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Nadando em dinheiro

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Mauro França

A revista Placar publica na sua edição de setembro mais um ranking dos maiores salários do futebol brasileiro.

A matéria é assinada pelos jornalistas Bernardo Itri e Ricardo Perrone, também responsáveis pelo levantamento publicado em maio de 2009.

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Triângulo vestiu Azul

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Maurício Sangue Azul

O aumento do número de simpatizantes, que podem vir a se tornar torcedores do Cruzeiro depende de quatro fatores essenciais:  mídia, títulos, vitórias e planos de marketing.

A revolução percebida pelos cruzeirenses, que acompanharam a partida contra Corinthians no estádio, assustados com o  aumento considerável de sua torcida no Triângulo mostra claramente isto.

A nação azul presente no Parque do Sabiá comprova que a nossa torcida cresceu  assustadoramente nesta região mineira.

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Paralelos e analogias

terça-feira, 27 de julho de 2010

Este último final de semana ficará gravado em nossa memória. Ou pelo menos, deveria, não só pelas emoções esportivas, mas também pelas decisões antidesportivas.

Ele nos mostrou, claramente, as voltas que o mundo dá e as peças que a vida prega em todos nós.

Após a frustração da Copa, o brasileiro pôde comemorar mais um título daquele que é tido como o segundo esporte nacional em público, mas que talvez seja o primeiro em competência.

O mais interessante foi que o título foi conquistado com uma série de ingredientes: competência técnica, liderança, espírito de equipe, equilíbrio emocional, doação etc.

Muitos adjetivos podem ser adicionados para explicar a vitória brasileira.

Se análisassemos friamente as performances de Brasil e Rússia nas semifinais, haveria motivo de sobra para nos contentarmos com o vice.

Só que, parodiando a famosa piada futebolística: “os russos esqueceram de combinar com os brasileiros”.

Os adversários nunca devem esquecer: do outro lado está um técnico finalista de quase todos os campeonatos que disputou à frente dessa seleção.

Se existia alguma dúvida sobre a competência e a idoneidade de Bernardinho, esse título de ontem elimina qualquer um deles.

Competência por que, nodecorrer do torneio, ele nunca se furtou a mudar o time, buscar alternativas em todas as situações difíceis, num esporte em que o nível dos competidores do topo tem beirado o absurdo (no sentido positivo).

Demonstrou coragem e acerto na maioria das decisões: ao deixar fora o fantástico Giba, por exemplo.

Sua idoneidade passa ao largo de qualquer dúvida quando percebemos que, em vários momentos, Marlon seria melhor opção para o time que seu filho Bruno (que também merece nossos cumprimentos pela dignidade mostrada nas substituições).

Não deixa de ser interessante vermos como o mundo dá voltas (e a opinião pública teleguiada também).

Lembro-me claramente de críticas ao Bernardinho no episódio com o Ricardinho. Não faltaram os críticos (que claramente não acompanhavam o vôlei) dizendo que era manobra para colocar o filho Bruno como levantador titular.

Pois bem, o treinador calou a boca de todos esses críticos.

Fico imaginando se não seria o caso de o Bernardinho começar a ajudar nossos técnicos de futebol, e ensiná-los como montar um time e uma comissão técnica vencedores. Mas deixa pra lá.

E por falar em opinião pública, é ainda mais fresco em nossa memória o achincalhe (teleguiado ou não) a que foi exposto Nelsinho Piquet pela pataquada da Renault em Cingapura 2008 (pra favorecer quem mesmo?).

Entre seus críticos mais ferrenhos estava o próprio Felipe Massa, que parece ter virado as costas para Nelsinho num evento de kart em Santa Catarina.

À época, a mídia -brasileira inclusive (ou seria, principalmente?)– detonou Nelsinho, penso eu, como forma de se vingar de seu pai, Nelson Piquet, que sempre deu de ombros para bairrismos, ufanismos e “galvo-buenismos” da mídia esportiva.

E a tal “opinião pública” foi na onda.

