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Sete em Dez

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Contra o Inter, Luxemburgo colheu sua 7ª derrota em 10 partidas do Brasileiro. E seu time foi parar no 19º lugar.

As justificativas são cândidas: falta ritmo aos atletas e o projeto dele é pra estourar em 2011, não agora.

Um ano pra fazer o time mais caro do país jogar! E pode! Ninguém na mídia o contesta. Nenhuma hiena pede sua cabeça. Todo mundo compreende: mesmo com essa dinheirama toda, não é fácil montar um time.

Qual seria a reação dos críticos de futebol e dos blogueiros (malandros ou termocéfalos, pouco importa) se isto tivesse acontecido com Adílson Baptista?

E se vier a acontecer com o Cuca?

Adílson colocou o Cruzeiro duas vezes no G4, foi bicampeão mineiro (com aquele duplo 5×0 que irrita as hienas) e foi vice-campeão da Libertadores.

Recuperou jogadores. Fábio desceu dos 100 Kg para um peso de goleiro profissional. Jonathan ganhou as estatueta da CBF como lateral-direito do Brasileiro 2009.

Diego Renan saiu da base para o time titular. Ramires atingiu seu auge futebolístico. Paraná jogou sempre e com qualidade sem baixar enfermaria e sem dar ouvidos aos vaiantes e tampouco marquetear.

Leonardo Silva jogou como nunca havia feito antes em sua longa carreira. Thiago Ribeiro, idem. Kleber foi domado e rendeu bem. Henrique se revelou, Fabrício jogou muita bola.

Apesar disto, as hienas fizeram o maior escarcéu porque Apodi, Fabinho, Jadílson, Domingues e outros grandes talentos, que não foram titulares absolutos em sua passagem pelo clube.

E, agora, o que diz essa gente do elenco milionário do Atlético-MG? Alguém faz onda exigindo a escalação de um ou outro gênio vespasianense da bola?

Luxemburgo vai dar um jeito na coisa. Ou melhor, as estrelas de seu elenco vão tirar o time da lama. Mais dia menos dia, isto acontecerá.

Sorte dele que o ambiente em seu clube não será deteriorado artificialmente pelas hienas. Em paz, poderá recuperar-se dos vexames recentes e terminar o Morrinhão em boa posição.

Faço este registro só pra alertar os tolos cruzeirenses que embarcam em qualquer campanha contra seu próprio clube conduzidos por hienas profissionais e amadoras.

O que aconteceu com o bravo Adílson, acontecerá também com o cordial Cuca. Nem será preciso que ele faça campanha tão ridícula quanto a do técnico do rival citadino.

É apenas questão de critério da mídia local e de falta de amor pelo Cruzeiro de parte de sua imensa torcida.

Dizem que o blogueiro é mal educado. Que não debate em alto nível. Que desqualifica opositores e blablabla. Estão certos os críticos.

Este blogueiro é grosso. Crítica aceita. Ponto.

Mas que as hienas só atacam de um lado da lagoa, ninguém há de o contestar, certo? Por isto, xô, hienas! Deixem o Cruzeiro em paz.

P.S.: Apesar de tudo, o blogueiro não defende censura à imprensa (nem veladamente como se propõe hoje no país). Não faz campanha por boicote a qualquer órgão de imprensa. Não permite que se chame profissionais por apelidos desmoralizantes (hiena não é apelido, é categoria que comporta também torcedores e curiosos). Só reivindica o direito de criticar (com maus modos, vá lá…) quem não deixa o Cruzeiro em paz. Ou isto é pedir demais?

P.P.S.: Quem discordar do blogueiro, pode escrever e mandar um post defendendo outras teses sobre o tema. Ao debate!

Didi e Churchill

domingo, 4 de julho de 2010
  • “Até o Felipe Melo, que foi Gerson no primeiro tempo, virou Kleber no segundo…” (Ernesto Araújo)

O Brasil perdeu porque enfrentou um time forte. Não é à toa que a Holanda se mantém invicta há 23 partidas. Ponto.

Perdeu também porque nossos jogadores não têm a exuberante qualidade que imaginamos. São bons, mas nenhum é extraordinário. Ponto sem vírgula.

