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Jonas: “Gente, eu e o Rodrigo somos amigos…”

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Pitacos de protagonistas e blogueiros acerca do Cruzeiro 2×2 Grêmio, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro 2010, na Arena do Jacaré, Sete Lagoas, em 25jul10:

  1. André Kfouri, em seu blog: Henrique impediu, duas vezes, a vitória que tiraria o Grêmio da zona do espanto. Como diz o PVC: a Arena, por enquanto, é do Jacaré mesmo. Não é da Raposa e nem do Galo.
  2. Mário Marcos de Souza, em seu blog: Em Sete Lagoas, interior mineiro, o Grêmio ficou tão frustrado com o empate em 2 a 2, em um jogo em que foi melhor, que o vestiário entrou em crise no fim. Segundo relato do repórter André Silva, Jonas e o zagueiro Rodrigo brigaram no vestiário, chegaram a partir para a troca de tapas e tiveram de ser contidos pelo técnico Silas. Silas negou. Para ele, foi apenas uma discussão normal de vestiário, típica de um grupo que luta até o fim pelas vitórias. Em campo, jogando com três zagueiros, o Grêmio dominou o Cruzeiro, esteve sempre em vantagem (Borges e Douglas marcaram), mas cedeu o empate em duas falhas da defesa (Henrique fez os dois de cabeça). No segundo tempo, o Grêmio seguiu melhor. Jonas fez um gol de falta, mas surpreendentemente foi substituído pelo técnico logo depois, deixando o time sem seu melhor atacante. A maior frustração do torcedor do Grêmio certamente foi ver a equipe desperdiçar uma vitória que seria fundamental nesta altura do campeonato. Terá de partir para a recuperação.
  3. Vitor Birner, em seu blog: O 1° tempo em Minas Gerais se desenrolou em ritmo lento. No minuto final, Borges fez 1×0 para os visitantes e ajudou a mudar a história da segunda etapa. O Cruzeiro voltou do vestiário com Sebá, atacante, no lugar do lateral Rômulo. Mostrou mais pegada, empatou antes dos 2 minutos com Henrique, e foi ao ataque tentar a virada. A partida ficou imprevisível. Ambas as equipes criaram oportunidades suficientes para chegarem ao gol. Quem o fez primeiro foi Jonas, pelo Grêmio, aos 34. Henrique igualou o jogo aos 40, premiando a luta da Raposa na etapa final. O Grêmio segue na zona de rebaixamento.
  4. Wianey Carlet, em seu blog: O Grêmio não para de errar: Se não tivesse falhado no final do jogo, o Grêmio teria derrotado o Cruzeiro, voltaria para casa fora da zona da morte e não teria havido a lamentável briga no vestiário, após a partida. Este reprovável acontecimento não deveria ser maquiado por Silas e pelos dirigentes. Nessas ocasiões, melhor é assumir o erro e tomar as providências cabíveis. Victor, mais uma vez, falhou. Tem sido uma rotina. E Silas cometeu a proeza de substituir Jonas quando este acabara de marcar o segundo gol e se constituía em figura de destaque do time. O Grêmio anda mal porque muitos erros estão sendo cometidos. Em todos os níveis. Está na hora de Silas acertar e manter uma escalação e um esquema tático. Nem que seja preciso afastar medalhões que jogam como se estivesse fazendo um favor ao Grêmio.
  5. Valdir Barbosa, gerente de futebol do Cruzeiro: Tivemos uma rápida reunião agora por telefone, o presidente Zezé Perrella, o Dimas Fonseca e eu, e rapidamente o presidente definiu que os nossos dois próximos jogos marcados aqui para a Arena do Jacaré, contra o Prudente e o Vitória-BA, serão disputados em Ipatinga. Já tínhamos confirmado para o Parque do Sabiá Corinthians, Flamengo e Internacional. E a sequência seguinte a gente vai avaliar nesta semana para sabermos onde jogaremos e não estamos descartando definitivamente a Arena do Jacaré. Hoje (domingo), ao meio dia e meia, estávamos acabando de almoçar, e veio a notícia de um acidente na BR-040. Procuramos nos informar, ligamos para a Polícia Rodoviária Federal e para as pessoas do Cruzeiro que estavam transitando para saber como estava a estrada. Os jogadores já estavam no quarto descansando para a palestra e tivemos um corre-corre, chamamos todo mundo para descer e anteciparmos a vinda para Sete Lagoas. Tivemos que buscar uma alternativa, passamos por Pedro Leopoldo, uma estrada que não dá nenhuma segurança para circulação de ônibus, ainda mais em uma velocidade um pouco maior. Duas pistas simples sem acostamento. Você coloca em risco os jogadores do Cruzeiro e as pessoas que transitam nessa estrada. Não se pode praticar futebol profissional sem saber que horas vai ser a preleção, que horas vai sair da Toca da Raposa, se vai chegar a tempo. O pessoal do doping ficou preso. A sorte é que o doping é depois do jogo. E se o trio de arbitragem não estivesse informado e fica preso na BR-040? O Cruzeiro avisou ao Grêmio e eles sairiam pela 040. A coisa está meio complicada.
