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Dicionário do PHD. Vol. I

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Jorge:

Dando sequencia ao projeto do Dicionário do PHD estou definindo alguns termos da nova lista.

Nem todos eu lembro bem, como o caso do “ciclotímico”, mas depois você completa na revisão e aprimoramento do livrão.

(mais…)

Mariana: “Vira e mexe, o garotinho me pede pra cantar o ‘Vamos, vamos, Cruzeiro’!”

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Pitacos de blogueiros acerca do Atlético-MG 0x1 Cruzeiro, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro 2010, na Arena do Jacaré, Sete Lagoas, em 01ago10:

  1. Mariana, no PHD: Assisti ao clássico ao lado de duas crianças atleticanas. Que dó que tive dos meninos! No final da partida, quase chorando, o mais velho disse que tá cansado de ver o time dele perder. Que gosta mais de F1… Como um pai, em sã conciência, pode obrigar o filho a sofrer? KKKKKKK O mais novinho, eu quase trouxe ele para o nosso lado, mas a pressão familiar não deixou. Mas vira e mexe ele me pede pra cantar aquela música “Vamos, vamos, vamos cruzeirooooo! Cruzeiro guerreiro, Cruzeiro meu amoooor…” que ele acha linda. Só é complicado quando os pais e avós são atleticanos. Dá pra ver na cara dele que ele é doido pra ser cruzeirense, comemorar comigo, mas o pai fez pressão, deu camisa listrada e tudo. Muito legal esta atitude sua de catequizar as crianças, levar camisas. Em São Tiago nem preciso fazer isso, lá é 98% azul!
  2. Elias Guimarães, no PHD: Marquim Paraná continua invicto contra o galinheiro. E sempre jogando o futebol correto, participativo e coletivo, dando até bico prá fora quando necessário, presença marcante nas saídas de bola e no equilíbrio defesa /armação. Pra desespero de seus detratores. E, por incrível que pareça, muitos vestindo azul!!!
  3. Matheus Reis, no PHD: Cruzeiro jogou como time grande: lúcido, aguerrido e letal. Sem dúvidas uma página heróica. Mas confesso que a coisa que menos temia nessa partida era a pressão da torcida. É que pra quem tá acostumado a jogar Libertadores, como é o caso da maioria dos jogadores desse elenco, pressão de torcida não é novidade. Ainda mais pressão de torcida muda. Paraná é fora de série dentro e fora de campo. Eu não consigo deixar de me impressionar com o fato dele sempre se recuperar de uma lesão antes –muito antes– dos prognósticos. É, ao lado do Fábio, o cara que mais admiro nesse time.
  4. Claudinei Vilela, no PHD: Cuca montou um time pra não perder. A prova maior foi usar 4 volantes. Ele sabia que com os desfalques que tinha e a falta de material humano para substitui-los a altura somados ao desespero das frangas e a torcida rival única no estádio, tinha que ter um time coeso e muito forte defensivamente. Deu certo! O Cruzeiro jogou no erro do adversario, que aliás foram muitos, ajudado pela falta de entrosamento dentro e fora de campo do time zebrado e numa noite excepcional do Fabio. O Gol do WP colocou mais lenha na fogueira e depois a experiência de jogadores como Marquinhos Paraná, Fabricio e Fabinho contribuiram ainda mais pra ajudar a concretizar a vitória.
  5. Evandro Oliveira, no PHD: Tivemos três zagueiros (volante como líbero) no 1º tempo e suportamos muito melhor as investidas das frangas. No 2º tempo, até a entrada do Elicarlos o esquema teve o Fabinho um pouco mais avançado, mas ainda assim com os dois alas mais soltos (tanto que o Diego Renan apareceu no ataque por esta liberdade dada pelo “líbero” e dois volantes (Fabrício e Paraná). O esquema de 3-5-2 do Cuca é muito diferente do esquema adotado por outros como o Geninho ou o próprio Luxa com zagueiros-zagueiros. O 3-5-2 com líbero e 3-5-2 com zagueiros de ofício são muito diferentes, embora ambos pareçam sistemas defensivistas, são muito mais ofensivos que muito 4-3-3 por aí. Alguns jogadores permitem alternar do 3-5-2 com líbero, para um 4-3-1-2 que permite a mesma agilidade. Aliás, o esquema 3-5-2 de ontem se apresentava assim quando o time defendia. Quando o time atacava ele virava um 2-1-4-2-1. O  que alguns técnicos mais estudiosos vem chamando de “dinamicidade da partida” e que muitos comentaristas não conseguem entender. Por isso, a opção pelos jogadores mais versáteis e que atuam em diversas posições. Estas mudanças acontecem com o jogo em andamento e muito torcedor e a té comentaristas profissional fica sem saber o que está acontecendo. Ontem tinha narrador/comentarista jurando que o Cruzeiro entrou no 4-4-2 com três volantes. Dei uma nota mediana para o Cuca. Se entendesse que ele tinha ido “muito bem” daria nota acima de 8. Vi alguns erros (que foram recompensados por acertos), mas uma coisa foi imperdoável. Colocar o Robert não foi uma coisa boa. Embora tenha lido ou ouvido alguém comentando que “todas as substituições do Cuca foram soberbas”. Menos, né!