Perdeu porque seu craque nunca esteve em condições ideais pra uma competição contra os jogadores mais fortes, mais velozes, mais saudáveis e de técnica mais apurada que disputam uma Copa.

Quem chegou à Sudáfrica meia-boca não teve tempo de se recuperar e jogar no limite. Rooney, Torres, Verón, Deco, Pirlo, Gattuso estão na mesma enfermaria do Kaká.

Perdeu porque seu esquema tático não deu conta de responder às exigências específicas de cada partida.

Mas isto é uma longa conversa, principalmente, num território de torcedores que trucidaram o último treinador do Cruzeiro por insistir em privilegiar funções ao invés de posições.

Agora, um fator é possível discutir, embora também não possa ser dado como absoluto: a personalidade dos atletas.

Gilberto Silva disse, na Itatiaia, que a decisão de proibir entrevistas exclusivas não foi do treinador, mas do grupo.

Nesta linha, provavelmente, o claustro a que se submeteram os atletas também deve ter sido aprovado pelo coletivo.

E com claustro ou sem claustro, a seleção voltou pra casa nas quartas de final. Tal qual em 2006.

Tínhamos um time bem montado, mas que não suportou o gol e empate da Holanda. Ele teve efeito devastador para o coletivo e para seus indivíduos.

Quando vi a bola nas redes, lembrei-me da imagem do Príncipe Etíope de Rancho, o Mestre Didi, buscando a bola no filó e, sem a menor pressa, dirigindo-se com ela ao meio de campo enquanto pedia calma aos companheiros assutados pelo gol sueco na final de 58.

Pois é, meus amigos (e também inimigos), não havia um mestre no escrete de 2010. E se houve alguma chance de existir um, ela foi limada pelo grupo.

O coletivo é importante, nem se discute. Mas o herói tem seu lugar na história. Seja ele um salvador da civilização como Churchill -que fez a América se mexer na II Guerra- ou um salvador da pátria enchuteirada como Didi.

Pra que 52 dias de clausura? Por que não conceder entrevistas? Por que se abster de sexo? Qual a vantagem de não receber o carinho dos pais, esposas, filhos e amigos nas horas vagas? Aliás, por que não se conceder o direito a um passeio ao zoo ou ao shopping center?

Se ao tomar o gol, o coletivo pudesse se reunir e deliberar sobre o que fazer, talvez a seleção canarinha tivesse se recomposto e voltado a jogar bem como no 1º tempo.

Como não houve, o que se viu foram closes de um Juan apavorado. Kaká e Lúcio tentando resolver individualmente, Felipe retroagindo às cavernas, Robinho, Daniel e o Fabuloso desconectados do resto do time, a locomotiva Maicon perdendo energia e cousa e lousa.

A Argentina reagiu melhor ao gol germânico. Reagrupou-se e tentou jogar sua bolinha, mesmo que dentro de um esquema suicida. Levou uma tunda até maior, mas aí são outros quinhentos.

Importante é que, para o gol devastador, faltou aos brasileiros ao menos uma referência, alguém pra reagrupar a equipe e tentar uma retomada do bom futebol do 1º tempo.

Repito, o líder não pode tudo, mas seu papel não pode pode ser desconsiderado. Um grupo pode funcionar, mesmo que disputas internas sejam inevitáveis. Como a que opunha Rivaldo e Ronaldo em 2002.

Até isto pode ser canalizado pra aumentar a competitivade do time.

O que não pode acontecer no futebol é a mansidão de uma turma que não se arrisca nem a conceder uma entrevestazinha por medo de pisar na bola.

Como reduzir os efeitos do chumbo?

terça-feira, 9 de março de 2010

Após duas semanas na enfermaria, o Gladiador voltará a jogar contra o Itália. Do volante Fabrício, já tem gente que nem se lembra mais. Dia desses, o Malafaia perguntou: “De que lado do campo ele joga”?

Não deve existir um só atleta de esporte de alto rendimento sadio na face da Terra. Quem não está chumbado, como dizem os portugas, padece de males da alma, como é o caso do Imperador.

É isto mesmo ou tem como dar jeito na situação? Rodízio resolve? Fosse você um gestor de futebol, caro leitor, o que solucionática daria pra esta problemática?