  6. Cuca, treinador do Cruzeiro: Para um time grande, de estatura competitiva como o Grêmio, o campo irregular torna as coisas mais difíceis para a gente. Acho que o placar foi justo, até pelo que as duas equipes fizeram em campo. O Grêmio por uma parte e nós pela busca do resultado até o final. Não sou de chorar, mas nos fizeram muita falta alguns jogadores. Nós tentamos uma estratégia no primeiro tempo com o Jonathan no meio e não deu. Antes do intervalo passamos ele para o lado do campo e o Rômulo por dentro, e também não surtiu efeito. Quando tomamos o gol e fomos para o vestiário, tínhamos que voltar e empatar em cinco, dez minutos, senão não empataríamos mais. Pusemos um atacante na direita, o Sebá, um na esquerda, o Thiago, e fizemos um 4-3-3. O Grêmio não conseguiu encaixar a marcação e nós fizemos o gol. Estávamos melhor, até tomar o gol. Aí tivemos que nos superar e buscar o empate na base da raça, com a cabeçada do Henrique. Pelo que foi o jogo, o empate não foi um mau resultado. No segundo tempo nós tivemos uma atitude diferenciada. Temos ter essa atitude desde o começo. Nós buscamos o resultado com os meninos jogando, o Reina, o Sebá, o Fabinho improvisado na zaga e muito bem por sinal. A gente tem que analisar o jogo, ver o que pode melhorar para o futuro. Tudo está em aberto, podemos melhorar muitas coisas.
  7. Henrique, volante do Cruzeiro: Nunca tinha marcado dois gols em uma mesma partida como profissional, só na base. E também faltava um gol de cabeça na minha carreira. Felizmente acabei marcando dois desta vez. Isso é trabalho, o Cuca me posicionou bem. É trabalho, dedicação e fico muito feliz por conquistar isso, por ajudar a equipe. Fico chateado em ficar de fora do clássico, que é muito importante para as duas equipes. A gente vem há três anos jogando contra o Atlético-MG, tendo vitórias contra eles. Mas, por outro lado, fico tranqüilo porque nosso elenco está bem servido e quem entrar, com certeza vai dar conta do recado e vai ajudar o Cruzeiro a buscar a vitória, que é o mais importante.
  8. Jonathan, lateral-direito do Cruzeiro: Aqui já deu. Isso vai beneficiar os outros times. Foi assim contra o Goiás, foi assim hoje. A nossa equipe é muito técnica, precisa de espaço para jogar. Todas as vezes que o Cruzeiro joga num campo menor, nós temos dificuldades, porque são jogadores leves e rápidos e, às vezes, não temos tempo de fazer isso. Ainda mais com o gramado do jeito que está, a bola quica muito. A minha é a (camisa) 2. O Cuca percebeu isso logo no início do 1º tempo, eu estava meio perdido. Não posso dizer nunca, já joguei por essa função, mas fiquei um pouco perdido. Não estou acostumado com o Rômulo, a gente tem de ter entrosamento melhor, mas a minha preferência é a lateral direita, sem dúvida nenhuma.
  9. Cláudio Caçapa, beque do Cruzeiro: É o que nós temos. A gente queria jogar no Mineirão. Mas não dá para culpar o campo. Nós não fizemos um bom jogo. Nosso time é de toque de bola. Nós não conseguimos trocar passes.
  10. Thiago Ribeiro, atacante do Cruzeiro: Sem dúvida, no 2º tempo, se a gente não fez aquele jogo tecnicamente bom, a gente voltou com mais pegada, mais vibração, encurtando os espaços do Grêmio, na base da garra, da determinação. Quando não dá na técnica, tem que ir na raça. As duas vezes em que a gente buscou o empate, foi na base da raça, corremos atrás e conseguimos ao menos o empate. A gente esperava vencer, não importa o placar. Na medida do possível, a gente procurou se superar. Conseguimos o empate, que não foi o resultado que a gente gostaria, mas melhor somar um ponto do que nada. No todo, acho que nossa equipe não foi bem. Coincidência ou não, nos dois jogos (Goiás e Grêmio) nesse campo, a apresentação nossa não foi tão boa. Não é porque empatou. Contra o Goiás, a gente já tinha alertado. Não podemos usar como desculpa, porque o campo é ruim para os dois lados. Os jogadores do Grêmio a todo momento reclamaram do campo. Nesse estádio, não tem condição de acontecer esse tipo de jogo.
  11. Jonas, atacante do Grêmio: Gente, eu e o Rodrigo somos amigos, eu nunca tinha trabalhado com ele, é a primeira vez. Não tem nem o que falar dele porque a gente brinca muito. Não houve nada, só houve discussão e não só eu e ele, mas todo o elenco. Não queríamos tomar um gol no final do jogo e também houve discussão sobre a arbitragem. Não podemos brigar entre nós, mas sim com os adversários.
  12. Rodrigo, beque do Grêmio: Não aconteceu nada, eu não sei nem o que colocaram. Estão falando que discutimos, mas isso é uma coisa de jogo. A gente está vendo que todos os jogos estamos sendo prejudicados e ninguém faz nada. Se houvesse agressão não se chegaria a lugar nenhum. Se tiver brigando e nessa situação estaríamos acabados. Não houve nada, discutimos situações de jogo e a questão da arbitragem.