  6. Naldo Morato, no PHD: Gostei muito da coletividade. Não há como negar as boas atuações do Fabrício, Fábio, Marquinhos Paraná e nem como não destacar o golaço do Wellington Paulista, um dos mais bonito que eu vi ele fazer com a camisa celeste, mas de um modo geral o time foi muito bem. O rival criou mais oportunidades, mas o nosso time foi eficiente. Houve um falso domínio do rival, mas durante todo o jogo quem mais teve a cabeça no lugr foi o time celeste. É um time mais tarimbado, mais maduro, mais acostumado a adversidades. Este fatos pesaram muito do desequelíbrio da balança a nosso favor. Nem a expulsão do Gil abalou o time, que se manteve firme em seu objetivo que era a vitória. A prova da instabilidade emocional do rival, foi quando começaram um bate boca e um empurra-empurra sem fim entre os seus jogadores que poderia ter rendido até um cartão amarelo, mas juiz preferiu contemporizar. Parabéns ao Cuca e a seus comandados que, à espanhola, mantêm a hegemonia nos clássicos.
  7. André Kfouri, em seu blog: No encontro do Galo com a Raposa, na Arena do Jacaré, um pombo acertou o ninho da coruja. Só torcida do Atlético no estádio. Uma declaração oficial da nossa incompetência para organizar um jogo de futebol.
  8. Juca Kfouri, em seu blog: Galo brilha de novo. E perde mais uma vez: No primeiro tempo na Arena do Jacaré 100% atleticana, com 12.340 pagantes, só deu Galo. Galo e Fábio, o goleiro do Cruzeiro. Resultado: Cruzeiro 1, Galo 0, gol de Wellington Paulista, em chute lindo da intermediária, aos 32. No segundo tempo, o Galo continuou com muito mais volume de jogo, mas Fábio já não foi tão incomodado e, na verdade, as duas melhores chances de gol foram de Diego Renan, logo no primeiro minuto ao mandar na trave de Fábio Costa, e aos 26, quando chutou para fora o que seria o segundo gol da Raposa. Resultado final: Cruzeiro 1, Galo 0. Reflexo na classificação: Cruzeiro em sexto lugar, com 19 pontos, a um do G4 e Galo em 19o. lugar, com 10 pontos em 12 jogos, na vice-lanterna, mas quase no ponto para começar sua reação. Ainda mais agora, que Obina voltou. Aliás, em sua primeira participação no jogo, ao entrar no começo do segundo tempo, o centrovante deu uma furada espetacular. O Galo, é verdade, superou o Ceará, pois já tem a pior defesa do Brasileirão e quase viu três de seus jogadores se pegarem aos tapas no gramado, prova de comando e controle de nervos. Além do mais, jogou os últimos 12 minutos com um jogador a mais, pois Gil foi expulso de campo, ao bater em Tardelli que tinha pisado num cruzeirense. Mas jogar com um mais é um trauma difícil de ser superado desde que Camarões eliminou o Brasil, com dois a menos, nas Olímpiadas de 2000, em Sydney. Só com atleticano no estádio, houve briga no fim do jogo, provavelmente porque alguém cometeu a injustiça de criticar o professor que comanda o alvinegro.
  9. Lédio Carmona, em seu blog: A vitória do Cruzeiro e o problema da manteiga: O clássico mineiro teve o Cruzeiro com a postura antecipada neste espaço na última sexta-feira: sem Gilberto ou Roger para armar, Cuca apostava em três zagueiros e contragolpes. O Atlético tinha também três defensores, diferentemente do imaginado, e tentava sufocar. Conseguiu no primeiro tempo, especialmente após os 20 primeiros minutos e finalizou sete vezes contra uma do rival – o chute certeiro de Wellington Paulista no ângulo de Fábio Costa. O gol do Cruzeiro nasce de uma fuga de Fabrício entre a defesa adversária que João Pedro não acompanha e dá o espaço para o passe até Wellington. O Atlético era melhor no jogo, anulava Thiago Ribeiro e Jonathan e não fosse Fábio, ou a trave, teria tido melhor sorte na etapa inicial. Vanderlei Luxemburgo voltou do intervalo com Obina no time. Fora de forma e de ritmo, o jogador entrou na vaga de Werley e a equipe passou a atuar no 4-4-2. Era o que o Cruzeiro queria para contragolpear. (…) Sempre pelo meio, com Tardelli (9) no mesmo posicionamento de Diego Souza e Obina (18) recebendo apenas o passe que saia da intermediária. Afunilando a jogada, o Galo perdia a bola e oferecia o contra-ataque. Diego Renan acertou a trave uma vez, bateu com perigo outra e Thiago Ribeiro teve um gol anulado, porque estava poucos centímetros impedido. O time alvinegro chegava apenas em jogadas de bola parada e não conseguia furar o bloqueio imposto. Fica claro pela imagem o quanto o lado do campo foi bloqueado. Depois do jogo, Vanderlei Luxemburgo disse que “o pão precisa parar de cair com a manteiga para baixo” para a reação atleticana começar. O problema não parece ser azar, e sim falta de conjunto, entrosamento e organização tática. Isso tudo em agosto, depois de 36 jogos no ano. O planejamento foi errado e a equipe colhe os frutos agora: oito derrotas em doze rodadas. Mesmo que o time se acerte com as peças que têm para entrar, resta saber se haverá pão o suficiente para salvar a temporada.
