Posts com a Tag ‘Parreira’

Nadando em dinheiro

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Mauro França

A revista Placar publica na sua edição de setembro mais um ranking dos maiores salários do futebol brasileiro.

A matéria é assinada pelos jornalistas Bernardo Itri e Ricardo Perrone, também responsáveis pelo levantamento publicado em maio de 2009.

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Tusta enfastiado

terça-feira, 20 de julho de 2010

O tema foi discutido à exaustão no PHD no dia seguinte à final da Copa. Aparentemente, é notícia velha, matéria vencida, assunto datado.

Mas não é. Comentaristas dos canais de esportes não param de recomendar o telecoteco como a solução para os males do fut brasilis.

Prudente, Avaí, Duque, Icasa, Flamengo, Alecrim, Palmeiras, Tupi ou Ananindeua, não importa que elencos tenham, estão intimados ao totó infinito.

Se a moda pega, o futebol ficará intragável. Seremos Suiça ou Espanha. Com bola de pé em pé, de um lado pra outro, sempre na horizontal, todos os jogos terminarão em goleadas de 1×0.

O contra-ataque, embora não tenha agradado ao Tusta, ainda é a saída pra maioria dos times brasileiros. E se bem executado pode tornar o jogo interessante.

Agora o lescolesco improdutivo pode até ser um jogo de segurança máxima para os times poderosos, mas não vai empolgar a torcida. Já pensaram um campeão brasileiro marcando 40 gols em 38 partidas?

Melhor a Seleção tentar uma terceira via. E o treinador de cada time brasileiro imaginar táticas e estratégias compatíveis com seus elencos.

Mas sempre buscando o gol. Caso contrário, o som do clic nas salas vai superar o do grito das galeras nas arquibancadas. 

Coluna do Tostão

Compromisso público

Quanto maior a qualidade dos times e dos atletas, maior a tendência de as partidas serem menos vibrantes

Após assistir, nos estádios, aos primeiros jogos na Copa, percebi que, em relação ao que costumo ver pela TV, no Brasil, as partidas estavam muito frias, lentas, táticas e com excesso de toques curtos e para os lados. Deveria ser o contrário, pela importância da competição e presença da torcida.

Fiquei na dúvida se era porque, na TV, os narradores brasileiros gritam demais, narram como se fosse pelo rádio e transformam qualquer pelada em um jogo emocionante, ou se as seleções na Copa procuravam jogar com mais segurança.

Os jogos do Brasileirão, de todas as séries, são mais vibrantes que os da Copa. Há mais disputas pela bola e mais jogadas de área. Infelizmente, quanto maior a qualidade técnica das equipes e dos jogadores, maior a tendência de as partidas serem frias e lentas. Por terem poucas chances, os craques, cada vez mais, decidem cada vez menos os jogos.

Além disso, os grandes jogadores se tornaram tão ricos, famosos e estrelas, jogando bem ou mal, que a Copa passa a ter menos importância. Cristiano Ronaldo, Messi e Kaká continuam com o mesmo prestígio.

Impacientava-me, ao ver no estádio, um jogador, com grandes chances de driblar em direção ao gol ou de dar um passe decisivo, preferir, por segurança ou falta de talento, tocar a bola para o lado. O grande craque é o que joga como se visse a partida da arquibancada.

O jogo excessivamente técnico e tático, mas com pouca alma, é uma grande chatice. “A bola é um reles, um ínfimo, um ridículo detalhe. O que procuramos no futebol é o drama, a tragédia, o horror e a compaixão. A mais sórdida pelada é de uma complexidade shakesperiana” (Nelson Rodrigues).

A filosofia na Copa foi a de Parreira, de que o importante é não levar o primeiro gol. Se é assim, porque não fazer o gol primeiro?

Uma das maneiras de mudar isso seria um time tentar dominar o outro, pressioná-lo, tentando tomar a bola mais à frente.

A  estratégia atual é o contrário. Criou-se o conceito de que a melhor maneira de vencer é recuar e tentar ganhar em pouquíssimos contra-ataques que raramente acontecem. O jogo fica feio. Essa é uma boa tática para time pequeno.

O novo técnico da Seleção Brasileira deveria assumir um compromisso público, com firma reconhecida em cartório, de que a equipe vai tentar vencer e dar bons espetáculos.

Fonte: Superesportes, em 18jul10

Com e elenco que possui, o Cruzeiro deveria terEspanha, Alemanha ou Brasil como referência?

