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Cruzeiro 5×0 Estudiantes: Vingança malígna

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Cruzeiro e Estudiantes replicaram a final da Libertadores 2009 na abertura da edição de 2011.

No Cruzeiro, apenas três titulares daquela final estiveram em campo. O Estudiantes teve seis remanescentes.

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Cruzeiro na Libertadores V: 1976, Mundial em BH

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Mauro França e Jorge Santana

Mundial

Com a conquista da Libertadores 1976, o Cruzeiro se credenciou à disputa da Copa Intercontinental, nome oficial do Mundial Interclubes, naquela época disputado em dois jogos entre os campeões da América do Sul e da Europa.

O Bayern Munich, tri-campeão europeu, que se recusara a enfrentar o Independiente nos dois anos anteriores, aceitou jogar contra o Cruzeiro. As partidas foram marcadas para 21nov76 em Munique e 21dez76 em Belo Horizonte.

Excursão

Os jogadores celestes mal puderam comemorar o título da Libertadores. A delegação nem retornou para Beagá, onde certamente teria uma recepção triunfal. De Santiago, o time seguiu diretamente para Paris, escala inicial de uma excursão que se prolongou por todo o mês de agosto.

Nem houve tempo para descanso. Apenas quatro dias depois do histórico 3×2 sobre o River, em 03ago76, o Cruzeiro empatou por 1×1 com o Saint-Étienne, tri-campeão francês e vice-campeão europeu. Em 08ago176, o time celeste venceu o Nice por 4×3, com uma grande exibição.

A excursão continuou na Espanha, onde se realizavam vários torneios de verão, que os clubes brasileiros aproveitavam pra reforçar o caixa. Em La Coruña, no Estádio Riazor, o Cruzeiro disputou o Torneio Tereza Herrera, pela segunda vez consecutiva. Venceu o PSV Eindhoven por 2×0 e perdeu para o Real Madri pelo mesmo placar, com dois gols de pênalti.

No torneio seguinte, no Estádio Vicente Calderón, em Madri, o Cruzeiro perdeu para o Athletic Bilbao por 3×1 e venceu o Racing White, da Bélgica,  por 2×0.

No Ramon Sanchez Pizjuan, em 24ago76, o Cruzeiro empatou com o Sevilla por 1×1, mas foi eliminado nos pênaltis, por 5×3. Raul Plassmann defendeu uma penalidade, mas o juiz mandou repeti-la. Dois dias depois, o campeão sul-americano bateu o Hajduk Split, da Croácia, por 4×2, terminado em 3º lugar no Torneio de Sevilla.  

A excursão encerrou-se em 29ago76, no Estádio Municipal de Almeria com uma vitória por 3×2 sobre o time local. Foram 9 jogos, 5 vitórias, 2 empates, 2 derrotas, 18 gols a favor, 14 contra.

Financeiramente, o saldo da viagem foi ótimo, mas o custo técnico foi alto. Jairzinho, Vanderlei Lázaro, Nelinho e Wilson Piazza voltaram contundidos. Os dois últimos com mais gravidade, ficaram três semanas afastados do Campeonato Brasileiro, na época, chamado Copa Brasil.

Copa Brasil

Em 04set76, menos de uma semana depois do último amistoso na Europa, com cinco desfalques, o Cruzeiro estreou na Copa Brasil empatando com o Botafogo por 0x0 perante 10.294 torcedores, no Mineirão.  

Os desfalques constantes afetaram o rendimento do time. Zezé Moreira jamais conseguiu escalar o time completo no campeonato. Para complicar, Joãozinho também se contundiu com gravidade e ficou de fora da maior parte dos jogos.

Em um grupo de 9 equipes, o Cruzeiro ficou em 2º lugar ao lado de Coritiba, Atlético e São Paulo. Pelos critérios de desempate, ficou na 5ª posição (3 vitórias, uma por mais de dois gols de diferença, que valia 3 pontos; 4 empates e uma derrota). Como somente os quatro primeiros se classificavam, o time celeste teve que disputar a repescagem, que valia uma vaga para a 3ª fase do torneio.

Na repescagem, o Cruzeiro enfrentou Portuguesa, Londrina, Uberaba e Confiança. Somou 8 pontos (3 vitórias, uma de 3 pontos, e 1 empate) e ficou em 2º, um ponto a menos do que a Portuguesa. No último jogo, precisava derrotar o Londrina por dois gols de diferença pra ficar em 1º. Em 27out76, no Mineirão, diante de um público de quase 40 mil torcedores, Palhinha fez 1×0 no início do 2º tempo e foi só. Para surpresa de muitos, a menos de um mês do duelo contra o Bayern, o campeão sul-americano foi eliminado do Brasileiro.  

