paulo Roberto escalando o time do Bayern.
  2. Trecho de um documentário do Sportv sobre Jairzinho, com imagens rápidas do jogo do Mineirão.
  3. Fernando Sasso narra alguns momentos ada decisão.

Argentina 4×1 Coréia Democrática: El Pipa voou

quinta-feira, 17 de junho de 2010

No Soccer City, em Joanesburgo, Coréia Dmocrática e Argentina abrem a 2ª rodada do Grupo B, às 8h30, horário de Brasília.

Verón desfalca a Argentina por causa de uma contusão muscular. Será substituído por Máxi Rodríguez.

Messi, que Maradona diz estar acima de qualquer outro boleiro desta Copa, receberá marcação especial dos coreanos. E El Pipa Higuaín terá que marcar os gols que perdeu na estréia.

Huh Joong-Moo, treinador da Coréia diz ter um plano pra parar o baixim do Barça. Eu tô apostando em alguns golpes de taiquendô… (mais…)

Brasil 2×1 Coréia C.: Maicon disparou um míssil

terça-feira, 15 de junho de 2010

No Ellis Park, em Joanesburgo, o Brasil estréia na Copa contra a Coréia Comunista. Será o jogo dos segredos. O brasileiro, que é de polichinelo, pois todo mundo sabe como jogará a seleção e o da Coréia Comunista, que ninguém sabe do que é capaz, posto que o país é um campo de concentração.

Dunga escalará o Brasil no sistema adotado pelo Cruzeiro na Era Adílson (e também na Era Luxemburgo) 4-3-2-1. Três volantes, dois deles com liberdade pra jogarem também como meias, um armado,r Kaká (que não é bem um cara cerebral, portanto a receita pode desandar), e dois atacantes, um fixo, Luís Fabiano, outro móvel, Robinho.

Os comuno-coreanos, treinados por K Jong Hun (?), vão no 4-4-2, com duas linhas de defensores e dois atacantes à espera de esticões pra azucrinar, com sua velocidade, a bequeira pátria. Vão diminuir espaços em seu campo de defesa e botar a força mental pra trabalhar e surpreender os favoritos.

Enquanto no Brasil todo mundo é estrela, na Coréia Comunista só existe um cara famoso, cujo nome não me ocorre agora.

O mundo inteiro considera que o macuco já está no emboranl verde-e-amarelo. Os adversários, contudo, terão uma torcida maior neztepaiz, um dos últimos baluartes do comunisno acadêmico, do que em sua própria terra, onde é provável que a partida nem seja exibida pela televisão ao vivo.

O húngaro Viktor Kassai será o Juiz desta partida, que deixa uma dúvida no ar: que os comunistas comem (por via oral, é claro) criancinhas, todos sabemos, mas será que também comerão os velhinhos da seleção com maior média de idade do Mundial? A resposta saberemos a partir de 15h30 nas telinhas de todo om país.

*****

Vejam o que disse o argentino Olé:

A coreano regalado…

Franco Predazzi

El equipo de Dunga recién pudo abrir el partido en el segundo tiempo por un error del arquero rival: Maicon sacó un misil y Myong Guk-Ri descuidó su palo. Después llegó el gol de Elano y Corea no preocupó pese al descuento.

Ganó Brasil y no es noticia. Ganó 2-1 contra Corea del Norte y eso sí es noticia. Se puso en ventaja con un gol que tuvo la inestimable colaboración del arquero. Mereció el triunfo. Lo justificó. Mostró falencias ofensivas, una alarmante ausencia de cambio de ritmo. Fue prolijo para ocupar espacios. Demasiado prolijo ante un rival que estaba programado para aguantar. Con armas leales, pero aguantar. Brasil no asustó. Tampoco sufrió, pese al gol de Corea del Norte cuando faltaban tres minutos, descuento incluido.

Robinho fue de lo mejorcito de un equipo que quedó en deuda. Michel Bastos mostró, en el segundo tiempo, que es de lo más parecido a Roberto Carlos (hasta en su pegada en los tiros libres) de los últimos tiempos en esa posición. Maicon completa el podio, porque al menos una vez pasó al ataque con la decisión que muestra en el Inter y encima contó con la gauchada de Myong Guk Ri.

