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Garrincha, 77 anos

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Estivesse vivo, Manoel Francisco dos Santos, o Mané Garrincha ou simplesmente Garrincha (Magé, 28out33, Rio de Janeiro, 20jan83) teria completado 77 anos neste 28out10.

Depois de Pelé, o ponta-direita do Botafogo nos Anos 50 e 60 foi o maior de todos os tempos. Com ele e Pelé no time, a Seleção Brasileira jamais perdeu uma partida.

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Mariana: “Vira e mexe, o garotinho me pede pra cantar o ‘Vamos, vamos, Cruzeiro’!”

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Pitacos de blogueiros acerca do Atlético-MG 0x1 Cruzeiro, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro 2010, na Arena do Jacaré, Sete Lagoas, em 01ago10:

  1. Mariana, no PHD: Assisti ao clássico ao lado de duas crianças atleticanas. Que dó que tive dos meninos! No final da partida, quase chorando, o mais velho disse que tá cansado de ver o time dele perder. Que gosta mais de F1… Como um pai, em sã conciência, pode obrigar o filho a sofrer? KKKKKKK O mais novinho, eu quase trouxe ele para o nosso lado, mas a pressão familiar não deixou. Mas vira e mexe ele me pede pra cantar aquela música “Vamos, vamos, vamos cruzeirooooo! Cruzeiro guerreiro, Cruzeiro meu amoooor…” que ele acha linda. Só é complicado quando os pais e avós são atleticanos. Dá pra ver na cara dele que ele é doido pra ser cruzeirense, comemorar comigo, mas o pai fez pressão, deu camisa listrada e tudo. Muito legal esta atitude sua de catequizar as crianças, levar camisas. Em São Tiago nem preciso fazer isso, lá é 98% azul!
  2. Elias Guimarães, no PHD: Marquim Paraná continua invicto contra o galinheiro. E sempre jogando o futebol correto, participativo e coletivo, dando até bico prá fora quando necessário, presença marcante nas saídas de bola e no equilíbrio defesa /armação. Pra desespero de seus detratores. E, por incrível que pareça, muitos vestindo azul!!!
  3. Matheus Reis, no PHD: Cruzeiro jogou como time grande: lúcido, aguerrido e letal. Sem dúvidas uma página heróica. Mas confesso que a coisa que menos temia nessa partida era a pressão da torcida. É que pra quem tá acostumado a jogar Libertadores, como é o caso da maioria dos jogadores desse elenco, pressão de torcida não é novidade. Ainda mais pressão de torcida muda. Paraná é fora de série dentro e fora de campo. Eu não consigo deixar de me impressionar com o fato dele sempre se recuperar de uma lesão antes –muito antes– dos prognósticos. É, ao lado do Fábio, o cara que mais admiro nesse time.
  4. Claudinei Vilela, no PHD: Cuca montou um time pra não perder. A prova maior foi usar 4 volantes. Ele sabia que com os desfalques que tinha e a falta de material humano para substitui-los a altura somados ao desespero das frangas e a torcida rival única no estádio, tinha que ter um time coeso e muito forte defensivamente. Deu certo! O Cruzeiro jogou no erro do adversario, que aliás foram muitos, ajudado pela falta de entrosamento dentro e fora de campo do time zebrado e numa noite excepcional do Fabio. O Gol do WP colocou mais lenha na fogueira e depois a experiência de jogadores como Marquinhos Paraná, Fabricio e Fabinho contribuiram ainda mais pra ajudar a concretizar a vitória.
  5. Evandro Oliveira, no PHD: Tivemos três zagueiros (volante como líbero) no 1º tempo e suportamos muito melhor as investidas das frangas. No 2º tempo, até a entrada do Elicarlos o esquema teve o Fabinho um pouco mais avançado, mas ainda assim com os dois alas mais soltos (tanto que o Diego Renan apareceu no ataque por esta liberdade dada pelo “líbero” e dois volantes (Fabrício e Paraná). O esquema de 3-5-2 do Cuca é muito diferente do esquema adotado por outros como o Geninho ou o próprio Luxa com zagueiros-zagueiros. O 3-5-2 com líbero e 3-5-2 com zagueiros de ofício são muito diferentes, embora ambos pareçam sistemas defensivistas, são muito mais ofensivos que muito 4-3-3 por aí. Alguns jogadores permitem alternar do 3-5-2 com líbero, para um 4-3-1-2 que permite a mesma agilidade. Aliás, o esquema 3-5-2 de ontem se apresentava assim quando o time defendia. Quando o time atacava ele virava um 2-1-4-2-1. O  que alguns técnicos mais estudiosos vem chamando de “dinamicidade da partida” e que muitos comentaristas não conseguem entender. Por isso, a opção pelos jogadores mais versáteis e que atuam em diversas posições. Estas mudanças acontecem com o jogo em andamento e muito torcedor e a té comentaristas profissional fica sem saber o que está acontecendo. Ontem tinha narrador/comentarista jurando que o Cruzeiro entrou no 4-4-2 com três volantes. Dei uma nota mediana para o Cuca. Se entendesse que ele tinha ido “muito bem” daria nota acima de 8. Vi alguns erros (que foram recompensados por acertos), mas uma coisa foi imperdoável. Colocar o Robert não foi uma coisa boa. Embora tenha lido ou ouvido alguém comentando que “todas as substituições do Cuca foram soberbas”. Menos, né!