  13. Borges, atacante do Grêmio: O gol saiu em um momento importante e espero que a gente saia dessa situação. O campo está muito ruim, com o gramado ondulado e está difícil ficar tabelando. A gente tem que jogar sério para sair com o resultado. Não teve nada de agressão. O que aconteceu é que nós jogadores saímos muito chateados com a arbitragem. E fica complicado para nós jogadores falarmos sobre isso, tem que deixar para a diretoria. E quando se trabalha igual estamos fazendo e os resultados não saem, a gente fica muito irritado. Estávamos conversando entre a gente, e essas cobranças tem que existir. Nós corremos, conseguimos fazer dois gols e merecíamos sair com a vitória. Mas tem também o detalhe do campo, que é horrível e fica difícil tocar a bola. Acho que o Grêmio encontrou uma forma boa de jogar fora de casa e vamos evoluir.
  14. Silas, treinador do Grêmio: É normal os jogadores discutirem após o jogo. Não aconteceu nada demais, todos estavam de cabeça quente, mas é natural devido ao resultado do jogo. Não teve nada disso. Foi uma discussão normal no vestiário e vocês (da imprensa) estão querendo criar uma notícia que não existe. O que aconteceu foi uma cobrança mútua entre os jogadores, que já aconteceu outras vezes. A diferença é que essa vocês (da imprensa) viram. – Nunca tive problemas com arbitragem. Fui expulso porque estava conversando com o trio de arbitragem, como sempre faço. Mas desta vez ele me expulsou. O Grêmio é muito grande, e não pode haver isso que aconteceu aqui hoje. O jogo foi muito difícil, contra um adversário qualificado. E acho que a questão do gramado não tem nada a ver. Os jogadores dos dois times brigaram pela bola, e dentro de campo a partida foi muito boa e disputada.
  15. Luiz Onofre Meira, assessor de futebol do Grêmio: Considero absolutamente normal. Os jogadores estão juntos e todos mostram que houve somente um desentendimento sem nenhum agravante. Eu já vi muitas vezes isso acontecer, não só aqui no Grêmio. É normal, o que prevalece é que há indignação pelo resultado e a situação que vivemos.
  16. Duda Kroeff, presidente do Grêmio: Não tem nada de anormal, vi isso acontecer umas 300 vezes no futebol. É bom e positivo. Há uma indignação muito grande por tomar um gol no final. É o que achamos que estava faltando, mas ficou provado que não está.
  17. Arísio França, no PHD: Eram previsíveis as dificuldades que o Cruzeiro teria na armação de jogadas com a ausência do Gilberto e a falta de um substituto. Acho que o Cuca até acertou ao apostar no Jonathan. Como não funcionou, além da atuação ridícula do Robert mais a jornada pouco inspirada do Thiago Ribeiro o time fui uma nulidade no campo ofensivo. Os gols premiaram toda a vontade e raça do Henrique. Fará muita falta no clássico.
  18. Edenílson Marra, no PHD: Fui de novo à Arena do Jacaré. O 10 do Grêmio, Douglas, joga muito. Foi o melhor gremista em campo. Entre os cruzeirenses, o melhor foi Henrique disparado. Robert tem muita disposição e pouca técnica. Reina me surpreendeu. Pode ser trabalhado pra se tornar uma opção para o time. Everton começou bem, depois, sumiu. Rômulo e Jonathan bateram cabeça no 1º tempo. Depois que voltou para lateral, o Jonathan melhorou.
  19. Naldo Morato, no PHD: Ótimo resultado este empate com Grêmio, principamente, porque estivemos por duas vezes atrás no placar. Não podemos esperar muito de um time que tem carências na zaga, na armação e no ataque. Fabinho na zaga, Everton de armador, Jonathan no meio campo e Robert no ataque. Robert consegue ser pior que o WP, mas é injusto cobrar muito dele com um time sem armação, em que a bola pouco chega ao ataque. O time ressente muito dos jogadores ausentes. E os reforços ainda não estão a disposição. No curto prazo, a coisa vai ser muito complicada. E o Reina parece que tem habilidade, mas está sendo improdutivo. Vamos ver se com o tempo, melhora.
  20. Bruno Barros, no PHD: Henrique jogou por ele e mais dez. Fez uma de suas melhores atuações com a camisa do Cruzeiro. Marcou, passou, chegou e fez gol. Sem dúvida, vai receber nota dez na Bola de Prata. Mas tomara que ele não seja convocado, pelo menos agora enquanto a janela tá aberta. Depois, não só pode como deve. Nesses 3 últimos jogos ele arrebentou. Jogou demais. Faz tempo que eu não via uma situação assim: todo mundo jogando mal desde o início e o Henrique muito bem o tempo todo. Eles carregou o time nas costas. Bateu escanteio e correu pra cabecear. Impressionante.

