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10ª da A: Flu e Inter mantiveram os clientes

sexta-feira, 23 de julho de 2010

10ª rodada do Morrinhão, disputada em 21/22jul10. Corintiãs caiu do galho, Flu subiu, Ceará mantém-se “engastaiado” no G4, mineiros permanecem clientes de Flu e Inter, Felipão jogou a toalha e o público continua “deste tamaninho,ó!”…

  1. Jacaré, Atlético-MG 1×2 Inter. Público: 4.713. Gols: Diego Souza, 7, Alecsandro, 13 do 1º; Alecsandro, 17 do 2º. Luxa, “um dos três melhores treinadores do mundo”, segundo microfonistas mineiros e seus seguidores, perdeu a 7ª partida em 10. Aguardo explicações.
  2. Morumbi, São Paulo 1×1 Prudente. Público: 9.646. Gols: Washington, 1, Anderson Luís, 20 do 1º.  Hernanes, o cara que ia ganhar a Copa para o Brasil jogou. E não ganhou do Prudente. Aguardo esclarecimentos.
  3. Barradão, Vitória 2×2 Goiás. Público: 9.568. Gols: Rafael Moura, 31, Everton Santos, 33, Ricardo Conceição, 45 do 1º, Soares, 45 do 2º. Descontrolado, Emerson Leão criou a maior fuzarca no final da partida. He Man deu piti e agrediu um repórter. Um vexame total.
  4. Maraca, Fla 1×1 Avaí. Público: 14.051. Gol: Diego Maurício, 3 do 1º; Gabriel, 29 do 2º. Pet tentou várias maldades com a bola parada, mas Renan, de 19 anos, jogou com tranquilidade de veterano e o Avaí segue pontuando.
  5. Olímpico, Grêmio 1×1 Vasco. Público: 4.820 Gols: Nunes, 6, Jonas, 9 do 1º. A cancha do Olímpíco parecia uma lagoa e ninguém vai reclamar. Fosse na Arena do Jacaré, seria o fim do mundo.
  6. Baixada, Atlético 2×0 Santos. Público: 20.001. Gols: Bruno Costa, 2 do 1º; Bruno Mineiro, 2 do 2º. Neymar, outro ex-futuro campeão mundial, apanha pela 3ª vez consecutiva neste Morrinhão. Cartas à redação explicando, por favor!
  7. Serra Dourada, Atlético-GO 3×1 Corintiãs. Público: 17.445. Gols: Robston (p), 21, Iarley (Cor), 34 do 1º; Pedro Paulo, 23 e 34 do 2º. O cara que decidiu o jogo contra o líder foi descontratado pelo Luxa (um dos três melhores treinadores do mundo, segundo microfonistas e seus seguidores). Durma-se com um barulho desses!
  8. Maraca, Flu 1×0 Cruzeiro. Público: 28.479. Gol: Leandro Euzébio 8 do 2º tempo. Cruzeiro jogou como nunca, perdeu como sempre para o Flu.
  9. Brinco, Guarani 1×1 Ceará. Público: 4.585. Gols: Ernandes (Cea), 8, Ricardo Xavier, 29 do 2º. Ceará “engastaiou” no G4.
  10. Pacaembu, Palmeiras 2×2 Bota: Público: 12.107. Gols: Marcos Assunção, 1, Kleber, 12, Jobson, 25, Antonio Carlos, 33 do 2º. Felipão jogou a toalha. Rapidim, não?

Gols: 26. Público: 125.415.  Média: 12.542. G4: Flu, 22, Corintiãs, 21, Ceará, 19, Inter, 16. Z4: Grêmio e Vasco, 10, Atlético-MG, 9, Atlético-GO, 7. Artilheiros: 6 – Alecsandro e Roger / 5 – André, Roberto, Schwenck. / 4 – WP, Caio, Bruno César, Hugo, Fred, Tardelli, Muriqui, Ricardinho, Antônio Carlos, Herrera, Love, Washington, Jonas, Kleber.

