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Ché Farias, o Tanque de Trenque Lauquen

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Ernesto António Farías, 30 anos, 1m78, nascido em Trenque Lauquen, Argentina, em 29mai80, Altura: 1,78m assinou contrato para defender o Cruzeiro pelos próximos 4 anos.

Revelado pelo Estudiantes, El Tecla (por causa dos dentões), estreou aos 18 anos na equipe pincharrata.

De La Plata. o centroavante se transferiu para o jogou pelo Palermo (2004), River Palte (2007/07) e Porto (2007/10).

Pela Seleção Argentina, ele jogou ao lado de Sorín no Paraguai 1×0 Argentina, em 03set05.

Ao todo, marcou 170 gols em 385 jogos ao longo da carreira.

Considerando-se que jamais foi titular no Porto, muitas destas partidas são incompletas e pode-se esperar dele ao menos 1 gol a cda 2 jogos.

Farias tem 5 títulos no currículo: 2 campeonatos, duas copas e uma supertaça, todos conquistados na passagem pelo Porto.

Centroavante fixo, Ernesto Farias teve sua melhor fase jogando no River, pelo qual marcou 49 gols em 95 partidas (0,51 por jogo).

Bruno Furtado, do Superesportes, recolheu estes depoimentos sobre o novo atacante celeste:

  • Javier Lanza, do Clarín: “No River, ele viveu sua melhor fase. Era titular, marcou muito muitos gols e foi vendido por muito dinheiro. É um típico goleador, que se mete entre os zagueiros para receber os passes. Não é habilidoso. Costuma jogar como pivô. Curiosamente, não é tão alto, mas marca muitos gols de cabeça. Tem muita força nas pernas, salta muito e o jogo aéreo é o seu forte”.
  • Martin Blotto, do Olé: “Farías joga muito bem de costas para o gol, tem bom cabeceio e define com ambas as pernas. Não tem velocidade e bom drible, mas tem muita capacidade de se antecipar aos zagueiros e se posicionar na área. Tem faro de gol. Sua média na Argentina é próxima de 0,5 por jogo.”
  • Norberto Lopes, do Jornal de Notícias, de Portugal: ”É o típico finalizador. Um avançado de área, bom cabeceador, sabe desmarcar muito bem dos zagueiros para ganhar espaço. Não precisa de muitas oportunidades para marcar um gol, porque é muito eficaz. No Porto era dos melhores marcadores da equipe, apesar de ter poucos minutos de utilização. Era o suplente de luxo, arma secreta que o treinador lançava quando procurava resolver o jogo. Jogou pouco na última época porque esteve muito tempo lesionado.”
  • Sérgio Pereira, do portal Mais Futebol, de Portugal: ”Farias é um típico jogador de área. Não tem técnica, não é rápido, não é forte, não é alto, mas sabe estar no lugar certo para fazer gols. Não é um jogador de grandes gols, é um jogador de último toque, de meter a bola dentro da baliza. Acho que o Farías nunca foi jogador para valer o que o Porto pagou por ele (quatro milhões de euros), mas a verdade é que ele fez gols. Foi um ótimo suplente, que entrava quando a equipa estava a precisar de um gol. Nunca foi um jogador titular. Mas acho que se tiver alguma continuidade, pode ser um bom reforço para o Cruzeiro. Depende do que a torcida esperar dele: não podem esperar um craque. Até porque ele esteticamente não é um jogador atraente, não finta, não tem estilo.”

Finalmente, eis como Ernesto Farias se define:

  • “Sou um atacante de área. Posso jogar mais atrás, mas a minha característica principal é de área. Minha intenção é jogar e tentar corresponder às expectativas do treinador. Estou com uma expectativa grande de ganhar títulos no Cruzeiro”.

Agora, resta esperar que as hienas e os termocéfalos não cobrem futebol de Neymar, pois ele está mais pra Alecsandro.

