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Uma liga de primeira

domingo, 22 de agosto de 2010

Português, Russo, Holandês, Espanhol, Americano, Francês, Italiano, Alemão… Morrinhões às pencas na TV.

Programa imperdível, mesmo, é só a Premier League.  Na Inglaterra, o torneio nacional de futebol funciona.

  1. Todas as fazendinhas são bem cuidadas.
  2. Os gramados atendem às rigorosas exigências do talentoso Jonathan.
  3. Craques e cabeças de bagre têm algo em comum: respeito ao público.
  4. Os jogos têm 90 minutos líquidos, pois toda cera vira acréscimo.
  5. As imagens oferecidas pela TV são perfeitas.
  6. Os juízes deixam o jogo correr.
  7. A grana corre fácil atraindo os melhores profissionais do mundo.

(mais…)

Cruzeiro na Libertadores V: 1976, Mundial em BH

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Mauro França e Jorge Santana

Mundial

Com a conquista da Libertadores 1976, o Cruzeiro se credenciou à disputa da Copa Intercontinental, nome oficial do Mundial Interclubes, naquela época disputado em dois jogos entre os campeões da América do Sul e da Europa.

O Bayern Munich, tri-campeão europeu, que se recusara a enfrentar o Independiente nos dois anos anteriores, aceitou jogar contra o Cruzeiro. As partidas foram marcadas para 21nov76 em Munique e 21dez76 em Belo Horizonte.

Excursão

Os jogadores celestes mal puderam comemorar o título da Libertadores. A delegação nem retornou para Beagá, onde certamente teria uma recepção triunfal. De Santiago, o time seguiu diretamente para Paris, escala inicial de uma excursão que se prolongou por todo o mês de agosto.

Nem houve tempo para descanso. Apenas quatro dias depois do histórico 3×2 sobre o River, em 03ago76, o Cruzeiro empatou por 1×1 com o Saint-Étienne, tri-campeão francês e vice-campeão europeu. Em 08ago176, o time celeste venceu o Nice por 4×3, com uma grande exibição.

A excursão continuou na Espanha, onde se realizavam vários torneios de verão, que os clubes brasileiros aproveitavam pra reforçar o caixa. Em La Coruña, no Estádio Riazor, o Cruzeiro disputou o Torneio Tereza Herrera, pela segunda vez consecutiva. Venceu o PSV Eindhoven por 2×0 e perdeu para o Real Madri pelo mesmo placar, com dois gols de pênalti.

No torneio seguinte, no Estádio Vicente Calderón, em Madri, o Cruzeiro perdeu para o Athletic Bilbao por 3×1 e venceu o Racing White, da Bélgica,  por 2×0.

No Ramon Sanchez Pizjuan, em 24ago76, o Cruzeiro empatou com o Sevilla por 1×1, mas foi eliminado nos pênaltis, por 5×3. Raul Plassmann defendeu uma penalidade, mas o juiz mandou repeti-la. Dois dias depois, o campeão sul-americano bateu o Hajduk Split, da Croácia, por 4×2, terminado em 3º lugar no Torneio de Sevilla.  

A excursão encerrou-se em 29ago76, no Estádio Municipal de Almeria com uma vitória por 3×2 sobre o time local. Foram 9 jogos, 5 vitórias, 2 empates, 2 derrotas, 18 gols a favor, 14 contra.

Financeiramente, o saldo da viagem foi ótimo, mas o custo técnico foi alto. Jairzinho, Vanderlei Lázaro, Nelinho e Wilson Piazza voltaram contundidos. Os dois últimos com mais gravidade, ficaram três semanas afastados do Campeonato Brasileiro, na época, chamado Copa Brasil.

Copa Brasil

Em 04set76, menos de uma semana depois do último amistoso na Europa, com cinco desfalques, o Cruzeiro estreou na Copa Brasil empatando com o Botafogo por 0x0 perante 10.294 torcedores, no Mineirão.  