Set Llacs, Catalunya

terça-feira, 13 de julho de 2010

Fábio está com a bola. Vai dar um chutão? Nem pensar. Revertendo expectativas, ele rola a gorduchinha pro Leonardo Silva.

O Capitão rola o esférico pro Diego Renan, à sua esquerda. O novato descobre Gilberto livre e passa.

Com um taquito, Giba volta a bola pra Fabrício, que arregala os olhos, dá dois passos e estica pra Thiago Ribeiro.

À frente do magrelo, dois beques. Encarar pra quê? Melhor conectar o Roger.

O Galero-lero faz uma firula e passa a Henrique, que percebe Jonathan fazendo o facão e o serve com açúcar.

A torcida pressente um ataque feroz. Mas, qual o quê? 

Touro Sentado topa com um engarrafamento na intermediária e recua pra Gil recomeçar a jogada. 

E se é pra começar tudo de novo, o becão devolve a bola a Fábio. E reinicia-se o telecoteco.

Depois de duas voltas completas pelo gramado, finalmente, a jabulani se acerca de WP, que a pega de prima, sem dó nem piedade.

A bola voa, voa, voa e acerta a orelha do Arísio, que está se preparando pra mergulhar na piscina de sua mansão na colina atrás da Arena do Jacaré.

Na tribuna, Sobrinho cutuca o França:

– O time tá batendo um bolão, só falta um centroavante…

Com um meneio, França dá seu “de acordo”:

– O Villa seria o cara! Tudo o que a gente precisa é fazer um gol, o resto tá sob controle.

Na fila de trás, Carlos Alberto Parreira atravessa a prosa:

– Calma, garotos, o gol é só um detalhe.

Na cabine, PCV arremata:

– Sapeca-iaiá já era. Importante é telecotear… É disso que o povo gosta.

Zagallo e Telê, os extremos

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Estes foram os técnicos mundialistas do Brasil e seus verdugos (entre parentêsis):

  • 1930 – Píndaro de Carvalho, fase de grupos (com um combinado carioca). (Iugoslávia).
  • 1934 – Luiz Vinhaes, 1º eliminatória (com jogadores sem clube contratados pela CBD, devido a um racha no futebol brasileiro). (Espanha)
  • 1938 – Ademar Pimenta, 3º lugar. (Itália)
  • 1950 – Flávio Costa, vice-campeão. (Uruguai)
  • 1954 – Zezé Moreira, oitavas de final. (Hungria)
  • 1958 – Vicente Feola, campeão.
  • 1962 – Aymoré Moreira, campeão.
  • 1966 – Vicente Feola, fase de grupos. (Portugal e Hungria)
  • 1970 – Zagallo, campeão.
  • 1974 – Zagallo, 4º lugar. (Holanda)
  • 1978 – Cláudio Coutinho, 3º lugar. (Argentina)
  • 1980 (Mundialito) – Telê, vice-campeão. (Uruguai)
  • 1982 – Telê, 2ª fase. (Itália)
  • 1986 – Telê, quartas de final. (França)
  • 1990 – Sebastião Lazzaroni, oitavas de final. (Argentina)
  • 1994 – Carlos Alberto Parreira, campeão.
  • 1998 – Zagallo, vice-campeão. (França)
  • 2002 – Luiz Felipe Scolari, campeão.
  • 2006 – Carlos Alberto Parreira, quartas de final. (França)
  • 2010 –  Dunga, quartas de final. (Holanda)

Os resultados não mentem: Zagallo foi o melhor e Telê o pior treinador da  Seleção Brasileira em mundiais.

Verdugos: França, 3, Itália, Argentina, Hungria, Uruguai, Holanda, 2, Iugoslávia, Espanha, 1.

Fregueses:  Itália, 2, Suécia, Alemanha, Tchecoslováquia, 1.

Sudáfrica 2×1 França: Com chave de ouro

terça-feira, 22 de junho de 2010

Às 11h (Brasília), no Free State, em Bloemfontein, Sudáfrica e França jogam em busca de uma improvável classificação no Grupo A.

Quem vencer, fará contas pra ver se ultrapassa, no saldo de gols, o derrotado no México x Uruguai. Em caso de empate, os dois times assistirão no sofá o restante do torneio.

