Posts com a Tag ‘Egito’

USA 1×0 Argélia: Desistir? Jamais!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Às 11h (Brasília), no Estádio Loftus Versfeld, em Pretória, Estados Unidos e Argélia se enfrentam pela última rodada do Grupo D.

Se vencerem, os americanos se classificam. Empatando, têm de torcer pra Inglaterra perder ou empatar (mas nunca com mais gols do que eles). Se perderem, saem da briga.

Para a Argélia, só uma vitória resolve. E é aí que mora o perigo. Ninguém nem se lembra mais da última vez que os comandados de Saadane (adepto do 5-4-1) fizeram 3 pontos na vida.

Teria sido naquela decisão contra o Egito, no Sudão: Vai saber…

Os americanos até que têm um time ajeitado, armado pelo treinador careca, Bradley, pai do meia-armador careca, Bradley.

O time americano, que está um pouco acima da média das subpotências deste Mundial, tem em Donovan seu melhor jogador.

E, pode até causar espanto, mas pereba, no duro, eles não têm nenhuma.

Mas não dão muita sorte com juízes. Por isto, além de jogarem tudo o que sabem, terão de rezar pra que o belga Frank de Blekeere não complique no apito. (mais…)

O anão é mudo, mas não é cego

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Li no blog de nome mais escalafobético deztepaiz, o Tiefschwartz, do gremista Paulo Sanchotene:

Muito se fala dos problemas apresentados pela Seleção, especialmente quanto ao rendimento de Michel Bastos, Gilberto Silva e Felipe Melo.

Pelo teor das entrevistas da comissão técnica, os problemas não foram despercebidos.

Corretamente, Dunga manterá o time titular contra a Coréia do Norte (é preciso ver essa turma jogando a todos os cilindros); mas se não render, as mudanças começarão já durante essa partida.

Se vermos o (breve) histórico do Dunga na Seleção, percebe-se que ele pode ser qualquer coisa menos avesso a alterações: o time que começou a Copa América não foi o mesmo que acabou; e do primeiro (Brasil 4×3 Egito) para o segundo jogo das Copa das Confederações (Brasil 3×0 Estados Unidos), houve quatro mudanças.

Mas, isso nenhum jornalista informa. Preferem fazer alarde sobre um “risco” do Dunga “morrer abraçado” com seus titulares.

Pelo que já demonstrou o treinador, o risco disso ocorrer em caso de mal rendimento é próximo de zero.

Quarta-feira de bola murcha

quarta-feira, 3 de março de 2010

A 100 dias do Mundial, as seleções deram seus últimos retoques na rodada amistosa desta quarta-feira gorda de futebol magro.

Em Munich, Alemanha 0x1 Argentina. No banco alemão, um treinador parecido com o cocalero Evo comandando uma seleçãozinha só um tiquinho melhor do que a do índio de butique do altiplano.

No banco argentino, um Maradona cada vez mais parecido com uma respeitável e empetacada senhora de meia idade.

Em campo, uma tristeza só. A Argentina ainda se safa com uns caras bons de bola como Verón e, e, e Messi?, sei lá, o ratinho continua sem dizer a que veio.

Na Alemanha, nada de novo além de um Ballak querendo ser mais realista do que o Materazzi.

(mais…)

27ª CAN, Grupo D: Eto’o, Katongo, Ovono

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Mauro França

Camarões, Gabão, Zâmbia e Tunísia.