Engraçado como esqueceram que o tão idolatrado Ayrton Senna provocou um acidente no GP do Japão, em condições muito mais arriscadas do que o fez Nelsinho. Mas deixa pra lá de novo.

Pois é, vejam como são as coisas:  Massa protagonizou ontem (junto com quem mesmo? Ah, bom, Ferrari e Alonso) mais um capítulo vergonhoso da Fórmula 1.

Acho que nem merece mais comentários.

Apenas pra fechar: a escolha do treinador da seleção nacional de futebol.

Novamente, não faltaram os críticas para decisão de Muricy. Na minha opinião, ele está certo. E Mano é corajoso. A Seleção Brasileira (a de futebol) é um mico. Mico preto, daqueles de baralho.

Quem quer que assuma o cargo terá de conviver com a fúria (não a espanhola), mas a da imprensa esportiva nacional e dos 200 milhões de técnicos bairristas e “clubistas” que darão palpite.

O novo treinador sofrerá com pressões e interesses escusos (à semelhança do que se vê na Fórmula 1). E, se fracassar, será massacrado.

Mano nem assumiu e já chovem referências na mídia a Felipão, comentários atribuídos a ele.

Por fim, nosso Cruzeiro.

Não tenho muito o que comentar. A não ser, de novo, a doação em campo de um time desfigurado (pelos desfalques e pela novidade do técnico), mas que perdeu 2 pontos preciosos em casa.

Casa essa que, na minha ignorância das demais variáveis, parece-me mal escolhida. E por isso temo que vamos perder mais pontos preciosos nela. Nessa casa. Paciência.

Tudo por um bem maior, a reforma do Mineirão, não é verdade?! Mas, até aí, nada diferente dos últimos 7 anos.

Não sei se as raízes históricas e nacionais de Cruzeiro e Ferrari nos permitem um paralelo, mas vejo semelhança na maneira como essas duas instituições lidam com a sua comunicação e como justificam, para o público, as suas decisões.

Como se vê, o fim de semana esportivo nos permite uma série de paralelos e analogias, sobre atitudes, ética e tantos outros aspectos do comportamento humano. E sobre a influência da mídia e do poder econômico sobre a Massa.

Mas vamos terminar com o lado bom. Parabéns mesmo, Brasil do Vôlei.

Marcel Fleming, 43, cruzeirense, analista de sistemas, nasceu em Lambari-MG, mora em São José dos Campos-SP.

Sete Lagoas, a nova capital do futebol mineiro

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Arísio França Jr.

Com a escolha da Arena do Jacaré para receber os jogos dos times mineiros até a reinauguração do estádio Independência, minha cidade natal, Sete Lagoas, tende se tornar a capital do futebol mineiro nos próximos meses. A intenção deste post é servir, um pouco, como guia para os torcedores que estão dispostos a pegar a estrada pra acompanhar o Cruzeiro em terras setelagoanas.

Distante 65km de Belo Horizonte, Sete Lagoas foi emancipada em 24 de novembro de 1867, com territórios desmembrados de Santa Luzia e Curvelo. Como cidade pólo da Região do Alto Rio das Velhas, está compreendida numa área de influência de 500 mil habitantes, totalizando 38 municípios. Em Sete Lagoas existem no perímetro urbano dez lagoas, sendo 17 em toda a região próxima a cidade. A Lei que denomina as lagoas oficiais do município é a 4.113, de 11 de Novembro de 1989. As lagoas são: Boa Vista, Catarina, Chácara, Cercadinho, José Félix, Matadouro e Paulino.

A economia local, por muito tempo baseada na agricultura, pecuária e ferro gusa passou por enorme transformação a partir da vinda da Iveco Fiat e seus fornecedores. Há menos de um ano foi inaugurada a fábrica da AmBev que, juntamente com a Brennand Cimentos (a ser inaugurada em dez/10), fecha uma tendência inevitável de potencialidade industrial da cidade, Este desenvolvimento industrial, em grande parte, é o responsável pelo crescimento populacional da cidade que já passa dos 235 mil habitantes. O comércio, ainda arraigado pelo provincianismo e pela pouca qualidade na prestação dos serviços, já começa a se movimentar diante da inauguração do Shopping Sete Lagoas, pertencente à BR Malls, com data marcada para 30 de Setembro de 2010.

