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23ª da A: Cepada 14 foi tomada em 7 Lagoas

domingo, 19 de setembro de 2010

A 23ª rodada do Brasileiro 2010, em 18 e 19set10…

  1. Engenhão, Bota 2×2 Cruzeiro. Público: 14.128. Gols: Alessandro, 4 do 1º; Montillo, 12 (p) e 27, Loco Abreu, 31 (p) do 2º. Pênalti inexistente deu empate ao time carioca num jogo equilibrado.

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Jonas: “Gente, eu e o Rodrigo somos amigos…”

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Pitacos de protagonistas e blogueiros acerca do Cruzeiro 2×2 Grêmio, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro 2010, na Arena do Jacaré, Sete Lagoas, em 25jul10:

  1. André Kfouri, em seu blog: Henrique impediu, duas vezes, a vitória que tiraria o Grêmio da zona do espanto. Como diz o PVC: a Arena, por enquanto, é do Jacaré mesmo. Não é da Raposa e nem do Galo.
  2. Mário Marcos de Souza, em seu blog: Em Sete Lagoas, interior mineiro, o Grêmio ficou tão frustrado com o empate em 2 a 2, em um jogo em que foi melhor, que o vestiário entrou em crise no fim. Segundo relato do repórter André Silva, Jonas e o zagueiro Rodrigo brigaram no vestiário, chegaram a partir para a troca de tapas e tiveram de ser contidos pelo técnico Silas. Silas negou. Para ele, foi apenas uma discussão normal de vestiário, típica de um grupo que luta até o fim pelas vitórias. Em campo, jogando com três zagueiros, o Grêmio dominou o Cruzeiro, esteve sempre em vantagem (Borges e Douglas marcaram), mas cedeu o empate em duas falhas da defesa (Henrique fez os dois de cabeça). No segundo tempo, o Grêmio seguiu melhor. Jonas fez um gol de falta, mas surpreendentemente foi substituído pelo técnico logo depois, deixando o time sem seu melhor atacante. A maior frustração do torcedor do Grêmio certamente foi ver a equipe desperdiçar uma vitória que seria fundamental nesta altura do campeonato. Terá de partir para a recuperação.
  3. Vitor Birner, em seu blog: O 1° tempo em Minas Gerais se desenrolou em ritmo lento. No minuto final, Borges fez 1×0 para os visitantes e ajudou a mudar a história da segunda etapa. O Cruzeiro voltou do vestiário com Sebá, atacante, no lugar do lateral Rômulo. Mostrou mais pegada, empatou antes dos 2 minutos com Henrique, e foi ao ataque tentar a virada. A partida ficou imprevisível. Ambas as equipes criaram oportunidades suficientes para chegarem ao gol. Quem o fez primeiro foi Jonas, pelo Grêmio, aos 34. Henrique igualou o jogo aos 40, premiando a luta da Raposa na etapa final. O Grêmio segue na zona de rebaixamento.
  4. Wianey Carlet, em seu blog: O Grêmio não para de errar: Se não tivesse falhado no final do jogo, o Grêmio teria derrotado o Cruzeiro, voltaria para casa fora da zona da morte e não teria havido a lamentável briga no vestiário, após a partida. Este reprovável acontecimento não deveria ser maquiado por Silas e pelos dirigentes. Nessas ocasiões, melhor é assumir o erro e tomar as providências cabíveis. Victor, mais uma vez, falhou. Tem sido uma rotina. E Silas cometeu a proeza de substituir Jonas quando este acabara de marcar o segundo gol e se constituía em figura de destaque do time. O Grêmio anda mal porque muitos erros estão sendo cometidos. Em todos os níveis. Está na hora de Silas acertar e manter uma escalação e um esquema tático. Nem que seja preciso afastar medalhões que jogam como se estivesse fazendo um favor ao Grêmio.
