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Vidigal: “Menos mal, não ter castigo no final”

quinta-feira, 18 de março de 2010

Pitacos de protagonistas e blogueiros acerca do Cruzeiro 0×0 África do Sul, em 17mar10, no Mineirão.

  1. Davids, armador da África do Sul: Estamos fazendo esse mês de treinamento no Brasil jogando contra bons times como o que jogamos aqui, pra ver o que precisamos melhorar e se o que estamos fazendo está  bom. Temos ido bem na defesa, agora temos que fazer os gols.
  2. Carlos Alberto Parreira, técnico da África do Sul: É evidente que quem nunca jogou num estádio desse, contra uma equipe com esse nível do Cruzeiro fica intimidado. Jogadores jovens sentem o peso dessa responsabilidade. Então a gente tem que melhorar essa confiança de ficar mais com a bola, errar menos passes. Mas isso só vem com a sequência de jogos e manutenção de uma equipe. Esse trabalho foi encorajador. Pra nós o resultado foi bom. O Cruzeiro está bem. Tem um time muito bom tecnicamente, dois atacantes de peso, de força, dois laterais que sobem com muita precisão. Roger está começando a se integrar, ele dá qualidade à equipe. Tem um goleiro excepcional, dos melhores do Brasil, que tem provado isso a cada partida. No final, poderíamos ter feito dois gols e o Fábio os evitou. O 0x0 foi justo. O Cruzeiro com a posse da bola e nós nos defendendo bem. Agradecemos o Cruzeiro por ter nos recebido. Não só ter jogado no Mineirão com a equipe principal, mas pelo acolhimento caloroso, afetuoso, desde o aeroporto, o almoço. Vamos treinar lá amanhã com os jogadores que não atuaram. Queremos agradecer imensamente ao presidente Perrella por essa acolhida. Nosso jogadores estão deslumbrados, porque foi realmente emocionante.
  3. Adílson Batista, treinador do Cruzeiro: Foi bom. Em amistoso, geralmente você evita jogadas mais ríspidas, tira o pé, o ritmo não é tão forte como em campeonato. Mas acho que foi proveitoso em função de sistema, o Cruzeiro tentou rodar a bola, trabalhar. Tivemos dificuldades, erramos alguns passes, não tivemos penetração. Tentamos mudar, tivemos mais volume, criamos oportunidades. Você olha o jogo do Barcelona e vê que todo mundo dá um, dois, no máximo três toques na bola. O Messi é quem carrega a bola, mas sendo objetivo, em cima do marcador, em direção ao gol. A gente quer dar, três, quatro, cinco toques, segurar, é cultural. Demora pra tirar alguns vícios. Nesse aspecto é importante a disciplina tática.
  4. Guilherme Mendes, diretor de Comunicação: Foi um orgulho pra nós receber a seleção anfitriã da Copa e ter o nome do Cruzeiro divulgado no exterior.
  5. Fábio, goleiro do Cruzeiro: Fico satisfeito pelo reconhecimento. Estou fazendo um trabalho produtivo no Cruzeiro ao longo desses anos. Infelizmente, não chegou ainda ao treinador da seleção, mas espero que ele comece a me observar com carinho e me dê a oportunidade que tanto almejo ao longo desses anos. Parreira brincou que eu tinha tirado o bicho dele e falou que eu vivo um grande momento, me deu os parabéns. Isso me fortalece pra melhorar a cada dia nos treinamentos, com bastante respeito pelos companheiros e também pelos outros goleiros do Brasil e do exterior que buscam um lugar na seleção, o sonho de todo jogador. Já tive várias oportunidades de ser convocado com o Parreira. Se ele fosse o treinador, poderia acontecer. A concorrência é grande, mas me sinto preparado pra estar entre os três goleiros que vão à Copa pelo que venho demonstrando ao longo desses anos. No momento, penso em fazer o melhor pra ter oportunidade em 2010. Senão, vou continuar trabalhando e empenhando ainda mais pra estar sempre bem. É lógico que a Copa no Brasil será uma felicidade pra todos os brasileiros e todo mundo quer participar de uma forma ou de outra.
  6. Henrique, volante do Cruzeiro: É gratificante pro atleta, claro que a gente fica feliz. Não foi um treinador qualquer que fez um elogio desse. É campeão do mundo, trabalhou com grandes seleções, então fico feliz. É continuar nesse mesmo ritmo, nessa mesma pegada, pra crescer sempre, melhorando pra ajudar a equipe do Cruzeiro. Claro que a gente sempre sonha com coisas maiores, jogar pela seleção. A gente busca esse objetivo, mas sem deixar subir à cabeça. Tem que trabalhar, porque existem grandes jogadores. Preciso crescer gradativamente, trabalhar, conquistar espaço. Isso vem com o tempo. Tenho que continuar na mesma batalha e focado.
