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Dunga pediu desculpas ao distinto público

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Dunga agiu bem ao pedir desculpas à torcida pelo destempero verbal contra Alex Escobar ao final do Brasil 3×1 Costa do Marfim.

Se ele não gosta do repórter ou da rede de televisão, deveria ter resolvido pessoalmente suas desavenças sem recorrer a palavrões em meio a uma entrevista.

A Globo, goste-se ou não e de seus profissionais, está certa ao tentar entrevistas exclusivas.

O que se espera do jornalista é que corra atrás da notícia, não que aceite os comunicados oficiais das autoridades como fonte.

Ontem, o Olé publicou foto de um aparente desentendimento entre Luisão e Júlio César. Se o ambiente na Seleção fosse de liberdade, os atletas seriam abordados por repórteres, em algum horário livre, pra se explicarem.

Mas como vivem em regime de reclusão absoluta, quem fala por eles é o assessor de imprensa da CBF e o treinador. E o torcedor fica desinformado.

Muitos brasileiros, adeptos de regimes autoritários, de empastelamento de jornais e de cassação de concessões de rádios e televisões, aprovam o jornalismo oficial e se aproveitam da situação para criticar a imprensa livre.

Nessas questões, fico com João Saldanha que, embora fosse comunista, tinha cérebro e defendia, ao menos no ambiente da ditadura militar, a busca de informações.

Pra ele, “a imprensa ou é de oposição ou é balcão de armazém de secos e molhados”.

E sobre essa concentração total, essa reclusão imposta aos jogadores, ele repetia à exaustão: “se concentração ganhasse jogo, o time da penitenciária seria imbatível”.

Se é pra resolver pendengas com palavrões, Dunga deveria poupar bilhões de telespectadores que acompanham suas coletivas.

Se é pra conquistar a Copa, ele deve treinar o time e confiar no discernimento dos atletas, que deveriam ter folgas após as partidas. Com direito, inclusive, de conversar com jornalistas. Como cidadãos livres.

Caso contrário, eles deixarão a África do Sul sem terem participado de verdade do evento, posto que só lhes restarão lembranças de hotéis, ônibus e estádios.

Sobre a festa dos povos nas ruas, só ficarão sabendo se ligarem a TV. Se é que isto também não está proibido na concentração total.

Dunga fez bem bem ao revelar, na coletiva do mea culpa, a matriz de seu patriotism e a dor que sente pelos problemas de saúde do pai. E foi humano ao expressar sua solidariedade ao povo nordestino, que enfrenta o flagelo de inundações.

Mas fez melhor ainda ao se desculpar com o público. Errou, pediu desculpas e bola pra frente. Não leva o Troféu Domenech, o maluco treinador francês que não entendeu o espírito desportivo da competição.

Agora, falta Dunga abrir algumas janelas para o contato entre atletas e público. Como as demais seleções fazem.

N.B.: Se Dunga quer mesmo “boxear” com jornalistas, que venha treinar o Cruzeiro. Aqui, só tem peso pesado. Em Minas, Alex Escobar seria peso mosca.

5ª da B: Baêa irresistível, Tigre irreconhecível

domingo, 30 de maio de 2010

Esta foi a 5ª rodada da Série B do Morrinhão.

  1. No Canindé, Lusa 2×0 Braga. Público: 1.112. Gols: Maurício, 25 do 1º tempo; Marcos Paulo, 35 do 2º. Revelado pelo Cruzeiro no século passado, Marcos Paulo continua em atividade. Quem vai pendurar as chuteiras primeiro: ele ou Pet?  
  2. Nos Aflitos, Náutico 2×2 América. Público: 10.763. Gols: Zé Carlos (Nau), pênalti, 11 do 1º tempo; Zé Carlos, 23, Flávio Recife, 33, Rodrigo Dantas, 44 do 2º. O Timbu estava com o jogo na mão até que seu goleiro levou um frango e foi castigado pelo Diabo. 
  3. No Coaracy Fonseca, ASA 1×2 Coxa. Público: Gols: Rincón, 14, Rafinha, 17, Ramon, 42 do 2º tempo. Com um a menos, o Coxa cortou as asinhas do adversário.
  4. Na Vila Capanema, Paraná 1×0 Vila. Público: 8.239. Gol: João Paulo. A torcida tricolor se animou, saiu de casa e empurrou seu time que está na escolta do líder.
  5. No Anacleto Campanela, Sanca 3×1 Ponte. Público: ? Gols: Kleber, 42 do 1º tempo; Arthur, 1, Pablo Escobar (Pon), 24, Kleber, 33 do 2º. O Sanca se apruma no campeonato. A Ponte continua balançando. E os velhinhos do Azulão estão cada vez mais sumidos das arquibancadas.
  6. No Serejão, Brasiliense 1×1 Figueira. Público: 3.497. Gols: Rosembrick, 44 do 1º tempo; João Filipe (Fig), 46 do 2º. O BSB amarelou no finalzinho.
  7. Em Pituaçu, Bahia 2×0 Sport. Público: 32.157.  Gols: Rogerinho, 30 do 1º tempo, Ávine, 6 do 2º. A torcida do Bahia despertou. Nenhum time da Série A levará mais gente a campo neste fim de semana do que o Tricolor de Aço. Parece até que havia mais gente que estádio em Pituaçu.
  8. No Dario Leite, Guará 3×1 Sandré. Público: 3.017. Gols: Renato Peixe, 13, Nenê, 33, do 1º tempo; Borebi (San), 23, Kleber, 33 do 2º. Jogo de duas empresas. Venceu a de menor turnover.
  9. No Romeirão, Icasa 3×1 Duque. Público: 2.038. Gols: Júnior Xuxa, 25 do 1º tempo; Everaldo, 5, Leo Guerreiro (Duq), 30, Júnior Xuxa, 41 do 2º. Padim Ciço continua abençoando o Verdão cearense. E o Duque devia mudar de nome. Conde D’eu Mole ia mais apropriado.
  10. No Mineirão, Coelho 4×0 Ipatinga. Público: 1.257. Gols: Dudu Pitbull, 22 do 1º tempo; Luciano, 23, Thiago Silvy, 27, Rodrigo, 37 do2º. Após a 5ª derrota consecutiva, o treinador do Ipatinga se mancou e pediu o boné. Evans Drawn, capoeirista norte-americano, sacou a calculadora: Ipatinga 6×1 Cruzeiro (placar agregado), Cruzeiro 3×2 América. América 4×0 Ipatinga. Resultado: 12×4 contra nós. Cruzcredo!

