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Paulo Florêncio, pra sempre em Sabará

sábado, 17 de julho de 2010

Paulo Florêncio, ex-jogador do Siderúrgica e do Cruzeiro, faleceu em Belo Horizonte, na noite de 14jul10, devido a problemas respiratórios.

Ele deixou viúva Dona Naná, com quem viveu por mais de 50 anos e construiu em bela família com 8 filhos, 12 netos e 6 bisnetos.

Seu corpo foi enterrado no Cemitério da Igreja do Carmo, em Sabará, cidade que o acolheu na juventude e o projetou no mundo do futebol vestindo a camisa do EC Siderúrgica.

Paulinho, segundo jogador de clube mineiro (Siderúrgica) a servir à Seleção Brasileira (o primeiro foi Niginho, do Palestra Itália), merece uma homenagem do Cruzeiro.

Paulo Florêncio, um talento bem mineiro
 
Itabirito (MG), 26jun18; Sabará (MG), 14jul10

Conheci Paulo Florêncio em 1995. Acompanhado de outros veteranos do Esporte Clube Siderúrgica, ele foi à Secretaria de Estado de  Esportes, Lazer e Turismo  pleitear a reforma do estádio da Praia do Ó, onde inúmeras gerações de craques do “Esquadrão de Aço” ajudaram a construir a história do futebol mineiro.

O Siderúrgica daquela época, parodiando o poeta, era apenas um quadro na parede. Havia 30 anos, que perdera patrocínio da Cia. Siderúrgica Belgo-Mineira, abandonara o futebol profissional e seu estádio ficara abandonado.

A dor provocada pelo estado de abandono de seu palco foi o que levou Silvestre, Djair, Noventa, Chiquito, Zu e Ernani, campeões mineiros de 64, e Paulo Florêncio, campeão de 37, a buscarem apoio do governo estadual para a recuperação do estadinho da Praia do Ó.

Paulo Florêncio foi quem mais falou, quem melhor se lembrava e quem mais tinha o que contar pois, afinal, era o decano entre aqueles mestres da bola.

Ele começou a jogar e, 1933, no Usina Esperança, de Itabirito. Em 1933, seu pai, o sapateiro João Florêncio mudou-se com a família para Sabará onde Paulinho foi trabalhar na Belgo Mineira, em 1935.

Nesse ano, ele se juntou aos irmãos, Nino e Joãozinho, no time do Siderúrgica: “O treinador precisava de um canhoto e como eu chutava com os dois pés, ele me escalou na meia-esquerda”.

Em 1937, veio o primeiro título, o de campeão mineiro conquistado numa melhor de três contra o Villa Nova.

  • Siderúrgica 1×0 Villa Nova, domingo, 03abr38, 15h, Estádio da Alameda, campo do América, 3ª partida da melhor de três da decisão do Campeonato Mineiro de 1937 (antes, Villa 3×1, no campo do Cruzeiro, em 20mar37, e Siderúrgica 3×0, no campo do Atlético-MG, em 27mar37) – Juiz: Sanchez Diaz –  Gol: Arlindo, 27 do 1º tempo – Siderúrgica: Princesa, Chico Preto e Mascotte; Geraldo Rebelo, Moraes (Oswaldo) e Ferreira; Tonho (Dimas), Arlindo, Chiquito (Morais), Paulo Florêncio (Chiaquito) e Rômulo Januzzi. Tec: Fernando José Fernandes, o Capitão / Villa Nova: Geraldão, Jair e Sérgio; Bituca (Nagib), Mangabeira e Geninho (Belchior); Abras, Carazo, Geraldino, Remo e Mestiço. – Obs: Princeza defendeu pênalti cobrado por Carazo, aos 40 do 1º tempo.

Um dos jogadores mais longevos do futebol, Paulinho, como era chamado pelos torcedores, transferiu-se do Siderúrgica para o Cruzeiro  em 1948, ano em que se casou com a sabarense Maria da Conceição Dias Florêncio, Dona Naná, com quem teve oito filhos.

No Barro Preto ficou até 1956 com um intervalo entre 1952 e 1953, quando foi emprestado ao Universidad Cenbyra, de Caracas, treinado por Orlando Fantoni. Na Venezuela, Paulinho foi campeão nacional e, suprema aventura para um brasileiro naqueles tempos, viajou com seu time pela Europa.

O final de carreira, aconteceu em 1960, quando vestiu sua última camisa, a do Sete de Setembro.

Durante todo esse tempo, Paulo Florêncio praticou um futebol sem vícios, maldades, nem pecados. Um futebol refinado, leal, cheio de plasticidade em sua cadência desprovida de pressa e afobação.

Estas qualidades extrapolaram os muros do estadinho da Praia do Ó quando Friedenreich, o maior jogador da primeira geração de craques brasileiros, o conheceu numa partida entre mineiros e gaúchos e o indicou ao treinador da Seleção Brasileira, Ademar Pimenta.

