Posts com a Tag ‘Formiga’

Pizza & Cia.

domingo, 19 de dezembro de 2010

O 8º Encontro do PHD, no Dona Margherita, começou às 13h e terminou às 23h45 quando os últimos moicanos, JS e Malafaia, foram resgatados, completamente bêbados, pela patroa do Síndico. As histórias serão contadas pela Simone e pela Mariana em post a ser escrito a quatro mãos.

Por ora, vamos registrar as presenças de Simone, Mariana, Adriana, João Victor, Naldo e filho (direto de Brasília), Walter Seixas, Frede, Sobrinho, Charles/Chaves, Rossi, França, Malafaia, Arísio (direto de Sete Lagoas), Çangre Açul (direto de Uberlândia), Vinícius (direto de Formiga), Tate (direto da Primaz do Brasil), Alex Martins, Marcos Alexandre, Evandro, Xina, Sobrinho, Dudu, Othon, Silvercan e esposa (direto de Santa Quitéria), Clemenceau Chiabi Jr. e filho, Rogério, esposa e filha, Matheus Penido (direto de Itauna), Matheus Reis, Walfrido (Direto de Essen), Leo Vidigal, Thiago Braga, Geniba. Pelo telefone, Serelo, Olivieri e Pedro . E quem mais? Ajudem a completar, por favor.

Botafogo 2×2 Cruzeiro: Noite dos artilheiros Montillo e Montinho

sábado, 18 de setembro de 2010

Em 3º lugar com 40 pontos, se vencer, o Cruzeiro pode até chegar à liderança. Se perder, fica em 4º lugar.

Marquinhos Paraná e Wellington Paulista, contundidos, desfalcam o time celeste.

Em 4º lugar com 37 pontos, o Botafogo pode chegar à vice-liderança, se vencer. Perdendo, pode cair uma ou duas posições.

Jobson, Marcelo Cordeiro e Marcelo Matos, contundidos, desfalcam o alvinegro carioca.

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Questo è il nostro personale, Signore Crossi

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Enquanto aguarda o novo comentarista Crossi Neto se apresentar ao distinto público, com ajuda do filho inteligente do blogueiro,  o veterano Ernesto Araújo apresenta ao novato alguns os antigos comentaristas do PHD:

  1. Jorge Angrisano Santana – É o blogueiro. Semianalfabeto, não passa de um testa-de-ferro do filho, que é o autor dos posts. Seu ídolo no futebol é Maradona. Na MPB, é o Chico Taquara.
  2. King Arthur – Tem pouca escolaridade e por isso acredita que tudo no futebol acontece por acaso e nada é premeditado.
  3. Evans Drawn – É vidente (possui uma bola de cristal), cartomante, joga búzios e é dono do polvo do aquário de Oberhausen, Alemanha. No trato pessoal é ameno. Se contrariado, prefere o silêncio e dá a outra face pra ser batida. Um gentleman.
  4. Victor Hugo – Entusiasta da Seleção Brasileira, sente profunda admiração pelo treinador Dunga e ainda não se recuperou da derrota do Brasil na Copa. No plano interno, seu rival é o Santos.
  5. Mouro Francês – Sabe nada de futebol. Mas vira uma fera e destrói automóveis na periferia de Paris quando a Argélia perde alguma partida de futebol.
  6. Céu, ElizabethSimonalisa, e Marina – Belas torcedoras, que não entendem de bola rolando. Preferem jogador bonito ao joga bonito. São especialistas na estética dos jogadores e não dos jogos. Nesta Copa, elegeram Hamsyk, Calamity James e Lúcio como os mais guapos.
  7. J. Durval Chiado – Novato, virou cruzeirense faz pouco tempo e ainda está se inteirando da história do clube. Vive importunando Evans Drawn perguntando quem foram Polenta, Piorra e Carazo, contemporâneos do veterano comentarista.
  8. Bob Gilliard – Amante do cinema iraniano, do jornalismo venezuelano, em matéria de futebol, teoriza até sobre tiro de meta. É portador de paixão incontida pelo treinador Adílson Baptista, adepto do futebol de resultados inspirado no bicampeão mundial de 82 e 86, Mestre Telê.
  9. Genésio Ubaldo – Torcedor cricri, passa os jogos vaiando o Cruzeiro. Só se acalma quando lê as equilibradas análises de seu ídolo Bob Gilliard.
  10. Romário UolBest of Burden do blog. Enquanto todos assistem aos jogos, ele anota lance por lance da partida pra registrar a história do Cruzeiro ao pé da letra. Em sua homenagem, Keith Richards e Mick Jagger compuseram um disos sucessos dos Stones.
  11. Ché Araújo – Nasceu em Rosário, Argentina, e passou os primeiros 40 anos de vida no lombo de uma motocicleta pelas estradas de nuestrolatinoamérica até descobrir sua vocação de jogador de beisebol em Cuba. É o comentarista deste esporte no PHD.
  12. Nhonho Oliveira – Chefe do Departamento Jurídico do blog, vive às turras com Hall, o antispam.
  13. Ares Française Junior –  Blog commentateur plus sophistiqué, vivre dans la ville Sept Lacs où il gère le stade de l’équipe de rugby Démocrate.
  14. Pedro Vinícius Cabral – Argentino de origem portuguesa, radicado em Formiga, torce pelo Vila,  Leixões e Atlético Rafaela.
  15. Euskadi Garrastazu Bordaberry Arreguy – Espírito radical, nasceu em Bilbao e é torcedor ferrenho do Atlético. O local, obviamente. Em Minas, defende as cores do Demo Black & White Panther. Jurista de renome, é reverenciado pelos demais comentarista do PHD, por ser de poucas palavras e muita ação.
  16. Juan Kimbund – Uruguaio radicado na Bahia, é um ás do rodopio. Gravou um CD com 28 solos de berimbau. Em casa, contudo, só toca gaita de fole pra desespero dos vizinhos.
  17. Frede Sobrinho – Funcionário público durante o dia, à noite é garçom na Choperia Pinguim. É um dos líderes dos torcedores radicais que vaiam o Cruzeiro no 7A do Mineirão. 
  18. Wall Free Dow Jones – Corretor de seguros e ações em Nuiorque, foi um dos responsáveis pela bolha imobiliária. Torcia pelo do Red Bull, embora só ingerisse Budweiser. Expulso dos USA por Barak Obama, vive em Essen, na Alemanha, e torce pelo Duisburg, que derrubou da 3ª para 4ª divisão quando começou a frequentar seus jogos.
  19. Edward Scissorhands– Marqueteiro americano da NBA, que vive podando as iniciativas do Departamento de Marketing do Cruzeiro, considerado por ele um lixo. Seu sonho é suceder o Claret e meter a tesoura nos piratas que dão prejuízo ao clube. ZZP, contudo, diz que se não pentear as melenas, ele jamais será contratado.
  20. AgTo, cineasta coreano, que editou o filme da Copa do Mundo 2010. Para agradar o nanico megalomaníaco que fez a encomenda, ele colocou Coréia do Norte e Brasil na final. E os norcoreanos venceram por 2×1 com gols contra de Felipe Mello.
  21. Viejo Damas – Cantor de tangos portenho, que há 39 anos sai dos estádios antes da volta olímpica. Sempre cantarolando Por Una Cabeza.
  22. Charles Mineiro – Sua mania é mudar de nome. Já foi Libertadores, virou Brasileiro, depois, Copa do Brasil, agora é Mineiro. Mas já está pensando em contratar advogado pra se chamar Charles Bimbo. Só não o fez por oposição da patroa.