Para os que virão aos jogos na Arena, partindo da capital ou do Aeroporto de Confins, são dois os acessos à cidade. O principal é pela BR-040, sentido Brasília. Estrada duplicada que requer muita atenção devido aos inúmeros trechos com falhas na pavimentação e pelo elevado volume de carros e caminhões em trânsito. Outra opção de acesso é a MG-424, rodovia estadual que parte de Vespasiano, passa por Pedro Leopoldo, Confins, Matozinhos e Prudente de Morais. Boa parte dos seus 50km é duplicada. Não é tão movimentada, mas tem o agravante de ter um trecho de pista única complicado pelo trânsito de caminhões das cimenteiras da região e por passar dentro do perímetro urbano de Matozinhos e Prudente de Morais. Requer paciência fazer este caminho.

Uma boa pedida para quem for aos jogos aos sábados e/ou domingos é fazer uma programação de fim de semana para conhecer os atrativos turísticos locais e as opções de entreternimento. Nos jogos aos domingos à tarde, sugiro aos interessados que cheguem no sábado após o almoço, façam um passeio à Serra de Santa Helena e Parque da Cascata para ver o por do sol, seguido de uma parada na Lagoa Paulino (Centro e principal lagoa) e suas inúmeras opções de bares e restaurantes (Ilha do Milito, Fiorenza Pizzaria, Grillus, Choperia 4 Estações, Gôndola Ristorante).

Em família, vale uma passada na Feira de Artesanato e Alimentação que funciona todas as sextas e sábados à noite em uma praça ao lado da lagoa do centro. Para os mais animados, os programas que varam a madrugada acontecem na boate Night Lounge (centro – música eletrônica, público selecionado), Opinião Pub (centro – só rock de primeira, ambiente para descolados) e na casa de shows Estação Brasil (próxima ao acesso da BR-040). No domingo, café da manhã no hotel e visita à Gruta Rei do Mato (BR-040, entrada da cidade). Uma boa para o almoço é o Restaurante Mirante na orla da Lagoa Boa Vista (bairro Boa Vista).

É isso. Não escondo minha satisfação pela possibilidade de ver jogos do Cruzeiro aqui no quintal de casa. Mas, também, estou muito preocupado com as condições locais para receber torcedores, delegações das equipes e membros da imprensa de todo lugar. Sete Lagoas padece pelas últimas péssimas administrações municipais e enfrenta problemas nas áreas de segurança e saúde. Como outras cidades, o poder público local não está conseguindo acompanhar o desenvolvimento privado.

Repasso uma lista bem selecionada de contatos que poderão ser úteis aos que virão assistir jogos na Arena e me coloco à disposição aos companheiros do PHD para esclarecimentos, emergências, indicações e dúvidas sobre a cidade e os jogos: arisio@hotmail.com. Será um prazer recebê-los aqui!

Abraços.

Atrativos Turísticos:

  • Lagoa Paulino: centro da cidade. Principal lagoa e ponto de referência para opções de alimentação.
  • Gruta Rei do Mato: localizada junto ao trevo de acesso da BR-040. Muito bonita mas é preciso ter fôlego para circular por suas passarelas e escadas que atravessam os salões.
  • Serra de Santa Helena e Parque da Cascata: Complexo com acesso pelo bairro Jardim Arizona. Do alto da Serra é possível observar toda a cidade. Aos sábados, é possível voar de paraglider com um grupo local de praticantes deste esporte.
  • Museu Histórico Municipal: No centro, ao lado da Catedral de Santo Antônio.
  • Museu do Ferroviário: Avenida Antônio Olinto.