Problema de hora e lugar

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Vida de blogueiro não é mole. O sujeito trabalha de graça e ainda tem que ler tolices e desaforos. E receber cobranças descabidas.

Hoje, ao abrir o antispam, encontrei o protesto de um comentarista se dizendo sob sensura (sic) há mais de seis horas “só porque falo a verdade”.

Certamente (ou seria sertamente?) o cidadão imagina que o blogueiro tem de ficar à disposição dele pra evitar qualquer atraso na publicação de suas gotas diárias de sabedoria.

Dizia Billy Blanco: “O que dá pra rir dá pra chorar / Questão só de peso e medida / Problema de hora e lugar /Mas tudo são coisas da vida” 

Pra levar esta vida de blogueiro, só rindo pra não chorar. Ou definindo pesos e medidas sem medo de errar.

Lamentável é não conseguir evitar que todos os comentários do Rosan, da Beth e do Olivieri caiam no antispam.

Eles são cruzeirenses provados e comprovados. Mas, por algum motivo que desconheço, o programa os persegue. Quando estou próximo, libero.

Outro perseguido pelo Hal é o Geniba. Neste acaso, o próprio comentarista sabe, como sabia John Klute, que o “passado o condena”. Passado de comentarista radical, obviamente.

Mesmo assim, estando conectado, eu o libero seus comentários. Como libero os pitacos de atleticanos, flamenguistas, gremistas, anticruzeirenses e até de hienas, quando escritos com o mínimo de respeito.

O que o blogueiro não vai mais é se preocupar com queixas e reclamações de provocadores. Estes, ao contrário dos termocéfalos, são mansos, lânguidos, suaves, mas ainda assim deletérios.

Entulham propositalmente o blog com posts monocórdios, repetitivos, aparentemente burros, mas, na essência, maldosos, destinados a minar o ânimo dos participantes.

Pra essa galera, a blogosfera tem uma pá de links interessantes. A começar pelo Granma. Tchau e boa navegação.

Outro tipo enjoado é o sujeito que acusa, difama e ofende jornalistas, cartolas, treinadores e jogadores com o argumento de que são pessoas públicas.

Quem quiser apodar, desafiar ou brigar com as figuras públicas, que o faça pessoalmente. Aqui, não.

Cruzeirense também não servirá de pasto pra hienas neste blog.

Adílson Baptista, por exemplo, que honrou o clube como jogador, treinador e torcedor não será ofendido no PHD. Ponto.

Deixem o sujeito seguir sua vida em paz. Ontem, na Turma do Bate-bola, Emanuel Carneiro deu uma catracada pública no presidente Zezé Perrela, que ouviu a preleção anti-Adílson humildemente.

O ex-treinador fez o que achou melhor para o Cruzeiro. E, nesse melhor, está o imperdoável (pros atleticanos com ou sem microfones) duplo 5×0 sobre o rival citadino.

A rádia podia deixá-lo em paz. Ele está na história, não mais à beira do gramado. Provocadores teleguiados também deviam esquecer Adílson e gastar seu latim com o novo treiandor.

Se não for possível, podem procurar outra freguesia pra cantar.

Crítica técnica, tudo bem. Esculacho, não. Adílson Baptista, ao contrário das hienas, é Sócio do Futebol cruzeirense. E tem 4 títulos mineiros e 2 supercopas.

Por isto e por defender incondicionalmente o Cruzeiro, ele será sempre respeitado no PHD.

Quanto aos cruzeirenses que têm comentários retidos, só posso lhes pedir desculpas. E contar com a ajuda do webmaster pra solucionar o problema.

Aos provocadores, repito, aconselho navegação pelos sites e blogs de cruzeirenses, todos melhores do que o PHD, listados na coluna ao lado.

Democrata 3×1 Cruzeiro: Catadão levou passeio

domingo, 28 de março de 2010

Em 1º lugar om 24 pontos, Cruzeiro jogará um time reserva, pois sete titulares forçaram o 3º cartão amarelo na partida ontra o América de Teófilo Otoni.

Fernandinho, recuperado de lesão, que o afastou sete meses das canchas estará no banco de reservas. 

Fabrício, que estreou nesta temporada na última quarta-feira contra o Deportivo Itália dever começar jogando.

No 3º lugar com 20 pontos, o Democrata só perde para o Ipatinga no saldo de gols. 

Se ganhar, garante a 3ª colocação, e dependendo do resultado dos jogos de Ipatinga e Atlético-MG, pode evitar o confronto com os grandes nas próximas fases.

