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Moto Club vai hibernar

sábado, 28 de agosto de 2010

O Moto Club de São Luís pediu licença por tempo indeterminado à Federação Maranhese de Futebol e desativou seu time profissional.

E lá se vai mais um grande do futebol brasileiro. E lá se vão os clássicos contra o Sampaio Correia, que colocavam 70 mil pessoas no Castelão, em São Luís.

Os idiotas da objetividade dirão que o episódio é fruto da incompetência dos cartolas rubronegros. Simplismo.

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Dançando com a sogra

segunda-feira, 12 de julho de 2010

A Espanha foi campeã. Mas existe Espanha? Galegos, bascos, valencianos e catalães responderão sim. 

E que é um país vizinho pelo qual não sentem a menor simpatia.

E este país campeão tem mais jogadores do Barcelona do que de seus clubes tradicionais. Joga à moda de um time estrangeiro, portanto.

Um time que, de tão rico, pode contratar os melhores jogadores do mundo pra fazer rodinha de bobo, a preferência dos ricos e perdulários catalães.

A Espanha não joga nem deixa jogar. Ao longo da Copa, fez um gol a cada 82,5 minutos. Um porre.

Dançar com a sogra em bodas de ouro é mais excitante.

A seu modo, os holandeses aceitaram a proposta barcelonista. Desceram a borduna em quem não queria jogar.

Resultado disto foi a final com maior número de cartões e passes errados da história.

Com a obrigação de vender o peixe dos patrocinadores, os mesa-redondistas disseram que o produto oferecido foi legal, bacana, joinha, mesmo!

Eu digo que foi uma pelada. A maior de todas as finais de Copa.

Os revanchistas dirão que a de 94 também foi insossa. Concordo. Mas foi disputada no verão, ao meio dia, e no deserto.

Antes de oferecer espetáculo, italianos e brasileiros tinham de sobreviver à insolação. 

Por isto, se arrastaram até à emocionante disputa de pênaltis. Algo que poderia ter salvado a final na fria noite de Joanesburgo. Mas nem isto os espanhóis permitiram.

A final de 90 também não foi lá essas coisas. Mas, a bem da verdade, mesmo entre a capenga Argentina a dura Alemanha, houve um mínimo de jogo vertical, em busca do gol.

Ontem, meus amigos, cada time chegou ao arco adversário duas vezes. Em 120 minutos!

Roda de capoeira é mais emocionante. Principalmente se o De Jong for chamado pra dançar.

Interessante também foi perceber as hienas, que torciam para o Cruzeiro perder a fim de derrubar seu treinador com a legação de que ele escalava três volantes, aceitarem até cinco no time delbosquiano.

E como nada pode ser tão ruim que não possa ser piorado, Vasconcelos, Carmona e Rizek defederam esse futebol como o ideal a ser adotado pelos clubes brasileiros nos próximos anos.

Ainda bem que fecharam o Mineirão. Quando ele for reaberto, tomara que essa febre malsã tenha passado.

Enquanto isto, vou apreciar outras rodas. A de capoeiristas esvoaçantes e a de sambistas com pandeiro, caixa de fósforos e cabrochas dançando miudinho.

Continuísmo no cartel do futebol

terça-feira, 13 de abril de 2010

Fábio Koff 12×8 Kleber Leite. Mantém-se a cúpula do C13 e, com ela, as vantagens dos clubes do Eixo.

Para 95% dos clubes brasileiros, nada muda. Continua o processo de concentração e de extermínio das médias e pequenas instituições.

A única notícia boa que poderia sair de um conciliábulo do cartel dos grandes seria seu emperramento total devido a brigas fratricidas, dsentendimentos monumentais, fim da coisa.

Mas como os cartolas são malandrões, nada disso acontecerá. Logo, logo, todos se ajustarão. Uns ficarão com o filé, outros com as migalhas que sobrarem do respasto de Fla, Corintiãs e St. Pauli.

E vida que segue com torcedores iludidos reclamando dos técnicos que trabalham com elencos chinfrins de clubes falidos que posam de grandes.