Racha

A eliminação precoce conturbou o ambiente na Toca. Carmine Furletti, vice-presidente de futebol, e Elias Barburi, o Tóia, diretor de futebol, criticaram Zezé Moreira, cujo esquema de jogo consideravam ultrapassado. Barburi queria a demissão do treinador. Mesmo afastado por doença, Felício Brandi bancou o treinador e responsabilizou os dirigentes, que teriam reforçado mal a equipe, pela desclassificação.

Em meados de outubro, o clube contratou o uruguaio Pablo Forlan, que aos 31 anos estava aposentado em Montevidéu. Zezé Moreira contava com a experiência e a garra do lateral, que disputara duas copas do mundo e havia sido campeão intercontinental com o Peñarol em 1966.  

Inverno

O Cruzeiro embarcou para a Alemanha com problemas. Nelinho, Piazza e Joãozinho vinham de longa inatividade. Dirceu Lopes, há mais de um ano parado, também estava fora de forma. O time estava sem ritmo, pois só jogou duas vezes após a eliminação no Brasileiro. Com equipes mistas, empatou em Maringá, com o Grêmio local, e no Mineirão, com o América carioca, por 0x0.

Além de tricampeão europeu, o Bayern era a base da Seleção Alemã campeã do Mundo em 74. Tinha celebridades como Sepp Maier, Franz Beckenbauer, Gerd Muller e Paul Breitner entre outros. No campeonato alemão, estava em 3º, a 4 pontos do líder.

Os alemães até foram corteses. De acordo com Raul, forneceram agasalhos e material de treino aos cruzeirenses. O próprio goleiro foi presenteado por Maier com luvas apropriadas para jogos com neve.

O jogo foi disputado sob uma nevasca. Em tais condições, o Cruzeiro foi cauteloso. Queria ao menos empatar e trazer a decisão para o Mineirão. Nelinho e Joãozinho, que foi substituído por Dirceu Lopes no 2º tempo, não estiveram bem. Mesmo assim, o time resistiu até os 35 o 2º tempo, quando Ulli Hoeness cruzou da direita, Morais não alcançou e Gerd Muller, na entrada da pequena área, dominou e chutou no canto direito de Raul Plassmann.

Dois minutos depois, Rummenigge começou a jogada pela esquerda, Muller fez corta-luz e Kapellmann, da entrada da área, bateu rasteiro no canto direito de Raul pra definir o placar e colocar os alemães em vantagem na decisão.

  • Cruzeiro 0×2 Bayern München, terça-feira, 23nov76, 1º jogo da decisão do Mundial Interclubes 1976, Olympiastadion, Munique, Alemanha – Público: 22.000 pagantes – Juiz: Luis Pestarino (Argentina) – Gols: Muller, 35, Kapellmann, 37 do 2º tempo – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Ozires e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza e Zé Carlos; Eduardo Amorim, Palhinha, Jairzinho e Joãozinho (Dirceu Lopes). Tec: Zezé Moreira / Bayern: Sepp Maier, Bjorn Andersson, Franz Beckenbauer, Hans-Georg Schwarzenbeck e Udo Horsmann; Bernd Dürnberger, Conny Torstensson e Jupp Kapellmann; Uli Hoenes, Gerd Müller e Karl-Heinz Rummenigge. Téc: Dettmar Cramer. 1: Maier, Schwarzenbeck, Beckenbauer, Hoenes, Kapellmann e Muller conquistaram a Copa do Mundo 74 pela Alemanha. 2. Torstensson e Andersson disputaram as Copas de 74 e 78 pela Suécia. 3: Maier jogou as Copas de 66, 70, 74 e 78. Beckenbauer jogou as de 66, 70 e 74 e foi técnico da Alemanha em 86 e 90, quando conquistou o título. 4. Rummenigge tinha 21 anos à época. Era um talento em ascensão. Jogou as Copas de 78, 82 e 86.  

Mesmo apontando a neve como vilã, Nelinho não deixou de observar que muitos jogadores –os principais– estavam fora das suas melhores condições físicas e técnicas, em entrevista à Placar:

  • “A neve deixou o nosso time muito inseguro. Logo no início, perdi umas três bolas bobas porque ia dar o drible e ela corria ao invés de ficar no meu pé. Além disso, eu –como o Jair, o Joãozinho, o Piazza, o Palhinha e o Dirceu– estava em péssimas condições. Tanto que joguei plantado. Só desci umas duas vezes.”