Os desfalques constantes afetaram o rendimento do time. Zezé Moreira jamais conseguiu escalar o time completo no campeonato. Para complicar, Joãozinho também se contundiu com gravidade e ficou de fora da maior parte dos jogos.

Em um grupo de 9 equipes, o Cruzeiro ficou em 2º lugar ao lado de Coritiba, Atlético e São Paulo. Pelos critérios de desempate, ficou na 5ª posição (3 vitórias, uma por mais de dois gols de diferença, que valia 3 pontos; 4 empates e uma derrota). Como somente os quatro primeiros se classificavam, o time celeste teve que disputar a repescagem, que valia uma vaga para a 3ª fase do torneio.

Na repescagem, o Cruzeiro enfrentou Portuguesa, Londrina, Uberaba e Confiança. Somou 8 pontos (3 vitórias, uma de 3 pontos, e 1 empate) e ficou em 2º, um ponto a menos do que a Portuguesa. No último jogo, precisava derrotar o Londrina por dois gols de diferença pra ficar em 1º. Em 27out76, no Mineirão, diante de um público de quase 40 mil torcedores, Palhinha fez 1×0 no início do 2º tempo e foi só. Para surpresa de muitos, a menos de um mês do duelo contra o Bayern, o campeão sul-americano foi eliminado do Brasileiro.  

Racha

A eliminação precoce conturbou o ambiente na Toca. Carmine Furletti, vice-presidente de futebol, e Elias Barburi, o Tóia, diretor de futebol, criticaram Zezé Moreira, cujo esquema de jogo consideravam ultrapassado. Barburi queria a demissão do treinador. Mesmo afastado por doença, Felício Brandi bancou o treinador e responsabilizou os dirigentes, que teriam reforçado mal a equipe, pela desclassificação.

Em meados de outubro, o clube contratou o uruguaio Pablo Forlan, que aos 31 anos estava aposentado em Montevidéu. Zezé Moreira contava com a experiência e a garra do lateral, que disputara duas copas do mundo e havia sido campeão intercontinental com o Peñarol em 1966.  

Inverno

O Cruzeiro embarcou para a Alemanha com problemas. Nelinho, Piazza e Joãozinho vinham de longa inatividade. Dirceu Lopes, há mais de um ano parado, também estava fora de forma. O time estava sem ritmo, pois só jogou duas vezes após a eliminação no Brasileiro. Com equipes mistas, empatou em Maringá, com o Grêmio local, e no Mineirão, com o América carioca, por 0x0.

Além de tricampeão europeu, o Bayern era a base da Seleção Alemã campeã do Mundo em 74. Tinha celebridades como Sepp Maier, Franz Beckenbauer, Gerd Muller e Paul Breitner entre outros. No campeonato alemão, estava em 3º, a 4 pontos do líder.

Os alemães até foram corteses. De acordo com Raul, forneceram agasalhos e material de treino aos cruzeirenses. O próprio goleiro foi presenteado por Maier com luvas apropriadas para jogos com neve.

O jogo foi disputado sob uma nevasca. Em tais condições, o Cruzeiro foi cauteloso. Queria ao menos empatar e trazer a decisão para o Mineirão. Nelinho e Joãozinho, que foi substituído por Dirceu Lopes no 2º tempo, não estiveram bem. Mesmo assim, o time resistiu até os 35 o 2º tempo, quando Ulli Hoeness cruzou da direita, Morais não alcançou e Gerd Muller, na entrada da pequena área, dominou e chutou no canto direito de Raul Plassmann.

Dois minutos depois, Rummenigge começou a jogada pela esquerda, Muller fez corta-luz e Kapellmann, da entrada da área, bateu rasteiro no canto direito de Raul pra definir o placar e colocar os alemães em vantagem na decisão.