J. A. Ferrari, o Bafo da Raposa

terça-feira, 18 de maio de 2010

Belo Horizonte, 02out33

O disparate entre o tamanho da torcida cruzeirense nas arquibancadas e nos jornais, rádios e televisões de Belo Horizonte é intrigante. Mesmo sendo maior no Mineirão, ela não ocupa espaço proporcional nas redações.

Em semanas de clássicos, então, os cruzeirenses se revoltam com a percepção que a imprensa da cidade apóia os, sem meias palavras.

Uma explicação possível para o fenômeno está no fato de que, ao contrário dos craques que se aposentam cedo,  jornalistas jamais saem de cena.

O tempo passa, ídolos são substituídos, mas o tom preto-e-branco das páginas esportivas permanece imutável como se futebol ainda fosse jogado com bola de capotão dos tempos em que o Atlético-MG tinha a maior torcida da cidade.

É história antiga. Vem dos tempos em que o exercício do jornalismo era privilégio de quem dominava as letras ou a arte de vender anúncios.

Jornalistas eram advogados, escritores, professores ou, na outra ponta, corretores de anúncios. Gente da elite da cidade, do meio de onde surgiram América-MG e Atlético-MG.

O Palestra Itália, criado por imigrantes italianos, era um clube de trabalhadores financiado por comerciantes.

Era um clube de marceneiros, pintores de parede, padeiros, caminhoneiros, pedreiros, pequenos agricultores. Os que subiam na vida abriam algum empreendimento comercial. Somente duas ou três gerações depois de sua chegada a Belo Horizonte, as famílias italianas começaram a formar seus primeiros doutores.

A distância entre o Palestra e os meios de comunicação é tão antiga quanto os clubes da cidade. Vem da década de 20  do século passado, e muda com lentidão.

A relação da torcida cruzeirense com a imprensa esportiva mineira sempre foi antagônica. A maior parte dos jornalistas é considerada rival. No sentido inverso, muitos cruzeirenses da crônica esportiva transformaram-se em heróis.

Plínio Barreto, o mais antigo jornalista esportivo mineiro e o maior arquivo vivo da história do futebol em Belo Horizonte é um exemplo de herói celeste. Ele transitou da crônica esportiva para a direção do clube, durante a gestão Felício Brandi, e quando fez o caminho de volta não perdeu prestígio entre os cruzeirenses.

Fialho Pacheco foi outro nome histórico. Foi o mais importante repórter policial de Minas. Dele, se dizia que desvendava mais crimes que a própria polícia. Alto, corpulento, sempre com um cigarro no canto a boca, além das reportagens policiais, Fialho estava sempre a serviço do Cruzeiro. Foi ele quem criou o slogan “Eta, Cruzeiro duro!”, que a torcida repetiu à exaustão nas décadas de 40 e 50 e e estampou adesivos que os cruzeirenses pregavam nas portas e vitrines das lojas de comerciantes atleticanos e americanos.

Afonso de Souza, irmão do lateral-direito Souza, editor de esportes do Diário da Tarde foi outro militante azul da crônica esportiva de Beagá. Quando o Mineirão foi inaugurado e o futebol mineiro atingiu seu ponto de ebulição com a febre dos programas esportivos, ele teve a idéia de criar colunas no DT. Cada uma dedicada a um grande da cidade. Os colunistas escolhidos foram jornalistas cheios de verve, ironia e deboche, gente com a cara e o espírito do torcedor de arquibancada.

Para a coluna Toca do Coelho, o irônico Paulo Papini, que estava sempre algumas doses –consumidas no bar do Palmeiras, no São Lucas– acima dos rivais.

Pra coluna Canto do Galo, o sarcástico Francisco Antunes (Xico Antunes ou XA), cuja personalidade combinava o ressentimento e amargura, marca alvinegra nos primeiros tempos do Mineirão. Ele calibrava as palavras e afiava a língua nas mesas do Ali Ba Bar, na Barroca, perto do Colégio Marconi.