  5. Valdir Barbosa, gerente de futebol do Cruzeiro: Tivemos uma rápida reunião agora por telefone, o presidente Zezé Perrella, o Dimas Fonseca e eu, e rapidamente o presidente definiu que os nossos dois próximos jogos marcados aqui para a Arena do Jacaré, contra o Prudente e o Vitória-BA, serão disputados em Ipatinga. Já tínhamos confirmado para o Parque do Sabiá Corinthians, Flamengo e Internacional. E a sequência seguinte a gente vai avaliar nesta semana para sabermos onde jogaremos e não estamos descartando definitivamente a Arena do Jacaré. Hoje (domingo), ao meio dia e meia, estávamos acabando de almoçar, e veio a notícia de um acidente na BR-040. Procuramos nos informar, ligamos para a Polícia Rodoviária Federal e para as pessoas do Cruzeiro que estavam transitando para saber como estava a estrada. Os jogadores já estavam no quarto descansando para a palestra e tivemos um corre-corre, chamamos todo mundo para descer e anteciparmos a vinda para Sete Lagoas. Tivemos que buscar uma alternativa, passamos por Pedro Leopoldo, uma estrada que não dá nenhuma segurança para circulação de ônibus, ainda mais em uma velocidade um pouco maior. Duas pistas simples sem acostamento. Você coloca em risco os jogadores do Cruzeiro e as pessoas que transitam nessa estrada. Não se pode praticar futebol profissional sem saber que horas vai ser a preleção, que horas vai sair da Toca da Raposa, se vai chegar a tempo. O pessoal do doping ficou preso. A sorte é que o doping é depois do jogo. E se o trio de arbitragem não estivesse informado e fica preso na BR-040? O Cruzeiro avisou ao Grêmio e eles sairiam pela 040. A coisa está meio complicada.
  6. Cuca, treinador do Cruzeiro: Para um time grande, de estatura competitiva como o Grêmio, o campo irregular torna as coisas mais difíceis para a gente. Acho que o placar foi justo, até pelo que as duas equipes fizeram em campo. O Grêmio por uma parte e nós pela busca do resultado até o final. Não sou de chorar, mas nos fizeram muita falta alguns jogadores. Nós tentamos uma estratégia no primeiro tempo com o Jonathan no meio e não deu. Antes do intervalo passamos ele para o lado do campo e o Rômulo por dentro, e também não surtiu efeito. Quando tomamos o gol e fomos para o vestiário, tínhamos que voltar e empatar em cinco, dez minutos, senão não empataríamos mais. Pusemos um atacante na direita, o Sebá, um na esquerda, o Thiago, e fizemos um 4-3-3. O Grêmio não conseguiu encaixar a marcação e nós fizemos o gol. Estávamos melhor, até tomar o gol. Aí tivemos que nos superar e buscar o empate na base da raça, com a cabeçada do Henrique. Pelo que foi o jogo, o empate não foi um mau resultado. No segundo tempo nós tivemos uma atitude diferenciada. Temos ter essa atitude desde o começo. Nós buscamos o resultado com os meninos jogando, o Reina, o Sebá, o Fabinho improvisado na zaga e muito bem por sinal. A gente tem que analisar o jogo, ver o que pode melhorar para o futuro. Tudo está em aberto, podemos melhorar muitas coisas.
  7. Henrique, volante do Cruzeiro: Nunca tinha marcado dois gols em uma mesma partida como profissional, só na base. E também faltava um gol de cabeça na minha carreira. Felizmente acabei marcando dois desta vez. Isso é trabalho, o Cuca me posicionou bem. É trabalho, dedicação e fico muito feliz por conquistar isso, por ajudar a equipe. Fico chateado em ficar de fora do clássico, que é muito importante para as duas equipes. A gente vem há três anos jogando contra o Atlético-MG, tendo vitórias contra eles. Mas, por outro lado, fico tranqüilo porque nosso elenco está bem servido e quem entrar, com certeza vai dar conta do recado e vai ajudar o Cruzeiro a buscar a vitória, que é o mais importante.
