Posts com a Tag ‘racional’

Retranca providencial: lição estratégica, tática e operacional

domingo, 29 de agosto de 2010

Marcel Fleming

Fosse Cuca um Executivo e teria feito jus a um bônus em ações pelo jogo contra o Corinthians.

Começando a sentir a pressão pelos resultados anteriores, Cuca traçou a meta de vencer o jogo. Ponto. Não havia muita opção. Não só para agradar a quem fica de fora, mas também para que a cabeça dos jogadores ficasse mais tranqüila.

Sabendo que a missão era dura, dado o passeio de domingo do adversário sobre o SPFC, Cuca traçou a Estratégia: defender primeiro.

Definida a estratégia, Cuca armou taticamente o time de maneira a fazer uma marcação que raramente se vê no futebol brasileiro. Não vou perder tempo, descrevendo-a, até porque já o fizeram aqui no PHD, e de maneira bem competente.

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O novo Mineirão: projeto verde, cofres azuis

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Última parte da entrevista com Marcílio Lana, do Grupo Gestor da Copa 2014:

Projeto verde

Depoimento de Marcílio Lana:

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Sobre máscaras e mascarados

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Marcel Fleming

Estou com sensação de “deja-vu”. O Atlético-MG pressiona, parece jogar melhor, apresenta certo domínio territorial, mas no final a Raposa, matreira, eficiente, come o galo.

Aí vêm os mascarados, que gostam de mascarar as coisas, a reclamar do árbitro, do aquecimento global, do excesso de chuvas, da herança maldita e todo outro tipo de evento externo para justificar a única e verdadeira razão para tantos rotineiros fracassos: a própria incompetência.

O problema do Atlético-MG e de seu treinador é realmente de máscara.

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O Flanelaço visto da Lagoa

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Perguntei ao atleticano juramentado, Edmar Damasceno, ex-colunista do site Mundo Esportivo, o que ele está achando do flanelaço programado pra hoje, no Mineirão.

Como se percebe, ele não vai se ofender. E ainda terá visão privilegiada do espetáculo, pois ficará atrás do Gol da Lagoa.

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Espírito de Libertadores, o melhor e o pior do time

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Atuações dos celestes e seus adversários no Vélez Sarsfield 2×0 Cruzeiro, no José Amalfitani, Buenos Aires, em 10fev10, pela 1ª rodada do Grupo 7 da Libertadores 2010.

  • Fábio – Fez ao menos duas delas com alto grau de dificuldade. Não teve culpa nos gols.
  • Jonathan – Esforçado, ajudou a diminuir espaços no meio de campo dificultando a articulação de jogadas pelos argentinos. Na lateral, carece de melhor técncia para marcação.
  • Gil – Estabanado, foi envolvido várias vezes. No lance da expulsão, não restava outra alternativa que não fosse parar Santiago Silva com falta.
  • Leonardo Silva – O melhor da defesa. Lutou muito, rebateu o que pôde.
  • Diego Renan – Quando sobe ao ataque, o problema da marcação é do volante da cobertura. Mas quando está na defesa ele tem de encurtar espaços para o adversário. E este tem sido seu maior defeito. Os adversários têm tempo demais pra pensar, ajeitar o corpo e cruzar. É defeito sanável, mas que não pode esperar a vida inteira pra ser corrigido.
  • Thiago Heleno – Entrou numa fria, com o time completamente batido e jogando apenas pra não levar goleada e se virou como pôde. Não comprometeu.
  • Elicarlos – Lutou muito cainda pelas duas laterais num esforço de cobertura louvável.
  • Henrique – Pelo espírito de luta mais do que pela técnica, foi um dos melhores em campo. Teve o tal espírito de Libertadores que é o de jamais afinar, porém com inteligência, sem querer virar herói a poder de soladas, cotoveladas e rasteiras.
  • Marquinhos Paraná – Tentou jogar com racionalidade tocando a bola pra frear a correria dos locais. Na cobertura da lateral-esquerda, não foi bem sucedido chegando tarde nos lances e deixando Nicolás Cabrera passear na Avenida Diego Renan.
  • Gilberto – Foi expulso aos 2 minutos por imprudência. No lance e na concepção de jogo. Divã, já! 
  • Kleber – Foi a válvula de escape do time ao receber a maior parte das bolas que a defesa e o meio de campo recapturavam. Amarrou o jogo, cavou faltas e tentou provocar a expulsão dos adversários, sem sucesso. Mas também correu risco de ser expulso nessas escaramuças. O conjunto da obra foi favorável, nas circunstâncias.
  • Thiago Ribeiro – Muita dedicação na contenção, pouca eficiência ofensiva.
  • Pedro Ken – Perdido em campo. Lento na marcação e armação, quando foi aoa ataque perdeu bola até pra si mesmo.
  • Adílson Baptista – Preparou bem o time, escalou o melhor que tinha à disposição, mas viu todo trabalho se perder em duas expulsões. Tentou ensebar a partida, segurou dois atacantes até onde pôde, mas quando precisou do banco se estrepou. Pedro Ken fez cair a produção da equipe e Wellington Paulista nada acrescentou aela. No final, reconheceu, ao contrário dos conspiradões, que nem só os erros de arbitragem derrubaram seu time. Houve falhas imperdoáveis de marcação. Mas isto não é da conta dos termocéfalos, que preferem jogar todas as  pedras no juiz. Menos mal que, tendo percebido as falhas de marcação e de cobertura, poderá corrigi-las para extrair de seu limitado elenco performances de bom nível como as da Libertadores passada e também as da segunda metade do Brasileiro. Agora, se continuar perdendo um ou dois jogadores por partida, nem se aprender a anadar sobre as águas consegue botar o time nos trilhos.  
  • Torcida – Pelo menos 200 cruzeirenses compareceram ao estádio de Liniers e se fizeram ouvir, apesar da cantoria desenfreada dos 25 mil torcedores locais.
  • Espírito de Libertadores – Se for entendido como necessidade de distribuir socos e pontapés, será prejudicial, pois os atletas brasileiros não são muito inteligentes nestas práticas. Se for entrega, disposição inteligência tática, visão estratégica, será positivo. Contra o Vélez, houve um pouco de cada item, só que nos momentos errados. Se jogasse melhor no começo e só perdesse a cebeça no fim, o time celeste, provavelmente, teria vencido.  
  • Juiz & Bandeiras – Tecnicamente bom, o apitador falhou na parte disciplinar. Se o critério de expulsão era o lance violento, por imperícia ou dolo, ele deveria ter mandado pro chuveiro Pablo Lima e Cubero. Ele não poupou cartões amarelos para os argentinos, que receberam sete. Mas desses cartões não conseguiu extrair um vermelho, pois os locais tomaram cuidado de se revezar nas faltas. 
  • Vélez Sarsfield – O time de Liniers deixou uma dúvida: joga só isso ou não preciso jogar mais do isso devido à facilidade de enfrentar um adversário com dois atletas a menos? Cabrera, que passeou pela direita, Santiago Silva, que marcou gol e incomodou a bequeira celeste, Somoza, o coração do time, e Moralez, o cérebro, foram os melhores.

