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Verdades insofismáveis

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Faltam 15 rodadas, mas algumas verdades cristalinas já podem ser listadas acerca deste Morrinhão. Escolha a sua caro leitor:

  1. O Corintiãs será campeão porque os donos do fut brasilis decidiram presenteá-lo com um caneco pelos 100 anos.
  2. (mais…)

O Cruzeiro não está quebrado

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Mensagem enviada pelo João Chiabi Duarte:

Prezados:

Como anda a situação financeira do Cruzeiro?

Compartilho o pouco que sei e tenho lido, visto e ouvido de pessoas que estão no meio do futebol a respeito do tema, em 10 tópicos:

1. O Cruzeiro não está quebrado. Hoje, entre os grandes clubes do Brasil, é um dos menos deve. Pelo que pude apurar as nossa dívidas reais beiram a casa dos R$100 milhões, mas, quase toda bem equacionada (REFIS, IR, INSS etc).

2. Mesmo tendo alcançado junto ao BMG um patrocínio naster destacado como o melhor de sua história, o Cruzeiro em 2010 está sendo penalizado por:

  • Queda acentuada de bilheteria, notadamente após o fechamento do Mineirão.
  • Queda acentuada de receita com o Sócio do Futebol com a perda de 15 mil associados (R$60 x 15 mil = R$900.000 / mês).
  • A folha salarial foi onerada pela manutenção do elenco, tendo como balizador o Kleber, fato que provocou substancial elevação nos salários de outros jogadores. Também por mérito deles, é bom que se diga.
  • Não ter realizado nenhuma venda expressiva. Até o 7° mês do ano, o Cruzeiro teve como venda mais importante o repasse de 50% de Kleber ao Palmeiras (ainda dividido com o parceiro EMS Pharma) por R$6,5  milhões.

3. Com isto o déficit mensal hoje é da ordem de R$1 milhão / mês.

4. O Cruzeiro tem, segundo consta no BID, um número muito grande de jogadores sob contrato (em torno de 200 segundo alguns colegas, mas há que se confirmar porque podem estar sendo incluídos todos os atletas da base nesta contagem… Sem dúvida, é a quantidade é maior do que a dos demais clubes da série A), emprestados a times menores. Muitos desses jogadores são pagos com subsídio do Cruzeiro. ISe isto for confirmado, pode ser uma das razões de sangria do caixa. Até aqui, isto é mera suposição, pois essa rubrica não foi aberta nas últimas prestações de contas do clube.

5. Outro ponto importante e muito comentado: o Cruzeiro tem um clube de estrutura pesada e custos fixos elevados, que precisa ser ajustado para ter contas dentro de parâmetros mais condizentes para uma organização de seu porte. Isto talvez justifique as saídas de Claret e Maluf, entre outros. Pode ser que a contenção já esteja sendo feita.

6. Também é um fato o baixo índice de aproveitamento de pratas-da-casa nos últimos tempos. A base custa ao clube perto de R$700 mil / mês. Uma das razões pelas quais o Zezé Perrela puxou Dimas Fonseca para a gestão do futebol profissional foi exatamente ele ter feito uma gestão severa na base, com expressiva redução de custos. Ora, se hoje o dispêndio supera os R$8 milhões anuais, o retorno é baixíssimo, pois, apenas Guilherme e Diego Renan se firmaram entre os titulares nos últimos 4 anos, o que é muito pouco.

7. Nos últimos tempos, o Cruzeiro teve vários jogadores que ficaram muito tempo parados, o que afeta os gastos ao impedir estabilidade e repetição de escalações. Os treinadores viviam improvisando. Alguns Casos:

  • Sorin, Athirson e Fernandinho em 2009 (simultâneas).
  • Gilberto e Roger em 2010.
  • Luizão, Leo Fortunato, Leonardo Silva e Thiago Heleno, recentemente.
  • Kleber no 2° semestre de 2009.
  • Fabinho, Paraná, Ramires, Jonathan, Henrique, Gérson Magrão foram improvisados várias vezes nos últimos tempos.
  • Araújo, Gil, Elber, Sandro, Thiago Gosling, Luizão, Kerlon tiveram longas temporadas de recuperação. São desperdícios que precisam ser melhor avaliadas pela comissão técnica, Departamentos Médico, Fisiologia, Fisioterapia etc.