 Hospedagem e alimentação:

  • Real Hotel: Praça Martiniano Carvalho, 06 – Canaan – (31) 3773-3301
  • Sete Lagoas Residence – Rua Nestor Fóscolo, 284 – Centro – (31) 3775-1010
  • Lago Palace Hotel: Praça Carmelo Mota, 273 – Centro – (31) 3774-6044
  • Hotel Riviera: Rua Santa Helena, 125 – Canaan – (31) 3027-0800
  • Cantina Bom Sabor (self service) – Centro – (31) 3774-6633
  • Lagoa Espetos (churrasco e self service) – Centro – (31) 3775-2888
  • Ilha do Milito (a la carte e choperia) – Centro – (31) 3771-8939
  • Pizzaria Boca do Forno (massas) – Centro – (31) 3771-0103
  • Fiorenza Pizzaria (carnes e massas) – Centro – (31) 3771-8931

Telefones úteis:

  • Corpo de Bombeiros: (31) 3773-0207 ou 193
  • Polícia Rodoviária Federal: (31) 3774-7038
  • Rodoviária: (31) 3773-1133
  • Secretaria de Turismo: (31) 3772-9927
  • Hospital Municipal: (31) 3774-8668 ou 192 (SAMU)
  • Prefeitura Municipal: (31) 3779-7000
  • Pontos de táxi: (31) 3771-4211 / 3773-4747 / 3771-4141 / 3776-3012

Arísio França Jr., 33, Administrador, nasceu e mora em Sete Lagoas.

Quem tem boca vai a Joanesburgo

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Copa se joga um pouco com os pés e muito com a boca. Confiram um pouco do que se disse:

  1. Johann Crujiff, ex-jogador da Holanda, vice-campeão de 1974: “Este Brasil é uma vergonha para o torneio e para os torcedores. Eu não pagaria ingresso pra vê-lo. O time tem talentos, mas joga de maneira defensiva e pouco interessante.”
  2. Maradona, auxiliar técnico de Salvador Billardo na Seleção Argentina: “O erro não foi validar o gol do Tévez, mas permirtir a caçada ao Messi, algo como fez o killer Gentile em 1982.”
  3. Cláudio Gentile, ex-jogador da seleção italiama campeã do mundo em 1982: “Maradona é um palhaço; eu nunca foi expulso por jogada violenta.” [N.B.: Maradona foi expulso na Copa de 1982, após aplicar um coice na barriga do volante Batista, na derroda da Argentina para o Brasil por 3×1].
  4. Dunga, treinador do Brasil: “No Brasil, se a Seleção vence, pedem espetáculo, se vence e dá espetáculo, exigem goleada, se vence, dá espetáculo e goleia, dizem que o adversário é fraco.”
  5. Olé, diário esportivo argentino, referindo-se ao gol de Luís Fabiano contra a Costa do Marfim: “La mano del diablo!”
  6. Pelé, sobre o mesmo gol: “O gol do Luís Fabiano foi de Pelé, pelos chapéus, e de Maradona, pelas mãos”
  7. Wall Free Dow Jones, torcedor brasileiro: “O Brasil, hic!, vai, hic!, campeonar, hic, hic, hic, hurra!”
  8. Maradona sobre Pelé: “Aquele moreno que jogava com a dez, devia voltar pro museu”
  9. Pelé sobre Maradona: “Ele me ama…”
  10. Cristiano Ronaldo, após a derrota para a Espanha: “Por que fomos eliminados? Perguntem ao Carlos Queiróz…”
  11. Cristiano Ronaldo, de cabeça fria: “Estou destroçado, completamente desolado, com uma tristeza inimaginável. E quando disse pra perguntarem ao treinador foi porque, naquele momento, ele estava na conferência de imprensa e eu não me sentia em condições de explicar coisa alguma. Sou um ser humano e tenho o direito de sofrer sozinho.”
  12. Bastian Schweinsteiger, volante da Argentina: “Temos que manter a calma e não cair nas provocações dos argentinos. Todo mundo viu a conduta deles no intervalo da partida contra o México. Reparem na forma e nos gestos com que tentaram influenciar o Juiz. Foi uma vergonha. Mas esta é a mentalidade deles e temos que estar preparados pra isto.”
  13. Vicente Del Bosque, treinador da Espanha: “Nosso estilo é o de nos manternmos fiéis a nosso estilo”
  14. Renato Maurício Prado, comentarista do SporTV: “A Espanha já é semifinalista da Copa.”
  15. Larissa Riquelme, modelo e torcedora paraguaia: “Desque pequena, sempre gostei de de futebol, já fui até atacante, e sou fanática pelo Cerro Porteño…”

Espanha 2×1 Chile: Restabelecida a normalidade

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Às 15h30 (Brasília), no Estádio Loftus Versfeld, em Pretoria, Espanha e Chile duelam pelo Grupo H em busca de um lugar nas oitavas de final da Copa 2010.