  8. Jonathan, lateral-direito do Cruzeiro: Aqui já deu. Isso vai beneficiar os outros times. Foi assim contra o Goiás, foi assim hoje. A nossa equipe é muito técnica, precisa de espaço para jogar. Todas as vezes que o Cruzeiro joga num campo menor, nós temos dificuldades, porque são jogadores leves e rápidos e, às vezes, não temos tempo de fazer isso. Ainda mais com o gramado do jeito que está, a bola quica muito. A minha é a (camisa) 2. O Cuca percebeu isso logo no início do 1º tempo, eu estava meio perdido. Não posso dizer nunca, já joguei por essa função, mas fiquei um pouco perdido. Não estou acostumado com o Rômulo, a gente tem de ter entrosamento melhor, mas a minha preferência é a lateral direita, sem dúvida nenhuma.
  9. Cláudio Caçapa, beque do Cruzeiro: É o que nós temos. A gente queria jogar no Mineirão. Mas não dá para culpar o campo. Nós não fizemos um bom jogo. Nosso time é de toque de bola. Nós não conseguimos trocar passes.
  10. Thiago Ribeiro, atacante do Cruzeiro: Sem dúvida, no 2º tempo, se a gente não fez aquele jogo tecnicamente bom, a gente voltou com mais pegada, mais vibração, encurtando os espaços do Grêmio, na base da garra, da determinação. Quando não dá na técnica, tem que ir na raça. As duas vezes em que a gente buscou o empate, foi na base da raça, corremos atrás e conseguimos ao menos o empate. A gente esperava vencer, não importa o placar. Na medida do possível, a gente procurou se superar. Conseguimos o empate, que não foi o resultado que a gente gostaria, mas melhor somar um ponto do que nada. No todo, acho que nossa equipe não foi bem. Coincidência ou não, nos dois jogos (Goiás e Grêmio) nesse campo, a apresentação nossa não foi tão boa. Não é porque empatou. Contra o Goiás, a gente já tinha alertado. Não podemos usar como desculpa, porque o campo é ruim para os dois lados. Os jogadores do Grêmio a todo momento reclamaram do campo. Nesse estádio, não tem condição de acontecer esse tipo de jogo.
  11. Jonas, atacante do Grêmio: Gente, eu e o Rodrigo somos amigos, eu nunca tinha trabalhado com ele, é a primeira vez. Não tem nem o que falar dele porque a gente brinca muito. Não houve nada, só houve discussão e não só eu e ele, mas todo o elenco. Não queríamos tomar um gol no final do jogo e também houve discussão sobre a arbitragem. Não podemos brigar entre nós, mas sim com os adversários.
  12. Rodrigo, beque do Grêmio: Não aconteceu nada, eu não sei nem o que colocaram. Estão falando que discutimos, mas isso é uma coisa de jogo. A gente está vendo que todos os jogos estamos sendo prejudicados e ninguém faz nada. Se houvesse agressão não se chegaria a lugar nenhum. Se tiver brigando e nessa situação estaríamos acabados. Não houve nada, discutimos situações de jogo e a questão da arbitragem.
  13. Borges, atacante do Grêmio: O gol saiu em um momento importante e espero que a gente saia dessa situação. O campo está muito ruim, com o gramado ondulado e está difícil ficar tabelando. A gente tem que jogar sério para sair com o resultado. Não teve nada de agressão. O que aconteceu é que nós jogadores saímos muito chateados com a arbitragem. E fica complicado para nós jogadores falarmos sobre isso, tem que deixar para a diretoria. E quando se trabalha igual estamos fazendo e os resultados não saem, a gente fica muito irritado. Estávamos conversando entre a gente, e essas cobranças tem que existir. Nós corremos, conseguimos fazer dois gols e merecíamos sair com a vitória. Mas tem também o detalhe do campo, que é horrível e fica difícil tocar a bola. Acho que o Grêmio encontrou uma forma boa de jogar fora de casa e vamos evoluir.