Alemanha 4×0 Argentina: Maradona ficou de quatro

sábado, 3 de julho de 2010

Às 11h (Brasília), no Cape Town Stadium, na Cidade do Cabo, Alemanha e Argentina decidem uma vaga para as semifinais da Copa 2010, em partida que será arbitrada pelo usbeque Ravshan Irmatov.

Diego Maradona e Joachim Löw manterão suas equipes jogando no 4-2-3-1 tendo em Messi e Özil os principais criadores de jogadas ofensivas dos times.

Para a maior parte a imprensa esportiva, está é uma espécie de decisão antecipada do Mundial. Com o uqe holandeses e espanhóis, evidentemente, não concordam. (mais…)

Quem tem boca vai a Joanesburgo

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Copa se joga um pouco com os pés e muito com a boca. Confiram um pouco do que se disse:

  1. Johann Crujiff, ex-jogador da Holanda, vice-campeão de 1974: “Este Brasil é uma vergonha para o torneio e para os torcedores. Eu não pagaria ingresso pra vê-lo. O time tem talentos, mas joga de maneira defensiva e pouco interessante.”
  2. Maradona, auxiliar técnico de Salvador Billardo na Seleção Argentina: “O erro não foi validar o gol do Tévez, mas permirtir a caçada ao Messi, algo como fez o killer Gentile em 1982.”
  3. Cláudio Gentile, ex-jogador da seleção italiama campeã do mundo em 1982: “Maradona é um palhaço; eu nunca foi expulso por jogada violenta.” [N.B.: Maradona foi expulso na Copa de 1982, após aplicar um coice na barriga do volante Batista, na derroda da Argentina para o Brasil por 3×1].
  4. Dunga, treinador do Brasil: “No Brasil, se a Seleção vence, pedem espetáculo, se vence e dá espetáculo, exigem goleada, se vence, dá espetáculo e goleia, dizem que o adversário é fraco.”
  5. Olé, diário esportivo argentino, referindo-se ao gol de Luís Fabiano contra a Costa do Marfim: “La mano del diablo!”
  6. Pelé, sobre o mesmo gol: “O gol do Luís Fabiano foi de Pelé, pelos chapéus, e de Maradona, pelas mãos”
  7. Wall Free Dow Jones, torcedor brasileiro: “O Brasil, hic!, vai, hic!, campeonar, hic, hic, hic, hurra!”
  8. Maradona sobre Pelé: “Aquele moreno que jogava com a dez, devia voltar pro museu”
  9. Pelé sobre Maradona: “Ele me ama…”
  10. Cristiano Ronaldo, após a derrota para a Espanha: “Por que fomos eliminados? Perguntem ao Carlos Queiróz…”
  11. Cristiano Ronaldo, de cabeça fria: “Estou destroçado, completamente desolado, com uma tristeza inimaginável. E quando disse pra perguntarem ao treinador foi porque, naquele momento, ele estava na conferência de imprensa e eu não me sentia em condições de explicar coisa alguma. Sou um ser humano e tenho o direito de sofrer sozinho.”
  12. Bastian Schweinsteiger, volante da Argentina: “Temos que manter a calma e não cair nas provocações dos argentinos. Todo mundo viu a conduta deles no intervalo da partida contra o México. Reparem na forma e nos gestos com que tentaram influenciar o Juiz. Foi uma vergonha. Mas esta é a mentalidade deles e temos que estar preparados pra isto.”
  13. Vicente Del Bosque, treinador da Espanha: “Nosso estilo é o de nos manternmos fiéis a nosso estilo”
  14. Renato Maurício Prado, comentarista do SporTV: “A Espanha já é semifinalista da Copa.”
  15. Larissa Riquelme, modelo e torcedora paraguaia: “Desque pequena, sempre gostei de de futebol, já fui até atacante, e sou fanática pelo Cerro Porteño…”

Paraguai 0(5)x0(3) Japão: Fiesta guarani

terça-feira, 29 de junho de 2010

Às 11h (Brasília), no Estádio Loftus Versfeld, em Pretoria, Paraguai e Japão disputam uma vaga para as quartas de final da Copa 2010.