  6. Naldo Morato, no PHD: Gostei muito da coletividade. Não há como negar as boas atuações do Fabrício, Fábio, Marquinhos Paraná e nem como não destacar o golaço do Wellington Paulista, um dos mais bonito que eu vi ele fazer com a camisa celeste, mas de um modo geral o time foi muito bem. O rival criou mais oportunidades, mas o nosso time foi eficiente. Houve um falso domínio do rival, mas durante todo o jogo quem mais teve a cabeça no lugr foi o time celeste. É um time mais tarimbado, mais maduro, mais acostumado a adversidades. Este fatos pesaram muito do desequelíbrio da balança a nosso favor. Nem a expulsão do Gil abalou o time, que se manteve firme em seu objetivo que era a vitória. A prova da instabilidade emocional do rival, foi quando começaram um bate boca e um empurra-empurra sem fim entre os seus jogadores que poderia ter rendido até um cartão amarelo, mas juiz preferiu contemporizar. Parabéns ao Cuca e a seus comandados que, à espanhola, mantêm a hegemonia nos clássicos.
  7. André Kfouri, em seu blog: No encontro do Galo com a Raposa, na Arena do Jacaré, um pombo acertou o ninho da coruja. Só torcida do Atlético no estádio. Uma declaração oficial da nossa incompetência para organizar um jogo de futebol.
  8. Juca Kfouri, em seu blog: Galo brilha de novo. E perde mais uma vez: No primeiro tempo na Arena do Jacaré 100% atleticana, com 12.340 pagantes, só deu Galo. Galo e Fábio, o goleiro do Cruzeiro. Resultado: Cruzeiro 1, Galo 0, gol de Wellington Paulista, em chute lindo da intermediária, aos 32. No segundo tempo, o Galo continuou com muito mais volume de jogo, mas Fábio já não foi tão incomodado e, na verdade, as duas melhores chances de gol foram de Diego Renan, logo no primeiro minuto ao mandar na trave de Fábio Costa, e aos 26, quando chutou para fora o que seria o segundo gol da Raposa. Resultado final: Cruzeiro 1, Galo 0. Reflexo na classificação: Cruzeiro em sexto lugar, com 19 pontos, a um do G4 e Galo em 19o. lugar, com 10 pontos em 12 jogos, na vice-lanterna, mas quase no ponto para começar sua reação. Ainda mais agora, que Obina voltou. Aliás, em sua primeira participação no jogo, ao entrar no começo do segundo tempo, o centrovante deu uma furada espetacular. O Galo, é verdade, superou o Ceará, pois já tem a pior defesa do Brasileirão e quase viu três de seus jogadores se pegarem aos tapas no gramado, prova de comando e controle de nervos. Além do mais, jogou os últimos 12 minutos com um jogador a mais, pois Gil foi expulso de campo, ao bater em Tardelli que tinha pisado num cruzeirense. Mas jogar com um mais é um trauma difícil de ser superado desde que Camarões eliminou o Brasil, com dois a menos, nas Olímpiadas de 2000, em Sydney. Só com atleticano no estádio, houve briga no fim do jogo, provavelmente porque alguém cometeu a injustiça de criticar o professor que comanda o alvinegro.
  9. Lédio Carmona, em seu blog: A vitória do Cruzeiro e o problema da manteiga: O clássico mineiro teve o Cruzeiro com a postura antecipada neste espaço na última sexta-feira: sem Gilberto ou Roger para armar, Cuca apostava em três zagueiros e contragolpes. O Atlético tinha também três defensores, diferentemente do imaginado, e tentava sufocar. Conseguiu no primeiro tempo, especialmente após os 20 primeiros minutos e finalizou sete vezes contra uma do rival – o chute certeiro de Wellington Paulista no ângulo de Fábio Costa. O gol do Cruzeiro nasce de uma fuga de Fabrício entre a defesa adversária que João Pedro não acompanha e dá o espaço para o passe até Wellington. O Atlético era melhor no jogo, anulava Thiago Ribeiro e Jonathan e não fosse Fábio, ou a trave, teria tido melhor sorte na etapa inicial. Vanderlei Luxemburgo voltou do intervalo com Obina no time. Fora de forma e de ritmo, o jogador entrou na vaga de Werley e a equipe passou a atuar no 4-4-2. Era o que o Cruzeiro queria para contragolpear. (…) Sempre pelo meio, com Tardelli (9) no mesmo posicionamento de Diego Souza e Obina (18) recebendo apenas o passe que saia da intermediária. Afunilando a jogada, o Galo perdia a bola e oferecia o contra-ataque. Diego Renan acertou a trave uma vez, bateu com perigo outra e Thiago Ribeiro teve um gol anulado, porque estava poucos centímetros impedido. O time alvinegro chegava apenas em jogadas de bola parada e não conseguia furar o bloqueio imposto. Fica claro pela imagem o quanto o lado do campo foi bloqueado. Depois do jogo, Vanderlei Luxemburgo disse que “o pão precisa parar de cair com a manteiga para baixo” para a reação atleticana começar. O problema não parece ser azar, e sim falta de conjunto, entrosamento e organização tática. Isso tudo em agosto, depois de 36 jogos no ano. O planejamento foi errado e a equipe colhe os frutos agora: oito derrotas em doze rodadas. Mesmo que o time se acerte com as peças que têm para entrar, resta saber se haverá pão o suficiente para salvar a temporada.
