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Pra quem o gol não é só um detalhe

sábado, 17 de julho de 2010

No 7º dia, a Copa já não rende mais assunto. É como se nem tivesse acontecido. Um pouco por causa da final desenxabida e do futebol mínimo espahol com suas goleadas de 1×0.

Ficou pouco pra se comentar. Como já nos ensinou o Wall Free Dow Jones, “futebol é muito dinâmico” e a bola da vez é o Morrinhão.

Mas o PHD empacou. E traz a lista dos artilheiros das copas. Só pra irritar os adeptos do telecoteco espanhol.

Muitos dos artilheiros fizeram mais gols do que a Espanha. E todos jogaram menos tempo do que ela.

Dá ou não o que pensar?

  1. 1930 – Guillermo Stabile (Argentina), 8 gols
  2. 1934 – Edmund Conen (Alemanha), Oldrich Nejedly (Tchecoslováquia) e Angelo Schiavio (Itália) – 4 gols
  3. 1938 – Leônidas da Silva (Brasil) – 8 gols
  4. 1950 – Ademir Menezes (Brasil) – 9 gols
  5. 1954 -Sándor Kocsis (Hungria) – 11 gols
  6. 1958 – Just Fontaine (França) – 13 gols
  7. 1962 – Drazen Jerkovic (Iugoslávia) – 5 gols
  8. 1966 – Eusébio (Portugal) – 9 gols
  9. 1970 – Gerd Müller (Alemanha Ocidental) – 10 gols
  10. 1974 – Grzegorz Lato (Polônia) – 7 gols
  11.  1978 – Mario Kempes (Argentina) – 6 gols
  12. 1982 – Paolo Rossi (Itália) – 6 gols
  13. 1986 – Gary Lineker (Inglaterra) – 6 gols
  14. 1990 – Salvatore Schillaci (Itália) – 6 gols
  15. 1994 – Hristo Stoitchkov (Bulgária) e Oleg Salenko (Rússia) – 6 gols
  16. 1998 – Davor Suker (Croácia) – 6 gols
  17. 2002 – Ronaldo (Brasil) – 8 gols
  18. 2006 – Miroslav Klose (Alemanha) – 5 gols
  19. 2010 – Thomas Müller (Alemanha), David Villa (Espanha), Wesley Sneijder (Holanda) e Diego Forlán (Uruguai) – 5 gols

Zagallo e Telê, os extremos

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Estes foram os técnicos mundialistas do Brasil e seus verdugos (entre parentêsis):

  • 1930 – Píndaro de Carvalho, fase de grupos (com um combinado carioca). (Iugoslávia).
  • 1934 – Luiz Vinhaes, 1º eliminatória (com jogadores sem clube contratados pela CBD, devido a um racha no futebol brasileiro). (Espanha)
  • 1938 – Ademar Pimenta, 3º lugar. (Itália)
  • 1950 – Flávio Costa, vice-campeão. (Uruguai)
  • 1954 – Zezé Moreira, oitavas de final. (Hungria)
  • 1958 – Vicente Feola, campeão.
  • 1962 – Aymoré Moreira, campeão.
  • 1966 – Vicente Feola, fase de grupos. (Portugal e Hungria)
  • 1970 – Zagallo, campeão.
  • 1974 – Zagallo, 4º lugar. (Holanda)
  • 1978 – Cláudio Coutinho, 3º lugar. (Argentina)
  • 1980 (Mundialito) – Telê, vice-campeão. (Uruguai)
  • 1982 – Telê, 2ª fase. (Itália)
  • 1986 – Telê, quartas de final. (França)
  • 1990 – Sebastião Lazzaroni, oitavas de final. (Argentina)
  • 1994 – Carlos Alberto Parreira, campeão.
  • 1998 – Zagallo, vice-campeão. (França)
  • 2002 – Luiz Felipe Scolari, campeão.
  • 2006 – Carlos Alberto Parreira, quartas de final. (França)
  • 2010 –  Dunga, quartas de final. (Holanda)

Os resultados não mentem: Zagallo foi o melhor e Telê o pior treinador da  Seleção Brasileira em mundiais.

Verdugos: França, 3, Itália, Argentina, Hungria, Uruguai, Holanda, 2, Iugoslávia, Espanha, 1.

Fregueses:  Itália, 2, Suécia, Alemanha, Tchecoslováquia, 1.

Sérvia x Gana: Pode ser divertido

domingo, 13 de junho de 2010

No Loftus Versfeld, inaugurado em 1906, reformado vários vezes ao longo de décadas, em Pretória, Sérvia e Gana se encontram pela primeira vez em copas do mundo. Ouvindo Hector Baladassi trilando o apito.

A Sérvia é o que restou do desmanche da Iugoslávia. Com o fim da camisa de força comunista, Eslovênia, Croácia, Montenegro, Bósnia e o Kosovo foram, cada um a seu modo, cuidar de sua vida e deixaram os sérvios falando sozinhos. E jogando só com seus atletas.

A Sérvia, que joga no 4-4-2, tem em Dejan Stankovic, volante e capitão, seu nome mais famoso.

Gana leva jeito pra coisa. Nas competições de base é o bicho. Um gato, mais especificamente. Mas tem bola pra não matar o espectador de tédio. Mesmo sem contar com o craque Essien, que trabalha no Chelsea e está machucado.

Gana, treinada por um sérvio, deve se organizar num ortodoxo 4-5-1 com dois meias se aproximando do único atacante de ofício.

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