O defensor do Cruzeiro seria o abstêmio J. A. Ferrari, que nunca levava desaforo pra casa e respondia às provocações com raciocínio rápido e tiradas inteligentes.

Antes da coluna Bafo da Raposa, João Alberto Ferrari de Lima já havia trabalhado em várias seções dos Diários Associados (Estado de Minas e Diário da Tarde e TV Itacolomi, menos nas páginas esportivas.

Filho do jornalista cruzeirense Ethelberto Franzen de Lima, e de Lúcia Ferrari de Lima, de família italiana vinda da região da Basilicata, J. A. era um jornalista de combate. Franzino, defendia-se com o raciocínio rápido que o ajudava a criar piadas mordazes e instantâneas.

Sua aceitação pela torcida celeste foi imediata e o impediu de cumprir promessa que fizera a si memso de escrever apenas uma coluna e só mesmo pra atender ao amigo Afonso de Souza.

O sucesso foi tão grande e tão imediato, que além do jornal, ele acabou estrelando o Bola na Área, debate esportivo de maior índice de audiência na televisão brasileira com espantosos 97% de Ibope.

Ele conta como aconteceu:

  • “Eu era redator de política do Estado de Minas, atividade entediante durante a ditadura, por causa da censura. Percebendo minha irritação com a atividade monótona, Ciro Siqueira me transferiu pra Superintendência de Relações Públicas do jornal. Foi lá que o Afonso de Souza me buscou pra escrever a coluna do Cruzeiro. O sucesso foi tão grandem que a Brahma decidiu patrocinar um programa de televisão com os colunistas da Diário da Tarde.”

O coluna causou polêmica desde sua primeira edição. Na segunda-feira após o primeiro Cruzeiro x Atlético no Mineirão, J. A . fez pesadas críticas aos jogadores e dirigentes atleticanos que, inconformados com a marcação de um pênalti, brigaram com o juiz e a polícia.

Irritado, o treinador Mário Celso de Abre foi ao jornal reclamar. Mas, em vez dos tradicionais salamaleques dispensados aos dirigentes atleticanos pelo pessoal da casa, ele  encontrou um jornalista duro.

Ferrari não apenas reafirmou sua convicção de que havia sido pênalti, como ainda quis saber porque os atleticanos espumavam durante o jogo e a briga. Marão desconversou e voltou pra casa sem a retificação do repórter.

Cruzeiro 1×0 Atlético-MG, domingo, 24out65, Mineirão, Belo Horizonte, 11ª (última) rodada do 1º turno do Campeonato Mineiro de 1965 – Juan de la Passión Artés (FMF) – Bandeiras: Wilton Marinho e José Gomes  (FMF) – Expulsões: Bugleaux, Vander, Roberto Mauro, Mário Celso de Abreu foram os primeiros expulsos. Quando a pancadaria se generalizou, os demais jogadores, titulares e reservas, também foram exclupidos da partida – Gol: Tostão, 35 do 1º tempo – Cruzeiro: Tonho; Pedro Paulo, William Cavalo, Vavá e Neco; Ílton Chaves, Dirceu Lopes e Tostão; Wilson Almeida, Marco Antônio e Hilton Oliveira. Tec: Airton Moreira – Atlético-MG: Luiz Perez; João Batista, Vander, Bueno e Décio Teixeira; Bugleaux, Viladônega e Toninho; Buião, Roberto Mauro e Noêmio. Tec: Mário Celso de Abreu.- Notas1. O pênalti que deu origem à briga foi cometido por Décio Teixeira em Wilson Almeida aos 34 do 2º tempo. 2. Mário Celso de Abreu, o Marão, havia sido campeão brasileiro dirigindo a Seleção Mineira em 1963. 3. William Cavalo e Ílton Chaves, então jogadores do Atlético, Marco Antônio, do América, e  Neco, do Villa Nova, também tinham sido campeões brasileiros de 1963. 4. Na mesma tarde, a TV Itacolomi exibiu, diretamente do Rio de Janeiro, o clásssico FlaxFlu, o de maior prestígio no futebol brasileiro. 5. Os jogadores atleticanos que agrediram o juiz e travaram uma batalha campal com soldados da Polícia Militar foram detidos e conduzidos à delegacia para prestar depoimento. 6. Juan de la Passión Artés era espanhol. 7. Este Cruzeiro 1×0 Atlético-MG foi o 11º dos 30 que o Cruzeiro disputou pra se tornar campeão brasileiro de 1966.

