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Didi e Churchill

domingo, 4 de julho de 2010
  • “Até o Felipe Melo, que foi Gerson no primeiro tempo, virou Kleber no segundo…” (Ernesto Araújo)

O Brasil perdeu porque enfrentou um time forte. Não é à toa que a Holanda se mantém invicta há 23 partidas. Ponto.

Perdeu também porque nossos jogadores não têm a exuberante qualidade que imaginamos. São bons, mas nenhum é extraordinário. Ponto sem vírgula.

Perdeu porque seu craque nunca esteve em condições ideais pra uma competição contra os jogadores mais fortes, mais velozes, mais saudáveis e de técnica mais apurada que disputam uma Copa.

Quem chegou à Sudáfrica meia-boca não teve tempo de se recuperar e jogar no limite. Rooney, Torres, Verón, Deco, Pirlo, Gattuso estão na mesma enfermaria do Kaká.

Perdeu porque seu esquema tático não deu conta de responder às exigências específicas de cada partida.

Mas isto é uma longa conversa, principalmente, num território de torcedores que trucidaram o último treinador do Cruzeiro por insistir em privilegiar funções ao invés de posições.

Agora, um fator é possível discutir, embora também não possa ser dado como absoluto: a personalidade dos atletas.

Gilberto Silva disse, na Itatiaia, que a decisão de proibir entrevistas exclusivas não foi do treinador, mas do grupo.

Nesta linha, provavelmente, o claustro a que se submeteram os atletas também deve ter sido aprovado pelo coletivo.

E com claustro ou sem claustro, a seleção voltou pra casa nas quartas de final. Tal qual em 2006.

Tínhamos um time bem montado, mas que não suportou o gol e empate da Holanda. Ele teve efeito devastador para o coletivo e para seus indivíduos.

Quando vi a bola nas redes, lembrei-me da imagem do Príncipe Etíope de Rancho, o Mestre Didi, buscando a bola no filó e, sem a menor pressa, dirigindo-se com ela ao meio de campo enquanto pedia calma aos companheiros assutados pelo gol sueco na final de 58.

Pois é, meus amigos (e também inimigos), não havia um mestre no escrete de 2010. E se houve alguma chance de existir um, ela foi limada pelo grupo.

O coletivo é importante, nem se discute. Mas o herói tem seu lugar na história. Seja ele um salvador da civilização como Churchill -que fez a América se mexer na II Guerra- ou um salvador da pátria enchuteirada como Didi.

Pra que 52 dias de clausura? Por que não conceder entrevistas? Por que se abster de sexo? Qual a vantagem de não receber o carinho dos pais, esposas, filhos e amigos nas horas vagas? Aliás, por que não se conceder o direito a um passeio ao zoo ou ao shopping center?

Se ao tomar o gol, o coletivo pudesse se reunir e deliberar sobre o que fazer, talvez a seleção canarinha tivesse se recomposto e voltado a jogar bem como no 1º tempo.

Como não houve, o que se viu foram closes de um Juan apavorado. Kaká e Lúcio tentando resolver individualmente, Felipe retroagindo às cavernas, Robinho, Daniel e o Fabuloso desconectados do resto do time, a locomotiva Maicon perdendo energia e cousa e lousa.

A Argentina reagiu melhor ao gol germânico. Reagrupou-se e tentou jogar sua bolinha, mesmo que dentro de um esquema suicida. Levou uma tunda até maior, mas aí são outros quinhentos.

Importante é que, para o gol devastador, faltou aos brasileiros ao menos uma referência, alguém pra reagrupar a equipe e tentar uma retomada do bom futebol do 1º tempo.

Repito, o líder não pode tudo, mas seu papel não pode pode ser desconsiderado. Um grupo pode funcionar, mesmo que disputas internas sejam inevitáveis. Como a que opunha Rivaldo e Ronaldo em 2002.

Até isto pode ser canalizado pra aumentar a competitivade do time.

O que não pode acontecer no futebol é a mansidão de uma turma que não se arrisca nem a conceder uma entrevestazinha por medo de pisar na bola.

Eslováquia 3×2 Itália: Sapore di sale

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Às 11h (Brasília), no Ellis Park, em Joanesburgo, Itália e Eslováquia se enfrentam pela última rodada do Grupo F da Copa 2010.

Cansado da malemolência de sua equipe e sem poder contrar com Andrea Pirlo, Marcelo Lippi escalará o calabrês Gennaro Gattuso ao lado de Montolivo e Rossi na meiúca italiana. É a volta do Espírito de 2006 à Azzurra.

Ele promete ainda três atacantes -Iaquinta, Gilardino e Di Natale- pra fustigar o adversário. Isto se, até soltar a escalação, não refluir pra uma posição mais conservadora.

Certo é que os italianos precisam vencer pra não ter de torcer por uma derrota ou empate da Nova Zelândia contra o Paraguai.

Para a Eslováquia, que Wladimir Weiss escalará num 4-3-1-2, só a vitória interessa. E a esperança é de que o meia-atacante Hamsyk, do Napoli, resolva a partida.

O inglês Woward Webb apitará a partida. (mais…)

Itália 1×1 Paraguai: Um GreNal, segundo Juca

segunda-feira, 14 de junho de 2010

No Cape Town Stadium, da Cidade do Cabo, Itália e Paraguai abrirão o Grupo F sob a direção do mexicano Benito Armando Archundia.

Sem preocupações estéticas, a Itália vai jogar num 4-1-4-1 confiando mais na força do que no escasso talento de seus joagdores. Bufon, Zambrotta, Cannavaro, Rossi e Gattuso são os remanescentes da esquadra tetracampeã, que estarão em campo.

O Paraguai, num 4-4-2 á brasileira, terá o argentino Lucas Barrios em lugar de Salvador Cabañas seu artilheiro baleado numa briga de botequim, no México.

Morel Rodrigues, lateral-esquerdo, e Santana, volante, devem ser os nomes mais importantes da equipe. Grande prejuízo será a ausência do centroavante Cardozo, artilheiro benfiquista, substituído por Valdez.

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Parabéns, velho camarada!

sábado, 9 de janeiro de 2010

Há 188 anos, num 9 de janeiro, D. Pedro I resolveu ficar no Brasil desobedecendo o chamado das cortes portuguesas, com a frase

  • “Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto: diga ao povo que fico!”

Hoje, é também o Dia Esperteza, no Japão, da Bandeira do Paraná, do Fotógrafo, e da República da Bósnia.

Se estivessem vivos, o papa Gregório XV estaria completando 456 anos, Josemaria Escrivá, fundador da Opus Dei, 108, o pai do João Chiabi, 100, Simone de Beuavoir, 92. Richard Nixon, 97, Otto Gloria, 83. João Cabral de Mello Neto, 90, Domenico Modugno, 82, Igor Netto, 80.

Estão vivos e com muita saúde: o ator Paulo Gourlart, 77, a cantora Joan Baez, 68, o rabino Henry Sobel e o guitarrista Jimmy Page, 66,  o futbolista Cláudio Caniggia, 43, o jurista Marco Antônio Rodrigues, 42, a cantora Lara Fabian e os jogadores, Kobayashi e Axel, 40, o ponteiro Sávio, 36, o cracaço Gennaro Gattuso, 32, os jogadores Bobô e Lucas, 25, a tenista Michaella Krajicek e Wellington, beque do Cruzeiro emprestado ao Botafogo, 21.

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