  • Cruzeiro 0×2 Bayern München, terça-feira, 23nov76, 1º jogo da decisão do Mundial Interclubes 1976, Olympiastadion, Munique, Alemanha – Público: 22.000 pagantes – Juiz: Luis Pestarino (Argentina) – Gols: Muller, 35, Kapellmann, 37 do 2º tempo – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Ozires e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza e Zé Carlos; Eduardo Amorim, Palhinha, Jairzinho e Joãozinho (Dirceu Lopes). Tec: Zezé Moreira / Bayern: Sepp Maier, Bjorn Andersson, Franz Beckenbauer, Hans-Georg Schwarzenbeck e Udo Horsmann; Bernd Dürnberger, Conny Torstensson e Jupp Kapellmann; Uli Hoenes, Gerd Müller e Karl-Heinz Rummenigge. Téc: Dettmar Cramer. 1: Maier, Schwarzenbeck, Beckenbauer, Hoenes, Kapellmann e Muller conquistaram a Copa do Mundo 74 pela Alemanha. 2. Torstensson e Andersson disputaram as Copas de 74 e 78 pela Suécia. 3: Maier jogou as Copas de 66, 70, 74 e 78. Beckenbauer jogou as de 66, 70 e 74 e foi técnico da Alemanha em 86 e 90, quando conquistou o título. 4. Rummenigge tinha 21 anos à época. Era um talento em ascensão. Jogou as Copas de 78, 82 e 86.  

Mesmo apontando a neve como vilã, Nelinho não deixou de observar que muitos jogadores –os principais– estavam fora das suas melhores condições físicas e técnicas, em entrevista à Placar:

  • “A neve deixou o nosso time muito inseguro. Logo no início, perdi umas três bolas bobas porque ia dar o drible e ela corria ao invés de ficar no meu pé. Além disso, eu –como o Jair, o Joãozinho, o Piazza, o Palhinha e o Dirceu– estava em péssimas condições. Tanto que joguei plantado. Só desci umas duas vezes.”

Revanche

Sem compromissos oficiais, os jogadores voltaram à rotina de treinamentos. Palhinha, com dores musculares, e Jairzinho, gripado, não participaram da primeira semana de treinamentos. Zezé Moreira, que pretendia apurar a condição física e técnica do elenco, era só preocupação.

O Cruzeiro disputou apenas um amistoso entre os dois jogos. Em 11dez76, venceu o Uberaba por 3×0, no Mineirão, perante 4 mil torcedores. Raul e Jairzinho ficaram de fora, enquanto Dirceu Lopes e Joãozinho atuaram o tempo todo.

Mesmo reconhecendo a força do adversário, o clima entre os jogadores era de confiança. Todos achavam possível reverter o resultado e conquistar o título. Acreditavam no pouco tempo de adaptação dos alemães ao calor fizessem a diferença, como o frio e a neve tinha feito na Alemanha. Zezé Moreira analisou o adversário e deu a receita para vencê-lo, em entrevista à Placar:

  • “Eles praticamente não têm posição fixa em campo. Há sempre um jogador a mais na marcação dos atacantes adversários e a recuperação deles é impressionante. Temos que partir para um jogo coletivo, rápido e objetivo, como naquelas partidas contra o Internacional, pela Libertadores.”

Zezé Moreira ficou aborrecido com o desfecho do jogo de ida:

  • Nós nunca poderíamos ter nos apavorado com o primeiro gol e partido pra cima deles que nem loucos. Deveríamos ter ficado quietinhos, no nosso esquema, porque a derrota de 1×0 era um excelente resultado para o Cruzeiro. Agora, eles entram aqui com 2×0 no placar. Isso lhes dá muita segurança e apóia qualquer sistema defensivo.

Mas não havia perdido a esperança:

  • Chegaremos lá. Precisamos entrar com os onze jogadores em perfeitas condições técnicas e físicas, caso contrário, será difícil vencer. Estamos treinando duro porque não adianta apenas marcar os gols necessários. É preciso, também, não tomar.

Verão

Enfim, na quinta-feira, 21dez76, o Mineirão recebeu pela primeira e única vez na sua história uma decisão de título mundial. O público oficial foi de 113.715 pagantes.