9ª do Brasileiro: Cruzeiro no G5, Cocota no Z5

segunda-feira, 19 de julho de 2010

9ª rodada do Morrinhão 2010, em 17/18jul10.

Hernanes, o volante que, se convocado, teria dado a Copa ao Brasil, segundo alguns mesa-redondistas, não jogou nada. Mas nada mesmo.

  1. Barradão, Vitória 3×2 São Paulo. Público: 11.915. Elkeson, 13, Jean, 38 do 1º;  Schwenck, 2, Ramon Menezes, 12, Fernandão, 16 do 2º. Castigo para os baianos idiotizados pela mídia do Eixo, que foram ao Barradão torcer para o São Paulo.
  2. São Januário, Vasco 3×1 Atlético. Público: 5.976. Jonathan, 19, Nunes, pênalti, 26, Bruno Mineiro, 47 do 1º; Leo Gago, 17 do 2º. O juiz errou marcando pênalti inexistente e expulsando Chico injustamente. O Vasco aproveitou a mãozinha pra tirar o pé da lama.
  3. Farazão, Prudente 2×0 Grêmio. Público: 4.153 . Paulo César (falta), 22 do 1º; Wanderley, 46 do 2º. Qualquer dia desses, o Grêmio ainda põe o Olímpico na cacunda quando sair de Porto Alegre.
  4. Ressacada: Avai 4×2 Palmeiras. Público: 8.329. Gabriel Silva, 11, Caio, 24, Robinho, 38 do 1º; Kleber (pênalti), 9, Caio (pênalti), 45, Roberto, 48 do 2º. Roberto, o melhor jogador do campeonato até agora, desequilibrou mais uma vez.
  5. Beira Rio: Inter 2×1 Ceará. Público: 6.483. Alecsandro; 16 do 1º; Kleber, 2, Michel, 17 do 2º. Saci passou a perna no Vozão. E não caiu. Colorado está chegando.
  6. Jacaré: Cruzeiro 1×0 Goiás. Público: 3.579. Gilberto, 11 do 1º tempo. Faltou bola ao Cruzeiro e competência ao Goiás.
  7. Pacaembu: Corintiãs 1×0 Atlético-MG. Público: 22.163. Bruno César, 35 do 2º. A rádia não deve ter achado a menor graça. Te cuida, Cuca! Não ouse ter sucesso pra nra não sofrer retaliação.
  8. Serra Dourada: Atlético-GO 0x1 Fla. Público: 18.544. Petkovic (pênalti), 36 do 1º. Com a saída dos cascas grossas, Pet tomou conta do pedaço.
  9. Vila Belmiro: Santos 0x1 Flu. Público: 9.193. Alan, 32 do 2º tempo. Neymar e Ganso, que iam dar o título mundial ao Brasil, não deram a vitória ao Santos contra o Flu. Quem explica?
  10. Engenhão: Bota 1×1 Guarani. Público: 7.250. Ricardo Xavier, 40, Danny Morais, 48 do 1º. Joel Santana dá sinais de nervosismo. Com razão. O Bota promete fortes emoções pra sua torcida.

Gols: 26. Público: 97.585.  Média: 9.759. G4: Corintiãs, 21, Flu, 19, Ceará, 18, Cruzeiro e Fla, 15. Z4: Grêmio e Vasco, 9, Atlético, 7, Atlético-GO, 4. Artilheiros: 6 – Roger / 5 – André, Roberto, Schwenck. / 4 – WP, Caio, Alecsandro, Bruno César, Hugo, Fred, Tardelli, Muriqui, Ricardinho, Herrera, Love. / 3 – ACarlos, Jonas, Neymar, Ricardinho, Emerson, Andrezinho, Dagoberto, Ewerthon, Walter, Baier, Allan, Dagoberto, Washington, Wanderley, Emerson Santos.