Revanche

Sem compromissos oficiais, os jogadores voltaram à rotina de treinamentos. Palhinha, com dores musculares, e Jairzinho, gripado, não participaram da primeira semana de treinamentos. Zezé Moreira, que pretendia apurar a condição física e técnica do elenco, era só preocupação.

O Cruzeiro disputou apenas um amistoso entre os dois jogos. Em 11dez76, venceu o Uberaba por 3×0, no Mineirão, perante 4 mil torcedores. Raul e Jairzinho ficaram de fora, enquanto Dirceu Lopes e Joãozinho atuaram o tempo todo.

Mesmo reconhecendo a força do adversário, o clima entre os jogadores era de confiança. Todos achavam possível reverter o resultado e conquistar o título. Acreditavam no pouco tempo de adaptação dos alemães ao calor fizessem a diferença, como o frio e a neve tinha feito na Alemanha. Zezé Moreira analisou o adversário e deu a receita para vencê-lo, em entrevista à Placar:

  • “Eles praticamente não têm posição fixa em campo. Há sempre um jogador a mais na marcação dos atacantes adversários e a recuperação deles é impressionante. Temos que partir para um jogo coletivo, rápido e objetivo, como naquelas partidas contra o Internacional, pela Libertadores.”

Zezé Moreira ficou aborrecido com o desfecho do jogo de ida:

  • Nós nunca poderíamos ter nos apavorado com o primeiro gol e partido pra cima deles que nem loucos. Deveríamos ter ficado quietinhos, no nosso esquema, porque a derrota de 1×0 era um excelente resultado para o Cruzeiro. Agora, eles entram aqui com 2×0 no placar. Isso lhes dá muita segurança e apóia qualquer sistema defensivo.

Mas não havia perdido a esperança:

  • Chegaremos lá. Precisamos entrar com os onze jogadores em perfeitas condições técnicas e físicas, caso contrário, será difícil vencer. Estamos treinando duro porque não adianta apenas marcar os gols necessários. É preciso, também, não tomar.

Verão

Enfim, na quinta-feira, 21dez76, o Mineirão recebeu pela primeira e única vez na sua história uma decisão de título mundial. O público oficial foi de 113.715 pagantes.

Saí da Fafich, no Bairro Santo Antônio, por volta de 13h e parei pra tomar cerveja e fazer a resenha do futebol com os colegas no Jorobó, um boteco na Contorno, quase na esquina de Carangola.

Por volta de 15h, saímos para o Mineirão em vários táxis. Eu e o Nílton Figueiredo, colega de Sociologia, tomamos um fusca amarelo sem banco dianteiro.

Na Catalão, sobre o viaduto do Anel Rodoviário, o motorista puxou o freio de mão e recomendou: “Se vocês querem ver o jogo, melhor irem a pé.”

Travou tudo. As pessoas largavam os carros no meio da pista e saiam correndo em direção ao estádio. No estacionamento, saquei o lance: havia dezenas de ônibus de todas as partes do país: Bahia, Rio, Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraná, São Paulo e inúmeras cidades do interior de Minas.

Quando consegui entrar, não havia mais divisão de setores. Tentei furar os bloqueios de cada um dos acessos às arquibancadas, cadeiras e geral, sem sucesso. O Mineirão estava entupido.

O jeito foi assistir à decisão no corredor. Escolhi o Bar 22, cuja televisão, uma Philco com Bombril –aquela palha de aço que dizia ter mil e uma utilidades- nas pontas antenas, atendia a uma multidão incalculável. Havia superlotação até nas áreas de circulação.

No dia seguinte, o Estado de Minas estampava a manchete “Trânsito infernal na ida e na volta. A decisão mudou a vida da cidade”.  Os jornais informaram também sobre a invasão de mais de 20 mil torcedores vindos em caravanas, que não encontrando ingressos à venda, arrombaram os portões do estádio. Esse foi, sem dúvida, o maior público da história do Gigante da Pampulha. (Jorge Santana)

O Bayern chegou à BH no dia do jogo. Os jogadores foram para o hotel, descansaram poucas horas e foram para o Mineirão. Reconheceram o gramado e se aqueceram sob estrepitosas vaias da torcida.

Zezé Moreira escalou uma formação mais ofensiva, com um ataque com Jairzinho pela direita, Palhinha, Dirceu Lopes e Joãozinho. Eduardo ficou no banco.