  7. Bernardo, meia do Cruzeiro: É uma boa experiência boa jogar contra uma seleção. Tiramos muita coisa. Enfrentamos uma seleção de muito toque de bola, muitos dribles e velocidade. Foi um bom aprendizado.
  8. Roger, meia do Cruzeiro: A África do Sul passa por um processo de reformulação. Vinha com o Parreira, trocou pelo Joel Santana, voltou o Parreira. Veio aqui e fez um jogo morno, pois é véspera de Copa do Mundo e todo mundo quer se poupar. Nós também, pois temos uma competição importante. Foi meio chato de se ver, mas faz parte.
  9. Kleber, atacante do Cruzeiro: Foi um jogo bom pros dois lados. Pudemos trabalhar tranquilamente e ninguém saiu machucado. Temos competições importantes e precisamos de todos inteiros pra avançarmos ainda mais. Foi uma oportunidade pra treinar, trabalhar, melhorar, tanto nós como eles. A gente sabe que faltaram os jogadores que atuam na Europa, então, essa seleção tem muito pra melhorar. Mas é uma boa seleção, trabalha bem. A qualidade técnica parece com a do futebol brasileiro.
  10. Leandro Mattos, em seu blog: No Mineirão, o Cruzeiro recebeu a África do Sul de Carlos Alberto Parreira, num amistoso internacional. Foi um jogo tecnicamente fraco, sem muita inspiração de ambos os lados. Os celestes foram superiores e só não venceram porque foram muito displicentes nas finalizações, numa noite segura do goleiro Khune. No final do jogo, Fábio também foi decisivo. Nos últimos cinco minutos, fez duas defesas importantes e impediu que a zebra invadisse o gramado do ‘Gigante da Pampulha’. Com México, Uruguai e França como companheiros de Grupo, Parreira terá muito trabalho para colocar os Bafana Bafana nas oitavas-de-final da Copa do Mundo 2010.
  11. Fabio Velame, no PHD: Não há muito que comentar. Foi um jogo morno. O Cruzeiro teve mais posse de bola, mas não sabia o que fazer com ela. As melhores chances foram da seleção africana e, não fosse o Fábio, a vitória seria dela. A única grande chance do Cruzeiro aconteceu no 1º tempo com Roger na grande área batendo em cima do goleiro. O resto foram chutes de fora da área, uma deles numa falta cobrada pro Bernardo, no travessão, e bolas levantadas para conclusões de cabeça fáceis pro goleiro. Apesar de ter sido amistoso, achei o time meio sem criatividade.
  12. Leo Vidigal, no PHD: Parece que os jogadores se arriscaram menos nas divididas, preferindo mais um belo passe, por isso erraram mais.  Foi um amistoso normal, talvez meio fora de hora, mas não deixa de ser interessante. Menos mal que o time não levou o castigo no final, graças ao Fábio. Pena aquela bola do Bernardo não ter entrado, ele realmente procurou o jogo e merecia um gol. 
  13. Vidotti, no PHD: Não tem como cobrar que cantem o hino se a organização não planeja a execução em conjunto com a torcida. Da arquibancada, não dá pra escutar o que a banda está tocando no gramado. Porque não utilizaram o serviço de auto-falantes para reproduzir o hino? Não entendi o motivo. Na final da Libertadores, o hino foi cantado por todo o estádio. Ontem, não foi questão de falta de educação e sim de falta de planejamento. Ontem, nada foi anunciado pelo sistema de som do Mineirão, ai fica dificil cobrar alguma coisa.
  14. Rosan Amaral, no PHD: Assisti ao jogo ao lado do Dr. Adriano, irmão do Sivercan. O nome do jogo foi Carlos Alberto Parreira. O 1º tempo foi horrível como espetáculo. Sobrou o desempenho tático dos bafana bafana com 2 linhas de 4 fechando da meta sul-africana e impossibilitando a penetração dos cruzeirenses. Parreira sabe posicionar uma defesa. No 2º tempo, Pele abriu sua equipe e jogou de igual para igual, chegando ao requinte do 4-3-3 em alguns momentos. O jogo ficou muito movimentado. O Cruzeiro perdeu mais gols que os leões, mas a última bola do jogo foi perdida pelo atacante africano cara a cara com o Fábio. Mais enclorpada, esta seleção poderá surpreender México ou Franca. Destaque também para o preparo físico dela. A movimentação no 90º foi a mesma do 1º minuto.
  15. Walterson Almeida, no PHD: Este amistoso fez muito bem à África do Sul. Reparem que nos últimos 20 minutos eles jogaram igualzinho ao Cruzeiro, tocando a bola e fazendo-a girar. Aí foi a vez dos celestes ficarem correndo atrás da bola. Pelo que li sobre o jogo, era exatamente isto que o Pé de Uva buscava para seu time. O futebol do Bernardo cresce a cada jogo, embora ele continue segurando muito a bola e tentando resolver sozinho. Passe a bola, rapá!