Saí da Fafich, no Bairro Santo Antônio, por volta de 13h e parei pra tomar cerveja e fazer a resenha do futebol com os colegas no Jorobó, um boteco na Contorno, quase na esquina de Carangola.

Por volta de 15h, saímos para o Mineirão em vários táxis. Eu e o Nílton Figueiredo, colega de Sociologia, tomamos um fusca amarelo sem banco dianteiro.

Na Catalão, sobre o viaduto do Anel Rodoviário, o motorista puxou o freio de mão e recomendou: “Se vocês querem ver o jogo, melhor irem a pé.”

Travou tudo. As pessoas largavam os carros no meio da pista e saiam correndo em direção ao estádio. No estacionamento, saquei o lance: havia dezenas de ônibus de todas as partes do país: Bahia, Rio, Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraná, São Paulo e inúmeras cidades do interior de Minas.

Quando consegui entrar, não havia mais divisão de setores. Tentei furar os bloqueios de cada um dos acessos às arquibancadas, cadeiras e geral, sem sucesso. O Mineirão estava entupido.

O jeito foi assistir à decisão no corredor. Escolhi o Bar 22, cuja televisão, uma Philco com Bombril –aquela palha de aço que dizia ter mil e uma utilidades- nas pontas antenas, atendia a uma multidão incalculável. Havia superlotação até nas áreas de circulação.

No dia seguinte, o Estado de Minas estampava a manchete “Trânsito infernal na ida e na volta. A decisão mudou a vida da cidade”.  Os jornais informaram também sobre a invasão de mais de 20 mil torcedores vindos em caravanas, que não encontrando ingressos à venda, arrombaram os portões do estádio. Esse foi, sem dúvida, o maior público da história do Gigante da Pampulha. (Jorge Santana)

O Bayern chegou à BH no dia do jogo. Os jogadores foram para o hotel, descansaram poucas horas e foram para o Mineirão. Reconheceram o gramado e se aqueceram sob estrepitosas vaias da torcida.

Zezé Moreira escalou uma formação mais ofensiva, com um ataque com Jairzinho pela direita, Palhinha, Dirceu Lopes e Joãozinho. Eduardo ficou no banco.

O calouro de Engenharia, João Chiabi Duarte, relata suas impressões:

“Eu me lembro de ter chegado ao estádio por volta das 16 h. Os portões se abriram por volta das 18 h. Lá dentro, não dava pra levantar e sair, porque se perdia o lugar. O time deles era uma verdadeira seleção campeã do mundo. Fiquei no hall de entrada para vê-los passar. Sepp Mayer o goleiro tinha mãos imensas. Beckenbauer carregava os sacos como qualquer outro jogador. Não tinha essa de roupeiro, cada um fazia a sua parte. Lembro até hoje da cena. O Bayern entrou para aquecer com os seus agasalhos vermelhos da Adidas (sonho de consumo de todos nós naquela época), um calor infernal. Foi a maior vaia que eu já tinha visto em um estádio de futebol…

O Cruzeiro precisava de uma vitória por dois gols no tempo normal para forçar a prorrogação e pênaltis. A gente acreditava demais nos nossos craques. O jogo começou depois das 21h. O Cruzeiro fez uma ótima partida e parou sempre nas mãos de Maier ou nos desarmes fantásticos de Beckenbauer ou do Schwarzenbeck (jogava duro e não perdeu uma antecipação naquele dia). Houve lances incríveis durante o jogo. Uma cabeçada do Jairzinho, de costas, que o Sepp Maier só defendeu porque tinha mãos enormes. Ou a grande defesa do Raul no chute rasteiro e forte do Rumenigge, que ele tirou com a ponta do pé.  

No Cruzeiro, Dirceu Lopes parecia se ressentir da longa inatividade e não conseguia ter vantagem sobre a marcação implacável de Kapellmann. No 2º tempo, Zezé Moreira trocou-o por Forlan, que entrou na lateral direita, e adiantou Nelinho para a meia, para aproveitar o chute do lateral. E ele mandou três ou quatro varadas em direção ao gol alemão. Todas espalmadas ou socadas por Maier.