Marcelo Bielsa escalará seu louco Chile no 3-4-3. Vai partir pra cima do touro! Aguenta, coração!

Vicente Del Bosque vai de 4-3-3 e precisa vencer a qualquer custo pra Espanha não fazer companhia a italianos e franceses no sofazão.

O juiz será o mexicano Marco Antonio Rodriguez. (mais…)

Cine Balípodo

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Hugo Serelo

O cinema 2010 tem de tudo. Drama, romance, terror e comédia. Eis minhas dicas aos colegas do blog:

  1. Baby, o Porquinho Atrapalhado: Palmeiras 2010.
  2. O Nome da Rosa: Camisa de treino.
  3. Premonição:   Ipatinga 3×0 Cruzeiro.
  4. Sem Novidades no Front:  Contratações da diretoria.
  5. Os Renegados: Dudu e Bernardo.
  6. A Era do Gelo: Tempo em que a Cocota campeoanva.
  7. Rede de Intrigas: Dirigido por Artur Morais.
  8. Operação França: Mauro cornetando corneteiro.
  9. Desejos Proibidos: Libertadores e Brasileiro.
  10. Forrest Gump, o Contador de Histórias: Entrevistas d’ O Alixandre.
  11. Os Brutos Também Amam: Kléber na Mancha Verde.
  12. O Operário: Marquinhos Paraná.
  13. Geração Roubada: Copinha 2007.
  14. O Equilibrista: Adílson Batista.
  15. Minha Vida de Cachorro: Vaias da “massa”.  
  16. Conflitos Internos: Libertadores 2009.
  17. A Fuga das Galinhas: Cocota com medo de jogar em Teófilo Otoni.
  18. Teoria do Caos: Dirigido por Ney Franco.
  19. Zona de Risco: Posição da cocota no Brasileiro.
  20. Se Meu Apartamento Falasse: Maurinho.
  21. O Virgem de 40 anos: Cocota há 40 anos na seca.
  22. O Homem que Não Estava Lá: Fernandinho em campo.

Hugo Oliveira Pegoraro Serelo, 23, cruzeirense, nasceu emdradas-MG, mora em Divinópolis-MG.

New England Revolution 0x3 Cruzeiro: Noite de TR e WP

domingo, 13 de junho de 2010

O Cruzeiro viajou aos Estados Unidos sem o goleiro Fábio e o beque Leonardo Silva, que sofreram cirurgias. O primeiro por causa de uma apendicite, o segundo por ter estourado os meniscos. Também não contará com o novo treinador, Cuca, que não conseguiu visto a tempo de viajar.

O time americano, chamado de Revs por seus torcedores, que vem de uma derrota por 3×0 para o Seattle Sounders, ocupa a 5ª posição na Conferência Leste da Major League Soccer.

O jogo será em Foxborough (Foxboro para os íntimos), sede do New England Patriots, da NFL, e do New England Revolution, da MLS, cidade de 17 mil habitantes, 35Km a sudeste de Boston.

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De porta em porta

terça-feira, 8 de junho de 2010

Em sua desesperada busca por um treinador, o Cruzeiro já foi esnobado por Ney Franco, que preferiu continuar disputando a 2ª divisão com o Coritiba, e Joel Santana, que se mantém fiel ao Botafogo a quem deu o último campeonato carioca.

Emerson Ávila, revelação da casa, também, não está a fim de encarar o desafio de agradar à torcida mais exigente do país com um elenco meia-boca. Restam dois nomes: Cuca e Parreira. Ao menos, é o que informa Cuca.