8. Um outro motivo alegado por muitos é a política de contratações do clube nos últimos tempos. Vamos relembrar alguns casos para avaliá-los:

  • Jogadores contratados como solução de problemas e que pouco jogaram:  Jael (nem jogou), Luizão (nem jogou), Leandro Silva (na volta do Porto, foi outro que não jogou nem 10% das partidas), Sorin (nesta 3ª passagem), Thiago Gosling (jogou muito pouco nesta 2ª passagem), Kieza (ninguém sabe porque veio), Alessandro (pouco jogou), Anderson Lessa (pouco jogou e mesmo sem ter ido mal, foi colocado na lista de dispensáveis).
  • Jogadores contratados, que foram colocados em clubes parceiros: Radar, Matheus, Evandro, Fahel, Eraldo, Márcio Guerreiro, Davi etc. Foram investimentos que só deram prejuízo..

Durante bom tempo, o time ficou sem jogadores pra zaga, lateral-esquerda, armação (camisa 10) e com excesso de volantes por exemplo. Adílson se virou e era um show de Elicarlos de lateral-direito, raramente jogando em sua função de origem (o garoto, que é muito bom de bola, acabou se queimando junto ao torcedor, especialmente com quem assiste aos jogos com o fonezinho no ouvido). Magalhães, Vinícius, Neguette, Bernardo e Dudú (neste caso, a indisciplina pesou contra os jovens de grande talento e que tem tudo ainda para fazerem história no clube), Eliandro, Rafael e até Sebá foram chamuscados pelo imediatismo do torcedor e por terem sido lançados fora de hora.

9. Como cruzeirenses, temos que fazer o possível pelo clube, mas sem a sanha da revanche ou da vingança. Sem a pecha de anti-isto ou anti-aquilo. Conheço vários conselheiros do Cruzeiro que são gente do bem, que estão a anos a fio a dar a sua contribuição ao clube, como os irmãos José Francisco e Hermínio Lemos, Dr. José Ramos, os irmãos Paulo César e Flávio Carvalho, os irmãos Peluzzo, meu primo Maurício Duarte, Dr. Djalma Fernandes, Dr. Gilvan Tavares, Dr. João Carlos Gontijo, Dr. Célio Elias, Dr. Ronaldo Nazaré, Ângelo Cattabriga, os irmãos Fernando, Célio e Lúcio de Souza, meu grande primo pelo outro lado familiar e conselheiro presente que é Clemenceau Chiabi Saliba Jr., José Maria Fialho, Marcinho Atacadista, entre tantos outros. Não aceito generalizar e dizer que nosso conselho seja gente sem opinião, algo que os detratores dos Irmãos Perrella tentam passar à opinião pública.

10. Finalmente, creio que o Cruzeiro vai começar o processo de reversão ainda este ano. Teremos de mudar um pouco a visão quanto às tais parcerias e focar num grupo menor de jogadores. Mesclar grandes talentos às jovens promessas que o clube tem condições de revelar. Não podemos continuar revelando jogadores e os repassar para ver se estouram no Ipatinga, Cabofriense, Nacional da Ilha da Madeira ou Sporting de Braga. E de mais a mais, já está passando da hora de parar de fazer negócios com os portugueses. Tenho a impressão de sempre estamos levando a pior. Melhor seria continuar a negociar com franceses e russos (rs, rs, rs).

Saudações Azuis,

João Chiabi Duarte

Fábio garantiu a vitória

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Atuações dos celestes e seus adversários no Atlético 0x2 Cruzeiro, na Arena da baixada, Curitiba, pela 8ª rodada do Brasileiro 2010, em 14jul10:

  • Fábio – Salvou o time com pelo menos três defess milagrosas. Foi o melhor em campo, de novo.
  • Jonathan – Recebeu ordens para marcar muito e apoiar pouco e as cumpriu à risca. Boa atuação.
  • Gil – Por sorte o juiz anulou um gol legítimo do Atlético que, se fosse validado, teria marcado sua carreira pela trapalhada cometida. Andou brincando em algumas jogadas até levar uma chamado do goleiro Fábio. Daí em diante, tomou tento e segurou a onda sem querer enfeitar.
  • Cláudio Caçapa – Ganhou e perdeu lances para os atacantes atleticanos. Passa seriedade, mas não segurança. Deve ser usado com moderação.
  • Diego Renan – Foi um lateral marcador à moda antiga. Numa das subidas esporádicas, deu um bom chute a gol.
  • Henrique – Foi um cabeça de área entusiasmado. Protegeu a defesa e largou de mão as veleidades ofensivas.
  • Fabrício – Basicamente, um cabeça de área, saiu algumas vezes para o apoio. Mas sem correr riscos.
  • Roger Galera – Acusou o efeito Montilla. Correu como jamais havia feito antes. Perseguiu os adversários até na área celeste. Na criação, faltaram idéias. Nos arremates a gol, a pontaria estava ruim. Na metade do 2º tempo, ficou sem gás e foi substituído. Valeu pelo entusiasmo.
  • Marquinhos Paraná – Entrou com a missão de fechar ainda mais o meio de campo e cumpriu a obrigação.
  • Gilberto – Criou boas jogadas, mas não descuidou da marcação e da ocupação de espaços ajudando, principalmente, Diego Renan.
  • Fabinho – Jogou pouco e com a missão exclusiva de marcar. Deus um bico e ficou nisso.
  • Thiago Ribeiro – Grande atuação, como quase sempre. Atacou pelas duas pontas, incomdou muito o sistema defensivo do Atlético e colocou uma bola na cabeça de WP no 1º gol.
  • Robert – Jogou pouco tempo, mas fez um gol de centroavante eficiente. Diante do goleiro, agiu com frieza ao escolher o canto certo e tocar a bola pras redes.
  • Wellington Paulista – Errou quase tudo o que tentou. As duas jogadas que acertou, contudo, terminaram em gol. Um seu, outro de Robert. É o que se espera de um centroavante, embora ele ache mais importante se dezer desmotivado, puxar saco de treinador recém contratado e fazer média com a torcida. O que é dispensável.
  • Cuca – Mais conservador do que Adílson Baptista, prendeu os laterais, escalou dois cabeças de área, fez os dois meias voltarem pra recompor a defesa e quando o adversário apertou não teve vergonha de trancar a defesa com quatro cabeças de área. Só o ataque, o gol e a bequeira com virtudes e defeitos permaneceram jogando como na gestão anterior. Na coletiva, sinalizou para doidivanas e hienas que, se preciso, vai trancar sempre o time. Com a boa estréia terá sossego pra trabalhar. Sossego que acabará quando se vencer a Cocota e os microfonistas resolverem derrubá-lo com apoio dos teleguiados.
  • Torcida – Pouco mais de cem cruzeirenses compareceram e, em diversos momentos, calaram os 13 mil atleticanos. Só o Dr. Ianni pode esclarecer o fenômeno.
  • Juiz & Bandeiras – Ajudaram o Cruzeiro marcando dois impedimentos inexistentes do ataque local. Num deles, Gil fez um autogol de videocassetada, que poderia ter complicado a partida. Nos demais lances, estiverm bem tanto na parte técnica quanto na disciplinar.
  • Atlético – Time remontado durante a Copa, o Atlético foi superior ao Cruzeiro no começo do 1º e, de novo, no começo do 2º tempo. Foi prejudicado pelo bandeira que lhe tirou um gol legítimo e pelas defesas milagrosas de Fábio. Foi vaiado injustamente por sua torcida que, segundo o Dr. Ianni, é fidelíssima. Mas não é. Age como qualquer outra deztepaiz. Apoia na boa, atrapalha na podre. Alex Mineiro e Paulo Baier mostraram categoria. Branquinho deu boa dinâmica ao meio de campo na etapa final. Manoel, que é excelente lateral-direito, também se mostrou um bom beque. Vagner Diniz também mostrou serviço no 1º tempo. É o melhor dos atléticos da zona de rebaixamento.

Uma idéia, por favor

quinta-feira, 17 de junho de 2010

ZZP disse que poderia, se quisesse, gastar R$50 mi, montar um timaço. Mas, com isto, quebraria o clube. E é verdade.

Tantos cartolas já fizeram isto que ele seria apenas mais um a cometer tal desatino. E é melhor, mesmo, que não faça tal besteira.

Deve existir alguma forma de arranjar dinheiro que não seja vendendo jogadores, que a Europa já não quer ou, como se dizia nos tempos de Dondom e Evandrão, empinando papagaios.