  14. Silas, treinador do Grêmio: É normal os jogadores discutirem após o jogo. Não aconteceu nada demais, todos estavam de cabeça quente, mas é natural devido ao resultado do jogo. Não teve nada disso. Foi uma discussão normal no vestiário e vocês (da imprensa) estão querendo criar uma notícia que não existe. O que aconteceu foi uma cobrança mútua entre os jogadores, que já aconteceu outras vezes. A diferença é que essa vocês (da imprensa) viram. – Nunca tive problemas com arbitragem. Fui expulso porque estava conversando com o trio de arbitragem, como sempre faço. Mas desta vez ele me expulsou. O Grêmio é muito grande, e não pode haver isso que aconteceu aqui hoje. O jogo foi muito difícil, contra um adversário qualificado. E acho que a questão do gramado não tem nada a ver. Os jogadores dos dois times brigaram pela bola, e dentro de campo a partida foi muito boa e disputada.
  15. Luiz Onofre Meira, assessor de futebol do Grêmio: Considero absolutamente normal. Os jogadores estão juntos e todos mostram que houve somente um desentendimento sem nenhum agravante. Eu já vi muitas vezes isso acontecer, não só aqui no Grêmio. É normal, o que prevalece é que há indignação pelo resultado e a situação que vivemos.
  16. Duda Kroeff, presidente do Grêmio: Não tem nada de anormal, vi isso acontecer umas 300 vezes no futebol. É bom e positivo. Há uma indignação muito grande por tomar um gol no final. É o que achamos que estava faltando, mas ficou provado que não está.
  17. Arísio França, no PHD: Eram previsíveis as dificuldades que o Cruzeiro teria na armação de jogadas com a ausência do Gilberto e a falta de um substituto. Acho que o Cuca até acertou ao apostar no Jonathan. Como não funcionou, além da atuação ridícula do Robert mais a jornada pouco inspirada do Thiago Ribeiro o time fui uma nulidade no campo ofensivo. Os gols premiaram toda a vontade e raça do Henrique. Fará muita falta no clássico.
  18. Edenílson Marra, no PHD: Fui de novo à Arena do Jacaré. O 10 do Grêmio, Douglas, joga muito. Foi o melhor gremista em campo. Entre os cruzeirenses, o melhor foi Henrique disparado. Robert tem muita disposição e pouca técnica. Reina me surpreendeu. Pode ser trabalhado pra se tornar uma opção para o time. Everton começou bem, depois, sumiu. Rômulo e Jonathan bateram cabeça no 1º tempo. Depois que voltou para lateral, o Jonathan melhorou.
  19. Naldo Morato, no PHD: Ótimo resultado este empate com Grêmio, principamente, porque estivemos por duas vezes atrás no placar. Não podemos esperar muito de um time que tem carências na zaga, na armação e no ataque. Fabinho na zaga, Everton de armador, Jonathan no meio campo e Robert no ataque. Robert consegue ser pior que o WP, mas é injusto cobrar muito dele com um time sem armação, em que a bola pouco chega ao ataque. O time ressente muito dos jogadores ausentes. E os reforços ainda não estão a disposição. No curto prazo, a coisa vai ser muito complicada. E o Reina parece que tem habilidade, mas está sendo improdutivo. Vamos ver se com o tempo, melhora.
  20. Bruno Barros, no PHD: Henrique jogou por ele e mais dez. Fez uma de suas melhores atuações com a camisa do Cruzeiro. Marcou, passou, chegou e fez gol. Sem dúvida, vai receber nota dez na Bola de Prata. Mas tomara que ele não seja convocado, pelo menos agora enquanto a janela tá aberta. Depois, não só pode como deve. Nesses 3 últimos jogos ele arrebentou. Jogou demais. Faz tempo que eu não via uma situação assim: todo mundo jogando mal desde o início e o Henrique muito bem o tempo todo. Eles carregou o time nas costas. Bateu escanteio e correu pra cabecear. Impressionante.