Lucas Reis no UOL Esportes: “Temperatura de 15ºC no Free State Stadium, em Bloemfontein. Domenech escala Clichy, Cissé e Squillaci como titulares; Henry está fora. Capitão Evra foi barrado após discutir com o preparador físico da seleção francesa. Diarra assumiu a braçadeira. Após tomar as manchetes com seguidas polêmicas, a França lembra que precisa jogar bola. Os Bleus correm risco de repetir o fiasco de 2002, quando se despediram do Mundial ainda na 1ª fase e sem fazer gols. Embora os problemas sul-africanos sejam bem menores, Parreira sente a pressão pelo desempenho abaixo do esperado da equipe, que pode entrar para a história como a primeira anfitriã eliminada na fase inicial.”

Público: 39.415. (mais…)

Dunga, Zangado ou apenas tolo?

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Ontem, na coletiva pós-jogo, Dunga perdeu o controle do cérebro e da língua ao ironizar e ofender o jornalista Alex Escobar, da SporTV.

Ao proferir palavrões, foi além do que, habitualmente, fazem Adílson Baptista, Luxemburgo e Muricy Ramalho quando incomodados pelos críticos.

Eles deviam aprender com Carlos Alberto Parreira que, em 1994, sofreu cem vezes mais com torcedores, cornetas e jornalistas sem perder tempo dando cutucões em quem ele sabia não ter competência pra analisar futebol.

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Sudáfrica 0x3 Uruguai: Pretoriazo

quarta-feira, 16 de junho de 2010

No Loftus Versfeld, em Pretória, Sudáfrica x Uruguai abrem a 2ª rodada da fase de grupos da Copa duelando por uma vaga no Grupo A.

Carlos Alberto Parreira escalará os anfitriões num 4-2-3-1 em que os destaques são os meias Modise, Pienaar e Tshabalala. Se estes caras derem o máximo de si, o Pé de Uva pode conquistar sua 1ª vitória em mundiais dirigindo seleções estrangeiras. 

Oscar Tabárez mandará os orientais num 4-4-2 elementar e torcerá pra Suárez (Ajax) e Forlán (Atlético Madrid), no ataque, e Muslera (Napoli), no gol garantirem seu emprego.

O suíço Massimo Busacca é quem comandará a fuzarca, que os uruguaios aprontarão se a vaca deles estiver indo pro brejo.

Deu no diário esportivo digital uruguaio Ovación:

Uruguay goleó a Sudáfrica y sueña con la clasificación

Gonzalo Larrea

De la mano de Diego Forlán, que metió un golazo y fue la gran figura de la cancha, Uruguay goleó 3 a 0 a Sudáfrica y tras 20 años volvió a festejar en los mundiales. Con el triunfo, la celeste lidera el Grupo A y sueña con la clasificación.

Con autoridad, y una superioridad total en cancha, Uruguay se llevó hoy un triunfo trascendente y vital ante el dueño de casa que lo deja a un paso de los octavos de final.

Tras un buen comienzo, en el que el equipo de Tabárez salió mejor en ataque pero con fallas en la mitad de la cancha, un zapatazo de Forlán desde afuera del área le dio la apertura a Uruguay y abrió el camino para la victoria y la posterior goleada.

 El delantero del Atlético de Madrid controló el balón y tras dar una media vuelta sorprendió con un disparo que se clavó contra el travesaño, desatando la locura celeste en Pretoria.

El golazo de Forlán “agrandó” a Uruguay, que comenzó a generar oportunidades de gol, una tras otra.

Suárez, Cavani y el propio Forlán contaron con buenas y claras chances en el primer tiempo, pero siempre perdonaron.

Sin embargo, la tónica del encuentro no cambió y siguió siendo la celeste, hoy de blanco, el mejor equipo en cancha, que siguió generando y desperdiciando oportunidades de gol, ante una Sudáfrica sin reacción, que casi no inquietó.

De todos modos, la cantidad de goles errados hizo temer lo peor: Uruguay perdonaba y de a poco los bafana-bafana comenzaron a arrimarse. Como si fuera poco, el suizo Massimo Busacca tuvo un pésimo segundo tiempo, inclinando la cancha a favor del local.

Así, en el mejor momento del equipo de Parreira en el partido, una clara falta dentro el área sobre Suárez de Khune, arquero sudafricano, terminó con un penal a favor de Uruguay.

Una vez más, Diego Forlán demostró su clase al rematar fuerte y arriba, imposible para Josephs, quien debió ingresar ante la expulsión de Khune.