Cruzeiro 0x0 África do Sul: Goleiros imbatíveis

quarta-feira, 17 de março de 2010

O treinador Carlos Alberto Parreira trouxe a Seleção da África do Sul pra se preparar para a Copa no Brasil.

Até agora, ela empatou com o Volta Redonda, por 0x0, e venceu o Sub20 do Fluminense, por 8×0, e os profissionais do Boavista, por 2×0, em jogos-treinos realizados na Granja Comary, centro de treiandmentos da CBF, em Teresópolis.

Sem os titulares Benny McCarthy, atacante do West Ham, os meias Steven Piennar, do Everton, e MacBeth SIbaya, do Rubin Kazan, e o zagueiro Aaron Mokoena, do Portsmouth, os bafana bafana querem aprender a tocar a bola e controlar o jogo à moda brasileira.

Para o Cruzeiro, o jogo também vale como treino para o Mineiro e a Libertadores e como oportunidade de divulgar sua marca mundo afora.

Lances + importantes do 1º tempo

  • 20h50 – Torcida mal educada faz barulho ensurdecedor durante a execução dos hinos nacionais.
  • 20h54 – Placar eletrônico dá escalação da África do Sul ao lado do escudo do América-MG.
  • 20h55 – Começa o jogo. Cruzeiro, com camisas e calções azuis e meias brancas, defende o Gol da Cidade. África do Sul com camisas brancas, calções verdes, meias amarelas.
  • 03 – Jogo truncado, com troca de passes nenhuma tentativa de ataque mais consistente.
  • 04 – Roger cobra escanteio pela esquerda, Pedro Ken cabeceia pra fora.
  • 05 – Jonathan cruza da direita, defesa tenta tirar, bola sobra pra Pedro Ken, que chuta. Khune defende.
  • 07 – Cruzeiro marca saída de bola.
  • 09 – Modise avança pela direita, mas é desarmado por Diego Renan.
  • 13 – Tshabalala faz boa jogada pessoal e cava falta na intermediária, que juiz não marca.
  • 14 – Mphela invade a área e chuta por cima do travessão.
  • 15 – Tshabalala pega faz belo lançamento pra Mphela, que domina, avança e chuta cara a cara com Fábio, que faz grande defesa em dois tempos.
  • 16 – Roger chuta de fora da área, bola passa por cima do travessão.
  • 19 – Jonathan recebe na entrada da área e chuta por cima do travessão.
  • 22 – Kleber tabela com Henrique na entrada da área, bola desvia na zaga, Khune defende.
  • 23 – Diego Renan cruza da esquerda, Pedro Ken cabeceia, Khune cai no canto esquerdo e defende com dificuldade.
  • 25 – Jonathan recebe passe de Kleber, na direita, é derrubado por Mdledle, sente o pé direito e é retirado no carrinho-maca.
  • 27 – Jonathan volta a campo.
  • 28 – Roger recebe de Diego Renan na área e chuta forte. Khune defende no reflexo.
  • 29 – Tshabalala cruza da esquerda, Cláudio Caçapa desvia de cabeça impedindo a conclusão de Modise.
  • 33 – Cruzeiro troca passes até Jonathan cruzar, da direita, forte demais.
  • 35 – Gaxa vai ataque, mas recebe lançamento em posição de impedimento.
  • 36 – Cruzeiro pressiona, mas não finaliza. Defesa dos bafana bafana está cerrada.
  • 38 – Jonathan recebe lançamento e cruza. Wellington Paulista cabeceia, Khune faz grande defesa.
  • 40 – Wellington Paulista chuta de fora da área, bola sai à direita do arco sul-africano.
  • 41 – Alto falntes anunciam gol da Universidad de Chile contra o Flamengo, em Santiago. Torcida celeste comemora.
  • 42 – Roger recebe cruzamento de Jonathan e chuta, mas a defesa corta.
  • 43 – Davids se choca com Kleber e recebe atendimento médico em campo.
  • 47 – Termina o 1º tempo. Alto falantes anunciam que, em Chapecó, Cocota foi chacota. Perdeu por 1xo pra Chapecoense, pela Copa do Brasil. Torcida celeste comemora.