Quem vencer fará história, pois estará pela primeira vez entre as oito melhores seleções do mundo. O trio de arbitragem. liderado por Jerome Bleeckere, é belga.

Os dois times jogarão no 4-4-2 e terão em seus atacantes as chaves da partida. A dupla que funcionar melhor levará seu time adiante. (mais…)

Dunga pediu desculpas ao distinto público

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Dunga agiu bem ao pedir desculpas à torcida pelo destempero verbal contra Alex Escobar ao final do Brasil 3×1 Costa do Marfim.

Se ele não gosta do repórter ou da rede de televisão, deveria ter resolvido pessoalmente suas desavenças sem recorrer a palavrões em meio a uma entrevista.

A Globo, goste-se ou não e de seus profissionais, está certa ao tentar entrevistas exclusivas.

O que se espera do jornalista é que corra atrás da notícia, não que aceite os comunicados oficiais das autoridades como fonte.

Ontem, o Olé publicou foto de um aparente desentendimento entre Luisão e Júlio César. Se o ambiente na Seleção fosse de liberdade, os atletas seriam abordados por repórteres, em algum horário livre, pra se explicarem.

Mas como vivem em regime de reclusão absoluta, quem fala por eles é o assessor de imprensa da CBF e o treinador. E o torcedor fica desinformado.

Muitos brasileiros, adeptos de regimes autoritários, de empastelamento de jornais e de cassação de concessões de rádios e televisões, aprovam o jornalismo oficial e se aproveitam da situação para criticar a imprensa livre.

Nessas questões, fico com João Saldanha que, embora fosse comunista, tinha cérebro e defendia, ao menos no ambiente da ditadura militar, a busca de informações.

Pra ele, “a imprensa ou é de oposição ou é balcão de armazém de secos e molhados”.

E sobre essa concentração total, essa reclusão imposta aos jogadores, ele repetia à exaustão: “se concentração ganhasse jogo, o time da penitenciária seria imbatível”.

Se é pra resolver pendengas com palavrões, Dunga deveria poupar bilhões de telespectadores que acompanham suas coletivas.

Se é pra conquistar a Copa, ele deve treinar o time e confiar no discernimento dos atletas, que deveriam ter folgas após as partidas. Com direito, inclusive, de conversar com jornalistas. Como cidadãos livres.

Caso contrário, eles deixarão a África do Sul sem terem participado de verdade do evento, posto que só lhes restarão lembranças de hotéis, ônibus e estádios.

Sobre a festa dos povos nas ruas, só ficarão sabendo se ligarem a TV. Se é que isto também não está proibido na concentração total.

Dunga fez bem bem ao revelar, na coletiva do mea culpa, a matriz de seu patriotism e a dor que sente pelos problemas de saúde do pai. E foi humano ao expressar sua solidariedade ao povo nordestino, que enfrenta o flagelo de inundações.

Mas fez melhor ainda ao se desculpar com o público. Errou, pediu desculpas e bola pra frente. Não leva o Troféu Domenech, o maluco treinador francês que não entendeu o espírito desportivo da competição.

Agora, falta Dunga abrir algumas janelas para o contato entre atletas e público. Como as demais seleções fazem.

N.B.: Se Dunga quer mesmo “boxear” com jornalistas, que venha treinar o Cruzeiro. Aqui, só tem peso pesado. Em Minas, Alex Escobar seria peso mosca.

Argentina 2×0 Grécia: Pra assustar futuros rivais

terça-feira, 22 de junho de 2010

Às 15h30 (Brasília), no Estádio Peter Mokaba, em Polokwane, a Grécia tentará vencer pra discutir com Coréia Democrática e até, remotamente com a Argentina, uma vaga no Grupo B.

Os argentinos, a média máquina, preservavarão vários titulares, pois precisam apenas de um empate pra ficarem com o 1º lugar do grupo. (mais…)

México 2×0 França: Au revoir, Henry!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Às 15h30 (horário de Brasília), no Estádio Peter Mokaba, em Polokwane, França e México jogarão pra saber quem corre atrás do Uruguai e quem vai consolar o Pé de Uva.