Lances + importantes do 1º tempo

  • 16h03 – Começa o jogo. Cruzeiro todo de azul defende gol à direita das tribunas, Democrata todo de branco.
  • 02 – Wanderson fez boa jogada pela esquerda e chuta cruzado, Rafael Monteiro defende, Eraldo apanha o rebote e chuta pra fora.
  • 06 – Kieza recebe de Bernardo e chuta forte, rasteiro, da entrada da área. A bola entra no canto direito do arco valadarense. Cruzeiro 1×0.
  • 09 – Eraldo recebe lançamento longo, mas comete falta em Caçapa ao tentar concluir.
  • 15 – Alex chuta da intermediária, bola passa por cima do travessão.
  • 16 – Sandro Manoel chuta da entrada da área, bola bate em Caçapa, Rafael Monteiro defende.
  • 17 – Alex cobra escanteio pela direita, Sandro Manoel cabeceia defesa afasta.
  • 18 – Magal cruza da esqeurda, Eraldo sobe mais que Caçapa e Magalhães e cabeceia com perigo, por cima do travessão.
  • 19 – Wanderson chuta de fora da área, por cima do travessão.
  • 20 – Democrata pressiona. Cruzeiro cede espaços para cruzamentos laterais.
  • 21 – Marcos cruza da direita, Gil comete falta ao tentar concluir de cabeça.
  • 22 – Eli Tadeu desarma Magalhães, avança pela direita e cruza, Rafael Monteiro tira de soco, defesa espana.
  • 23 – Eli Tadeu cruza da direita, Fabrício se antecipa a Eraldo e cede e escanteio. Eli cobra, Mateus cabeceia pra fora.
  • 24 – Juiz aplica cartão amarelo em Rafael Monteiro por atrasar a reposição de bola.
  • 25 – Alex cobra escanteio pela direita, Rafael Monteiro corta.
  • 25 – Kieza lança Camilo que passa a Wellington Paulista, Centroavante é desarmado na ponta-esquerda.
  • 27 – Eli Tadeu entra driblando na área e passa a Eraldo, que comete falta em Caçapa e estraga o lance ofensivo democratense.
  • 28 – Juiz pára a partida para jogadores beberem água.
  • 30 – Após 2 minutos de descanso e preleção dos treinadores, recomeça a partida.
  • 31 – Magalhães cruza da esquerda, defesa cede escanteio. Bernardo cobra, defesa espana, Magalhães fica com rebote e chuta. Outro escanteio, que Bernardo cobra, muito aberto, sem perigo.
  • 37 – Bernardo avança pela direita, rola pra Marcos, que solta uma bomba no travessão.
  • 41 – Marcel chuta de fora da área, rasteiro. Rafael Monteiro defende com dificuldade.
  • 42 – Juiz adverte banco do Democrata que não para de reclamar.
  • 44 – Bernardo cobra falta frontal, bola explode na barreira.
  • 46 – Lúcio comete falta em Wellington Paulista e Camilo e recebe cartão amarelo.
  • 47 – Fabrício chuta rasteiro de fora da área, bola fica na rede, à esquerda de Bruno, pelo lado de fora.
  • 49 – Fim de primeiro tempo.
  • Kieza: ”Fiz uma boa jogada com o Bernardo e marquei o gol. Estou feliz pela oportunidade de jogar.”

Lances + importantes do 2º tempo

  • 17h06 – Começa o 2º tempo.
  • 00 – Fernandinho substitui Fabrício e joga como volante. Democrata volta sem alterações.
  • 01 – Alex Santos desarma Fernandinho e chuta alto, de fora da área. Rafael Monteiro tenta desviar, mas não consegue e a bola vai pra rede. Democrata 1×1.
  • 03 – Magal cruza da esquerda e cruza. Eraldo comete falta em Magalhães dentro da área.
  • 05 – Kieza e Dudu Araxá se chocam e ficam caídos no meio de campo.
  • 06 – Marcos é desramado na ponta direita por Dudu Araxá, que inicia contra-ataque com Eli Tadeu.
  • 07 – Wanderson recebe cruzamento da direita e coloca Eli Tadeu na cara do gol com uma puxeta. O chute cruzado, sai rasteiro e a bola sai pela linha de fundo com perigo pro arco celeste.
  • 08 – Wellington Paulista reclama de falta marcada e recebe cartão amarelo.
  • 09 – Marcos cruza, Bernardo recebe dentro da área, aplica corte no beque, mas é desarmado por Mateus.
  • 10 – Wanderson recebe na área e chuta cruzado, Rafael desvia, bola sai à sua direita para escanteio.
  • 11 – Magal cruza da esquerda, Eraldo comete falta em Rafael Monteiro.
  • 12 – Magal cruza da esquerda, Gil se antecipa a Eraldo e corta. Anderson cruza, Caçapa corta.
  • 13 – Sandro Manoel chuta de fora da área, com a direita, bola sai à direita de Rafael.
  • 15 – Dudu substitui Bernardo.
  • 16 – Eraldo recebe cruzamento e ajeita de cabeça para Anderson. Camilo fica com a bola, mas é desarmado por Wanderson, que chuta forte, sem chance de defesa para Rafael Monteiro. Democrata 2×1.
  • 19 – Eraldo cai na meia lua e pede falta. Alício Pena Jr. manda seguir o jogo.
  • 21 – Fernandinho lança bola sobre a área, Bruno corta.
  • 22 – Caçapa chuta, Mateus cede escanteio. Saulo substitui Marcel.
  • 23 – Dudu cobra escanteio pela direita, Kieza cabeceia por cima do travessão.
  • 24 – Eli Tadeu entra na área driblando e serve Eraldo, que chuta em cima de Gil.
  • 25 – Alex cruza da esquerda, Rafael Monteiro defende pelo alto. Anderson Lessa substitui Camilo.
  • 26 – Alex Santos lança Eraldo que, da entrada da área chuta alto, por cima do travessão.
  • 27 – Alex Santos cruza da direita, Caçapa corta na entrada da pequena área.
  • 28 – Beto substitui Wanderson.
  • 29 – Sem jogar há sete meses, Fernandinho está caindo sozinho em campo. Democrata domina jogando em velocidade e explorando as laterais.
  • 30 – Anderson Lessa chuta, Bruno defende, Wellington Paulista reclama pênalti alegando toque de mão do beque.
  • 31 – Gil tenta lançar Anderson Lessa, bola sai pela linha de fundo.
  • 33 – Magalhães e Dudu tentam jogadas pela esquerda. Ambos são desarmados pela defesa.
  • 34 – Rafael Monteiro defende bola cruzada, pelo alto.
  • 35 – Eli Tadeu cruza da direita, Dudu corta na entrada da área celeste.
  • 36 – Dudu lança Wellington Paulista, que dribla goleiro Bruno, mas conclui pela linha de fundo.
  • 37 – Celinho substitui Eli Tadeu. Magalhães tabela com Dudu, mas sai com a bola pela linha de fundo.
  • 38 – Sandro Manoel tenta lança Eraldo, Caçapa corta e puxa o contra-ataque, mas erra passe no meio de campo.
  • 39 – Celinho recebe livre dentro da área, chuta por cima de Rafael Monteiro, antes da chegada de Marcos. Democrata 3×1.
  • 40 – Fernandinho cobra falta de fora da área, bola acerta barreira e sobra para Uchoa que chuta forte pra fora.
  • 41 – Torcida do democrata canta e debocha do time celeste.
  • 42 – Fernandinho cobra escanteio pela esquerda, Lúcio corta de cabeça. Fernandinho volta a cruza, Saulo corta.
  • 43 – Democrata toca bola, torcida grita “Olé!”
  • 44 – Eraldo cruza da esquerda, Gil corta, torcida vaia centroavante, que é artilheiro do campeonato.
  • 46 – Dudu é derrubado na meia lua. Falta perigosa. Beto atrapalha cobrança e recebe cartão amarelo. Fernandinho respira 36 vezes, corre e bate na barreira bisonhamente.
  • 48 – Dudu cobra escanteio pela esquerda, defesa afasta.
  • 49 – Acaba o chocolate. Fim de jogo. Após um 1º tempo equilibrado, Catadão deu vexame e tomou passeio no 2º. Apesar da derrota, Cruzeiro termina em 1º lugar na fase classificatória e jogará com a vantagem de poder empatar duas vezes contra o Villa Nova para seguir adiante no torneio.
  • Celinho: “Cada vez que o professor dá oportunidade, tento aproveitar. Agora, vamos ver se jogamos em casa na próxima fase pra aproveitar a força desta torcida.”
  • Fernandinho: “Infelizmente, tomamos gols infantis, pois vários jogadores estão sem ritmo de jogo.” 