Lances + importantes do 2º tempo anunciam o fim a

  • 23h – Começa o 2º tempo.
  • 00 – Fabinho substitui Pedro Ken. Bernardo substitui Riger Secco. Shualky substitui Mbuyane.
  • 02 – Bernardo invade a área e chuta cruzado, por cima do travessão.
  • 03 – Bernardo cobra falta pela esquerda, Khune soca bola pra fora da área.
  • 07 – Kleber chuta de fora da área, bola sai à esquerda de Khune.
  • 10 – Bernardo cobra falta, bola acerta o travessão.
  • 11 – Eliandro substitui Kleber.
  • 12 – Magalhães substitui Diego Renan.
  • 13 – Jonathan cobra falta pela direita, Henrique cabeceia, Khune defende.
  • 14 – Cruzeiro ataca muito, torcida se anima e canta alto.
  • 15 – Bernardo chuta de fora da área, Khune defende.
  • 17 – Marquinhos Paraná comete falta em Tshabalala e recebe cartão amarelo.
  • 18 – Confusão na área celeste. Jonathan limpa o lance e sai jogando.
  • 19 – Jali substitui Davids. Letsholonyane substitui Modise.
  • 20 – Bernardo chuta de fora da área, bola sai á esquerda de Khone.
  • 21 – Jali chuta da entrada da área, Fábio defende.
  • 22 – Eliandro cruza da direita, Mdledle cede escanteio. Bernardo cobra, Leonardo Silva não consegue arrematar de cabeça.
  • 23 – Marcos substitui Marquinhos Paraná. Jonathan vai jogar de volante caindo pela direita para tabelar com Marcos.
  • 24 – Wellington Paulista tenta por cobertura, Khune defende.
  • 26 – Marcos lança Jonathan, que cruza. Zaga alivia o perigo.
  • 27 – Jonathan cruza, Eliandro não alcança.
  • 28 – Khumalo cruza da direita, Mphela cabeceia, bola sai à esqueda de Fábio.
  • 30 – Cruzeiro força o jogo marcando saída de bola, África do Sul contra-ataca.
  • 32 – Khune faz cera e recebe cartão amarelo.
  • 33 – Khumalo cruza, Fábio defende pelo alto.
  • 34 – Magalhães cruza da esquerda, Wellington Paulista cabeceia, Khune defende.
  • 35 – Eliandro invade a área pela direita, por cima do travessão. Wellington Paulista reclama.
  • 39 – Bernardo cobra falta, Caçapa cabeceia, defesa corta.
  • 40 – Cale substitui Tshabalala.
  • 41 – Khumalo cruza da direita, Mphela arremata de voleio, por cima do travessão.
  • 42 – Henrique lança Bernardo na área. Armador cruza, defesa cede escanteio. Bernardo cobra, defesa volta a cortar.
  • 43 – Rádio Itatiaia escolhe Khune como o melhor jogador da partida.
  • 44 – Cale cruza da esquerda, bola sai do lado oposto.
  • 45 – Henrique pisa na bola no meio de campo, Mphela fica com a bola e parte em direção ao arco celeste sendo derrubado por Magalhães na meia lua. Lateral celeste recebe cartão amarelo. Deveria ter recebido o vermelho.
  • 46 – Cale cobra falta, Fábio voa no ângulo direito pra salvar o gol africano.
  • 47 – Cale recebe lançamento e, na cara do gol, arremata forte. Fábio faz defesa milagrosa.
  • 48 – Fim de jogo. Seleção da África do Sul recebe o Troféu Governador Aécio Neves.
  • Bernardo: “Foi uma boa experiência. Estou feliz de poder jogar mais vezes este ano. A África do Sul tem jogadores muito velozes.”
  • Fábio: “A África do Sul toca bem a bola, não tem pressa, chega sempre bem e em condições de marcar gols.”
  • Roger Secco: “Foi um jogo morno, chato de se ver.” 

Cruzeiro 0×0 África do Sul, quarta-feira, 17mar10, 21h50min, Mineirão, Belo Horizonte, Amistoso – Transmissão: Sportv (todo Brasil), Globo Minas (MG, exceto JF), Euro Sports (Europa) e Globo Internacional – Público: 13.496 pagantes, 20.250 presentes – Renda: R$168.990.10 – Juiz: Alício Pena Júnior (MG) – Bandeiras: Helbert Costa Andrade (MG/CBF) e Guilherme Dias Camilo (MG/CBF) – Amarelos: Marquinhos Paraná, Magalhães (Cru), Khune, Gaxa (Afr) – Cruzeiro: Fábio; Jonathan, Leonardo Silva, Cláudio Caçapa e Diego Renan (Magalhães); Henrique, Marquinhos Paraná (Marcos) e Pedro Ken (Fabinho); Roger (Bernardo); Kleber (Eliandro) e Wellington Paulista. Tec: Adílson Baptista / África do Sul: Khune; Khumalo, Siyabonga Sangweni, Mdledle e Gaxa; Lance Davids (Jali), Khuboni, Modise (Letsholonyane) e Mbuyane (Schalkwyk); Siphiwe Tshabalala (Cale) e Katlego Mphela. Tec: Carlos Alberto Parreira – Histórico – Foi o 1º jogo entre os dois times e o 33º do Cruzeiro contra seleções nacionais. O Cruzeiro venceu 17, empatou 11 e perdeu 5. Marcou 59 gols e tomou 29. Antes da África do Sul, a única seleção africana que hhavia enfentado a equipe celeste foi a Nigéria, por duas vezes em 1980 na cidade de Lagos. O Cruzeiro ganhou o primeiro jogo por 1×0 e empatou o segundo em 1×1.

O erro vai bater ponto no RapoCota

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O erro acompanha o esporte. É rematada tolice perder tempo com chororô. Ele não tem o poder de transformar evento esportivo em operação matemática.

Se os chorões quiserem erro zero, terão de pedir a arbitragem do Sumo Pontífice, único ser sobre a terra com o dom da infalibilidade.

O juiz do RapoCota não tem esta sorte. Vai errar. E o perdedor vai berrar.

Se servir de consolo, informo que o apitador do clássico não será Wagner Tardelli. Ao menos, é o que garante o Diretor de Arbitragem da FMF.

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Taí, essa gente bronzeada mostrando seu valor…

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Sorte nossa, que os britânicos não acompanham o futebol brasileiro.

Já pensaram se eles conhecessem Euricão, Trajano, Cipullo, Juvenal Juvêncio, Kaiu, ZZP, Love, Muricy, Lori Sandri, Márcio Alemão, Angelim, Fernandão, Souza, Bala, Lúcio Becão, Dylan e outros menos votados?

Cairíamos pra segundona, com certeza.

Sorte deztepaiz que eles prestaram mais atenção neste blogueiro e na Juliana. E, talvez, no Kaká.

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Nós somos o Haiti: o futebol se mexe

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O mundo abraçou a causa do Haiti. Gente de todos os cantos está chegando ao páis devastado pra salvar vidas, alimentar os famintos, abrigar sem teto, controlar voos, limpar e policiar as ruas etc.

