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Paulo Florêncio, pra sempre em Sabará

sábado, 17 de julho de 2010

Paulo Florêncio, ex-jogador do Siderúrgica e do Cruzeiro, faleceu em Belo Horizonte, na noite de 14jul10, devido a problemas respiratórios.

Ele deixou viúva Dona Naná, com quem viveu por mais de 50 anos e construiu em bela família com 8 filhos, 12 netos e 6 bisnetos.

Seu corpo foi enterrado no Cemitério da Igreja do Carmo, em Sabará, cidade que o acolheu na juventude e o projetou no mundo do futebol vestindo a camisa do EC Siderúrgica.

Paulinho, segundo jogador de clube mineiro (Siderúrgica) a servir à Seleção Brasileira (o primeiro foi Niginho, do Palestra Itália), merece uma homenagem do Cruzeiro.

Paulo Florêncio, um talento bem mineiro
 
Itabirito (MG), 26jun18; Sabará (MG), 14jul10

Conheci Paulo Florêncio em 1995. Acompanhado de outros veteranos do Esporte Clube Siderúrgica, ele foi à Secretaria de Estado de  Esportes, Lazer e Turismo  pleitear a reforma do estádio da Praia do Ó, onde inúmeras gerações de craques do “Esquadrão de Aço” ajudaram a construir a história do futebol mineiro.

O Siderúrgica daquela época, parodiando o poeta, era apenas um quadro na parede. Havia 30 anos, que perdera patrocínio da Cia. Siderúrgica Belgo-Mineira, abandonara o futebol profissional e seu estádio ficara abandonado.

A dor provocada pelo estado de abandono de seu palco foi o que levou Silvestre, Djair, Noventa, Chiquito, Zu e Ernani, campeões mineiros de 64, e Paulo Florêncio, campeão de 37, a buscarem apoio do governo estadual para a recuperação do estadinho da Praia do Ó.

Paulo Florêncio foi quem mais falou, quem melhor se lembrava e quem mais tinha o que contar pois, afinal, era o decano entre aqueles mestres da bola.

Ele começou a jogar e, 1933, no Usina Esperança, de Itabirito. Em 1933, seu pai, o sapateiro João Florêncio mudou-se com a família para Sabará onde Paulinho foi trabalhar na Belgo Mineira, em 1935.

Nesse ano, ele se juntou aos irmãos, Nino e Joãozinho, no time do Siderúrgica: “O treinador precisava de um canhoto e como eu chutava com os dois pés, ele me escalou na meia-esquerda”.

Em 1937, veio o primeiro título, o de campeão mineiro conquistado numa melhor de três contra o Villa Nova.

  • Siderúrgica 1×0 Villa Nova, domingo, 03abr38, 15h, Estádio da Alameda, campo do América, 3ª partida da melhor de três da decisão do Campeonato Mineiro de 1937 (antes, Villa 3×1, no campo do Cruzeiro, em 20mar37, e Siderúrgica 3×0, no campo do Atlético-MG, em 27mar37) – Juiz: Sanchez Diaz –  Gol: Arlindo, 27 do 1º tempo – Siderúrgica: Princesa, Chico Preto e Mascotte; Geraldo Rebelo, Moraes (Oswaldo) e Ferreira; Tonho (Dimas), Arlindo, Chiquito (Morais), Paulo Florêncio (Chiaquito) e Rômulo Januzzi. Tec: Fernando José Fernandes, o Capitão / Villa Nova: Geraldão, Jair e Sérgio; Bituca (Nagib), Mangabeira e Geninho (Belchior); Abras, Carazo, Geraldino, Remo e Mestiço. – Obs: Princeza defendeu pênalti cobrado por Carazo, aos 40 do 1º tempo.

Um dos jogadores mais longevos do futebol, Paulinho, como era chamado pelos torcedores, transferiu-se do Siderúrgica para o Cruzeiro  em 1948, ano em que se casou com a sabarense Maria da Conceição Dias Florêncio, Dona Naná, com quem teve oito filhos.

