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Paralelos e analogias

terça-feira, 27 de julho de 2010

Este último final de semana ficará gravado em nossa memória. Ou pelo menos, deveria, não só pelas emoções esportivas, mas também pelas decisões antidesportivas.

Ele nos mostrou, claramente, as voltas que o mundo dá e as peças que a vida prega em todos nós.

Após a frustração da Copa, o brasileiro pôde comemorar mais um título daquele que é tido como o segundo esporte nacional em público, mas que talvez seja o primeiro em competência.

O mais interessante foi que o título foi conquistado com uma série de ingredientes: competência técnica, liderança, espírito de equipe, equilíbrio emocional, doação etc.

Muitos adjetivos podem ser adicionados para explicar a vitória brasileira.

Se análisassemos friamente as performances de Brasil e Rússia nas semifinais, haveria motivo de sobra para nos contentarmos com o vice.

Só que, parodiando a famosa piada futebolística: “os russos esqueceram de combinar com os brasileiros”.

Os adversários nunca devem esquecer: do outro lado está um técnico finalista de quase todos os campeonatos que disputou à frente dessa seleção.

Se existia alguma dúvida sobre a competência e a idoneidade de Bernardinho, esse título de ontem elimina qualquer um deles.

Competência por que, nodecorrer do torneio, ele nunca se furtou a mudar o time, buscar alternativas em todas as situações difíceis, num esporte em que o nível dos competidores do topo tem beirado o absurdo (no sentido positivo).

Demonstrou coragem e acerto na maioria das decisões: ao deixar fora o fantástico Giba, por exemplo.

Sua idoneidade passa ao largo de qualquer dúvida quando percebemos que, em vários momentos, Marlon seria melhor opção para o time que seu filho Bruno (que também merece nossos cumprimentos pela dignidade mostrada nas substituições).

Não deixa de ser interessante vermos como o mundo dá voltas (e a opinião pública teleguiada também).

Lembro-me claramente de críticas ao Bernardinho no episódio com o Ricardinho. Não faltaram os críticos (que claramente não acompanhavam o vôlei) dizendo que era manobra para colocar o filho Bruno como levantador titular.

Pois bem, o treinador calou a boca de todos esses críticos.

Fico imaginando se não seria o caso de o Bernardinho começar a ajudar nossos técnicos de futebol, e ensiná-los como montar um time e uma comissão técnica vencedores. Mas deixa pra lá.

E por falar em opinião pública, é ainda mais fresco em nossa memória o achincalhe (teleguiado ou não) a que foi exposto Nelsinho Piquet pela pataquada da Renault em Cingapura 2008 (pra favorecer quem mesmo?).

Entre seus críticos mais ferrenhos estava o próprio Felipe Massa, que parece ter virado as costas para Nelsinho num evento de kart em Santa Catarina.

À época, a mídia -brasileira inclusive (ou seria, principalmente?)– detonou Nelsinho, penso eu, como forma de se vingar de seu pai, Nelson Piquet, que sempre deu de ombros para bairrismos, ufanismos e “galvo-buenismos” da mídia esportiva.

E a tal “opinião pública” foi na onda.

Engraçado como esqueceram que o tão idolatrado Ayrton Senna provocou um acidente no GP do Japão, em condições muito mais arriscadas do que o fez Nelsinho. Mas deixa pra lá de novo.

Pois é, vejam como são as coisas:  Massa protagonizou ontem (junto com quem mesmo? Ah, bom, Ferrari e Alonso) mais um capítulo vergonhoso da Fórmula 1.

Acho que nem merece mais comentários.

Apenas pra fechar: a escolha do treinador da seleção nacional de futebol.

Novamente, não faltaram os críticas para decisão de Muricy. Na minha opinião, ele está certo. E Mano é corajoso. A Seleção Brasileira (a de futebol) é um mico. Mico preto, daqueles de baralho.