Os americanos, sempre tão criticados, estão na pole position do apoio. A Europa promete verbas gigantescas. Dentro de suas possibilidades, o Brasil também está batendo um bolão com soldados e ongueiros decentes.

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27ª CAN, Grupo D: Eto’o, Katongo, Ovono

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Mauro França

Camarões, Gabão, Zâmbia e Tunísia.

CAMARÕES

  • Outra grande potência africana. Vai para a sua sexta Copa, recorde na África. Camarões disputa pela 16ª vez as finais de CAN, sétima consecutiva. Depois de 1982, só ficou de fora uma vez, em 1994. Chegou à final seis vezes, conquistando 4 títulos (1984, 1988, 2000, 2002). Foi vice em 2008, batido pelo Egito. Tem ainda um título de campeão olímpico, em 2000. É o 1º do ranking africano e o 11º do mundial. Camarões tropeçava nas eliminatórias quando o francês Paul Le Guen foi contratado, em julho de 2008. Sob o seu comando a equipe se recuperou, venceu quatro jogos consecutivos e garantiu vaga na Copa. Feito que lhe valeu a renovação do contrato até o final deste torneio. Eto’o (Inter de Milão), em sua sexta CAN, é o grande astro dos Leões Indomáveis, que contam ainda com os experientes Rigobert Song (Trabzonspor), capitão da equipe, e Geremi (Newcastle).  Bassong (Tottenham), contundido, é a ausência mais sentida. A preparação final foi feita em Nairobi, Quênia.

GABÃO

  • Fez boa campanha nas Eliminatórias, a ponto de sonhar com a vaga na Copa, mas foi ultrapassado por Camarões nas duas rodadas finais. Volta à fase final da CAN depois de uma década ausente, na sua quarta participação. Seu melhor resultado foi chegar às quartas-de-final em 1996, que espera ao menos igualar. O Gabão, em conjunto com a Guiné Equatorial, sediará a próxima CAN. Ocupa a 8ª posição no ranking africano e a 48ª no mundial. Desde 2006 o treinador dos Panteras é Alain Giresse, ex-jogador da França, que montou uma equipe sem grandes estrelas, mas forte no conjunto. O atacante Daniel Cousin (Hull City) é o principal destaque, ao lado do experiente goleiro Didier Ovono (Le Mans) e do trio formado pelos irmãos Aubameyang, Catilina (sem clube), Willy (Avellino) e Pierre-Emerick (Lille). No último amistoso de preparação, Gabão venceu Moçambique por 2×0.

ZÂMBIA

  • Em sua 14ª presença em finais de CAN, o objetivo é alcançar ao menos as quartas-de-final. Pode parecer modesto, mas desde 1996, quando foi 3º, Zâmbia não passou da fase de grupos nas cinco edições que participou. Seus melhores resultados são dois vices, em 1974 e 1994. Ocupa o 17º posto do ranking africano, 84º do mundial. O técnico é o francês Herve Renard, desde maio de 2008. O sucesso dos Chipolopolos (Balas de Cobre, no idioma bemba) depende do desempenho dos irmãos Katongo, Christopher (Armenia Bielefeld), atacante, e Felix (Mamelodi-RSA), meia. Outro destaque é o goleiro Mweene (Free States Stars-RSA). Oito jogadores atuam na África do Sul e sete em times de segunda linha da Europa. No último amistoso, Zâmbia empatou com a Nigéria, 0x0, em Durban, África do Sul.

TUNÍSIA

  • A Tunísia teve a vaga na Copa nas mãos. Precisava apenas de uma vitória sobre Moçambique na última rodada, fora de casa, mas perdeu e foi ultrapassada pela Nigéria. Foi a primeira Seleção africana a vencer em Copas, em 1978 (3×1 sobre o México).  Participou de 4 Copas (1978, 1998, 2002, 2006) e chega a sua 14ª final de CAN, da qual foi campeã em 2004, quando sediou pela 3ª vez a competição. Ocupa o 10º lugar no ranking africano e o 53º no mundial. O fracasso nas eliminatórias levou a Federação tunisiana a trocar o português Humberto Coelho por Faouzi Benzarti, treinador do Esperance de Túnis. 16 dos 23 convocados, por sinal, jogam no país. O zagueiro Haggui (Hannover-96) e o meia Darragi (Esperance), são os destaques.

Calendário brasileiro à moda européia

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Paulo Sanchotene

Na esteira do programa anunciado antes, segue a segunda parte dos modelos de organização do futebol brasileiro.

No entanto, ao invés do modelo americano, passa-se ao modelo europeu, não só porque este é de mais fácil assimilação neste período pré-festas, mas para aproveitar o texto do Victor Pimentel Nunes (publicado no PHD, em 21dez09, como “Darwinismo Estúpido”).

Basicamente, é a complementação de outro texto já publicado (“Champions League à Brasileira”, PHD, 29ago09), mas com algumas diferenças.

A principal diferença é a formatação para 27 Federações; na versão anterior, eram 29, com a inclusão do Interior Paulista e da Guanabara.

Apesar de crer que essas mudanças seriam importantes, como elas  podem dificultar a compreensão dos modelos prefere-se  por ora trabalhar com a atual composição de federações estaduais.

Contudo, se alguém quiser saber como ficaria, não só esse, mas os outros modelos com 29 federações, basta escrever para sancho.brasil@gmail.com.