No Barro Preto ficou até 1956 com um intervalo entre 1952 e 1953, quando foi emprestado ao Universidad Cenbyra, de Caracas, treinado por Orlando Fantoni. Na Venezuela, Paulinho foi campeão nacional e, suprema aventura para um brasileiro naqueles tempos, viajou com seu time pela Europa.

O final de carreira, aconteceu em 1960, quando vestiu sua última camisa, a do Sete de Setembro.

Durante todo esse tempo, Paulo Florêncio praticou um futebol sem vícios, maldades, nem pecados. Um futebol refinado, leal, cheio de plasticidade em sua cadência desprovida de pressa e afobação.

Estas qualidades extrapolaram os muros do estadinho da Praia do Ó quando Friedenreich, o maior jogador da primeira geração de craques brasileiros, o conheceu numa partida entre mineiros e gaúchos e o indicou ao treinador da Seleção Brasileira, Ademar Pimenta.

A convocação, que encheu de orgulho os depsprotistas mineiros aconteceu em 1941 para a disputa do Campeonato Sul-americano de 1942, em Montevidéu. Paulinho foi o segundo jogador de clubes mineiros vestir a camisa da Seleção Brasileira. Antes dele, apenas Niginho havia sido convocado e também para um Sul-americano, o de 1937.

Ademar Pimenta convocou dez atacantes. Um ataque jogava com Pedro Amorim, Zizinho, Russo, Paulo Florêncio e Pipi, o outro com Cláudio Christovam de Pinho, Servílio, Pirilo, Tim e Patesko. Às vezes, as duas formações davam lugar a uma terceira, embaralhando as peças.

  • Brasil 5×1 Equador, 01fev42, Estádio Centenário, Montevidéu, Uruguai, pelo Campeonato Sul-americano de 1942 – Público: 40.000 – Juiz: Bartolomé Macias (Argentino) – Gols: Tim, 10, Pirilo, 12, Alvarez, de pênalti, 19, Pirilo, 29 do 1º tempo; Zizinho, 15, Pirilo, 33 do 2º – Brasil: Caju (Atl), Norival  (Flu) e Begliomini Pal); Afonsinho (Flu), Jayme de Almeida (Fla) e Aregemiro (Vas); Claúdio Pinho (San), (Joaninho (Atl)), Zizinho (Fla), Pirilo (Fla), Tim (Flu), e Pipi (Pal) (Paulo Florêncio (Sid)). Tec: Ademar Pimenta / Equadro: Medina, Hungria e Ronquillo; Merinos, Zambarano e Mendoiza; Alvarez, Jimenez, Alcivar (Torres), Herrera e Acevedo.

Quando chamado a jogar, Paulo Florênio o fez com muita qualidade, por isto recebeu vários convites para jogar no Rio e em São Paulo. Ele chegou a a passar uma semana na Portuguesa de Desportos, mas desistiu, pois não queria ficar longe da família. E, pra dizer a verdade, preferia continuar sendo eletricista e jogador de futebol do time da Belgo Mineira.

Ao virar nome nacional, o Paulinho, de Itabirito e Sabará, passou a ser chamado, pela imprensa, de Paulo Florêncio, para não ser confundido com a multidão de Paulinhos de outros clubes.

Somente em 1948, ele aceitaria trocar a camisa azul-e-branca do Siderúrgica. E só por outra com as mesmas cores. Contratado pelo Cruzeiro, formou um ataque, que venceu dois dos três turnos do campeonato de 1948: Helvécio, Nonô, Abelardo, Paulo Florêncio e Sabu.

Nos oito anos seguintes, ele dividiria o tempo entre os treinos e os 173 jogos que fez pelo Cruzeiro, nos quais marcou 12 gols, com o emprego de balconista na Casa Othon de Carvalho, de materiais elétricos.

No Barro Preto Paulo Florêncio foi meia, volante e lateral. Disciplinado, elegante, cordato e talentoso, tinha grande prestígio com a torcida que, apesar de não ter comemorado nenhum título durante sua passagem pelo clube, ainda assim fez dele um ídolo.