  10. Mauro Beting, em seu blog: Como de costume, a melhor análise está no blog de André Rocha: Resumindo: o Atlético Mineiro teve a bola, teve mais chances, chegou mais vezes à meta de Fábio (que deveria ter estado na África do Sul, e também na primeira convocação de Mano), jogava como mandante na arquibancada. Mas, como aconteceu em dez dos últimos 13 clássicos, bastou um tiro, um exocet daqueles times iluminados, para definir a vitória celeste. O golaço de Wellington Paulista derrubou o Galo do camisa 1 Diego Souza. Pois é. Depois de tantas contratações/decepções na meta, o Galo resolveu dar a um de seus melhores jogadores a camisa 1… Vai ver que é isso. Não é motivo para desespero e ranger de dentes mais uma derrota alvinegra. Ainda há luz no fim do túnel, embora ele esteja tão próximo. Tem elenco para sair dessa situação deplorável e desconfortável. Tem clube para se safar dessa. Tem treinador para arrumar a casa. Mas algumas escolhas infelizes não se justificam para tamanho investimento. Luuxemburgo não foi feliz nas mexidas. Piorou um time que já não vinha tão bem, na segunda etapa. Mesmo com Cuca dando uma bela mãozinha, como explicou ANDRÉ ROCHA, em seu blog: para que Fabrício como terceiro atrás se o Galo só tinha Tardelli à frente, no primeiro tempo? Sobrava gente na zaga cruzeirense, faltavam pés no meio-campo. Mas como a fase é braba, Wellington acerta aquele chute, e o Galo erra quase tudo. Tanto que, de fato, não foram muitas as chances de gol. E as que aconteceram para o Atlético, foram desperdiçadas com um, com dois, ou com três atacantes. O Galo só não é a maior decepção do BR-10 porque o Grêmio também insiste em se dar mal.
  11. Mário Marcos de Souza, em seu blog: Mineiros se rendem aos baderneiros: Apenas a torcida do Atlético-MG teve acesso ao estádio de Sete Lagoas na tarde de domingo para o clássico em que viu seu time ser derrotado pelo Cruzeiro (1 a 0). No confronto do segundo turno do Brasileirão, pelo acordo, só os cruzeirenses terão acesso. Até aí, nada surpreendente. São sintomas dos novos tempos. O espantoso é que houve um acordo complementar: por razões de segurança, o presidente do Cruzeiro não foi ao estádio, e o do Atlético não irá ao do segundo turno. Dá para aceitar? Imaginem aqui Duda Kroeff não ir ao Beira-Rio e Vitorio Piffero ao Olímpico. Seria a rendição absoluta ao pior lado do futebol, aquele da insanidade. É o que os mineiros estão fazendo.
  12. Mário Marra, em seu blog: Vitória incontestável: O Cruzeiro não empolgou, mas fez o que deveria ser feito: Jogando diante de mais de 12.000 torcedores adversários o time celeste não se abalou e soube suportar a pressão alvinegra nos minutos iniciais. O Atlético teve mais chances e foi mais ofensivo. Criou boas oportunidades, mas não conseguiu convertê-las em gol. Com a Arena do Jacaré repleta de torcedores atleticanos a ansiedade tomou conta dos jogadores. Se do lado alvinegro a ansiedade era nítida, do lado celeste o que prevaleceu foi a tranqüilidade. O Cruzeiro soube suportar a pressão inicial, suportou o maior volume de jogo do Atlético, botou a bola no chão e com um golaço abriu o placar. Enquanto o ataque alvinegro desperdiçava oportunidades, Wellington Paulista precisou de apenas uma finalização para calar a Arena do Jacaré. O artilheiro celeste na competição (5 gols) dominou a bola na intermediária limpou o zagueiro e com um chute indefensável colocou a bola “na gaveta”, sem chances para o goleiro Fábio Costa. Após o gol, a tranqüilidade celeste aumentou. Com a vantagem no placar o time azul só precisava administrar a partida. É verdade que os desfalques de Roger e Gilberto foram sentidos, mas a participação do meia Everton foi boa. O jogador se movimentou muito, apoiou bem o ataque e deu trabalho aos marcadores atleticanos. Fábio: Mais uma vez, teve ótima atuação. Mesmo sendo hostilizado pela torcida adversária, durante boa parte do jogo, o goleiro cruzeirense esteve sempre tranqüilo. Além de fazer ótimas defesas, o goleiro celeste, assim como todo grande goleiro, também contou com a sorte. Após jogada de Ricardinho, Diego Souza desviou o cruzamento e acertou o poste esquerdo defendido por Fábio. O goleiro Cruzeirense está jogando muito, atingiu a maturidade, está no auge de sua carreira e suas atuações não podem mais ser consideradas apenas o resultado de uma boa fase. “Fases” vêm e vão, Fábio é constante. Nervosismo: Se de um lado a tranquilidade aumentou, do outro a ansiedade deu lugar ao nervosismo. O tempo passava, o Atlético pressionava e o gol de empate não saía. O bate-boca entre Diego Tardelli e os zagueiros, Jairo Campos e Werley foi o reflexo do Atlético no jogo. Nenhuma torcida merece ver tamanho destempero dentro de campo. O futebol é um esporte competitivo, a cobrança faz parte da rotina de trabalho, na maioria das vezes ela é construtiva, mas da maneira como aconteceu não contribuiu em nada para o desenvolvimento da equipe. Tardelli demonstrou descontrole emocional e sua atitude não condiz com a postura que um capitão deve ter em campo. Cobrar sim, mas antes, respeitar, orientar e reconhecer o esforço de seu grupo. Segundo Tempo: Na segunda etapa o enredo foi exatamente o mesmo: um Cruzeiro tranqüilo, administrando a partida e que agora contava com os contra-ataques para definir o resultado; enfrentava