  10. Mauro Beting, em seu blog: Como de costume, a melhor análise está no blog de André Rocha: Resumindo: o Atlético Mineiro teve a bola, teve mais chances, chegou mais vezes à meta de Fábio (que deveria ter estado na África do Sul, e também na primeira convocação de Mano), jogava como mandante na arquibancada. Mas, como aconteceu em dez dos últimos 13 clássicos, bastou um tiro, um exocet daqueles times iluminados, para definir a vitória celeste. O golaço de Wellington Paulista derrubou o Galo do camisa 1 Diego Souza. Pois é. Depois de tantas contratações/decepções na meta, o Galo resolveu dar a um de seus melhores jogadores a camisa 1… Vai ver que é isso. Não é motivo para desespero e ranger de dentes mais uma derrota alvinegra. Ainda há luz no fim do túnel, embora ele esteja tão próximo. Tem elenco para sair dessa situação deplorável e desconfortável. Tem clube para se safar dessa. Tem treinador para arrumar a casa. Mas algumas escolhas infelizes não se justificam para tamanho investimento. Luuxemburgo não foi feliz nas mexidas. Piorou um time que já não vinha tão bem, na segunda etapa. Mesmo com Cuca dando uma bela mãozinha, como explicou ANDRÉ ROCHA, em seu blog: para que Fabrício como terceiro atrás se o Galo só tinha Tardelli à frente, no primeiro tempo? Sobrava gente na zaga cruzeirense, faltavam pés no meio-campo. Mas como a fase é braba, Wellington acerta aquele chute, e o Galo erra quase tudo. Tanto que, de fato, não foram muitas as chances de gol. E as que aconteceram para o Atlético, foram desperdiçadas com um, com dois, ou com três atacantes. O Galo só não é a maior decepção do BR-10 porque o Grêmio também insiste em se dar mal.
  11. Mário Marcos de Souza, em seu blog: Mineiros se rendem aos baderneiros: Apenas a torcida do Atlético-MG teve acesso ao estádio de Sete Lagoas na tarde de domingo para o clássico em que viu seu time ser derrotado pelo Cruzeiro (1 a 0). No confronto do segundo turno do Brasileirão, pelo acordo, só os cruzeirenses terão acesso. Até aí, nada surpreendente. São sintomas dos novos tempos. O espantoso é que houve um acordo complementar: por razões de segurança, o presidente do Cruzeiro não foi ao estádio, e o do Atlético não irá ao do segundo turno. Dá para aceitar? Imaginem aqui Duda Kroeff não ir ao Beira-Rio e Vitorio Piffero ao Olímpico. Seria a rendição absoluta ao pior lado do futebol, aquele da insanidade. É o que os mineiros estão fazendo.
  12. Mário Marra, em seu blog: Vitória incontestável: O Cruzeiro não empolgou, mas fez o que deveria ser feito: Jogando diante de mais de 12.000 torcedores adversários o time celeste não se abalou e soube suportar a pressão alvinegra nos minutos iniciais. O Atlético teve mais chances e foi mais ofensivo. Criou boas oportunidades, mas não conseguiu convertê-las em gol. Com a Arena do Jacaré repleta de torcedores atleticanos a ansiedade tomou conta dos jogadores. Se do lado alvinegro a ansiedade era nítida, do lado celeste o que prevaleceu foi a tranqüilidade. O Cruzeiro soube suportar a pressão inicial, suportou o maior volume de jogo do Atlético, botou a bola no chão e com um golaço abriu o placar. Enquanto o ataque alvinegro desperdiçava oportunidades, Wellington Paulista precisou de apenas uma finalização para calar a Arena do Jacaré. O artilheiro celeste na competição (5 gols) dominou a bola na intermediária limpou o zagueiro e com um chute indefensável colocou a bola “na gaveta”, sem chances para o goleiro Fábio Costa. Após o gol, a tranqüilidade celeste aumentou. Com a vantagem no placar o time azul só precisava administrar a partida. É verdade que os desfalques de Roger e Gilberto foram sentidos, mas a participação do meia Everton foi boa. O jogador se movimentou muito, apoiou bem o ataque e deu trabalho aos marcadores atleticanos. Fábio: Mais uma vez, teve ótima atuação. Mesmo sendo hostilizado pela torcida adversária, durante boa parte do jogo, o goleiro cruzeirense esteve sempre tranqüilo. Além de fazer ótimas defesas, o goleiro celeste, assim como todo grande goleiro, também contou com a sorte. Após jogada de Ricardinho, Diego Souza desviou o cruzamento e acertou o poste esquerdo defendido por Fábio. O goleiro Cruzeirense está jogando muito, atingiu a maturidade, está no auge de sua carreira e suas atuações não podem mais ser consideradas apenas o resultado de uma boa fase. “Fases” vêm e vão, Fábio é constante. Nervosismo: Se de um lado a tranquilidade aumentou, do outro a ansiedade deu lugar ao nervosismo. O tempo passava, o Atlético pressionava e o gol de empate não saía. O bate-boca entre Diego Tardelli e os zagueiros, Jairo Campos e Werley foi o reflexo do Atlético no jogo. Nenhuma torcida merece ver tamanho destempero dentro de campo. O futebol é um esporte competitivo, a cobrança faz parte da rotina de trabalho, na maioria das vezes ela é construtiva, mas da maneira como aconteceu não contribuiu em nada para o desenvolvimento da equipe. Tardelli demonstrou descontrole emocional e sua atitude não condiz com a postura que um capitão deve ter em campo. Cobrar sim, mas antes, respeitar, orientar e reconhecer o esforço de seu grupo. Segundo Tempo: Na segunda etapa o enredo foi exatamente o mesmo: um Cruzeiro tranqüilo, administrando a partida e que agora contava com os contra-ataques para definir o resultado; enfrentava um Atlético desajustado e visivelmente