Seu jogo cadenciado, de passes perfeitos e toque refinado, tinha público cativo. Muita gente, mesmo torcendo por outros times, ia aos jogos do Cruzeiro só para apreciar seu estilo.

Em 1956, Paulo Florêncio foi explorar o Eldorado futebolístico da Venezuela. Mas não ficou muito tempo por lá. Com saudades da família, voltou para jogar no Sete de Setembro, onde pendurou as chuteiras em 1960.

Sempre economizando energia, ele punha a bola para correr e, quando era preciso tomá-la do adversário, ia pelo atalho sem fazer cenas ou cometer imprudências como os choques desnecessários. Por isso, muitos torcedores diziam que, se quisesse, Paulo Florêncio jogaria eternamente.

Além disso, sua conduta esportiva era de máxima elegância. Ninguém jamais pensou em agredi-lo, coisa corriqueira nos estádios mineiros de sua época.

Sua estréia, no Cruzeiro, aconteceu num jogo contra o Botafogo.

  • Cruzeiro 2×1 Botafogo, quarta-feira,17mar48, 21h, Estádio JK, no Barro preto, Belo Horizonte, amistoso – Renda: Cr$27.400,00 – Juiz: Guido Delacqua (MG) – Gols: 1º tempo: Abelardo, 8, e Osvaldinho, 41 do 1º tempo; Ramon, 13 do 2º – Cruzeiro: Geraldo II (Sinval), Duque e Bené; Adelino Torres (Naninho), Leite e Ceci; Helvécio, Ramon, Abelardo Flecha Azul, Paulo Florêncio e Alcides Lemos (Jair). Tec: Niginho /Botafogo: Ari, Marinho e Nilton Santos; Rubens, Ávila (Cid) e Juvenal; Nerino, Geninho, Pirilo, Osvaldinho (Zezinho) e Reinaldo (Demóstenes). Tec: Zezé Moreira.

E a primeira partida contra seu ex-clube, em Sabará, foi um pequeno drama que ele superou com dignidade ao marcar um dos gols da vitória de 2×1 do Cruzeiro. Mesmo enciumada, a torcida sabarense não negou aplausos a um adversário, fato inédito na Praia do Ó.

  • Siderúrgica 1×2 Cruzeiro, domingo, 23mai48, 15h, Estádio da Praia do Ó, Sabará, 3ª rodada do 1º turno do Campeonato Mineiro de 1948 –  Público: 453 pagantes, 1.000 presentes – Renda: Cr$3.990,00 – Juiz: Geraldo Fernandes – Gols: Paulo Florêncio, 1 e Nonô, 43 do 1º tempo; Omar, 41 do 2º – Cruzeiro: Geraldo II, Duque e Bené; Adelino Torres, Leite e Ronaldo (Ceci); Ramon (Ronaldo), Ceci (Ramon), Nonô, Paulo Florêncio e Paulo “Sabu” Rego. Tec: Niginho / Siderúrgica: Tiantônio, Perácio e Iango; Edilson, Otávio e Raimundo; Jair, Vieira, Álvaro, Omar e Torres.

A dignidade que a imagem de Paulo Florêncio emprestava ao futebol foi a fiadora de muitos jogos. No Campeonato de 1948, uma briga entre Niginho, então treinador do Cruzeiro, e o jogador Apolinário, do Villa, no primeiro turno, transformou o jogo do returno, em Nova Lima, numa guerra anunciada.

Muitos torcedores do Villa prometeram não deixar Niginho jamais sair vivo de Nova Lima. O Cruzeiro não pagou pra ver e passou a Paulo Florêncio a incumbência de jogar e comandar o time no jogo.

Ele aceitou e passou o tempo todo pacificando o ambiente. Sempre que alguma entrada mais dura acirrava os ânimos, lá estava o respeitável Paulinho, a pedir juízo aos companheiros e adversários.

Do lado de fora, nos morros, ruas, praças e até no teto do ônibus que levara a delegação cruzeirense, policiais armados tentavam garantir a paz que, em campo, com palavras serenas e voz baixa, Paulinho garantia. O Cruzeiro venceu por 2×1 e todos voltaram inteiros para casa. Salvos pela ponderação do craque-treinador.