um Atlético desajustado e visivelmente nervoso em campo. O Galo continuou tendo maior volume de jogo, mas foi pouco agressivo. Buscava sempre trabalhar a bola na linha intermediária e, diante de uma defesa bem postada, não encontrava espaços. Sua principal arma era o cruzamento de Fernandinho que buscava o atacante Obina na grande área. Um lance me fez lembrar a Copa do Mundo. Infelizmente não foi um gol, uma jogada ou uma comemoração. Se a ansiedade se transformou em nervosismo, o nervosismo se transformou em violência. Diego Tardelli, ao “estilo” Felipe Melo deu uma pisada em Jonathan. O arbitro não viu o lance, na seqüencia da jogada, o zagueiro Gil tomou as dores do companheiro, deu uma cotovelada em Tardelli e foi expulso de campo. A vitória foi justa. O Atlético criou mais, teve mais chances de vencer a partida, mas não soube aproveitá-las. O Cruzeiro soube jogar o jogo. Dançou conforme a música. Suportou a pressão inicial, abriu o placar e se defendeu bem.
  13. PVC, em seu blog: A incrível série de três anos de sofrimento do Atlético: Em três anos, 16 clássicos e apenas uma vitória do Atlético. A sequência é histórica, porque jamais, em qualquer época, o Atlético passou semelhante jejum semelhante. Em 16 partidas, são 13 vitórias do Cruzeiro, dois empates e o único triunfo atleticano, pelo primeiro turno do Brasileirão 2009, tem ainda um argumento forte do lado cruzeirense. Foi o clássico da expulsão de Zé Carlos, aos 7 segundos de jogo. E disputado pelo time reserva celeste. Na sequência, o Cruzeiro marcou 34 gols, sofreu 12. À parte as provocações cruzeirenses, o que a situação exige é reflexão. Por que, nos últimos dez anos, o Atlético conquistou apenas duas vezes o título estadual? Por que, desde os 4×0 que provocaram a demissão de Paulo Autuori, em 2007 — o jogo do Fábio, de costas — o Galo não consegue ser um adversário à altura de sua tradição. Por dois anos seguidos, o Atlético levou surras de 5×0 na decisão do Estadual. E mesmo neste 2010, de título mineiro, a decisão contra o Ipatinga não apagou a derrota para o rival na fase de classificação. É tempo de pensar por que o Atlético investe, trabalha, se estrutura para voltar a seu lugar no futebol brasileiro, mas não consegue superar seu maior rival. No período de três anos e quinze jogos, destaque para Adílson Batista, no Cruzeiro, com 9 vitórias, dois empates e uma derrota. E para Leão, que perdeu quatro vezes, empatou uma. No período, Guilherme, hoje no CSKA, é o artilheiro cruzeirense com seis gols, um a mais do que Ramires. Diego Tardelli, o goleador do Atlético, com três gols.
  14. José Roberto Torero, em seu blog: Abecê do fim de semana: Uai: No duelo entre mineiros, o Cruzeiro jogou pior mas acabou vencendo o Atlético-MG 1 a 0.
  15. Leandro Mattos, em seu blog: Cruzeiro vence e Galo estarrece a massa: A ‘era Cuca’ diante do maior rival estrelado começou bem, com triunfo, como tem sido regra nos capítulos mais recentes e ferrenhos do maior embate de Minas Gerais e um dos mais tradicionais do Brasil. A vitória por 1 a 0, com um golaço de Wellington Paulista, num chute do meio da rua, aumentou a supremacia azul: são 13 vitórias nos últimos 16 confrontos, além de dois empates e uma derrota. O placar apertado mostra que o jogo foi parelho e quem soube aproveitar melhor o quesito finalização saiu com o triunfo nas mãos. O Atlético atuou bem, mas pecou demais nos arremates e esbarrou em mais uma noite inspirada de Fábio, o que não é nenhuma novidade. O Alvinegro estava melhor na primeira etapa, até ser carimbado pelo tirambaço de Wellington Paulista. O gol estrelado desequilibrou a equipe alvinegra, a ponto de Jairo Campos, Werley e Diego Tardelli trocarem insultos e palavrões dentro de campo, tendo que ser contidos pelos companheiros, por jogadores do Cruzeiro e pelo árbitro Wilson Luiz Seneme. Discussões e cobranças entre companheiros de elenco no gramado são constantes e fazem parte dos esportes coletivos, mas não no tom das que assistimos nesse domingo, com os jogadores querendo partir um pra cima do outro. A cena não bate muito com o discurso de Vanderlei Luxemburgo após a partida. Mais uma vez, depois de ver seus comandados colherem a oitava derrota em 12 compromissos pelo Nacional, o comandante preto e branco voltou a falar que confia no seu projeto, que vislumbra boas coisas para o grupo, que está tudo tranquilo. Não, não está! Pelo menos para uma parcela importantíssima do clube, a mais fundamental: a torcida. Cheia de expectativas, a massa alvinegra já não suporta mais as palavras fáceis, o tom conciliador após sucessivos tropeços. Não há como fechar os olhos e pedir paciência para um time que ocupa a vice-lanterna do Campeonato Brasileiro, com apenas 27,8% de aproveitamento. Não são palavras e afagos que vão tirar o Galo dessa vexaminosa colocação na tabela. A torcida espera por atitudes, não quer mais blá…blá…blá. O Atlético precisa dar satisfações a sua gente. Parabéns aos celestes, que com a importante vitória conseguiram colar no G-4 e estão a apenas um ponto do grupo de elite do Brasileirão.

