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Replay da palhaçada

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Emplumados invadiram CT e ameçaram Marcinho. Corintianos fazem isto quando bem entendem. Flamenguistas deram preleção ao time. Vascaínos fizeram roda de samba com os ídolos. Palmeirenses perseguiram e ameaçaram jogadores nas ruas. Tricolores invadiram as Laranjeiras e soltaram bombas.

Domingo, a Itatiaia anunciou, para o decorrer da semana, protesto das organizadas do Cruzeiro na porta da sede administrativa. No jogo anterior, contra o Vasco, um “representante” da torcida pediu pra “conversar com o time”. A diretoria não aceitou.

Virou palhaçada. Com apoio ou omissão de alguns jornalistas e cartolas. Espero que os dirigentes do Cruzeiro suportem a pressão. E que sejam apoiados por todos os torcedores de bom senso.

Está na hora de dar um basta nisso. Do jeito que está, jogadores e treinadores só terão sossego pra trabalhar quando se inventar um campeonato sem derrotas e empates. Mas como um torneio desses é impossível, teremos o replay da palhaçada a cada novo início de semana.

Em defesa do torcedor organizado

quinta-feira, 3 de agosto de 2006

Tava demorando. Domingo, em São Januário, teve torcedor organizado ligando pros cartolas do Cruzeiro pedindo pra marcar reunião com o time. Segundo Valdir Barbosa, a resposta foi um seco não. Certo. Certíssimo! Tomara que a diretoria mantenha-se firme nesta posição. A menos que alguém descubra onde é que deu certo preleção de torcedor pra comissão técnica e jogadores.

Além disso, seria contra-senso tirar o pobre componente de organizada do batente pra dar jeito no time. Definitivamente, não podemos concordar com isso. Que o torcedor continue levando sua vida de trabalhador e se dedique ao clube somente nos dias de jogos. Nas cadeiras. Quanto aos treinadores e jogadores, que se arranjem sozinhos. Pra isso são muito bem remunerados.

Guardando a boca pra comer farinha na hora certa

quinta-feira, 16 de março de 2006

Nesta véspera de clássico, o presidente permanece na Toca II em tempo integral. A bem da verdade, Alvimar Oliveira Costa mantém um gabinete lá. Ao contrário de outros cartolas do futebol, que só aparecem quando os holofotes estão ligados, Alvimar está sempre ao lado do time profissional. 

Mas a novidade da semana foi a preleção que ele fez aos jogadores. Segundo Edu Dracena, foi uma “conversa de pai pra filho”. Cobrou, incentivou e foi embora sem falar com a imprensa. Enquanto isso, Zezé Perrella caiu no mato. Está em sua fazenda. É outro que também ficou mudo.

Estão certos os Irmãos Perrella. A hora não é de botar lenha na fogueira como alguns irresponsáveis do outro lado estão fazendo. A torcida não precisa ser provocada. Belo Horizonte não é o Rio de Janeiro (acho que nem o Rio é mais o Rio do nosso imaginário) onde provocações mútuas são levadas na brincadeira pelos torcedores. Aqui, qualquer faísca pode fazer explodir o barril de pólvora. O silêncio dos protagonistas do superclássico, portanto, vale ouro.

Voltando aos dirigentes do Cruzeiro. O que eles tinham que fazer já foi feito. Contrataram jogadores de boa qualidade. Pagam em dia. Oferecem condições extraordinárias de trabalho aos profissionais. E cobram. Fazer mais o quê? Nada. Agora, é jogar bola. E isso é com os jogadores.

Ganhar o Mineiro não é obrigação como Alvimar e Zezé já o disseram. Mas, lutar por ele, sim. Com todas as armas. Inclusive o silêncio na hora certa. O mineiro astuto do interior, costuma dizer: “Vou guardar minha boca, pra comer minha farinha”. E é assim que se faz. Ao menos, em Minas.