  • Cruzeiro 2×1 Villa Nova, domingo, 15ago48, 15h, Estádio do Bonfim, Nova Lima, 9ª rodada do Campeonato Mineiro de 1948 – Público: 1.847 pagantes – Renda: Cr$21.600,00 (recorde em Nova Lima) – Juiz: Alcebíades Magalhães Dias – Gols: Joãozinho (contra), 20 do 1º tempo; Tobias, 33 e Paulo Rêgo,41 do 2º – Cruzeiro: Sinval, Duque e Bené; Adelino Torres, Ronaldo e Ceci; Helvécio, Guerino Isoni, Nonô, Paulo Florêncio e Paulo “Sabu” Rêgo. Tec: Paulo Florêncio (substituto de Niginho, que não pôde viajar) / Villa Nova: Joãozinho, Louro e Juca; Vicente, Expedicionário e Tão; Milton, Osório, Tobias, Foguete e Milton.

Dentro e fora do campo, Paulo Florêncio era amigo e conselheiro, principalmente dos afoitos garotos em início de carreira.

Raimundinho conta que, em Londrina, à espera de um amistoso, os jogadores assistiam, indóceis, ao desfile de garotas desinibidas, na calçada do hotel. Quando um deles, mais afoito, quis partir para a abordagem, foi contido por Paulinho: “Calma, vocês não conhecem os costumes da cidade e podem se dar mal.”

A precaução só durou até que uma das moças parou  em frente ao grupo na portaria do hotel, acendeu o cigarro e soprou fumaça no rosto da moçada. Paulinho captou a mensagem e liberou a rapaziada: “Acho que não é nada do que eu estava pensando; podem se divertir.”

Livro: Páginas Heróicas, vol II

P.S.: Neste 16jul10, aos 86 anos, Maria de Lourdes Belloni Angrisano, minha tia, palestrina de primeira hora tambpem faleceu. Devo a ela grandes histórias dos tempos heróicos do Palestra Itália e do Cruzeiro.

Arena do Jacaré para iniciantes

terça-feira, 13 de julho de 2010

Arísio França Jr.

Em 28 de Janeiro de 2006, realizou-se o primeiro jogo oficial no Estádio Joaquim Henrique Nogueira – Arena do Jacaré -, antigo sonho dos amantes do futebol em Sete Lagoas.

A idéia do estádio começou a brotar ainda na década de 80 quando o pecuarista e ex-atleta do Democrata Futebol Clube, Joaquim Nogueira, doou ao clube um terreno às margens da Av. Perimetral.

Somente em 2004, com a proposta do Grupo Bretas para aquisição do Estádio José Duarte de Paiva, localizado no centro da cidade, foi possível alavancar o projeto da Arena.

O Democrata apurou cerca de R$1,5 milhão com a venda do antigo estádio. Ao término das obras, o custo final da Arena girou em torno de R$3,5 milhões.

Assim, o leitor já pode imaginar o que levou o clube para a 3ª divisão do futebol mineiro em 2009 e a razão para as dívidas trabalhistas e com fornecedores de R$1,5 milhão acumulada pelo Jacaré.

Apesar de todas as dificuldades, sem benfeitorias no entorno do estádio e sem iluminação, o estádio foi inaugurado com capacidade para 20 mil torcedores, com 750 cadeiras, 19 cabines de imprensa, 20 bilheterias e 8 banheiros.

A partida inicial foi uma festa só. O Jacaré tinha um time aguerrido, comandado por Brandãozinho. Empolgado com a nova casa, venceu o Atlético-MG por 3×0. O primeiro gol foi marcado por Paulo César, do Democrata, aos 15 do 1º tempo.

O jogo com maior público foi outro Democrata x Atlético-MG, pela 1ª rodada do Campeonato Mineiro de 2008, com nova vitória alvirrubra, dessa vez por 1×0, gol de Tuta.