Cobras e bagres

terça-feira, 29 de junho de 2010

Esta é a minha seleção da Copa até as oitavas de final:

  • Eduardo Carvalho;
  • Maicon Douglas, Lúcio Ferreira, Juan Santos, Carlos Salcido;
  • Bastien Schweinsteiger;
  • Mesut Özil, Wesley Snejder;
  • Pablo Forlán;
  • David Villa, Asamoah Gyan.
  • Tec: Dunga

E esta a contra-seleção:

  • Robert Green;
  • Jonas Gutierrez, Christian Poulsen, Martin Demichelis, Patrice Evra;
  • An Yong Hak, Kim Kum Il, Achille Emana;
  • Fernando Torres, Jon Tomasson, Nicolas Anelka.
  • Tec: Domenech

N.B.: Minha mãe está precisando de 08 doadores de qualquer tipo de sangue. Pra quem puder ajudar, o nome dela é Terezinha Caldeira Nunes e o hospital é a Santa Casa de Belo Horizonte. Muito obrigado, Marcos Alexandre Soy Loco Por Tri 2010.

Espanha 1×0 Portugal: Lusos naufragam no Cabo das Tormentas

terça-feira, 29 de junho de 2010

Às 15h30 (Brasília), no Estádio Green Point, na Cidade do Cabo, Portugal e Espanha decidema última vaga para as quartas de final da Copa de 2010 com arbitragem do trio argentino formado por Héctor Baldassi, Ricardo Casas e Hernan Maidana.

Vicente del Bosque mandará seguinte Espanha a campo: Casillas; Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevila; Busquets, Xabi Alonso (Fábregas), Iniesta e Xavi; David Villa e Fernando Torres.

Caelos Queiroz escalará o selcioando português com Eduardo; Miguel, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Coentrão; Pedro Mendes, Raul Meireles, Tiago (Deco) e Simão Sabrosa; Cristiano Ronaldo e Hugo Almeida.

Cristiano Ronaldo, pelo lado luso, e o meio de campo, pelo lado espanhol serão as chaves do jogo. (mais…)

Comércio internacional

terça-feira, 29 de junho de 2010

Esta notícia, recolhida no Correio Braziliense e postada pelo Evandro Oliveira, merece debate.

Clubes de futebol não declaram a venda de jogadores para o exterior

Banco Central identificou irregularidades cometidas por 22 agremiações no valor de U$49,6mi.  O Grêmio e o Flamengo são os maiores devedores. 

Eis as punições e multas (em US$) dos 15 principais sonegadores:

  1. Gremio – 13,3 mi 
  2. Fla – 13,1 mi 
  3. Paraná – 3,8 mi 
  4. Inter – 2,9 mi
  5. Santos – 2,3 mi
  6. Coritiba – 2,1 mi 
  7. Sport – 1,8 mi 
  8. Bota – 1,4 mi
  9. Vasco – 1,4 mi
  10. Vitória – 1,2 mi 
  11. Atletico-MG – 1,1 mi 
  12. Lusa – 957 mil 
  13. SPFC – 840 mil 
  14. Goiás – 672 mil 
  15. Guarani – 630 mil.

O nome do Cruzeiro não aparece entre os 15 e não está indicado pela lista obtida na fonte que é o Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional.

N.B.: Minha mãe está precisando de 08 doadores de qualquer tipo de sangue. Pra quem puder ajudar, o nome dela é Terezinha Caldeira Nunes e o hospital é a Santa Casa de Belo Horizonte. Muito obrigado, Marcos Alexandre Soy Loco Por Tri 2010.

Finalmente, um dirigente lúcido

terça-feira, 29 de junho de 2010

Até que enfim, apareceu um cartola inteligente.

Enquanto os idiotas brasileiros aceitam a divisão canalha das receitas do Morrinhão, o presidente do Sevilla põe o dedo na ferida e a boca no trombone.

É tão óbvio. Mas, no Brasil, até torcedores dos clubes lesados compreendem e defendem a barbaridade que é a divisão de cotas da TV.

Preguiça mental e cegueira se combinam para que os teleguiados aceitem o trololó dos mesa-redondistas do Eixo e ajudam a enterrar seus próprios clubes.