Quem quer que assuma o cargo terá de conviver com a fúria (não a espanhola), mas a da imprensa esportiva nacional e dos 200 milhões de técnicos bairristas e “clubistas” que darão palpite.

O novo treinador sofrerá com pressões e interesses escusos (à semelhança do que se vê na Fórmula 1). E, se fracassar, será massacrado.

Mano nem assumiu e já chovem referências na mídia a Felipão, comentários atribuídos a ele.

Por fim, nosso Cruzeiro.

Não tenho muito o que comentar. A não ser, de novo, a doação em campo de um time desfigurado (pelos desfalques e pela novidade do técnico), mas que perdeu 2 pontos preciosos em casa.

Casa essa que, na minha ignorância das demais variáveis, parece-me mal escolhida. E por isso temo que vamos perder mais pontos preciosos nela. Nessa casa. Paciência.

Tudo por um bem maior, a reforma do Mineirão, não é verdade?! Mas, até aí, nada diferente dos últimos 7 anos.

Não sei se as raízes históricas e nacionais de Cruzeiro e Ferrari nos permitem um paralelo, mas vejo semelhança na maneira como essas duas instituições lidam com a sua comunicação e como justificam, para o público, as suas decisões.

Como se vê, o fim de semana esportivo nos permite uma série de paralelos e analogias, sobre atitudes, ética e tantos outros aspectos do comportamento humano. E sobre a influência da mídia e do poder econômico sobre a Massa.

Mas vamos terminar com o lado bom. Parabéns mesmo, Brasil do Vôlei.

Marcel Fleming, 43, cruzeirense, analista de sistemas, nasceu em Lambari-MG, mora em São José dos Campos-SP.

Espanha 1×0 Paraguai: Até breve, Larissa

sábado, 3 de julho de 2010

Às 15h30 (Brasília), no Soccer City, em Joanesburgo, Espanha e Paraguai decicem a última vaga para as semifinais da Copa. Quem vencer terá de enfrentar o pesadelo alemão.

A Espanha de Vicente Del Bosque manterá o 4-4-2 com Xavi, Busquets, Xabi Alonso e Iniesta compondo a linha de volantes mais cultuada do futebol atual.

O Paraguai, do argentino Gerardo Martino, jogará no 4-4-2 com Cardoso e Benítez mais avançados. Os guaranis ainda não encontraram o ataque ideal, por isto dependem muito de sua defesa.

O guatemalteco Carlos Batres será o juiz. E nenhum protagonista da partida se sentirá excluído pelo idioma. Nem a exuberante Larissa Riquelme, torcedora paraguaia que conseguiu ofuscar sua própria seleção nesta Copa.    (mais…)

Paraguai 0(5)x0(3) Japão: Fiesta guarani

terça-feira, 29 de junho de 2010

Às 11h (Brasília), no Estádio Loftus Versfeld, em Pretoria, Paraguai e Japão disputam uma vaga para as quartas de final da Copa 2010.

Quem vencer fará história, pois estará pela primeira vez entre as oito melhores seleções do mundo. O trio de arbitragem. liderado por Jerome Bleeckere, é belga.

Os dois times jogarão no 4-4-2 e terão em seus atacantes as chaves da partida. A dupla que funcionar melhor levará seu time adiante. (mais…)

Holanda 2×1 Eslováquia: Sem pressa nem sustos

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Às 11h (Brasília), no Estádio Moses Mabhida, em Durban, Holanda e Eslováquia duelam em busca de uma vaga nas quartas de final da Copa 2010.

O espanhol Alberto Undiano apitará a partida cujo vencedor enfrentará Brasil ou Chile na sequência do torneio.

Com 100% de aproveitamento na fase de grupos, a Holanda manterá o ofensivo 4-3-3. Robben, seu maior nome, continua de fora. Snejder, um dos destaques da Copa, joga.

A Eslováquia, de Vladimir Weiss, manterá a formação que derrotou a Itália na última partida da fase de grupos, resultado histórico pra jovem república eslava.