O calouro de Engenharia, João Chiabi Duarte, relata suas impressões:

“Eu me lembro de ter chegado ao estádio por volta das 16 h. Os portões se abriram por volta das 18 h. Lá dentro, não dava pra levantar e sair, porque se perdia o lugar. O time deles era uma verdadeira seleção campeã do mundo. Fiquei no hall de entrada para vê-los passar. Sepp Mayer o goleiro tinha mãos imensas. Beckenbauer carregava os sacos como qualquer outro jogador. Não tinha essa de roupeiro, cada um fazia a sua parte. Lembro até hoje da cena. O Bayern entrou para aquecer com os seus agasalhos vermelhos da Adidas (sonho de consumo de todos nós naquela época), um calor infernal. Foi a maior vaia que eu já tinha visto em um estádio de futebol…

O Cruzeiro precisava de uma vitória por dois gols no tempo normal para forçar a prorrogação e pênaltis. A gente acreditava demais nos nossos craques. O jogo começou depois das 21h. O Cruzeiro fez uma ótima partida e parou sempre nas mãos de Maier ou nos desarmes fantásticos de Beckenbauer ou do Schwarzenbeck (jogava duro e não perdeu uma antecipação naquele dia). Houve lances incríveis durante o jogo. Uma cabeçada do Jairzinho, de costas, que o Sepp Maier só defendeu porque tinha mãos enormes. Ou a grande defesa do Raul no chute rasteiro e forte do Rumenigge, que ele tirou com a ponta do pé.  

No Cruzeiro, Dirceu Lopes parecia se ressentir da longa inatividade e não conseguia ter vantagem sobre a marcação implacável de Kapellmann. No 2º tempo, Zezé Moreira trocou-o por Forlan, que entrou na lateral direita, e adiantou Nelinho para a meia, para aproveitar o chute do lateral. E ele mandou três ou quatro varadas em direção ao gol alemão. Todas espalmadas ou socadas por Maier.

Rumenigge dava trabalho nos contra-ataques, mas sentiu uma contusão e deu lugar a Arbinger, que entrou para marcar as boas combinações que Nelinho e Forlan faziam pela direita. Palhinha, Joãozinho e Jairzinho brigaram com valentia contra os gigantes do time alemão e criaram as oportunidades. Embora não tivessem feito os gols, lutaram muito, como de resto, todo o time celeste.”

Mesmo sem o título, os jogadores celestes deixaram sob os aplausos da torcida, em reconhecimento pelo que fizeram. Foi um belo espetáculo proporcionado por dois grandes times. Um show de técnica e tática

  • Cruzeiro 0×0 Bayern München, terça-feira, 21dez76, 2º jogo da decisão do Mundial Interclubes-76, Mineirão, Belo Horizonte. Público: 113.715 pagantes – Juiz: Patrick Partridge (Inglaterra) – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Ozires e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza (Eduardo Amorim) e Zé Carlos; Jairzinho, Palhinha, Dirceu Lopes (Pablo Forlan) e Joãozinho. Tec: Zezé Moreira / Bayern: Sepp Maier, Bjorn Andersson, Franz Beckenbauer, Hans-Georg Schwarzenbeck e Udo Horsmann, Weiss, Conny Torstensson e Jupp Kapellmann, Uli Hoeness, Gerd Müller e Karl Heinz Rummenigge (Alfred Arbinger). Tec: Dettmar Cramer.  

Alguns lances ficaram da decisão mundial ficaram eternizados: duas incríveis defesas de Raul Plassmann, um drible de Joãozinho deixando o Kaiser Beckenbauer de bunda no chão e uma cabeçada de Jairzinho que, com o arco escancarado, mandou a bola no travessão.

João Saldanha culpou a cabeleira Black Power do atacante pelo desperdício. Segundo ele, a bola amorteceu naquela touceira ornamental. Para provar sua tese, o cronista saiu pelas ruas do Rio de Janeiro com uma bola e uma câmera filmando cabeçadas de outros cabeludos. Todas sairam chochas. 

Links:

  1. Vídeo de uma emissora alemã, com os gols da partida, com uma impagável participação do repórter Paulo Roberto escalando o time do Bayern.
  2. Trecho de um documentário do Sportv sobre Jairzinho, com imagens rápidas do jogo do Mineirão.
  3. Fernando Sasso narra alguns momentos ada decisão.