nervoso em campo. O Galo continuou tendo maior volume de jogo, mas foi pouco agressivo. Buscava sempre trabalhar a bola na linha intermediária e, diante de uma defesa bem postada, não encontrava espaços. Sua principal arma era o cruzamento de Fernandinho que buscava o atacante Obina na grande área. Um lance me fez lembrar a Copa do Mundo. Infelizmente não foi um gol, uma jogada ou uma comemoração. Se a ansiedade se transformou em nervosismo, o nervosismo se transformou em violência. Diego Tardelli, ao “estilo” Felipe Melo deu uma pisada em Jonathan. O arbitro não viu o lance, na seqüencia da jogada, o zagueiro Gil tomou as dores do companheiro, deu uma cotovelada em Tardelli e foi expulso de campo. A vitória foi justa. O Atlético criou mais, teve mais chances de vencer a partida, mas não soube aproveitá-las. O Cruzeiro soube jogar o jogo. Dançou conforme a música. Suportou a pressão inicial, abriu o placar e se defendeu bem.
  13. PVC, em seu blog: A incrível série de três anos de sofrimento do Atlético: Em três anos, 16 clássicos e apenas uma vitória do Atlético. A sequência é histórica, porque jamais, em qualquer época, o Atlético passou semelhante jejum semelhante. Em 16 partidas, são 13 vitórias do Cruzeiro, dois empates e o único triunfo atleticano, pelo primeiro turno do Brasileirão 2009, tem ainda um argumento forte do lado cruzeirense. Foi o clássico da expulsão de Zé Carlos, aos 7 segundos de jogo. E disputado pelo time reserva celeste. Na sequência, o Cruzeiro marcou 34 gols, sofreu 12. À parte as provocações cruzeirenses, o que a situação exige é reflexão. Por que, nos últimos dez anos, o Atlético conquistou apenas duas vezes o título estadual? Por que, desde os 4×0 que provocaram a demissão de Paulo Autuori, em 2007 — o jogo do Fábio, de costas — o Galo não consegue ser um adversário à altura de sua tradição. Por dois anos seguidos, o Atlético levou surras de 5×0 na decisão do Estadual. E mesmo neste 2010, de título mineiro, a decisão contra o Ipatinga não apagou a derrota para o rival na fase de classificação. É tempo de pensar por que o Atlético investe, trabalha, se estrutura para voltar a seu lugar no futebol brasileiro, mas não consegue superar seu maior rival. No período de três anos e quinze jogos, destaque para Adílson Batista, no Cruzeiro, com 9 vitórias, dois empates e uma derrota. E para Leão, que perdeu quatro vezes, empatou uma. No período, Guilherme, hoje no CSKA, é o artilheiro cruzeirense com seis gols, um a mais do que Ramires. Diego Tardelli, o goleador do Atlético, com três gols.
  14. José Roberto Torero, em seu blog: Abecê do fim de semana: Uai: No duelo entre mineiros, o Cruzeiro jogou pior mas acabou vencendo o Atlético-MG 1 a 0.
  15. Leandro Mattos, em seu blog: Cruzeiro vence e Galo estarrece a massa: A ‘era Cuca’ diante do maior rival estrelado começou bem, com triunfo, como tem sido regra nos capítulos mais recentes e ferrenhos do maior embate de Minas Gerais e um dos mais tradicionais do Brasil. A vitória por 1 a 0, com um golaço de Wellington Paulista, num chute do meio da rua, aumentou a supremacia azul: são 13 vitórias nos últimos 16 confrontos, além de dois empates e uma derrota. O placar apertado mostra que o jogo foi parelho e quem soube aproveitar melhor o quesito finalização saiu com o triunfo nas mãos. O Atlético atuou bem, mas pecou demais nos arremates e esbarrou em mais uma noite inspirada de Fábio, o que não é nenhuma novidade. O Alvinegro estava melhor na primeira etapa, até ser carimbado pelo tirambaço de Wellington Paulista. O gol estrelado desequilibrou a equipe alvinegra, a ponto de Jairo Campos, Werley e Diego Tardelli trocarem insultos e palavrões dentro de campo, tendo que ser contidos pelos companheiros, por jogadores do Cruzeiro e pelo árbitro Wilson Luiz Seneme. Discussões e cobranças entre companheiros de elenco no gramado são constantes e fazem parte dos esportes coletivos, mas não no tom das que assistimos nesse domingo, com os jogadores querendo partir um pra cima do outro. A cena não bate muito com o discurso de Vanderlei Luxemburgo após a partida. Mais uma vez, depois de ver seus comandados colherem a oitava derrota em 12 compromissos pelo Nacional, o comandante preto e branco voltou a falar que confia no seu projeto, que vislumbra boas coisas para o grupo, que está tudo tranquilo. Não, não está! Pelo menos para uma parcela importantíssima do clube, a mais fundamental: a torcida. Cheia de expectativas, a massa alvinegra já não suporta mais as palavras fáceis, o tom conciliador após sucessivos tropeços. Não há como fechar os olhos e pedir paciência para um time que ocupa a vice-lanterna do Campeonato Brasileiro, com apenas 27,8% de aproveitamento. Não são palavras e afagos que vão tirar o Galo dessa vexaminosa colocação na tabela. A torcida espera por atitudes, não quer mais blá…blá…blá. O Atlético precisa dar satisfações a sua gente. Parabéns aos celestes, que com a importante vitória conseguiram colar no G-4 e estão a apenas um ponto do grupo de elite do Brasileirão.