Rumenigge dava trabalho nos contra-ataques, mas sentiu uma contusão e deu lugar a Arbinger, que entrou para marcar as boas combinações que Nelinho e Forlan faziam pela direita. Palhinha, Joãozinho e Jairzinho brigaram com valentia contra os gigantes do time alemão e criaram as oportunidades. Embora não tivessem feito os gols, lutaram muito, como de resto, todo o time celeste.”

Mesmo sem o título, os jogadores celestes deixaram sob os aplausos da torcida, em reconhecimento pelo que fizeram. Foi um belo espetáculo proporcionado por dois grandes times. Um show de técnica e tática

  • Cruzeiro 0×0 Bayern München, terça-feira, 21dez76, 2º jogo da decisão do Mundial Interclubes-76, Mineirão, Belo Horizonte. Público: 113.715 pagantes – Juiz: Patrick Partridge (Inglaterra) – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Ozires e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza (Eduardo Amorim) e Zé Carlos; Jairzinho, Palhinha, Dirceu Lopes (Pablo Forlan) e Joãozinho. Tec: Zezé Moreira / Bayern: Sepp Maier, Bjorn Andersson, Franz Beckenbauer, Hans-Georg Schwarzenbeck e Udo Horsmann, Weiss, Conny Torstensson e Jupp Kapellmann, Uli Hoeness, Gerd Müller e Karl Heinz Rummenigge (Alfred Arbinger). Tec: Dettmar Cramer.  

Alguns lances ficaram da decisão mundial ficaram eternizados: duas incríveis defesas de Raul Plassmann, um drible de Joãozinho deixando o Kaiser Beckenbauer de bunda no chão e uma cabeçada de Jairzinho que, com o arco escancarado, mandou a bola no travessão.

João Saldanha culpou a cabeleira Black Power do atacante pelo desperdício. Segundo ele, a bola amorteceu naquela touceira ornamental. Para provar sua tese, o cronista saiu pelas ruas do Rio de Janeiro com uma bola e uma câmera filmando cabeçadas de outros cabeludos. Todas sairam chochas. 

Links:

  1. Vídeo de uma emissora alemã, com os gols da partida, com uma impagável participação do repórter Paulo Roberto escalando o time do Bayern.
  2. Trecho de um documentário do Sportv sobre Jairzinho, com imagens rápidas do jogo do Mineirão.
  3. Fernando Sasso narra alguns momentos ada decisão.

Aqui é o País do Voleibol

sábado, 24 de julho de 2010

Durante a transmissão do superclássico Los Angeles x San Jose pela Major League Soccer, o narrador da Iespien informou que a média de público do campeonato de americano é de 16.500.

Dei uma sapeada rapidinha nos alfarrábrios e verifiquei que o Morrinhão, o melhor campeonato do mundo, o único com 20 favoritos, tem média de 12.145.

Por estas e outras, mantenho minha opinião de que o Brasil é o país do vôlei. País do futebol é a Argentina. Ou a Inglaterra. Ou alguma das muitas espanhas.

P.S.: Pra confortar o Sobrinho e o rdish informo que a média do campeonato russo é só um pouquinho maior do que a do Morrinhão: 12.400.

Pra quem o gol não é só um detalhe

sábado, 17 de julho de 2010

No 7º dia, a Copa já não rende mais assunto. É como se nem tivesse acontecido. Um pouco por causa da final desenxabida e do futebol mínimo espahol com suas goleadas de 1×0.

Ficou pouco pra se comentar. Como já nos ensinou o Wall Free Dow Jones, “futebol é muito dinâmico” e a bola da vez é o Morrinhão.

Mas o PHD empacou. E traz a lista dos artilheiros das copas. Só pra irritar os adeptos do telecoteco espanhol.

Muitos dos artilheiros fizeram mais gols do que a Espanha. E todos jogaram menos tempo do que ela.

Dá ou não o que pensar?