A convocação, que encheu de orgulho os depsprotistas mineiros aconteceu em 1941 para a disputa do Campeonato Sul-americano de 1942, em Montevidéu. Paulinho foi o segundo jogador de clubes mineiros vestir a camisa da Seleção Brasileira. Antes dele, apenas Niginho havia sido convocado e também para um Sul-americano, o de 1937.

Ademar Pimenta convocou dez atacantes. Um ataque jogava com Pedro Amorim, Zizinho, Russo, Paulo Florêncio e Pipi, o outro com Cláudio Christovam de Pinho, Servílio, Pirilo, Tim e Patesko. Às vezes, as duas formações davam lugar a uma terceira, embaralhando as peças.

  • Brasil 5×1 Equador, 01fev42, Estádio Centenário, Montevidéu, Uruguai, pelo Campeonato Sul-americano de 1942 – Público: 40.000 – Juiz: Bartolomé Macias (Argentino) – Gols: Tim, 10, Pirilo, 12, Alvarez, de pênalti, 19, Pirilo, 29 do 1º tempo; Zizinho, 15, Pirilo, 33 do 2º – Brasil: Caju (Atl), Norival  (Flu) e Begliomini Pal); Afonsinho (Flu), Jayme de Almeida (Fla) e Aregemiro (Vas); Claúdio Pinho (San), (Joaninho (Atl)), Zizinho (Fla), Pirilo (Fla), Tim (Flu), e Pipi (Pal) (Paulo Florêncio (Sid)). Tec: Ademar Pimenta / Equadro: Medina, Hungria e Ronquillo; Merinos, Zambarano e Mendoiza; Alvarez, Jimenez, Alcivar (Torres), Herrera e Acevedo.

Quando chamado a jogar, Paulo Florênio o fez com muita qualidade, por isto recebeu vários convites para jogar no Rio e em São Paulo. Ele chegou a a passar uma semana na Portuguesa de Desportos, mas desistiu, pois não queria ficar longe da família. E, pra dizer a verdade, preferia continuar sendo eletricista e jogador de futebol do time da Belgo Mineira.

Ao virar nome nacional, o Paulinho, de Itabirito e Sabará, passou a ser chamado, pela imprensa, de Paulo Florêncio, para não ser confundido com a multidão de Paulinhos de outros clubes.

Somente em 1948, ele aceitaria trocar a camisa azul-e-branca do Siderúrgica. E só por outra com as mesmas cores. Contratado pelo Cruzeiro, formou um ataque, que venceu dois dos três turnos do campeonato de 1948: Helvécio, Nonô, Abelardo, Paulo Florêncio e Sabu.

Nos oito anos seguintes, ele dividiria o tempo entre os treinos e os 173 jogos que fez pelo Cruzeiro, nos quais marcou 12 gols, com o emprego de balconista na Casa Othon de Carvalho, de materiais elétricos.

No Barro Preto Paulo Florêncio foi meia, volante e lateral. Disciplinado, elegante, cordato e talentoso, tinha grande prestígio com a torcida que, apesar de não ter comemorado nenhum título durante sua passagem pelo clube, ainda assim fez dele um ídolo.

Seu jogo cadenciado, de passes perfeitos e toque refinado, tinha público cativo. Muita gente, mesmo torcendo por outros times, ia aos jogos do Cruzeiro só para apreciar seu estilo.

Em 1956, Paulo Florêncio foi explorar o Eldorado futebolístico da Venezuela. Mas não ficou muito tempo por lá. Com saudades da família, voltou para jogar no Sete de Setembro, onde pendurou as chuteiras em 1960.

Sempre economizando energia, ele punha a bola para correr e, quando era preciso tomá-la do adversário, ia pelo atalho sem fazer cenas ou cometer imprudências como os choques desnecessários. Por isso, muitos torcedores diziam que, se quisesse, Paulo Florêncio jogaria eternamente.

Além disso, sua conduta esportiva era de máxima elegância. Ninguém jamais pensou em agredi-lo, coisa corriqueira nos estádios mineiros de sua época.

Sua estréia, no Cruzeiro, aconteceu num jogo contra o Botafogo.

  • Cruzeiro 2×1 Botafogo, quarta-feira,17mar48, 21h, Estádio JK, no Barro preto, Belo Horizonte, amistoso – Renda: Cr$27.400,00 – Juiz: Guido Delacqua (MG) – Gols: 1º tempo: Abelardo, 8, e Osvaldinho, 41 do 1º tempo; Ramon, 13 do 2º – Cruzeiro: Geraldo II (Sinval), Duque e Bené; Adelino Torres (Naninho), Leite e Ceci; Helvécio, Ramon, Abelardo Flecha Azul, Paulo Florêncio e Alcides Lemos (Jair). Tec: Niginho /Botafogo: Ari, Marinho e Nilton Santos; Rubens, Ávila (Cid) e Juvenal; Nerino, Geninho, Pirilo, Osvaldinho (Zezinho) e Reinaldo (Demóstenes). Tec: Zezé Moreira.