Birner: “Desse jeito, Cruzeiro não briga pelo título”

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Pitacos de protagonistas e blogueiros acerca do Atlético Goianiense 2×1 Cruzeiro, no Serra Dourada, pela 7ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2010, em 06jun10:

  1. Emerson Ávila, treinador do Cruzeiro: O Cruzeiro não foi bem, fez um 1º tempo até equilibrado. Nos primeiros 20 minutos tivemos até uma boa participação, criamos algumas oportunidades de gol, mas futebol é momento, nós não soubemos aproveitar o bom momento que tivemos na 1ª etapa, o Atlético cresceu, ganhou força, fez o primeiro gol. Nós ainda conseguimos empatar. Depois, foi inegável a superioridade do adversário na 2ª etapa. Agora é pensar pra frente. Este jogo já é uma página virada. O tempo foi curto, nós não perdemos o jogo apenas na partida de hoje, a gente já vem de uma situação desgastante. Tudo isso vem somando negativamente contra nossa equipe. Nitidamente a gente percebe a queda de rendimento de alguns. Foram muitos jogos. Isso não é uma desculpa, mas é um peso. O desgaste emocional também. A gente esperava ter uma participação melhor na Libertadores, infelizmente fomos eliminados prematuramente e tudo isso junto vem fazendo com que a equipe não vem atuando bem e por isso os resultados negativos vêm acontecendo.
  2. Wellington Paulista, atacante do Cruzeiro: Tentamos atacar da melhor maneira possível e até tivemos chances gol. Não conseguimos e acabamos sendo pressionados por eles. Levamos o gol da derrota enquanto estávamos com a posse de bola, fato que gerou o contra-ataque e, em conseqüência, o gol da derrota.
  3. Sérgio Freire, médico do Cruzeiro: Não foi possível fazer um exame, pois Leonardo Silva está com muita dor. Preferimos tirar, pois não tinha jeito dele continuar. Depois vamos reavaliar com mais calma no vestiário. Não, ainda não dá para afirmar quando Leonardo estará recuperado. Vamos avaliar melhor para podermos dar esse retorno.
  4. Fábio, goleiro do Cruzeiro: É uma derrota que, de maneira alguma, a gente esperava. Precisávamos dos três pontos, lógico que com todo o respeito ao adversário e tínhamos que consegui a vitória, em Goiânia. Mas parabéns para o Atlético-GO que nos venceu.
  5. Fabrício, volante do Cruzeiro: São os vacilos que a gente vem dando, contra-ataques e bobeiras. Vamos aproveitar este tempo de folga para melhorar, acertar o time. O Cruzeiro tem que estar voando para o 2º semestre.
  6. Fabinho, volante do Cruzeiro: A derrota nunca está nos planos de ninguém. Tomamos o gol num lance bobo. Nos precavemos o jogo todo para não levarmos o contra-ataque. No futebol, se você perder a concentração por um instante acaba sendo surpreendido e foi o que aconteceu. Agora é caprichar e trabalhar para corrigirmos nossos erros.
  7. Pituca, volante do Atlético Goianiense: Jogamos contra o Cruzeiro como o torcedor queria. Marcamos bem e soubemos administrar a partida. Estreamos hoje na Série A.
  8. Ramalho, volante do Atlético Goianiense: O time mostrou dedicação. O Cruzeiro é um adversário muito difícil, um dos melhores times do Brasil, porém hoje tivemos um pouco mais de sorte. Fomos coroados com a vitória, mas sabemos que teremos de trabalhar muito.
  9. Geninho, treinadro do Atlético Goianiense: Foi uma boa temporada. Conquistamos o título estadual, e o clube chegou pela primeira vez à semifinal da Copa do Brasil. Não começamos bem o Campeonato Brasileiro devido a vários desfalques no grupo, ao longo dos jogos. Ganhamos nossa primeira partida ontem, diante do Cruzeiro, com uma equipe bem montada. Com a parada da Copa do Mundo, o clube vai poder trazer outro profissional que terá tempo para trabalhar o elenco. O Atlético-GO merece retomar posições pela estrutura e pela seriedade.
  10. Roberto Toledo, no blog do torcedor do Atlético Goianiense: A primeira vez a gente nunca esquece. Para alguns dói um pouco, mas ao mesmo tempo tira aquele peso que parece ser insuportável. Foi assim a primeira vez do Dragão na série A neste domingo. Mesmo com muitos jogadores considerados “titulares” de fora, o time não se amedrontou frente ao estrelado Cruzeiro e conseguiu uma vitória na base da vontade e superação. Não é coincidência o Atlético ter vencido um jogo somente com a volta do Rodrigo Tiuí. O último jogo que o Dragão havia vencido foi diante do Vitória, na Copa do Brasil, em Goiânia, por 1 a 0, gol de Tiuí. Novamente o jogador voltou após se recuperar de contusão e foi um dos grandes destaques do jogo. Fez um gol e deu muito trabalho à defesa adversária. Pedro Paulo, recém contratado, também apareceu bem e começou a dar uma nova cara à equipe. Aqueles mais pessimistas vão falar que o Atlético venceu um time que está em crise e bla, bla, bla. Não importa, podia ser qualquer time, o que importa é que venceu e fez  uma boa partida, principalmente no segundo tempo. Como tudo para nós atleticanos é mais difícil, ainda contamos com um gol irregular do adversário, para aumentar ainda mais o sofrimento. Agora o time descansa, recupera os jogadores e se prepara para o pós Copa. Teremos tempo para finalmente voltarmos com equipe completa, algo que ainda não foi possível fazer no Brasileiro. Estamos em uma situação difícil, lanterna no Campeonato, mas sabemos que vamos superar esses momentos ruins e buscar o caminho da vitória. Temos uma equipe de qualidade e vamos demonstrar isso em campo. Parabéns Dragão, rumo à reação. Dragão, eu te amo!!!! 
  11. Vitor Birner, em seu blog: Cruzeiro ganha com a paralisação do brasileirão. Três nomes cruzeirenses eram acima da média. Fábio, Kléber e Adilson Batista. Só o goleiro permanece na Toca da Raposa. A direção tentou contratar Ney Franco. Gosto do treinador, contudo Adilson é melhor. Em suma, não conseguiu fechar o negócio, entretanto se obtivesse sucesso, perderia qualidade. A reposição de Kléber também é complicada. A diretoria dispensou alguns atletas. Do jeito que caminha, o Cruzeiro não chegará entre os classificados para a Libertadores. E não briga pelo título. Precisa contratar bastante. A paralisação ajudará a reorganizar a casa.
  12. Rogério, mp PHD: O Cruzeiro, que já tinha ido mal no 1º tempo, conseguiu piorar consideravelmente no s2º. Te só uma chance nesse tempo inteiro. O próximo treinador tem que chegar urgente. Até ele conhecer o elenco e vai gastar algum tempo. Pela primeira vez na vida, estou temendo pelo pior.
  13. Elias Guimarães, no PHD:  Vi um time com cara de segundona. Perder pra time que tem Welton Felipe e Pedro Paulo, refugos de frangas. desanima qualquer um. O jogo foi do que muita pelada entre casados e solteiros. Acorda Zezé, enquanto é tempo!
  14. Cuné, no PHD: Ávila mexeu mal justamente por não ter colocado a base pra jogar. Mas ele pode ter pensado “vai que eu coloco um menino desse e eles faz o gol da vitória, vou ser efetivado e estarei lascado com esse elenco”. Acho que o Ávila não tem interesse em ser técnico do time principal, principalmente após dizer com todas as letras que isso não tinha nem passado pela sua cabeça.
  15. Matheus Penido, no PHD: O meio de campo, que sempre foi o ponto forte do time está sucateado. Sem o Paraná ontem foi de dá dó. Pouco talento, pouco vigor e quase nenhuma movimentação. Henrique devia ir pro banco pelo desinteresse que tem mostrado. Fabinho nunca devia ter entrado e Roger só num elenco raquítico como esse atual do Cruzeiro começa uma partida como titular. Pra piorar o Fabrício ainda fez ontem uma das piores partidas dele no Cruzeiro.
  16. Palmeira, no PHD: Eu que resido em Goiânia, tenho poucas oportunidades de ver o Cruzeiro por aqui, seria melhor não ter o desgosto de ver o jogo. Como o ACG tem poucos torcedores, o número de Cruzeirenses rivalizava de igual para igual, até abafava a torcida rubronegra. Pena que a torcida desanimou quando o atlético fez 1×0 e o Cruzeiro desandou de vez até o final da partida. Foi triste ouvir a torcida pedindo a entrada do Guerron e o pior é que não havia muito o que escolher. O fato é que o time está desnorteado e sem nenhuma motivação. Roger cobrou uns tres escanteios e a boa mal mal chegou na área. Jonathan foi, disparado, o pior em campo. No final do jogo, um grupinho de uns 10 torcedores foram pra frente das cabines de impresa para elogiar os cartolas  com um “Perrelas vai tomate cru!”