Henrique salvou a pátria

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Atuações dos celestes e seus adversários no Cruzeiro 2×2 Grêmio, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro 2010, na Arena do Jacaré, Sete Lagoas, em 25jul10:

  • Fábio – Sem culpa nos gols. Mas também sem praticar as habituais defesas milagrosas.
  • Rômulo – Não repetiu o bom 1º tempo do Maracanã. Deslocado para a 2ª linha de quatro também não rendeu bem e foi sacado.
  • Fabinho – Salvo pelo gramado de menores dimensões. Perdeu várias bolas para Borges e não ganhou corrida alguma contra os gremistas. Se a cancha fosse mais ampla, teria problemas ainda maiores.
  • Cláudio Caçapa – Muita disposição. Entre erros e acertos, o saldo foi positivo e ele terminou como o melhor da defesa.
  • Diego Renan – Mal na marcação. Seu setor tem sidoo alvo dos treinadores adversários e ele se complica cada vez mais. Precisa de um volante pra equilibrar a disputa com meias e alas que o atacam em grupo.
  • Jonathan – Iniciou na 2ª linha de quatro e foi mal. Recuado pra lateral, melhorou um pouco. Nas entrevistas, passou a impressão de que prefere ficar na sua posição pra não correr o risco de perdê-la. No final, gastou o verbo falando mal do estádio, no que foi corroborado pelo Gerente de Futebol, Valdir Barbosa. Ambos prestaram grande desserviço ao Cruzeiro ofendendo o povo setelagoano, que é majoritariamente cruzeirense.  
  • Fabrício – Mal. Errou passes em demasia, perdeu a luta pelo controle do meio de campo e não conseguiu apoiar o ataque.
  • Marquinhos Paraná – Marcou Douglas de perto reduzindo a criatividade do meio de campo gremista.  
  • Henrique – Marcou muito, disputou a bola em divididas épicas com os tricolores, apoiou o ataque e fez dois gols. Foi o nome do jogo. E um dos que não reclamou da cancha.
  • Francisco Everton – Burocrático, cuidou de fechar espaços pela esquerda, mas não teve imaginação quando passou do meio de campo.  
  • Javier Reina – Na rodinha de bobo do intervalo, mostrou domínio de bola. Em campo, esteve só um pouquinho melhor do que no jogo contra o Flu quando havia sido péssimo.
  • Thiago Ribeiro – Bom 1º tempo jogando pelos dois lados da cancha. No 2º, aberto pela esquerda, caiu na malha fina da defesa gremista, que se adaptou aos três atacantes celetes trocando o 3-5-2 pelo 4-4-2.
  • Robert – O pior em campo.
  • Sebá – Confinado na direita, foi improdutivo. No time de juniores, tinha liberdade pra buscar a bola e atacar pelas duas laterais. Como 2º atacante joga melhor do que como ponta-direita.  
  • Cuca – Sem um bom armador, usou duas linhas de quatro e o time ficou improdutivo no 1º tempo. No 2º, tentou surpreender com três atacantes e conseguiu empatar logo de cara. Depois, o ataque voltou a à inoperância da etapa inicial. Pra oxigenar o cérebro da equipe, colocou Javier Reina pra armar e nada aconteceu. Os volantes que jogavam harmonicamente nos tempos de Adílson Baptista, agora estão robotizados, cada um na sua, sem se movimentar e trocar de  posições ou executar funções diferentes conforme o andamento da partida. O time não vira mais as bolas o que dificulta a criação de espaços e impede o contra-ataque. Cuca precisa destravar a equipe. Acabar com os cabeças de área, soltar os alas e dar liberdade ao 2º atacante seriam medidas interessantes. Depois, é tratar de descobrir dois meias pra se revezarem. Do jeito que está, nem jogando num campo de 120m x 80m, como era a antiga cancha do Serra Dourada, terá uma equipe competitiva. O tempo vai ajudar o treinador. Na entrevista pós-jogo, ele mostrou percepção de algumas carências. Falta agir pra superá-las.  
  • Torcida – Compareceu em bom número e apoiou, embora a equipe tivesse feito muito pouco pra merecer aplausos.  
  • Arena do Jacaré – A cancha é menor do que a do Mineirão e do Maracanã. O gramado não é semelhante ao de Wembley. Mas quantos estádios têm as dimensões máximas e os gramados perfeitos neztepaiz? Os jogadores reclamaram porque o time está travado. No futebol, quem cria espaços são os atletas movimentando-se com inteligência, não engenheiros e arquitetos, que têm de trabalhar com o terreno disponível. A chiadeira de jogadores e do Gerente de Futebol, Valdir Barbosa, soou como desculpa esfarrapada, Foi um chororô com agravos à cruzeirense Sete Lagoas. Criticou-se o gramado, o estádio, a hotelaria da cidade e a estrada. Uma baboseira sem fim. Se existe antimarketing, Valdir Barbosa e Zezé Perrella deveriam ser premiados por terem criado um case, com tanto trololó e decisões apressadas após a partida.
  • Juiz & Bandeiras – Péssimos. Erraram contra o Cruzeiro nos dois gols do Grêmio, marcaram três impedimentos errados contra os gaúchos e, no fim, o Juiz ainda tirou Henrique do clássico mostrando-lhe cartão amarelo por uma falta inexistente. Se um trio ruim como este for escalado para o clássico de uma só torcida, o Cruzeiro terá sérios problemas. É bom pressionar desde já na CBF porque o outro lado, como se sabe, tem até assessoria especializada em arbitragens.
  • Grêmio – Dominou o jogo, criou espaços e só não venceu por ter perdido gols fáceis e falhado nos lances dos gols celestes. Douglas, que jogou à vontade até receber marcação pessoal de Marquinhos Paraná, Borges e Jonas, que venceram o duelo com a defesa celeste, foram os melhores entre os tricolores.

P.S.: Como sempre faz, o blogueiro escreveu o post no começo da madrugada e agendou sua publicação para as 10h. Deu tilt. Que ele ainda não destrinchou. Bola pra frente!

Problema de hora e lugar

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Vida de blogueiro não é mole. O sujeito trabalha de graça e ainda tem que ler tolices e desaforos. E receber cobranças descabidas.

Hoje, ao abrir o antispam, encontrei o protesto de um comentarista se dizendo sob sensura (sic) há mais de seis horas “só porque falo a verdade”.

Certamente (ou seria sertamente?) o cidadão imagina que o blogueiro tem de ficar à disposição dele pra evitar qualquer atraso na publicação de suas gotas diárias de sabedoria.

