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Sete pecados capitais e um venial

domingo, 27 de junho de 2010

Estes foram imperdoáveis! Sete erros capitais da Copa, até aqui:

  1. No gol de Heinze (Argentina) contra a Nigéria, Samuel (Argentina) atracou-se com um beque africano configurando falta que nem no rúgbi e no futebol americano é permitida.
  2. Num de seus gols contra a Coréia Democrática, Higuaín (Argentina) estava em claro impedimento.
  3. No tento anulado dos USA contra a Eslovênia, o juiz marcou o famoso perigo de gol. Inexplicável.
  4. O 1º gol da Argentina contra o México foi lance de impedimento absurdo de Carlito Tévez. Havia zero jogador entre o atacante portenho e a risca fatal. Fosse na cancha do Mineirinho, no Alto dos Minérios, o juiz nunca mais erraria. Aliás, nem voltaria pra casa.
  5. No gol de Lampard (Inglaterra) contra a Alemanha, a bola ultrapassou meio metro a risca. Mesmo assim, bandeira e juiz, mandaram o jogo seguir. Erro pra enciclopédia. Está eternizado.
  6. O pênalti seguido de expulsão de Cahill, da Austrália, no jogo contra a Sérvia, foi outro absurdo. Bola no braço. Ali, a Austrália foi posta fora da Copa.
  7. A expulsão de Miroslav Klose (Alemanha), contra a Sérvia, foi pena capital por motivo fútil. 

Além destes, houve também um equívoco. Pecado venial, nada mais:

  1. Alguns insistem ter havido mão dupla no 2º gol de Luís Fabiano contra a Costa do Marfim. Mentira. O Fabuloso não encostou um dedo que seja na pelota.  Antes do primeiro chapéu, ela caiu do firmamento sobre o ombro do centroavante. Após o segundo sombrero, a Jabuani aninhou-se no sovaco dele. Uma punição e tanto. Ou alguém acha que, àquela altura do jogo, o desodorante do atleta já não estava vencido? Anular o gol até que não seria problema para o Brasil. Afinal, ele não foi decisivo. Mas teria sido punição dobrada contra a bola.

O erro vai bater ponto no RapoCota

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O erro acompanha o esporte. É rematada tolice perder tempo com chororô. Ele não tem o poder de transformar evento esportivo em operação matemática.

Se os chorões quiserem erro zero, terão de pedir a arbitragem do Sumo Pontífice, único ser sobre a terra com o dom da infalibilidade.

O juiz do RapoCota não tem esta sorte. Vai errar. E o perdedor vai berrar.

Se servir de consolo, informo que o apitador do clássico não será Wagner Tardelli. Ao menos, é o que garante o Diretor de Arbitragem da FMF.

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Street Fighting Men

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Hey! Said my name is called disturbance Ei! 
I’ll shout and scream, I’ll kill the king I’ll rail at all his servants
Well, what can a poor boy do
Except to sing for a rock’n’roll band
‘Cause in sleepy London town 
There’s just no place for a street fighting man 
No

O Cruzeiro tem sido pródigo na produção de cenas de violência, verdadeiras combinações de futebol com street fighting.

Na hora, os destemperos provocam raiva no aficcionado do jogo limpo, mas, bem digeridos, viram causos, entram pra memória afetiva do balípodo.

Confiram alguns desses lances (e acrescentem outros tão ou mais divertidos):

  1. Manos de Piedra – Cris aplicando um direto no queixo do goleiro emplumado na final do Mineiro 2004.
  2. Flor do Mal – Dracena, que nem um Xuarzenegue, destruindo o nariz do Alex Alves, num RapoCota de 2005.
  3. Assimulação – André Luiz aplicando cabeçada em Alício Alício Pena Jr., em Ipatinga, em 2007. Como o árbiro simulou ter recebido pancada, embora tenha assimilado o golpe com uma esquiva, o Chefão agrediu o vernáculo com o neologismo assimulação.
  4. Santo do Pau Oco – Gladiador expulso por troca de pontapés com Lauro, do Inter, no Mineirão, em 2009. Depois de jurar inocência e demonstrar perplexidade, Kleber foi pego na mentira. A TV mostrou que ele havia pisado no pé do goleiro.
  5. Pedalada – Gladiador fazendo de pedal de bicileta ergométrica a cara de um jogador boliviano,  em Sucre, pela Libertadores 2009.
  6. Via Rápida – Zé Carlos expulso contra a Cocota, aos 7 segundos, após aplicar dois pescoções seguidos em Renan. no Mineirão, em 2009.
  7. Toma! – Adílson Baptista descendo malho nos tropeiristas e  aplicando voadora na placa de publicidade, após a virada sobre o Sandré, no Mineirão, em 2009.
  8. Tomate Cru – Gilberto discutindo e, depois, xingando o árbitro PCO, na Arena da Baixada, contra o CAP, em 2009.
  9. Maquitasso – Gilberto nocauteando o baixinho Yecerotte, do Potosi, após uma perda momentânea controle emociona, em 2010. 
  10. Karatê Kid – Gilberto aplicando voadora em Sebá, aos 2 minutos do jogo contra o Vélez, no José Amalfitani, em 2010.

Já, para o mosteiro!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O diário AS informou que o juiz Tom Henning Ovrebo, do Chelsea 1×1 Barcelona, pela Champions League, estava se retirando do futebol.

Com a consciência pesada por ter deixado de marcar três pênaltis a favor do Chelsea, o norueguês estaria se recolhendo a um mosteiro.

Rebatizado Missionário Knut, Ovrebo dedicaria o resto de seus dias a salvar almas.

Com tal gesto, esperava se livrar dos fantasmas de Drogba, Terry e Lampard, que sempre lhe aparecem, à noite, reclamando os tais pênaltis não marcados.

O chiste -era dia da mentira nos países de língua espanhola- ganhou status de notícia e correu mundo.

E só caiu por terra quando, às gargalhadas, Sua Senhoria desmentiu o jornal esportivo espanhol:

  • “Reina a paz em minh’alma, não tenho planos de me enfiar num mosteiro, muito menos, de pendurar o apito”.

Valeu pela piada. E, por que não dizer?, pela idéia. Resta saber:

  • Que juízes brasileiros, ao invés de mandar à pura do barril,  deveríamos enfiar num mosteiro?

Desmontando a mentira contada mil vezes

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Flávio Mariani

Já que parte da imprensa insiste em considerar o Flamengo hexacampeão brasileiro, gostaria de tecer alguns comentários sobre o título de 1987, que, juridicamente, não pertence ao rubronegro carioca.

O campeonato daquele ano teve dois módulos: verde amarelo. Pelos padrões de hoje, evidentemente, os times do módulo verde eram muito maiss fortes. Daí alguns dizerem que o outro módulo seria, na verdade, uma segunda divisão.

Esquecem-se de que, naquele tempo, as diferenças não eram tão grandes como atualmente.

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