O público oficial foi de 20.500 pessoas, mas a verdade é que havia 25 mil numa tarde marcada pela desorganização completa, desde a entrada dos torcedores.

A idéia de se aproveitar a Arena do Jacaré para jogos durante as reformas do Independência e do Mineirão foi do ex-Secretário de Esportes do Estado, Gustavo Correa.

A proximidade da Capital e do Aeroporto de Confins e o desenvolvimento econômico por que passa Sete Lagoas deram ao estádio a preferência para receber os primeiros investimentos do Estado para a Copa de 2014.

O acordo com o Governo do Estado tem validade de 10 anos e 4 meses, contados a partir de 18jun09.

Por ele, a Ademg ditará as regras na Arena que, após 10 meses do início das reformas, será oficialmente reinaugurada em 15jul10 com um novo jogo do Atlético-MG.

O total do investimento do Estado deve girar em torno de R$12,7 milhões, para uma previsão inicial de R$5 milhões, e uma capacidade inicial prevista de 21 mil torcedores.

Na semana passada, após avaliações para emissão de laudos de segurança, ficou estabelecida a redução da capacidade para 15 mil presentes, muito em função dos transtornos decorrentes das obras se prolongarem até o final de julho. O escritório da Construtora responsável pela reforma ainda permanece intacto.

Esta determinação fez com que Cruzeiro e Atlético-MG de majorassem os preços dos ingressos. As cadeiras no setor de imprensa custarão R$100. Os demais setores terão entrada custando R$40. Valores bem acima dos padrões do futebol mineiro e “salgados” para o padrão do estádio.

Seguem alguns dados relativos às reformas e condições da nova Arena do Jacaré:

  • Todo o maquinário que era utilizado no Mineirão para manutenção e conservação do gramado foi transferido para a Arena.
  • A Itograss, empresa responsável pelo gramado, calcula que o novo piso tem capacidade média de suportar 5 horas de bola rolando por semana.
  • A dimensão do gramado é de 105 x 68m. As medidas do Mineirão são 110x75m.
  • Foram construídas salas exclusivas para coletivas de atletas, dirigentes e treinadores, assim como duas capelas e salas para Juizado Especial, Polícias Militar e Civil e Promotoria de Justiça.
  • Foram criadas 21 saídas de emergência e outras 14 para acesso ao gramado em situações de risco para os presentes.
  • Haverá 5 bares com banheiros ao lado.
  • Além da reforma dos vestiários antigos, foram criados mais dois para equipes dos jogos preliminares.
  • A Arena tem um gerador exclusivo de energia para o sistema de iluminação.

Algumas dicas para o acesso ao estádio:

  • Quem vier a Sete Lagoas pela BR040, saindo de Belo Horizonte, deve evitar o trânsito do centro. Assim que entrar na avenida de acesso à cidade, Marechal Castelo Branco, fique atento pra virar a direita no primeiro viaduto a fim de entrar Av. Perimetral, que contorna a cidade e onde se localiza o estádio.
  • Quem chegar a Sete Lagoas, deixando Paraopeba, deve passar a primeira entrada, logo após a barreira da Polícia Rodoviária, para evitar o Centro e optar pela entrada de quem vem de Belo Horizonte.
  • Pela estrada velha, a MG-424 que passa por Pedro Leopoldo e Prudente de Morais, a chegada ao estádio é mais tranquila. Ao término da rodovia, após o semáforo, vira-se à esquerda na Perimetral. A Arena está a 500 metros do entroncamento.
  • No acesso externo das cadeiras do setor das cabines já existe estacionamento asfaltado de propriedade do Democrata com 600 vagas. Devem ser cobrados R$10 ou R$15 por veículo (a confirmar).
  • Quem ficar nos demais setores, não encontrará, de início, estacionamentos definidas pela Prefeitura e Ademg. Os donos de lotes vagos, contudo, vão criar estacionamentos particulares. Num primeiro momento, estas serão as opções mais seguras.

Fonte: Encarte do jornal Sete Dias de 09jul10.

Arísio França Jr., 33, cruzeirense, administrador de empresas, nasceu e mora em Sete Lagoas.