Corea del Norte tuvo una actuación digna, digamos. Se ocupó de armar un bloque defensivo prolijo. Un 5-4-1 que no recurrió al planchazo para frenar a Brasil. Orden y, si se podía, algún contraataque. De hecho, Julio César, antes de ir a buscar la pelota adentro de su arco, sólo había atajado dos facilongas. Pero cuando se encontró en desventaja, no tuvo reacción, no cambió el chip, seguramente porque ese chip no existía. Avanzó en el campo casi por inercia, aunque no hizo más que entregarle espacios al Scratch para que estirara la diferencia: pase de crack de Robinho y toque cruzado de Elano. ¿Kaká? Todavía no debutó. ¿Sí? ¿En serio? Naaa, no jodan.

Brasil ganó el partido que Portugal y Costa de Marfil vinieron a ganar. Lo hizo con lo justo. Está claro que los clasificados a octavos de final saldrán de los equipos mencionados. Y si, como se presupone, España termina como líder del grupo H, podría cruzarse con el Scratch en octavos de final. No estaría mal, ¿no?

O espanhol Marca também reportou:

La habilidad de Maicon y el talento de Robinho bastan ante Corea del Norte

Fantasía con cuentagota

Un error del meta norcoreano lo aprovechó Maicon para abrir la lata en el 55′ · Elano, tras un gran pase de Robinho, puso la sentencia · Corea del Norte murió con la cabeza alta tras lograr el 2-1 casi sobre la bocina;

Fran Villalobos

Brasil cumplió a secas en su estreno mundialista ante Corea del Norte, un rival correoso que logró caer con la cabeza alta ante un rival muy superior. Esa diferencia de potencial apenas se notó durante toda la primera parte. El juego de la ‘canarinha’ fue lento, previsible y aburrido, con Kaká perdido y Robinho como único exponente de ese fútbol imaginativo que se presupone a los brasileños.

Visto lo visto, con Dunga parece un reducto del pasado más que un recurso del presente. Que el más peligroso sea Maicon entrando por el lateral derecho es para cuestionarse hacia donde camina Brasil, que gasta un doble pivote de lo más vulgar con Gilberto Silva y Felipe Melo en línea. Por detrás, la zaga de cuatro no tuvo excesivos problemas ante Corea del Norte. Sólo el veloz Tae Se puso en algún aprieto a Juan y a Bastos, un interior reconvertido a lateral por exigencias del guión. Así funciona ahora Brasil, como una fábrica. Lo importante es hacer tu trabajo, no lo bonito que consigas hacerlo.

Así las cosas, Brasil se marchó al descanso empatando sin goles ante Corea del Norte, muy aplicada atrás y con ganas de incordiar. Como en casi todos los partidos de este Mundial, el partido terminó decidiéndose por un error del enemigo, un descuido en mitad de la rutina. Esta vez el fallo fue del meta Myong Guk en una arrancada de Maicon por la derecha. Abandonó el primer palo, algo que es similar a no cubrir a un compañero en la guerra, y Maicon lo aprovechó como pocos habrían sabido hacerlo. En lugar de centrar atrás, el crack pretendido por el Real Madrid se sacó casi sin ángulo un disparo fuerte y seco que terminó en las redes para sorpresa de todos.

Kaká sigue en paradero desconocido

El debate no es Maicon o Alves, porque Maicon es titular indiscutible. La cuestión es como encajar al barcelonista en el equipo para que Brasil crezca futbolísticamente. Dunga no se atrevió a hacerlo hasta que Elano puso la sentencia en el minuto 71. Robinho se inventó un pase cremallera que abrió en canal a la defensa norcoreana para que el poderoso centrocampista brasileño cruzase con tranquilidad ante la salida de Myong Guk.

Costa do Marfim 0x0 Portugal: Brasil comemora

terça-feira, 15 de junho de 2010

No Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth, Costa do Marfim e Portugal abrem o Grupo G com um jogo decisivo. Quem vencer, terá metade do caminho rumo às oitavas de final percorrido.

Carlos Queiroz, treiandor de Portugal, usa o moderno 4-2-3-1 com Cristiano Ronaldo (Real), Deco (Chelsea) e Simão Sabrosa (Atlético Madrid) formando a linha de meias atacantes e o brazuca Liedson (Sporting) como referência metido entre os beques marfineses.

O sueco Erikson arma os elefantes num 4-4-2 clássico com Didier Drogba -ainda não confirmado, após a lesão no braço- e Salomon Kalou, ambos do Chelsea,  no ataque. Na 2ª linha de 4, terá em Yaya Touré (Barça) o volante que sairá pra armar o jogo.

Nosso velho conhecido (e amaldiçoado), o uruguaio Jorge Larrionda apitará a partida. Aqui, tem emoção garantida! Pelos craques e pelo Juiz. A conferir.