Edu Mano, comentarista do PHD, já fez sua escolha:

De todos os nomes especulados, eu gostaria do Parreira. Campeão mundial, sabe fazer o time tocar bem a bola e arma um sistema defensivo eficiente. Contra, só o fato de nunca ter montado times empolgantes. Joga na base do resultado e já conquistou muita coisa assim.

Mas, acima de tudo, sou favorável à sua vinda porque aprendi que 50% do futebol se joga nos bastidores e e na busca de influência. Assim, a presença de um técnico de nome, que conhece gente à beça, atrai jogadores, investidores e muitas coisas boas.

Pelo pacote “bom treinador” + “vantagens de bastidores”, acho que o Parreira (que nunca foi o técnico dos meus sonhos) seria sim uma boa pedida. Mas isso é apenas uma opinião minha.

E você, caro leitor, quem contrataria?

O dia em que o Mineirão tremeu

sábado, 5 de junho de 2010

Lílian Alcântara

A primeira passagem de Adilson Batista pelo Cruzeiro, começou em 1989 e terminou em 1993. Foram 51 jogos e 5 gols. Um deles  na decisão por pênaltis entre Cruzeiro e Olimpia na semifinal da Supercopa de 1991.

Alexandre Simões destaca a importância daquele título, em seu livro Rei de Copas:

  • “A última grande conquista do Cruzeiro, a Copa Libertadores de 1976, tinha sido há mais de 15 anos. Nesse período, o time tinha levantado apenas quatro títulos estaduais (…)”. Adilson confessa que desde então já nutria certa paixão pelas táticas, graças ao técnico Ênio Andrade, que ela chama carinhosamente de “seu Ênio”. (Rei de Copas)

Antes do gol contra o Olimpia, Adilson tinha perdido um pênalti:

  • “Dizem que eles jogaram água na área enquanto conversávamos com o seu Ênio. Fui o primeiro e acabei escorregando. E alertei os demais de que estava encharcado.” (Rei de Copas)

Perder o pênalti não tinha desmotivou o zagueiro que fez o seu primeiro gol na competição ali.

  • “É claro que você fica chateado quando perde um pênalti. No Chile errei, mas os amigos ajudaram. É que a gente treinava, seu Ênio exigia, eu, Charles, Mário Tilico, Boiadeiro. Tinha uma turma que não gostava de bater pênalti, chutava para fora justamente para não ir à cobrança. Uns batem bem. Eu batia bem na bola e não via por que não bater. Fui e bati.” (Rei de Copas)

Adilson Batista também demonstra conhecer a história do Cruzeiro ao lembrar a final contra o River Plate e revelar ter sido uma final que marcou sua vida:

  • “Marcou minha vida. Por ser uma final, por saber o que representa o confronto Cruzeiro e River Plate, que já tinham decidido uma Copa Libertadores (…)”. (Rei de Copas)

Ele sempre respeitou as cinco estrelas que teve a honra de carregar no peito enquanto jogador.

  • “Quando saiu o terceiro gol vi o Mineirão tremer. Eu já vivenciei terremoto e foi parecido. O gramado do Mineirão tremeu. Foi uma energia inexplicável. Me ajoelhei na hora, não me lembro bem, mas ali a gente sabia que seria campeão. (…) O carinho, o respeito que a gente tinha pelo clube eram grandes. (…) A gente já era uma família, existia um respeito. Independentemente de ser um título muito importante, a gente fica feliz pelo Cruzeiro”.  (Rei de Copas)

Como eu disse, ali começou a carreira de técnico do Adílson Batista, que era sempre chamado pelo “seu Ênio” pra conversar na salinha do treinador:

  • “Quando chamava, mostrava, principalmente em jogos decisivos ou contra o Atlético-MG, ele cantava o jogo para você. E você começava a pegar gosto por tática, por posicionamento, por orientar (…)”. (Rei de Copas)

Anos mais tarde, Adilson tornou-se técnico. E a decisão teve muito a ver com sua passagem pelo Cruzeiro de Ênio Andrade.