Minha sugestão já ofereci: sócio-torcedor ao invés de sócio do futebol. Parece que não colou. Alguém imagina algo melhor?

E é bom pensar depressa, pois estamos sendo passados pra trás com uma rapidez impressionante. A julgar pelas contratações prometidas pelos rivais, nem com a deslumbrada Cocota competimos mais.

Sonho e decepção de um cruzeirense em Curitiba

terça-feira, 8 de junho de 2010

Caro Jorge,
 
Primeiro, muito obrigado pela indicação do bar Aos Democratas em Curitiba. Era ao lado de onde me hospedei e foi ótimo ver o jogo lá. Segue uma sugestão de post para vc avaliar.
 
Abs 
Soalheiro

Sonho e decepção de um cruzeirense em Curitiba
 
Cheguei a Curitiba na última quarta-feira cedo, para conhecê-la e ter  uns dias de descanso, preocupado com o futuro do Cruzeiro. O jogo contra o Santos prometia, por toda a simbologia envolvida e o momento conturbado do clube.
 
Logo na chegada, resolvi visitar a Arena da Baixada, a paucas quadras de onde me hospedei. A fama cultivada pelo Furacão de estádio mais moderno da América do Sul não é por acaso.  Arquitetura linda e pensada para fazer pressão, limpeza impecável, excelente visão do campo em quase todos os lugares, cadeiras personalizadas para cada sócio, infra-estrutura de bares, com até um churrascaria de alto gabarito,  loja oficial linda, visita guiada com muita competência, estacionamento coberto e descoberto, vestiários amplos, sala de imprensa ideme um excelente para eventos do clube como apresentação de atletas e uniformes novos.
 
 Foi impossível não sentir uma ponta de inveja e não pensar em como seria bom que o nosso estádio da China Azul fosse mais do que promessas pouco efetivas usadas para aplacar ânimos em derrotas. Deu para sentir o quanto um estádio próprio fideliza e reforça a identidade de um torcida, além ser uma espécie de templo sagrado para um clube. 
 
À noite, segui uma indicação do Blog e assisti Cruzeiro x Santos no bar Aos Democratas, também bem próximo de onde me hospedei. Lá passam todos os jogos do campeonato em televisões espalhadas pelos três andares e o melhor: ao invés de ouvir as pérolas dos jornalistas esportivos, você assiste ao jogo enquanto rola um samba da melhor qualidade ao vivo. Acho até que vou adotar esse modelo em casa para me livrar dos microfonistas  da vida.
 
Vi um jogo extremamente competente do  nosso time pelas circunstâncias, que merecia ter sido coroado com uma vitória. Sem ver nada após o jogo, fui dormir animado com nossas chances de recuperação no Brasileiro.
 
Acordei cedo na quinta e só após uma extensa programação turística tomei conhecimento da saída de Adilson e do futuro de incógnita que nos aguarda. A decepção foi grande. Como podemos perder um técnico após uma exibição como aquela, após três anos de um trabalho, no geral, bastante exitoso, que por pouco não foi muito melhor em resultados, e de um enfrentamento nunca visto da mídia?

Me lembrei das inúmeras discussões que travei nos últimos meses com dezenas de cruzeirenses, não simplesmente  em defesa do técnico, mas de um trabalho que recolocou o Cruzeiro próximo de seus melhores dias dentro de campo. Concluí que a ignorância e  a  superficialidade de quem só quer vitórias a qualquer custo venceram. E que contra isso é muito difícil lutar.
 
Que o nosso próximo treinador seja muito apoiado por estes que preferiram zombar do antigo. E por todos nós. Espero ter oportunidade de um dia encontrar pessoalmente o Adilson e dizer a ele muito obrigado pela melhor sequencia em clássicos que presenciei em vida, por uma Libertadores memorável, por vários jogos em que o time encantou e, sobretudo, pela coragem de ter dito reiteradas verdades sobre a conduta historicamente equivocada de parte da imprensa esportiva do estado.
 
Esse paranaense levará o mesmo respeito que já tenho por outros conterrâneos dele, como Alex, Levir Culpi, Raul Plassmann e outros que marcaram  história no Cruzeiro.  Essa cidade de Curitiba, aliás, deixará ótimas lembranças na bagagem. Vale mais do que uma visita.
 