Vaticina que será una lucha entre Barça y Madrid

Del Nido: “La Liga se va a convertir en una mierda si el reparto de derechos sigue igual”. Defiende que “no puede haber tanta diferencia entre unos y otros”

José María del Nido, presidente del Sevilla, exigió que el reparto de los derechos de televisión cambie para que la Liga sea más igualada. “Queremos exigir un reparto justo de los derechos de televisión, no puede haber tanta diferencia entre unos y otros. La Liga se va a convertir en una mierda, según la forma actual sólo se benefician Madrid y Barcelona y por eso se llega como ha pasado este año a un Liga de 100 puntos, sacando casi treinta puntos al tercero”, recordó.

“En 48 horas va a haber otra reunión para analizar las líneas de actuación a seguir en la presión, las medidas que consigamos es posible que no se apliquen para esta temporada, pero hay que sentar unas bases justas para la siguientes. Los clubes nos tenemos que poner serios en este tema, porque como esto siga igual al final sólo van a quedar Madrid y Barça y se van a tener que enfrentar 19 veces entre ellos”, ironizó.

(Marca, jornal esportivo espanhol)

N.B.: Minha mãe está precisando de 08 doadores de qualquer tipo de sangue. Pra quem puder ajudar, o nome dela é Terezinha Caldeira Nunes e o hospital é a Santa Casa de Belo Horizonte. Muito obrigado, Marcos Alexandre Soy Loco Por Tri 2010.

O primo pobre

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Torcedor só quer saber de farra. Não presta atenção no entorno nem que a vaca tussa.

Ontem, aqui, uma turma tirou sarro de quem pediu as contratações de Luizinho, Francismar, Danilo e outros jogadores do Ipatinga.

Pois bem, hoje, o Santo André botou o time à venda. Vão sair Nunes, Rodriguinho, Bruno César, Gil, Branquinho e outros menos votados.

Segundo a imprensa, Cruzeiro, Fla, Flu, Palmeiras e Corintiãs estão disputando os talentosos andreenses.

Não sei quem os arrematará. Sei apenas quem passará batido. Será o Cruzeiro, fácil, fácil.

(mais…)

Cruzeiro na Libertadores: 1976, a conquista (III)

sábado, 20 de março de 2010

Mauro França e Jorge Santana

Com a classificação confirmada, Felício Brandi articulou e trouxe para Belo Horizonte a reunião da Confederação Sul-Americana que definiria a composição dos grupos e a tabela das semifinais.

O evento, realizado no final de abril, contou com a presença dos presidentes da CBD, Heleno Nunes, e da CSA, o peruano Teófilo Salinas. Ao final do encontro, Felício havia conseguido todos os seus objetivos.

O principal deles, evitar o confronto com os times argentinos nessa fase, como havia acontecido em 1975. Dessa vez, os adversários seriam a LDU, do Equador, e o Alianza Lima, do Peru. No outro grupo, Peñarol, River Plate e Independiente.

A tabela também foi favorável ao Cruzeiro, que jogaria primeiro fora de casa, decidindo a vaga no Mineirão. O diretor de futebol Carmine Furletti resumiu a expectativa geral, em entrevista à revista Placar:

  • “Se a gente não ganhar agora, nunca mais”.

À exceção de um amistoso disputado em Brasília logo após os 2×0 sobre o Inter, o Cruzeiro vinha se dedicando exclusivamente à Libertadores.

Isto porque o regulamento da Taça Minas Gerais, então em disputa com 22 times divididos em 2 grupos, previa que o último campeão mineiro estava automaticamente classificado para a semifinal. Dessa forma, o time ficou desobrigado de fazer 10 jogos pelo torneio estadual.

Atlético e Uberaba se classificaram para as finais. Um sorteio com cheiro de cartas marcadas definiu o time do Triângulo como adversário do Cruzeiro na semifinal. O Cruzeiro venceu por 4×2 em 18abr76, no João Guido, em Uberaba, perante 27 mil espectadores.

Uma semana depois, Cruzeiro perdeu por 2×1 para o Atlético perante 101 mil torcedores, no Mineirão.

Neste jogo, Cafuringa, que jamais marcava gols, abriu o placar para o Clube de Lourdes, aos 14 do 1º tempo. Palhinha empatou para o Cruzeiro, aos 30 do 2º, levando a decisão para a prorrogação.