El gol liquidó el partido y vació las tribunas del Loftus Versfeld Stadium de Pretoria, que aún tenía por delante la estocada final. El “Palito” Pereira apareció solo por el segundo palo tras una falla de Josephs y remató, con el arco vacío y abajo del travesaño, para decretar la goleada.

Con el triunfo, el primero de Uruguay en los últimos 20 años, la selección se coloca en la cima del Grupo A a la espera de lo que ocurra mañana entre Francia y México.

Ficha del partido Sudáfrica 0x3 Uruguay: Sudáfrica: Itumeleng Khune – Siboniso Gaxa, Aaron Mokoena (cap), Bongani Khumalo, Tsepo Masilela – Siphiwe Tshabalala, Kagisho Dikgacoi, Reneilwe Letsholonyane (Surprise Moriri 57), Teko Modise – Steven Pienaar (Moneeb Josephs 79) – Katlego Mphela. DT: Carlos Alberto Parreira. / Uruguay: Fernando Muslera – Maxi Pereira, Diego Lugano (cap), Diego Godín, Jorge Ciro Fucile (Álvaro Fernández 71) – Egidio Arévalo Ríos, Diego Pérez (Walter Gargano 90+1), Álvaro Pereira – Diego Forlán – Luis Suárez, Edison Cavani (Sebastián Fernández 89). DT: Oscar Washington Tabarez. / Estadio: Loftus Versfeld (Pretoria) / Arbitro: M. Busacca (SUI) / Amonestaciones: Sudáfrica: Pienaar (6), Dikgacoi (43) / Expulsiones: Sudáfrica: Khune (76)

De porta em porta

terça-feira, 8 de junho de 2010

Em sua desesperada busca por um treinador, o Cruzeiro já foi esnobado por Ney Franco, que preferiu continuar disputando a 2ª divisão com o Coritiba, e Joel Santana, que se mantém fiel ao Botafogo a quem deu o último campeonato carioca.

Emerson Ávila, revelação da casa, também, não está a fim de encarar o desafio de agradar à torcida mais exigente do país com um elenco meia-boca. Restam dois nomes: Cuca e Parreira. Ao menos, é o que informa Cuca.

Edu Mano, comentarista do PHD, já fez sua escolha:

De todos os nomes especulados, eu gostaria do Parreira. Campeão mundial, sabe fazer o time tocar bem a bola e arma um sistema defensivo eficiente. Contra, só o fato de nunca ter montado times empolgantes. Joga na base do resultado e já conquistou muita coisa assim.

Mas, acima de tudo, sou favorável à sua vinda porque aprendi que 50% do futebol se joga nos bastidores e e na busca de influência. Assim, a presença de um técnico de nome, que conhece gente à beça, atrai jogadores, investidores e muitas coisas boas.

Pelo pacote “bom treinador” + “vantagens de bastidores”, acho que o Parreira (que nunca foi o técnico dos meus sonhos) seria sim uma boa pedida. Mas isso é apenas uma opinião minha.

E você, caro leitor, quem contrataria?

Eu não convoquei o Kleberson

terça-feira, 11 de maio de 2010

Que balbúrdia! É sempre a mesma coisa. Convocação pra  Copa do Mundo dá pano pra manga.

As cornetas tocam em uníssono. As hienas tentam devorar anões e felipões. Adulam perdedores como Telê, chutam vencedores como Parreira e Zagallo.

PVC apedrejou Felipe Melo e levou merecido coice. Uma fuzarca dos diabos.

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Vidigal: “Menos mal, não ter castigo no final”

quinta-feira, 18 de março de 2010

Pitacos de protagonistas e blogueiros acerca do Cruzeiro 0×0 África do Sul, em 17mar10, no Mineirão.