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O Cruzeiro da 1ª Década do Século XXI

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Encerra-se a 1ª década do Século XXI. Assim como na anterior, nesta também o Cruzeiro foi o Rei de Minas.

Foram 6 títulos estaduais, 2 copas Sul Minas, 2 copas do Brasil, 1 Brasileiro. E, por pouco, outra Libertadores.

Grandes jogadores vestiram a azul-estrelada desde 2000. Com os mais destacados, o Síndico formou uma Seleção Azul da Década (ou dos Anos Zero, como queiram).

De acordo? Não? Escale a sua, então.

  • Gomes – Entre 2002 e 2004, Heurelho da Silva Gomes (João Pinheiro-MG, 15fev81), o Homem-elástico, conquistou 3 títulos mineiros, uma Copa do Brasil e um Brasileiro. Descoberto por Wanderley Luxemburgo na base celeste, onde nunca chegou a ser um destaque, o goleiro prima pela boa colocação até mais do que  pela elasticidade, que usa somente quando se torna imprescindível uma ponte. O ótimo posicionamento ainda foi aprimorado nos 5 anos de Europa (PSV e Tottenham). Acima de qualquer consideração técnica, Gomes merece reconhecimento especial por ser cruzeirense desde a infância vivida em Três Marias-MG, onde seu pai era lavrador. 
  • Maurinho – Mauro Sergio Viriato Mendes nasceu em Fernandópolis-SP, em 11out78, em passou, além do time de sua cidade, por Rio Preto, Capivariano, Ituano, São Bento, Sertãozinho, Paulista e Santos, antes de ser contratado pelo Cruzeiro em 2003. No Mais Querido de Minas, sagrou-se campeão estadual em 2003 e 2004, da Copa do Brasil e do Brasileiro em 2003, antes de ser abatido por uma série de contusões, que fizeram ruir uma carreira que ele ainda tentou levar adiante no São Paulo, Goiás, novamente no Cruzeiro, e na Cabofriense. Bom marcador e apoiador incansável, Maurinho foi homenageado pelo colega de equipe, Deivid, com uma elogio pra lá de engraçado: “Nunca vi coirrer tanto, parece que esse cara tem dois pulmões!” Ele corria e cruzava com perfeição. Mas, fora de campo, era um descuidado. Sua passagem por Beagá rendeu casos incríveis, geralmente, devido a festas em seu apê que, dizem, servia até de pista de motocross. Mas o Maurinho que ficará na memória do torcedor celeste será o lateral moderno que deu excecpcional contribuição para a conquista da Tríplice Coroa.
  • Cris – Cristiano Marques Gomes (Guarulhos-SP, 03jun77) revelou-se no Corintiãs, antes de chegar ao Cruzeiro como contrapeso na venda do becão João Carlos, por US$4 milhões. Entre 1999 e 2004, ele jogou 128 partidas e fez 13 gols com raça e dedicação infinitas, algo que a imprensa paulista jamais perdoou, talvez pela manta levada por seu clube predileto na transação. Cris, literalmente, brigou pelo Cruzeiro. Na decisão de 2004, atacado covardemente pelo goleiro da Cocota ao final da partida, conseguiu se desvencilhar de um mata-leão para aplicar um soco no pobre diabo, que levantou a torcida celeste, mas lhe custou uma vingança terrível do TJD mineiro. Suspenso por  2 anos, impedido de trabalhar no Brasil, ele se transferiu para Lyon, pelo qual levantou 4 nacionais, uma copa e uma supercopa em 5 anos de militância. Cris é nome gravado no livro de ouro da história celeste ao lado dos becões Polenta, Rizzo, Nereu, Caieira, Azevedo, Bibi, William, Massinha, Fontana, Brito, Morais e outros malvados que, há 9 décadas, assustam os rivais.
  • Luisão – Nascido em Amparo-SP, em 13fev81, Anderson Luís da Silva, revelou-se no Juventus, de São Paulo, antes de ser contratado para o time de juniores do Cruzeiro em 2000. Como titular doa equipe principal, fez 48 partidas e 8 gols, entre 2002 e 2003, antes de transferir para o Benfica na metade da temporada da Tríplice Coroa. Alto, 1m93, ele reinava absoluto nas bolas aéreas. Ágil, sabia se antecipar aos atacantes. Seu futebol o levou à Seleção Brasileira, pela qual conquistou as copas América, em 2004, e das Confederações, em 2005 e 2009. Com a camisa celeste, levantou os estaduais de 2002 e 2003, o Brasileiro de 2003, as copas Sul Minas de 2002 e do Brasil de 2003.
  • Sorín – Juan Pablo Sorín, O Pássaro Azul, apodo que recebeu do locutor Alberto Rodrigues, da Itatiaia, nasceu em Buenos Aires, em 05mai76, começou sua carreira no Argentinos Juniors, passou pela Juventus, da Itália, e pelo River, antes de chegar a Belo Horizonte, em 2000. Teve uma recepção fria da mídia, que criticava seu futebol ultraofensivo. Mas ele ganhou apoio da torcida com sua disposição incomum e os treinadores trataram de arranjar cobertura de volantes pra suas escapadas ao ataque.Nas três passagens pela Toca (2000 a 2002, 2004 e 2009), Sorín fez 127 partidas e 18 gols. Venceu as copas do Brasil, em 2000, Sul Minas, em 2002 e 2003, e os estaduais, em 2002 e 2009. Torcedor do River na Argentina, ele se tornou também um cruzeirense pela incrível identidade com a torcida celeste.