Marco Antonio Soalheiro, 29 anos, jornalista, nasceu em Divinolândia de Minas, mora  em Belo Horizonte

Escolha, Seu Mané!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

ZZP perdeu o controle do Cruzeiro e está na mira da torcida. Ele vinha fazendo boa gestão no futebol, escorado na competência do treinador que contratou em fins de 2007.

Só que, de uma hora pra outra, o presidente meteu os pés pelas mãos, deixou Adílson Baptista isolado e perdeu o trabalho dele e de sua equipe. (mais…)

6ª da B: Ih, a casa do Baêa caiu!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Esta foi a 6ª rodada da Série B do Morrinhão, disputada em 01jun10:

  1. Canindé: Lusa 1×0 Coelho. Público: 1.205.Gols: Paulo Sérgio, 41 do 2º tempo. A Lusa deu uma cajadada no Coelho no finalzinho.
  2. Anacleto Campanela: Sanca 5×0 Náutico. Público: 509. Gols: Arthur, 20s, Kleber, 3, Eduardo, 17 do 1º tempo; Eduardo, 12 e  44min do 2º. São Caetano atropelou o Timbu, que deu adeus ai G4.  
  3. Serra Dourada: Vila 0x3 Sandré. Público: 1.700. Gols: Rodrigão, 16 e 27, Rychely 40 do 2º tempo. O Sandré do Paulistão voltou e o Vila continua o mesmo do Goianão.
  4. Romeirão: Icasa 4×0 Baêa. Público: 4.003. Gols: Junior Xuxa, 22 e 29 do 1º tempo; Assisinho, 8, Marciano, 30 do 2º. Xuxa, Asissinho e Marciano deram uma meia-trava no Tricolor de Aço, que estava enfoguetado.
  5. Retiro: Sport 1×0 Paraná. Público: 6.626. Gols: Ciro, 2 do 1º tempo. E sua estréia, Cerezo Cerezo tirou o Leão da lama, com o pé de direito de Ciro, que decidiu logo de cara a partida.
  6. Arena Joinville: Coxa 2×1 Ponte. Público: 2.742.  Gols: Rafinha, 16, Ariel, 21, Reis, (Ponte) 44 do 2º tempo. Atuante, mas não brilhante, Dudu jogou, cansou e foi substituído. Continua uma incógnita. Pro Coxa valeram os 3 pontos, que preparam sua volta triunfal e de barriga forrrada ao Couto Pereira.
  7. Orlando Sxarpelli: Figueira 6×0 ASA. Público: ? Gols: Coutinho, 1,Marcelo Nicácio, 28, Coutinho, 46 do 1º tempo; Willian, 9, Lucas, 31, Heber,s 47 do 2º. Figueira tirou a barriga ada miséria. Segestão ao Boquirroto: se a Cocota estiver precisando de centroavante, o Nicácio tá bem demais nesta Segundona.
  8. Nabi Abi Chedid: Braga 2×2 Brasiliense. Público: 373. Gols: Beto (BSB), 23, Bebeto (BSB), 31 do 1º tempo; Danilo Bueno, 33, Bruno Perez, 34min do 2º. O BSB tava folgadaço, quando a Linguiça Mecãnica endureceu e empatou assim meio que de repente.
  9. Ipatingão: Ipatinga 3×0 Guará. Público: 687. Gols: Francismar, 41 min do 1º tempo; Leo Mineiro,  5, Danilo Dias, 17 do 2º. Ufa! O Tigrão voltou, ô… O Tigrão voltou, ô… Quem não voltou foi a torcida.
  10. Cidadania: Duque 0x1 América-RN. Público: 14. Fábio Neves, 34 do 2º. Olha o Duque aí, gente! Desta vez, arrastou 14 sem-0-que-fazer pro seu jogo. Ainda teremos público zero nesta temprada. Aguardem!

Gols: 31. Público: 16.849. em 9 jogos. Média: 1.873. G4: Lusa e Baêa, 13, Paraná, 12, Sanca, 11. Z4: Sport, 4, Ipatinga e Vila, 3, Duque, 0. Artilheiros: Eduardo (Sanca), 5, Heverton (Lusa), Kempes (Lusa), Marcelo Toscano (Paraná), Rodrigo Gral (Baêa), Júnior Xuxa (Icasa), 4.