A França virou um balaio de gatos. Jornalistas garantem que o elenco não tá satisfeito com o futebol de Anelka. Nem com o do Malouda.

E o sorumbático Gourcuff enche a paciência até do Capitão Evra, que não consegue se comunciuar com a jovem promessa do Bourdeaux.

Tanta frescura só podia mesmo acontecer nuam seleção francesa. E, pra piorar, Zidane cornetou o treiandor com nome de conhaque, que ele diz não entender bulhufas de futebol.

Já os mexicanos estão concentradíssimos. Ninguém treinou mais do que eles no pré-Copa. E nem esbanja mais confiança, agora que a bola está rolando.

O empenho é tanto que o treinador botou a goleirada pra defender chutes de bola de futebol americano o troço mais parecido com a Jabulani, que os astecas encontraram. (mais…)

Suíça 1×0 Espanha: Goleada à moda suíça

quarta-feira, 16 de junho de 2010

No Moses Mhabida, em Durban, pelo H, Espanha e Suiça fecham a 1ª rodada da fase de grupos da Copa.

A Espanha, campeã européia, treianda por Vicente del Bosque, vai a campo num 4-1-4-1 com Busquets na frente da 1ª linha de 4 e Davi Villa na frente da 2ª, a dos volantes Silva, Xabi, Xavi e Iniesta, que jogam fácil e espremem o adversário em seu campo de defesa.

A Suíça, que entrou pra história por conta de chocolate, relógios, contas secretas e do ferrolho, atua no 4-4-2 e só tem jogador meia-boca. Entre eles o volantão Gelson. Com este nome, ele deveria ter nascido em Nova Iguaçu, Magé ou Mesquita, mas é de Cabo Verde, na África.

Pra não dizer que não conheço ninguém do time suiço, informo conhecer o Senderos, defensor incapaz de arranjar lugar na bequeira do Cruzeiro e o Tranquilo Barnetta, que joga no time da fábrica de comprimidos pra dor de cabeça de Leverkusen, daí talvez seu exótico nome.

O inglês Howard Webb, que apitou a final da Champions League será o soprador de latinha. O que é garantia de falta de assunto no quesito arbitragem.

Deu no diário esportivo argentino Olé:

¿Candidato? Joder…

españa llegó con chapa y perdió ante Suiza en su debut. El gol de Gelson Fernandes (en offside) deja el mayor batacazo en lo que va del Mundial. Del Bosque puso a Torres con Iniesta, Xavi y Villa para buscar el empate. Y nada…

Toda la ilusión, la chapa de candidato, el deseo de ya tener la Copa del Mundo entre sus manos, se desvaneció en un segundo. Sí, ahí cuando Gelson Fernandes la empujó a la red luego de los aparatosos tropiezos de Piqué y Casillas, los corazones españoles se detuvieron. No conforme con empezar abajo en el marcador, Del Bosque no tuvo mejor solución que acumular gente en ataque, sin que se le caiga una sola idea, y terminó construyendo el papelón ibérico que desembocó en una flojísima derrota en el debut.

La cantidad de partidos invictos, los halagos de la prensa por el despliegue futbolístico y la cantidad de jugadores valuadas en millones de euros no le importaron a los suizos. Ottmar Hitzfeld dio cátedra de orden táctico: dispuso un sistema acorde para frenar las embestidas de España, que buscaba por el medio con dos grandes volantes como Xavi e Iniesta, y atacaba por los costados con dos jugadores por banda, dejando a Villa relamiéndose en el medio para embocarla.

Sin embargo, Suiza, que fue a negociar el empate sin Frei, su máximo artillero, y que sufrió la lesión de Senderos en el primer tiempo, terminó encontrando el gol a los 52 minutos, luego de una preocupante falla defensiva de la Roja. Gelson Fernandes, apenas en offside, la encontró tras una serie de rebotes, y la empujó al arco, para tirarle un baldazo de agua fría a todos los españoles.