  1. 1930 – Guillermo Stabile (Argentina), 8 gols
  2. 1934 – Edmund Conen (Alemanha), Oldrich Nejedly (Tchecoslováquia) e Angelo Schiavio (Itália) – 4 gols
  3. 1938 – Leônidas da Silva (Brasil) – 8 gols
  4. 1950 – Ademir Menezes (Brasil) – 9 gols
  5. 1954 -Sándor Kocsis (Hungria) – 11 gols
  6. 1958 – Just Fontaine (França) – 13 gols
  7. 1962 – Drazen Jerkovic (Iugoslávia) – 5 gols
  8. 1966 – Eusébio (Portugal) – 9 gols
  9. 1970 – Gerd Müller (Alemanha Ocidental) – 10 gols
  10. 1974 – Grzegorz Lato (Polônia) – 7 gols
  11.  1978 – Mario Kempes (Argentina) – 6 gols
  12. 1982 – Paolo Rossi (Itália) – 6 gols
  13. 1986 – Gary Lineker (Inglaterra) – 6 gols
  14. 1990 – Salvatore Schillaci (Itália) – 6 gols
  15. 1994 – Hristo Stoitchkov (Bulgária) e Oleg Salenko (Rússia) – 6 gols
  16. 1998 – Davor Suker (Croácia) – 6 gols
  17. 2002 – Ronaldo (Brasil) – 8 gols
  18. 2006 – Miroslav Klose (Alemanha) – 5 gols
  19. 2010 – Thomas Müller (Alemanha), David Villa (Espanha), Wesley Sneijder (Holanda) e Diego Forlán (Uruguai) – 5 gols

Polvo Gil

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Grande JS:
 
Well, acho que acabei acertando 2/3 do que palpitei em novembro: 

1 – Vejo como grandes promessas de um futebol cativante exatamente porque possuem o que há de melhor em termos de meio de campo. Falo de Inglaterra e Espanha… 

… Há tempos o meio de campo inglês conta com os talentos de Lampard e Gerrard. Mas era comum vê-los perdidos em campo, obrigados que eram a se revezar na ajuda à defesa por absoluta falta de um grande marcador à frente da zaga. Coisa que, por exemplo, Beckham nunca foi. 

Mas Capelo descobriu Gareth Barry quando jogava ainda no Aston Vila (depois foi comprado pelo milionário Manchester City) e o jovem jogador trouxe segurança e deu saída de bola exemplar para o time, liberando os dois talentos pra jogarem o futebol que encantam os torcedores do Chelsea e do Liverpool respectivamente. 

==> Bom, errei feio rsrsrs 

2 – É ali pelo meio do campo que enxergo a chave da campanha fantástica da Espanha nessas mesmas eliminatórias. Os excepcionais Xavi, Xabi Alonso, Fabregas e Iniesta jogam muita bola e possuem uma qualidade que poucos times conseguem nesse setor: são capazes, os quatro, de executar todas as funções do meio de campo. Revezam-se o tempo inteiro e enchem os atacantes de bolas atrás de bolas para que façam seus gols. 

Em um mesmo jogo é possível Fabregas começar jogando como primeiro volante e Iniesta como meia atacante, para em questão de minutos terem suas posições invertidas e assim sucessivamente com a participação dos outros dois. 

==> Na mosca!!!!! 

Agora o Brasil.

Entendo que Dunga, para minha surpresa absoluta, conseguiu montar a defesa brasileira com qualidade e do Kaká pra frente o time também tem momentos de grande futebol. O problema é onde começa o meio de campo. 

Talvez o DNA do treinador, volante mediano que sempre foi, o tenha levado a desperdiçar uma geração de grandes talentos, todos muito jovens, que poderiam fazer o meio de campo brasileiro semelhante, no sentido da improvisação e do talento, ao espanhol. Tinha, entre tantos outros, Denílson, Lucas, Anderson, Hernanes, Ramires, Elias, enfim, grandes jogadores que poderiam ser mais testados e aprimorados na formação de um meio de campo de puro talento.