Questo è il nostro personale, Signore Crossi

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Enquanto aguarda o novo comentarista Crossi Neto se apresentar ao distinto público, com ajuda do filho inteligente do blogueiro,  o veterano Ernesto Araújo apresenta ao novato alguns os antigos comentaristas do PHD:

  1. Jorge Angrisano Santana – É o blogueiro. Semianalfabeto, não passa de um testa-de-ferro do filho, que é o autor dos posts. Seu ídolo no futebol é Maradona. Na MPB, é o Chico Taquara.
  2. King Arthur – Tem pouca escolaridade e por isso acredita que tudo no futebol acontece por acaso e nada é premeditado.
  3. Evans Drawn – É vidente (possui uma bola de cristal), cartomante, joga búzios e é dono do polvo do aquário de Oberhausen, Alemanha. No trato pessoal é ameno. Se contrariado, prefere o silêncio e dá a outra face pra ser batida. Um gentleman.
  4. Victor Hugo – Entusiasta da Seleção Brasileira, sente profunda admiração pelo treinador Dunga e ainda não se recuperou da derrota do Brasil na Copa. No plano interno, seu rival é o Santos.
  5. Mouro Francês – Sabe nada de futebol. Mas vira uma fera e destrói automóveis na periferia de Paris quando a Argélia perde alguma partida de futebol.
  6. Céu, ElizabethSimonalisa, e Marina – Belas torcedoras, que não entendem de bola rolando. Preferem jogador bonito ao joga bonito. São especialistas na estética dos jogadores e não dos jogos. Nesta Copa, elegeram Hamsyk, Calamity James e Lúcio como os mais guapos.
  7. J. Durval Chiado – Novato, virou cruzeirense faz pouco tempo e ainda está se inteirando da história do clube. Vive importunando Evans Drawn perguntando quem foram Polenta, Piorra e Carazo, contemporâneos do veterano comentarista.
  8. Bob Gilliard – Amante do cinema iraniano, do jornalismo venezuelano, em matéria de futebol, teoriza até sobre tiro de meta. É portador de paixão incontida pelo treinador Adílson Baptista, adepto do futebol de resultados inspirado no bicampeão mundial de 82 e 86, Mestre Telê.
  9. Genésio Ubaldo – Torcedor cricri, passa os jogos vaiando o Cruzeiro. Só se acalma quando lê as equilibradas análises de seu ídolo Bob Gilliard.
  10. Romário UolBest of Burden do blog. Enquanto todos assistem aos jogos, ele anota lance por lance da partida pra registrar a história do Cruzeiro ao pé da letra. Em sua homenagem, Keith Richards e Mick Jagger compuseram um disos sucessos dos Stones.
  11. Ché Araújo – Nasceu em Rosário, Argentina, e passou os primeiros 40 anos de vida no lombo de uma motocicleta pelas estradas de nuestrolatinoamérica até descobrir sua vocação de jogador de beisebol em Cuba. É o comentarista deste esporte no PHD.
  12. Nhonho Oliveira – Chefe do Departamento Jurídico do blog, vive às turras com Hall, o antispam.
  13. Ares Française Junior –  Blog commentateur plus sophistiqué, vivre dans la ville Sept Lacs où il gère le stade de l’équipe de rugby Démocrate.
  14. Pedro Vinícius Cabral – Argentino de origem portuguesa, radicado em Formiga, torce pelo Vila,  Leixões e Atlético Rafaela.
  15. Euskadi Garrastazu Bordaberry Arreguy – Espírito radical, nasceu em Bilbao e é torcedor ferrenho do Atlético. O local, obviamente. Em Minas, defende as cores do Demo Black & White Panther. Jurista de renome, é reverenciado pelos demais comentarista do PHD, por ser de poucas palavras e muita ação.
  16. Juan Kimbund – Uruguaio radicado na Bahia, é um ás do rodopio. Gravou um CD com 28 solos de berimbau. Em casa, contudo, só toca gaita de fole pra desespero dos vizinhos.
  17. Frede Sobrinho – Funcionário público durante o dia, à noite é garçom na Choperia Pinguim. É um dos líderes dos torcedores radicais que vaiam o Cruzeiro no 7A do Mineirão. 
  18. Wall Free Dow Jones – Corretor de seguros e ações em Nuiorque, foi um dos responsáveis pela bolha imobiliária. Torcia pelo do Red Bull, embora só ingerisse Budweiser. Expulso dos USA por Barak Obama, vive em Essen, na Alemanha, e torce pelo Duisburg, que derrubou da 3ª para 4ª divisão quando começou a frequentar seus jogos.
  19. Edward Scissorhands– Marqueteiro americano da NBA, que vive podando as iniciativas do Departamento de Marketing do Cruzeiro, considerado por ele um lixo. Seu sonho é suceder o Claret e meter a tesoura nos piratas que dão prejuízo ao clube. ZZP, contudo, diz que se não pentear as melenas, ele jamais será contratado.
  20. AgTo, cineasta coreano, que editou o filme da Copa do Mundo 2010. Para agradar o nanico megalomaníaco que fez a encomenda, ele colocou Coréia do Norte e Brasil na final. E os norcoreanos venceram por 2×1 com gols contra de Felipe Mello.
  21. Viejo Damas – Cantor de tangos portenho, que há 39 anos sai dos estádios antes da volta olímpica. Sempre cantarolando Por Una Cabeza.
  22. Charles Mineiro – Sua mania é mudar de nome. Já foi Libertadores, virou Brasileiro, depois, Copa do Brasil, agora é Mineiro. Mas já está pensando em contratar advogado pra se chamar Charles Bimbo. Só não o fez por oposição da patroa.