Dizia Billy Blanco: “O que dá pra rir dá pra chorar / Questão só de peso e medida / Problema de hora e lugar /Mas tudo são coisas da vida” 

Pra levar esta vida de blogueiro, só rindo pra não chorar. Ou definindo pesos e medidas sem medo de errar.

Lamentável é não conseguir evitar que todos os comentários do Rosan, da Beth e do Olivieri caiam no antispam.

Eles são cruzeirenses provados e comprovados. Mas, por algum motivo que desconheço, o programa os persegue. Quando estou próximo, libero.

Outro perseguido pelo Hal é o Geniba. Neste acaso, o próprio comentarista sabe, como sabia John Klute, que o “passado o condena”. Passado de comentarista radical, obviamente.

Mesmo assim, estando conectado, eu o libero seus comentários. Como libero os pitacos de atleticanos, flamenguistas, gremistas, anticruzeirenses e até de hienas, quando escritos com o mínimo de respeito.

O que o blogueiro não vai mais é se preocupar com queixas e reclamações de provocadores. Estes, ao contrário dos termocéfalos, são mansos, lânguidos, suaves, mas ainda assim deletérios.

Entulham propositalmente o blog com posts monocórdios, repetitivos, aparentemente burros, mas, na essência, maldosos, destinados a minar o ânimo dos participantes.

Pra essa galera, a blogosfera tem uma pá de links interessantes. A começar pelo Granma. Tchau e boa navegação.

Outro tipo enjoado é o sujeito que acusa, difama e ofende jornalistas, cartolas, treinadores e jogadores com o argumento de que são pessoas públicas.

Quem quiser apodar, desafiar ou brigar com as figuras públicas, que o faça pessoalmente. Aqui, não.

Cruzeirense também não servirá de pasto pra hienas neste blog.

Adílson Baptista, por exemplo, que honrou o clube como jogador, treinador e torcedor não será ofendido no PHD. Ponto.

Deixem o sujeito seguir sua vida em paz. Ontem, na Turma do Bate-bola, Emanuel Carneiro deu uma catracada pública no presidente Zezé Perrela, que ouviu a preleção anti-Adílson humildemente.

O ex-treinador fez o que achou melhor para o Cruzeiro. E, nesse melhor, está o imperdoável (pros atleticanos com ou sem microfones) duplo 5×0 sobre o rival citadino.

A rádia podia deixá-lo em paz. Ele está na história, não mais à beira do gramado. Provocadores teleguiados também deviam esquecer Adílson e gastar seu latim com o novo treiandor.

Se não for possível, podem procurar outra freguesia pra cantar.

Crítica técnica, tudo bem. Esculacho, não. Adílson Baptista, ao contrário das hienas, é Sócio do Futebol cruzeirense. E tem 4 títulos mineiros e 2 supercopas.

Por isto e por defender incondicionalmente o Cruzeiro, ele será sempre respeitado no PHD.

Quanto aos cruzeirenses que têm comentários retidos, só posso lhes pedir desculpas. E contar com a ajuda do webmaster pra solucionar o problema.

Aos provocadores, repito, aconselho navegação pelos sites e blogs de cruzeirenses, todos melhores do que o PHD, listados na coluna ao lado.

O anão é mudo, mas não é cego

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Li no blog de nome mais escalafobético deztepaiz, o Tiefschwartz, do gremista Paulo Sanchotene:

Muito se fala dos problemas apresentados pela Seleção, especialmente quanto ao rendimento de Michel Bastos, Gilberto Silva e Felipe Melo.

Pelo teor das entrevistas da comissão técnica, os problemas não foram despercebidos.

Corretamente, Dunga manterá o time titular contra a Coréia do Norte (é preciso ver essa turma jogando a todos os cilindros); mas se não render, as mudanças começarão já durante essa partida.

Se vermos o (breve) histórico do Dunga na Seleção, percebe-se que ele pode ser qualquer coisa menos avesso a alterações: o time que começou a Copa América não foi o mesmo que acabou; e do primeiro (Brasil 4×3 Egito) para o segundo jogo das Copa das Confederações (Brasil 3×0 Estados Unidos), houve quatro mudanças.

Mas, isso nenhum jornalista informa. Preferem fazer alarde sobre um “risco” do Dunga “morrer abraçado” com seus titulares.

Pelo que já demonstrou o treinador, o risco disso ocorrer em caso de mal rendimento é próximo de zero.

O Sonho do Sancho

sábado, 1 de maio de 2010

O gremista Paulo Sanchotene, de Porto Alegre, revela, pros leitores do PHD, seu mais recente sonho.

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