De cara com o insólito

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Pesquei e editei esta historinha contada pela Beth Makennel na área de comentários do blog. Interessante, não é mesmo?

Gente Azul 5 Estrelas, toda última quarta feira do mês tem música ao vivo das 18h30 às 22h no clube de lazer do Cruzeiro, no Barro Preto.

Ontem, eu estava lá pra disputar uma partida de buraco pelas olímpíadas internas, mas nem precisei jogar, pois a equipe adversária estava desfalcada.

Sem ter contra quem jogar, fui pro salão tomar cerveja e ouvir a dupla da noite tocar músicas italianas, inglesas, brasileiras, todas de primeira qualidade. Foi bom demais!

Vocês precisam apreciar os bons programas que nosso clube oferece!

Mas vamos ao ponto que desejo abrodar: por volta de 22h, fui convidada pra ir ao Restaurante do Porto com uma turminha.

Estando lá, conversa vai, conversa vem, pra minha grande preocupação, fui apresentada atleticano, que é conselheiro do Cruzeiro.

Fiquei espantada. E, mesmo não querendo magoá-lo, perguntei se era verdade que ele torcia pelo rival.

Ele se disse corintiano, mas a esposa o desmentiu: “Nós somos atleticanos!”

Eu disse a eles que não concordava com aquilo e ouvi, da esposa dele, que “o Conselho Deliberativo do Cruzeiro está cheio de atleticanos”.

Eles não gostaram da minha petulância. Acham que minha crítica não tem nada a ver.

Sinceramente, estou muito preocupada! O que leva esses torcedores adversários a se tornarem conselheiros do Cruzeiro?

Sete Lagoas, a nova capital do futebol mineiro

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Arísio França Jr.

Com a escolha da Arena do Jacaré para receber os jogos dos times mineiros até a reinauguração do estádio Independência, minha cidade natal, Sete Lagoas, tende se tornar a capital do futebol mineiro nos próximos meses. A intenção deste post é servir, um pouco, como guia para os torcedores que estão dispostos a pegar a estrada pra acompanhar o Cruzeiro em terras setelagoanas.

Distante 65km de Belo Horizonte, Sete Lagoas foi emancipada em 24 de novembro de 1867, com territórios desmembrados de Santa Luzia e Curvelo. Como cidade pólo da Região do Alto Rio das Velhas, está compreendida numa área de influência de 500 mil habitantes, totalizando 38 municípios. Em Sete Lagoas existem no perímetro urbano dez lagoas, sendo 17 em toda a região próxima a cidade. A Lei que denomina as lagoas oficiais do município é a 4.113, de 11 de Novembro de 1989. As lagoas são: Boa Vista, Catarina, Chácara, Cercadinho, José Félix, Matadouro e Paulino.