Daí em diante, sucederam-se as confusões. Brigas que vinham de antes da inaugruação. De uma rivalidade começada há 50 anos no futebol da Capital mineira.

Quando, numa manhã, antes da inauguração do Gigante da Pampulha, a administração do Mineirão reuniu os presidentes dos Cruzeiro, Atlétic0-MG e América pra escolha dos locais a serem ocupados pelas torcidas, esquecidos de que futebol se joga à tarde, os atleticanos escolheram a parte sombreada das arquibancadas.

Quando perceberam a mancada dos cartolas, os torcedores alvinegros ficaram furiosos. X. A. foi quem comandou a reação chamando de refrigerada e de barropretada a torcida cruzeirense.

J. A. respondeu dizendo que, por falta de uma praça de esportes própria, aquele pedaço escaldante da arquibancada passaria a ser sede campestre do Atlético-MG. Lugar apropriado para os emplumados se bronzearem sem pagar taxa de condomínio. Pegou.

Além de esquentar os fundilhos na fornalha e receber o sol da tarde na cara, o que tornava difícil acompnanhar os jogos, na segunda-feira os alvinegros ainda tinham de ouvir a inevitável pergunta sobre bronzeado adquirido no fim de semana.

Outra brincadeira que entrou para o folclore aconteceu no Bola na Área. No afã de conquistar aliados para o seu América-MG, o jovem cartola americano, Paulo Afonso, propôs ao Coronel Walmir Pereira, presidente do Atlético-MG, botarem as duas torcidas desfilando juntas com suas bandeiras pela Avenida Afonso Pena.

O presidente ouviu calado a explicação de que a aliança seria fatal para o Cruzeiro. O sucesso seria suficiente para os vira-casacas, que haviam trocado o América-MG pelo Cruzeiro, voltarem pro antigo clube.

J. A. foi curto e grosso: “Paulinho, pode buscar sua turma, mas não precisa levar mais do que uma ou duas Kombis…”

Walmir Pereira deu gargalhada estrepitosa. Paulo Afonso ficou sem resposta. E a história de que bastam duas Kombis pra carregar a torcida do Coelho entrou para o anedotário do futebol mineiro e brasileiro.

Outra vítima de J. A. foi o compositor Carlos Imperial. Num programa da televisão carioca, o multimídia se confessou cruzeirense em Minas.

Uma semana depois, ele veio a Belo Horizonte contratado para promover a Rodada dos Milhões, um dos inúmeros carnês de prêmios da história do Clube de Lourdes. Desfilou no Mineirão, deu entrevistas falando de se amor pelas cores preta e branca, que eram também as do seu Botafogo. E deitou falação sobre sua paixão pelo Atlético-MG.

À noite, no Bola na Área, ele repetiu a conversa. Só não contava com o troco de J. A.: ”Foi bom mesmo você ter mudado de clube, pois sua imagem não faria bem ao Cruzeiro.”

Pego no contrapé, Imperial jogou por terra mais uma ilusão da torcida atleticana. Disse que só estava ali para defender seu cachê.

Mas a vítima preferida da J. A. era seu o colega X. A., quase sempre apanhando pela palavra. Como no dia em que, convidado pra chefiar a delegação atleticana numa viagem a Formiga, chamou a cidade de “Sertão da Farinha Podre”.