Pacote ou embrulho?

terça-feira, 6 de julho de 2010

Vamos botar ordem na bagunça em que se transformou o pacote de reforços do Cruzeiro:

  1. Juan Román Riquelme não jogará pelo Cruzeiro. Foi apenas uma anestesia. Com o pacote de contratações concluído hoje, o meia xeneize já não tem mais nenhum papel a cumprir.
  2. Ernesto Farias, El Tecla, centroavante argentino do Porto está cada vez mais distante da Toca da Raposa. Cobra alto e ZZP acha que já tem atacante demais no elenco.

Certos estão:

  1. Walter  Damián Montillo, meia argentino de 26 anos da Universidad de Chile já assinou contrato e estará à disposição de Cuca  após o encerramento da Libertadores para a La U. Ele custou 3,5 milhões de euros e assinou por cinco anos. Falta só arrnjar um parceiro pra rachar a conta.
  2. Wallyson Ricardo Maciel Monteiro, 21 anos, nasceu em Natal, Rio Grande do Norte. O atacante velocista jogou pelo São Gonçalo do Rio de Janeiro em 2003 e 2004, ABC, em 2007 e Atlético-PR em 2008.
  3. Rafael Marques Pinto, beque carioca de 26 anos atuou pelo Brasiliense, em 2003, Botafogo, entre 2004 e 2007, Goiás em 2008 e Grêmio, onde jamis foi titular, em 2009.
  4. Francisco Everton de Almeida Andrade, 26 anos, nascido em Maranguape, no Ceará, é meia e jogou no Ferroviário, Grêmio Barueri, em 2008 e 2009, e no Fluminense, em 2010, sob o comando de Cuca.

Quase certo está:

  1. Rômulo Souza Orestes Caldeira, 23 anos, 1,78m, 72 KG, lateral direito, nascido em Pelotas, jogou pelo  Caxias e Juventude, em 2007, Metropolitano, em 2008, Chapecoense, em 2009, Santo André, 2009 e 2010.

Trocamos seis por meia dúzia? Alguém vai ao aeroporto? Seguinte: vamos torcer e enxotar as hienas. Mais do que isto, é impossível.

Dia T

terça-feira, 6 de julho de 2010

Esta segunda foi o Dia T, o Dia do Teixeirão. Após dissolver a comissão técnica por telefone, o presidente da CBF foi aos microfones fazer populismo.

Falou na Itatiaia, explanou no SporTV. Disse que começará, já, o projeto 2014. Tinha de ter um projeto no meio do balablablá. É moda.

E o tal arranjo vai começar logo. Parece que, em agosto, contra os USA , o Brasil já deve ser representado pela nova geração. Assim, a CBF já estaria pensando em 2014.

O chefão da CBF está impressionado. Ele descobriu, num Boletim da Fifa, que a Argentina tem 8 atletas  Sub23 em seu escrete, a Alemanha tem 9, Gana, 11, e o Brasil, só um.

Pra Sua Majestadade, taí a fórmula do sucesso. Falta explicar o que argentinos e ganeses conseguiram fazer melhor do que os velhinhos brasileiros.

Mas isto não vem ao caso. Importante é ter algo pra enganar os otários que o levam a sério.

O problema do novo projeto é que ele pode sucumbir, como o atual, num lance fatídico de uma etapa eliminatória da Copa.

Nenhuma seleção em tempo algum, boa ou ruim, esteve a salvo do imprevisto, da falha e do acaso. Em caso de dúvida, consultem os húngaros sobre 54, os holandeses sobre 74 e os brasileiros sobre 98.

Eu prefiro a fórmula do João Saldanha, que não tinha frescuras como esse trololó de projeto. Pra ele, seleção era lugar para os melhores do momento.

Ora, se Lúcio, Maicon, Juan, Gomes, Luisão, Robinho e Júlio César (apesar da falha absolutamente humana), Kaká (apesar da má condição física) são os melhores, por que não convocá-los?

Está certo que o momento é de se aproveitar Ramires, Hernanes, Ganso, Neymar, Pato, Fábio, André, Jonathan, Wesley e outros novos ou seminovos.

Agora, montar uma seleção de novatos pra levar surras e mais surras desnecessárias é jogar -muito mal, diga-se- pra platéia.