A economia local, por muito tempo baseada na agricultura, pecuária e ferro gusa passou por enorme transformação a partir da vinda da Iveco Fiat e seus fornecedores. Há menos de um ano foi inaugurada a fábrica da AmBev que, juntamente com a Brennand Cimentos (a ser inaugurada em dez/10), fecha uma tendência inevitável de potencialidade industrial da cidade, Este desenvolvimento industrial, em grande parte, é o responsável pelo crescimento populacional da cidade que já passa dos 235 mil habitantes. O comércio, ainda arraigado pelo provincianismo e pela pouca qualidade na prestação dos serviços, já começa a se movimentar diante da inauguração do Shopping Sete Lagoas, pertencente à BR Malls, com data marcada para 30 de Setembro de 2010.

Para os que virão aos jogos na Arena, partindo da capital ou do Aeroporto de Confins, são dois os acessos à cidade. O principal é pela BR-040, sentido Brasília. Estrada duplicada que requer muita atenção devido aos inúmeros trechos com falhas na pavimentação e pelo elevado volume de carros e caminhões em trânsito. Outra opção de acesso é a MG-424, rodovia estadual que parte de Vespasiano, passa por Pedro Leopoldo, Confins, Matozinhos e Prudente de Morais. Boa parte dos seus 50km é duplicada. Não é tão movimentada, mas tem o agravante de ter um trecho de pista única complicado pelo trânsito de caminhões das cimenteiras da região e por passar dentro do perímetro urbano de Matozinhos e Prudente de Morais. Requer paciência fazer este caminho.

Uma boa pedida para quem for aos jogos aos sábados e/ou domingos é fazer uma programação de fim de semana para conhecer os atrativos turísticos locais e as opções de entreternimento. Nos jogos aos domingos à tarde, sugiro aos interessados que cheguem no sábado após o almoço, façam um passeio à Serra de Santa Helena e Parque da Cascata para ver o por do sol, seguido de uma parada na Lagoa Paulino (Centro e principal lagoa) e suas inúmeras opções de bares e restaurantes (Ilha do Milito, Fiorenza Pizzaria, Grillus, Choperia 4 Estações, Gôndola Ristorante).

Em família, vale uma passada na Feira de Artesanato e Alimentação que funciona todas as sextas e sábados à noite em uma praça ao lado da lagoa do centro. Para os mais animados, os programas que varam a madrugada acontecem na boate Night Lounge (centro – música eletrônica, público selecionado), Opinião Pub (centro – só rock de primeira, ambiente para descolados) e na casa de shows Estação Brasil (próxima ao acesso da BR-040). No domingo, café da manhã no hotel e visita à Gruta Rei do Mato (BR-040, entrada da cidade). Uma boa para o almoço é o Restaurante Mirante na orla da Lagoa Boa Vista (bairro Boa Vista).

É isso. Não escondo minha satisfação pela possibilidade de ver jogos do Cruzeiro aqui no quintal de casa. Mas, também, estou muito preocupado com as condições locais para receber torcedores, delegações das equipes e membros da imprensa de todo lugar. Sete Lagoas padece pelas últimas péssimas administrações municipais e enfrenta problemas nas áreas de segurança e saúde. Como outras cidades, o poder público local não está conseguindo acompanhar o desenvolvimento privado.

Repasso uma lista bem selecionada de contatos que poderão ser úteis aos que virão assistir jogos na Arena e me coloco à disposição aos companheiros do PHD para esclarecimentos, emergências, indicações e dúvidas sobre a cidade e os jogos: arisio@hotmail.com. Será um prazer recebê-los aqui!

Abraços.

Atrativos Turísticos:

  • Lagoa Paulino: centro da cidade. Principal lagoa e ponto de referência para opções de alimentação.
  • Gruta Rei do Mato: localizada junto ao trevo de acesso da BR-040. Muito bonita mas é preciso ter fôlego para circular por suas passarelas e escadas que atravessam os salões.
  • Serra de Santa Helena e Parque da Cascata: Complexo com acesso pelo bairro Jardim Arizona. Do alto da Serra é possível observar toda a cidade. Aos sábados, é possível voar de paraglider com um grupo local de praticantes deste esporte.
  • Museu Histórico Municipal: No centro, ao lado da Catedral de Santo Antônio.
  • Museu do Ferroviário: Avenida Antônio Olinto.

 Hospedagem e alimentação:

  • Real Hotel: Praça Martiniano Carvalho, 06 – Canaan – (31) 3773-3301
  • Sete Lagoas Residence – Rua Nestor Fóscolo, 284 – Centro – (31) 3775-1010
  • Lago Palace Hotel: Praça Carmelo Mota, 273 – Centro – (31) 3774-6044
  • Hotel Riviera: Rua Santa Helena, 125 – Canaan – (31) 3027-0800
  • Cantina Bom Sabor (self service) – Centro – (31) 3774-6633
  • Lagoa Espetos (churrasco e self service) – Centro – (31) 3775-2888
  • Ilha do Milito (a la carte e choperia) – Centro – (31) 3771-8939
  • Pizzaria Boca do Forno (massas) – Centro – (31) 3771-0103
  • Fiorenza Pizzaria (carnes e massas) – Centro – (31) 3771-8931

Telefones úteis:

  • Corpo de Bombeiros: (31) 3773-0207 ou 193
  • Polícia Rodoviária Federal: (31) 3774-7038
  • Rodoviária: (31) 3773-1133
  • Secretaria de Turismo: (31) 3772-9927
  • Hospital Municipal: (31) 3774-8668 ou 192 (SAMU)
  • Prefeitura Municipal: (31) 3779-7000
  • Pontos de táxi: (31) 3771-4211 / 3773-4747 / 3771-4141 / 3776-3012

Arísio França Jr., 33, Administrador, nasceu e mora em Sete Lagoas.