Tanaka Facts

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Antes mesmo de começar o Mundial, o Brasil já tem um candidato a craque do torneio. Trata-se de Marco Túlio Tanaka, beque-beque da Seleção Japonesa.

Foi ele quem deu um chambão patriótico em Drogba num jogo-treino e deixou o marfinês com um pé, ou melhor, um braço fora da Copa.

Por sua força, inteligência, elegância, destemor e brasilidade, o novo ído já foi agraciado pelos inernautas com um merecido Tanaka Facts. Confiram:

  1. Túlio Tanaka não veste camisa rosa.
  2. Impressionados com a categoria do Tanaka, os microfonistas da rádia de Minas acharam melhor não cornetá-lo.
  3. Fosse vivo Akira Kurosawa filmaria Os 8 Samurais, com Tanaka ao invés de Mifune no papel principal.
  4. O PHD contratou Tanaka pra marcar em cima o seca-pimenteira panaca.
  5. Depois de ver Tanaka jogar, Materazzi resolveu pedir o troféu Belfort Duarte.
  6. O Cruzeiro vai contratar Tanaka só pra dar entevista ao Artur Morais.
  7. Por telefone, Túlio Tanaka pediu a opinião do PVC sobre seu futebol, mas o comentarista preferiu se refugiar numa aldeia de São Gabriel da Cachoeira a responder ao talento nipo-brasileiro.
  8. Depois de conhecer a volúpia do Tanaka, Salvador Billardo resolveu que também vale a pena queimar a rosca se o Japão campeonar.
  9. Humilhado com a destreza do Tanaka, Kimbundo abandonou a capoeira.
  10. Desconsolado com a impossibilidade de competir com Tanaka, Evans Drawn prometeu não aplicar mais voadoras. Vai se tornar pastor de ovelhas no Tirol.
  11. O povo quer Túlio Tanaka candidato a senador por Tocantins, só pra ele assumir a corregedoria da casa.
  12. Fosse vivo, Telê escalaria Túlio Tanaka como volante de contenção.
  13. Túlio Tanaka participará do fime sobre a vida do Zico. Mas só vai rodar a cena da dividida com o Galinho de Quintino. Vestido com a camisa do Bangu.
  14. Tanaka tá prometendo jogar futebol telecoteco na Copa. Ou melhor, petelecoteco.
  15. Sob a mira dos mísseis coreanos, o Governo Japonês ameaçou disparar um Túlio Tanaka contra Pionguiangue, o que fez o ditador nanico virar seus foguetes pro Polo Norte.
  16. O Bope incorporou Túlio Tanaka e aposentou o Caveirão.  Tão logo foi informado, o  Comando Vermelho fechou suas bocas de fumo e aderiu ao ramo da ioga.
  17. Túlio Tanaka pediu inscrição na Máfia Azul. Imediatamente, a Torcida G se dissolveu.
  18. Túlio Tanaka quer ser prefeito. Só não sabe ainda de de Mariana ou Ipatinga. Ou das duas de uma só vez.
  19. Drogba falava pelos cotovelos até encontrar Túlio Tanaka.
  20. Tulio Tanaka se naturalizou japonês porque a Fifa o proibiu de jogar ao lado de Felipe Melo na Seleção Brasileira.
  21. Uma mágoa de infância? Tulio Tanaka não ter quebrado o Zidane naquela Copa de 98.
  22. O amor não é aquilo que faz você ficar com dor de cotovelo. Amor é outra coisa, o nome disso é Tulio Tanaka.
  23. Tulio Maravilha quer chegar aos mil gols. Tulio Tanaka promete chegar aos mil cotovelos quebrados antes do malemolente artilheiro goiano.
  24. Nos treinamentos, Tulio Tanaka faz embaixadas usando um lutador de sumô.
  25. Deus é brasileiro, Tulio Tanaka também!
  26. Túlio Tanaka fez Chuck Norris dançar o rebolation.
  27. Pai Mariola prevê, Túlio Tanaka acerta.
  28. Deus perdoa, Túlio Tanaka, não.
  29. Ryu disse que se aposentaria se Tulio Tanaka entrasse para o Street Fighter!
  30. Quem tem Túlio Tanaka não precisa de Lúcio!!!
  31. Certa vez, Tulio Tanaka e o Super-Homem dividiram uma bola num campinho do Oeste do Paraná. Resultado: surgiram as Cataratas do Iguaçu.
  32. José Mayer só perdeu mulher pra um homem. Seu nome é Tulio Tanaka.
  33. Tulio Tanaka já quebrou a perna de um adversário em 3 lugares. E o jogo era de xadrez.
  34. Chuck Norris afirmou que tem medo só de duas coisas: do espelho e de dividir uma bola com Tulio Tanaka.
  35. Algumas pessoas usam uniforme do Superman. Já o Superman usa uniforme de Tulio Tanaka.
  36. Se O Exterminador do Futuro fosse com Túlio Tanaka, seria um documentário.
  37. No Aurélio a palavra “vítima” está definida como “aquele que encontra o joelho do Tulio Tanaka”.
  38. Uma vez Drogba olhou torto para Tulio Takana. Uma vez.
  39. O ONU encomendou ao Tanaka uma inspeção nas usinas nucleares do Irã. Foi o bastante pro governo local resolver transformá-las em fábricas de buscapé pra abastecer o mercado de Campina Grande durante o mês de junho.
  40. Túlio Tanaka resolveu abrir um jornal de oposição na Venezuela e o ditador local consentiu.