Pela primeira vez, desde que chegara ao Cruzeiro, 11 anos antes, Raul Plassmann sofreu um gol de pênalti –Piazza sobre Reinaldo- do rival citadino. O autor foi Toninho Cerezo, indicado a força pelo treinador Barbatana, após os atacantes riscados terem se recusado a encarar a maldição.

No bate-boca, seguido e empurra-empurra, Palhinha, Jairzinho e Reinaldo foram expulsos. No final, Felício Brandi não se fez de rogado, segundo a revista Placar:

  • “Tudo bem. Nós queremos é a Libertadores”.

O Cruzeiro ainda fez uma partida pela 1ª fase do Campeonato Mineiro antes de embarcar para Quito.

 A LDU, campeã equatoriana, vencera o Alianza Lima por 2×1, em casa, no jogo de abertura do grupo.

A altitude foi um problema considerável. O treino recreativo na véspera da partida foi paralisado na metade. Osíres, com tonteiras e vômitos, foi vetado. Outros jogadores também passaram mal.

No domingo, 09mai76, a LDU começou pressionando na base da correria e mandou duas bolas no travessão nos primeiros 25 minutos. Mas o time celeste se impôs e abriu o marcador aos 33. Palhinha recebeu de Joãozinho, dentro da área, ajeitou e acertou o ângulo de Maesso.

Aos 5 do 2º tempo, Palhinha recebeu de Jairzinho, driblou seu marcador e chutou no canto abrindo 2×0. Aos 13, Palhinha foi ao fundo, cruzou e Jairzinho ajeitou com o peito pra Joãozinho soltar uma bomba: 3×0.

Daí em diante o time administrou o resultado e a LDU diminuiu aos 30, com um pênalti duvidoso convertido por Polo Carrera, o melhor dos equatorianos. No final da partida, o exigente Zezé Moreira, resmungou:

  • “Não creio que o Cruzeiro possa jogar pior do que aqui”.

Cruzeiro 3×1 LDU, domingo, 09mai76, estádio Atahualpa, Quito, semifinais da Libertadores 1976 – Público: 50.000 pagantes – Juiz: Angel Coerezza (Argentina) – Gols: Palhinha, 33 do 1º tempo; Palhinha, 5, Joãozinho, 13, e Carrera, 30 do 2º.  – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Darci Menezes e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza e Eduardo Amorim (Zé Carlos); Roberto Batata (Isidoro), Palhinha, Jairzinho e Joãozinho. Tec: Zezé Moreira / LDU: Walter Maesso, Moreno (Ramiro), Luis De Carlos, Villena, Ramiro Tobar; Juan Carlos Gomez, Jorge Tapia; Oscar Zubia (Aguirre), Ruben Jose Scalise, Polo Carrera e Gustavo Tapia. Tec: Leonel Montoya. – Notas – 1. A LDU foi rebaixada à 2ª divisão equatoriana em 72. Na volta à 1ª, em 75, foi campeã nacional. 2. Maesso, Zubia, Gomez e De Carlos eram uruguaios; Leyes, que jogou apenas a 2ª partida, e Scalise, argentinos. O técnico Montoya era colombiano. 3. Jorge e Gustavo Tapia, Tobar e Polo Carrera defenderam a Seleção equatoriana na Copa América de 75. 

De Quito o Cruzeiro seguiu pra Lima. Na quarta-feira, 12mai76, o Alianza armou um forte bloqueio defensivo e parou o ataque celeste no 1º tempo e nem a expulsão de Velasquez, aos 38, abriu uma brecha em sua retranca.

O 0x0 persistiu até os 17 minutos do 2º tempo, quando Roberto Batata, deslocado pelo meio do ataque, recebeu de Palhinha, ajeitou e, da entrada da área, bateu no ângulo do goleiro peruano. Porteira aberta, os gols saíram naturalmente.