  1. Davids, armador da África do Sul: Estamos fazendo esse mês de treinamento no Brasil jogando contra bons times como o que jogamos aqui, pra ver o que precisamos melhorar e se o que estamos fazendo está  bom. Temos ido bem na defesa, agora temos que fazer os gols.
  2. Carlos Alberto Parreira, técnico da África do Sul: É evidente que quem nunca jogou num estádio desse, contra uma equipe com esse nível do Cruzeiro fica intimidado. Jogadores jovens sentem o peso dessa responsabilidade. Então a gente tem que melhorar essa confiança de ficar mais com a bola, errar menos passes. Mas isso só vem com a sequência de jogos e manutenção de uma equipe. Esse trabalho foi encorajador. Pra nós o resultado foi bom. O Cruzeiro está bem. Tem um time muito bom tecnicamente, dois atacantes de peso, de força, dois laterais que sobem com muita precisão. Roger está começando a se integrar, ele dá qualidade à equipe. Tem um goleiro excepcional, dos melhores do Brasil, que tem provado isso a cada partida. No final, poderíamos ter feito dois gols e o Fábio os evitou. O 0x0 foi justo. O Cruzeiro com a posse da bola e nós nos defendendo bem. Agradecemos o Cruzeiro por ter nos recebido. Não só ter jogado no Mineirão com a equipe principal, mas pelo acolhimento caloroso, afetuoso, desde o aeroporto, o almoço. Vamos treinar lá amanhã com os jogadores que não atuaram. Queremos agradecer imensamente ao presidente Perrella por essa acolhida. Nosso jogadores estão deslumbrados, porque foi realmente emocionante.
  3. Adílson Batista, treinador do Cruzeiro: Foi bom. Em amistoso, geralmente você evita jogadas mais ríspidas, tira o pé, o ritmo não é tão forte como em campeonato. Mas acho que foi proveitoso em função de sistema, o Cruzeiro tentou rodar a bola, trabalhar. Tivemos dificuldades, erramos alguns passes, não tivemos penetração. Tentamos mudar, tivemos mais volume, criamos oportunidades. Você olha o jogo do Barcelona e vê que todo mundo dá um, dois, no máximo três toques na bola. O Messi é quem carrega a bola, mas sendo objetivo, em cima do marcador, em direção ao gol. A gente quer dar, três, quatro, cinco toques, segurar, é cultural. Demora pra tirar alguns vícios. Nesse aspecto é importante a disciplina tática.
  4. Guilherme Mendes, diretor de Comunicação: Foi um orgulho pra nós receber a seleção anfitriã da Copa e ter o nome do Cruzeiro divulgado no exterior.
  5. Fábio, goleiro do Cruzeiro: Fico satisfeito pelo reconhecimento. Estou fazendo um trabalho produtivo no Cruzeiro ao longo desses anos. Infelizmente, não chegou ainda ao treinador da seleção, mas espero que ele comece a me observar com carinho e me dê a oportunidade que tanto almejo ao longo desses anos. Parreira brincou que eu tinha tirado o bicho dele e falou que eu vivo um grande momento, me deu os parabéns. Isso me fortalece pra melhorar a cada dia nos treinamentos, com bastante respeito pelos companheiros e também pelos outros goleiros do Brasil e do exterior que buscam um lugar na seleção, o sonho de todo jogador. Já tive várias oportunidades de ser convocado com o Parreira. Se ele fosse o treinador, poderia acontecer. A concorrência é grande, mas me sinto preparado pra estar entre os três goleiros que vão à Copa pelo que venho demonstrando ao longo desses anos. No momento, penso em fazer o melhor pra ter oportunidade em 2010. Senão, vou continuar trabalhando e empenhando ainda mais pra estar sempre bem. É lógico que a Copa no Brasil será uma felicidade pra todos os brasileiros e todo mundo quer participar de uma forma ou de outra.
  6. Henrique, volante do Cruzeiro: É gratificante pro atleta, claro que a gente fica feliz. Não foi um treinador qualquer que fez um elogio desse. É campeão do mundo, trabalhou com grandes seleções, então fico feliz. É continuar nesse mesmo ritmo, nessa mesma pegada, pra crescer sempre, melhorando pra ajudar a equipe do Cruzeiro. Claro que a gente sempre sonha com coisas maiores, jogar pela seleção. A gente busca esse objetivo, mas sem deixar subir à cabeça. Tem que trabalhar, porque existem grandes jogadores. Preciso crescer gradativamente, trabalhar, conquistar espaço. Isso vem com o tempo. Tenho que continuar na mesma batalha e focado.
  7. Bernardo, meia do Cruzeiro: É uma boa experiência boa jogar contra uma seleção. Tiramos muita coisa. Enfrentamos uma seleção de muito toque de bola, muitos dribles e velocidade. Foi um bom aprendizado.