Adílson Baptista: “Eu sou um cruzeirense”

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Pitacos de protagonistas e blogueiros acerca do Cruzeiro 0×0 Santos, no Mineirão, pela 6ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2010, em 02jun10:

  1. Adilson Batista, treinador do Cruzeiro: Vou fazer meu último jogo lá em Goiânia, contra o Atlético-GO, e um abraço. É isso aí. É meu último jogo. Pra felicidade geral da nação, de alguns, eu faço meu último jogo lá. Já conversei com o Zezé, ele até nem queria que eu falasse isso aqui hoje, mas estou chateado com algumas coisas. Só cego que não vê o que é trabalhar uma equipe, o que é ter dificuldade, o que é organizar. Mas isso aí, tem muita gente do outro lado aí expert em futebol. A gente vai com calma, aprendendo todo dia. Quando o adversário joga contra o Santos é o jogo do ano. Quando somos nós, é jogo sob pressão. É assim que funciona aqui em Minas Gerais. Fico chateado com algumas pessoas vaiando o presidente, lamento, pela contribuição do presidente, pela história, pelos títulos, pelas conquistas, isso machuca a gente. Eu tenho só a agradecer, eu sou um cruzeirense, tenho carinho muito grande pelo clube, vou continuar torcendo pelo clube, mas a gente tem que pensar profissionalmente e chegou o momento de sair. Vida que segue. Vou rezar pra que um bom profissional entre e tenha sucesso. Vejo um Cruzeiro forte, competitivo, com grandes jogadores. Na parada da Copa, tem condições de reverter. Gosto muito do Maluf, é um grande profissional, muito correto, não deixava vazar muita coisa, porque vocês gostam muito de uma fonte segura, sempre têm fontes de informação, e o Maluf é firme, sério, cobrando, lutando, agindo com responsabilidade. Mas ele é um profissional capacitado, que daqui a pouco está no meio. A gente lamenta, mas é uma decisão do presidente, precisamos respeitar. Faz parte no futebol. Daqui a pouco volta. Não é em função do Maluf. Eu já estava conversando com o Maluf, em Atibaia eu coloquei que o meu intuito não era prejudicar. Mas já estava dentro dos planos. Grande motivo da saída e futuro destino: o coração, o meu coração. O coração é que está deixando. Não falo nada sobre futuro. Vou fazer o jogo, cheio de jogadores com dor, e tenho um compromisso em São Paulo na segunda-feira. Só isso. Tenho respeito pela imprensa, sempre tive. A gente tem que conviver de maneira saudável, honesta, procurando ser imparcial, ser profissional. Respeito muitos de vocês, pelo trabalho, sei o grau de dificuldade. Precisamos é conversar mais, esclarecer mais, ter um pouquinho mais de cuidado, porque hoje é blog, é twitter, é facebook, todo mundo fala. Esses dias a Miriam Leitão estava criticando o Júlio Baptista, o Gilberto, disse que ia tomar um remédio tarja preta. Quer dizer, todo mundo fala de futebol. Esses dias, o Cerezo encontrou o Maluf no aeroporto e elogiou o Cruzeiro. Esse está na minha seleção. Isso me dá satisfação, não quem escuto dizendo que tem que jogar esse daqui, esse aqui precisa pegar ritmo. Até esse pegar ritmo, eu caí, porque o futebol é muito dinâmico. Eu respeito, nós precisamos melhorar, eu tenho a minha linha de raciocínio, mas não fico fazendo média com ninguém, não dou informação para ninguém, trato todo mundo igual. Acho que ninguém deve ter privilégio de informação e alguns ficam bravos. Mas eu durmo tranquilo, um grande abraço para vocês. Voltar um dia? Volta tem. Isso daí… No futebol acontece muita coisa e a gente espera um dia voltar, mas a cabeça é só fazer esse jogo contra o Atlético-GO e não tem jeito, a gente gosta de trabalhar e vamos pensar o que fazer com calma. O Cruzeiro tem o meu respeito, a própria torcida. A minoria fica vaiando presidente, este, aquele, isso faz parte. Mas sempre tive o carinho, a admiração. Vejo o torcedor inteligente me apoiando, sabendo, tendo noção, discernimento de perceber algumas coisas. O clima está tranqüilo no grupo. Eles estão chateados, porque gostariam de estar numa situação melhor. Mas .enfrentamos um grande adversário. No Cruzeiro, cria-se crise. O Ceará está ganhando de todo mundo. Na Vila o Ceará jogou contra o Santos, que só não tinha o Robinho, e o Santos teve dificuldade. Teve um pênalti no Misael, que dá trabalho pra todo mundo. Pelo carinho, pelo respeito que tenho pelo Cruzeiro, eu procuro cobrar dos atletas pra que se entreguem naquilo que estão fazendo. Por algumas razões, não coloquei A, B ou C e é assim que vou agir em qualquer clube. Um atleta tem que ter esse comprometimento, tem que se dedicar, pois ele é bem remunerado. É evidente que uma hora vai perder. Mas tem de vender a derrota caro. O torcedor gosta de ver o jogador lutando. (mais…)