Teixeira com essa conversa aparentemente radical aquer apenas reforçar a idéia de que a Copa não foi perdida por ele, mas pelos componentes da comissão dissolvida. E só.

Esse filme já passou em 91. A estrela da época foi Paulo Roberto Falcão, que, depois, após várias derrotas, foi defenestrado.

Ricardo Teixeira continua tão arrogante quanto incompetente. Melhor seria entregar a Seleção para um diretor profissional conduzir e sair de fininho.

O discurso dele é exatamente o das hienas caçadoras de técnicos. O final todos já sabem. Se der errado, lá vem outro papo furado e mais uma dissolução de comissão técnica. Só ele jamais se demite.

Didi e Churchill

domingo, 4 de julho de 2010
  • “Até o Felipe Melo, que foi Gerson no primeiro tempo, virou Kleber no segundo…” (Ernesto Araújo)

O Brasil perdeu porque enfrentou um time forte. Não é à toa que a Holanda se mantém invicta há 23 partidas. Ponto.

Perdeu também porque nossos jogadores não têm a exuberante qualidade que imaginamos. São bons, mas nenhum é extraordinário. Ponto sem vírgula.

Perdeu porque seu craque nunca esteve em condições ideais pra uma competição contra os jogadores mais fortes, mais velozes, mais saudáveis e de técnica mais apurada que disputam uma Copa.

Quem chegou à Sudáfrica meia-boca não teve tempo de se recuperar e jogar no limite. Rooney, Torres, Verón, Deco, Pirlo, Gattuso estão na mesma enfermaria do Kaká.

Perdeu porque seu esquema tático não deu conta de responder às exigências específicas de cada partida.

Mas isto é uma longa conversa, principalmente, num território de torcedores que trucidaram o último treinador do Cruzeiro por insistir em privilegiar funções ao invés de posições.

Agora, um fator é possível discutir, embora também não possa ser dado como absoluto: a personalidade dos atletas.

Gilberto Silva disse, na Itatiaia, que a decisão de proibir entrevistas exclusivas não foi do treinador, mas do grupo.

Nesta linha, provavelmente, o claustro a que se submeteram os atletas também deve ter sido aprovado pelo coletivo.

E com claustro ou sem claustro, a seleção voltou pra casa nas quartas de final. Tal qual em 2006.

Tínhamos um time bem montado, mas que não suportou o gol e empate da Holanda. Ele teve efeito devastador para o coletivo e para seus indivíduos.

Quando vi a bola nas redes, lembrei-me da imagem do Príncipe Etíope de Rancho, o Mestre Didi, buscando a bola no filó e, sem a menor pressa, dirigindo-se com ela ao meio de campo enquanto pedia calma aos companheiros assutados pelo gol sueco na final de 58.

Pois é, meus amigos (e também inimigos), não havia um mestre no escrete de 2010. E se houve alguma chance de existir um, ela foi limada pelo grupo.

O coletivo é importante, nem se discute. Mas o herói tem seu lugar na história. Seja ele um salvador da civilização como Churchill -que fez a América se mexer na II Guerra- ou um salvador da pátria enchuteirada como Didi.

Pra que 52 dias de clausura? Por que não conceder entrevistas? Por que se abster de sexo? Qual a vantagem de não receber o carinho dos pais, esposas, filhos e amigos nas horas vagas? Aliás, por que não se conceder o direito a um passeio ao zoo ou ao shopping center?

Se ao tomar o gol, o coletivo pudesse se reunir e deliberar sobre o que fazer, talvez a seleção canarinha tivesse se recomposto e voltado a jogar bem como no 1º tempo.

Como não houve, o que se viu foram closes de um Juan apavorado. Kaká e Lúcio tentando resolver individualmente, Felipe retroagindo às cavernas, Robinho, Daniel e o Fabuloso desconectados do resto do time, a locomotiva Maicon perdendo energia e cousa e lousa.

A Argentina reagiu melhor ao gol germânico. Reagrupou-se e tentou jogar sua bolinha, mesmo que dentro de um esquema suicida. Levou uma tunda até maior, mas aí são outros quinhentos.

Importante é que, para o gol devastador, faltou aos brasileiros ao menos uma referência, alguém pra reagrupar a equipe e tentar uma retomada do bom futebol do 1º tempo.

Repito, o líder não pode tudo, mas seu papel não pode pode ser desconsiderado. Um grupo pode funcionar, mesmo que disputas internas sejam inevitáveis. Como a que opunha Rivaldo e Ronaldo em 2002.

Até isto pode ser canalizado pra aumentar a competitivade do time.