Desses, apenas Ramires parece ter conseguido alguma confiança de Dunga, ainda assim mais pra reserva do que pra titular. A aposta em Gilberto Silva e Josué é uma apologia ao futebol simplista e burocrático que desanima qualquer um que tenha visto esses citados talentos jogar. Além do perigo que a instabilidade emocional de Felipe Melo traz à tona constantemente. 

==> De novo em cheio rsrsrrs

Abs,

Gilberto Gil

Gilberto Gil Camargo, 56, corintiano, analista de sistemas, fundador do Futiba -pioneiro dos sites de torcedores brasileiros-, autor do livro Saudades do Futuro – Uma paulicéia corintiana, que será lançado no centenário do Corinthians, nasceu na capital paulista e mora em Atibaia-SP.

Os melhores da Copa 2010

domingo, 11 de julho de 2010

Minha seleção da Copa 2010:

  • Iker Casillas
  • Maicon Douglas, Lúcio Ferreira, Per Mertesacker, Carlos Salcido;
  • Bstien Schweinsteiger e Sergio Busquets
  • Thomas Müller, Diego Forlán, Wesley Sneijder
  • Asamoah Gyan
  • Craque: Diego Forlán
  • Revelação: Thomas Müller
  • Treinador: Oscar Tabárez
  • Juiz: Viktor Kassai
  • Melhores jogos: Alemanha 4×1 Inglaterra, Alemanha 4xo Argentina, Alemanha 3×2 Uruguai, Holanda 3×2 Uruguai, Brasil 3×1 Costa do Marfim, Gana 1×1 Uruguai.
  • Pior jogo: Espanha 1×0 Holanda.

Ficou meio capenga pela esquerda, mas não por culpa minha.

Um penta, três tetras, um tri

sexta-feira, 2 de julho de 2010

É muito mal contada a história dos títulos mundiais de futebol. Quem acredita na lenga-lenga da mídia, deve achar que não houve torneio mundial antes de 1930.

E houve. O torneio de futebol dos jogos olímpicos era o mundial dos primórdios do futebol. Por isto, a contabilidade dos títulos mundiais deve incluir os torneios olímpicos de 1900, 04, 08, 12, 20, 24 e 28.

A verdadeira lista de campeões mundiais de futebol é esta:

  • 5 – Brasil ( 58, 62, 70, 94 e 02)
  • 4 – Inglaterra (00, 08, 12, 66), Uruguai (24, 28, 30, 50) e Itália (34, 38, 82, 06)
  • 3 – Alemanha (54, 74, 90)
  • 2 – Argentina (78, 86)
  • 1 – Canadá (04), Bélgica (20) e França (98)

Os títulos olímpicos pós-1930, evidentemente, não têm o mesmo peso dos anteriores, pois os jogadores profissionais foram excluídos deles. E quando retornaram, os torneios passaram a ser disputados por seleções de jovens.

Posto isto, é bom observar que o minúsculo Uruguai pode se igualar ao gigantesco Brasil tornando-se se pentacampeão na Sudáfrica.

N.B.: Cliquem aqui pra ver como Michael Dunga pretende levar o Brasil ao Hexa.

Brasil 3×0 Chile: Botes certeiros

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Ás 15h30 (Brasília), no Estádio Ellis Park, em Jonesburgo, Brasil e Chile disputam uma vaga nas quartas de final da Copa 2010.

O Chile não vence o Brasil desde agosto de 2000. Na Era Dunga, foram 5 partidas, todas com vitória brasileira.

Apesar disto, considerando-se as três exibições de cada time nesta Copa, não há favorito neste jogo de oitavas de final.

O Brasil jogará com Julio Cesar; Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Felipe Melo Josué), Gilberto Silva e Elano (Daniel Alves); Kaká; Robinho e Luís Fabiano. 

Marcelo Bielsa escalará o Chile com Bravo; Isla, Contreras, Jara e Vidal; Millar, Carmona, Matias Fernández e Valdivia; Sánchez e Beausejour. 