Dito por um formiguense, em roda de amigos, fica engraçado. Por estranhos, vira ofensa. J. A. exigiu respeito pela “Princesa do Oeste” e levantou a cidade contra o Atlético-MG. Diante da reação, X. A. pipocou e desistiu da missão.

Quando a extinta TV Itacolomi resolveu gravar o Bola na Área no interior, os cronistas levavam material promocional de seus clubes (camisas, canetas, bonés, chaveiros e o que mais existisse nos departamentos de relações públicas).

No fim do programa, torcedores faziam fila para receber os brindes do Cruzeiro, enquanto os do Atlético-MG encalhavam. Depois de ver a história se repetir em Itaúna, Lagoa da Prata, Ouro Preto e Curvelo, X. A. desistiu: “Não volto mais ao interior de Minas, essa terra de cruzeirenses”.

O que não falta ao cruzeirense João Alberto são histórias. E história, com H maiúsculo também.

O Presidente da Província de Minas, seu tio-avô Augusto de Lima, foi quem assinou o decreto transferindo a capital de Ouro Preto pra Belo Horizonte. Ato de coragem que desfiou a ira dos ouropretanos.

A mesma coragem que fez J. A. aprender caratê pra se defender dos torcedores que o ameaçavam.

  • “Um chegou a telefonar ameaçando me dar um tiro nas costas. Eu o chamei de covarde. Disse-lhe que só podia agir mesmo pelas costas, pois, cara a cara, ia tremer e deixar cair a arma. O idiota nunca mais amolou mas, por via das dúvidas, tratei de aprender defesa pessoal.”

Medida oportuna, pois Bafo de Raposa não é algo que agrade os sensíveis rivais do Cruzeiro em Belo Horizonte.

N.B.: Este capítulo do Livro Páginas Heróicas Imortais foi  o 5.000º post do blog PHD (Páginas Heróicas Digitais).

Eu fui à festa dos Guerreiros das Arquibancadas

sábado, 15 de maio de 2010

Vinícius Cabral

Quarta-feira. Dia de clássico sul-americano e a TV aberta troca um suspense por um pastelão. Começa a procura por locais que transmitirão Cruzeiro x Nacional.

Cruzeirenses na Bahia, Curitiba e no exterior dando seus pulos pra não perderem o jogo.

Afinal, nem todas cidades por este mundo afora têm organizações com a Embaixada Azul de Brasília ou Sampa Azul pra mostrarem o Mais Querido de Minas em ação.

Belo Horizonte, a cidade dos bares, não tem este problema. Hoje em dia, em cada esquina, é possível encontrar um local pra acompanhar o Cruzeiro em seus jogos fora de casa. Entretanto, poucos são os locais organizados por turmas de torcedores ou de amigos.

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Os Reis do Pedaço

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Quem manda no futebol mineiro? Hoje em dia, é o Cruzeiro. Mas nem sempre foi assim.

A história deve ser contada a partir do início do século passado, quando havia pelo menos três ligas importantes em Minas.

Uma sediada em Formiga, da qual pouco se sabe. Outras duas em Juiz de Fora e Belo Horizonte. A de Juiz de Fora definhou, embora tenha mantido campeonatos regionais até os nos 60.

Sport, Tupinambas e Tupi, de Juiz de Fora, e Ribeiro Junqueira, de Leopoldina, tiveram, cada um sua fase áurea no campeonato da Zona da Mata.

A vertente mais perene tem sua origem na LMDT, que cindiu nos Anos 30, mas voltou a se reunir e, claramente, dominou o futebol mineiro, desde o início dos Anos 40.

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3ª Mineiro: Jajá, Carini e o Sol foram os destaques

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Hugo Serelo

Foram 22 gols, média de 3.66 por partida. 49.279 pagaram ingresso, média de 8.213 pessoas por partida.

Ipatinga fez outra bela partida no Mineirão. Jajá, começa a se meter na luta pelo título.