CAMARÕES

  • Outra grande potência africana. Vai para a sua sexta Copa, recorde na África. Camarões disputa pela 16ª vez as finais de CAN, sétima consecutiva. Depois de 1982, só ficou de fora uma vez, em 1994. Chegou à final seis vezes, conquistando 4 títulos (1984, 1988, 2000, 2002). Foi vice em 2008, batido pelo Egito. Tem ainda um título de campeão olímpico, em 2000. É o 1º do ranking africano e o 11º do mundial. Camarões tropeçava nas eliminatórias quando o francês Paul Le Guen foi contratado, em julho de 2008. Sob o seu comando a equipe se recuperou, venceu quatro jogos consecutivos e garantiu vaga na Copa. Feito que lhe valeu a renovação do contrato até o final deste torneio. Eto’o (Inter de Milão), em sua sexta CAN, é o grande astro dos Leões Indomáveis, que contam ainda com os experientes Rigobert Song (Trabzonspor), capitão da equipe, e Geremi (Newcastle).  Bassong (Tottenham), contundido, é a ausência mais sentida. A preparação final foi feita em Nairobi, Quênia.

GABÃO

  • Fez boa campanha nas Eliminatórias, a ponto de sonhar com a vaga na Copa, mas foi ultrapassado por Camarões nas duas rodadas finais. Volta à fase final da CAN depois de uma década ausente, na sua quarta participação. Seu melhor resultado foi chegar às quartas-de-final em 1996, que espera ao menos igualar. O Gabão, em conjunto com a Guiné Equatorial, sediará a próxima CAN. Ocupa a 8ª posição no ranking africano e a 48ª no mundial. Desde 2006 o treinador dos Panteras é Alain Giresse, ex-jogador da França, que montou uma equipe sem grandes estrelas, mas forte no conjunto. O atacante Daniel Cousin (Hull City) é o principal destaque, ao lado do experiente goleiro Didier Ovono (Le Mans) e do trio formado pelos irmãos Aubameyang, Catilina (sem clube), Willy (Avellino) e Pierre-Emerick (Lille). No último amistoso de preparação, Gabão venceu Moçambique por 2×0.

ZÂMBIA

  • Em sua 14ª presença em finais de CAN, o objetivo é alcançar ao menos as quartas-de-final. Pode parecer modesto, mas desde 1996, quando foi 3º, Zâmbia não passou da fase de grupos nas cinco edições que participou. Seus melhores resultados são dois vices, em 1974 e 1994. Ocupa o 17º posto do ranking africano, 84º do mundial. O técnico é o francês Herve Renard, desde maio de 2008. O sucesso dos Chipolopolos (Balas de Cobre, no idioma bemba) depende do desempenho dos irmãos Katongo, Christopher (Armenia Bielefeld), atacante, e Felix (Mamelodi-RSA), meia. Outro destaque é o goleiro Mweene (Free States Stars-RSA). Oito jogadores atuam na África do Sul e sete em times de segunda linha da Europa. No último amistoso, Zâmbia empatou com a Nigéria, 0x0, em Durban, África do Sul.

TUNÍSIA

  • A Tunísia teve a vaga na Copa nas mãos. Precisava apenas de uma vitória sobre Moçambique na última rodada, fora de casa, mas perdeu e foi ultrapassada pela Nigéria. Foi a primeira Seleção africana a vencer em Copas, em 1978 (3×1 sobre o México).  Participou de 4 Copas (1978, 1998, 2002, 2006) e chega a sua 14ª final de CAN, da qual foi campeã em 2004, quando sediou pela 3ª vez a competição. Ocupa o 10º lugar no ranking africano e o 53º no mundial. O fracasso nas eliminatórias levou a Federação tunisiana a trocar o português Humberto Coelho por Faouzi Benzarti, treinador do Esperance de Túnis. 16 dos 23 convocados, por sinal, jogam no país. O zagueiro Haggui (Hannover-96) e o meia Darragi (Esperance), são os destaques.

27ª CAN, Grupo C: Nelinho, Kanu e Tico-tico

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Mauro França

Egito, Nigéria, Moçambique e Benin.