E a primeira partida contra seu ex-clube, em Sabará, foi um pequeno drama que ele superou com dignidade ao marcar um dos gols da vitória de 2×1 do Cruzeiro. Mesmo enciumada, a torcida sabarense não negou aplausos a um adversário, fato inédito na Praia do Ó.

  • Siderúrgica 1×2 Cruzeiro, domingo, 23mai48, 15h, Estádio da Praia do Ó, Sabará, 3ª rodada do 1º turno do Campeonato Mineiro de 1948 –  Público: 453 pagantes, 1.000 presentes – Renda: Cr$3.990,00 – Juiz: Geraldo Fernandes – Gols: Paulo Florêncio, 1 e Nonô, 43 do 1º tempo; Omar, 41 do 2º – Cruzeiro: Geraldo II, Duque e Bené; Adelino Torres, Leite e Ronaldo (Ceci); Ramon (Ronaldo), Ceci (Ramon), Nonô, Paulo Florêncio e Paulo “Sabu” Rego. Tec: Niginho / Siderúrgica: Tiantônio, Perácio e Iango; Edilson, Otávio e Raimundo; Jair, Vieira, Álvaro, Omar e Torres.

A dignidade que a imagem de Paulo Florêncio emprestava ao futebol foi a fiadora de muitos jogos. No Campeonato de 1948, uma briga entre Niginho, então treinador do Cruzeiro, e o jogador Apolinário, do Villa, no primeiro turno, transformou o jogo do returno, em Nova Lima, numa guerra anunciada.

Muitos torcedores do Villa prometeram não deixar Niginho jamais sair vivo de Nova Lima. O Cruzeiro não pagou pra ver e passou a Paulo Florêncio a incumbência de jogar e comandar o time no jogo.

Ele aceitou e passou o tempo todo pacificando o ambiente. Sempre que alguma entrada mais dura acirrava os ânimos, lá estava o respeitável Paulinho, a pedir juízo aos companheiros e adversários.

Do lado de fora, nos morros, ruas, praças e até no teto do ônibus que levara a delegação cruzeirense, policiais armados tentavam garantir a paz que, em campo, com palavras serenas e voz baixa, Paulinho garantia. O Cruzeiro venceu por 2×1 e todos voltaram inteiros para casa. Salvos pela ponderação do craque-treinador.

  • Cruzeiro 2×1 Villa Nova, domingo, 15ago48, 15h, Estádio do Bonfim, Nova Lima, 9ª rodada do Campeonato Mineiro de 1948 – Público: 1.847 pagantes – Renda: Cr$21.600,00 (recorde em Nova Lima) – Juiz: Alcebíades Magalhães Dias – Gols: Joãozinho (contra), 20 do 1º tempo; Tobias, 33 e Paulo Rêgo,41 do 2º – Cruzeiro: Sinval, Duque e Bené; Adelino Torres, Ronaldo e Ceci; Helvécio, Guerino Isoni, Nonô, Paulo Florêncio e Paulo “Sabu” Rêgo. Tec: Paulo Florêncio (substituto de Niginho, que não pôde viajar) / Villa Nova: Joãozinho, Louro e Juca; Vicente, Expedicionário e Tão; Milton, Osório, Tobias, Foguete e Milton.

Dentro e fora do campo, Paulo Florêncio era amigo e conselheiro, principalmente dos afoitos garotos em início de carreira.

Raimundinho conta que, em Londrina, à espera de um amistoso, os jogadores assistiam, indóceis, ao desfile de garotas desinibidas, na calçada do hotel. Quando um deles, mais afoito, quis partir para a abordagem, foi contido por Paulinho: “Calma, vocês não conhecem os costumes da cidade e podem se dar mal.”

A precaução só durou até que uma das moças parou  em frente ao grupo na portaria do hotel, acendeu o cigarro e soprou fumaça no rosto da moçada. Paulinho captou a mensagem e liberou a rapaziada: “Acho que não é nada do que eu estava pensando; podem se divertir.”

Livro: Páginas Heróicas, vol II

P.S.: Neste 16jul10, aos 86 anos, Maria de Lourdes Belloni Angrisano, minha tia, palestrina de primeira hora tambpem faleceu. Devo a ela grandes histórias dos tempos heróicos do Palestra Itália e do Cruzeiro.

J. A. Ferrari, o Bafo da Raposa

terça-feira, 18 de maio de 2010

Belo Horizonte, 02out33

O disparate entre o tamanho da torcida cruzeirense nas arquibancadas e nos jornais, rádios e televisões de Belo Horizonte é intrigante. Mesmo sendo maior no Mineirão, ela não ocupa espaço proporcional nas redações.

Em semanas de clássicos, então, os cruzeirenses se revoltam com a percepção que a imprensa da cidade apóia os, sem meias palavras.