A grana, meus caros, tanto da televisão quanto dos patrocinadores, escorrerá quase toda para os cofres dos poucos sobreviventes do fut brasilis.

Estrupício inevitável

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
  • “As coisas estão no mundo, só que eu preciso aprender…” (Paulinho da Viola)

Tá bom, a camisa do Cruzeiro está feia. Aquele outdoor laranja ficou um estrupício.

Mas pra reclamar e peitar patrocinador é preciso ter bala na agulha.

O Cruzeiro tem?

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Copa SP, Cruzeiro 5×0 São José: Show de bola!

sábado, 2 de janeiro de 2010

Partida inaugural da 41ª Copa SP de Juniores, o Cruzeiro x São José foi precedido de solenidades, que atrasaram o iníco da partida em 10 minutos: Hino Nacional cantado, discurso do Prefeito de Taboão da Serra e foguetório.

Todo de azul, estreando patrocinadores novos na camisa, o Cruzeiro ficou à direita das cabines. O São José jogou todo de banco com detalhes e, azul claro na camisa.   

1º tempo

O Cruzeiro iniciou o jogo com dois ataques fortes. A 1 minuto, Gil cruzou e Allan cabeceou por cima do travessão. Aos 2, Sebá entrou na área, pela direita, e chutou forte, cruzado. A bola se aninhou nas redes, pelo lado de fora. 

Durante 20 minutos, o Cruzeiro pressionou com subidas dos laterais Gil e Hyago e dos volantes Eber e Elber. Dudu jogava livre, mas tinha dificuldades nas disputas mano-a-mano com os gaúchos, bem mais fortes do que ele.  

No ataque, os velozes Allan e Sebá se revezavam em jogadas pelas pontas e pelo comando doa ataque.

O São José conseguiu dois bons arremates, aos 22 e 25. No 1º, Marco Antônio obrigou Gabriel a desviar pra corner uma falta bem cobrada. No 2º, Vítor dividiu com Deivison e arrematou à esquerda de Gabriel.

A resposta do Cruzeiro aconteceu aos 27. Allan recebeu lançamento em profundiade, driblou Henrique e tocou rasteiro na saída de Rafael. Cruzeiro 1×0.

Envolvente, o campeão mineiro de juvenis criou mais duas oportunidades. Aos 37, Dudu serviu Elber que, na entrada da pequena área, arrematou por cima do travessão. Aos 39, Allan chutou forte, de fora da área, obrigando Rafael a uma defesa complicada.

Apostando sempre na contenção e nas escapadas em contra-ataque, o São José perdeu o controle da partida e só voltou a incomodar aos 42 quando Marco Antônio cruzou da direita e Afonso venceu a zaga celeste pelo alto cabeceando, com perigo, à direita de Gabriel.

Na sequência, o Cruzeiro definiu a partida. Aos 43, Elber conferiu cruzamento de Sebá, da esquerda, com um leve toque: Cruzeiro 2×0. Aos 45, Eber desferiu um belo chute, à meia altura, da meia-lua: Cruzeiro 3×0.

2º tempo

Se o placar foi generoso para o Cruzeiro e um pouco além do castigo merecido pelo time gaúcho no 1º tempo, no 2º, ele acabou ficando do tamanho da superioridade celeste.

O Cruzeiro voltou sem alterações, enqaunto o Zequinha torcou de lateral-esquerdo.

E o placar foi alterado logo de cara, a 1 minuto. Em jogada individual, Elber driblou Henrique, entrou na área, driblou também o goleiro Rafael e tocou com a canhota pras redes. Cruzeiro 4×0.

O Zequinha perdeu o rebolado. Não conseguiu responder com jogadas organizadas e o ficou à mercê do time mineiro, que continuou criando oportunidades sem muita pressa.

No São José, apenas o meia Marco Antônio tentava armar jogadas pelo chão. Mas, com boa disposição tática e resistência física pra jogar na cancha enlameada, o time celeste destruiu, sistematiamente, cada lance dos gaúchos.

O 5º gol aconteceu aos 16. Sebá recebeu de Gil, entrou na área pela direita, aplicou um corte em Diego e arrematou firme, de pé esquerdo pras redes do arco defendido por Rafael. Cruzeiro 5×0.