USA 2×2 Eslovênia: Virada incompleta

sexta-feira, 18 de junho de 2010

às 11h (horário de Brasília), no Ellis Park, em Joanesburgo, Estados Unidos e Eslovênia jogam -ambos no 4-4-2- partida decisiva do Grupo C.

Líderes, os eslovenos de Matiaz Kek sonham com a vitória pra encurtar o caminho rumo às oitavas de final. Confiam em sua camisa estilo Charlie Brown, no artilheiro Novakovic e na sorte.

Os americanos, dirigidos por Bob Bradley, precisam mais da vitória pra não dependerem tanto do confronto com a Argélia na última rodada.

Suas armas são o goleiro Howard e o armador Donovan, líder, experiente e  muito bom de bola.

Além deles, contará com o grupo californaiano Weezer que fez música pra animar a rapaziada. Confiram Represent clicando aqui.

Koman Kulibaly, do Mali, será o Juiz. Garantia de que ouviremos, naTV brasileira, aqueles clichês acerca da inexperiência dos árbitros de países sem tradição no futebol.

Console-se, caro leitor, pois a surdez ainda é pior do que os pitacos do Wrigth & Cia. E vamos ao jogo com fundo musical! (mais…)

Se você quiser um Fla x Flu tradicional…

quinta-feira, 10 de junho de 2010

JS, este texto não tem autoria personalizada; trata-se de trecho do “Football Travel Guides” da FourFourTwo britânica. Ele mostra a importância dos jogos dos campeonato estaduais na realidade brasileira. Abs, Paulo Sanchotene.

“… Com as cadeiras que foram instaladas para o Mundial de Clubes da FIFA em 2000, a capacidade [do Maracanã] está em torno de 70.000.

O estádio é a casa do Flamengo e do Fluminense. Mas o que esses times têm tido lá, são quase sempre experiências desapontadoras.

São jogos de campeonato que rararamente reunem mais de 15 mil espectadores e cuja falta de atmosfera é um insulto à memória de passado majestoso desse jogo.

O público é baixo por diversos motivos –desorganização, custos, horário das partidas quase às 22h.

Mas  o mais importante é que pelo fato do tamanho do Brasil, má infra-estrutura de transporte e a pobreza relativa da população, não haver praticamente torcida adversária [nos jogos do campeonato nacional].

Se você decidir assistir algum jogo, os clássicos locais são sempre os melhores.

É por isso que os campeonatos estaduais, disputados entre Janeiro e Março, são sempre os torneios mais recompensadores.

Se Flamengo e Fluminense estiverem no meio da tabela do campeonato nacional, o clássico numa quarta-feira à noite no Maracanã terá um público em torno de um quarto da capacidade do estádio.

Se os mesmos times se enfrentam nas fases finais do campeonato estadual, o Maracanã estará lotado, com torcidas empolgadas, coloridas, tocando música, cantando, pulando -exatamente a cena de carnaval que se espera dos brasileiros…

Ficou claro, agora, galera. Foi preciso um guia ingês pra conduzir os cegos brasileiros.

Elis, a pedidos

sábado, 1 de maio de 2010

Taí o que você pediu, Malafaia. Ou não foi bem isto?

Tem música de cruzeirense, americano, gremista, vascaíno, flamenguista, botafoguense etc. De Cocota não tem.

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Tu és divina e graciosa

sábado, 20 de março de 2010

Não é verdade que a emplumadagem está fora de circulação, envergonhada com a camisa cor de rosa.

Alguns entendidos da história do Clube de Lourdes até formaram seu time dos sonhos com jogadores de todos os tempos.

Já está na internet.

Só feras (feridas) do Campeão do Gelo. E com música própria: Rosa, composta pela gênio Pixinginha.

Indagações acerca do Caso Schiavi

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Marcel Fleming

Esta semana li um post interessante sobre o caso Schiavi, aqui. E concordei com a conclusão dele: “Uma pancada já não foi suficiente?”

Alimentar ilusões de uma mudança do resultado da competição não faz sentido. Não haverá essa mudança. E, convenhamos, na “lógica” do mundo da bola, uma eventual mudança de resultados ou uma re-edição da final ou das semifinais, sei lá, também soaria como consolação ou vitória no “tapetão”.

Pior ainda, uma eventual segunda derrota, essa sim, beiraria à humilhação. Ou seja, esqueçamos o assunto…

Opa, esqueçamos o assunto?! Acho que não. Não é bem por aí não.

Existe ou não um regulamento? Os demais times, Cruzeiro e Nacional inclusive, respeitaram ou não tal regulamento?