Uma explicação possível para o fenômeno está no fato de que, ao contrário dos craques que se aposentam cedo,  jornalistas jamais saem de cena.

O tempo passa, ídolos são substituídos, mas o tom preto-e-branco das páginas esportivas permanece imutável como se futebol ainda fosse jogado com bola de capotão dos tempos em que o Atlético-MG tinha a maior torcida da cidade.

É história antiga. Vem dos tempos em que o exercício do jornalismo era privilégio de quem dominava as letras ou a arte de vender anúncios.

Jornalistas eram advogados, escritores, professores ou, na outra ponta, corretores de anúncios. Gente da elite da cidade, do meio de onde surgiram América-MG e Atlético-MG.

O Palestra Itália, criado por imigrantes italianos, era um clube de trabalhadores financiado por comerciantes.

Era um clube de marceneiros, pintores de parede, padeiros, caminhoneiros, pedreiros, pequenos agricultores. Os que subiam na vida abriam algum empreendimento comercial. Somente duas ou três gerações depois de sua chegada a Belo Horizonte, as famílias italianas começaram a formar seus primeiros doutores.

A distância entre o Palestra e os meios de comunicação é tão antiga quanto os clubes da cidade. Vem da década de 20  do século passado, e muda com lentidão.

A relação da torcida cruzeirense com a imprensa esportiva mineira sempre foi antagônica. A maior parte dos jornalistas é considerada rival. No sentido inverso, muitos cruzeirenses da crônica esportiva transformaram-se em heróis.

Plínio Barreto, o mais antigo jornalista esportivo mineiro e o maior arquivo vivo da história do futebol em Belo Horizonte é um exemplo de herói celeste. Ele transitou da crônica esportiva para a direção do clube, durante a gestão Felício Brandi, e quando fez o caminho de volta não perdeu prestígio entre os cruzeirenses.

Fialho Pacheco foi outro nome histórico. Foi o mais importante repórter policial de Minas. Dele, se dizia que desvendava mais crimes que a própria polícia. Alto, corpulento, sempre com um cigarro no canto a boca, além das reportagens policiais, Fialho estava sempre a serviço do Cruzeiro. Foi ele quem criou o slogan “Eta, Cruzeiro duro!”, que a torcida repetiu à exaustão nas décadas de 40 e 50 e e estampou adesivos que os cruzeirenses pregavam nas portas e vitrines das lojas de comerciantes atleticanos e americanos.

Afonso de Souza, irmão do lateral-direito Souza, editor de esportes do Diário da Tarde foi outro militante azul da crônica esportiva de Beagá. Quando o Mineirão foi inaugurado e o futebol mineiro atingiu seu ponto de ebulição com a febre dos programas esportivos, ele teve a idéia de criar colunas no DT. Cada uma dedicada a um grande da cidade. Os colunistas escolhidos foram jornalistas cheios de verve, ironia e deboche, gente com a cara e o espírito do torcedor de arquibancada.

Para a coluna Toca do Coelho, o irônico Paulo Papini, que estava sempre algumas doses –consumidas no bar do Palmeiras, no São Lucas– acima dos rivais.

Pra coluna Canto do Galo, o sarcástico Francisco Antunes (Xico Antunes ou XA), cuja personalidade combinava o ressentimento e amargura, marca alvinegra nos primeiros tempos do Mineirão. Ele calibrava as palavras e afiava a língua nas mesas do Ali Ba Bar, na Barroca, perto do Colégio Marconi.

O defensor do Cruzeiro seria o abstêmio J. A. Ferrari, que nunca levava desaforo pra casa e respondia às provocações com raciocínio rápido e tiradas inteligentes.

Antes da coluna Bafo da Raposa, João Alberto Ferrari de Lima já havia trabalhado em várias seções dos Diários Associados (Estado de Minas e Diário da Tarde e TV Itacolomi, menos nas páginas esportivas.

Filho do jornalista cruzeirense Ethelberto Franzen de Lima, e de Lúcia Ferrari de Lima, de família italiana vinda da região da Basilicata, J. A. era um jornalista de combate. Franzino, defendia-se com o raciocínio rápido que o ajudava a criar piadas mordazes e instantâneas.

Sua aceitação pela torcida celeste foi imediata e o impediu de cumprir promessa que fizera a si memso de escrever apenas uma coluna e só mesmo pra atender ao amigo Afonso de Souza.

O sucesso foi tão grande e tão imediato, que além do jornal, ele acabou estrelando o Bola na Área, debate esportivo de maior índice de audiência na televisão brasileira com espantosos 97% de Ibope.

Ele conta como aconteceu:

  • “Eu era redator de política do Estado de Minas, atividade entediante durante a ditadura, por causa da censura. Percebendo minha irritação com a atividade monótona, Ciro Siqueira me transferiu pra Superintendência de Relações Públicas do jornal. Foi lá que o Afonso de Souza me buscou pra escrever a coluna do Cruzeiro. O sucesso foi tão grandem que a Brahma decidiu patrocinar um programa de televisão com os colunistas da Diário da Tarde.”