Aos 26, Joãozinho recebeu passe de Jairzinho nas costas do lateral, fechou para a área e, na saída do goleiro, deu um lindo toque de cobertura para marcar o segundo. Aos 31, Vanderlei foi expulso depois de cometer falta dura no centroavante Suarez.

A expulsão não abalou o time que marcou o 3º, dois minutos depois. Foi uma obra-prima, registrad a no livro Páginas Heróicas:

  •  “O que ele marcou em Lima, contra o Alianza, até os adversários aplaudiram. Num escanteio, quase todo o time peruano foi para a área do Cruzeiro. Raul saiu bem, defendeu e entregou a bola a Joãozinho, no bico da área. O ponteiro disparou. Os adversários foram todos atrás dele. “Ganhei a corrida, passei pelo goleiro e toquei para o gol vazio. Pra minha surpresa, a torcida aplaudiu de pé”. Joãozinho jamais tocava a bola para os lados ou para trás. “Atacante tem que partir pra cima da defesa; é isso que ensino ao meu filho.”

Cruzeiro 4×0 Alianza Lima, quarta-feira, 12mai76, Lima, Peru, semifinais da Libertadores 1976 – Público: 35.000 – Juiz: Ramon Barreto (Uruguai) – Expulões: Velasquez, 38 do 1º tempo e Vanderlei, 31 do 2º – Gols: Roberto Batata, 17, Joãozinho, 26 e 33, Jairzinho, 42 do 2º – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Osires (Darci Menezes) e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza e Eduardo Amorim; Roberto Batata (Isidoro), Palhinha, Jairzinho e Joãozinho. Tec: Zezé Moreira / Alianza: Jose Manuel Gonzalez Ganoza, Moises Palacios, Javier Castillo, Salvador Salguero, Julio Ramirez; Santiago Ojeda e José Velasquez; Manuel Lobaton, Suarez, Cesar Cueto e Freddy Ravello (Carlos Gomez). Tec: Marcos Calderon. – Notas – 1. Com esta base, o Alianza foi campeão peruano em 75, 77 e 78. 2. Velasquez, Cueto, Ganoza, Ojeda e o técnico Marcos Calderon foram campeões da Copa América-75. Os dois primeiros jogaram as Copas de 78 e 82. 3. Cueto e Ganoza foram ídolos históricos do clube. O goleiro é o recordista de jogos (475). 4. Teófilo Cubillas, considerado o maior jogador da história do futebol peruano, foi revelado pelo Alianza. Jogou as Copas do Mundo de 70, 78 e 82.

A viagem de volta foi cansativa. A delegação desembarcou na Pampulha no final da manhã de quinta-feira, 13mai76. Na bagagem, veio a classificação para a final muito bem encaminhada.

Roberto Batata foi para casa, almoçou e, com saudades da esposa e do filho, resolveu buscá-los em Três Corações, a 300 km de Belo Horizonte, no Sul de Minas. Sérgio Carvalho, da Placar, conta o que ocorreu em seguida:

  • Às 11h do dia 13, quinta- feira, o Cruzeiro chegava enfim, festivo, a Belo Horizonte. Roberto Batata foi para casa. A mulher e o filho estavam em Três Corações. Almoçou, telefonou para o pai, Geraldo Monteiro: – Vou buscar Denise em Três Corações. Ouviu uma advertência, quase um pedido: – Por que não telefona e pede a ela que venha de ônibus? Você está cansado, meu filho. Mas Roberto já fizera coisa parecida, muitas vezes. No fim de um jogo, de volta de uma viagem, pegava o carro e ia para Juiz de Fora – quando Denise , morava lá – ou Três Corações, onde está sua família. Ligou o Chevette verde, entrou na Fernão Dias. No quilômetro 182, perto de Santo Antônio do Amparo, a 111 quilômetros de Três Corações, Roberto saiu de sua pista. Vinham dois caminhões. Bateu no primeiro. Perdeu o controle. E bateu de frente no segundo. E foi o fim. Instantâneo. Explicação? Foi driblado pelo sono diziam.

Roberto Monteiro tinha 27 anos, 281 jogos e 110 gols com a camisa do Cruzeiro.