Rápidos no gatilho

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Tá sobrando gente espirituosa por aí. O que precisamos, é ficar antenados aos lances desses ases do gatilho verbal.

Confiram estes posts do Palmeira e do Chiabi (não confundir com Palmeira & Biá) e não riam se forem capazes.

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É preciso valorizar as pequenas alegrias

sábado, 16 de janeiro de 2010

Leio que o Corintiãs fechou patrocínio de R$50 milhões. Deixou no chinelo os R$38 milhões do São Paulo, os R$28 milhões do Fla e e os R$18 milhões do Inter.

Palmeiras, com a Traffic, e Fluminense, com a Unimed, têm parceiros endinheirados.

O Botafogo, da Liquigás, e Vasco, da Eletrobras, foram adotados pelo Governo Federal. Boquinhas de primeira!

Inter e Grêmio se viram com suas dezenas de milhares de associados. Gente trabalhadaora, essa gauchada!

Enquanto isto, o Cruzeiro põe a mãe, digo, a camisa na zona em troca de R$10 milhões. E se vangloria de ter 10 mil associados, se tanto.

Não é à toa que o presidente Zezé Perrella fica agoniado com a perspectiva da janela se fechar sem conseguir emplacar a venda de algum titular.

Mas, se trabalharmos diretim, tenho fé de que continuarmos a merecer nosso papel de coadjuvantes no futebol brasileiro.

Esta semana, sem falta, renovarei a assinatura da Revista do Cruzeiro e pagarei as anuidades da Sede Campestre e do Sócio do Futebol.

Prometo também, se encontrar algum exemplar na CruzeiroMania, me presentear com a camisa oficial.

Eu pago pra cornetar. E pra ter o prazer de disputar, de novo, uma vaga no G4.

Afinal, “é preciso valorizar as pequenas e possíveis alegrias”. Foi a lição que li, algures, escrita pelo filósofo goiano-lacustre, Velho Damas.

P.S.: Obviamente, o Mineiro nem vou comemorar. Este não passa de um torneio rural, garente ZZP. É provável até que aproveite as tardes no Mineirão pra tirar pestanas, como se fosse um multinick.

Nós somos o Haiti: como ajudar

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O prsidente René Préval e o primeiro ministro Jean-Max Bellerive, calculam em mais de 100 mil os mortos na tragédia do Haiti.

A Cruz Vermelha fala em 3 milhões de afetados pelo desastre.

O Brasil doou US$10 milhões e está enviando o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, para apoiar as tropas brasileiras e verificar as demandas mais urgentes do país.

O mundo vai se mobilizar.