O coluna causou polêmica desde sua primeira edição. Na segunda-feira após o primeiro Cruzeiro x Atlético no Mineirão, J. A . fez pesadas críticas aos jogadores e dirigentes atleticanos que, inconformados com a marcação de um pênalti, brigaram com o juiz e a polícia.

Irritado, o treinador Mário Celso de Abre foi ao jornal reclamar. Mas, em vez dos tradicionais salamaleques dispensados aos dirigentes atleticanos pelo pessoal da casa, ele  encontrou um jornalista duro.

Ferrari não apenas reafirmou sua convicção de que havia sido pênalti, como ainda quis saber porque os atleticanos espumavam durante o jogo e a briga. Marão desconversou e voltou pra casa sem a retificação do repórter.

Cruzeiro 1×0 Atlético-MG, domingo, 24out65, Mineirão, Belo Horizonte, 11ª (última) rodada do 1º turno do Campeonato Mineiro de 1965 – Juan de la Passión Artés (FMF) – Bandeiras: Wilton Marinho e José Gomes  (FMF) – Expulsões: Bugleaux, Vander, Roberto Mauro, Mário Celso de Abreu foram os primeiros expulsos. Quando a pancadaria se generalizou, os demais jogadores, titulares e reservas, também foram exclupidos da partida – Gol: Tostão, 35 do 1º tempo – Cruzeiro: Tonho; Pedro Paulo, William Cavalo, Vavá e Neco; Ílton Chaves, Dirceu Lopes e Tostão; Wilson Almeida, Marco Antônio e Hilton Oliveira. Tec: Airton Moreira – Atlético-MG: Luiz Perez; João Batista, Vander, Bueno e Décio Teixeira; Bugleaux, Viladônega e Toninho; Buião, Roberto Mauro e Noêmio. Tec: Mário Celso de Abreu.- Notas1. O pênalti que deu origem à briga foi cometido por Décio Teixeira em Wilson Almeida aos 34 do 2º tempo. 2. Mário Celso de Abreu, o Marão, havia sido campeão brasileiro dirigindo a Seleção Mineira em 1963. 3. William Cavalo e Ílton Chaves, então jogadores do Atlético, Marco Antônio, do América, e  Neco, do Villa Nova, também tinham sido campeões brasileiros de 1963. 4. Na mesma tarde, a TV Itacolomi exibiu, diretamente do Rio de Janeiro, o clásssico FlaxFlu, o de maior prestígio no futebol brasileiro. 5. Os jogadores atleticanos que agrediram o juiz e travaram uma batalha campal com soldados da Polícia Militar foram detidos e conduzidos à delegacia para prestar depoimento. 6. Juan de la Passión Artés era espanhol. 7. Este Cruzeiro 1×0 Atlético-MG foi o 11º dos 30 que o Cruzeiro disputou pra se tornar campeão brasileiro de 1966.

Daí em diante, sucederam-se as confusões. Brigas que vinham de antes da inaugruação. De uma rivalidade começada há 50 anos no futebol da Capital mineira.

Quando, numa manhã, antes da inauguração do Gigante da Pampulha, a administração do Mineirão reuniu os presidentes dos Cruzeiro, Atlétic0-MG e América pra escolha dos locais a serem ocupados pelas torcidas, esquecidos de que futebol se joga à tarde, os atleticanos escolheram a parte sombreada das arquibancadas.

Quando perceberam a mancada dos cartolas, os torcedores alvinegros ficaram furiosos. X. A. foi quem comandou a reação chamando de refrigerada e de barropretada a torcida cruzeirense.

J. A. respondeu dizendo que, por falta de uma praça de esportes própria, aquele pedaço escaldante da arquibancada passaria a ser sede campestre do Atlético-MG. Lugar apropriado para os emplumados se bronzearem sem pagar taxa de condomínio. Pegou.

Além de esquentar os fundilhos na fornalha e receber o sol da tarde na cara, o que tornava difícil acompnanhar os jogos, na segunda-feira os alvinegros ainda tinham de ouvir a inevitável pergunta sobre bronzeado adquirido no fim de semana.

Outra brincadeira que entrou para o folclore aconteceu no Bola na Área. No afã de conquistar aliados para o seu América-MG, o jovem cartola americano, Paulo Afonso, propôs ao Coronel Walmir Pereira, presidente do Atlético-MG, botarem as duas torcidas desfilando juntas com suas bandeiras pela Avenida Afonso Pena.

O presidente ouviu calado a explicação de que a aliança seria fatal para o Cruzeiro. O sucesso seria suficiente para os vira-casacas, que haviam trocado o América-MG pelo Cruzeiro, voltarem pro antigo clube.