Milhares de torcedores foram às ruas prestar-lhe homenagem. Torcedores e companheiros de equipe ficaram abalados. Além da técnica, velocidade e do chute forte e certeiro, Batata era brincalhão,  amigo de todos, sempre pronto a ajudar os amigos.

Ainda sob o impacto da tragédia, o time retornou ao Mineirão seis dias depois para enfrentar o mesmo Alianza, justamente o adversário do último jogo de Batata. Na vaga do atacante, Zezé Moreira escalou Zé Carlos, que era reserva, e deslocou Eduardo Amorim, o Rabo-de-vaca, para a ponta-direita.

João Chiabi Duarte, cronista do Cruzeiro.Org, relata o clima dos minutos que antecederam o início partida:

  • Com Piazza à frente, calados e cabisbaixos, os jogadores celestes perfilaram na linha lateral, onde estava estendida uma camisa  azul-estrelada número 7, e fizeram o sinal da cruz. Depois, foram até o meio de campo, saudaram a torcida e começaram a bater bola. Só que aí aconteceu algo sensacional. O capitão do Alianza, Castillo, entregou a Piazza uma placa em homenagem a Roberto Batata e cada jogador peruano abraçou os colegas brasileiros. O estádio foi às lágrimas com a execução de O Silêncio pelo pistonista da Polícia Militar, Antônio Samuel de Oliveira, que, em 1978, seria meu colega no curso básico de Engenharia na UFMG. Durante a execução do Hino Nacional, todos os jogadores do Cruzeiro, a começar pelo capitão Wilson Piazza, choravam. Ele teve que ser amparado por Raul, tal era sua emoção. Eduardo Rabo de Vaca, mal conseguia levantar a cabeça, Nelinho e Joãozinho estavam abalados. Mas, os gritos de “Cruzeiro, Cruzeiro!” vindos das arquibancadas fizeram o time despertar.

Mesmo apático no 1º tempo, o Cruzeiro não teve trabalho para sair na frente. Jairzinho, de cabeça, fez o primeiro aos 14. Cueto, também de cabeça, empatou aos 21. Aos 36, Joãozinho cruzou da esquerda, Jair ajeitou de cabeça e Palhinha, livre na entrada da pequena área, só empurrou para o gol.

No 2º tempo, aos 9, Jair recebeu lançamento longo de Zé Carlos, ganhou do marcador na força, entrou na área e com um corte seco tirou o goleiro da jogada e  bateu rasteiro para o gol vazio. Aos 14, Nelinho, deslocado pela esquerda, recebeu de Eduardo e levantou na área para Jair, entre dois zagueiros, dominar no peito e bater na caída da bola.

Aos 18, Nelinho recebeu lançamento longo de Eduardo, driblou seu marcador, foi ao fundo e cruzou para trás. Palhinha pegou de primeira e acertou o ângulo. Aos 27, Eduardo recebeu de Jair na entrada da área e bateu para o gol. O goleiro fez a defesa parcial e Palhinha apareceu livre para empurrar para o fundo das redes.

Aos 32, Mariano, que substituíra o suspenso Vanderlei, passou para Jairzinho, que arrancou em velocidade da intermediária até a entrada da área e bateu rasteiro no canto direito do goleiro. Nelinho ainda acertou o travessão no último lance, mas o placar ficou mesmo 7×1. Coincidentemente, o número da camisa de Roberto Batata (ainda que na Libertadores ele jogasse com a 14).

O placar deu margem ao surgimento de várias histórias. Os 7 gols teriam sido feitos intencionalmente, como uma última homenagem. Ou que a combinação teria sido feita no intervalo. Enfim, cada jogador e cada torcedor presente ao estádio têm a sua própria versão. O jogo virou lenda.