Howard Webb, da Inglaterra,será o juiz.  E ele anda nervoso nesta Copa. Tá amarelando geral, por isto, quem quiser chegar completo ao final da partida deve tomar cuidado. (mais…)

Sete pecados capitais e um venial

domingo, 27 de junho de 2010

Estes foram imperdoáveis! Sete erros capitais da Copa, até aqui:

  1. No gol de Heinze (Argentina) contra a Nigéria, Samuel (Argentina) atracou-se com um beque africano configurando falta que nem no rúgbi e no futebol americano é permitida.
  2. Num de seus gols contra a Coréia Democrática, Higuaín (Argentina) estava em claro impedimento.
  3. No tento anulado dos USA contra a Eslovênia, o juiz marcou o famoso perigo de gol. Inexplicável.
  4. O 1º gol da Argentina contra o México foi lance de impedimento absurdo de Carlito Tévez. Havia zero jogador entre o atacante portenho e a risca fatal. Fosse na cancha do Mineirinho, no Alto dos Minérios, o juiz nunca mais erraria. Aliás, nem voltaria pra casa.
  5. No gol de Lampard (Inglaterra) contra a Alemanha, a bola ultrapassou meio metro a risca. Mesmo assim, bandeira e juiz, mandaram o jogo seguir. Erro pra enciclopédia. Está eternizado.
  6. O pênalti seguido de expulsão de Cahill, da Austrália, no jogo contra a Sérvia, foi outro absurdo. Bola no braço. Ali, a Austrália foi posta fora da Copa.
  7. A expulsão de Miroslav Klose (Alemanha), contra a Sérvia, foi pena capital por motivo fútil. 

Além destes, houve também um equívoco. Pecado venial, nada mais:

  1. Alguns insistem ter havido mão dupla no 2º gol de Luís Fabiano contra a Costa do Marfim. Mentira. O Fabuloso não encostou um dedo que seja na pelota.  Antes do primeiro chapéu, ela caiu do firmamento sobre o ombro do centroavante. Após o segundo sombrero, a Jabuani aninhou-se no sovaco dele. Uma punição e tanto. Ou alguém acha que, àquela altura do jogo, o desodorante do atleta já não estava vencido? Anular o gol até que não seria problema para o Brasil. Afinal, ele não foi decisivo. Mas teria sido punição dobrada contra a bola.

Alemanha 4×1 Inglaterra: Larrionda roubou a cena

domingo, 27 de junho de 2010

Às 11h (Brasília). no Free State Stadium, em Bloemfontein, Inglaterra e Alemanha decidem quem vai às quartas de final da Copa 2010.

Fabio Capello escalará seu time no 4-4-3 com o veterano James no gol, Johnson, Upson, Terry e Ashley Cole na defesa, Milner, Berry, Gerrard e Lampard, no meio de campo (os dois primeiros na contenção, os outros armando, atacando e defendendo), e a dupla Defoe e Rooney no ataque.

Taí um time muito bom, mas que nem sempre funciona. Quem explica, por exemplo, as três performances fraquinhas da primeira fase?

Joachim Löw escalará a Alemanha no 4-2-3-1 com Manuel Neuer no gol, Lahm, Mertesacker, Friedrich e Boateng, na defesa, Khedira e Schwensteiger na volância de contenção, Müller, Özil e Podolski, armando, marcando e, principalmente, atacando. Na centroavância, ficará o cabeceador Miroslav Klose segurando a bequeira inglesa.

É o time com menor média de idade da competição, mas de surpreendente maturidade e bom toque de bola como se viu na primeira fase, inclusive na derrota pra Sérvia.

Pelo retrospecto, a Alemanha é favorita. Mas o English Team é pra lá de cascudo e pode complicar a vida dos teutos, Vai, por exemplo, que o ogro Rooney desperta?!  Neste caso do time da dupla Joaquim e Manuel, que não é Portugal, pode até se dar mal.

O uruguaio Jorge Larrionda será o referee deste duelo e o estádio, certamente, receberá lotação máxima. Será um jogão, acreditem. (mais…)