J. A. foi curto e grosso: “Paulinho, pode buscar sua turma, mas não precisa levar mais do que uma ou duas Kombis…”

Walmir Pereira deu gargalhada estrepitosa. Paulo Afonso ficou sem resposta. E a história de que bastam duas Kombis pra carregar a torcida do Coelho entrou para o anedotário do futebol mineiro e brasileiro.

Outra vítima de J. A. foi o compositor Carlos Imperial. Num programa da televisão carioca, o multimídia se confessou cruzeirense em Minas.

Uma semana depois, ele veio a Belo Horizonte contratado para promover a Rodada dos Milhões, um dos inúmeros carnês de prêmios da história do Clube de Lourdes. Desfilou no Mineirão, deu entrevistas falando de se amor pelas cores preta e branca, que eram também as do seu Botafogo. E deitou falação sobre sua paixão pelo Atlético-MG.

À noite, no Bola na Área, ele repetiu a conversa. Só não contava com o troco de J. A.: ”Foi bom mesmo você ter mudado de clube, pois sua imagem não faria bem ao Cruzeiro.”

Pego no contrapé, Imperial jogou por terra mais uma ilusão da torcida atleticana. Disse que só estava ali para defender seu cachê.

Mas a vítima preferida da J. A. era seu o colega X. A., quase sempre apanhando pela palavra. Como no dia em que, convidado pra chefiar a delegação atleticana numa viagem a Formiga, chamou a cidade de “Sertão da Farinha Podre”.

Dito por um formiguense, em roda de amigos, fica engraçado. Por estranhos, vira ofensa. J. A. exigiu respeito pela “Princesa do Oeste” e levantou a cidade contra o Atlético-MG. Diante da reação, X. A. pipocou e desistiu da missão.

Quando a extinta TV Itacolomi resolveu gravar o Bola na Área no interior, os cronistas levavam material promocional de seus clubes (camisas, canetas, bonés, chaveiros e o que mais existisse nos departamentos de relações públicas).

No fim do programa, torcedores faziam fila para receber os brindes do Cruzeiro, enquanto os do Atlético-MG encalhavam. Depois de ver a história se repetir em Itaúna, Lagoa da Prata, Ouro Preto e Curvelo, X. A. desistiu: “Não volto mais ao interior de Minas, essa terra de cruzeirenses”.

O que não falta ao cruzeirense João Alberto são histórias. E história, com H maiúsculo também.

O Presidente da Província de Minas, seu tio-avô Augusto de Lima, foi quem assinou o decreto transferindo a capital de Ouro Preto pra Belo Horizonte. Ato de coragem que desfiou a ira dos ouropretanos.

A mesma coragem que fez J. A. aprender caratê pra se defender dos torcedores que o ameaçavam.

  • “Um chegou a telefonar ameaçando me dar um tiro nas costas. Eu o chamei de covarde. Disse-lhe que só podia agir mesmo pelas costas, pois, cara a cara, ia tremer e deixar cair a arma. O idiota nunca mais amolou mas, por via das dúvidas, tratei de aprender defesa pessoal.”

Medida oportuna, pois Bafo de Raposa não é algo que agrade os sensíveis rivais do Cruzeiro em Belo Horizonte.

N.B.: Este capítulo do Livro Páginas Heróicas Imortais foi  o 5.000º post do blog PHD (Páginas Heróicas Digitais).

Meu tio Daniel Angrisano

terça-feira, 23 de março de 2010

Nasci e fui criado numa família palestrina. Aos 10 anos, meu pai costurava bolas e pregava travas em chuteiras na Casa Ranieri, onde os fundadores do Palestra fizeram suas primeiras reuniões.

Autor dos dois primeiros gols e construtor do estádio do Palestra Itália, Nani Lazzarotti era tio e padrinho da minha mãe.

Meus tios Nicolau, José, Salvador e Daniel sempre foram palestrinos fanáticos.

Minha mãe, Luiza, e minhas tias, Carmina, Assunta, Rosa, Alzira, Luzia, Edna, Elza e Delza, nascidas no Barro Preto, ao lado do Palestra, também souberam educar filhos e sobrinhos segundo a bíblia cruzeirense.

Antes de ir a um campo de futebol, eu já conhecia as fabulosas histórias de Nininho, Ninão, Niginho, Carazo, Piorra, Bengala, Alcides, Souza, Geraldo II e tantos craques das primeiras décadas do Mais Querido de Minas.

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Grandeza que não é efêmera, que vem da origem

sábado, 13 de março de 2010

Caro Jorge Santana, boa tarde:

Este Hermínio Lemos, presidente do Conselho Deliberativo do Cruzeiro, é uma pessoa especial. Lá no clube de lazer, ele conta histórias e vejo nele, assim como em seu irmão José Francisco Lemos Filho, pessoas amantes do nosso querido Cruzeiro.

Eles já defenderam com unhas e dentes o clube. São patrimônio do Cruzeiro. Merecem serem homenageados. E  todo cruzeirense deveria ouvir as histórias que eles contam.