EGITO

  • Mesmo não disputando uma Copa do Mundo desde 1990, não pode ser descartado da briga pelo título. Afinal, trata-se do bicampeão africano, recordista em participações e número de títulos da CAN. Disputa as finais pela 22ª vez, desde 1984 de forma consecutiva. Conquistou 6 títulos, incluindo o bicampeonato nas duas últimas edições. Nas quatro vezes que sediou a competição venceu 3 (1959, 1986, 2006) e perdeu uma (1974). Ocupa o 4º lugar no ranking africano e o 24º no mundial. No comando dos Faraós desde 2004, o técnico Hassan Shehata tem a dura missão de recuperar a equipe depois da traumática derrota para a Argélia, que lhes custou a vaga na Copa. Para complicar, perdeu importantes opções ofensivas, como Aboutrika (Al Ahly) e Barakat (Al Ahly), contundidos, além de Mido (Zamalek) e Zaki (Wigan), por opção técnica. Ahmed Hassan (Al Ahly), mais de 150 jogos pela Seleção, Mohammed Zidan (Borussia Dortmund) e o veterano goleiro Al-Hadary (Sion) são os destaques.

NIGÉRIA

  • Pode não ter mais o brilho de outras épocas, mas ainda merece respeito. Depois de três participações consecutivas (1994, 1998, 2002) e uma ausência (2006), garantiu vaga na Copa-2010 batendo a Tunísia na última rodada das eliminatórias. Chega a sua 16ª participação em finais, tendo chegado à decisão em 6, conquistando 2 títulos (1980, 1994). Em outras 6, ficou com o 3º lugar.  Em Olimpíadas, conquistou uma medalha de ouro (1996) e uma de prata (2008). Ocupa a 3ª posição no ranking africano e a 22ª no mundial. Shuaibu Amodu voltou a comandar os Super Águias em março de 2008 e pela segunda vez os levou à Copa. É considerado o técnico nigeriano mais bem sucedido, mas mesmo assim é contestado no país. A equipe carece de maior poder de criação, dependendo apenas de Mikel (Chelsea) para a armação. Por conta da condição de Obafemi Martins (Wolfsburg), em recuperação de contusão, Amodu convocou seis atacantes, entre eles Victor Obinna (Málaga) e o veterano Kanu (Portsmouth). A preparação foi encerrada com um amistoso contra Zâmbia, em Durban, que terminou empatado em 0x0.

BENIN

  • Chegam à sua 3ª final de CAN, segunda consecutiva, com o objetivo declarado de ultrapassar a fase de grupos. Já seria uma façanha e tanto, diante dos adversários. Ao menos uma boa campanha seria bem vinda, estabilizando a Seleção como força intermediária no continente. Benin ocupa o 11º posto no ranking africano e o 59º no mundial. O treinador dos Esquilos é o francês Michel Dussuyer, no comando desde junho de 2008. Os principais jogadores são os mais Sessegnon (Paris SG) e Ogoumbiyi (Guingamp) e os atacantes Omotoyossi (Metz) e Poté (Nice). Entre os 25 pré-convocados, 10 atuam na França e 6 no próprio país. O restante está espalhado por Bulgária, Turquia, Irlanda, Inglaterra e outros países africanos.

MOÇAMBIQUE

  • Volta a disputar a final da CAN depois de 12 anos, comemorado como se fosse um renascimento da grande fase nos anos 50/60, quando revelava craques como Eusébio e Coluna. Em pouco menos de três anos, os Mambas subiram mais de 50 posições no ranking mundial da FIFA, ocupando atualmente o 72º posto e o 14º no africano. O holandês Martin Nooij, que assumiu o comando em fevereiro de 2007, é o responsável pela ascensão de Moçambique. Um dos seus problemas é a falta de bons atacantes. Nos últimos seis jogos das eliminatórias, a equipe marcou apenas um gol. Dos 25 convocados, 11 atuam no país, entre eles o meia Nelinho (Desportivo Maputo). O restante está espalhado entre África do Sul, Portugal, Egito, Grécia e Chipre. Os zagueiros Mexer (Sporting), Simão (Panathinaikos) e Dário (Al Kharitiyah-CAT) e o veterano atacante Tico-Tico (Jomo Cosmos) são destaques.