O que não pode acontecer no futebol é a mansidão de uma turma que não se arrisca nem a conceder uma entrevestazinha por medo de pisar na bola.

Holanda 2×1 Brasil: Tamancada

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Às 11h (Brasília), no Estádio Nelson Mandela Bay, Brasil e Holanda abrem as quartas de final da Copa de 2010 em jogo que será apitado pelo japonês Yuichi Nishimura.

Dunga manterá seu ortodoxo 4-3-1-2 sem contar com Elano, contundido, e Ramires, suspenso. Com estas ausências, Daniel Alves ganha um lugar na linha de volantes.

Van Marwijk escalará a Holanda num 4-2-3-1, em tese, mais ofensivo. E terá nos meias atacantes Robben e Snejder suas chaves para abrir a defesa brasileira.

Pela campanha e pelos comentários deslumbrados dos mesa-redondistas brasileiros, a Holanda é favorita. Mas pode haver surpresas. Ah, se pode! (mais…)

Como será o amanhã?

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Como será o amanhã?
Responda quem puder
O que irá me acontecer?
O meu destino será
Como Deus quiser
Como será?

O Cruzeiro já pensou em contratar Juan Román Riquelme. Ainda pensa, mas já não mais com tanta certeza, pois o xeneize quer mesmo é morar em Buenos Aires.

O Cruzeiro pensa seriamente em contratar Walter Montillo, mas a Universidad de Chile não admite ficar sem o jogador na reta final da Libertadores.

O Cruzeiro está certo de que Ernesto Farias, El Tecla, trocará o Porto por Beagá. Mas o cidadão não dá as caras no pedaço.

O Cruzeiro sabe que precisa de beques e laterais, mas não tem a menor idéia de onde encontrá-los.

O Cruzeiro poderá mandar seus jogos na Arena do Jacaré, mas não sabe se a cancha do Democrata suportará o castigo de ser pisoteada pelos três times da Capital e o de Sete Lagoas.

O Cruzeiro tem o Ipatingão como segunda casa. Ou melhor, tinha, pois se o Corpo de Bombeiros insistir em reduzir pela metade a capacidade do estádio fica antieconômico jogar lá.

O Cruzeiro quer jogar no Parque do Sabiá, em Uberlândia, mas seus sócios do futebol não querem, pois a distância é grande.

Enquanto persistem as dúvidas, embalo meu sonho de alcançar logo a Cota 45 pra começar a disputar, a vera, o Morrinhão com este samba enredo da União da Ilha.

Cobras e bagres

terça-feira, 29 de junho de 2010

Esta é a minha seleção da Copa até as oitavas de final:

  • Eduardo Carvalho;
  • Maicon Douglas, Lúcio Ferreira, Juan Santos, Carlos Salcido;
  • Bastien Schweinsteiger;
  • Mesut Özil, Wesley Snejder;
  • Pablo Forlán;
  • David Villa, Asamoah Gyan.
  • Tec: Dunga

E esta a contra-seleção:

  • Robert Green;
  • Jonas Gutierrez, Christian Poulsen, Martin Demichelis, Patrice Evra;
  • An Yong Hak, Kim Kum Il, Achille Emana;
  • Fernando Torres, Jon Tomasson, Nicolas Anelka.
  • Tec: Domenech

N.B.: Minha mãe está precisando de 08 doadores de qualquer tipo de sangue. Pra quem puder ajudar, o nome dela é Terezinha Caldeira Nunes e o hospital é a Santa Casa de Belo Horizonte. Muito obrigado, Marcos Alexandre Soy Loco Por Tri 2010.

Brasil 3×0 Chile: Botes certeiros

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Ás 15h30 (Brasília), no Estádio Ellis Park, em Jonesburgo, Brasil e Chile disputam uma vaga nas quartas de final da Copa 2010.

O Chile não vence o Brasil desde agosto de 2000. Na Era Dunga, foram 5 partidas, todas com vitória brasileira.

Apesar disto, considerando-se as três exibições de cada time nesta Copa, não há favorito neste jogo de oitavas de final.

O Brasil jogará com Julio Cesar; Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Felipe Melo Josué), Gilberto Silva e Elano (Daniel Alves); Kaká; Robinho e Luís Fabiano. 

Marcelo Bielsa escalará o Chile com Bravo; Isla, Contreras, Jara e Vidal; Millar, Carmona, Matias Fernández e Valdivia; Sánchez e Beausejour. 

Howard Webb, da Inglaterra,será o juiz.  E ele anda nervoso nesta Copa. Tá amarelando geral, por isto, quem quiser chegar completo ao final da partida deve tomar cuidado. (mais…)