Sobre máscaras e mascarados

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Marcel Fleming

Estou com sensação de “deja-vu”. O Atlético-MG pressiona, parece jogar melhor, apresenta certo domínio territorial, mas no final a Raposa, matreira, eficiente, come o galo.

Aí vêm os mascarados, que gostam de mascarar as coisas, a reclamar do árbitro, do aquecimento global, do excesso de chuvas, da herança maldita e todo outro tipo de evento externo para justificar a única e verdadeira razão para tantos rotineiros fracassos: a própria incompetência.

O problema do Atlético-MG e de seu treinador é realmente de máscara.

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Lei Pelé vai mudar

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

A Lei Pelé (9.615/98) começa a ser modificada com a aprovação do pela  Câmara dos Deputados do substitutivo do deputado José Rocha (PR/BA) ao projeto de Lei 5.186/05, do Executivo. Confiram algumas mudanças:

  1. Jogadores de 14 a 19 anos serão ligados a clubes, não mais a empresários.
  2. Clubes que participaram da formação do jogador, dos 14 aos 17 anos, terão 1% do valor da transferência para cada ano de investimento no atleta dentro desse período.
  3. Clubes que formaram jogadores entre os 18 e os 19 anos terão 0,5% por ano.
  4. Clubes formadores de atletas olímpicos terão repasse de parte do dinheiro de loterias federais atualmente destinado ao Ministério dos Esportes, mas serão obrigados a investir a verba em programas de desenvolvimento, formação de recursos humanos, preparação técnica e na manutenção e transporte de atletas.
  5. Televisões que não detêm direitos de transmissão, poderão exibir até 90 segundos de imagens do evento esportivo, desde que paguem aos clubes e não as exibam associadas a patrocínios, propagandas ou promoções comerciais.
  6. Clubes e jogadores de futebol poderão combinar indenizações contratuais dentro de certos limites a serem definidos em legislação complementar.
  7. Jogador que romper contrato pra se transferir ou voltar a jogar por outro clube brasileiro, em 30 meses, pagará indenização de até 2 mil vezes o valor médio do salário ao clube de origem.
  8. Para as transferências internacionais, não haverá limite.
  9. Rescisão contratual por dívida salarial, dispensa imotivada ou demais hipóteses previstas na legislação trabalhista, obrigará o clube a indenizar o atleta com o total dos salários a que ele teria direito até o término do vínculo.
  10. Dirigentes responderão com seus próprios nomes e patrimônios pelos danos que causarem aos clubes. De “má gestão” esta situação passará a ser denominada “gestão temerária”.

Aristóteles Lodi, palestrino de primeira hora

sábado, 2 de janeiro de 2010

                                              Ouro Preto, 10abr95; Vitória, 29mar68

O estádio do Palestra Itália, na Avenida Paraopeba -atual Augusto de Lima- foi o palco do jogo Cascatinha 8×1 Veteranos, em 03mai31.

Formado por ex-atletas do Palestra, o Cascatinha jogou com

  • Limões, Nocchi e Pede; Baptista, Palu e Bepe; Valério, Gallo, Ruffolo, Hespanhol e Ciccone.

O Veteranos tinha os seguintes dirigentes e fundadores do Palestra:

  • Lage, Lavalle e José Necésio do Carmo; Juca Savassi, Lydio Lunardi e Hamleto Magnavacca; Jeronymo Corte Real, Hugo Savassi, Tolentino Miraglia, Plínio Lodi e Aristóteles Lodi.

Encerrada a partida de 80 minutos, os times se dissolveram e jamais se enfrentaram novamente.

O que não acabou tão cedo foi o festival, um dos muitos organizados para preencher os domingos sem partidas do campeonato da cidade.

O Estado de Minas de 05mai31 contou como foi a festa:

  • “O programa esportivo da festa do Palestra no domingo, cuidadosamente escolhido, estava composto de corridas, saltos, jogos de basketeball e, por fim, uma partida de foot-ball entre os veteranos palestrinos… Findou a festa com grande distribuição de chopps, doces etc que entreteve o pessoal no campo dos periquitos até o cahir da noite.”

Cascatinha era nome do bar onde jogadores, diretores e adeptos do Palestra se reuniam pra tomar chope, jogar bocha e discutir futebol.