Hermínio me enviou seu discurso de posse, no qual faz um relato histórico sobre o Cruzeiro. Eu disse a ele que ia mostrar o discurso no PHD e ele ficou super feliz.

Grata, fica com Deus e saudações celestes,
Beth Makennel

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Aristóteles Lodi, palestrino de primeira hora

sábado, 2 de janeiro de 2010

                                              Ouro Preto, 10abr95; Vitória, 29mar68

O estádio do Palestra Itália, na Avenida Paraopeba -atual Augusto de Lima- foi o palco do jogo Cascatinha 8×1 Veteranos, em 03mai31.

Formado por ex-atletas do Palestra, o Cascatinha jogou com

  • Limões, Nocchi e Pede; Baptista, Palu e Bepe; Valério, Gallo, Ruffolo, Hespanhol e Ciccone.

O Veteranos tinha os seguintes dirigentes e fundadores do Palestra:

  • Lage, Lavalle e José Necésio do Carmo; Juca Savassi, Lydio Lunardi e Hamleto Magnavacca; Jeronymo Corte Real, Hugo Savassi, Tolentino Miraglia, Plínio Lodi e Aristóteles Lodi.

Encerrada a partida de 80 minutos, os times se dissolveram e jamais se enfrentaram novamente.

O que não acabou tão cedo foi o festival, um dos muitos organizados para preencher os domingos sem partidas do campeonato da cidade.

O Estado de Minas de 05mai31 contou como foi a festa:

  • “O programa esportivo da festa do Palestra no domingo, cuidadosamente escolhido, estava composto de corridas, saltos, jogos de basketeball e, por fim, uma partida de foot-ball entre os veteranos palestrinos… Findou a festa com grande distribuição de chopps, doces etc que entreteve o pessoal no campo dos periquitos até o cahir da noite.”

Cascatinha era nome do bar onde jogadores, diretores e adeptos do Palestra se reuniam pra tomar chope, jogar bocha e discutir futebol.

Ficava na Tupinambás com Afonso Pena e tinha, entre seus frequentadores os irmãos Plínio e Aristóteles Lodi, a ala esquerda dos Veteranos.

Palestrinos de primeira hora, os Lodi participaram das reuniões preparatórias para a criação da Società Sportiva Palestra Italia, realizadas nos fundos da Casa Ranieri, em dezembro de 1920.

Estiveram também na assembléia de fundação, na Casa D’ Itália -Tamoios, entre Espírito Santo e Rio de Janeiro-, em 02jan21.

A Família Lodi veio de Crevalcore, comuna próxima a Bologna, na região da Emilia Romagna.

O patriarca Evaristo, nascido em 05out1866, casou-se, no Brasil, com Celestina Mazzonetti, nascida em Vicenza, no Veneto, em 06out1872.

O casal estabeleceu-se em Ouro Preto, onde Evaristo instalou um armazém de secos e molhados.

Com a fundação de Belo Horizonte, eles se mudaram para a nova Capital, de olho nas oportunidades oferecidas por uma cidade em construção.

Foi assim que surgiu a Casa Evaristo Lodi -Tupinambás com São Francisco (atual Olegário Maciel)-, fornecedora de ferragens para as obras da cidade.

Aristóteles, filho mais velho de Evaristo, foi quem redigiu a verbale da fundação do Palestra.

A ata foi escrita em italiano, a língua familiar dos 72 participantes da reunião.

Em 1928, Elvira Lodi, irmã de Arsitóteles e Plínio, foi eleitapelos associados, uma das grã-duquesas do Palestra.

Durante a gestão de Lydio Lunardi -1931/32-, Aristóteles foi tesoureiro e Plínio, diretor social do clube periquito.

Nos Anos 30, os Lodi começaram a se afastar do Palestra. Elvira casou-se com o artilheiro Ninão e mudou-se pra Roma em 1931, quando o marido foi contratado pela Lazio.

Em 1935, Plínio e Aristóteles, junto com seus irmãos Osmundo e Álvaro, fundaram uma marcenaria em Belo Horizonte. Nessa época eram apenas torcedores de um clube que havia se profissionalizado.

Em 1940, mudaram-se para Aimorés, fronteira entre Minas e Espírito Santo, onde instalaram uma serraria e nunca mais voltaram a Belo Horizonte.

Virgínia Lodi, filha de Aristóteles, conta que, numa das habituais crises financeiras do Athletico, seus dirigentes pediram conselhos a Aristóteles.

Prontamente, seu pai subiu a colina de Lourdes e passou algumas semanas organizando a contabilidade do rival citadino.

Para os Lodi, o esporte ia além das rivalidades de campo. Como tantos adeptos do amadorismo, que se opuseram ao profissionalismo, o futebol deveria unir, jamais separar as pessoas.