Então, se existe um regulamento, o que ele prevê de punição? Eu, honestamente, não sei. Tem que haver um julgamento do clube? Que sanções estão previstas?

Se houver previsão de realização de novas partidas semifinais, elas deveriam ocorrer, na minha humilde opinião.

Se a previsão regulamentar for a de que se delibere uma sanção, ela tem que ocorrer.

O que não pode é ficar impune. Que seja multa, exclusão do jogador ou clube de próximas competições (inclusive o Mundial?). Devolver à confederação o prêmio em dinheiro pela conquista.

Não falo como cruzeirense tentando reaver um título que perdemos em campo. Falo como cidadão.

O grande problema, para mim, é que mais uma vez o futebol sul-americano e, por consequência, nós sul-americanos, damos mais uma mostra de que tratamos os regulamentos, leis, regras como algo que só tem valor quando é pra se aplicar no outro.

Depois ficamos indignados com filmes e seriados enlatados americanos em que nosso país e subcontinente são mencionados como locais para onde fogem os fora da lei, ou de onde aparecem os criminosos.

Adianta ficar indignado com isso? Ou deveríamos nos indignar com a causa dessa imagem?

E o pior, a imagem do Estudiantes em nada é afetada? Continua como um inocente “réu primário”?

Infelizmente, o futebol é pródigo em exemplos de antiética e ilicitude. Faz parte do folclore a encenação de jogador para enganar o juiz, carta de presidente de clube pedindo proteção policial, mala-branca, mala-preta.

Depois, sempre vem o “abafa”, o “deixa-disso”.

Recentemente, surgiu uma possível denúncia de favorecimento ao Brasil em algumas copas do mundo.
Sumiu da mídia.

Quem não se lembra da maior mala-preta da história, aquela da Argentina ao Peru em 78?

Orgulhamo-nos daquele providencial passinho à frente de Nilton Santos num jogo contra a Espanha, se não me engano, que nos deu a possibilidade de seguir adiante em uma das copas que vencemos.

Ficou marcado, pra mim, uma afirmação do Zico, considerado um ídolo por muitos, mas não por mim, ao dizer que a melhor vitória é aquela aos 45 minutos do segundo tempo, com um gol de mão.
A mídia sempre tratou de manter essa “verdade” de que é um ídolo. Pode ter sido para os flamenguistas. E essa afirmação nunca teve maiores consequências.

Nós, brasileiros de todos os cantões, condenamos Nelson Piquet, o filho, em cadeia nacional. Será que o condenamos por ele ou pelo fato de um pai ter sido um “azedo” com a mídia? (E olha que ela era azedo por motivos até justificados).

O Cruzeiro, cujo nome, de certa forma foi um pouco manchado pelo recente episódio da mala-branca (não provado), vai ficar quieto quanto a isso?

Por que o Estudiantes vai passar incólume pelo episódio? Se sim, acho que tem aí uma “jurisprudência” e, nos anos por vir, poderemos “gatunamente” inserir jogadores irregulares e “ficar de boa” como se diz na gíria.

O que estou falando aqui é de valores, de ética. E falando também do comportamento da mídia. Essa mesma mídia que tanto valorizou a mala branca não provada, dedicou quase nenhuma linha quando se tratou do caso Schiavi.

Infelizmente, acho que os valores que vimos predominantes no futebol, e corroborados pela mídia, refletem, em certa medida, aqueles de nossa sociedade.

Indignamo-nos contra uma minissaia, mas não nos indignamos contra a desobediência a regulamentos.

Na verdade, nossa indignação é condicionada, relativizada. Depende de quem é o perpetrador, quem é a vítima… Estranho isso.

Neste caso, fica claro que, perante a Conmebol, os argentinos são mais iguais que os outros.

Será que estaremos fadados para sempre a conviver com isso?

Ou como diria Caetano: “Será que nunca faremos senão confirmar, a incompetência da América católica, que sempre precisará de ridículos tiranos?”

De bate pronto

Cito Caetano integralmente para não perder o sentido da letra da música dentro do contexto. Nada contra a Igreja Católica ou os católicos, nem a intenção de derivar o debate para esse lado. Gostaria que os leitores se prendessem na metáfora e pensem-na em termos geográficos e político-sociais.

Marcel Fleming, 41, cruzeirense, analista de sistemas, nasceu em Lambari-MG, mora em São José dos Campos-SP.

Torcedores brasileiros da Argentina

sábado, 12 de setembro de 2009

Ernesto Araújo

A Seleção Brasileira classificou-se pra Copa 2010 com antecipação e, mesmo com várias ausências, fez um jogo de boa qualidade contra o Chile.

Nilmar, Maicon, Daniel Alves, Luizão e Elano mostraram muita técnica.

Por outro lado, a Argentina perdeu para o Paraguai e está próxima da repescagem.

Muitos brasileiros comemoram esta situação. Nem todos, contudo, pois vários torcem pela  Argentina.

Algo impensável décadas atrás, esse fenômeno se alastra por alguns motivos.

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