Democrata-GV 3×1 Cruzeiro, domingo, 28mar10, 16h, José Mammoud Abbas, Governador Valadares, 11ª rodada do Campeonato Mineiro 2010 – Transmissão: PFC (pague-pra-ver) – Público: – Renda: – Juiz: Alício Pena Júnior (MG) – Bandeiras: Marcus Vinícius Gomes (MG) e Junior Antonio da Silva (MG) – Amarelos: Rafael, Wellington Paulista, Magalhães (Cru); Marcel, Lúcio (Dem) – Gols: Kieza, 6 min. do 1º tempo; Alex Santos, 1, Wanderson, 16, Celinho, 38 do 2º – Democrata-GV: Bruno; Alex Santos, Lúcio, Matheus, Magal; Dudu Araxá, Sandro Manoel, Marcel (Saulo) e Wanderson (Beto); Ely Thadeu (Celinho) e Eraldo. Tec: Moacir Júnior / Cruzeiro: Rafael Monteiro; Marcos Martins, Gil, Cláudio Caçapa e Magalhães; Uchoa, Fabrício (Fernandinho), Camilo (Anderson Lessa) e Bernardo (Dudu); Kieza e Wellington Paulista. Tec: Adílson Baptista – Histórico – Desde 16fev50, quando empataram (1×1) num amistoso em Governador Valadares, Cruzeiro e Democrata já se enfrentaram 56 vezes. O Cruzeiro venceu 35, empatou 15, perdeu 6, marcou 113, levou 38 gols. Pelo Campeonato Mineiro, foram 47 jogos com 29 vitórias, 13 empates e 5 derrotas do Cruzeiro, que marcou 91 gols e levou 32. Os dois clubes jamais decidiram um título entre si.

O jogo começa nos vestiários

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Caro amigo Jorge Santana,

Já no clima do jogão entre Cruzeiro e São Paulo, pela Libertadores, gostaria de fazer alguns comentários e bater um papo com os amigos do blog PHD.

A experiência de ex-jogador de futebol me diz que uma boa palestra no vestiário pode fazer a diferença. E o Adilson sabe como motivar o grupo, pois foi um bom atleta e é um treinador determinado.

Depois da preleção, aí, sim, a bola fica com os jogadores.

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Adílson Baptista, ainda um aprendiz

sábado, 10 de maio de 2008

Silvério Cândido

Passada a desclassificação para o experiente Boca Juniores na Libertadores, o Cruzeiro entra em outra competição importante, o Campeonato Brasileiro. E quais são as expectativos de seu torcedor com relação ao desempenho do time e dode seu treinador?

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Leo e Apodi superaram as expectativas

quarta-feira, 19 de março de 2008

Atuações dos celestes no Caracas 1 x 1 Cruzeiro:

  • Adílson Baptista – Com Thiago Heleno e Marcel machucados no banco, restava Domingues para qualquer eventualidade. Para não gastar seu reserva estratégico, teve de mudar o time só com a preleção do intervalo. Deu certo e ele salvou um ponto precioso.
  • Torcida – Segundo o Othon Gervásio, um componente da TFC residentre no Laos, de passagem por Caracas, convocou mais 3 cruzeirenses locais pra empurrar o time no Olímpico. A TV não mostrou, mas vale o registro de que, onde quer que jogue, o Cruzeiro jamais estará sozinho. Em Beagá, a Celeste manifestou-se com moderação soltando alguns foguetes no gol de empate.