Gols: 30. Público: 62.081. Média: 6.208. G4: Baêa, 13, Paraná, 12, América-MG, Guaratinguetá, 11. Z4: América-RN, 3, Sport, 1, Ipatinga e Duque, 0. Artilheiros: Heverton (Lusa), Kempes (Lusa), Marcelo Toscano (Paraná), Rodrigo Gral (Baêa), 4.

Adílson: “Enalteço o torcedor, fiel e fanático”

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Comentários de jogadores, treinadores e blogueiros acerca do Santos 1×2 Cruzeiro, na Vila Belmiro, Santos, pela 38ª rodada do Brasileiro, em 06dez09:

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Neto: “Desse jeito, a vaga vai pras cucuias!”

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Pitacos de protagonistas, blogueiros e até de um cartola sobre o Cruzeiro 1×1 Grêmio, pela 35ª rodada do Brasileiro, no Mineirão, em 14nov09:

  1. Wellington Paulista, atacante do Cruzeiro: A gente sabia que precisava da vitória de qualquer jeito. E por uma falha no último minuto não vamos entrar no G4 hoje.
  2. Thiago Ribeiro, atacante do Cruzeiro: Time que está brigando pela Libertadores, que matematicamente tem possibilidades, apesar de remotas, de título, não pode vacilar assim, ainda mais com o adversário tendo dois jogadores expulsos. A gente tem que se fechar todo ali atrás e acabou o jogo, 1×0 é três pontos. Mais uma vez em casa, com o estádio lotado, a gente parece que desliga quando não pode. Agora fazer o quê? Não adianta chorar. É buscar os pontos em Curitiba.
  3.   (mais…)

Do teclado à prancheta

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O Brasil não é o País do Futebol. É o País dos Comentaristas de Futebol. 

No último censo, foram contados mais de 2 milhões de profissionais do pitaco tático.

Sem contar as dezenas de milhões de amadores. Caso, por exemplo, deste blogueiro que vos tecla.

Muitos desses caras poderiam ser treinadores. Deveriam ser.

João Saldanha foi. Apolinho foi. Geraldo Magela foi naquele célebre Tupi, de 1965.

E, se fossem, com quem os mais importantes se identificariam?

  1. Renatalino Maurício Prado seria Joel Natalino Santana. Ambos cariocassshhh da gema. Safos.  Maneirisimos. Divertidos.
  2. Juca seria Luxa. Ambos entendem barbaridade de bola. Mas entendem ainda mais de política. Dariam dois bons senadores.
  3. PVC seria Lazzaroni. Ambos baitas teóricos.
  4. Neto seria Gaúcho. Ambos boleirões.
  5. Evandrão não podendo ser Adílson por deficiência de voadora, seria Muricy pela rabugice.
  6. França seria Parreira pela educação e cultura.
  7. Marra seria Ricardo Gomes pela articulação e postura zen.
  8. Zé Trajano seria Hélio dos Anjos pelo estopim curto.
  9. JS seria Helenio Herrera por detestar futebol bunitim praticado por cabeças-de-bagre e por acreditar que a alma também joga.
  10. Caio Decoussau seria Caio Jr. ou, ao menos, teria a mesma personal stylist.
  11. Chiabi seria Andrade pelo culto à simplicidade.
  12. Geniba seria Yustrich pela truculência.
  13. Chaves seria Aderbal Lanna por conhecer o outro lado do futebol.
  14. Velho Damas seria Zico pelo carisma e pelo que um dia jogou…
  15. Calazans seria Evaristo de Macedo pelo eterno mau humor.
  16. Noriega seria Cuca pelo ar sofrido e a cabeça cheia de problemas.
  17. Leo Figueiredo seria Zé das Camisas pelo atleticanismo básico.
  18. Tostão seria Martim Francisco pelo conhecimento tático.
  19. Rosan seria Tite. Ambos ficaram ricos gastando o verbo e acreditando que, na reta final, o time emplaca.
  20. Sangre Azul seria Renê Simões. Ambos tentam levar a Costa Rica nas costas.
  21. OJ seria DJ. Especialistas em tirar time da zona e botar pra jogar ultramodernamente.
  22. Délio Instável seria Dunga. Ambos são malcriados.
  23. Alex Escobar seria Ney Franco. Ambos bons moços.
  24. PCV seria Autuori. Ambos filósofos.
  25. Márcio Guedes seria Apolinho. Pra eles, só existe futebol no Rio.