Em 2008, Adílson voltou ao clube com a difícil missão de conquistar outra Libertadores, título que há mais de dez anos a maior torcida de Minas não comemora.

Como técnico, ele foi bastante questionado pela torcida. Assim como Ênio, foi tido muitas vezes como retranqueiro e criticado por confiar em peças básicas como Marquinhos Paraná, como qual insistiu mesmo quando passou por má fase.

Paraná estaria para AB assim como AB esteve para Ênio?

Quando chegou ao clube em 2008, a torcida não gostou da idéia, Eperava um técnico mais experiente. Mas o ex-zagueiro foi logo carimbando o centenário atleticano com uma goleada por 5×0 na final do Campeonato Mineiro.

E pra quem duvidava de sua competência, ele repetiu a dose no ano seguinte.

Na Libertadores de 2008, com um bom time ele acabou parando diante do temido Boca Juniors. A torcida aceitou a superioridade dos argentinos e ele pôde seguir adiante no Brasileirão, o qual liderou por vários jogos

Embora sem chegar ao título, o time foi pra Libertadores e disputou a final, mesmo com várias baixas e brigas da impresna e da torcida com o treinador.

Na decisão, nem Cruzeiro, nem Estudiantes jogaram bola. Foi um jogo catimbado em que a falta de vontade dos jogadores celestes abriu enorme ferida na relação do técnico com os torcedores. Mesmo que a culpa não tenha sido integralmente dele.

Como sempre fez, AB puxou a responsabilidade pra si e absorveu a raiva da torcida.

Mas arrancou no Brasileirão com uma equipe de qualidade duvidosa e chegou à zona de classificação na última rodada, com direito à voadora pra comemorar uma virada espetacular contra o Santo André.

Iniciou-se, então, 2010, o ano em que ele teria sua última chance de fazer algo acontecer.

Apesar da garra pra classificar no Campeonato Brasileiro do ano anterior, os ares na Tcoa da Raposa ainda estavam pesados por causa da derrota na fnal da Libertadores 2009.

Determinados jogadores pareciam fazer corpo mole, nenhum grande nome foi contratado, o meio-campo já não tinha a força de antes e o sempre muito apoiado Zezé Perrella começava a ter atritos com sua família de 8.000.000 de torcedores.

Não se repetiu o 5×0 no Mineiro, o time foi desclassificado na Libertadores e nem a arrancada no Brasileirão foi perfeita. Nada deu certo. Isto permitiu que a imprensa inflamasse o ambiente com polêmicas e anúncios de vendas de jogadores.

Pra piorar, a dívida do clube aumentou significativamente de um ano para o outro e a imprensa enquanto a mídia informava que o  presidente está sendo investigado por lavagem de dinheiro.

Pra desviar as atenções, nosso querido presidente demitiu Eduardo Maluf dizendo que o time precisa de sangue novo e vendeu Kleber, principal destaque do elenco.

Indignado com a situação, Adilson Batista deu entrevista comentando que já não era a mesma coisa “o Cruzeiro sem Maluf”. E revelou que havia permanecido no cargo várias vezes por causa do Diretor de Futebol.

Com a confirmação de Kleber no Palmeiras e Adilson fora do Cruzeiro, encerra-se mais um cappítulo na vida do clube.

A bela história de Adilson Batista no Cruzeiro encerrou-se. Cheia de sentimentos, ela naufragou em polêmicas insustentáveis.

Eu ainda acredito que o  técnico tinha condições de ficar em nossa história com algum título de maior importância. Mas não o culpo por não ter conseguido isto.

Principalmente porque, neste 2010, não temos um bom time.

Só nos resta desejar boa sorte ao treinador que se vai e não guardar rancores. Quem sabe um dia ele volta para nos dar a Libertadores? Espero que até lá já estejamos buscando o tetra.

Agora é levantar a cabeça, esquecer Kléber, Maluf e AB. Pensar no futuro, no pós-Copa. E lutar pra fazer outros estádios tremerem, pois tão cedo o Mineirão não voltará a ser nossa casa. 

Lílian  Alcântara, 18, cruzeirense, estudante, nasceu e mora em Caratinga.