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24ª do Brasileiro: Pé-de-coelho salvou Ceni

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Foram 27 gols, média de 2,7 por jogo.

O público foi de 117.669 (15.000 do Governo PE, ou seja, 13%). Média de 11.767 por jogo.

Havia 472.500 lugares disponíveis nos estádios. A ocupação foi de 25%.

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Juventude 1 x 0 Cruzeiro: O mais inteligente venceu

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Pré-jogo

No turno, quando passava por seu pior momento na competição, o Cruzeiro perdeu para o Juventude em Belo Horizonte. Se tivesse feito o dever de casa, hoje, um empate seria aceitável. Como não fez, tem que vencer. Para a manter-se na disputa pelo título, os 3 pontos são obrigatórios. Para a vaga na Libertadores, essenciais.

A situação lembra uma preleção do treinador Evaristo Macedo antes de um jogo do Corínthians. Após alguns minutos tentando explicar o que seus jogadores deviam fazer pra vencer a Matonense, ele perdeu a paciência e chutou o balde: “Querem saber de uma coisa? Vão lá e tratem de vencer porque preleção pra jogar contra um time desses é besteira!”

Com todo respeito, Papada, mas com esse time que vocês entraram no torneio, as palavras do irascível Evaristo servem como luva.

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O adversário sabe que é fácil

domingo, 10 de junho de 2007

Jogo perigoso. Vem aí mais uma retranca. Se não marcar um gol logo no início, time e torcida do Cruzeiro terão de saber manejar a situação com critério. A torcida, obviamente, não deve vaiar ao menor sinal de contratempo e o time não deve abrir a defesa e oferecer espaços caso a situação se complique durante a partida. 

Parece óbvio, mas não é. Por trás de cada derrota do Cruzeiro no Mineirão, está a ansiedade do torcedor e do jogador celeste. E não há preleção que dê jeito. Dentro de campo é que se resolve a questão.

Araújo e Roni, únicos com alguma quilometragem no futebol, precisarão controlar o ímpeto da garotada para evitar açodamentos desnecessários. E, nas arquibancadas, TFC e Máfia devem se unir no esforço de empurrar o time. 

O jogo

O Cruzeiro começou bem. Tomou conta do jogo durante meia hora. Marcou um gol, perdeu dois e caiu no joguinho habitual. Começou a parar em campo. Charles, que nas partidas anteriores era um volante de contenção que saia apenas na boa adiantou-se para jogar como meia armador. Não conseguiu. Não viu a cor da bola. Domingues foi outra nulidade. No período em que o Cruzeiro jogou, a forte marcação de Paulinho e Ramires e as tabelas entre Araújo e Roni foi o que time apresentou de bom.

Mas o que era previsível, o que todo mundo sabe que vai acontecer em qualquer partida do Cruzeiro no Mineirão não demorou. A partir dos 30 minutos, o time se desconcentrou, abriu espaços e afrouxou a marcação. E, como sempre, entregou o jogo.

O segredo? O de sempre. O adversário conhece o time do Cruzeiro melhor do que treinador, cartolas e torcedores celestes. No final do jogo, o atacante Da Silva explicou: “A gente não se preocupou depois que tomou o gol porque sabia que ia marcar e, depois, a torcida ia vaiar.” 

O Juventude sabia. Qualquer um sabe como vencer o Cruzeiro no Mineirão. Basta ter calma e esperar para colher os gols oferecidos pelo time celeste.  

Marcar gols no Cruzeiro é extremamente fácil. O adversário pode escolher: de bola parada, de cabeça ou em cruzamentos buscando a entrada da área onde não há marcação. E, se nada disso funcionar, o goleiro de plantão conserta a incompetência do adversário tomado um frango.

Hoje, o Juventude ganhou os três prêmios concedidos pelo Cruzeiro. Aproveitou-se da cratera defensiva na entrada da área, marcou de escanteio e arrematou o placar num frango do goleiro Gatti. Foi o suficiente. Mas, se precisasse, marcaria outros gols.

O Cruzeiro ainda pode escapar do rebaixamento. Não será fácil. Em primeiro lugar é preciso admitir que o time atual é pequeno. Minúsculo até. O clube é grande, mas o time tem nível de 2ª divisão. Nessas circunstâncias, é fundamental marcar, marcar e marcar com 3 ou 4 volantes o tempo todo. Dentro ou fora do Mineirão. E se o bando de volantes conseguir recupaerar alguma bola, nada de carregá-la. É tratar de esticá-la para os atacantes e continuar lá atrás torcendo para que algo aconteça no ataque.

Se insistir em jogar frouxamente, DJ não chega à 10ª rodada. E o treinador que o substituir, talvez não tenha tempo para montar um time capaz de conseguir os 41 pontos mais importantes da história do clube.

É hora de juízo. Esse time não pode atacar em massa. Seus laterais não podem ultrapassar a linha de meio de campo. Seus volantes não podem sair da frente dos zagueiros. É tomar a bola e chutar pra frente. Pro mato. Pra onde o nariz apontar. Tentar jogar é que não pode. Ao menos com os domingues, felipes, marianos, jonathans e congêneres.