Arranjando um pé de briga

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Torcedor não tem compromisso com a racionalidade. Se tivesse, passaria o tempo estudando física ou química e não batendo papo sobre futebol.

Nem brigando com adversários para provar o que os números provam sem discussão: quem é quem, que time é melhor etc.

Para o torcedor do Cruzeiro, basicamente um ciclotímico, temos, ao mesmo tempo, o melhor e o pior time do país. O melhor e o pior treinador. “Normal”, diria o Serginho.

Aqui no PHD, por exemplo, quando digo que o time é bom, mas o elenco é fraco, alguns amigos têm ataques de apoplexia.

Como se fosse algo espantoso um time de baixa arrecadação não ter o melhor que o mercado oferece.

Aos fatos. Mas sem pedradas, por gentileza.

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Leopoldo Moura, um cruzeirense acadêmico

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Este é o Leopoldo Moura Jr., autor de posts instigantes, cruzeirense desde os tempos da Academia Celeste.

  1. Nome, data de nascimento, bairro onde mora: Leopoldo Corrêa Moura Júnior, 26mar56, moro no Sion, em Belo Horizonte, cidade em que nasci.
  2. Família Moura: Meus pais são Leopoldo e Aretusa. Ele trabalhava na Atlantic, antiga empresa de petróleo, onde era representante comercial (na época, chamavam de “viajante”) e ela dona de casa. Entre os meus, os seus e os nossos (meu pai se casou 3 vezes), os irmãos formam um time de vôlei: 4 rapazes e 2 moças.
  3. Escolas: Instituto de Educação, colégios Arnaldo e Logosófico, Universidade Católica (Economia)  e UFMG (Letras e Demografia Econômica na Face/Cedeplar, ambos incompletos).
  4. Trabalho: Sou auditor de tributos da Prefeitura de Belo Horizonte.
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Diogo Lara, cruzeirense racional

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Diogo Lara é um torcedor racional. Embora seja pouco mais que um garoto, pensa e age  como se fosse um sujeito vivido, calejado, experimentado.

Ele aprendeu a conciliar amor pelo clube com capacidade de raciocinar. Não é fácil. Confiram sua trajetória de fanático com olhos bem abertos.

  1. Nome, data de nascimento, cidade onde mora. Diogo Pinto Lara, 25ago82, Belo Horizonte. Moro no Bairro Santa Rosa, em Niterói-RJ.
  2. Nome dos pais e irmãos e o que eles fazem? Ronei, comerciante de veículos, e Cirlene, professora do ensino fundamental. Não tenho irmãos.
  3. Onde vc estudou? Colégio Militar de Belo Horizonte e Escola de Economia da UFMG.
  4. Profissão? Economista. Trabalho no BNDES.
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