Hamsyk, meia atacante do Napoli, é a referência técnica da equipe. Se jogar o que sabe, os holandeses terão problema sna defesa.

Esta é a única partida das oitavas de final com possibilidade de zebra. A Holanda é clara favorita, algo que não existe nas demais partidas.

*****

Eis a Resenha do Mauro França:

A Holanda não teve muito trabalho para espantar a zebra eslovaca. A versão atual da Laranja não prima pelo brilhantismo. É, sobretudo, um time pragmático, eficiente, que privilegia a posse de bola e alia o jogo coletivo ao brilho de craques como Snejder e Robben, que hoje começou jogando pela primeira vez nesta Copa.

No primeiro tempo a Holanda não deu nenhuma chance à Eslováquia. Ditou o ritmo da partida com muita movimentação, toque de bola de qualidade, marcação forte e muita paciência para buscar os espaços para penetrar na fechada defesa eslovaca.

Com pleno domínio das ações, os holandeses marcaram logo aos 17 minutos.  Snejder, da sua intermediária, fez belo lançamento na direita para Robben, que cortou para o meio e bateu rasteiro no canto esquerdo de Mucha.

Nem o gol fez a Eslováquia se abrir e procurar o ataque, o que facilitou o trabalho da Holanda que, mesmo sem forçar muito, manteve o controle até o final da primeira etapa.
O segundo tempo começou com Robben criando duas boas chances para ampliar nos primeiros seis minutos, que Mucha salvou com ótimas defesas.

Por volta dos 20 minutos, a Eslováquia finalmente saiu para o jogo e criou duas oportunidades para empatar. Na primeira, Stoch chutou de fora da área para defesa de Stekelenburg, que até então não trabalhara. Na segunda, depois de falha da zaga, Vittek saiu na cara do gol e chutou para grande defesa do goleiro holandês. Ficou nisso.

A Holanda se refez do susto e retomou o controle das ações até definir a classificação aos 39 minutos, com Snejder aproveitando boa jogada de Kuyt. A Eslováquia descontou aos 47, depois que o juiz marcou um pênalti inexistente de Stekelenburg em Vittek, que fez a cobrança. Já era tarde para qualquer reação. (mais…)

Oitavas sem mistério

sábado, 26 de junho de 2010

Como não sou de ficar em cima do muro, apresento ao distinto público meus palpites pras oitavas de final da Copa 2010.

Em negrito, está o favorito. O placar, contudo, pode ser diferente. É o meu palpite e ninguém tasca. Quem quiser, que palpite também, ora!

  1. Uruguai 1×2 Coréia Democrática
  2. USA 2×1 Gana
  3. Argentina 2×2 México – Nos pênaltis, México 4×2.
  4. Alemanha 1×2 Inglaterra
  5. Holanda 3×1 Eslováquia
  6. Brasil 4×2 Chile
  7. Paraguai 1×2 Japão
  8. Espanha 2×2 Portugal. Nos pênaltis, Portugal 5×4.

Holanda 2×1 Camarões: Laranja também é 100%

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Às 15h30, no Cape Town Stadium, na Cidade do Cabo, Holanda e Camarões encerrarão as disputas do Grupo E da Copa 2010.

A Holanda já está classificada e Camarões já rodou após apanhar do Japão e da Dinamarca nas rodadas iniciais.

Bert Van Marwijk manterá a Laranja no 4-3-3 e já avisou que o astro Robben, voltando de uma contusão, é quem decidirá se joga ou não.

Paulo Le Guen manterá o 4-4-2 defendido pelos jogadores camaroneses e ficará só espiando pra ver no que vai dar a escolha feita por eles.

Depois do jogo, arruma as malas e caça rumo. Provavelmente, em direção à Nova Zelândia.