Alexandre Grasseli fez algumas substituições para poupar titulares e testar reservas. Aos 14, ele havia trocado Dudu por Rodrigo. Aos 21, testou Maranhão em lugar de Allan.

Tecnicamente, as alterações foram inócuas. Mas o ritmo do time celeste não diminuiu e o placar só não aumentou porque seus jogadores tiraram o pé do acelerador.

Desaceleração compreensível, pois é preciso guardar energias para enfrentar o próximo adversário, Botafogo de Ribeirão Preto, que promete ser mais  difícil do que o Zequinha, de Porto Alegre.

  • Cruzeiro 5×0 São José (RS), sábado, 02jan10, 14h10, Estádio Municipal Vereador José FFeres, Taboão da Serra (16 Km de São Paulo), 1ª rodada do Grupo A da 41º Copa SP de Juniores – Juiz: Tiago Luís Scaracacci (SP) – Bandeiras: Maria Núbia e Otávio Magnani Barbosa (SP) – Amarelo: Kauê (Zeq) – Gols: Allan, 27, Elber, 43, Eber, 45 do 1º tempo; Elber, 1, Sebá, 16 do 2º – Cruzeiro: Gabriel Vasconcelos, Gil, Wesley, Deivison e Hyago (Gabriel Araujo, 27, 2º); Eber, Marquinhos e Elber; Dudu (Rodrigo, 14, 2º); Allan Júnior (Maranhão, 21, 2º) e Sebá. Tec: Alexandre Grasselli. / Rafael Dutra; Marthin, Guilherme, Henrique e Fabinho (Emerson, intervalo); Diego Antunes (Adriano, 20, 2º), Kauê, Marco Antônio e Afonso (Marlon, 18, 2º); Sandro e Victor. Tec: Paulo Matos

Programa de televisão

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Ano novo, vida nova: O Grêmio Barueri está pra se mudar de casa. Vai morar em Presidente Prudente e se chamar Prudentino.

Faltam detalhes o acerto entre e o presidente Marcos Antônio Monteiro de Almeida e o Prefeito Milton Carlos de Mello. 

As chances de mudança são de 90% informa o vice do quase ex-Barueri, Jaime Gonzaga Matsumoto.

O processo foi deflagado pela desavença entre o prefeito de Brueri e os donos do clube. A cidade quer ter um time, mas não cevar empresários, segundo o político.

Os empresários-cartolas dizem que o problema  estrutural. Se a Prefeitura não ceder ao clube três campos de treinamento e Arena por 3 anos não há como se manter um time.

E cutucam: os clubes de São Paulo têm concessões de 20 anos do poder público para uso de seus centros de treinamento.

Indignados? Horrorizados? Não é por falta de aviso. Do jeito que a coisa vai, em breve, o Morrinhão será um competição entre o Lyonzinho e seus 19 prudentinos.

Torcida e tradição já não são pré-requisitos pra se fazer sucesso num torneio em que verbas de TV e de patrocinadores substituem os caraminguás dos torcedores.

O futebol, como o conhecemos, está pra acabar. Sem torcida nem emoção, será programa de televisão.

P.S.: O Ipatinga também já pode começar a arrumar as malas. Varginha, Montes Claros, Pouso Alegre, Passos, Itajubá são que nem a Dona Baratinha, a que tem dinheiro na caixinha. Se o Itair pedir a mão de alguma delas, dá casório…

Mete a mão no bolso, Seu Zé!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Noite dessas, assisti a uma reprise da mesa-redonda dominical da Iespien do B. Estavam lá Trajano, Juca, Palomino, PVC, Calazans e Guedes.

Discutiam salários de treinadores. Fiquei sabendo que Dorival Júnior recebia R$280 mil por mês no Vasco. Afora um prêmio de R$1 milhão por ter devolvido o clube à Série A.

Pois bem, vencido o contrato, nosso DJ teria pedido 30% de reajuste. Ou seja, queria incorporar o prêmio ao ganhame regular.

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