Ituiutaba e Teófilo Otoni sediaram jogos sob o sol da manhã. Um crime.

Torçamos para que não seja necessário um atleta passar mal durante a partida pra isso ser mudado.

  1. Atlético-MG 1×1 Ipatinga, Mineirão (75.000), 28.749 pagantes – Jajá fez chacota da peneira uruguaia.
  2. Cruzeiro 4×2 Villa Nova, Mineirão (75.000), 8.960 pagantes – Se não mudar, o Leão vai miar baixinho nesse Mineiro.
  3. Uberlândia 4×1 Uberaba, Parque do Sabiá (50.000), 5.120 pagantes – Goleada no clássico BB (Berlândia e Beraba).
  4. América-TO 0x0 América-MG, Nassari Mattar (5.000), 3.431 pagantes – Sol forte e pouca técnica no jogo dos mequinhas.
  5. Tupi 5×1 Caldense, Mário Helênio (25.000), 2.277 pagantes – Showcolate em cima de uma irreconhecível Caldense.
  6. Ituiutaba 1×2 Democrata, Fazendinha (5.000), 742 pagantes – Pantera ficou só de boa com a liderança.
  • Artilheiros: 5: Ademílson (Tup). 3: Kleber (Cru).
  • Classificação: 1) Democrata, 7 – 2) Cruzeiro e Tupi, 6 – 4) América-MG e Atlético-MG, 5 – 6) Ipatinga e Uberaba, 4 – 8 ) Uberlândia e América-TO, 3 – 10) Caldense, 2 – 11) Ituiutaba e Villa Nova, 1. 

Módulo II

O Módulo II, mais conhecido como 2ª divisão, é composto por dois grupos. Os times entraram em suas respectivas chaves por um critério geográfico.

Assim, haverá pequenos clássicos locais que tornarão a disputa interessante.

Itaúna e Guarani protagonizaram um clássico emocionante, vencido, no finalzinho, pelo Cachorrão.

Como são 11 clubes na disputa, a Tombense folgou na rodada.

  • Jogos: Itaúna 3×2 Guarani; Poços de Caldas 2×1 URT; Valeriodoce 0x0 Formiga; Tricordiano 0x0 Funorte; Mamoré 1×0 Araxá.

Fontes: PHD e FMF.

Hugo Serelo, 22, cruzeirense e rio-branquense, factótum, nasceu em AAndradas, mora em Divinópolis.

N.B.: O Sol fez sua primeira vítima. Moisés, volante do América-MG, desmaiou em Teófilo Otoni.

O Calendário Segundo João

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Prezado Jorge Santana,
 
Tive todo o cuidado e paciência para ler do princípio ao fim a proposta do Paulo Sanchotene.

Embora aparentemente baseada no calendário europeu creio que a proposta dele seja de difícil assimilação.

E mais, considerando o que se faz no Brasil, dificilmente ela teria a adesão de Rio e de São Paulo, que durante anos impedem que qualquer mudança seja feita no Brasil de forma a reduzir a dominação que exercem sobre o esporte mais popular do país, o futebol.

Creio haver outra solução, menos complexa, e capaz de levar, paulatinamente, à situação ideal.

Não me agrada a fórmula de Apertura e Clausura como existe em vários países sul-americanos, muito embora ela abra oportunidade para que todos os times campeonem.

A fórmula de pontos corridos chamada por você de Morrinhão é universal e justa, pois cada time joga uma vez em casa e outra fora.

Ora, somos um país continental e se te incomoda ver os tais times de empresário e sem torcida ocupando as vagas de Remo, Bahia, Santa Cruz, Paysandu ou Sport, há que se reconhecer que os tais chegaram lá por méritos técnicos.

Como equilibrar os conceitos?

Para mim não é fazendo campeonatos estaduais em 30 datas que se terá a solução. Teríamos morrinhões estadiais do mesmo jeito.