Este princípio está expresso nos versos que o centroavante do Veteranos, Tolentino Miraglia, escreveu para o Hino do Palestra, composto pelo Maestro Arrigo Buzzacchi, em 1922.

  • Que seja o Palestra, / escola elevada / por nós consagrada / à força e ao valor / Porque se de fato / na luta renhida / tão bela partida / soubemos ganhar / não temos conosco / razão que nos há de / cortar a amizade / e os ódios gerar

Os Lodi retiraram-se do esporte na hora certa. A nova ordem, surgida com a adoção do profissionalismo, não correspondia ao que eles imaginavam ser o papel do esporte.

Nos Anos 30, a rivalidade entre os clubes mineiros acirrou-se a ponto de campeonatos serem interrompidos, ligas dissidentes formadas e conflitos nos estádios se generalizarem.

No auge das disputas, as duas maiores cidades de Minas, Belo Horizonte e Juiz de Fora, romperam relações esportivas impedindo a formação de uma única liga profissional.

Foi nessa época que os Lodi e, com eles, grande parte dos jogadores do Cascatinha e do Veteranos, quase todos mecenas do Palestra, abandonaram o futebol.

Eles deixaram dois legados.

A lição de que o esporte deve servir pra fazer amigos e, sobretudo, o Cruzeiro Esporte Clube que, hoje, completa 89 anos muito bem vividos.

  • Livro: Páginas Heróicas, vol II.

Adílson: “Enalteço o torcedor, fiel e fanático”

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Comentários de jogadores, treinadores e blogueiros acerca do Santos 1×2 Cruzeiro, na Vila Belmiro, Santos, pela 38ª rodada do Brasileiro, em 06dez09:

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1996 em palavras

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Mauro França

A decisão da Copa do Brasil de 1996 deu o que falar. Confiram:

Antes

  • “Palmeiras faz jogo do ano nesta noite”. (Manchete do caderno de esportes da Folha de São Paulo, 19jun96).
  • “O trunfo para ganhar do Palmeiras é ser eficiente na marcação”. (Levir Culpi, na Folha de São Paulo, 19jun96).
  • “Chiii! Essas dores na virilha de Rivaldo… sei não. Sem Rivaldo, ou com o seu maior craque à meia-boca, e sem Elivélton e Flávio Conceição, o Palmeiras já entra em campo nesta noite, para decidir a Copa do Brasil, com problemas demais para o meu gosto. (…) O Palmeiras ainda é um timaço, mesmo com todos esses abalos. Logo, não há razões para pessimismos por parte dos palestrinos (…) Mas que é preocupante, ah, isso é.” (Alberto Helena Jr., na sua coluna na Folha, 19jun96).

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A tricolor e a listrada

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Pelo menos duas camisas da moda casual que o Cruzeiro lançou são muito bonitas: a tricolor do último título do Palestra (1940) e a de listras horizontais (1957), de efêmera duração, mas também bonita. As demais peças têm Reebok demais e Cruzeiro de menos mas, pra quem gosta de bancar o outdoor, tudo bem. Estranho é o Superesportes mostrar mais fotos do material do que o site oficial do clube. São presentes de primeira qualidade para o dia 12.

Sport Club Siderúrgica, 79 anos

domingo, 7 de junho de 2009

Lembrança

Vale a pena visitar Sabará, a Sabarabuçu que o bandeirante Borba Gato fundou às margens do Rio das Velhas.

Lá se pode ouvir um conserto no teatrinho em estilo elizabetano, visitar a igrejinha de Nossa Senhora do Ó, admirar o que restou do casario colonial, degustar pratos típicos da cozinha mineira, participar do carnaval de rua ou das festas juninas e, se o Siderúrgica estiver jogando pela liga amadora ou pelo campeonato estadual da 2ª Divisão, viajar no tempo nas velhas arquibancadas do Estádio Eli Seabra Filho.

Foi o que fez o gaúcho Fritz, que foi lá à procura do Sport Club Siderúrgica, o alvianil que disputou com o seu Grêmio as quartas de final da Taça Brasil de 1965. Um timaço do qual pouco se fala nos tempos que correm. Por sorte, ele bateu na porta da fábrica de molduras do Alexandre Sanches, um siderurgicano renitente.

Filho do jogador Ali e sobrinho dos juizes Elmo e Paulo Sanches, o Alexandre pesquisa e  escreve a história do Esquadrão de Aço.

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Precisávamos ter mais ambição, mais entrega

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Foi outra partida lamentável do Cruzeiro fora de casa.

Quem tem olhos pra ver, viu. Ponto. Dizer o quê? Recorrer às boas atuações passadas ou às que o futuro nos reserva pra justificar este vexame no Morumbi não ajuda.

Culpar o treinador pela balaiada não é adequado. Ele não inventou. Escalou o que tinha à disposição e usou o mesmo esquema da vitória sobre o São Paulo, no Mineirão.

O time jogou retrancado? Não. Ou time retrancado tem 60% de posse de bola?

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