Será que a CBF, que já promoveu um jogo de futebol de caráter político também não poderia patrocinar, agora, um de caráter solidário?

Que ela tome pra si a tarefa de conseguir fundos para a reconstrução da universidade.  Com o prestígio do futebol brasileiro, seria fácil. Basta querer.

Que tal enchermos a caixa postal e o saco do Ricardo Teixeira com sugestões e cobranças de uma atitude solidária. Com o passar dos dias, o assunto sai da pauta e aí nada mais se fará.

A hora é agora.

  • Como fazer doações para o Haiti (por Tatiana de Mello Dias, do blog Tempo Real, do Estadão) Pelo Facebook e Twitter, principalmente, internautas estão se mobilizando para arrecadar fundos para o Haiti. No site da Oxfam America, é possível doar quantias de US$35 a US$5 mil. No Yele Haiti Fund, você colabora apenas uma vez ou pode criar um plano de pagamento. As quantias fizas vão de US$25 a US$300, mas é possível doar mais. O Departamento de Estado americano criou um sistema de ajuda por SMS. Basta enviar uma mensagem de texto escrito “Haiti” para o número 90999 e US$10 serão doados para a Cruz Vermelha. O sistema, porém, só funciona nos EUA. Para quem está em outros países, é possível fazer doações no próprio site da entidade. O governo americano também recomenda que sejam feitas doações para a Mercy Corps. No Facebook, a comunidade Ayuda Haiti está mobilizando pessoas que moram próximas a arrecadarem alimentos, roupas e medicamentos.

Fortes & Postes

sábado, 5 de dezembro de 2009

Rodrigo Oliveira

Depois de ouvir muita discussão de mesa-redondistas sobre qual será o grupos dos fortes na Copa do Mundo, resolvi descobrir a verdade trocando o blablablá por um critério técnico, o Ranking da FIFA.

Para os que derem um muxoxo ao ouvir a palavra ranking, lembro que o da IFFHS, reconhecido pela FIFA, põe o Cruzeiro na 9ª posição mundial, em novembro.

E é o mesmo que nos deu a condição de melhor clube brasileiro do século XX.

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Desconcentrar o futebol, uma obrigação

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Rodrigo Oliveira

Encerradas as séries B e C, – com a mácula de um jogo para 5 pagantes – ficaram definidos os clubes que disputarão as duas divisões mais importantes do Campeonato Brasileiro em 2010.

  1. SP: São Paulo, Palmeiras, Corinthians, Barueri, Santos, Santo André, Guarani, Portuguesa, São Caetano, Bragantino, Ponte Preta, Guaratinguetá.
  2. RJ: Flamengo, Botafogo, Fluminense, Vasco, Duque de Caxias.
  3. MG: Atlético-MG, Cruzeiro , Ipatinga, América.
  4. GO: Goiás, Atlético-GO, Vila Nova.
  5. PR: Coritiba, Atlético-PR, Paraná.
  6. RS: Internacional, Grêmio.
  7. SC: Avaí, Figueirense.
  8. BA: Vitória, Bahia.
  9. PE: Náutico, Sport.
  10. CE: Ceará, Icasa.
  11. DF: Brasiliense.
  12. RN: América.
  13. AL: Asa.

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Ninguém quer o caneco?

domingo, 22 de novembro de 2009

No Engenhão, Bota 3×2 São Paulo. Jobson arrebentou com o jogo e, depois, cavou uma expulsão cretina.

O Tricolor recusa-se  a aceitar o título que os co-irmãos estão lhe entregando na bandeja. Sua vontade será satisfeita.

No BJ Daniel, Sandré 4×2 Avaí. Na hora da verdade, o time de Floripa não teve força.

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Ecos do feriadão

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Ecos do feriadão:

  1. Maradona inventou o cetacinho, no Argentina 2×1 Peru. Aquele mergulho de baleia no charco do Monumental de Nuñez foi um dos melhores lances da carreira do Diez. E foi a primeira vez em que El Pibe superou Pelé. Aquilo, o Rei jamais faria.
  2.   (mais…)