Posts com a Tag ‘Haiti’

A luta pela vida

domingo, 14 de março de 2010

Um rápido passeio pela imprensa internacional revela a garra de um guarani, a malandragem fora de hora de cariocas e portenhos, e a solidariedade dos mestres do tênis.

Solidariedade que nos faz lembrar do silêncio covarde da CBF diante da crise humanitária por que passa o Haiti.

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O Haiti precisa da gente

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Todo mundo se mexe, enquanto a CBF do Ricardão se finge de morto. Até o ditador venezuelano entrou na parada.

Enquanto isso, Ricardão sesfrega as mãos, pensando no lucro que a seleção dará à sua entidade. O castigo virá na África do Sul.

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Nós somos o Haiti: o futebol se mexe

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O mundo abraçou a causa do Haiti. Gente de todos os cantos está chegando ao páis devastado pra salvar vidas, alimentar os famintos, abrigar sem teto, controlar voos, limpar e policiar as ruas etc.

Os americanos, sempre tão criticados, estão na pole position do apoio. A Europa promete verbas gigantescas. Dentro de suas possibilidades, o Brasil também está batendo um bolão com soldados e ongueiros decentes.

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Copa SP, Cruzeiro 1×0 Paraná: Sem brilho

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Após um minuto de silêncio para lembrar as vítimas do terremoto que arrasou o Haiti, Cruzeiro, todo de branco, e Paraná Clube, com o tradicional uniforme azul e vermelho, iniciaram a decisão de uma vaga para as oitavas-de-final da Copinha.

1º tempo

Os paranenses começarm mais espertos e descolaram dois escanteios no 1º minuto. Bem postado, o trio final celeste, com Gabriel Vasconcelos, Deivisson e Wesley, despachou as bolas levantadas pelo armador Vinícius.

Os minutos iniciais foram dos paranistas. Somente aos 5, Hyago levou o Cruzeiro ao ataque, indo à linha de fundo, pela esquerda, e arrematando cruzado. Rodolfo desviou a bola pra escanteio. Dudu cobrou, pela esquerda, jogando a bola na entrada da pequena área. Acossado por Wesley, Marcelo Carvalho chutou a bola contra seu próprio arco: Cruzeiro 1×0.

O Paraná teve chance de empatar aos 10 quando o centroavante Caio fez o pivô e rolou pro arremate forte de Vinícius. A bola passou rente ao poste esquerdo do arco de Gabriel Vasconcelos.

O Paraná, jogando no 3-6-1, avançou os alas e aproximou da área seu jogador mais talentoso, Vinícius, para pressionar a saída de bola celeste. O Cruzeiro, jogando no 4-3-2-1, tinha em Marquinhos e Eber dois leões-de-chácara a proteger sua bequeira.

Na frente, Dudu, sem posição fixa, e a dupla Allan Jr. e Sebá confundiam a defeza paranista com seus deslocamentos deslocamentos. De trás, apareciam, como surperesa, Elber e Hyago.

Aos 17, Vinícius cobrou falta, de fora da área, no ângulo superior direito de Gabriel, que voou pra mandar a bola a escanteio. Um minuto depois, Hyago avançou pela esquerda e chutou forte. A bola se aninhou nas redes, pelo lado de fora.

Aos 20, Vinícius voltou a chutar forte para outra boa defesa de Gabriel. O Cruzeiro retomou o controle das ações e aos 28, Elber foi ao fundo, pela direita, e cruzou com força. Rodolfo defendeu parcialmente, mas Sebá não conseguiu arremtar para as redes.

O campo, curto, estreito e de piso irregular não favorecia o toque de bola. Os dois times atacavam privilegiando a força em detrimento do talento. Aos 39, Caio foi puxado na entrada da área. O juiz mandou seguir, pois o centroavante ficou com a bola. Mas ele a perdeu bisonhamente e ficou pedindo pênalti, sem razão.

Aos 43, Gil cobrou falta pela direita, Sebá subiu mais do que a zaga e desviou de cabeça. Deivisson chegou uma fração de segundo atrasado e não conseguiu marcar o gol.  O troco veio aos 47. Wesley parou Caio com falta na entrada da área e levou cartão amarelo. Vinícius desperdiçou a cobrança chutando a bola por cima do travessão.

2º tempo

O Cruzeiro voltou com Gabriel Araújo em lugar de Hyago. A mudança fez o time eprder uma arma ofensiva poderosa. O Paraná dominou, com mais vontade do que bola os minutos inciais.

Aos 7, contudo, Elber cobrou falta na direita, mas Allan Júnior chegou atrasado e não conseguiu fazer o 2º gol. Os paranaenses desperdiçaram boa chance aos 11 quando gabriel Vasconcelos defendeu chute forte de Vieira, de fora da área.

Aos 12, Alexandre Grasselli trocou Dudu por Anderson Uchoa. O time celeste ficou mais forte na contenção, mas perdeu a capacidade de armar jogadas pelo meio.