Jonílson: “Está na hora de voltar a ser grande”

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Pitacos de protagonistas e blogueiros acerca do Atlético-MG 1×3 Cruzeiro, no Mineirão, em 20fev10, pela 5ª rodada do Campeonato Mineiro de 2010.

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Fomos roubados!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

O Cruzeiro foi roubado. Eu não tinha reparado na transmissão. Mas fiquei convencido ao ler os comentários postados aqui no PHD.

ZZP, abra o olho: Juiz de fora, já! Mas não traga o PCO, porque este nos rouba até quando vencemos por 5×0.

Também não traga juízes cariocas, paulistas, gaúchos, goianos, uruguaios, chilenos, argentinos, paraguaios, colombianos, mexicanos, paraenses, pernambucanos, baianos, catarinenses, bolivianos, peruanos e açorianos. São todos lebrões velhos!

Tente o Colina.

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Dr. Cláudio Lemos, o Xina Azul

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Mandei, por e-mail as perguntas desta entrevista ao Xina, ou melhor ao causídico Dr. Cláudio Lemos, há duas semanas.

Entre uma cerveja e outra, ou melhor, entre um engradado e outro, ele teclou suas respostas.

Sem usar uma maiúscula sequer. Pura preguiça.

Mesmo contrariado, tive que editar o texto. Entre um uísque e outro.

Hic! Saúde, Xina! Hic!