Ya consumado el 1-0, Del Bosque fue preso de la desesperación, y se vio obligado a empezar a meter gente en ataque: primero Fernando Torres y Jesús Navas. Minuto más tarde, fue el turno de Pedro. Pero apenas cambió la cantidad, y no la calidad; España llegaba pero no generaba peligro, ya que la única la tuvo con un tiro desde afuera de Xabi Alonso, que dio en el travesaño. Poco y nada de los delanteros.

Suiza, que estaba preparado para esta situación desde el minuto cero, supo aguantarlo y terminó llevándose los tres puntos. España, que pensó que lo tenía ganado desde el arranque, descubrió que no sólo alcanza con tirar los jugadores a la cancha.

Deu no diário esportivo espanhol Marca:

    • Vicente Del Bosque, no ocultó su decepción por la derrota sufrida en el debut mundialista ante Suiza (1-0). “No ha sido nuestro día. Hemos intentado ganar de manera ortodoxa y ya en la segunda mitad de forma heroica, pero no hemos podido”, aseveró el técnico de España. Del Bosque quiso apuntar que la resistencia de Suiza no había sido ninguna “sorpresa” porque esperaban encontrarse un equipo con tales características sobre el terreno de juego. Además, Del Bosque quiso lanzar una aviso a la afición española para mantener la esperanza: “El Mundial aún no ha acabado”. Por último, el seleccionador español reconoció que la derrota ante Suiza obliga a La Roja a vencer en sus dos próximos partidos ante Honduras y Chile. “La derrota ahora nos obliga a ganar los dos partidos que quedan. No hay otra”.
    • Xavi y su sombra. Ottmar Hitzfeld sabe que buena parte del fútbol de España nace en Xavi y le puso vigilancia especial durante todo el partido. El cerebro hispano apenas brilló.
    • La espalda de España. La selección juega al ataque, y eso está bien, pero hay que vigilar la defensa. Suiza tuvo dos ocasiones: una fue gol y la otra acabó en el palo.
    • Villa, desconectado. El Guaje no estuvo ni la mitad de inspirado de lo que suele cuando viste la camiseta de España. Los asistentes apenas pudieron detectarlo.
    • Howard Webb no estuvo a la altura de las circunstancias. Concedió el gol de Suiza, que debió ser anulado por fuera de juego. Y debió pitar penalti sobre Silva en la primera mitad.

Melhor do que a encomenda

terça-feira, 15 de junho de 2010

Tirante os juízes, que estão avacalhando com suas insossas atuações, a Copa está muito boa. Tem de tudo. Bola envenenada, nascida para trair. Retrancas bem montadas, na medida certa pra irritar mesa-redondistas. Vuvuzelas que obrigam os politicamente corretos a sofrerem calados em nome da diversidade cultural.

Copa não é pra torcer. Quem quiser estrebuchar de pânico e ansiedade, que o faça no Mineiro, no Morrinhão ou na Libertadores. Copa é confraternização, é cerveja, salaminho, pão de queijo, tremoços, liguicinha frita na mesa da sala, em meio de semana. Ou churrasco na laje e no quintal, nos fins de semana.

Copa é bolão, já que bolo de linha não tem mais jeito de fazer, pois linha não há mais. Copa é a ocasião certa pra levar mais a sério os comentários da minha tia do que os do Evandrão. Eles regulam idade, mas a minha tia só abre a boca pra falar de futebol de 4 em 4 anos, enquanto meu amigo pontifica sobre o tema diariamente. Voadora também ela só aplica nas copas. Geralmente contra argentinos e  treinadores do escrete canarinho. Já o Evandrão não economiza o golpe. É capaz de mandar um até por conta deste post.

Copa é pausa pra respirar. É pra rir da ira de quem não suporta o narrador argentino Galván Bueno, nem os pitacos do desavisado Casão. É pra constatar que bandeira dos rosas traz maus fluidos. Repararam que foi só pintar uma no Ellis Park pro Brasil tomar gol? E que a bandeira mais bonita do mundo é a de Honduras, aquela terra de homens e mulheres, que escolheram viver em liberdade (lá vem reproche dos Sobrinhos do Coronel!).