Cruzeiro 7×1 Alianza Lima, quinta-feira, 20mai76, Mineirão, semifinais da Libertadores 1976 – Público: 28.235 pagantes Renda: Cr$512.060,00 – Juiz: Luis Pestarino (Argentina) – Gols: Jairzinho, 14, Cueto, 21 e Palhinha, 36 do 1º tempo; Jairzinho, 9, 14, Palhinha, 18, 27 e Jairzinho, 32 do 2º. – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Darci Menezes e Mariano Schimitz; Wilson Piazza e Zé Carlos (Isidoro); Eduardo Amorim (Ronaldo Drummond), Palhinha, Jairzinho e Joãozinho. Tec: Zezé Moreira / Alianza: Jose Manuel Gonzalez Ganosa (Oscar Candia), Moisés Palacios, Javier Castillo, Salvador Salguero, Julio Ramirez; Jaime Duarte, Augusto Palacios; Manuel Lobaton, Suarez, Cesar Cueto e Freddy Ravello. Tec: Marcos Calderon. – NotaMariano Noé Schimitz, nasceu em Cerro Largo-RS e passou, diretamente dos campinhos de pelada, para o time profissional do Internacional de Santa Maria, pelo qual se destacou no Campeonato Gaúcho antes de ser contratado pelo Cruzeiro no início dos Anos 70. Reserva dos laterais Nelinho e Vanderlei, além do clube de origem e do Cruzeiro, ele só atuou pelo Sertãozinho, então na 2ª divisão paulista. Ao encerrar a carreira, ele trabalhou no Ministério do Trabalho, pela manhã, no Projeto Dente-de-leite, criado pelo ex-goleiro João leite, à tarde e na gerência do bar de um cunhado, em Venda Nova, região norte de Beagá, à noite. Esta trabalheira toda teve fim quando, aos 44 anos, devido a uma osteoporose, o lateral campeão da Libertadores 76 submeteu-se a uma cirurgia e passou por longo processo de recuperação até voltar a andar. Embora magoado por não ter conseguido uma oportunidade no clube para seu filho Rafael, que ele diz ser bom de bola, o “alemão” Mariano se manteve cruzeirense de coração e mineiro por adoção.

Com a 3ª vitória, 6ª consecutiva na competição, a classificação para a final estava praticamente sacramentada. A LDU também poderia fazer 6 pontos caso vencesse suas duas partidas restantes, ambas fora de casa, a última delas no Mineirão. Isto pra forçar um jogo extra. 

No dia 26mai76, a LDU foi derrotada pelo Alianza, em Lima, por 2×0. O resultado garantiu a classificação matemática do Cruzeiro à final pela primeira vez, na sua 3ª participação no torneio.

Dessa forma, o jogo com a LDU virou amistoso. No domingo, 30mai76, o Mineirão recebeu 26 mil pagantes e o time manteve o pique com outra goleada.

Nelinho fez o primeiro cobrando pênalti, aos 4 minutos de jogo. Gustavo Tapia empatou aos 11. No 2º tempo, Jairzinho marcou aos 2, Palhinha aos 27 e Ronaldo fechou o placar aos 29.

Cruzeiro 4×1 LDU, domingo, 30mai76, Mineirão, semifinais da Libertadores 1976 – Público: 26.078 pagantes – Cr$484.415,00 – Juiz: Angel Coerezza (Argentina) – Gols: Nelinho, de pênalti, 4, Gustavo Tapia, 11 do 1º tempo; Jairzinho, 2, Palhinha, 27 e Ronaldo, 29 do 2º.  – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Osires (Darci Menezes) e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza (Valdo) e Eduardo Amorim; Silva, Palhinha, Jairzinho e Ronaldo. Tec: Zezé Moreira / LDU: Miguel Angel Leyes, Moreno, Luis De Carlos, Villena, Ramiro Tobar; Juan Carlos Gomez (Rivadeneira), Aguirre; Roberto Sussman, Ruben Jose Scalise (Jorge Tapia), Polo Carrera e Gustavo Tapia. Tec: Leonel Montoya.

A campanha na semifinal foi irretocável. 4 jogos, 4 vitórias, 18 gols marcados (média de 4,5 por partida!) e 3 sofridos.

Àquela altura, o ataque celeste tinha feito 38 gols em 10 jogos e era disparado o melhor da competição. Restava apenas aguardar pelo adversário na final.