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Eis como o Estadão viu o jogo:

Sem ‘ketchup’, Portugal só empata com Costa do Marfim por 0 a 0

Em jogo pelo grupo do Brasil, portugueses sofrem com a marcação africana e Cristiano Ronaldo completa mais um jogo sem gol

Faltou “ketchup” para Portugal na estreia na Copa do Mundo. Apontada como uma das forças do Mundial, a equipe de Cristiano Ronaldo sofreu nesta segunda-feira e apenas empatou por 0 a 0 com a Costa do Marfim na abertura do Grupo G, a chave da seleção brasileira. O jogo foi disputado no estádio Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth.

Cristiano Ronaldo até começou bem, mas foi sufocado pela marcação e teve uma atuação apenas regular. O jogador, que havia dito que seus gols sairiam como “ketchup”, completou o 17.º jogo sem marcar pela seleção portuguesa – o último gol do craque do Real Madrid foi em fevereiro do ano passado.

Portugal e Costa do Marfim são os principais rivais do Brasil nesta primeira fase. A seleção marfinense será a segunda adversária dos brasileiros no Mundial. O duelo acontecerá no dia 20, às 15h30, em Johannesburgo. Portugal enfrentará a seleção brasileira apenas na última rodada da chave, no dia 25.

Pelo lado marfinense, o atacante Didier Drogba começou no banco de reservas. O jogador foi liberado pelos médicos e colocou uma proteção especial no braço. Porém, o técnico Sven Goran Eriksson preferiu escalar o ataque com Kalou e Dindane para tentar explorar os buracos nas laterais portuguesas no primeiro tempo.

O jogo começou nervoso e em bom ritmo. Cristiano Ronaldo conseguiu encontrar alguns buracos na entrada da área e deixou os marcadores marfinenses confusos. Aos 7 minutos, o português levou uma entrada violenta de Zokora, que acabou punido com cartão amarelo. Cristiano Ronaldo foi a figura mais caçada em campo.

Danny brilhou nos amistosos de Portugal antes da estreia na Copa, mas sumiu na marcação africana e não foi capaz de dividir a criação das jogadas com os companheiros. Portugal chegou apenas um vez com perigo no primeiro tempo. Aos 10 minutos, Cristiano Ronaldo abriu espaço e soltou a bomba de fora da área. A bola explodiu na trave do goleiro Barry. 

Sven Goran Eriksson percebeu o buraco existente na defesa e reforçou a marcação na entrada da área. A ordem foi clara: Cristiano Ronaldo deveria ser marcado de qualquer maneira. Aos 20 minutos, o português foi derrubado na entrada da área. A falta não foi marcada. Irritado, ele peitou Demel, e recebeu amarelo junto com o marfinense.

A Costa do Marfim aos poucos conseguiu diminuir a diferença na posse de bola. Portugal passou a encontrar problemas no campo, e o brasileiro naturalizado português Liedson pouco fez. Contudo, os marfinenses sentiram a falta de Drogba. Sem uma referência no ataque, os cruzamentos saíram tortos, e a troca de passes morreram por muitas vezes na entrada da área.

Na etapa final, a Costa do Marfim entrou com grande velocidade. Gervinho teve uma boa atuação e encontrou buracos na marcação portuguesa. Aos 7 minutos, o meia recebeu bom passe, mas acabou desarmado no momento certo por Ricardo Carvalho – Portugal voltou a apresentar buraco na cobertura das laterais, o principal ponto explorado pelos marfinenses.

Drogba entrou aos 20 minutos do segundo tempo na vaga de Kalou. O estádio foi ao delírio com a presença do astro. Porém, o atacante ainda sentiu a fratura no braço e não conseguiu se movimentar como antes – perdeu um gol incrível aos 46 minutos da etapa final, ao sair livre dentro da área. O placar no Mandela Bay não saiu do zero.

Hoje, tem!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O vascaíno Abelardo Barbosa, o popular animador de auditório Chacrinha, era um perfeccionista. Detalhista. Minucioso. Chato pra caracas!

Exigia que o cenário de seu programa de televisão estivesse arrumadinho pra esculhmabar com tudo pouco antes de começar a função.

E quando os teóricos da comunicação tentavam entender o signo por trás de suas loucuras, ele os deixava, diria o Frede, perplectos:

  • “Não estou aqui pra explicar, eu vim pra confundir!”

Adílson Baptista segue esta linha. Não costuma permitir que a imprensa assista aos treinos do Cruzeiro.

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