Pra finalizar, listo o que vi de melhor até aqui: o ânimo do centroavante comuno-coreano, Robson Crusué, a jaqueta de Pequeno Príncipe do Dunga, os pulinhos do Maradona (Luxa não tem a graça e a leveza do Pibe), o bate boca entre Maradona e o Moreno Que Vestia a Dez, o futebol, quem diria, cheio de telecoteco dos tanques alemães, o ponta-esquerda à moda antiga, Elia, da Laranja, as torcedoras dinamarquesas, o corte de cabelo do goleiro argelino Chouchui (?), a jogada de rúgbi do Samuel no gol argentino, as matérias do Olé e o gol espírita do Maicon.

Prum começo de festa, tá danado de bom, né mesmo?

N.B.: Pra acompanhar a Copa. Pra se solidarizar com o ditador comuno-c0reano, Kim Jong.

Brasil 2×1 Coréia C.: Maicon disparou um míssil

terça-feira, 15 de junho de 2010

No Ellis Park, em Joanesburgo, o Brasil estréia na Copa contra a Coréia Comunista. Será o jogo dos segredos. O brasileiro, que é de polichinelo, pois todo mundo sabe como jogará a seleção e o da Coréia Comunista, que ninguém sabe do que é capaz, posto que o país é um campo de concentração.

Dunga escalará o Brasil no sistema adotado pelo Cruzeiro na Era Adílson (e também na Era Luxemburgo) 4-3-2-1. Três volantes, dois deles com liberdade pra jogarem também como meias, um armado,r Kaká (que não é bem um cara cerebral, portanto a receita pode desandar), e dois atacantes, um fixo, Luís Fabiano, outro móvel, Robinho.

Os comuno-coreanos, treinados por K Jong Hun (?), vão no 4-4-2, com duas linhas de defensores e dois atacantes à espera de esticões pra azucrinar, com sua velocidade, a bequeira pátria. Vão diminuir espaços em seu campo de defesa e botar a força mental pra trabalhar e surpreender os favoritos.

Enquanto no Brasil todo mundo é estrela, na Coréia Comunista só existe um cara famoso, cujo nome não me ocorre agora.

O mundo inteiro considera que o macuco já está no emboranl verde-e-amarelo. Os adversários, contudo, terão uma torcida maior neztepaiz, um dos últimos baluartes do comunisno acadêmico, do que em sua própria terra, onde é provável que a partida nem seja exibida pela televisão ao vivo.

O húngaro Viktor Kassai será o Juiz desta partida, que deixa uma dúvida no ar: que os comunistas comem (por via oral, é claro) criancinhas, todos sabemos, mas será que também comerão os velhinhos da seleção com maior média de idade do Mundial? A resposta saberemos a partir de 15h30 nas telinhas de todo om país.

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Vejam o que disse o argentino Olé:

A coreano regalado…

Franco Predazzi

El equipo de Dunga recién pudo abrir el partido en el segundo tiempo por un error del arquero rival: Maicon sacó un misil y Myong Guk-Ri descuidó su palo. Después llegó el gol de Elano y Corea no preocupó pese al descuento.

Ganó Brasil y no es noticia. Ganó 2-1 contra Corea del Norte y eso sí es noticia. Se puso en ventaja con un gol que tuvo la inestimable colaboración del arquero. Mereció el triunfo. Lo justificó. Mostró falencias ofensivas, una alarmante ausencia de cambio de ritmo. Fue prolijo para ocupar espacios. Demasiado prolijo ante un rival que estaba programado para aguantar. Con armas leales, pero aguantar. Brasil no asustó. Tampoco sufrió, pese al gol de Corea del Norte cuando faltaban tres minutos, descuento incluido.