  • Charles – Charles Fernando Basílio da Silva, o Leão Azul, nasceu no Rio de Janeiro, em 14fev85 e foi incorporado ao time de juniores do Cruzeiro em outubro de 2003. Em 2005, foi emprestado ao Ipatinga e sagrou-se campeão mineiro. Em 2006, disputou o Carioca pela Caborfriense e voltou pra jogar até 2007 no Ipatinga. Somente após o vexame no Mineiro de 2007, Charles retornou ao Cruzeiro onde, sob o comando de Dorival Júnior, formou com Ramires uma dupla de volantes que assombrou o país pela capacidade de marcação e disposição pra atacar. Em agosto de 2008, Charles foi vendido ao Lokomotiv Moscou. Em 67 jogos com a azul-estrelada, ele marcou 7 gols e foi campeão mineiro de 2008 fazendo da garra, do fôlego e do chute forte de média distância suas marcas pessoais.
  • Marquinhos Paraná – Antônio Marcos da Silva Filho, o Mestre Paraná, nasceu em Recife, em 20jul77, e começou a jogar nas divisões de base do Santa Cruz. Em 1996, assinou, com o Paraná Clube, seu primeiro contrato. Em 1998, ele defendeu o CRB em 1998 e, em seguida, Santa Cruz, CRB, Figueirense, Chunnam, da Coréia do Sul, Marília, Avaí, Figueirense. No Furacão catarinense, foi comandado por Adílson Baptista e elogiado por Muricy Ramalho, que o qualificou como o melhor meio-campista do futebol brasileiro. Em 2007, Paraná defendeu o Jubilo Iwata, do Japão. Em 2008, por indicação de Adílson Baptista, foi contratado pelo Cruzeiro. Na apresentação, desmaiou na Toca II e virou alvo de chacota da torcida, que o vaiou tão logo entrou em campo pela primeira vez. Uma estupidez histórica como se veria pela sequência de mais de 100 partidas excelentes que o polivalente fez defendendo o clube. Ao longo da carreira, Paraná adaptou-se às exigências de cada momento. Ao sofrer cirurgia no joelho, quando estava no Marília, abandonou o ímpeto ofensivo, parou de correr com a bola, passou a valorizar o passe preciso e o bom posicionamento, suas características marcantes nesta fase de maturidade técnica.  MP é um volante que não aplica carrinhos, cotoveladas nem chega atrasado parando jogadas com pontapés. Ao contrário, desarma silenciosamente e sai para o jogo com espantosa facilidade. O torcedor mediano, mais chegado a pirotecnias, não percebe sua alta qualidade tática e técnica. Ele dá de ombros: “Faço o que o treinador pede”. E faz muito bem feito. Como nenhum outro volante fez desde 2000 com a camisa celeste, a qual campeonou nos estaduais de 2008 e 2009.
  • Ramires – Ramires Santos do Nascimento nasceu em Barra do Piraí-RJ, em 24mar87. Revelado pelo Joinville, O Queniano chegou à Toca, como artigo a ser exposto na vitrine, e acabou, dois anos e fantásticas exibições depois, indo para o Benfica, em meio à Libertadores de 2009, e pouco antes de se tornar campeão da Copa das Confederações com a Seleção Brasileira. Foi titular indiscutível desde sua estréia no time devastado pelo fiasco no Mineiro de 2007. Torneio que, aliás, Ramires conquistou nas temporadas de 2008 e 2009. Força pra desarmar e fôlego extraordinário pra surgir no ataque, de surpresa, foram suas credenciais pra virar ídolo da torcida celeste. 
  • Alex – Alexandro de Souza ou, simplesmente, O Talento, nasceu em Curitiba, em 15set77. E foi no Coritiba que ele se revelou, antes de se tornar famoso no Palmeiras, pelo qual conquistou a Libertadores de 1999. Em 2000, teve curta passagem pelo Flamengo, que vivia uma de suas fases de absoluta avacalhação. O insucesso na Gávea o fez voltar depressa ao Parque Antártica. Em 2001, ele passou pelo Cruzeiro, foi dispensado pelo treinador Marco Aurélio, voltou ao Palmeiras e foi jogar no Parma em 2002. De volta ao Cruzeiro, na 2ª metade de 2002, agora sob o comando de Wanderley Luxemburgo, Alex teve bom desempenho mas, de novo, seria dispensado não fosse pela interferência do treinador, que fez dele a peça fundamental do time tríplice campeão de 2003. Alex foi o principal jogador do melhor time celeste na década. Quando deixou o clube em 2004, a equipe azul tinha um percentual de aproveitamento que, se mantido, teria garantido o bicampeonato barsileiro ao final da temporada. O Talento vestiu a azul-estrelada 121 vezes, deu 61 assistências e marcou 64 gols. Ao longo de 2003, sem obrigações defensivas, papel cumprido por Augusto Recife, Maldonado e Wendel, com sua canhota mágica, ele criou jogadas cinematográficas, fez gols de enciclopédia e entrou para a história do Cruzeiro. Alex campeonou nos estaduais de 2003 e 2004, a Copa do Brasil e o Brasileiro de 2003. Em suas passagens pelo Mais Querido de Minas, Alex conquistou o Troféu Telê Santana como o melhor meia de Minas (2002), o The Best Player in Americas (2003), a Bola de Ouro Fifa (2003),  as bolas de Prata e de Ouro, da Placar (2003), a Chuteira de Ouro do Campeonato Brasileiro (2003), o  Melhor Meia das Américas, e,m eleição promovida pelo El País, de Montevidéu (2003),  o Troféu Telê Santana de Craque do Ano em Minas (2003), o Troféu Guará de melhor meia e melhor jogador de Minas (2003) e gfanhou placa no hall do Mineirão pelo gol espetacular marcado no 2×2 contra o São Caetano, partida inaugural do Brasileiro de 2003.