  1. Sou o Cláudio Cardoso da Silva Lemos, nasci em Pratápolis, Minas Gerais, em 05jan67.
  2. Meu pai, Alberto da Silva Lemos, era fazendeiro e minha mãe, Luzia Cardoso Lemos, professora e dona de casa. Tinha 06 irmãos: quatro homens e duas mulheres. Tinha, pois perdi um irmão em maio deste ano.
  3. Estudei no Grupo Estadual Bueno Brandão, nos colégios Dom Silvério e Padre Machado e me graduei em Direito na da UFMG, todos escolas de Beagá. Sou advogado, profissional liberal.
  4. Nas horas vagas, namoro, assisto televisão, vou ao Mineirão e frequento bares. Sou apreciador das comidas dos botecos de Belo Horizonte.
  5. Não me lembro ao certo, quando e porque comecei a gostar de futebol. Talvez tenha sido por influência dos irmãos. Sempre fui cruzeirense. Lembro-me de ouvir jogos do Cruzeiro pela Inconfidência, inclusive aquele em que o Darci Menezes deu um soco no Reinaldo. Enquanto ouvia o choro do jogador adversário eu ia acertando boladas nas porteiras do curral. Outras vezes, ouvia as narrações das jogadas de Joãozinho e Nelinho, enquanto batia bola sozinho.  Antes disso, eu ouvia o Futebol de Ouro da Rádio Bandeirantes, programa em que se recordava partidas históricas dos times paulistas com a narração de Fiori Giglioti. O bordão era: “Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo”. Lembro, por exemplo, de ter ouvido, no rádio do carro, depois de uma missa dominical, o gol do Ronaldo Drummond, que deu a vitoria do Palmeiras sobre Corintiãs, na final paulista de 1974.
  6. Sempre fui perna-de-pau, no máximo fazia minhas defesas nas peladas de futsal nos finais de semana.
  7. Não me lembro bem de quando começou minha paixão pelo Cruzeiro. Eu deveria ser torcedor de times paulistas, mas talvez por influência do meu pai, cruzeirense, escolhi o Cruzeiro. Quando me mudei porá Beagá, em 1974, um vizinho nosso, cruzeirense doente, me levou ao Mineirão pela primeira vez num jogo contra a Caldense. Goleamos, 5×0 ou 6×2, não me lembro mais, e nem precisei de outro jogo pra virar fanático.
  8. Meu RapoCota inesquecível, foi o que decidiu o Campeonato Mineiro de 1990: Cruzeiro 1×0 Atlético-MG, domingo, 03jun90, 17h, Mineirão, Belo Horizonte, jogo extra para decisão do Campeonato Mineiro de 1990 –  Público: 90.145 pagantes, 100.000 presentes – Renda: Cr$8.368.735,00 – Juiz: Márcio Resende de Freitas. Bandeiras: Raimundo Divino e José Eugênio – Amarelos: Paulo Isidoro, Paulo César Carioca, Edu e Cléber, no 1º tempo; Careca, Hamilton, Éder e Neto, no 2º –  Cruzeiro: Paulo César Borges, Balu, Gilson Jáder, Adilson Baptista e Paulo César Carioca; Ademir Kaeffer, Paulo Isidoro e Careca; Heider, Hamilton (Roberson) e Edson. Tec: Ênio Andrade / Atlético-MG: Rômulo; Neto, Clébão, Paulo Sérgio e Paulo Roberto Prestes; Éder Lopes, Edu (Ailton) e Marquinhos; Newton (Ílton), Gérson e Eder Aleixo. Tec: Arthur Bernardes
  9. O esquecível foi em 2004, logo após a saída de Luxemburgo, quando perdemos por 5×3. Foi lastimável.
  10. Meu maior ídolo foi o Joãozinho. Depois, o Alex 10. Outros: Nelinho, Dida, Zico, Edson, pela raça e dedicação,  Douglas, Ademir Kaeffer, Ronaldo, Sorin…
  11. Meu Cruzeiro de Todos os Tempos, só com quem vi jogar é formado por Dida, Nelinho,Cris, Luisão e Sorin;  Douglas, Ademir Kaeffer, Zé Carlos e Alex 10; Palhinha I e Joãozinho.
  12. O maiores jogos da minha carreira de torcedor foram Cruzeiro3x2 Palmeiras, no Parque Antártica, em 98;  Cruzeiro 2×1 Palmeiras, decisão da Copa do Brasil 96, no Parque Antártica; Cruzeiro 3×0 River, decisão da Supercopa 91, no Mineirão. Cruzeiro 1×0 Nacional, Supercopa 89, no Mineirão, decidido com um gol antológico do Robson, que aplicou chapéu num adversário antes de concluir;  Cruzeiro 2×1 Grêmio, na decisão da Copa do Brasil 93;  Cruzeiro 3 x 0 Flamengo, no Mineirão, decisão da Copa do Brasil 2003 e os dois 5×0 nas frangas em 2008 e 2009.
  13. Em 1997, eu trabalhava em Ouro Preto, advogava para a Associação dos Servidores da Universidade Federal de Ouro Preto. No dia da decisão da Libertadores, eu tive que trabalhar até às 16 horas. Não tive tempo de comprar ingresso e só cheguei em casa, no bairro Santa Amélia, às 18h45. Corri pro Mineirão e gastei um dinheirão comprando ingresso de cambista. Eu era casado na época e tomei o maior esporro da patroa… Havia 105 mil pessoas fazendo barulho no estádio e ainda teve quem dormisse no meio daquela loucura toda. Só podia mesmo ser um multinick…
  14. Grande loucura pra ver o time, acho que não cheguei a fazer. Mais perto disto foi sair de Manga, no extremo Norte de Minas, ás 3h da madrugada para ver o Cruzeiro meter 4×2 nas frangas, em 2007, com direito a pênalti defendido pelo Gatti.
  15. Sacanear uma cocota é lembrar a ela dos dois Simca Zero que têm guardados na garagem…
  16. Livro de futebol que gostei e indico é o Bola na Rede, do Armando Nogueira, que li na 8ª série por indicação da professora de português. O blog que mais leio é o do Lédio Carmona. Mas o melhor blog foi do André Rizek. Leio e recomendo O Tempo, que faz o jornalismo mais imparcial da cidade, e o Lance!.
  17. Coisas que me irritam no futebol, principalmente quando estou assistindo sozinho, em casa, são as firulas inúteis e falta de raça, típicas de jogadores como o Gabriel…
  18. Meu sonho de torcedor é ser campeão mundial de clubes.
  19. Se fosse presidente do Cruzeiro eu democratizaria mais o clube, investiria mais nas categorias de base, melhoraria no marketing. E mais não digo por não conhecer bem a situação do clube. Mas acho sua direção competente.
  20. Se as frangas conseguirem manter o nível de investimento de 2009 nos próximos anos, elas sobreviverão ao lado do Cruzeiro no cenário futuro do futebol brasileiro. Caso contrário, de Minas, só restará o clube mais organizado e o que menos deve, o multicampeão Cruzeiro Esporte Clube.

O cara que faltava

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Recém-formado, o engenheiro metalúrgico bateu à porta da siderúrgica em busca de emprego.

Submetido a uma terrível bateria de testes, foi aprovado com louvor. Ficou faltando apenas uma entrevista com o Diretor de RH pra sacramentar a contratação.

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Leopoldo Moura, um cruzeirense acadêmico

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Este é o Leopoldo Moura Jr., autor de posts instigantes, cruzeirense desde os tempos da Academia Celeste.

  1. Nome, data de nascimento, bairro onde mora: Leopoldo Corrêa Moura Júnior, 26mar56, moro no Sion, em Belo Horizonte, cidade em que nasci.
  2. Família Moura: Meus pais são Leopoldo e Aretusa. Ele trabalhava na Atlantic, antiga empresa de petróleo, onde era representante comercial (na época, chamavam de “viajante”) e ela dona de casa. Entre os meus, os seus e os nossos (meu pai se casou 3 vezes), os irmãos formam um time de vôlei: 4 rapazes e 2 moças.
  3. Escolas: Instituto de Educação, colégios Arnaldo e Logosófico, Universidade Católica (Economia)  e UFMG (Letras e Demografia Econômica na Face/Cedeplar, ambos incompletos).
  4. Trabalho: Sou auditor de tributos da Prefeitura de Belo Horizonte.
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