Cruzeiro 2 x 3 Juventude, domingo, 10jun07, 18h10, Mineirão, 5ª rodada do Brasileiro 2007 – Público: 8.038 pagantes – Renda: R$111.872,50 – Juiz: José Henrique de Carvalho (SP) – Bandeiras: Marinaldo Silvério (SP) e Carlos Augusto Nogueira Júnior (SP) – Amarelos: Beto e Leonardo Silva (Juv); Ramires, Mariano e Thiago Heleno (Cru) – Gols: Roni, aos 19, Beto, 37, e Marcão, 40, no 1º tempo; Éber, aos 36, e Roni, 44, do 2º tempo – Cruzeiro: Gatti, Mariano, Luizão, Thiago Heleno e Jonathan; Paulinho Dias, Ramires (Maicosuel), Charles (Fellype Gabriel) e Leandro Domingues (Rômulo); Roni e Araújo. Tec: Dorival Júnior / Juventude: Michel Alves; Barão, Leonardo Silva, Cedrola e Márcio Azevedo (Ricardo); Marcão, Lauro, Beto e Bruno (Ivo); Michel e Da Silva (Éber). Tec: Flávio Campos. – Histórico – Cruzeiro e Juventude jogaram 22 partidas. O Cruzeiro venceu 12, empatou 5 e perdeu 5; marcou 33 e levou 16 gols. Nas 17 partidas pelo Brasileiro, o Cruzeiro venceu 9, empatou 4 e perdeu 4; marcou 24 e levou 12 gols.

Sejam Schumacher!

quarta-feira, 25 de outubro de 2006

Acompanho a Fórmula 1 desde os tempos em que Emerson Fittipaldi guiva a Lotus. Meu interesse, porém, jamais foi suficiente pra assistir a voltas e mais voltas de baratinhas (era como, no meu tempo de criança, as pessoas chamavam os carros de corrida) num autódromo. Acho que minha última corrida, ao vivo, foi nos Anos 60, em volta do Mineirão. Piquet ainda corria de Fusca. Vavá ainda era titular na bequeira do Cruzeiro!

Pois bem, desta vez me animei. Pelo convite do meu filho, Pedro,e pela despedida do Schumacher. E, depois de tudo, só espero viver o suficiente pra contar tudo a meus netos: eu vi o maior piloto de todos os tempos correr. E como ele correu! No sábado, parecia que a pole seria mais fácil que enfiar faca na manteiga. Mas o carro quebrou.

No domingo, fomos pra Interlagos sem saber se ele sairia em 10º com  motor pouco confiável e carro pesado ou em 20º com motor zero e carro leve, Sabíamos, contudo, que com o sapateiro (o alemão schumacher equivale ao inglês shoe maker etc) fazendo jus a nome, iria “sentar a bota” qualquer que fosse a escolha. Correr, seja lá por que objetivo for, é sua vocação.

Apesar da expectativa, o que e tinha como mais certo era trânsito lento, fila pra entrar, sol ou a chuva na cabeça durante 4 horas ou mais e saída caótica. Não aocnteceu nada disso e, pra dizer a verdade, se tivesse acontecido tudo isso, ainda assim, teria valido a pena. Quanto acende-se a luz verde e as “baratinhas” disparam, a adrenalina acompanha o ritmo. Não dá pra não se emocionar.

E com o alemão na pista, nem mesmo a um alemão se permitiria não se emocionar. O cara partiu pra cima dos rivais sem muito cálculo, sem medir consqüências. Com duas voltas, quatro adversários, que largaram à sua frente, já comiam poeira. Mas o pneu furou e o heptacampeão teve que se recolher aos boxes.

Qualquer um teria ido pra casa. Não havia mais campeonato a disputar. Mas o cara voltou. E o resto, vocês viram, com certeza, o resto é pura história: 14 ultrapassagens e luta, muita luta, não mais pelo impossível título, mas por um mero lugar no pódio.

Não deu pódio. Mas sobrou lição de vida, de competitividade. Massa venceu com talento, Alonso foi campeão, mas o nome do dia foi Michael Schumacher, um cara que alia talento à garra. Um gênio absoluto que só os mais mesquinhos insistem em não reconhecer. Um cara que jamais sairá do meu cadernino dos intocáveis.

Fosse dirigente do Cruzeiro, eu convocaria o time para preleção e não diria uma palavra. Exibiria o teipe da corrida de Interlagos. Com todo seu talento, com toda sua história, Michael lutou como se estivesse decidindo o único título de sua vida, como se fosse o primeiro, como se fosse oportunidade única na vida. Questão de respeito à própria biografia, ao público, ao esporte, vá lá, aos negócios, mas, sobretudo, à vida.

Não seria oportuna lição pra jogadores que ainda estão em busca de uma nota no rodapé da página da história do futebol? Mesmo que a Libertadores pareça impossível, por que não brigar, jogo a jogo, por vitórias e deixar para o fim do campeonato, e só pra lá, a decisão sobre o destino do time? Se não der pódio, ao menos, a luta renderá a todos eles o respeito da torcida. 

Ao menos na alma, sejam Shumacher, caras!