Só vale a pena ligar a TV, se você é torcedor da Inter e queiser conferir o futebol de Snejder e Eto’o, nesta partida que será apitada pelo chileno Pablo Pozo. (mais…)

Japão 3×1 Dinamarca: Jabulani tratada com carinho

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Às 15h30, no Estádio Real Bofokeng, em Rustemburgo, Dinamarca e Japão se enfrentarão pela 3ª rodada do Grupo E da Copa 2010.

Com um time 8cm menor (de altura, prestem atenção!) que a média dos dinamarqueses, o Japão vai ter de se virar pra não tomar gol de bola alta.

Pensando nsito, e sabendo que o empate lhe dá a classificação o treinador Okada, vai escalar seu time no 4-2-3-1.

E torcerá pra que o armador Honda meta algum gol de falta ou sirva o centroavante Okubo, o  encarregado de amolar os beques trapalhões da Dinamarca.

Morten Olsen escalará o time danês no 4-4-2, rezará pra seus defensores não entregarem o ouro e pra Rommedhal desequilibrar o jogo como já no duelo contra Camarões.

Jerome Damon, da África do Sul, será o Juiz. (mais…)

Paraguai 0x0 Nova Zelândia: Kiwi invicto, mas fora

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Às 11h, no Estádio Peter Mokaba, em Polokwane, Paraguai e Nova Zelândia enfrentam-se pela 3ª rodada do Grupo F da Copa 2010.

Com 4 pontos, os guaranis precisam somar apenas mais um pra passarem às quartas de final. Já os neozelandeses têm de vencer pra seguirem adiante sem recorrer à calculadora.

Se empatarem, que o façam com mais gols que os italianos. Caso contrário, pode até haver sorteio pra decidir uma vaga pras oitavas de final.

Gerardo Martino manterá o Paraguai no tradicional 4-4-2, com Roque Santa Cruz e Lucas Barrios no ataque. E boas opções no banco.

Ricki Herbert também escalará os kiwis no 4-4-2. Ele tem a conta do chá pra montar seu time. Afinal, só existem 25 neozelandeses profissionais de futebol.

Assim, não há hacka que dê jeito. Será preciso muito suor e sorte pra que a zebra dê o ar da graça em Polokwane, que ouvirar o trinar do apito japonês de Yuichi Nishimura. (mais…)

Holanda 1×0 Japão: Laranja rola pras oitavas

sábado, 19 de junho de 2010

Às 8h30 (horário de Brasília), no Estádio Moses Mabhinda, em Durban, a Holanda enfrentará o Japão decidindo a liderança do Grupo E.

Okada mandará o Japão campo com uma formação cautelosa: 4-1-4-1. Honda será a referência no ataque.

Van Marwjk montou um time mais ofensivoque jogará no 4-2-3-1. Van Persie será o centroatacate. Sempre apoiado por Kuyt, Sneijder e Rafael Van der Vaart.

O Japão cuidará de fechar espaços e escapar em rápidos contra-ataques. A Holanda deve sufocar o time oriental desde o apito inicial.

Apito que, por sinal, será trinado pelo nosso hermano Héctor Baldassi. (mais…)

Japão 1×0 Camarões: Honda atropelou leões

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Em Bloenfontain, no Free State Stadium, Japão e Camarões vão se enfrentar mediados pelo apito português de Olegário Benquerenca.

O Japão atuará no 4-2-3-1 com o amedrontador brasileiro Túlio Tanaka na bequeira e o habilidoso Honda na armação. Velocidade e entusiasmo é o que se pode esperar da seleção nipônica, cujos atletas militam, quase todos, na J League, sem muita cancha internacional, portanto.

Camarões, dirigida pelo francês Le Guen, jogará no 4-3-1-2 tendo em Eto’o, da Inter, sua estrela mais reluzente. Os leões indomáveis devem apresentar um time fisicamente forte e taticamente bem organizado, algo novo em sua trajetória mundialista.

Em nome da seriedade tática, o badalado centroavante Alexandre Song ficará no banco. Mesma situação de Kameni, goleiro do Espanyol, que será substituído pelo veterano Hamidou Souleymanoun.

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