A solução passa pela massificação do esporte, com ligas classificando para os campeonatos estaduais de forma a se manter a atividade esportiva em todo o território nacional durante onze meses.

Desenvolvendo minha idéia, teríamos, nos mesmos moldes, de hoje:

  • a) Campeonatos Brasileiros de 4 Divisões com 20 times em cada uma. A Série E teria a participação de times do Brasil todo, regionalizada nas fases iniciais e bancada por quem quiser comprar o filé das Séries A e B.
  • b) Copa do Brasil: Com a participação dos times da Série A + campeões estaduais do ano anterior não constantes desta série + uma fase eliminatória que agruparia os outros times por ranking das federações estaduais até se completar 64 clubes. Os participantes da Libertadores eliminados até a fase de grupos se qualificariam para estas vagas.
  • c) Campeonatos Estaduais revitalizados, com uma fase preliminar englobando os campeões das ligas micro-regionais classificando 6 clubes para a composição de 12 times da disputa do estadual do ano seguinte. Os classificados entre a 7ª e 12ª posições anualmente seriam cabeças de chave destes hexagonais regionalizados. Teríamos, então, um campeonato regionalizado com 6 chaves de 12 times, competindo ao longo de todo o 2º semestre para se indicar os classificados para os estaduais do ano seguinte. Isto englobaria 78 times por estado no máximo… Não creio que tenhamos potencial para mais que isto no Brasil inteiro. Estes campeonatos estaduais classificariam os times para a Copa do Brasil.

Como ficaria o Campeonato Mineiro:

  1. Centro / Oeste: Belo Horizonte, Vespasiano, Divinópolis, Betim, Ouro Preto, Mariana, Formiga, Itaúna, Passos, São Sebastião do Paraíso, Nova Lima, Pedro Leopoldo etc.
  2. Centro / Norte: Sete Lagoas, Curvelo, Diamantina, Montes Claros, Pirapora, Janaúba, Conceição do Mato Dentro etc.
  3. Vale do Aço /Leste / Nordeste: Itabira, Ipatinga, Fabriciano, Timóteo, Governador Valadares, Teófilo Otoni, Monlevade, Nova Era, Dionísio, São Domingos do Prata etc. 
  4. Sul: Varginha, Andradas, Poços de Caldas, Itajubá, Tres Pontas, Pouso Alegre, Três Corações, São Lourenço, Lavras, Guaxupé, Alfenas etc
  5. Zona da Mata / Campos das Vertentes: Juiz de Fora, Ubá, Leopoldina, Ponte Nova, Barbacena, Tombos, Muriaé, Barbacena, São João Del Rey etc.
  6. Triângulo / Alto Paranaíba, Noroeste: Uberlândia, Uberaba, Araguari, Ituiutaba, Araxá, Unaí, Patrocínio, Patos de Minas, Paracatu, Unaí, João Pinheiro etc.

Isto propiciaria a retirada de muitos jovens das ruas e a massificação do esporte, abertura de oportunidade para novos treinadores, árbitros etc.

Daria para encaixar no Calendário a Libertadores e a Sul-Americana, ambas classificando times para o Mundial de Clubes a ser disputado em Dezembro, com 16 clubes em estilo Copa do Mundo.

Por enquanto é isto. Preciso de mais tempo para elaborar mais esta proposição.

Att,
João Duarte Chiabi

Com o Vila, tudo pelo Vila!

sábado, 7 de novembro de 2009

Vinícius Cabral e Raquel Furtado

O Vila Esporte Clube, de Formiga, está voltando!

Em 23out09, no estádio João Francisco de Paula, O VEC recebeu o o Fox Cruzeiro, pelo Campeonato Mineiro da IMEF -Instituto Mineiro das Escolas de Futebol.

O IMEF é parceiro da Federação Mineira de Futebol, que escala os juízes para os torneios do instituto.

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