Ficava na Tupinambás com Afonso Pena e tinha, entre seus frequentadores os irmãos Plínio e Aristóteles Lodi, a ala esquerda dos Veteranos.

Palestrinos de primeira hora, os Lodi participaram das reuniões preparatórias para a criação da Società Sportiva Palestra Italia, realizadas nos fundos da Casa Ranieri, em dezembro de 1920.

Estiveram também na assembléia de fundação, na Casa D’ Itália -Tamoios, entre Espírito Santo e Rio de Janeiro-, em 02jan21.

A Família Lodi veio de Crevalcore, comuna próxima a Bologna, na região da Emilia Romagna.

O patriarca Evaristo, nascido em 05out1866, casou-se, no Brasil, com Celestina Mazzonetti, nascida em Vicenza, no Veneto, em 06out1872.

O casal estabeleceu-se em Ouro Preto, onde Evaristo instalou um armazém de secos e molhados.

Com a fundação de Belo Horizonte, eles se mudaram para a nova Capital, de olho nas oportunidades oferecidas por uma cidade em construção.

Foi assim que surgiu a Casa Evaristo Lodi -Tupinambás com São Francisco (atual Olegário Maciel)-, fornecedora de ferragens para as obras da cidade.

Aristóteles, filho mais velho de Evaristo, foi quem redigiu a verbale da fundação do Palestra.

A ata foi escrita em italiano, a língua familiar dos 72 participantes da reunião.

Em 1928, Elvira Lodi, irmã de Arsitóteles e Plínio, foi eleitapelos associados, uma das grã-duquesas do Palestra.

Durante a gestão de Lydio Lunardi -1931/32-, Aristóteles foi tesoureiro e Plínio, diretor social do clube periquito.

Nos Anos 30, os Lodi começaram a se afastar do Palestra. Elvira casou-se com o artilheiro Ninão e mudou-se pra Roma em 1931, quando o marido foi contratado pela Lazio.

Em 1935, Plínio e Aristóteles, junto com seus irmãos Osmundo e Álvaro, fundaram uma marcenaria em Belo Horizonte. Nessa época eram apenas torcedores de um clube que havia se profissionalizado.

Em 1940, mudaram-se para Aimorés, fronteira entre Minas e Espírito Santo, onde instalaram uma serraria e nunca mais voltaram a Belo Horizonte.

Virgínia Lodi, filha de Aristóteles, conta que, numa das habituais crises financeiras do Athletico, seus dirigentes pediram conselhos a Aristóteles.

Prontamente, seu pai subiu a colina de Lourdes e passou algumas semanas organizando a contabilidade do rival citadino.

Para os Lodi, o esporte ia além das rivalidades de campo. Como tantos adeptos do amadorismo, que se opuseram ao profissionalismo, o futebol deveria unir, jamais separar as pessoas.

Este princípio está expresso nos versos que o centroavante do Veteranos, Tolentino Miraglia, escreveu para o Hino do Palestra, composto pelo Maestro Arrigo Buzzacchi, em 1922.

  • Que seja o Palestra, / escola elevada / por nós consagrada / à força e ao valor / Porque se de fato / na luta renhida / tão bela partida / soubemos ganhar / não temos conosco / razão que nos há de / cortar a amizade / e os ódios gerar

Os Lodi retiraram-se do esporte na hora certa. A nova ordem, surgida com a adoção do profissionalismo, não correspondia ao que eles imaginavam ser o papel do esporte.

Nos Anos 30, a rivalidade entre os clubes mineiros acirrou-se a ponto de campeonatos serem interrompidos, ligas dissidentes formadas e conflitos nos estádios se generalizarem.

No auge das disputas, as duas maiores cidades de Minas, Belo Horizonte e Juiz de Fora, romperam relações esportivas impedindo a formação de uma única liga profissional.

Foi nessa época que os Lodi e, com eles, grande parte dos jogadores do Cascatinha e do Veteranos, quase todos mecenas do Palestra, abandonaram o futebol.

Eles deixaram dois legados.

A lição de que o esporte deve servir pra fazer amigos e, sobretudo, o Cruzeiro Esporte Clube que, hoje, completa 89 anos muito bem vividos.

  • Livro: Páginas Heróicas, vol II.