Os paranistas continuaram forçando. Aos 14, Washington desvencilhou-se do carrapato Marquinhos, driblou Wesley, que não dividiu a sério por ter cartão amarelo, invadiu a área, deslocou Gabriel, mas a bola saiu rente ao poste esquerdo, pela linha de fundo.

Aos 16, Fernando Kenor começou a mudar o sistema de jogo paranista, trocando o armador Washington pelo atacante Dieguinho.

Aos 17, Wesley sentiu distensão na coxa direita e foi substituído por Murilo. A essa altura, o Cruzeiro já havia perdido a capacidade de concatenar jogadas na meia cancha e vivia de esticões dos beques e volantes para Sebá e Allan Jr., bem marcados pela defesa tricolor.

Aos 23, o gigante de 1m91 e 93Kg, Diego Alemão saiu de campo carregado, quase matando os maqueiros encarregados doc arreto. Em seu lugar entrou Diego santos e o Paraná Clube passou a jogar num arriscado 3-4-3.

O Cruzeiro estranhou a mudança paranista e sua defesa passou a  ter dificuldades com tantos atacantes pela frente. Alexandre Grasselli arrumou a casa gritando na beirada do campo.

Aos 29, Allan Júnior concluiu com um peteleco um bom ataque. Rodolfo defendeu sem maiores problemas. Na sequência, Marquinhos desceu o sarrafo em Vinícius e foi amarelado.

Aos 34, Gabriel Araújo cruzou forte, da esquerda, Rodolfo pegou a bola com dificuldade. Rapidamente, todo o time celeste se recompôs colocando 11 jogadores atrás da linha da bola. Num campo pequeno,  isto foi uma maldade com os paranistas, que sem habilidade no trato com a bola, tinham de chutar de qualquer distância.

Esses chutes renderam uma sucessão de escanteios, que obrigaram Gabriel Vasconcelos a mostrar habilidades de socador de bolas. Mas, além da competência, ele precisou também da sorte aos 43, quando Marcelo carvalho encontrou Aamuri livre na parea e fez o lançamento. O defensor não teve categoria pra escolher um canto e chutou de qualquer jeito, mandando a bola por cima do travessão.

Os doisúltimos lances significativos ocorreram aos 45 e 46, quando Allan Júnior e Vinícius chutaram a gol de fora da área. Em ambos, a bola foi parar na linha de fundo.

Antes do final da partida, aos 48, Vinícius sentiu câimbras. Um atestado de seu esforço em busca do empate. E Caioo ainda teve tempo de apelar com uma bolada nas costas de Gabriel Araújo, que lhe valeu um cartão amarelo, sua última lembrança da Copinha.

Foi  partida menos inspirada do Cruzeiro no torneio. Elber e Allan Júnior, que estiveram tão bem nas anteriores, não luziram dessa vez. Em contrapartida, bequee e volantes de contenção trabalharam feito gente grande. E Gabriel Vasconcelos defendeu todas as bolas que passaram por seu raio de ação.

Resumo da ópera: não foi bonita, mas foi justa a vitória celeste.

  • Cruzeiro 1×0 Paraná clube, quinta-feira, 14jan10, 16h, Estádio Vereador José Feres, Taboão da Serra, 16 Km de São Paulo, décima-sextas de final da Copa São Paulo de Futebol Júnior – Juiz: Marcelo Krochmalnik (SP) – Bandeiras: Clademir Alves Bento e Juliano Rogério Vecchio (SP) – Amarelos: Gil, Sebá, Wesley, Marquinhos, Gabriel Araújo (Cru); Diego Volpini, Caio (Par) – Gol: Marcelo Carvalho, contra, 5 do 1º tempo – Cruzeiro: Gabriel Vasconcelos; Gil, Deivisson, Wesley (Murilo) e Hyago (Gabriel Araújo); Eber, Marquinhos e Elber; Dudu (Anderson Uchoa); Sebá e Allan Júnior. Tec: Alexandre Grasseli / Paraná Clube: Rodolfo; Diego Alemão (Diego Santos) e Marcelo Carvalho; Amauri, Diego Volpini, Vieira, Victor (Jean); Washington (Dieguinho), Vinícius e Helber; Caio. Tec: Fernando Kenor.

Três pedidos e um espanto

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Prezados Comentaristas do PHD:

  1. Por favor, não separem os textos dos comentários com parágrafos. Escrevam sem interrupções além das exigidas pela pontuação. Precisamos enxugar a área de comentários pra torná-la menos extensa e mais convidativa aos leitores.
  2. Quem se habilita a escrever os posts sobre os times do Campeonato Mineiro? Já recebi, do Flávio Salomão, de Teófilo Otoni, a história e as condições atuais do América Futebol Clube e de seu estádio.  Aguardo novas contribuições.
  3. Quem se dispõe a clicar em todos os links da coluna Blogosfera pra saber quais estão desativados? Endereços de clubes que disputarão o Mineiro e a Libertadores e de jornais das suas cidades também serão bem-vindos.

Aguardo a manifestação dos colaboradores.