Robinho fue de lo mejorcito de un equipo que quedó en deuda. Michel Bastos mostró, en el segundo tiempo, que es de lo más parecido a Roberto Carlos (hasta en su pegada en los tiros libres) de los últimos tiempos en esa posición. Maicon completa el podio, porque al menos una vez pasó al ataque con la decisión que muestra en el Inter y encima contó con la gauchada de Myong Guk Ri.

Corea del Norte tuvo una actuación digna, digamos. Se ocupó de armar un bloque defensivo prolijo. Un 5-4-1 que no recurrió al planchazo para frenar a Brasil. Orden y, si se podía, algún contraataque. De hecho, Julio César, antes de ir a buscar la pelota adentro de su arco, sólo había atajado dos facilongas. Pero cuando se encontró en desventaja, no tuvo reacción, no cambió el chip, seguramente porque ese chip no existía. Avanzó en el campo casi por inercia, aunque no hizo más que entregarle espacios al Scratch para que estirara la diferencia: pase de crack de Robinho y toque cruzado de Elano. ¿Kaká? Todavía no debutó. ¿Sí? ¿En serio? Naaa, no jodan.

Brasil ganó el partido que Portugal y Costa de Marfil vinieron a ganar. Lo hizo con lo justo. Está claro que los clasificados a octavos de final saldrán de los equipos mencionados. Y si, como se presupone, España termina como líder del grupo H, podría cruzarse con el Scratch en octavos de final. No estaría mal, ¿no?

O espanhol Marca também reportou:

La habilidad de Maicon y el talento de Robinho bastan ante Corea del Norte

Fantasía con cuentagota

Un error del meta norcoreano lo aprovechó Maicon para abrir la lata en el 55′ · Elano, tras un gran pase de Robinho, puso la sentencia · Corea del Norte murió con la cabeza alta tras lograr el 2-1 casi sobre la bocina;

Fran Villalobos

Brasil cumplió a secas en su estreno mundialista ante Corea del Norte, un rival correoso que logró caer con la cabeza alta ante un rival muy superior. Esa diferencia de potencial apenas se notó durante toda la primera parte. El juego de la ‘canarinha’ fue lento, previsible y aburrido, con Kaká perdido y Robinho como único exponente de ese fútbol imaginativo que se presupone a los brasileños.

Visto lo visto, con Dunga parece un reducto del pasado más que un recurso del presente. Que el más peligroso sea Maicon entrando por el lateral derecho es para cuestionarse hacia donde camina Brasil, que gasta un doble pivote de lo más vulgar con Gilberto Silva y Felipe Melo en línea. Por detrás, la zaga de cuatro no tuvo excesivos problemas ante Corea del Norte. Sólo el veloz Tae Se puso en algún aprieto a Juan y a Bastos, un interior reconvertido a lateral por exigencias del guión. Así funciona ahora Brasil, como una fábrica. Lo importante es hacer tu trabajo, no lo bonito que consigas hacerlo.

Así las cosas, Brasil se marchó al descanso empatando sin goles ante Corea del Norte, muy aplicada atrás y con ganas de incordiar. Como en casi todos los partidos de este Mundial, el partido terminó decidiéndose por un error del enemigo, un descuido en mitad de la rutina. Esta vez el fallo fue del meta Myong Guk en una arrancada de Maicon por la derecha. Abandonó el primer palo, algo que es similar a no cubrir a un compañero en la guerra, y Maicon lo aprovechó como pocos habrían sabido hacerlo. En lugar de centrar atrás, el crack pretendido por el Real Madrid se sacó casi sin ángulo un disparo fuerte y seco que terminó en las redes para sorpresa de todos.

Kaká sigue en paradero desconocido

El debate no es Maicon o Alves, porque Maicon es titular indiscutible. La cuestión es como encajar al barcelonista en el equipo para que Brasil crezca futbolísticamente. Dunga no se atrevió a hacerlo hasta que Elano puso la sentencia en el minuto 71. Robinho se inventó un pase cremallera que abrió en canal a la defensa norcoreana para que el poderoso centrocampista brasileño cruzase con tranquilidad ante la salida de Myong Guk.