  8. Roger, meia do Cruzeiro: A África do Sul passa por um processo de reformulação. Vinha com o Parreira, trocou pelo Joel Santana, voltou o Parreira. Veio aqui e fez um jogo morno, pois é véspera de Copa do Mundo e todo mundo quer se poupar. Nós também, pois temos uma competição importante. Foi meio chato de se ver, mas faz parte.
  9. Kleber, atacante do Cruzeiro: Foi um jogo bom pros dois lados. Pudemos trabalhar tranquilamente e ninguém saiu machucado. Temos competições importantes e precisamos de todos inteiros pra avançarmos ainda mais. Foi uma oportunidade pra treinar, trabalhar, melhorar, tanto nós como eles. A gente sabe que faltaram os jogadores que atuam na Europa, então, essa seleção tem muito pra melhorar. Mas é uma boa seleção, trabalha bem. A qualidade técnica parece com a do futebol brasileiro.
  10. Leandro Mattos, em seu blog: No Mineirão, o Cruzeiro recebeu a África do Sul de Carlos Alberto Parreira, num amistoso internacional. Foi um jogo tecnicamente fraco, sem muita inspiração de ambos os lados. Os celestes foram superiores e só não venceram porque foram muito displicentes nas finalizações, numa noite segura do goleiro Khune. No final do jogo, Fábio também foi decisivo. Nos últimos cinco minutos, fez duas defesas importantes e impediu que a zebra invadisse o gramado do ‘Gigante da Pampulha’. Com México, Uruguai e França como companheiros de Grupo, Parreira terá muito trabalho para colocar os Bafana Bafana nas oitavas-de-final da Copa do Mundo 2010.
  11. Fabio Velame, no PHD: Não há muito que comentar. Foi um jogo morno. O Cruzeiro teve mais posse de bola, mas não sabia o que fazer com ela. As melhores chances foram da seleção africana e, não fosse o Fábio, a vitória seria dela. A única grande chance do Cruzeiro aconteceu no 1º tempo com Roger na grande área batendo em cima do goleiro. O resto foram chutes de fora da área, uma deles numa falta cobrada pro Bernardo, no travessão, e bolas levantadas para conclusões de cabeça fáceis pro goleiro. Apesar de ter sido amistoso, achei o time meio sem criatividade.
  12. Leo Vidigal, no PHD: Parece que os jogadores se arriscaram menos nas divididas, preferindo mais um belo passe, por isso erraram mais.  Foi um amistoso normal, talvez meio fora de hora, mas não deixa de ser interessante. Menos mal que o time não levou o castigo no final, graças ao Fábio. Pena aquela bola do Bernardo não ter entrado, ele realmente procurou o jogo e merecia um gol. 
  13. Vidotti, no PHD: Não tem como cobrar que cantem o hino se a organização não planeja a execução em conjunto com a torcida. Da arquibancada, não dá pra escutar o que a banda está tocando no gramado. Porque não utilizaram o serviço de auto-falantes para reproduzir o hino? Não entendi o motivo. Na final da Libertadores, o hino foi cantado por todo o estádio. Ontem, não foi questão de falta de educação e sim de falta de planejamento. Ontem, nada foi anunciado pelo sistema de som do Mineirão, ai fica dificil cobrar alguma coisa.
  14. Rosan Amaral, no PHD: Assisti ao jogo ao lado do Dr. Adriano, irmão do Sivercan. O nome do jogo foi Carlos Alberto Parreira. O 1º tempo foi horrível como espetáculo. Sobrou o desempenho tático dos bafana bafana com 2 linhas de 4 fechando da meta sul-africana e impossibilitando a penetração dos cruzeirenses. Parreira sabe posicionar uma defesa. No 2º tempo, Pele abriu sua equipe e jogou de igual para igual, chegando ao requinte do 4-3-3 em alguns momentos. O jogo ficou muito movimentado. O Cruzeiro perdeu mais gols que os leões, mas a última bola do jogo foi perdida pelo atacante africano cara a cara com o Fábio. Mais enclorpada, esta seleção poderá surpreender México ou Franca. Destaque também para o preparo físico dela. A movimentação no 90º foi a mesma do 1º minuto.
  15. Walterson Almeida, no PHD: Este amistoso fez muito bem à África do Sul. Reparem que nos últimos 20 minutos eles jogaram igualzinho ao Cruzeiro, tocando a bola e fazendo-a girar. Aí foi a vez dos celestes ficarem correndo atrás da bola. Pelo que li sobre o jogo, era exatamente isto que o Pé de Uva buscava para seu time. O futebol do Bernardo cresce a cada jogo, embora ele continue segurando muito a bola e tentando resolver sozinho. Passe a bola, rapá!