Atenciosamente,

O Síndico

P.S.: Já são 15 os brasileiros mortos no Haiti e, até agora, o mundo do futebol nem tchum. Parece que Zidane e Ronaldo doarão parte da renda do jogo deles ao país do Caribe. Ontem, não houve sequer minuto de silêncio na Copinha. Será que o futebol não é deste mundo?

Nós somos o Haiti: como ajudar

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O prsidente René Préval e o primeiro ministro Jean-Max Bellerive, calculam em mais de 100 mil os mortos na tragédia do Haiti.

A Cruz Vermelha fala em 3 milhões de afetados pelo desastre.

O Brasil doou US$10 milhões e está enviando o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, para apoiar as tropas brasileiras e verificar as demandas mais urgentes do país.

O mundo vai se mobilizar.

Será que a CBF, que já promoveu um jogo de futebol de caráter político também não poderia patrocinar, agora, um de caráter solidário?

Que ela tome pra si a tarefa de conseguir fundos para a reconstrução da universidade.  Com o prestígio do futebol brasileiro, seria fácil. Basta querer.

Que tal enchermos a caixa postal e o saco do Ricardo Teixeira com sugestões e cobranças de uma atitude solidária. Com o passar dos dias, o assunto sai da pauta e aí nada mais se fará.

A hora é agora.

  • Como fazer doações para o Haiti (por Tatiana de Mello Dias, do blog Tempo Real, do Estadão) Pelo Facebook e Twitter, principalmente, internautas estão se mobilizando para arrecadar fundos para o Haiti. No site da Oxfam America, é possível doar quantias de US$35 a US$5 mil. No Yele Haiti Fund, você colabora apenas uma vez ou pode criar um plano de pagamento. As quantias fizas vão de US$25 a US$300, mas é possível doar mais. O Departamento de Estado americano criou um sistema de ajuda por SMS. Basta enviar uma mensagem de texto escrito “Haiti” para o número 90999 e US$10 serão doados para a Cruz Vermelha. O sistema, porém, só funciona nos EUA. Para quem está em outros países, é possível fazer doações no próprio site da entidade. O governo americano também recomenda que sejam feitas doações para a Mercy Corps. No Facebook, a comunidade Ayuda Haiti está mobilizando pessoas que moram próximas a arrecadarem alimentos, roupas e medicamentos.

Nós somos o Haiti

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O Haiti divide a ilha Hispaniola, no Mar das Caraíbas, com a República Dominicana. É o terço ocidental, mais densamente povoado e mais pobre da ilha descoberta por Colombo, em 1492.

O país foi o primeiro a abolir a escravidão nas América. Aconteceu em 1796, após uma rebelião de escravos.

Mas isto não foi garantia de liberdade, pois várias ditaduras assolaram o páis. Na 2º metade do século passado, por exemplo, ele viveu sob a ditadura do médico François Duvalier, o Papa Doc.

Com sua guarda pessoal, os tontons macoute (bichos-papões), ele manteve certa ordem no país cometendo crueldades de matar de inveja os ditadores “mais competentes” na arte de liquidar opositores mundo afora.

Com a queda do ditador, em 1971, e a posterior derrubada de seu filho, Jean-Claude, em 1986, o caos instalou-se de vez com sucessivos golpes de estado, que nem a instauração de uma frágil democracia nos Anos 90 conseguiu controlar.

Pra evitar a decomposição completa do país, foi preciso a intervenção da ONU. Em 2004, tropas de vários países, lideradas por militares brasileiros do Exército de Marinha, foram enviadas para lá.

Com muita dificuldade, a força de ocupação colocou alguma ordem no caos. Segundo um militar da Marinha, que ouvi ontem na TV, a violência social e criminal praticamente cessou há dois anos.

O que não dá trégua ao país, contudo, é a natureza. A cada ano, tufões varrem a ilha. E, agora, aconteceu este terremoto que, praticamente destruiu Port-au-Prince, a capital da república.

Uma dúzia de brasileiros -11 militares e a médica Zilda Arns, da Pastoral da Criança- morreram na catástrofe.

Mais do que compaixão, o Haiti vai precisar de dinheiro. Obviamente, govrernos do mundo inteiro vão cooperar com a reconstrução.

E o Brasil, além de sua força militar e da verba que certamente enviará, deveria também promover a causa da Ilha com uma partida da Seleção Brasileira em alguma cidade européia.

Seriam arrecadados dezenas de milhões de dólares que poderiam ser investidos, especificamente, na reconstrução da Universidade de Porto Príncipe, que desabou sobre alunos e professores.

Dos jogadores brasileiros que foram tão bem recebidos lá, por ocasião do amistoso de 2005, tenho certeza de que não haveria recusa.

Falta, agora, o Sr. Ricardo Teixeira, presidente da CBF, se mexer e fazer alguma coisa de útil na vida.

Mais do que O Haiti é Aqui, é hora de cantar Nós somos o Haiti.

P.S.: 1. Muitas ongs, as que não estão querendo refundar países, vão ajudar na reconstrução do Haiti. Entre elas, a Viva Rio. 2. Pra se conhecer um pouco mais do período de terror dos tontons macoute, sugiro a leitura de Os Comediantes, romance do inglês Graham Greene.