  • Fred – Em 71 jogos, entre 2004 e 2005, Frederico Chaves Guedes, nascido em Teófilo Otoni-MG, em 03out83, centroavante revelado pelo América-MG, fez 56 gols e conquistou a Chuteira de Ouro da Placar em 2005. Alto, forte, bom cabeceador, exímio chutador, ele atormentava as bequeiras adversárias. Em 2005, foi artilheiro do Mineiro com 13 e da Copa do Brasil com a insuperável marca de 14 gols. Sua venda ao Lyon, em meio ao Brasileiro de 2005, causou prejuízo técnico imenso fazendo a equipe celeste despencar na tábua de classificação. Embora não tenha conquistado títulos, por suas atuações empolgantes, ele recebeu os apodos de Fredgol e O Predestinado. E permanece, 4 anos depois, como ídolo do torcedor celeste. Fred retribui se declarando cruzeirense desde os tempos de criança em Teófilo Otoni.  
  • EdílsonO Capetinha, Edílson da Silva Ferreira, nascido em Salvador, em 17set70, jogou apenas 20 partidas, nas quais fez 11 gols e conquistou a Sul Minas de 2002 com a azul-estrelada. Não há registro de uma só atuação apagada dele naqueles poucos meses. Tanto que, aos 32 anos, foi convocado por Luiz Felipe Scolari para a Copa do Japão / Coréia do Sul, ao final da qual, assinou com o Kashiva Reysol e nem apareceu em Beagá pra festejar o título mundial. Isto lhe custou o apreço do torcedor, mas não apaga o brilho de sua passagem pelo Mais Querido de Minas.
  • Adílson Baptista, técnico – Marco Aurélio tirou a Copa do Brasil 2000 do fundo da alma celeste. Felipão faturou a Sul Minas e foi pra Seleção, com a qual levantou o título mundial. Luxemburgo tem a insuperável tríplice coroa em seu acervo. Dorival Júnior recuperou o moral do clube, após o fiasco no Mineiro e o colocou na Libertadores 2008 com uma campanha correta no Brasileiro 2007. Mas o melhor da década foi o mais perseguido pela imprensa e pelos tropeiristas e amendonistas das arquibancadas. O que é uma credencial insuperável, pois jornalista e torcedor odeiam tudo o que não cheire a mofo. Com parcos investimentos, Adílson levantou dois títulos mineiros, chegou duas vezes ao G4 do Brasileiro, a uma decisão da Libertadores e aplicou surras monumentais no rival citadino, o que lhe garantiu o ódio eterno dos emplumados. Sinal de que faz um grande trabalho.
  • Alex, craque – O melhor do melhor time celeste da década, o de 2003.
  • Guilherme, revelação da base – Campeão da Copa SP de Juniores e do Brasileiro Sub20 em 2007, foi o único de um time vencedor a superar preconceitos contra a prata da casa e se tornar titular, ainda que de forma intermitente, no Cruzeiro. Ele soube aproveitar as oportunidades recebidas marcando gols decisivos em RapoCotas eletrizantes. Mas tão rapidamente quanto foi elevado à categoria de ídolo, foi vaiado e acabou na Ucrânia, de onde se transferiu para a Rússia.
  • Ramires, revelação da vitrine – Raçudo, resistente, sério, foi a maior revelação da década na Toca da Raposa.
  • Geovanni, autor do gol mais bonito – O gol do título da Copa do Brasil 2000, criação coletiva dele, de Muller, que deu as instruções sobre como bater a falta, e de Donizete Oliveira, autor do tranco que desarrumou a barreira tricolor, ficará gravado na história do futebol brasileiro. Mais até do que outros de estética mais apurada, pois, no futebol, a emoção está sempre um passo adiante da beleza.

Darwinismo estúpido

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Jorge, eu tinha ficado de mandar um post sobre esse assunto de fórmulas de competições e calendário.

Mas fui demorando e me deparei agora que o Paulo Sanchotene se propôs a um trabalho pelo visto, até mais amplo.

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Calendário Brasileiro à Inglesa

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Paulo Sanchotene

Propostas de Calendário para o Futebol Brasileiro

Nestas férias futebolísticas, apresentarei 4 propostas diferentes de organização para o futebol Brasileiro. Chamá-las-ei, pela ordem: modelo inglês; modelo americano; modelo europeu; e modelo brasileiro. Os nomes se referem apenas às inspirações, pois eles tiveram que ser adaptados à nossa realidade.

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